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:: ‘Internacional’

Covid-19 pode nunca ter uma cura, diz Organização Mundial da Saúde

“Não há solução milagrosa e talvez nunca exista”, disse o diretor da OMS, apesar da corrida mundial pela vacina contra a covid-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta segunda-feira (3) que talvez nunca exista uma “solução milagrosa” contra a pandemia de covid-19, apesar da corrida contra o tempo de laboratórios e países para obter uma vacina.

“Não há solução milagrosa e talvez nunca exista”, afirmou o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma entrevista coletiva virtual. “Os ensaios clínicos nos dão esperança. Mas isso não significa necessariamente que teremos uma vacina” eficaz, principalmente no longo prazo, disse.

“Todos esperamos ter um número de vacinas eficazes que possam evitar que as pessoas sejam infectadas”, mas frear os focos depende do respeito às medidas de saúde pública e do “compromisso político”, apontou.

O comitê de emergência da OMS que se reuniu na sexta-feira “foi muito claro: quando os líderes trabalham de maneira muito estreita com as populações, essa doença pode ser controlada”, ressaltou.

Brasil depende cada vez mais da China, atacada pelo bolsonarismo

Nos primeiros seis meses deste ano, o país asiático respondeu por 34% das exportações nacionais e 80% do superávit comercial – o que prova que Jair Bolsonaro atenta contra o interesse nacional quando ataca a China

As estatísticas oficiais demonstram que Jair Bolsonaro, que mantém uma política externa de total submissão aos interesses de Donald Trump, atenta contra os interesses nacionais, quando ataca a China. Isso porque nunca foi tão grande a participação chinesa nas exportações e no saldo comercial do País – o que é fruto de uma parceria estratégica entre Brasil e China consolidada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“De janeiro a junho, os embarques para o gigante asiático subiram 14,6% ante o mesmo período do ano passado, para US$ 34,35 bilhões, ao mesmo tempo em que as vendas para o resto do mundo caíram 15,2%. Como resultado da maior demanda da China, a participação do país na pauta de exportações nacional cresceu ainda mais, de 27% no primeiro semestre de 2019 para 34% no mesmo intervalo de 2020 – maior percentual desde 2000, primeiro ano da série elaborada pelo banco. Do superávit de US$ 22,3 bilhões da balança comercial brasileira no acumulado deste ano, a China responde por US$ 17,7 bilhões, ou quase 80% do total”, aponta reportagem do jornalista Assis Moreira, publicada no Valor Econômico.

“As exportações brasileiras continuaram relativamente resilientes, graças à demanda da China”, diz Roberto Secemski, do banco Barclays. Após cair 6,8% no primeiro trimestre sobre igual período de 2019, a economia chinesa cresceu 3,2% no segundo trimestre na mesma comparação, o que configura uma recuperação em “V”. A China deve sair do choque atual mais forte e será uma das poucas nações a crescer este ano, afirma Livio Ribeiro, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Crianças de 3 e 10 anos saltam de prédio para escapar de incêndio na França

Para escapar de um incêndio em Grenoble, na França, duas crianças, de 3 e 10 anos, pularam de uma altura de cerca de 12 metros. O caso aconteceu nesta terça-feira (21). Adultos estavam posicionados no chão para agarrar as crianças quando elas se jogaram. É possível ver a cena em um vídeo que circula nas redes sociais. 

Nas imagens, publicadas inicialmente pelo jornal regional “Le Dauphiné Libéré”, dá para ver o momento em que as crianças conseguiram deixar o 3º andar do prédio em chamas. Veja:

 

Fonte: Bahia Notícias

Dólar cai para R$ 5,11 e fecha no menor nível em cinco semanas; Bolsa fica estável

Num dia de otimismo no mercado externo, a moeda norte-americana caiu para o menor nível em cinco semanas. O dólar comercial fechou esta quarta-feira (22) vendido a R$ 5,114, com forte recuo de R$ 0,097 (-1,87%). A divisa está no valor mais baixo desde 12 de junho, quando tinha fechado em R$ 5,045.

O euro comercial encerrou o dia em baixa, sendo vendido a R$ 5,909, com queda de 0,91%. A libra esterlina comercial caiu 0,94% e fechou em R$ 6,522, segundo a Agência Brasil.

O otimismo no mercado cambial não se repetiu na bolsa. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou esta quarta-feira aos 104.290 pontos, com leve queda de 0,02%. O indicador oscilou bastante durante o dia, alternando altas e baixas, até fechar próximo da estabilidade.

Nos últimos meses, os investidores compraram dólares para montarem posições contra o real e protegerem aplicações em outros mercados (como bolsa e renda fixa). Com a melhora do ambiente global e sinais de fragilidade do dólar no mundo, essa aposta estaria sendo desfeito, possibilitando o ajuste mais forte na cotação.

O recuo da moeda norte-americana estendeu-se depois da queda expressiva de ontem (21). Nem o acirramento das tensões entre os Estados Unidos e a China, com a ordem do governo norte-americano para que o país asiático feche o consulado em Houston, interferiu na cotação.

Trump ameaça não aceitar resultado da eleição nos EUA

Presidente estadunidense afirmou que “terá de ver” se aceita o resultado da votação, marcada para novembro. Joe Biden, seu oponente, abriu 15 pontos de vantagem

Em entrevista ao programa Fox News Sunday, na TV americana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não confirmou se aceitará o resultado das eleições presidenciais, marcadas para novembro, informa o portal Exame.

Trump disse que “terá de ver” se a votação será legítima. Ele também disse que  o sistema de votação pelo correio “pode ser fraudulento”.

Seu opsitor, o democrata Joe Biden, está a 15 pontos de vantagem nas pesquisas.

Segundo a reportagem, por conta da pandemia, alguns estados estão intensificando a votação à distância e o presidente vem criticando o sistema desde o início da campanha. “Acredito que o voto pelo correio vai comprometer a eleição”, afirmou Trump.

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Alckmin indiciado, posse de Milton Ribeiro no MEC e mais da noite de 16 de julho

Foto: Google Imagens

Geraldo Alckmin

A Polícia Federal indiciou o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pela suspeita de três crimes: lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral e corrupção passiva. O caso apura supostos repasses feitos pela Odebrecht em 2010 e 2014 à campanhas de Alckmin e que não teriam sido declarados. Alckmin disse à CNN que sequer foi ouvido no processo, mas que está tranquilo e prestará contas.

Ministério da Educação

Milton Ribeiro tomou posse como ministro da Educação. Em seu primeiro discurso, o novo titular do MEC defendeu o diálogo com acadêmicos e educadores. O presidente Jair Bolsonaro participou da cerimônia por videoconferência.

‘Nova CPMF’

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a sociedade brasileira considera que já paga impostos demais e que seria difícil aceitar mais um. Maia se reuniu nesta semana com o ministro Paulo Guedes para debater a reforma tributária.

Hackers

Reino Unido, Estados Unidos e Canadá acusaram um grupo de hackers russos de tentar roubar dados de uma pesquisa sobre vacina e possíveis tratamentos para a Covid-19.

 

Fonte: CNN Brasil

Estátua de mulher negra substitui a de escravagista ‘afogada’ em Bristol

Imagem de Edward Colston, mercador de escravos, foi jogada em rio, e agora a imagem de uma manifestante antirracista ocupa seu lugar

A cidade de Bristol substituiu nesta quarta-feira (15) a estátua do escravagista Edward Colston pela imagem de Jen Reid, uma manifestante negra que participou dos protestos contra o racismo na cidade no mês passado, quando a estátua de Colston foi derrubada.

Antes aconteceu a derrubada da estátua de Colston, lembre:

Estátua de mercador de escravos é jogada no rio em Bristol, Inglaterra

Monumento a Edward Colston, ligado a companhia que escravizou mais de 84 mil africanos no século XVII, foi alvo de atos contra racismo em Bristol.

 

Neto de Elvis Presley é encontrado morto; suspeita é de suicídio, diz site

O neto de Elvis e Priscilla Presley, Benjamin Keough, 27, foi encontrado morto em Calabasas, na Califórnia (EUA), segundo reportado pelo TMZ. A suspeita é de que Ben tenha se suicidado com um tiro. Não se conhece muito sobre a vida de Benjamin — além do fato de ter uma família muito famosa. Filho de Lisa Marie Presley e do músico Danny Keough, ele também é irmão da atriz Riley Keough, que participou de vários filmes de terror independentes. O último foi “The Lodge”, em 2019.

Assim como o avô, Ben também era músico e chegou a fechar um contrato de US$ 5 milhões com uma gravadora em 2009, ainda de acordo com o TMZ. Fora isso, pouco se sabe sobre sua vida pública. Ben manteve um perfil discreto ao longo dos anos, não sendo muito ativo nas redes sociais. Uma das últimas vezes que o músico foi visto com a família foi no aniversário de 40 anos da morte de Elvis, em 2017, durante uma vigília em Graceland, a casa do rei do rock.

Ele, porém, sempre foi muito lembrado por ser quase idêntico o avô — até sua mãe Lisa já apontou a grande semelhança. “Ben se parece tanto com Elvis. Uma vez, ele estava no [Grand Ole] Opry e foi como uma tempestade silenciosa atrás do palco. Todo mundo se virou e olhou quando ele chegou. Todo mundo queria tirar uma foto com ele porque era simplesmente bizarro”, lembrou ela à época.

Lisa também escreveu uma música sobre o filho chamada “Storm and Grace”. Storm é o nome do meio de Ben.

Fonte: UOL

EUA superam 3 milhões de casos de covid-19, enquanto Trump inicia saída da OMS

EUA superam 3 milhões de casos de covid-19, enquanto Trump inicia saída da OMS

*Por Ariela Navarro, com escritórios da AFP no mundo

A pandemia do novo coronavírus não cede nos Estados Unidos, que superaram a barreira dos 3 milhões de casos nesta quarta-feira 8, um dia depois de o governo de Donald Trump anunciar o início do processo formal para tirar o país da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia, com mais de 131.000 mortos, seguido do Brasil, onde o presidente Jair Bolsonaro, que anunciou na véspera ter sido infectado pela covid-19, questiona desde o início as medidas para aplacar a pandemia.

No Brasil, o novo coronavírus já causou mais de 67 mil mortes e 1,7 milhão de contágios, mas apesar dos dados, tanto Trump quanto Bolsonaro continuam criticando as medidas de confinamento.

O fato de estar doente não mudou a atitude desafiadora de Bolsonaro frente ao vírus. “Com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo”, tuitou nesta quarta o presidente, após voltar a defender o uso da polêmica hidroxicloroquina para tratar a doença.

Enquanto isso, a cidade australiana de Melbourne se preparava nesta quarta para voltar ao confinamento para tentar aplacar a curva de contágios em um momento em que são registrados cerca de 100 novos casos diários.

Na Europa surgem indícios de que voltar a impor medidas restritivas muito estritas será difícil, depois de a Sérvia ser palco de um protesto com milhares de pessoas criticando o toque de recolher e de a França descartar que no caso de uma segunda onda se volve a impor um “confinamento total”.

Em todo o mundo, o vírus infectou quase 12 milhões de pessoas e deixou mais de 545.000 falecidos desde que foi detectado pela primeira vez na China no fim de 2019.

Recorde de infecções

Nos Estados Unidos, o surto passou despercebido e no início de fevereiro eram contabilizados apenas um punhado de casos, mas em 28 de abril o país somava mais de um milhão de contágios e em 11 de junho eram dois milhões, segundo um balanço da AFP, com base em cifras oficiais.

Na terça-feira, os Estados Unidos voltaram a bater um novo e triste recorde de infecções: 60.000 em 24 horas.

O infectologista e especialista assessor da Casa Branca, Anthony Fauci, advertiu que o país ainda está “até o pescoço” imerso na crise, acabando de passar a primeira onda, mas Trump expressou na terça-feira seu desacordo e afirmou que os Estados Unidos estão em uma “boa posição”.

No contexto da pandemia, o governo americano anunciou que vai revogar os vistos dos estudantes estrangeiros cujas escolas deem aulas exclusivamente de forma virtual no próximo trimestre. Mas a prestigiosa Universidade de Harvard e o MIT interpuseram nesta quarta-feira um recurso judicial para bloquear a revogação.

A crise sanitária que não cede não impediu que Washington iniciasse seu processo de retirada formal da OMS, tal como havia anunciado Trump, que critica a instituição por, segundo ele, ser próxima da China.

Os Estados Unidos são o principal país doador da OMS e sua saída representa um duro golpe para o funcionamento da organização da ONU, que perderá 400 milhões de dólares anuais com sua retirada.

A saída americana será efetivada em um ano, em 6 de julho de 2021. Mas Joe Biden, adversário democrata de Trump nas presidenciais de novembro, assegurou que, se for eleito, manterá o país na OMS.

Sem máscara

Especialistas criticam Estados Unidos e Brasil pela propagação do vírus, ao não incentivar medidas como um distanciamento social rigoroso.

Até mesmo ao anunciar que estava contagiado, Bolsonaro tirou a máscara para mostrar o rosto aos jornalistas.

Este gesto levou a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) a denunciar a atitude do mandatário que, sabendo que está doente, não respeitou as normas de segurança, pondo em risco a vida dos jornalistas.

Bolsonaro tem participado de vários eventos públicos sem máscara e criticado as medidas de distanciamento social impostas em vários estados devido a seu impacto econômico.

Guerrilha pede trégua na Colômbia

O novo coronavírus castiga duramente a América Latina e o Caribe, que superou na terça-feira os três milhões de infecções e as 132.000 mortes.

Na Colômbia, a guerrilha do ELN, a última reconhecida no país, propôs ao governo do presidente Iván Duque um cessar-fogo bilateral por três meses diante da magnitude da emergência sanitária.

Enquanto isso, na Bolívia, sede detentos da superlotada prisão da cidade de La Paz morreram esta semana supostamente por causa do novo coronavírus, segundo as autoridades.

A Vacina De Oxford Testada No Brasil: Quão Perto Estamos Da Esperança?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira que a vacina ChAdOx1 nCoV-19, produzida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca, é a “mais avançada” do mundo “em termos de desenvolvimento” e lidera a corrida por um imunizante contra a Covid-19. A fórmula está sendo testada no Brasil e na África do Sul após testes bem sucedidos no Reino Unido. A declaração foi dada na sexta-feira (26/06) por Soumya Swaminathan, cientista da OMS.

De acordo com a cientista, uma outra vacina idealizada pela empresa Moderna também está em desenvolvimento avançado. Os dois projetos estão entre as mais de 200 vacinas que estão sendo desenvolvidas contra o novo coronavírus. Destas, 15 já entraram em fase de testes clínicos em humanos.

Fase 3 de testes no Brasil

A vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford está na fase final de desenvolvimento. Os exames sorológicos em voluntários que poderão testar a vacina contra a Covid-19 começaram na terça-feira (23). Esta é a terceira fase de testes da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford.

São homens e mulheres, com idades entre 18 e 55 anos, e que não foram infectados pelo novo coronavírus. A maioria dos participantes são profissionais de saúde. O Grupo Fleury realizará pelo menos 2 mil diagnósticos para Covid-19 do tipo sorológico para a seleção dos candidatos brasileiros.

No Brasil, a pesquisa é coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a aplicação da vacina nos voluntários deve começar na primeira semana de julho. O país é o segundo a participar do estudo. No Reino Unido, a vacina começou a ser testada em abril em aproximadamente 10 mil voluntários.

Quão perto estamos da esperança e quais são as chances da vacina impedir novos surtos?

Especialistas acham que há um grande progresso. No entanto, dificuldades de falta de confiabilidade e disponibilidade podem se tornar problemas iminentes.

Com a urgência introduzida pela pandemia, para que uma vacina seja feita em tempo recorde, é necessário pular certas etapas e investir fortemente – o desenvolvimento normal leva de dez a 15 anos. Nunca foi investido tanto dinheiro em pesquisas destinadas a proteger as pessoas contra uma doença.

“As operações estão encurtadas. Em vez de levar três anos, leva três meses. Cada etapa avança sem que a anterior seja concluída, apenas com os resultados preliminares que podem passar para as próximas etapas”, explica a epidemiologista Akira Homma, do Instituto Fiocruz de Biologia Imune, considerado um dos 50 estudiosos mais influentes em vacinas na palavra.

 O dr. Reinaldo Guimarães, vice-presidente da Associação de Saúde Coletiva do Brasil (Abrasco), escreveu em seu artigo, As Interfaces e as “Balas de Prata”: Tecnologias e Políticas, que mais da metade das vacinas que chegam à última fase nunca são colocadas no mercado.

“Mais da metade das vacinas em potencial que chegam à fase 3, cerca de 60% delas não são vendidas, não se tornam produtos”, diz o médico.

O doutor Reinaldo acredita que a possível descoberta de uma vacina pode não ser uma solução final para conter o vírus tão cedo.

“É uma bala com revestimento de prata, mas não é uma bala de prata. Não é como se houvesse uma solução única contra a epidemia. Nunca haverá um. Temos uma vacina contra a gripe, mas todos os anos ainda temos casos de gripe, alguns ruins, graves ou fatais. Com Covid será a mesma coisa. Isso se a vacina for realmente boa”, ressalta.

Há uma chance de o Brasil ficar de fora se a vacina

A colaboração de pesquisadores brasileiros com estudos internacionais não garante que o país seja elegível para as doses iniciais. Na maioria das vezes, o desenvolvimento é deixado nas mãos das grandes empresas farmacêuticas, administradas por investidores sedentos por lucros e financiados pelos governos de nações ricas.

Há uma chance de o Brasil ficar de fora se a vacina for descoberta em países com economias poderosas. Para que isso não aconteça, pesquisadores brasileiros, como Akira Homma, se mantêm atualizados sobre o que está sendo feito em todo o mundo:

“A possibilidade da vacina ser desenvolvida e ser deixada para trás, existe, é claro. Mas estamos monitorando de perto a situação e mantendo contato direto com os laboratórios que avançaram mais, buscando uma negociação para poder incorporar sua tecnologia, ou vacina, para que, de uma maneira ou de outra, o Brasil não fique para trás, sem tratamento”.

O especialista afirmou que o desenvolvimento nacional de uma potencial vacina liberaria a dependência econômica e política do Brasil em países como os Estados Unidos. As estruturas de base estão disponíveis para tornar o Brasil independente sobre esse assunto.

“Dependendo da tecnologia usada, somos capazes de começar a produzir imediatamente, porque temos uma infraestrutura de produção de vacinas em nível industrial – vacinas virais, como é o caso da Covid, ou mesmo produzindo-a por métodos bacterianos. Temos laboratórios que podem lidar com isso”, assegurou Homma.

O epidemiologista ressalta que a própria Fiocruz está trabalhando para desenvolver uma vacina. “Temos pesquisadores desenvolvendo a vacina também. Temos grupos em São Paulo na Fundação Oswaldo Cruz, realizando esses esforços desde o início, mas estamos pouco atrás de outros laboratórios“.

Akira diz que está otimista com a descoberta de um medicamento antiviral, mas é cauteloso ao falar em cura para o novo coronavírus.

“A vacina resolverá tudo? Eu não sei. No entanto, estamos realmente esperançosos de que uma boa vacina seja desenvolvida. Mas o conhecimento científico sobre patologia e a maneira como a vacina atua, ainda precisam ser analisados”.

As esperanças da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que centenas de milhões de doses de uma vacina contra 19 sejam produzidas este ano e outros 2 bilhões até o final de 2021, de acordo com a cientista-chefe Soumya Swaminathan.

Segundo a OMS, seria dada prioridade aos profissionais de saúde nas linhas de frente, às pessoas vulneráveis, devido à idade ou a uma condição pré-existente, e aquelas em ambientes de alto risco, como casas de repouso e prisões.

“Estou esperançosa, estou otimista. O desenvolvimento de vacinas é um empreendimento complexo que envolve muita incerteza. O bom é que temos muitas vacinas diferentes; portanto, se a primeira falhar, ou a segunda falhar, não devemos perder a esperança, não podemos desistir”, afirmou a cientista da OMS.

Fonte: Portal Raízes



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