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:: 9/jan/2021 . 22:55

Avião desaparece na Indonésia minutos após decolar com 62 pessoas a bordo

Autoridades dizem que o Boeing 737 decolou de Jacarta com destino a Pontianak e afirmam ter localizado destroços no mar próximo à capital, mas ainda não confirmam se restos são da aeronave

Um Boeing 737 da empresa indonésia Sriwijaya Air desapareceu no início da tarde deste sábado (horário local, madrugada no fuso brasileiro), com 62 pessoas a bordo, minutos após decolar de Jacarta, capital da Indonésia, com destino a Pontianak, na ilha de Bornéu. A agência nacional de resgates informou que localizou possíveis destroços de uma aeronave no mar próximo à capital e enviou equipes de salvamento para confirmar se os restos são do avião e se há sobreviventes.

O Ministério dos Transportes da Indonésia confirmou que o contato com a o foi perdido poucos minutos após a decolagem. De acordo com o órgão, o último contato com o voo SJ182 ocorreu às 14h40 no horário local (4h40, horário de Brasília).

Conforme indicado nas redes sociais do serviço de rastreamento de voos Flightradar, a aeronave perdeu mais de 3.300 metros de altitude em menos de um minuto “cerca de quatro minutos após decolar de Jacarta.”

A indústria aérea da Indonésia, um arquipélago com mais de 14.000 ilhas, sofreu vários acidentes ao longo de sua história, justificados em grande parte pelo rápido crescimento de companhias aéreas baratas e pelo não cumprimento das normas de segurança. A última delas ocorreu em 2018, quando um Boeing 737 Max da empresa Lion Air caiu no mar de Java após a falha de um de seus sistemas. A mesma falha em um voo da companhia na Etiópia meses depois fez com que os voos deste novo modelo de avião fossem proibidos por quase dois anos.

Bahia registra 2.497 casos de Covid-19 nas últimas 24h; total passa dos 511 mil e mortes chegam a 9.392

Números foram publicados pela Secretaria da Saúde do estado neste sábado (9). Bahia tem 60% de leitos de UTI ocupados, enquanto que a capital, Salvador, tem 65%.

A Bahia registrou 2.497 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com as informações divulgadas neste sábado (9), pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

O boletim ainda registra 28 novos óbitos, ocorridos em diversas datas. Desde o início da pandemia, 9.392 pessoas morreram na Bahia por complicações da Covid-19. Apesar do registro de mortes, a taxa de letalidade segue estável, em de 1,84%.

Ainda segundo o boletim, dos 511.192 casos confirmados desde o início da pandemia, 494.972 já são considerados recuperados, enquanto 6.828 encontram-se ativos.

Salvador é a cidade com maior número de casos positivos, contabilizando 22,42% de todo o estado. Dentre as cidades com os maiores coeficientes de incidência (calculando a incidência por 100 mil habitantes), estão Ibirataia (10.462,38), Muniz Ferreira (8.623,01), Conceição do Coité (8.528,49), Jucuruçu (8.163,49) e Pintadas (8.096,20).

De acordo com a Sesab, o boletim epidemiológico divulgado registra 900.362 casos descartados e 123.370 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h deste sábado.

Ainda segundo o boletim, 37.531 profissionais da Saúde testaram positivo para a Covid-19 em todo o estado.

As informações detalhadas no boletim podem ser acessadas no site da secretaria e também em uma plataforma disponibilizada pelo órgão na internet.

Mortes por raça, cor e sexo

O boletim também detalha que, entre os óbitos, 56,46% ocorreram no sexo masculino e 43,54% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,79% corresponderam a parda, seguidos por branca com 19,17%, preta com 14,61%, amarela com 0,66%, indígena com 0,13% e não há informação em 10,65% dos óbitos.

O percentual de casos com comorbidade foi de 70,79%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (73,57%).

Número de leitos

Dos 2.036 leitos disponíveis no estado, 1.215 estão ocupados, o que representa uma ocupação geral de 60%.

Do total de leitos na Bahia, 974 são para atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e, neles, a ocupação é de 70% (682), taxa que permanece estável. A ocupação nos leitos de UTI pediátrica é de 69%, com 24 unidades ocupadas.

Já as unidades de enfermaria adulto estão com 49% da ocupação (478 leitos) e a pediátrica, com 64% (31 leitos).

Em Salvador, 65% dos leitos de UTI adulto estão ocupados, e 78% das unidades pediátricas encontram-se em uso. As enfermarias na capital baiana registram uma ocupação de 65% para adulto e 78% para pacientes da pediatria.

Fonte: G1 Bahia.

Suspeito de mandar matar advogados pode estar envolvido em operação Faroeste do TJBA

O fazendeiro Nei Castelli, apontado como o mandante do assassinato de dois advogados em Goiânia (GO), também teria o nome envolvido na compra de  decisões judiciais investigadas no âmbito da Operação Faroeste, que seria formado por membros do Tribunal de Justiça da Bahia. De acordo com informações do Metrópoles, a investigação apura a venda de sentenças para legalização de terras no oeste da Bahia.

Os documentos relaciona o fazendeiro as  supostas compras de decisões assinadas pela desembargadora do TJBA Lígia Maria Ramos Cunha Lima. Lígia Cunha está presa desde o último dia 14 de dezembro. A PGR identificou a atuação direta da desembargadora em quatro processo e tráfico de influência em outro. Pela atuação, a magistrada teria recebido R$ 950 mil.

 

Castelli é citado em dois desses processos, que tratam de uma disputa entre ele e a empresa Equatorial Transmissora S.A. sobre a construção de uma passagem de linha de transmissão na cidade baiana de Correntina. Neste local, ele tem um aeródromo.

 

Ainda segundo a publicação a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que as negociações sobre as supostas compras dessas decisões foram feitas entre o advogado Arthur Barata e Ivanilton da Silva Júnior, filho do desembargador Ivanilton da Silva. Ambos também são alvos da Foroeste.

 

Em um dos processos, Lígia concedeu provisoriamente efeito suspensivo pleiteado por Castelli. A decisão foi proferida em julho de 2019, segundo a PGR, “a fim de atender o quantum pactuado por Arthur Barata e Ivanilton Júnior”.

 

Em nota ao Bahia Notícias, a defesa da desembargadora Lígia Ramos afirma que é errado sugerir que a decisão de 21.01.20, dando provimento ao agravo, esteja relacionada com uma suposta manobra judicial. “Não houve corrupção e a decisão contra o corruptor demonstra isso claramente”, afirma.

Do impeachment ao freio das redes, caminhos para evitar que Bolsonaro repita enredo de Trump

Inspirado em seu espelho americano, brasileiro dobra aposta na narrativa de fraude das eleições, enquanto apelos por frente ampla da oposição ganham força para dissuadir ameaças do presidente. Bolsonaro convida apoiadores a segui-lo no Parler, rede usada por grupos de direita

A invasão ao Capitólio, instigada pelo presidente derrotado nas últimas eleições dos Estados Unidos, lançou sinal de alerta ao Brasil, sobretudo após Jair Bolsonaro sinalizar que o movimento insurgente pró-Donald Trump pode ganhar uma versão tropical daqui a dois anos. “Se tivermos voto eletrônico em 2022, vai ser a mesma coisa”, comentou o mandatário brasileiro em nova tentativa de desacreditar, sem provas, o sistema eleitoral do Brasil e clamar pelo retorno do voto impresso. Diante de mais uma manifestação de apreço pela tática trumpista por parte da maior autoridade do país, não faltaram notas de repúdio e “alertas” sobre o estado de democracia vindos do Supremo Tribunal Federal. Mas a pergunta sobre a qual analistas, partidos e políticos de oposição se debruçam é: o que fazer para impedir uma eventual tentativa de chutar o tabuleiro institucional ou mesmo ensaiar um golpe mais clássico na próxima eleição?

Para o advogado Pedro Abramovay, diretor da Open Society na América Latina, ao insistir com a narrativa de fraude nas urnas, Bolsonaro e seus apoiadores têm plantado a semente de uma estratégia para se manter no poder em caso de derrota no próximo pleito. “Fica evidente a característica de intenção quando Bolsonaro faz esse tipo de manifestação. Ele não está só conjecturando. Estamos falando de um presidente que construiu sua vida política desacreditando a democracia”, afirma o jurista. Em resposta imediata à fala do mandatário brasileiro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu nota condenando o ataque ao sistema eleitoral e frisando que seu presidente, o ministro Luís Roberto Barroso, “lida com fatos e provas, que devem ser apresentadas pela via própria”.

Abramovay entende que, além do posicionamento de instituições em contraponto a manifestações antidemocráticas do Governo e do bolsonarismo, é essencial que elas encontrem amparo no ecossistema político. “Se as Forças Armadas não estiverem dispostas a cumpri-la, a Constituição não vale nada”, explica o advogado. “O STF só vai conseguir fazer valer a Constituição se houver forças políticas articuladas e poderosas o bastante para barrar intenções golpistas do presidente.” Ele lembra que, em países como Hungria e Turquia, que experimentaram recentemente a ascensão de governos autoritários, o Estado democrático ruiu aos poucos, a partir de ataques graduais às instituições. “Enquanto a sociedade civil tiver voz e conseguir influenciar os espaços de defesa da democracia, é muito improvável ocorrer uma virada de mesa antidemocrática.”

Em linha semelhante, Andrei Roman, criador da consultoria Atlas Político, que desenvolve pesquisas de opinião sobre a popularidade de Bolsonaro e as predileções de seu eleitorado, enxerga um fator em comum entre o Brasil e regimes autoritários que pode ser decisivo para uma hipotética inclinação golpista. “No atual contexto, é cada vez mais difícil identificar o momento exato em que um golpe acontece”, diz o cientista político. “A infiltração de militares no Governo ocorre no Brasil da mesma forma que ocorreu com Chávez, na Venezuela, ou com Orbán, na Hungria. Ter atores que compartilhem a ideia de um regime autoritário em posições estratégicas é mais preocupante até mesmo que a popularidade do presidente.”

Roman aponta que, de acordo com os últimos levantamentos do Atlas Político, entre 10% e 15% da população brasileira apoia a tomada do poder pelos militares, percentual semelhante ao dos que endossam a narrativa de urnas fraudadas. O índice pode subir, dependendo do desempenho do Governo e da radicalização de Bolsonaro nos próximos meses, mas não o suficiente, segundo o cientista político, para sustentar apoio popular a um eventual ensaio golpista ou de incentivo a reações de alas radicalizadas de sua própria base ou das polícias, por exemplo. Por outro lado, Pedro Abramovay julga como alarmantes as manifestações de integrantes do Exército, a exemplo do ex-comandante Eduardo Villas Bôas, que chegou a ameaçar intervenção militar caso o STF concedesse habeas corpus ao ex-presidente Lula, em 2018, e do ministro-general Augusto Heleno, que insinuou —em tom de ameaça— que a apreensão dos celulares de Bolsonaro, como determinou o Supremo, poderia ter “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional.”

EP

FBI investiga se invasores do Capitólio planejavam fazer reféns e matar políticos

Pouco a pouco, os principais líderes do ataque ao Congresso dos Estados Unidos vão caindo. Primeiro foi Richard Barnett, o vândalo que entrou no gabinete de Nancy Pelosi. No sábado a polícia prendeu Jacob Anthony Chansley, o homem que vestia um chapéu de pele e chifres e o rosto pintado com uma bandeira, e Adam Johnson, famoso por roubar um atril. O FBI pretende agora estabelecer se a turba que invadiu o Capitólio, além de criar o caos, pretendia fazer reféns e até matar congressistas e assessores.

Se o FBI segue essa linha de investigação é porque, entre as muitas fotografias publicadas após a invasão da turba trumpista ao Congresso, alguns dos invasores levavam consigo amarras de plástico utilizadas para deter e imobilizar pessoas pelas mãos. “Não estamos tratando isso como uma grande conspiração, mas queremos saber o que essas pessoas pretendiam com essas tiras plásticas”, declarou ao The Washington Post um agente da investigação que, como todos os citados pelo jornal da capital da nação, falou sob a condição de anonimato.

Até agora nada prova, através das imagens obtidas e que continuam sendo analisadas milimetricamente, que nenhum dos vândalos tentaria fazer reféns e a explicação mais lógica para o FBI é que alguns deles são pessoas que faziam ou fazem parte das forças de segurança e do setor militar, razão pela qual carregavam esse material.

Em relação às armas que portavam, os investigadores federais querem averiguar se entre seus planos estava matar algum congressista, algo que os agentes de polícia no Capitólio temeram quando durante o ataque pediram aos políticos que arrancassem as insígnias que os identificavam como senadores e congressistas.

Novas prisões

Enquanto isso, a cada dia ocorrem novas prisões e indiciamentos. Até agora, o Departamento de Justiça acusou 13 pessoas de diferentes crimes pelos fatos cometidos contra o Congresso dos EUA. Aos mais de 60 presos após os distúrbios vão se somando os rostos mais conhecidos tornados públicos através das imagens do brutal ataque. A polícia da Flórida prendeu no sábado o invasor que levava consigo, enquanto saudava sorridente uma câmera, o atril da presidenta da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi. É Adam Johnson, de 36 anos.

Também está em uma cela Jacob Anthony Chansley (também conhecido como Jake Angeli), do Arizona, conhecido como O xamã do QAnon, que usa o nome de lobo do Yellowstone em seu canal do YouTube e que entrou no Capitólio de chifres, peles na cabeça e peito nu. Chansley, de 32 anos, segue o culto do QAnon, considerado uma organização de terrorismo interno pelo FBI, e que divulga uma teoria enlouquecida sobre a existência de uma quadrilha global de pedófilos adoradores de Satanás que supostamente se infiltraram nos níveis mais altos do Governo norte-americano para acabar com Donald Trump.

A Promotoria de Washington DC também informou a prisão do republicano Derrick Evans, de 35 anos e membro do Congresso do Estado da Virgínia Ocidental, que publicou no Facebook um vídeo encorajando os vândalos e participando do ataque.

Também está sob custódia federal outro dos rostos mais visíveis e desafiantes do ataque: o homem fotografado com os pés sobre a mesa do gabinete de Pelosi. Identificado como Richard Barnett, do Arkansas, o homem de 60 anos havia publicado nos dias anteriores à insurreição que estava preparado para “uma morte violenta”. Obstinado seguidor de Trump e defensor do direito a portar armas, Barnett se somava às vozes trumpistas de fraude eleitoral e afirmava em sua conta do Facebook que havia “montes de provas” de que o ocorrido em 3 de novembro havia sido uma trapaça.

Enquanto ocorrem prisões e são feitas acusações por entrada ilegal no Capitólio, portar armas, destruição de propriedade, o FBI tem em seu espelho retrovisor o grupo de homens que formavam uma milícia que no ano passado foram presos em Michigan acusados de planejar o sequestro da governadora do Estado, a democrata Gretchen Whitmer, e fazer reféns. Esse caso foi investigado por meses e pôde ser impedido a tempo. Agora o FBI quer investigar um fio semelhante no Congresso.

A maior ameaça desde 11 de Setembro

Enquanto o país tenta digerir o ocorrido no último dia 6, e os cinco mortos deixados pelo ataque, os especialistas alertam que a violência pode voltar a surgir no dia da posse, em 20 de janeiro, quando o presidente eleito Joe Biden deve jurar o cargo como presidente e comandante em chefe dos EUA.

“A cada dia vemos como se intensifica a retórica nas redes sociais desses supremacistas brancos e seguidores da extrema-direita que promovem o ódio”, disse no sábado o diretor da Liga Antidifamação, Jonathan Greenblat, à CNN. “Tememos que a violência se acentue em vez de se apaziguar”. Na nota em que o Twitter disse por que suspendia definitivamente a conta do presidente Trump, a empresa alertou que havia observado planos para futuros protestos armados “dentro e fora do Twitter, incluindo outro ataque proposto contra o Capitólio dos Estados Unidos e os edifícios do Capitólio estadual em 17 de janeiro”.

David Laufman, funcionário de alto escalão do Departamento de Justiça durante os ataques terroristas da Al Qaeda em 2001, considera válidas as manchetes “A democracia dos Estados Unidos, em perigo” e “O templo da liberdade, atacado por uma turba alienada”. Em sua opinião, o ocorrido na quarta-feira significa “a maior ameaça a nossa segurança nacional desde o 11 de Setembro”. Citado pelo The Washington Post, Laufman vai além e considera o ataque até mesmo mais perigoso porque é terrorismo interno, e coloca “nossa democracia em perigo”.

Para o ex-promotor federal, nesse momento não deveria existir maior prioridade ao FBI e ao Departamento de Justiça do que investigar e colocar diante de um juiz todos os que foram responsáveis pelo ataque contra o Capitólio. Laufman avisa que não deveria ficar de fora da investigação quem incitou o ataque, em clara referência ao presidente Trump.

 

Trump reage ao bloqueio do Twitter, diz que não será silenciado e a rede social apaga sua mensagem

“O Twitter vai mais longe ao banir a liberdade de expressão, e hoje os funcionários do Twitter têm se coordenado com democratas e esquerdistas radicais, removendo minha conta da plataforma para silenciar a mim e vocês, 75 milhões de patriotas maravilhosos que votaram em mim”, disse Trump

Sputnik – O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu à decisão do Twitter de bloquear a sua conta pessoal através da página oficial de presidente.

“Vocês não podem nos silenciar!”, disse Trump em um comunicado, que foi veiculado pela Casa Branca.

A postagem também apareceu na conta oficial do presidente dos Estados Unidos, mas a rede social deletou imediatamente.

“O Twitter vai mais longe ao banir a liberdade de expressão, e hoje os funcionários do Twitter têm se coordenado com democratas e esquerdistas radicais, removendo minha conta da plataforma para silenciar a mim e vocês, 75 milhões de patriotas maravilhosos que votaram em mim”, acrescentou Trump.

 

Haddad rompe com a Folha de S. Paulo, critica golpismo do jornal e encerra sua coluna no veículo

O presidenciável Fernando Haddad se despediu neste sábado do jornal, depois de ser atacado covardemente num editorial do jornal, que não se retratou

Fernando Haddad não é mais colunista da Folha de S. Paulo. O ex-prefeito e um dos presidenciáveis petistas publicou neste sábado sua carta de despedida, depois de ser vítima de um ataque rasteiro num editorial do jornal, que não quis se retratar. Haddad foi agredido depois de defender a candidatura presidencial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reagindo a um artigo de Eliane Cantanhêde, chamado “O pino da granada” e que foi publicado no Estado de S. Paulo, em que ela pressionava os ministros do Supremo Tribunal Federal a não devolver os direitos políticos de Lula, a despeito de todas as evidências de suspeição do ex-juiz Sergio Moro.

Insatisfeita com a defesa do estado de direito feita por Haddad, a Folha partiu para a agressão, no editorial Filme antigo, publicado em 3 de janeiro. “Fernando Haddad assumiu o papel de poste e a chapa surfou nos votos que Lula ainda era capaz de amealhar, sendo derrotada por Jair Bolsonaro no segundo turno sem conseguir apoios expressivos. Talvez esperançoso por uma nova chance, Haddad lançou no fim do ano passado a candidatura do ex-chefe em 2022, algo que depende de um complexo arranjo legal”, escreveu a Folha, que ainda defendeu a tese de Ciro Gomes, que foi para a Paris, de que a “desunião da esquerda” é culpa do PT.

Inconformado e sem direito a uma retratação do jornal, Haddad, que representa um amplo setor da sociedade brasileira, chegou à conclusão de que a Folha segue alimentando o antipetismo, que está na raiz da ascensão fascista no Brasil, e também teses como a da falsa simetria entre ele, moderado professor social-democrata, e um fascista como Jair Bolsonaro. Por isso tomou a decisão de publicar sua carta de despedida, decisão que terá certo custo político, mas que preserva sua coerência.

“Quando fui convidado para ser colunista da Folha, relutei em aceitar. Na época, me incomodava o posicionamento do jornal no segundo turno das eleições de 2018. Pareceu-me uma falsificação inaceitável um órgão de imprensa que apoiou o golpe militar de 1964 equiparar, em editorial, um professor de teoria democrática a uma aberração saída dos porões da ditadura. Àquela altura, a Folha já sabia que a família Bolsonaro era autoritária e corrupta, mas entendia que a agenda econômica neoliberal de Paulo Guedes compensaria o risco. Teria sido mais correto assumir isso publicamente”, escreveu Haddad no artigo deste sábado.

“Aceitei o convite, no entanto, porque intuía que o governo Bolsonaro traria graves consequências ao país, o que exigia da parte de todos uma disposição ainda maior ao diálogo. Na semana passada, ocorreu um episódio insólito. Uma jornalista sugeriu, em artigo publicado no Estadão, que o STF mantivesse a condenação de Lula e desconsiderasse as provas de parcialidade de Moro. E por quê? Para evitar que Lula seja candidato em 2022, o que, supostamente, favoreceria a candidatura de Bolsonaro. Reagi, nas redes sociais, afirmando que, diante de tanta infâmia e covardia, restava ao PT reafirmar os argumentos da defesa de Lula e relançá-lo à Presidência”, prosseguiu o ex-prefeito.

Ataque ao estilo bolsonarista

“Em editorial, segunda-feira (4/1), este jornal resolveu me atacar de maneira rebaixada. Incapaz de perceber na minha atitude a defesa do Estado de Direito, interpretou-a como tentativa oportunista de eu próprio obter nova chance de disputar a eleição presidencial, ou seja, que seria um gesto motivado por interesse pessoal mesquinho. Simplesmente desconsiderou que, nos últimos dois anos, em todas as oportunidades, inclusive em entrevista recente ao jornal, defendi sempre a mesma posição, qual seja, a precedência da candidatura de Lula”, afirmou. “Ao me desqualificar mais uma vez, inclusive com expediente discursivo desrespeitoso, ao estilo bolsonarista, esta Folha demonstra pouca compreensão com gestos de aproximação e sacrifica as bases de urbanidade que o pluralismo exige. Infelizmente, constato que, nos momentos decisivos, a Folha, em lugar de discutir ideias, prefere agredir pessoas de forma estúpida”, pontuou.

“O jornal tem méritos que não desconsidero, mas não vejo como manter uma colaboração permanente com este veículo. Por fim, a julgar pelo histórico dos políticos que a Folha veladamente tem apoiado, penso que ela deveria redobrar os cuidados antes de pretender deslegitimar alguém”, advertiu. Confira ainda o tweet de Haddad, que motivou o ataque do jornal:



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