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Lula tem 48% e vence no primeiro turno, mostra pesquisa Datafolha

Lula, Bolsonaro, Moro e Ciro (Foto: Stuckert | ABr)

No cenário A, Lula tem 48%, enquanto a soma de votos de todos os outros nomes (Bolsonaro, Moro, Ciro e Doria) chega a apenas 42%

247 – A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (16), mostra o ex-presidente Lula com margem folgada sobre Jair Bolsonaro, que ocupa a segunda posição.

No cenário A, Lula tem 48%, ante 22% de Bolsonaro, 9% do ex-juiz parcial Sergio Moro, 7% do ex-governador Ciro Gomes e 4% do governador de São Paulo, João Doria. Votarão em nulo, branco ou ninguém, 8%. 2% não souberam responder.

Na hipótese B, Lula tem 47%; Bolsonaro, 21%; Moro, 9%; e Ciro, 7%. Doria cai para 3%. Os senadores Rodrigo Pacheco e Simone Tebet empatam, com 1%. O senador Alessandro Vieira, o ex-ministro Aldo Rebelo e o cientista político Felipe d’Ávila não pontuaram. Nulos/brancos/ninguém/não sabem repetem o cenário A.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 16 de dezembro com 3.666 pessoas com mais de 16 anos, presencialmente em 191 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Rui Costa lamenta quedas de Bahia e Vitória: ‘Espero que se aprenda com os erros cometidos’

Foto: Reprodução / YouTube

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), voltou a exibir seu lado corneteiro no futebol. Durante o Papo Correria desta terça-feira (14), o mandatário lamentou as quedas de Bahia e Vitória para as séries B e C, respectivamente. Na opinião do petista, é preciso “aprender com os erros cometidos” para retonar à elite do futebol nacional. 

“Sou apaixonado pelo Bahia, herdei isso do meu pai. É uma tristeza (…) Não tem do que reclamar, até porque nas três últimas edições nós ficamos rezando sempre para o Bahia não cair. Se dois anos isso deu certo, esse ano. Infelizmente a tragédia aconteceu, o prejuízo é grande. Nem se fala o Vitória. Se já era difícil manter um clube competitivo com a arrecadação de Série B, imagine na Série C. É muito triste para o futebol da Bahia não ter nenhum representante no grupo de elite do futebol nacional. Espero que se aprenda com os erros cometidos”, afirmou Rui Costa.

O gestor ainda criticou o árbitro da partida entre Fortaleza e Bahia, pela última rodada do Brasileirão. Ele opinou que o pênalti que originou o segundo gol do Leão do Pici não existiu. De qualquer forma, nem mesmo isso seria capaz de evitar o rebaixamento do Esquadrão, disse Rui.

“Tem gente que fica comentando a última partida, aquele pênalti que, na minha opinião, o árbitro inventou. O cara tá com a mão colada no corpo. Só se arrancar o braço para a bola não bater. Mas mesmo se não tivesse aquele segundo gol, o Bahia seria rebaixado porque precisaria ganhar, e não ganhou. Como não ganhou do Sport, do Cuiabá, do Atlético-GO, perdeu muitos jogos na Fonte Nova”, criticou

Putin pede reunião urgente com a Otan e vai falar com Xi sobre crise na Ucrânia

Em mais um dia de intensa atividade diplomática acerca da crise entre Rússia e o Ocidente, o presidente Vladimir Putin pediu uma reunião urgente com os Estados Unidos e seus parceiros na Otan para discutir a situação na fronteira da Ucrânia.
Ao mesmo tempo, Putin marcou uma conferência por vídeo com seu principal aliado no cenário internacional, o líder chinês Xi Jinping. Ambos conversarão nesta quarta (15) sobre a tensão europeia, adicionando uma dimensão nova ao conflito em curso.
Putin disse ao telefone para o presidente finlandês, Sauli Niinsto, que Moscou quer “iniciar negociações imediatas com os EUA e com a Otan para desenvolver garantias legais internacionais para a segurança de nosso país”.
Mais tarde, ele repetiu o discurso para o seu colega francês, Emmanuel Macron. Essencialmente, Putin disse o mesmo que havia relatado ao americano Joe Biden na semana passada e ao premiê britânico, Boris Johnson, na segunda (13).
O russo diz que deslocou cerca de 100 mil soldados para reforçar suas fronteiras ocidentais para se defender de um incremento na atividade militar na Ucrânia, percebendo aí a ideia de uma retomada militar de Kiev dos territórios controlados no leste do país por rebeldes pró-Rússia desde 2014.
Naquele ano, Putin reagiu à derrubada do governo aliado no vizinho anexando a Crimeia e fomentando a guerra civil no leste, que já matou 14 mil pessoas e está indefinida.
Agora o Ocidente acusa o russo de estar planejando a mesma coisa: invadir a Ucrânia, o que naturalmente Putin nega. Todos os líderes, a começar por Biden, prometeram sanções sem precedentes contra Moscou em caso de ataque.
Com o atual movimento, o russo quer aproveitar a falta de resolução europeia para forçar uma solução a seu contento. Ou seja, manter a Ucrânia e países ex-soviéticos como a Geórgia fora do guarda-chuva militar ocidental, mantendo forças adversárias distantes de suas fronteiras.
Na Belarus, ele já tem isso garantido pelo apoio que dá à ditadura de Aleksandr Lukachenko, que nesta quarta encarcerou por 18 anos um líder oposicionista como parte da repressão que exerce desde que fraudou mais uma eleição presidencial, em 2020.
A Ucrânia segue em campanha para denunciar o risco de ser atacada, e pede mais apoio ocidental. Putin reclama do fornecimento de equipamento militar ocidental, como drones e mísseis antitanque, para Kiev. O orçamento militar americano para 2022, em análise no Senado, prevê US$ 300 milhões de ajuda para os ucranianos.
Já na semana passada, a Rússia também alertou para uma nova crise dos mísseis, remetendo ao impasse em torno de Cuba em 1962 e as negociação fracassadas sobre esse tipo de arma na Europa em 1983, episódios que quase levaram à guerra nuclear.
Como os EUA deixaram o INF, um tratado que impedia a instalação de mísseis de alcance intermediário com capacidade nuclear na Europa, Moscou diz manter uma moratória unilateral sobre isso e teme que os americanos movam as armas para a Ucrânia.
Isso deixaria a capital russa a poucos minutos de uma explosão atômica, alega o Kremlin. É fato que todas as principais cidades do Leste Europeu também estão suscetíveis a isso, já que Moscou tem mísseis do gênero, modelo Iskander-M, instalados no encrave europeu de Kaliningrado.
Tecnicidades à parte, a Otan mordeu a isca russa. Seu secretário-geral, Jens Stoltenberg, foi a público nesta terça para dizer que a aliança não irá instalar nada do tipo na Ucrânia ou em outros países orientais da Europa. Ponto para Putin, que tem como objetivo final a promessa de que o clube militar não mais irá se expandir a leste.
Aí a coisa é mais difícil, mas a situação no solo e o risco de uma ação militar podem pesar. Politicamente, Putin foi buscar o apoio de Xi, com quem divide uma cooperação bélica cada vez maior, ante a percepção de que os EUA vão agir ativamente para conter Pequim e Moscou.
A situação está delicada em toda a região que vai do mar Negro ao Báltico. No primeiro, palco de um encontro nada amistoso entre russos e britânicos em junho, uma fragata francesa passou a ser monitorada por forças de Putin na Crimeia.
Na semana passada, caças russos interceptaram aviões de combate e de espionagem de Paris e de Washington na região.
Enquanto isso, o presidente da Ucrânia falou com o premiê italiano, Mario Draghi, para pedir apoio. Em entrevista ao jornal italiano La Repubblica, Volodimir Zelenski havia se queixado de vetos alemães ao fornecimento de alguns tipos de armas para a Ucrânia, algo que Berlim não confirmou.
Comparando a crise atual com a de 2014, Zelenski pintou um quadro sombrio, dizendo que haveria “muito mais perdas” em caso de invasão russa.

Fonte: Bahia Notícias

Áudio: Heleno ataca STF e diz tomar Lexotan “na veia” para “não levar Bolsonaro” a tomar “atitude mais drástica” contra tribunal

Augusto Heleno (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

No discurso, Heleno afirmou que o Supremo está “tentando esticar a corda até arrebentar” sua relação com o Poder Executivo

Por Guilherme Amado, no Metrópoles – O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, fez duros ataques ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (14) e disse que precisa tomar remédios psiquiátricos “na veia” diariamente para não levar Jair Bolsonaro a tomar “uma atitude mais drástica” contra o tribunal. A declaração foi feita na formatura do Curso de Aperfeiçoamento e Inteligência, para agentes já em atividade na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O evento é um encontro fechado da agência. A coluna obteve uma gravação da fala de Heleno.

No discurso, Heleno afirmou que o Supremo está “tentando esticar a corda até arrebentar” sua relação com o Poder Executivo, e que rezará para que Jair Bolsonaro não sofra um atentado no ano que vem.

Confira:

247

Ipec: Lula venceria no primeiro turno com 56% dos votos válidos

Os dados registrados são desastrosos para Jair Bolsonaro, em queda livre em todos os cenários

247 – O Ipec – Instituto de Pesquisas e Comunicação –, empresa formada no ano passado por executivos e técnicos remanescentes do antigo Ibope, divulgou no fim da tarde desta terça-feira (14) uma pesquisa de avaliação de governo e de intenção de voto. Os dados registrados são desastrosos para Jair Bolsonaro, em queda livre em todos os cenários, e revelam um crescimento consistente da intenção de voto dos brasileiros no ex-presidente Lula (PT). No 1º cenário do Ipec, se as eleições fossem hoje, Lula teria 48% dos votos, Bolsonaro 21% Moro, 6%, Ciro Gomes, 5%, João Doria, 2%, e André Janones, 2%. No 2º cenário, o ex-presidente Lula teria 49%, Bolsonaro 22%, Moro 8%, Ciro 5% e Doria, 3%. Com esses percentuais, 49% e 48%, o petista Luiz Inácio Lula da Silva venceria em primeiro turno com o cálculo sendo restrito apenas aos votos válidos – sistemática usada pelas regras eleitorais brasileiras. Ele teria, então, 56,3% dos votos, mais do que Fernando Henrique Cardoso obteve nas duas eleições em que venceu no 1º turno, em 1994 e 1998.

Nos índices de avaliação de governo, Jair Bolsonaro colhe um desastre absoluto. 55% dos brasileiros dizem que a gestão dele é “ruim ou péssima”. Apenas 19% a classificam como “ótima ou boa” e 25% cravam-na como “regular”. Ainda se verifica, segundo o Ipec, que 68% desaprovam Bolsonaro como presidente e apenas 27% o aprovam. Além disso, o Ipec revela que 70% dos brasileiros não confiam em Jair Bolsonaro como presidente da República e escassos 27% dizem confiar nele.

O levantamento foi feito entre 9 e 13 de dezembro e ouviu 2.002 pessoas em 144 municípios. A pesquisa foi face a face. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. A partir do dia 2 de janeiro todas as pesquisas de intenções de voto terão de ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral.

Flávio Dino sobre Moro: “um juiz suspeito pelo STF não deveria nem sair de casa”

O governador do Maranhão também é juiz, aprovado em primeiro lugar no mesmo concurso de Moro

O governador do Maranhão e ex-juiz, Flávio Dino (PSB), aprovado em primeiro lugar no mesmo concurso de Sérgio Moro (Podemos), afirmou durante entrevista ao programa Fórum Onze e Meia, nesta terça-feira (14), que no seu tempo, um juiz declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) não sairia nem de casa, quanto mais ser pré-candidato à Presidência da República.

Dino disse também que o fato de ter um monte de gente amontoada em torno da propalada terceira via é um sinal de debilidade. “A dita terceira via tem duas dificuldades hoje. Uma é a fragmentação e a outra é uma falta de identidade nítida. Não há coluna vertebral que sustente isso. Tem muita torcida pelo Moro, uma coisa meio esquisita”, ironizou.

Fonte: FORUM

Pesquisa Ipec: Lula tem 48% das intenções de votos; Bolsonaro, 21%, e Moro, 6%

Levantamento, realizado entre 9 e 13 de dezembro, ouviu 2.002 pessoas em 144 cidades; margem de erro é de 2 pontos percentuais

Pesquisa Ipec para as eleições presidenciais de 2022 divulgada nesta terça-feira (14) aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança, com 48% das intenções de votos no primeiro turno, contra 21% do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Sergio Moro (Podemos), Ciro Gomes (PDT), André Janones (Avante) e Joao Doria (PSDB) aparecem na sequência, respectivamente, com 6%, 5% e 2% das intenções de votos.

Em seguida, os candidatos Cabo Daciolo (PMN-Brasil 35) e Simone Tebet (MDB) aparecem com 1%.

Alessandro Vieira (Cidadania), Felipe d’Ávila (Novo), Leonardo Péricles (UP) e Rodrigo Pachedo (PSD) apresentaram 0% da intenção de votos na pesquisa Ipec.

No primeiro cenário, com 12 candidatos, Lula fica 10 pontos à frente dos adversários somados.

Resultado do cenário com 12 candidatos:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 48%
  • Jair Bolsonaro (PL) : 21%
  • Sergio Moro (Podemos): 6%
  • Ciro Gomes (PDT): 5%
  • André Janones (Avante): 2%
  • João Doria(PSDB): 2%
  • Cabo Daciolo (PMN-Brasil 35): 1%
  • Simone Tebet (MDB): 1%
  • Alessandro Vieira (Cidadania): 0%
  • Felipe d’Ávila (Novo): 0%
  • Leonardo Péricles (UP): 0%
  • Rodrigo Pacheco (PSD): 0%
  • Brancos / Nulos: 9%
  • Não sabem / Não responderam: 5%

Resultado do cenário com cinco candidatos:

  • Lula: 49%
  • Bolsonaro: 22%
  • Sergio Moro: 8%
  • Ciro Gomes: 5%
  • João Doria: 3%
  • Brancos/nulos: 9%
  • Não sabe/não respondeu: 3%

A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 13 de dezembro, e entrevistou 2.002 pessoas em 144 cidades brasileiras.

Avaliação do governo

A reprovação ao governo de Jair Bolsonaro chega a 55%, segundo pesquisa Ipec. O índice de aprovação à atual gestão é de 19%, conforme dados divulgados nesta terça-feira (14).

Segundo a pesquisa, 19% dos entrevistados avaliam o governo como ótimo ou bom; 25%, regular, e 55% como ruim ou péssimo. 1 % dos entrevistados não sabem ou não responderam.

  • Ótimo/bom: 19%
  • Regular: 25%
  • Ruim/péssimo: 55%
  • Não sabe/não respondeu: 1%

Na pesquisa anterior, realizada em setembro deste ano, o percentual de reprovação ao atual governo era de 53%, de avaliação regular 23% e a aprovação era de 22%. O percentual dos que não sabiam/não responderam se manteve em 1%.

CNN Brasil

PGR defende que STF mantenha Roberto Jefferson preso

Roberto Jefferson (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A subprocuradora Lindôra Araújo ressalta no parecer que a prisão preventiva de Jefferson ocorreu para impedir a continuidade de ataques a ministros do STF e ao Estado Democrático de Direito

Carta Capital – A Procuradoria-Geral da República se manifestou nesta segunda-feira 13 a favor da manutenção da prisão preventiva do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente afastado do PTB.

O bolsonarista, denunciado pela PGR no âmbito do inquérito que apura a atuação de uma milícia digital que atenta contra a democracia, foi preso em agosto.

A subprocuradora Lindôra Araújo ressalta no parecer que a prisão preventiva de Jefferson ocorreu para impedir a continuidade de ataques a ministros do STF e ao Estado Democrático de Direito.

247

 

Aras advoga contra o povo, diz Randolfe após PGR pedir anulação de inquérito contra Bolsonaro

Randolfe Rodrigues (Foto: Pedro França/Agência Senado)

“Essa é uma ação do chefe do Ministério Público Federal ou do advogado de Jair Bolsonaro?”, questionou o senador Randolfe Rodrigues

247 – O senador Randolfe Rodrigues (Rede) disse, nesta segunda-feira, 13, que o procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, advoga contra o povo após o chefe do Ministério Público Federal (MPF) pedir anulação de inquérito contra Jair Bolsonaro (PL).

Aras encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de reconsideração sobre abertura de inquérito para investigar declaração de Bolsonaro, na qual o mandatário associa a vacina contra a Covid ao vírus da aids. A PGR pediu que a decisão do ministro Alexandre de Moraes seja revista.

“Deixa eu ver se entendi… Essa é uma ação do chefe do Ministério Público Federal ou do advogado de Jair Bolsonaro? Está mesmo claro para Aras qual sua função à frente da PGR? Advogar contra o povo não me parece sua atribuição. Aí é pra acabar…”, disse no Twitter.

247

Desvio de verba pública liga partido de Sergio Moro ao pastor Marco Feliciano

Como os nomes que protagonizaram escândalo de corrupção do Podemos em Santa Cruz do Rio Pardo se aproximam do gabinete dos deputados Marco Feliciano e Renata Abreu

Por André Fleury Moraes, do jornal Debate – Ninguém sabe, ninguém fala a respeito e tudo se limita a uma questão local. Assim tem sido a postura da cúpula nacional do Podemos desde que estourou o escândalo de desvios do fundo partidário em Santa Cruz do Rio Pardo, coordenado por pessoas que nunca moraram na cidade, em 2020. Mas a situação pode mudar a partir de agora.

O caso tinha ares de grandeza já quando foi revelado. E documentos obtidos pelo DEBATE evidenciam que os nomes que participaram do esquema de corrupção em Santa Cruz são conhecidos há muito tempo não só pelo alto escalão do Podemos, liderado pela deputada Renata Abreu, mas também por Marco Feliciano — ex-membro do partido que hoje está no Republicanos.

Eleito deputado federal pelo PSC (Partido Social Cristão) em 2010, o pastor é um ícone do fisiologismo no Congresso e sempre se adaptou a quem esteve no poder.

Quando concorreu pela primeira vez, em 2010, apoiou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), para quem chegou a gravar vídeos pedindo votos. Mas hoje é um grande aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Influente por sua atuação evangélica — ele é ligado à Assembleia de Deus —, Feliciano nasceu em Orlândia, no interior de São Paulo. Ele se filiou ao Podemos em 2018, mas ao menos desde 2011 conhecia dois homens que, anos depois, se tornariam pivôs de um escândalo de corrupção em Santa Cruz do Rio Pardo — e ao lado de uma antiga aliada da família Abreu, que comanda o Podemos: a contadora Fátima de Jesus Chaves.

Seus nomes são Juraci Barbosa, ex-presidente da comissão provisória do partido em Santa Cruz, e Fábio de Oliveira Silva, o tesoureiro da agremiação. Os dois nunca pisaram na cidade e participaram de um diretório cuja conta bancária foi aberta numa agência em São Paulo.

A relação entre eles, para muito além da amizade, também envolveu negócios.

Juraci foi um assessor relâmpago de Feliciano na Câmara dos Deputados. Ele foi nomeado pela primeira vez em 15 de março de 2011. Quinze dias depois, porém, deixou o cargo. Voltou ao Congresso em 11 de outubro daquele mesmo ano — e ficaria pouco tempo, até ser demitido em 20 de dezembro.

Não se sabe o motivo pelo qual Juraci protagonizou uma passagem tão curta no gabinete do pastor — procurados, eles não responderam. Nas duas ocasiões em que foi contratado e demitido, tempos depois a Câmara baixou portaria tornando “sem efeito” a sua nomeação.

Em 2020, Feliciano deixou o partido após ser expulso por infidelidade partidária.

Ao que tudo indica, foi na curta passagem pelo Podemos que o pastor conheceu a contadora Fátima Chaves — a santa-cruzense que é prima das proprietárias da “Clínica dos Pés”, onde “funcionava” a sede do Podemos no papel. Teria sido com ela que o pastor trocou os contatos que viriam a formar a comissão provisória do partido santa-cruzense.

Segundo a Justiça, a sigla foi criada “unicamente para desviar recursos do fundo partidário”.

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