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Centrais sindicais se unem em ato no Dia do Trabalho

O Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, será marcado por um ato unificado entre dez centrais sindicais. Um fato inédito acontecerá em 2019, a Centra Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical estarão juntas nesta data pela primeira vez. O evento será realizado na Praça da República, no centro de São Paulo, e contará ainda com shows.

O fim da contribuição sindical obrigatória e a oposição ao projeto de reforma da Previdência são temas que têm unido as centrais sindicais em protestos desde o início do ano, conmforme o Estadão. Empregos e salários também serão abordados nos discursos do ato, previsto para ocorrer das 10h às 18h.

“Estamos unidos contra a destruição do sistema de seguridade social”, diz João Cayres, secretário-geral da CUT-SP ao Estadão.

Carta branca de Witzel a ação de ‘snipers’ eleva o temor por abusos policias no Rio

Moradores e ativistas relatam aumento nos casos de violações desde vitória do governador. Ministério Público cobra explicações sobre atiradores de elite

O mototaxista C. S. voltava de Minas Gerais no domingo de 10 de março quando policiais militares bateram em sua casa. O alerta foi dado pela sua irmã, que imediatamente telefonou para o rapaz, de 29 anos. Ele estava com sua esposa, suas duas filhas e a chave de sua residência, que fica no Complexo da Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Em seguida, recebeu outra mensagem de sua irmã: os agentes arrombaram a porta e entraram. “Quando cheguei estava tudo bagunçado”, conta ele ao EL PAÍS. Ele gravou um vídeo no qual aparece roupas jogadas no chão, armários abertos e cama virada em pé. Segundo denuncia, os agentes levaram seu violão, sua bolsa com o troco do mototáxi e o dinheiro que havia acumulado para pagar o aluguel: “Tinha uns 2.000 reais”. Ele denunciou o caso na 22ª Delegacia da Polícia Civil.

A história do mototaxista se juntam a outros relatos que apontam que o clima de tensão sob o qual vivem moradores das favelas cariocas têm se intensificado desde que o governador Wilson Witzel (PSC) venceu as eleições de 2018 prometendo dar carta branca aos policiais e defendendo que criminosos armados com fuzis deveriam morrer com um tiro “na cabecinha”. Uma promessa que Witzel vem reafirmando desde sua vitória. A última vez foi em entrevista publicada pelo jornal O Globo, há uma semana, na qual garantiu que snipers (atiradores de elite) já estão atuando. “O sniper é usado de forma absolutamente sigilosa. Eles já estão sendo usados, só não há divulgação”, disse ele. “Quem avalia se vai dar o tiro na cabeça ou em qualquer outra parte do corpo é o policial. O protocolo é claro: se alguém está com fuzil, tem que ser neutralizado de forma letal imediatamente”, acrescentou.

A declaração do governador motivou o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), do Ministério Público do Rio de Janeiro, a pedir explicações às autoridades fluminense sobre as atuações dos atiradores de elite. A oposição também apresentou uma representação requerendo a apuração dos fatos envolvendo snipers. Dois dias após a publicação da entrevista, o ministro Sergio Moro disse não estar “familiarizado” com a presença de snipers no Rio. “Não estou familiarizado com essa questão e precisaria entender melhor ao que o governador está se referindo. O fato é que um policial não precisa esperar levar um tiro de fuzil pra reagir. Mas é preciso averiguar em quais circunstâncias ocorreria essa autorização para o disparo à distância”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, durante uma feira sobre o tema no Estado.

O EL PAÍS entrou em contato com a Polícia Militar e a Polícia Civil para pedir mais detalhes sobre como essas operações vêm ocorrendo, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

PF apreende computadores de servidores que acessaram dados de Bolsonaro

A Polícia Federal apreendeu computadores usados por dois servidores da Receita Federal para acessar dados do presidente Jair Bolsonaro e de familiares dele. Segundo informações do jornal O Globo, os equipamentos foram encontrados na cidade de Campinas, em São Paulo, e de Itapemirim, no Espírito Santo.

A Receita informou na noite desta sexta-feira (5) que abriu sindicância para investigar as circunstâncias do acesso de dois servidores a informações fiscais do presidente e de familiares dele. O caso pode ser configurado como abuso de autoridade, quebra de sigilo funcional e crime contra a Segurança Nacional.

Ainda de acordo com o jornal O Globo, um dos alvos da investigação é Odilon Ayub Alves, lotado em uma unidade da Receita em Cachoeiro de Itapemirim. Ele prestou explicações na delegacia da Polícia Federal em Vitória e foi liberado cerca de uma hora depois.

Entre o sagrado e o profano, Bolsonaro foi a Israel

Como grupos representativos da nova onda conservadora incorporaram, à sua maneira, elementos do sionismo e do Estado de Israel

Jair Bolsonaro visita o Yad Vashem, em Jerusalém, no dia 2 de abril.ARIEL SCHALIT / AP

Ao longo do processo de ascensão do atual governo de Jair Bolsonaro ao poder e do campo conservador no Brasil, um fenômeno inédito pode ser observado: o uso de símbolos ligados ao Estado de Israel.

Durante a campanha eleitoral de 2018, a bandeira do país foi erguida em inúmeros comícios de candidatos aos cargos do legislativo e à presidência da república. Viagens de candidatos a Israel, indumentárias aludindo ao seu exército e palavras em hebraico foram, também, muito frequentes. Antes mesmo das eleições, alguns desses símbolos já se faziam presentes em protestos de rua organizados por grupos de direita e extrema-direita contra a presidenta Dilma Rousseff e em manifestações de cunho religioso, tais como a Marcha para Jesus.

Conciliando duas dimensões de ativismo, a política e a religiosa, grupos representativos da nova onda conservadora incorporaram, à sua maneira, elementos do sionismo, o movimento nacional judaico, e do Estado de Israel.

No âmbito religioso, isso se deu principalmente como meio para satisfazer as aspirações de setores evangélicos que têm, de algumas décadas para cá, se aproximado de Israel e feito uso de referências judaicas em sua liturgia. O Templo de Salomão, onde, do lado de fora, vê-se tremular a bandeira israelense e, do lado de dentro, utensílios judaicos integram os rituais, talvez seja o caso mais emblemático nesse sentido.

Essa aproximação de setores evangélicos com o judaísmo e Israel tem como princípio a teologia apocalíptica pentecostal, doutrina segundo a qual o retorno de Jesus depende do cumprimento das profecias bíblicas, incluindo a volta dos judeus a Jerusalém e a toda Terra Santa.

É o que explica o fato de muitos líderes religiosos que compõem a bancada evangélica serem favoráveis ao controle judaico da Palestina histórica e à mudança da embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém. Para eles, assegurar a administração judaica da região significa garantir o cumprimento da profecia do retorno de Cristo.

Junto dessa perspectiva teológica, sagrada, há também o aspecto profano dessa aproximação com o Estado judeu. Grupos conservadores passaram a utilizar o Estado de Israel para alavancar suas agendas no Brasil. A perspectiva de um “pólo avançado da civilização ocidental” em meio à “barbárie” do Oriente Médio, associada à imagem de um Estado militarizado, capaz de lidar com os inimigos em seu entorno, impulsiona o projeto de refundação do Brasil a partir de uma guerra cultural. Adicionalmente, a imagem de Israel como pólo científico e tecnológico se encaixa no ideário econômico liberal que atrai muitas figuras do conservadorismo nacional. Por fim, a adoção de referências ligadas a Israel serve também como marca de uma posição estruturada em contraposição às esquerdas que associam, de maneira sistemática, a Palestina à sua agenda política.

É nesse pano de fundo que Jair Bolsonaro desembarcou em Israel pela segunda vez — a primeira foi 2016, pouco depois de lançar-se candidato à presidência. Simbolicamente, o país acaba personificando interesses dos núcleos ideológico, econômico e militar do novo governo.

Entretanto, símbolos não têm existência em si mesmos e dizem mais respeito àqueles que os utilizam. No caso de Israel chega a surpreender. Bolsonaro e seu chanceler anti-globalista parecem esquecer deliberadamente que o país tem postura progressista em temas como o aborto, direitos LGBTs e legalização da maconha, alvos da onda conservadora brasileira. Além disso, o país não garante o direito à propriedade privada de armas de fogo, rigidamente controladas pelo Estado.

Assim, nessa nova elaboração ideológica sob a qual vivemos, o imaginário sobre Israel e os judeus passa ao largo da pluralidade da comunidade judaica e da complexidade da sociedade israelense.

O que se vê, na verdade, é o uso de uma ideia precária sobre o judaísmo e o Estado de Israel para a moralização, o esvaziamento do debate público e a rejeição ao diferente, transformando a sociedade Israelense e os judeus num grupo monolítico, conservador e “sagrado”, sem a real complexidade e pluralidade. Nessa lógica, alimenta-se o imaginário sobre os judeus, abrindo possibilidades para o desenvolvimento de teorias conspiratórias e crescimento do antissemitismo.

O estreitamento dos laços entre Brasil e Israel pode ser positivo. Mas seria interessante que isso se desse considerando os múltiplos vieses que compõem a sociedade israelense, incluindo aqueles que permitem relativizar as pautas conservadoras que hoje reinam nossos trópicos.

*Rafael Kruchin é coordenador executivo do Instituto Brasil-Israel e mestre em sociologia pela USP.

Partidos alemães condenam absurdo de Bolsonaro sobre nazismo

Distorção e falsificação da história e difamação da memória das vítimas foram algumas das reações de parlamentares à declaração do presidente e seu chanceler de que o nacional-socialismo teria sido movimento de esquerda.

Políticos de todos os partidos que compõem o Parlamento alemão condenaram as declarações do presidente Jair Bolsonaro e do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de que o nazismo teria sido um movimento de esquerda. Deputados ouvidos pela DW consideraram inaceitável a comparação feita pelo governo brasileiro.

“Os nazistas já usavam conscientemente a distorção política como instrumento da sua propaganda fascista. O fato de Jair Bolsonaro se apoiar nesta mentira é um ultraje nojento às vítimas do nazismo”, afirmou a deputada Yasmin Fahimi, presidente do Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro no Bundestag (Parlamento alemão).

A deputada do Partido Social-Democrata (SPD), legenda mais antiga da Alemanha, lembrou ainda que as primeiras vítimas nos porões de tortura nazistas foram os social-democratas e sindicalistas e destacou que o nazismo foi um regime de extrema direita, marcado pela desumanidade, pelo belicismo e por uma ideologia racista que custou a vida de milhões de pessoas.

“Essas declarações difamam a memória das vítimas da violência nazista. Um movimento de esquerda luta pela liberdade e igualdade das pessoas, ou seja, justamente o contrário”, disse Fahimi, que faz parte da legenda que integra a coalizão que governa a Alemanha ao lado da União Democrata-Cristã (CDU), da chanceler federal Angela Merkel, e da União Social-Cristã (CSU).

O porta-voz de política externa do Partido Verde, Omid Nouripour, também condenou as declarações de Bolsonaro e do ministro Araújo. “Isso é uma distorção e falsificação massiva da verdade histórica. A tentativa de desacreditar a esquerda com esse absurdo é uma manobra concertada internacionalmente pela extrema direita para desviar a atenção de sua política vazia, porém, desumana”, disse.

O deputado ressaltou que o nome Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou NSDAP, foi apenas uma estratégia para atrair a classe trabalhadora e classificou a legenda como a mais extremista de direita que já houve.

Peter Weiss, da conservadora CDU, lembrou que o partido nazista em seu início tinha uma ala socialista, que progressivamente foi eliminada. “O nazismo não foi um ‘movimento de esquerda’, mas um movimento nacionalista, völkisch e racista, que conduziu a uma catástrofe na Alemanha e Europa”, afirmou o deputado, que também faz parte do grupo parlamentar alemão responsável por cultivar as relações com o Congresso brasileiro.

O deputado Gero Hocker, do Partido Liberal Democrático (FDP), disse que o Brasil tem problemas maiores do que um debate sobre a história alemã. “Em vez de fazer comparações históricas inadmissíveis, Bolsonaro deveria promover em seu gabinete a vigência das condições básicas legais confiáveis também para investidores estrangeiros em seu país, impulsionar a educação e cortar impostos para trabalhadores e empresários para, assim, atrair investidores e fortalecer o poder de compra”.

O deputado, que também é membro Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro, argumentou ainda que todo sistema ditatorial, tanto os de direita quanto os de esquerda, combate a diversidade e abertura de uma sociedade, e em ambos os casos há restrições de liberdades econômicas e sociais. Desta maneira, as duas classificações apresentam características semelhantes. “Ao mesmo tempo, historicamente é inútil fazer uma relativização do sofrimento das ditaduras de esquerda e de direita por meio de uma comparação geral como a de Araújo”.

Para o deputado Alexander Ulrich, da legenda A Esquerda, as declarações demonstram uma ignorância massiva ou são negação deliberada da história e política. “Isso é para um presidente, especialmente de um país grande como o Brasil, extremamente dramático e perigoso. Com essas declarações, Bolsonaro quer desacreditar a esquerda, no entanto, ele acaba apenas se ridicularizando”, acrescentou.

Integrante do Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro, Ulrich destacou que a ideologia de extrema direita do nazismo não tem nenhuma relação com a ideologia democrática e solidária internacionalmente da esquerda. “Pelo contrário, vejo uma série de traços do nazismo na própria política de Bolsonaro. Ficaria surpreendido se ele descrevesse a si próprio como de esquerda”, afirmou.

Já o deputado Martin Hess, da legenda populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), disse que na Alemanha houve um debate no passado sobre essa tese sem que ela fosse incorporada no discurso e lembrou que Bolsonaro baseou sua declaração em argumentos do filósofo Olavo de Carvalho.

“Nosso partido, se concentra em encontrar soluções para problemas atuais e ameaças à nossa segurança e ao nosso bem-estar. Assim, devemos deixar debates históricos para historiadores e filósofos”, acrescentou Hess, que também está no Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro.

Questionado sobre os comentários, o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, preferiu não comentar as declarações de Bolsonaro, porém, afirmou que a posição do governo da Alemanha em relação ao nazismo é bastante conhecida e clara. “Há anos e décadas existe uma convicção muito sólida que nos sustenta e sustenta todo nosso país”, destacou.

Na Alemanha, há um amplo consenso, nos âmbitos acadêmico, social e político, sobre a natureza de extrema direita do nazismo. A disputa sobre a classificação da ideologia nazista é inexistente entre historiadores renomados.

Declarações controversas

No fim da viagem a Israel, Bolsonaro disse a jornalistas “não ter dúvidas” de que o nazismo foi um movimento de esquerda. A declaração foi feita após uma vista ao memorial Yad Vashem, em Jerusalém, um museu público em memória às vítimas do Holocausto. A própria instituição define o nazismo como um movimento de direita.

O posicionamento do presidente ocorreu em meio à polêmica causada por declarações recentes de Araújo de que o nazismo teria sido um “fenômeno” de esquerda.  Com as alegações, a tese parece ter virado discurso oficial em Brasília.

Em longa entrevista a um canal simpático à extrema direita no Youtube, o ministro repetiu um discurso que esteve em alta nas mídias sociais brasileiras durante as eleições, mas que jamais foi levado a sério por acadêmicos na Alemanha. A tese é tida como absurda e desonesta por acadêmicos e diplomatas europeus.

Em Jerusalém, questionado na terça-feira se concordava com a afirmação de Araújo, Bolsonaro afirmou: “Não há dúvida. Partido Socialista… Como é que é? Da Alemanha. Partido Nacional-Socialista da Alemanha.”

Os atuais defensores do “nazismo de esquerda” costumam se basear no nome oficial da agremiação nazista, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou NSDAP. A presença da palavra “socialista” revelaria a linha ideológica do regime. Historiadores internacionais de renome, porém, destacam que isso não passou de uma estratégia eleitoral para atrair a classe trabalhadora.

Fonte: DW

São Paulo confirma 2º caso de sarampo

A capital paulista confirmou nesta sexta-feira (5) o segundo caso de sarampo este ano, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. São Paulo não registrava ocorrência da doença desde 2015.

Ambos os casos são considerados importados, ou seja, contraídos fora da cidade, de acordo com a pasta. O primeiro, da Noruega, e o segundo, de um navio oriundo de Malta, ambos países do continente europeu. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a Europa teve um aumento de 400% nos casos da doença.

 

Jovem baiano representa Brasil em Fórum da ONU e quer lutar contra desigualdade

O incômodo em ver a desigualdade e falta de oportunidade sofrida por muitas pessoas sempre acompanharam Caio Medina. O jovem de 22 anos é o único baiano entre os quatro jovens brasileiros escolhidos pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) para representar o país no Fórum da Juventude do Conselho Econômico e Social da ONU, que acontecerá na cidade de New York, nos Estados Unidos, nos dias 8 e 9 de abril.

Na edição de 2019, o fórum tem como tema “Empoderados, Incluídos e Iguais”. Mais de 500 participantes, entre jovens, ativistas e representantes governamentais do mundo inteiro vão discutir durante os dois dias o papel da juventude na promoção da temática, com foco nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Após o fórum, as questões levantadas serão utilizadas como subsídio para a tomada de decisão durante o Fórum Político de Alto-Nível da ECOSOC, que tem como foco diplomatas, chefes de governo e de Estado.

Com a mala cheia de ansiedade e expectativa pelo aprendizado, o estudante do curso de Farmácia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e morador do bairro de Macaúbas, próximo a comunidade do Pela Porco, embarca para os Estados Unidos na madrugada deste sábado (6).

Caio contou que tem se preparado muito para a viagem. Ele pretende aplicar tudo que aprender e vivenciar durante a oportunidade em projetos para aqueles que precisam: “espero o melhor, realizações, projetos novos, e que a gente consiga, com todo conhecimento adquirido lá, contatos, formular novos projetos, a nível mundial, consigamos um mundo melhor”.

Os pais de Caio, Ulisses e Graça, sempre trabalharam em dois empregos para que ele e a irmã pudessem ter uma educação de qualidade. No ensino médio, o jovem entrou na Escola Olodum, e lá fortaleceu a vontade de combater desigualdades. “A escola Olodum colocou fogo na chama. Ver a desigualdade e se incomodar, ajudar se tornou um desejo constante”, lembrou ele ao acrescentar que foi na escola Olodum que ele começou a ouvir e entendeu a importância da representatividade.

E é como uma figura representativa que Caio Medina se vê no futuro. “Continuamente aprendendo, tenho muito prazer em aprender, que é muito importante, a gente nunca está estático, não devemos achar que sabemos tudo, amadurecer, a partir disso me vejo sendo representatividade produtiva para as pessoas  e também aprendendo com elas”, previu.

Entre os projetos formulados por Caio e os demais integrantes do Programa Embaixadores da Juventude está o “Voa Perifa”, que tem como objetivo levar capacitação até comunidades carentes para que os moradores possam competir por vagas de emprego. “O foco é a redução de desigualdade, levar oportunidade para comunidades, de emprego principalmente, através de parcerias”, explicou Caio.

Flamengo e Fluminense vão administrar o Maracanã

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciou nesta sexta-feira (5) que o consórcio formado por Flamengo e Fluminense serão os administradores do estádio do Maracanã pelos próximos 180 dias. O prazo é prorrogável por mais 180.

Segundo o governador, é o tempo ideal para fazer uma nova licitação e uma parceria público privada. “Após um processo transparente, ético, o Maracanã está sendo devolvido ao futebol carioca. É o tempo que teremos para fazer uma nova parceria público-privada, essa sim definitiva, por 35 anos.”

Ministro da Educação pode ser demitido

“Segunda será o dia do fico pra ele”, exclamou o presidente Jair Bolsonaro, em referência ao ministro da Educação, Ricardo Vélez, na manhã desta sexta-feira (5), durante café com jornalistas, no Palácio do Planalto.

Segundo o presidente, que teve uma conversa privada com o ministro ontem, durante 40 minutos, não há como negar que a avaliação do trabalho de Vélez à frente do Ministério da Educação é ruim. “Tá bastante claro que não está dando certo o ministro Vélez”, disse Bolsonaro. O professor, que coleciona recuos e polêmicas no cargo, disse que não iria deixar o cargo.

Toffoli retira 2ª instância da pauta

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, retirou da pauta da Corte o julgamento de ação sobre a prisão de condenados em segunda instância, que estava agendado para a próxima semana, acatando pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), informou o gabinete do ministro nesta quinta-feira (4).

A pauta de julgamentos previstos para o primeiro semestre deste ano, divulgada em dezembro de 2018, previa para 10 de abril o julgamento da possibilidade de se determinar a prisão de condenados em segunda instância sem direito a recurso.
A ação tem implicação direta no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde abril de 2018 após condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, mas que ainda tem recursos pendentes de julgamento no Supremo e no STJ (Superior Tribunal de Justiça).



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