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:: ‘Brasil’

Lewandowski: gestor pode ser punido por atraso na 2ª dose da vacina

Ministro do STF disse que aplicação da segunda dose da vacina contra Covid-19 é obrigatória em quem já recebeu a primeira

O ministro Ricardo Lewandoswk, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira (3/5) que gestores públicos podem responder a ações de improbidade administrativa caso atrasem a aplicação da segunda dose das vacinas contra a Covid-19.

Para Lewandowski, os governadores podem promover alterações e adequações ao Plano Nacional de Vacinação para que seja adaptado às suas realidades locais, mas devem assegurar que tais medidas não prejudiquem a garantia de aplicação da segunda dose a quem já recebeu a primeira.

“Isso sem prejuízo do escrupuloso respeito ao prazo estabelecido pelos fabricantes das vacinas – e aprovado pela Anvisa – para a aplicação da segunda dose do imunizante naquelas pessoas que já receberam a primeira, sob pena de frustrar-se a legítima confiança daqueles que aguardam a complementação da imunização, em sua maioria idosos e portadores de comorbidades, como também de ficar caracterizada, em tese, a improbidade administrativa dos gestores da saúde pública local, caso sejam desperdiçados os recursos materiais e humanos já investidos na campanha de vacinação inicial”, diz trecho da decisão.

 

Lula encontra Freixo em Brasília e debate futuro do Rio de Janeiro e “urgência do auxílio de R$ 600”

O ex-presidente Lula iniciou sua agenda na capital federal se encontrando com o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), cotado para disputar o governo do Rio em 2022

O ex-presidente Lula, que desembarcou em Brasília nesta segunda-feira (3) para uma semana repleta de encontros na agenda, publicou uma foto ao lado do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), cotado para disputar o governo do Rio de Janeiro em 2022.

“Acabo de me encontrar com o companheiro Marcelo Freixo. Conversamos sobre o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil. E sobre a urgência do auxílio emergencial de R$ 600 para combater o avanço da fome e a volta da miséria no nosso país”, escreveu o petista.

Na foto é possível ver também o ex-prefeito e ex-ministro Fernando Haddad e a deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR).

Máximo Torero (FAO): “Perdemos uma década na luta contra a extrema pobreza”

Economista-chefe da entidade alerta que os indicadores de desnutrição pioraram com a pandemia e teme que a situação piore com o acesso desigual às vacinas

Máximo Torero (Lima, Peru, 54 anos) é, desde janeiro de 2019, economista-chefe da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) das Nações Unidas. Trabalhou antes no Banco Mundial. E a maior pandemia em 100 anos não existia. Nem a videoconferência entraria em seu escritório romano (onde fica a sede do órgão). Embora as palavras cheguem, com fluidez, à memória e ao diálogo. “Como se reduz a desigualdade? Com infraestruturas”, defende. Mas, ao contrário, tudo aumenta com a crise sanitária: a desigualdade, os índices de pobreza, o risco de guerra pela água, a desnutrição, enquanto os países ricos açambarcam alimentos para seus celeiros de egoísmo.

Pergunta. O vírus está colocando em risco a segurança alimentar?

Resposta. Agora temos 690 milhões de pessoas com problemas de desnutrição crônica. A covid-19 vai aumentar esse número em 132 milhões. Estamos falando da vida de 822 milhões de seres humanos. Todos os indicadores estão piorando. Isso é agravado pela quarentena, pois muitas vacinas tradicionais (além das do coronavírus) não estão podendo ser administradas nos países em desenvolvimento, aumentando assim seu risco sanitário.

P. Vemos filas por alimentos em bairros de madrilenhos como Vallecas ou Aluche, algo que faz lembrar os anos do pós-guerra na Espanha.

R. Na extrema pobreza, em todo o mundo, aumentamos entre 88 e 115 milhões de pessoas. Perdemos mais de uma década na luta para sua redução. Você fala da Europa. Mas aqui as pessoas têm seguro-desemprego e podem receber ajudas para comprar comida. Agora desloque a extrapolação para a África ou para a América Latina, onde as economias são informais e falta essa rede de segurança social. Estamos vivendo uma recessão e os mais pobres são os mais prejudicados, a pandemia aumentará a desigualdade.

P. Os 750 bilhões de euros prometidos pela Europa podem ajudar?

R. A FAO pede à Europa que priorize os investimentos em questões que possam dar um bom retorno e que resolvam os problemas a médio prazo. Se o seu país ou a sua região não digitalizou a agricultura, use o dinheiro para esse fim. Não o desperdice com subsídios ou transferências que desaparecem muito rapidamente e que não se sabe a quem dar. Além disso, passamos por outra questão que nunca se resolve: as pessoas que estão sofrendo agora não são, necessariamente, aquelas que sempre sofreram. Existem setores mais afetados do que outros. Antes da covid-19, cerca de três bilhões de pessoas no mundo careciam de uma dieta saudável.

P. Estamos vivendo em uma era de neolatifundiarismo. A China e a Rússia estão comprando ou arrendando grandes extensões de terras agrícolas na África e na América Latina com o objetivo de alimentar seu povo.

R. Vou dar alguns dados. Entre 2018 e 2021, as empresas chinesas assinaram 45 acordos (7 na África, 20 na Ásia e 18 na Europa de Leste). Foram 8 aquisições entre 200 e 999 hectares e 37 de 1.000 hectares. No caso da Rússia, houve 33 acordos na Europa de Leste, um variando de 200 a 999 hectares e 32 de 1.000 hectares. Investir na agricultura é bom, desde que as normas de segurança sejam seguidas. Em outras palavras, que a propriedade da terra, das florestas e da água seja respeitada. O investimento em terras sempre aconteceu (não importa que você seja da China ou da Rússia), o importante é que os países tenham o apoio institucional para que esses princípios sejam cumpridos.

P. Sem dúvida. Mas nunca tinham sido vistos tantos fundos de investimento e sua estratégia especulativa em todas as etapas da cadeia alimentícia.

R. É preciso separar. Uma coisa é atrair recursos através de fundos para produzir e outra, à qual você se refere, é usar esses fundos em que entram produtos agrícolas destinados a especular. Na crise de 2007-2009, segundo meus cálculos, eu ainda não estava na FAO, a presença de uma volatilidade excessiva nos preços gerou uma especulação tão forte que fez com que os preços dos alimentos subissem a um nível para além dos fundamentos do mercado. Foi um período de muita volatilidade. Se é normal e dá liquidez, é boa, mas quando é muito alta se transforma em um drama. Minha proposta, para defender os preços, era fixar um máximo que não pudesse ser ultrapassado nos mercados futuros.

P. Mas agora até na água há especulação.

R. É um bem escasso e seu preço não está nos produtos que a contêm. Exporto itens agrícolas de áreas com água para outras sem água e não estou repassando o custo para o produto. Falta um valor claro e sim, em vez disso, há muita assimetria. Isso está acontecendo na Califórnia, onde sofrem uma forte seca. Então, o mercado futuro é uma boa opção. Você sabe quanta água existe e em quais áreas. O que esse mecanismo faz é transferir um preço ótimo entre as áreas com excedente e aquelas que sofrem de escassez. Dá transparência aos preços. Mas estamos falando de água, um direito humano. Portanto, não podem ser mercados totalmente livres, devem ser regulados para respeitar também esses direitos do homem.

P. Então, Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia para o Pacto Verde, está errado quando diz que “nossos filhos irão para a guerra pela água”?

R. Se não projetarmos a estratégia hídrica com mais cuidado, podemos nos encontrar em uma situação muito crítica. Cerca de 3,2 bilhões de pessoas vivem em áreas agrícolas com problemas de escassez. A situação é muito grave. É preciso tecnologia para melhorar a eficiência e políticas apropriadas com os incentivos corretos. Porque a falta de água em áreas onde já existem conflitos será um risco muito sério.

P. Assim como acontece com as vacinas, o protecionismo agrícola está se intensificando?

R. É algo que devemos evitar. Se restringirmos o comércio, criaremos uma crise alimentar quando não há nenhuma razão para isso. Temos de fazer um esforço com informações transparentes para evitá-lo. Se colocarmos barreiras à exportação de alimentos em três ou quatro países-chave, podemos, como dizia, provocar uma crise onde não deveria existir.

P. E o que fazemos com multinacionais como a antiga Monsanto, hoje propriedade da Bayer, que utilizou engenharia genética em sementes e herbicidas?

R. Estamos polarizando o campo e isso é um erro. Existem nações em que a agroecologia pode ser a melhor opção e outras onde é a biotecnologia. Temos que ver o que a ciência nos ensina. Analisar as necessidades do país, os tipos de solo, as urgências que tem, ou se a solução desejável passa por combinar as duas respostas. Outro aspecto, e muito importante, é o das instituições. Quando existem empresas tão grandes e com tanto poder que os governos não conseguem fazer cumprir a regulamentação, isso é um grande problema e é imprescindível evitá-lo através de organismos fortes.

P. Nos dias mais sombrios da pandemia, foram os trabalhadores sazonais, os imigrantes, que colheram as safras do mundo rico. Quanto lhes devemos?

R. É inaceitável que um país tenha um duplo padrão entre o imigrante e o local. O trabalho deve ser da mesma qualidade, porque, do contrário, você está aumentando a desigualdade. E em países que só podem sobreviver com uma economia informal, é fundamental apoiar as pessoas mais afetadas. É urgente aumentar a resiliência. Isso ajuda a minimizar os riscos por meio de sistemas de alerta precoce e aumenta a capacidade de enfrentar os perigos quando estes acontecem; e por isso é importante se concentrar nos mais vulneráveis.

EL PAÍS

Serrana, ‘capital da vacina’ do Brasil, já faz planos para retomar festas, abraços e negócios

Projeto S, piloto da imunização em massa do Instituto Butantan, garante vacinação de quase 100% dos adultos do município paulista e resgata na população o otimismo de dias melhores. Marileide, por exemplo, sonha com o dia em que poderá voltar a dançar forró

Na bucólica Praça da Matriz de Serrana, o pipoqueiro Geniovar Vieira dos Santos, de 80 anos, encosta a bicicleta em um banco de concreto e senta para descansar. Há meses ele não se sentia seguro para passar um tempo na praça que o consagrou, como gosta de dizer, “o pipoqueiro profissional da cidade”. Mas ver seu pequeno município imunizado em massa contra o vírus que assusta o mundo há mais de um ano reacendeu seus planos de voltar a aceitar convites para fazer pipoca nas festas de aniversário. “Não sei se vou voltar a trabalhar aqui todo dia, estou cansado. Mas tenho saudade de fazer pipoca aqui na praça e nas festas da cidade, mesmo que seja de vez em quando”, diz.

Vieira é sergipano, mas vive há mais de quatro décadas na cidade de quase 46.000 habitantes do interior paulista, onde criou seus 11 filhos. E no início de abril foi completamente vacinado contra o coronavírus, assim como quase todos os seus vizinhos, em um projeto piloto do Instituto Butantan que procura entender qual a capacidade da vacina Coronavac, a mais aplicada no país, para minimizar a pandemia em um cenário real. “Serrana agora está famosa. Foi uma beleza chegar essa vacina aqui”, comemora, enquanto acomoda um chapéu sobre a cabeça.

Por muitos anos, ele viu o lugar onde mora acostumar-se ao rótulo de cidade-dormitório. Todas as manhãs, ao menos um terço da população deixa as estreitas ruas asfaltadas do município e percorre cerca de 20 quilômetros de estrada para trabalhar na vizinha Ribeirão Preto, já que as oportunidades de emprego na própria cidade não vão muito além de uma usina de açúcar, do comércio local e da plantação de cana. Há quem diga por lá que a quase desconhecida Serrana mal sentia-se parte do mapa do Brasil até ganhar os olhos do mundo pelo seu mais recente atributo: o de cidade da ciência. E com ele espera atrair empresas para mudar de perfil. Serrana já não quer mais ser vista como “cidade-dormitório” e espera surfar na onda de “cidade imunizada” para desenvolver-se economicamente. “É o melhor lugar que eu achei e tão falando que com essa vacina a cidade vai poder crescer”, celebra o pipoqueiro.

Por causa do projeto S, do Instituto Butantan, a cidade já vive um feito que para a maioria dos municípios brasileiros ainda é um sonho: tem 97,7% de sua população adulta imunizada contra o coronavírus. Assim, se converteu em uma ilha de esperança de dias melhores, em um país afogado em uma crise sanitária e que ainda patina para imunizar sua população —há cidades, por exemplo, em que não há sequer a segunda dose para pessoas que já começaram a ser vacinadas.

Nos Estados Unidos, onde mais de 100 milhões de pessoas já foram vacinadas, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) já permite a circulação ao ar livre sem máscaras. Israel, que já imunizou mais da metade de sua população, também dá os primeiros passos na volta à normalidade do período anterior à pandemia. Em Serrana, aos poucos, o comerciante Nagib Almeida de Issa, de 27 anos, começa a ver retornar o movimento na salgaderia de paredes vermelhas que mantém em frente ao Hospital Estadual de Serrana. No começo da pandemia, ele viu a clientela praticamente desaparecer. “As pessoas tinham medo até de passar na rua do hospital e o movimento caiu muito. Tivemos que brigar muito, colocar delivery e fazer empréstimos para conseguir manter os funcionários”, conta, do balcão onde acabou de atender quatro pessoas.

“As coisas agora vão melhorar, mal vejo a hora de ver a casa cheia de novo. Serrana vai se recuperar mais rápido, e o nosso comércio também, que depende da circulação de pessoas”, acredita. Nas ruas, alguns caminham sem máscara, embora a determinação ainda seja de manter os cuidados mesmo com a vacinação. Por enquanto, a cidade mantém medidas restritivas como funcionamento do comércio em horário determinado com ocupação reduzida, mas espera ser pioneira na reabertura econômica quando os resultados da pesquisa da vacinação começarem a sair, em maio. “Nós fazemos parte da pesquisa e vamos ajudar Serrana a recuperar a economia mais rápido. Há empresas querendo vir para cá. Se tivermos mais empregos, as pessoas abastecem aqui, comem aqui e a cidade cresce”, acredita Almeida.

Somente em janeiro deste ano, já prestes a ser colocado em marcha, o projeto S foi levado à seara pública. A notícia ganhou o país e derrubou até o site de imobiliárias locais, que recebiam dezenas de mensagens de pessoas de vários Estados interessadas em alugar um imóvel para tentar se vacinar. “Nunca tinha visto um boom desses em 29 anos trabalhando aqui”, conta Manoel Messias de Oliveira, que tem uma imobiliária no centro da cidade. “Mais de 100 pessoas além da demanda habitual nos procuraram. Tivemos uma semana de euforia. Um cliente de Recife chegou a dizer que compraria uma casa para conseguir se vacinar, mas a gente procurou a Secretaria da Saúde, e eles disseram que o mapeamento já havia sido feito”, explica Messias. Ainda no ano passado, quando o projeto era secreto, um censo cadastrou a população, que foi dividida em quatro grupos identificados por cores conforme a ordem para a imunização. Meses depois, escolas públicas viraram postos temporários de vacinação. Na principal via de acesso ao município, uma placa projeta Serrana como “a cidade referência no combate à covid-19″.

“O crescimento econômico agora é minha expectativa. Tenho percebido uma busca maior por estabelecimentos comerciais para trazer franquias, mas tudo ainda está sendo negociado. Serrana deixou de ser a cidade do boia-fria e hoje é a cidade da ciência. Mas para a gente ter mesmo um conforto, o resto do país deveria estar vacinado”, afirma Messias. A premissa repetida por muitos moradores é a mesma do prefeito Leonardo Capiteli (MDB), que tenta atrair empresas aproveitando a promessa de uma retomada econômica mais rápida. Por enquanto, nenhum negócio foi fechado. “Queremos aproveitar essa potencialidade por ser uma das cidades mais seguras neste momento”, discursa o prefeito.

“A vacina deu uma esperança, mas acho que vai demorar para as coisas voltarem ao normal”, diz, mais cético, Pedro Henrique da Silva, de 20 anos, que perdeu o emprego em uma loja comercial no começo da crise e ainda não conseguiu outro trabalho. Depois de meses em isolamento social, a vacina o fez sentir-se mais seguro para encontrar pessoalmente uma amiga, de máscara e seguindo cuidados preventivos. “Toda a minha família é de Alagoas e lá ainda estão esperando. Aqui a gente já se sente mais protegido para fazer essas coisas”, afirma, enquanto a aguarda na Praça da Matriz. Perto dali, um grupo de idosos conversa, sentado nos bancos de concreto.

Ao lado da esposa e da nora, o pipoqueiro Vieira conta que, dos seus 11 filhos (todos adultos) apenas um não tomou as duas doses da Coronavac. “Só tenho um filho que não quis tomar. Já falei pra ele: ou vá tomar ou dê um jeito na vida. Já pensou levar doença para dentro de casa? Ele diz que é muito ocupado. Falei que trabalho não empata de tomar vacina não. Tem que tomar, rapaz, é de graça!”, defende. “Eu achei bom demais. Parece que fiquei foi mais novo com essa injeção. Pode tomar mais uma?”, brinca. A nora dele, Elaine Cristina de Oliveira, de 45 anos, diz que precisou vencer o receio deixado por um turbilhão de mensagens recebidas no Whatsapp. Preocupou-se até mesmo com o mito de que poderia “virar jacaré”, mas decidiu participar da pesquisa científica porque o medo da doença foi maior. A leve picada de agulha no braço, conta, retirou-lhe um peso das costas, como um efeito psicológico por sentir-se mais segura. “Eu me sinto uma privilegiada”, orgulha-se. “Quando eu viajava, dizia que era de Ribeirão Preto porque ninguém conhecia Serrana. Agora está bem falada a cidade. Tô achando tão bom poder falar que moro na cidade da vacina.”

Evangélica, Elaine conta que o maior presente da vacinação em massa foi permitir que pudesse voltar a frequentar a igreja depois de meses sem participar dos cultos. Agora, ela espera que em breve possa abraçar os amigos da igreja e os familiares. “No Natal do ano passado, eu viajei para o Mato Grosso, mas fiquei afastada e não pude reunir os parentes de lá. Acho que neste Natal vamos poder nos reunir aqui. Tenho muita saudade de abraçar as pessoas. Antes desse coronavírus, a gente era feliz e não sabia.” Durante a pandemia, ela continuou ajudando os sogros idosos e a mãe, a quem visita uma vez por semana para auxiliá-los com as demandas domésticas, mas sempre com máscaras e mantendo o distanciamento. “Acho que logo vamos poder voltar a fazer festa. Reunir todos os netos e bisnetos porque a família é muito grande”, sonha.

União de todos para convencer sobre a vacina

Serrana sentiu com força a chegada da pandemia em abril do ano passado, quando teve o primeiro surto em uma casa de idosos. As autoridades sanitárias locais realizaram um inquérito sorológico para entender o quanto o vírus já havia avançado e se depararam com uma taxa de prevalência bastante alta: 5% da população testada aleatoriamente já havia sido infectada enquanto o percentual no Estado era de 2%. A má notícia, porém, abriu uma porta para a ciência: uma cidade pequena com alta incidência de casos, capacidade de pesquisa e suporte científico por sediar um hospital estadual era o laboratório perfeito para a pesquisa secreta almejada pelo Instituto Butantan.

Um censo de saúde foi realizado ainda no ano passado para mensurar o tamanho da “população vacinável”. Cerca de 28.000 serranenses tinham mais de 18 anos e eventuais doenças crônicas sob controle e estavam, portanto, aptos a participar da pesquisa. Nos bastidores, a gestão municipal fazia reuniões com comerciantes e lideranças religiosas, potenciais formadores de opinião na cidade. Sem citar o secreto Projeto S, pedia ajuda para convencer a população sobre os benefícios de receber as vacinas quando estivessem disponíveis. Só assim seria possível retornar à “normalidade”. O resultado foi uma alta adesão ao estudo, com 27.150 pessoas do público-alvo vacinadas, o que representa 64% de toda a população da cidade, já que crianças, gestantes e lactantes não foram imunizadas no projeto porque ainda não há estudos da vacina voltados a este público.

“Foi o destino. Essa vacina tinha que chegar até mim”

Mas em março deste ano a pandemia ganhou força em todo o país e impôs ao Estado de São Paulo medidas mais restritivas. Foi o pior mês para Serrana desde o início da crise sanitária: março concentrou um quinto das 84 mortes registradas pela cidade durante toda a pandemia. Na UPA, pacientes enfileiravam-se por um leito de UTI. A vacinação em massa pelo projeto S havia começado em janeiro, com doses cedidas pela Sinovac para o estudo, mas só neste mês de abril o esquema vacinal foi concluído no público-alvo. É preciso completar as duas doses para alcançar a eficácia apontada pelos estudos clínicos, e a resposta imunológica pode demorar semanas para ser desenvolvida.

“Eu fiquei doente pouco depois da primeira dose, mas acho que não precisei internar graças à vacina”, diz o mototaxista Roberto da Silva Porto, de 48 anos. Ele mudou-se para Serrana há oito meses, após a esposa perder o emprego em São Paulo. Tentou trabalhar de forma independente na distribuição de gás como fazia na capital paulista, mas não deu certo, nem o trabalho nem o casamento. “Virei mototaxista porque aqui na cidade não tem muito com o que trabalhar.” Mesmo assim, decidiu continuar ali e ficar próximo dos três filhos. Com a demanda baixa por passageiros, ele tem se dedicado principalmente a fazer entregas de delivery. “Foi o destino, né? Essa vacina tinha que chegar até mim. Agora eu me sinto mais confiante e seguro porque trabalho com o público”, comemora.

Embora ainda não haja informações concretas sobre os efeitos da imunização em larga escada na cidade, profissionais de saúde e gestores relatam melhora em alguns indicadores. O Hospital Estadual de Serrana ―referência em covid-19 para 26 cidades da região― tem cada vez menos pacientes do município que o sedia. Aos poucos, outras unidades como a UPA e os postos de saúde começam a retomar procedimentos que haviam sido suspensos temporariamente diante da alta pressão da pandemia. Nos últimos 20 dias, apenas um serranense foi intubado na cidade pela covid-19, segundo a Prefeitura.

“No hospital, aparentemente temos menos gente de Serrana precisando internar por covid-19. Mas ainda estamos levantando dados gerais, analisando se houve internação em outras cidades, para ver os efeitos da vacinação”, explica Natasha Nicos, infectologista do Hospital Estadual de Serrana e uma das pesquisadoras do Projeto S. A média de novos casos diários caiu e hoje representa um quarto do que era notificado há um mês. Em todo o Estado de São Paulo, as novas infecções vem caindo, mas de forma mais lenta. Há um mês, a média de novos casos semanais era de 15.762 enquanto na última semana foi de 12.573. A demanda de pacientes com sintomas gripais por exames nos postos de coleta de Serrana saiu de 150 buscas diárias para pouco mais de 30 em um mês, segundo a Prefeitura. “Em abril zeramos a fila de UTI por covid-19 e o fluxo de pacientes graves na UPA também diminuiu bastante”, afirma a chefe da Vigilância Epidemiológica da cidade, Glenda Renata de Moraes. “Mas ainda é cedo para relacionar isso à vacinação”.

No centro de saúde da cidade, Andrei Wesley Monteiro, de 26 anos, esperava para tomar a segunda dose na sexta-feira, 23 de abril. Era o último dia para quem atrasou o reforço vacinal pelo Projeto S. “Me vacinei por pura sorte”, ele diz, animado. É que Monteiro morava na cidade de Araçatuba, quando foi transferido para trabalhar na Usina da Pedra de Serrana há cerca de um ano. Mudou-se para a cidade com a esposa, a mãe e a irmã. Toda a família agora está imunizada. “Somos privilegiados”, comemora, erguendo o cartão de vacinação.

“Serrana foi descoberta”

A 500 metros dali, a auxiliar de serviços gerais Marcelina Gonçalves, de 38 anos, espera um ônibus. “Antes a gente via os vizinhos sendo internados com covid-19, isso diminuiu muito”, conta, enquanto saca da bolsa o seu cartão de vacinação, que virou um documento importante para ela assim como o CPF ou a identidade. Serrana estuda, inclusive, adotar uma espécie de “passaporte da imunidade”, como já se discute na Europa. Na porta de uma unidade de saúde, a professora Marileide Neves dos Santos, de 34 anos, diz que ainda não se sente segura para voltar a dar aulas presenciais em maio, mas espera que os resultados da pesquisa tragam tranquilidade. “Aqui na cidade a gente estava muito ansioso porque o Brasil inteiro espera essa vacina, né? É um privilégio muito grande pra gente. Serrana foi descoberta pelo país”, diz.

Na última semana, o Ministério da Saúde anunciou que apoiará uma pesquisa em outra cidade paulista. Botucatu também terá vacinação em massa com a vacina da AstraZeneca e um programa de sequenciamento genético para avaliar a efetividade do imunizante frente às novas variantes do coronavírus.

Mas em Serrana, Marileide agora sonha com o dia em que poderá voltar a dançar forró. “Acho que daqui para o final de maio vamos começar a voltar ao normal. A primeira coisa que eu quero fazer é dançar. A gente está sentindo falta das festas”, planeja. Por enquanto, sentir-se um pouco mais protegido ante o luto que assola o país pelas mais de 400.000 vidas roubadas pela covid-19 é o alento e a esperança da cidade. O pipoqueiro Vieira, encostado na sua bicicleta na Praça da Matriz, resume seu sentimento: “Não tenho medo de morrer porque ninguém nasceu pra semente, mas se Deus me der mais vida pra frente eu acho bom. Então fui lá tomar a vacina, né? Tô em paz agora”.

El País

Governadores recorrerão ao STF contra decisão da Anvisa que vetou uso da Sputnik V

Primeira medida será uma contestação técnica. Se Anvisa não recuar, o caso será levado à corte suprema

Governadores decidiram contestar no STF o veto da Anvisa à importação da Sputink V .

É o que informa a CNN (vídeo abaixo).

O primeiro movimento deve ser uma contestação científica, que pode envoluir para uma ação na corte suprema.

Sessenta e três países aprovaram o uso emergencial, incluindo a Argentina, Chile e México.

No Brasil, pelo menos 14 governadores e dos prefeitos solicitaram à Anvisa a aprovação do imunizante.

“Fizemos uma agenda com a Rússia, uma agenda com técnicos e cientistas da Gamaleia e também com a agência reguladora da Rússia e com o Ministério da Saúde da Rússia. Eles afirmaram com muita segurança que é uma vacina segura e precisamos saber quem está com a verdade”, disse o governador do Piauí, Wellington Dias, presidente do Consórcio Nordeste.

A Anvisa diz que seguiu critérios técnicos, mas mesmo especialistas como o médico Mário Kato entende que houve pressão política.

A Rússia acusou os EUA a pressionarem o Brasil para vetar a Sputnik V, uma pressão que atende a disputas geopolíticas e não ao interesse da população brasileira.

247

Acusada de participação em esquema de corrupção, Uninove tem R$ 562 milhões bloqueados

A Justiça de São Paulo determinou na noite desta segunda-feira (26) o bloqueio de bens de mais de R$ 560 milhões da Uninove, uma da maiores faculdades privadas do país, por suposta participação em esquema de corrupção para fugir do pagamento de impostos ao município de São Paulo.

A decisão do juiz José Eduardo Cordeiro Rocha, da 14ª Vara da Fazenda Pública da capital, atende pedido do Ministério Público de São Paulo em ação civil pública. A decisão, em caráter liminar, se entende a ex-fiscais do município e a empresário que forneceu notas fiscais frias à universidade.

De acordo com a ação civil pública proposta pela Promotoria do Patrimônio Público na semana passada, o esquema durou entre 2003 e 2012 e teve participação direta de integrantes da cúpula da instituição e de fiscais corruptos, integrantes da chamada máfia de fiscais.

Da;Folha:
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“Polarização Lula-Bolsonaro está colocada e terceira via é pescaria no deserto”, diz Mercadante

Sobre a disputa nos estados, o ex-ministro defendeu uma candidatura de Haddad em São Paulo. “O Haddad já lidera as pesquisas e é um candidato extraordinário. Nós precisamos ter um entendimento com o PSOL, com o Boulos, que é uma liderança também. Acho que o futuro aqui é o Haddad”, disse. 

O ex-ministro Aloizio Mercadante afirmou à TV 247 que a eleição presidencial de 2022 será disputada entre Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula e que a tentativa de criação de uma “terceira via” não dará certo.

Entretanto, Mercadante disse que o ex-presidente não está ainda discutindo sua possível candidatura. O ex-ministro também avaliou que o atual governo está em decadência, principalmente após a instalação da CPI da Covid. “Nesse momento, o Lula só quer discutir fome, pobreza, crise e Covid. Ele não pensa em outra coisa, e com razão. Não faz sentido você começar a discutir a campanha de 2022 no momento em que nós estamos vivendo. O governo Bolsonaro está muito emparedado pela CPI, é uma ameaça. É uma CPI que pode ter desdobramentos importantes. Então eles estão emparedados, a área econômica está desmoronando. Esse projeto está desmoronando e a alternativa é Lula. A polarização está dada, a chamada ‘terceira via’ é uma pescaria no deserto”.

Questionado sobre a necessidade de formar alianças para 2022, tanto no cenário nacional quanto no estadual, o ex-ministro afirmou que os partidos devem, mais cedo ou mais tarde, passar a declarar apoio a Lula. “Sobre aliança, a minha visão é a seguinte: assim como nós estamos passando do Lula Livre para o Lula lá, tem muita gente que já é Lula lá mas ainda não é Lula já. Muitos partidos que já estão procurando, que já estão conversando e que vão desembarcar no Lula mas ainda estão… Tem questões a serem administradas. Os partidos têm interesses regionais, o PT vai ter que saber fazer alianças em alguns estados para poder consolidar as alianças. A chance de nós termos uma forte aliança da esquerda é muito grande”.

Sobre São Paulo, estado pelo qual Guilherme Boulos (PSOL) já disse que concorrerá, Mercadante afirmou que nunca houve um cenário tão favorável para a esquerda na região. Ele defendeu, no entanto, uma candidatura do ex-ministro Fernando Haddad (PT). “No caso de São Paulo, eu nunca vi um cenário tão favorável para a gente ganhar a eleição nesses 40 anos de PSDB. Eu acho que o Fernando Haddad já lidera as pesquisas e é um candidato extraordinário, não só pela formação dele, que é muito qualificada, como pela experiência como gestor público. É um grande gestor, um quadro muito preparado, tem muito futuro. Então acho que ele vence a eleição. Nós precisamos ter um bom entendimento com o PSOL, com o Boulos, que é uma liderança também emergente, promissora, importante, com o PCdoB, com o próprio PSB e tentar ampliar a aliança”.

“Acho que o futuro aqui [em São Paulo] é o Haddad. Se o Lula ganhar a eleição lá e o Haddad aqui, eu vejo que a gente pode ter sim uma mudança na correlação de forças. Nosso problema não é só ganhar a eleição, é ganhar condições de governabilidade”, concluiu.

O começo do fim

Início dos trabalhos da CPI da Covid, no Senado Federal, pode ser o primeiro passo para a saída de Bolsonaro do poder

A CPI da Covid, que vai investigar as ações e omissões do governo federal na pandemia, começou na terça-feira 27 com um potencial de definir o futuro do presidente Jair Bolsonaro.

O Planalto sabe dos riscos que corre e tenta, desde o início, impedir que a Comissão funcione normalmente. Até agora, no entanto, só acumula derrotas.

Após a eleição de Omar Aziz (PSD-AM) para presidente e a escolha de Renan Calheiros (MDB-AL) como relator, senadores ligados a Bolsonaro apresentaram um mandado de segurança no STF em que alegaram que o emedebista é suspeito por ser pai do governador de Alagoas, Renan Filho, um possível investigado.

Em sua decisão, o ministro Ricardo Lewandowski negou o pedido e disse que a escolha do relator cabia exclusivamente ao Senado.

Foi a segunda tentativa do governo de barrar Calheiros como relator da CPI.

Na segunda-feira 26, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) conseguiu barrar a nomeação na justiça, mas a decisão foi derrubada pelo Tribunal Federal Regional da 1ª Região.

Com Calheiros confirmado na relatoria, os recados ao governo começaram. Em entrevista coletiva, o senador declarou que “só devem ter preocupação os aliados do vírus. Quem não foi aliado do vírus não deve ter nenhuma preocupação”.

Em seu primeiro discurso no cargo, o senador prometeu uma “profunda e caudalosa investigação”, que será “árida e acidentada, mas exitosa”.

“A comissão será um santuário da Ciência, do conhecimento, e uma antítese estridente do obscurantismo negacionista e sepulcral, responsável por uma desoladora necrópole que se expande diante da incúria e do escárnio desumano”, disse Calheiros.

Os membros da Comissão já definiram as datas dos depoimentos dos ex-ministros da Saúde e do atual, Marcelo Queiroga.

Henrique Mandetta e Nelson Teich vão comparecer na próxima terça-feira 4.

Já o general Eduardo Pazuello será ouvido na quarta-feira 5. Por fim, Queiroga irá depor na quinta-feira 6.

Em artigo exclusivo para CartaCapital, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), explicou que “as linhas centrais da investigação se concentram nas ações de enfrentamento à pandemia, com destaque para as vacinas e outras iniciativas voltadas a contenção do coronavírus”.

“As quatro centenas de milhares de vidas perdidas são um indício de que a reposta brasileira à crise sanitária foi ao menos inadequada”, escreveu o senador.

É consenso que a CPI da Covid arranhará Bolsonaro de alguma forma.

Se não será suficiente para a abertura de um processo de impeachment, como avalia o cientista social Glauco Peres da Silva, da USP, certamente abalará a imagem do presidente.

Globo quebra boicote e exibe falas de Lula e Dilma no Primeiro de Maio

Em reportagem sobre os atos do Dia dos Trabalhadores, Jornal Nacional exibiu depoimentos dos ex-presidentes Lula, Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso com críticas ao governo de Jair Bolsonaro

O Jornal Nacional, da Globo, quebrou neste sábado (1º) a campanha de notícias negativas que promove contra o PT e exibiu declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ex-presidenta Dilma Rousseff sobre o Dia dos Trabalhadores.

O JN exibiu trecho do pronunciamento de Lula em que o ex-presidente defende a esperança dos trabalhadores contra o genocídio perpetrado por Bolsonaro. “O povo brasileiro é maior do que essa gente que está destruindo o Brasil. O Brasil vai dar a volta por cima”, disse Lula.

No Twitter, internautas comentaram a mudança de postura do principal telejornal da Globo, que é uma principais agentes do golpe de 2016 e da perseguição e prisão de Lula em 2018. Confira algumas reações:

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Artistas pintam as memórias do hoje e acendem a intuição do público para quando a alegria voltar

Artistas brasileiros lidam com a inevitável interferência da pandemia da covid-19 em suas inspirações. “É impossível blindar o coração para a realidade e, sem coração, não se cria. Quanto mais grave a situação, menos se deve ficar calado”, diz Iole de Freitas

O artista plástico baiano Alberto Pitta sonha com o Carnaval. Fundador e diretor artístico do Cortejo Afro, em Salvador, ele tem fé de que a festa e alegria voltarão às ruas quando a pandemia de covid-19 passar. “Acredito que será uma celebração com instalações nas ruas, com mais arte, em todos os sentidos”, diz ao EL PAÍS. Pioneiro das estamparias baiano-africanas, que desenvolve com serigrafia e pinturas há mais de três décadas, Pitta diz ter necessidade de escrever nos panos, contar histórias nos tecidos, uma gana que se acentuou no último ano de recolhimento.



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