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Brasil tem o segundo salário mínimo mais baixo entre países da OCDE

dinheiro salario (Foto: Pedro Augusto Pinho)

Rendimento básico só é pior no México, segundo revela estudo divulgado pela plataforma CupomValido.com.br.

O Brasil é o segundo país com o menor salário mínimo na lista de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ficando somente à frente do México. É o que revela um estudo divulgado pela plataforma de descontos CupomValido.com.br, que reuniu dados da OCDE e Banco Mundial sobre a remuneração dos trabalhados no mundo, segundo informa o jornal Monitor Mercantil.

As legislações referentes aos salários mínimos são relativamente novas em todos os países do globo. Em sua grande maioria foram lançadas somente no século 20.

A Nova Zelândia foi o primeiro país do mundo a implementar a lei de salário mínimo, em 1894, enquanto os EUA aprovaram a lei somente em 1938. Atualmente os Estados Unidos não estão nem entre os 10 países com os maiores salários mínimos do mundo.

A pesquisa utilizou o dólar como moeda base, e os salários foram ajustados pela paridade do poder de compra.

O salário mínimo médio no Brasil, foi de US$ 2,2 por hora. Ao considerar somente os países da América Latina, o Brasil fica atrás do Chile (US$ 3,3/hora) e Colômbia (US$ 2,9/hora). Na ponta oposta, a Austrália é o país com o maior salário mínimo do mundo, com o valor de US$ 12,9 por hora, quase seis vezes a mais que no Brasil.

Apesar de um salário maior, a quantidade de horas trabalhadas é menor que no Brasil. Na média, os australianos trabalham 38 horas por semana. Um outro benefício, é que os trabalhadores recebem a contribuição chamada de superannuation, que soma um valor adicional de 9,5% para aposentadoria de cada trabalhador.

Apesar de ter um dos menores salários mínimos, o México é o país em que o trabalhador tem a maior carga horária. No ano, são totalizadas 2.124 horas trabalhadas. Em 28,7% dos casos, os trabalhadores mexicanos ficam mais de 50 horas por semana nos escritórios.

Para efeito de comparação, no Brasil a média é de 39,5 horas trabalhadas por semana. Porém, esta menor carga horária semanal, não se resume em maior tempo livre. O tempo gasto no transporte ao trabalho, afeta a quantidade de horas livres do brasileiro. Na média, o brasileiro passa menos tempo fora do trabalho do que a maioria dos países – 14,6 horas são reservadas para comer, dormir e se socializar, em comparação com a média dos países da OCDE de 15 horas.

No caso da China, um fato curioso é que apesar de oficialmente o país adotar uma jornada de 40 horas semanais, existe o chamado “sistema 996”. Praticado por algumas empresas, especialmente na área de tecnologia, o sistema possui este nome pois o trabalhador inicia às 9 da manhã e finaliza somente às 9 da noite, numa rotina que dura 6 dias na semana. No total são trabalhadas 72 horas por semana, mais de 80% em comparação com as 39,5 horas semanais no Brasil.

Já a 63ª edição da Pesquisa Salarial realizada pela Catho, marketplace de tecnologia que conecta empresas e candidatos de forma gratuita, revela o ranking de estados com a maior média salarial do Brasil. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal ocupam as primeiras colocações. Já Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte oferecem as menores remunerações do país, respectivamente.

Segundo o levantamento, a média salarial em São Paulo é de R$ 1.926,78, de R$ 1.756,71 no Rio de Janeiro e de R$ 1.731,48 no Distrito Federal. Com dois estados no topo do ranking, a Região Sudeste é a que oferece a maior média salarial, com um valor de R$ 1.805,39. Em contrapartida, o Nordeste tem a menor remuneração com três estados ocupando as últimas colocações: Rio Grande do Norte (R$ 1.292,72), Sergipe (1.286,20) e Paraíba (1.282,66).

247

Bolsonaro entra no ar antes da hora e militar aparece orientando-o a atacar vacinação infantil (vídeo)

(Foto: Reprodução)

Na live semanal, Bolsonaro voltou a falar dos efeitos adversos da vacina da Pfizer em crianças e a desestimular a imunização do público infantil

247 com Metrópoles – A live semanal de Jair Bolsonaro se iniciou antes da hora nesta quinta-feira (6). Na transmissão é possível ver ele sendo orientado a atacar a vacinação infantil contra a Covid-19. “Isso é sintoma de miocardite”, diz uma pessoa ao lado dele vestido em uniforme militar.

Durante a transmissão, Bolsonaro voltou a atacar a vacinação de crianças e disse que ela não será obrigatória. “A vacina [para crianças] será de forma não obrigatória. Então ninguém é obrigado e vacinar o teu filho. Se não é obrigatória, nenhum prefeito ou governador – que existem alguns aí com essa ideia – poderá impedir o garoto ou a garota de se matricular na escola por falta de vacina”, afirmou.

Bolsonaro voltou a falar dos efeitos adversos da vacina da Pfizer em crianças, a desestimular a imunização do público infantil e também falou, mais uma vez, que sua filha Laura não será vacinada: “Eu adianto a minha posição: a minha filha de 11 anos não será vacinada. Se você quiser seguir o meu exemplo, tudo bem. Se não quer, tudo bem, um direito teu”.

Segundo o Estatuto da Criança e Adolescente, “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”. Em caso de descumprimento, os pais podem ser multados de três a 20 salários mínimos ou R$ 3.300 a R$ 22 mil. Os responsáveis também podem ser acusados de negligência e até responder por homicídio doloso, quando não há intenção de matar, se ficar provado que a criança morreu por não tomar vacina.

O Brasil registrou 301 mortes de crianças entre 5 e 11 anos em decorrência do coronavírus desde o início da pandemia até o dia 6 de dezembro.

247

‘Traíra’, ‘juiz ladrão’: Sérgio Moro é hostilizado ao desembarcar em João Pessoa (vídeo)

Ex-juiz suspeito Sérgio Moro é hostilizado ao desembarcar em João Pessoa (Foto: ABr | Reprodução)

Ex-juiz parcial permanece na Paraíba até sábado (8), onde tem agenda na capital e em Campina Grande

247 – O ex-juiz suspeito Sérgio Moro, que destruiu 4,4 milhões de empregos, segundo o Dieese, quebrou construtoras brasileiras e depois foi pago por uma consultoria estadunidense que lucrou com tal destruição, foi hostilizado nesta quinta-feira (6) ao desembarcar no aeroporto em João Pessoa.

Em vídeo que circula nas redes sociais, Moro é chamado de “traíra”, em crítica ao fato dele ter deixado o governo de Jair Bolsonaro, que ajudou a eleger ainda quando era juiz da Lava Jato, e do qual foi ministro da Justiça. O presidenciável do Podemos também foi chamado de “juiz ladrão” e “vagabundo”. Um homem chegou a reagir aos insultos e partiu contra outro durante as manifestações.

Segundo o site T5, o ex-juiz parcial permanece na Paraíba até sábado (8), onde tem agenda na capital e em Campina Grande. Moro está acompanhado da presidente nacional do partido, a deputada Renata Abreu.

Sérgio Moro foi declarado parcial e suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e está sendo investigado pelo Tribunal de Contas da União por ter enriquecido enquanto o Brasil empobreceu. Saiba aqui como apoiar o documentário de Joaquim de Carvalho sobre o patrimônio de Moro e Dallagnol, ex-chefe da Lava Jato.

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Capacho de Bolsonaro, Queiroga diz que Michelle Bolsonaro é “mãe de todos os brasileiros”

Marcelo Queiroga e Michelle Bolsonaro (Foto: Myke Sena/MS)

Durante o lançamento do programa Cuida Mais Brasil, ministro afirmou que primeira-dama é “simbolicamente” a mãe de toda a população

Metrópoles – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta quinta-feira (6), que a primeira-dama Michelle Bolsonaro é  a “mãe de todos os brasileiros”.

A declaração foi dada durante o lançamento do programa Cuida Mais Brasil, em que o governo federal promete destinar R$ 194 milhões para contratação de médicos pediatras, ginecologistas e obstetras, com foco na Atenção Primária em Saúde.

Ao falar sobre a importância da proteção às famílias, especialmente às gestantes e crianças, Queiroga citou a morte de uma mulher grávida em maio deste ano, associada a um efeito adverso da vacina contra a Covid-19.

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Contrariando Bolsonaro, Exército exige de militares vacina e máscaras

(Foto: Marcos Corrêa/PR | Reuters)

As diretrizes são assinadas pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

247 – O Comando do Exército contrariou Jair Bolsonaro. Os militares foram instruídos a se vacinar (para quem retornar ao trabalho presencial), praticar o distanciamento social e usar máscaras de proteção, além de não espalhar informações falsas sobre a pandemia da Covid-19, ao contrário do que prega o chefe de governo.

As diretrizes são assinadas pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. O objetivo é o retorno pleno de todas as atividades administrativas e operacionais.

Segundo a TV Globo, são 52 pontos. Entre eles, o Exército determina que:

  • os militares e os servidores civis que retornarem de viagem internacional, a serviço ou privada, ainda que não apresentem sintomas relacionados à Covid-1 deverão realizar o teste molecular (RT-PCR) até 72 horas antes do embarque.

Para as ações de campo, como as de forças-tarefas humanitárias, e nas operações de faixas de fronteira:

  • estabelece que é preciso continuar adotando medidas de prevenção à contaminação pelo coronavírus;
  • recomenda o distanciamento social, o uso de máscaras e a higienização das mãos.

O documento reforça que pode haver o retorno às atividades presenciais:

  • desde que respeitado o período de 15 dias após imunização contra a Covid-19. Os casos omissos sobre cobertura vacinal deverão ser submetidos à apreciação do DGP (Departamento Geral do Pessoal), para adoção de procedimentos específicos;

 

 

Fonte: 247

Médicos pedem abertura de processo ético contra Queiroga no CFM

Profissionais questionam postura do ministro em relação à vacinação infantil

Rede Brasil Atual – Médicos que foram secretários municipais de Saúde e que exerceram a função de presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP) encaminharam ao Conselho Federal de Medicina (CFM) uma solicitação para abertura de processo ético-profissional contra o ministro da Saúde Marcelo Queiroga. A alegação é que o titular da pasta no governo Bolsonaro teria cometido infrações éticas graves no exercício da medicina.

A representação, assinada em 30 de dezembro, destaca que, embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tivesse aprovado o uso da vacina Pfizer/BioNTech em crianças de 5 a 11 anos em 16 de dezembro, o ministro da Saúde não tomou as medidas cabíveis para a execução da imunização, com a justificativa de ouvir a opinião de especialistas, alegando “razões totalmente inconsistentes”, de acordo com o texto. “A vacinação desta parcela significativa da população viria em hora apropriada, face ao risco que neste momento representa a emergência da variante ômicron, e também em função do retorno das aulas.”

Os médicos lembram que a justificativa inicial para não implementar a vacinação, relacionada à segurança da vacina, é uma “inverdade que contraria absolutamente ao que se observou em milhões de doses desta vacina já aplicadas nessa faixa etária em outros países, inclusive nos EUA e países da Europa”.

Para os integrantes do Cosems-SP, a posição de Queiroga é “incoerente com sua obrigação ética como médico de utilizar o melhor do conhecimento e da ciência para beneficiar o indivíduo e a sociedade”.

Vacinação e ‘interesses políticos e ideológicos’

A tentativa de impor a exigência de prescrição médica para aplicação das vacinas em crianças também é outro fato mencionado no documento, que classifica a iniciativa como uma “limitação ao exercício do direito das crianças quanto à vacinação, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente”. Nesta quarta-feira (5), a pasta divulgou ter aberto mão da exigência de receita médica para imunização na faixa etária dos 5 aos 11 anos.

As posições adotadas por Queiroga na condição de ministro da Saúde evidenciam ainda, para os médicos, que ele “atende, acima de tudo, aos interesses políticos e ideológicos do governo federal, e mais especialmente, do Presidente da República, que deixou absolutamente clara sua posição contrária à vacina em várias manifestações públicas”.

O Ministério da Saúde informou ontem ter encomendado 20 milhões de doses da vacina da Pfizer para crianças, quantidade que seria suficiente para a aplicação apenas da primeira das duas doses recomendadas para o imunizante.

Roma aponta que ‘tendência’ é ser candidato a governador pelo Republicanos em 2022

Foto: Reprodução / Instagram

O ministro da Cidadania, João Roma, pode estar começando a apontar definições para sua candidatura ao governo da Bahia, começando pelo partido: o Republicanos. Ao Bahia Notícias, Roma indicou que a tendência para 2022 é que dispute o Palácio de Ondina pelo seu atual partido. Atualmente, a legenda compõe a base de apoio do grupo liderado pelo ex-prefeito ACM Neto (DEM/UB), pré-candidato ao governo.

Presente na posse do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), Marcus Presídio, nesta quarta-feira (5), Roma foi questionado pela reportagem se a tendência é que ele saia como governador pelo Republicanos. “Sim, permaneço no meu partido Republicanos”, respondeu. 

“Permaneço no Republicanos, é meu partido pelo qual fui eleito. Estamos em tratativas com o grupo político vislumbrando minha candidatura ao governo da Bahia. O Republicanos junto com o PL e outros partidos tem se movimentado, queremos sim apresentar um novo horizonte. Estar junto na caminhada de Bolsonaro para a reeleição. Tem crescido o chamado para que eu possa avançar na candidatura, é um processo natural para que a Bahia possa despertar e mostrar para o Brasil”, acrescentou Roma.

A movimentação pode enfraquecer ainda mais a base de apoio de Neto em 2022. Com a chegada de Bolsonaro ao PL, a legenda deve seguir com Roma, juntamente com o Republicanos, partido do atual ministro. Além deles, o PV já sinalizou o apoio a candidatura do senador Jaques Wagner (PT) (relembre aqui). A debandada pode crescer ainda mais com a possibilidade da chegada do MDB ao grupo petista (veja aqui). 

De acordo com a apuração do Bahia Notícias com lideranças do Republicanos, a decisão sobre o partido de Roma deve ser tomada através da executiva nacional, liderada pelo deputado federal Marcos Pereira (SP). Interlocutores ligados ao partido na Bahia têm revelado a preferência na manutenção do apoio a Neto, porém a última batida do martelo deverá vir de Brasília.

Fonte: Bahia Notícias

Em fio no Twitter, Lula lança campanha #AnoNovoDoseNova e pede ampla vacinação

O ex-presidente Lula sendo vacinado (Foto: Ricardo Stuckert)

O ex-presidente pediu ainda que o governo acelere a vacinação de crianças e que as nações ricas disponibilizem seus estoques para o restante do mundo

247 – Ao contrário de Jair Bolsonaro, que por muitas vezes duvidou da eficácia das vacinas contra a Covid-19, o ex-presidente Lula fez um apelo para a população brasileira tomar a terceira dose.

Em meio ao avanço da Ômicron e ao apagão de dados do Ministério da Saúde, é necessário conversar com todos aqueles que estão receosos, escreveu Lula, em seu Twitter.

No fio, o ex-presidente pediu ainda que o governo federal acelere a vacinação de crianças e que as nações ricas disponibilizem seus estoques para o restante do mundo.

“Nenhum país estará protegido sozinho. Os países mais ricos tem tudo para fazer com que a vacina seja para todos, e mais veloz que as variantes”, disse.

Veja:

247

Centrais sindicais defendem revogação da reforma trabalhista após sinalização de Lula e Gleisi

(Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas)

“As mudanças que estão acontecendo na Espanha nos dão a esperança de que por aqui também possamos rever pontos de uma reforma imposta sem um debate”, diz a nota

247 – As principais centrais sindicais do país defenderam nesta quarta-feira (5) a abertura do debate para revogar a reforma trabalhista, aprovada em 2017 no governo de Michel Temer e no esteio do golpe de 2016.

Manifestação ocorre logo após a presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizarem apoio às discussões pela retomada dos direitos trabalhistas retirados pela reforma.

Em nota assinada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT); Força Sindical; União Geral dos Trabalhadores (UGT); Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Central Sindical dos Trabalhadores (CST), a entidades dos trabalhadores elogiam a iniciativa a “contrarreforma” trabalhista que foi acordada entre governo, empresários e sindicatos de trabalhadores na Espanha para revogar a reforma realizada em 2012.

“As mudanças que estão acontecendo na Espanha nos dão a esperança de que por aqui também possamos rever pontos de uma reforma que foi imposta sem um debate social e com um deliberado viés pró capital e antissindical”, diz a nota, divulgada pela Folha de S. Paulo.

As centrais afirmam que o movimento espanhol “pode ser uma sinalização que estimule” a reabertura deste debate no Brasil. “Passados quatro anos está claro que os objetivos da reforma trabalhista de Michel Temer (MDB), ampliada e aprofundada por Bolsonaro, revelou-se um desastre para a classe trabalhadora e para a nação”, dizem.

Desde a mudança na legislação, o desemprego aumentou, assim como a precarização das relações de trabalho, afirmam as entidades. “Esse já era o quadro antes da pandemia de março de 2020. Após a adoção das medidas necessárias para contenção do coronavírus, a crise se tornou uma verdadeira calamidade”.

Os candidatos à presidência nas eleições deste ano precisam colocar em pauta o fim da flexibilizações de direitos e a revogação da reforma trabalhista. Para especialistas, a Espanha, que foi modelo para criação da nova legislação em 2017, precisa também ser exemplo para a derrubada da atual política. Na última terça-feira (4), o parlamento espanhol revogou efeitos nocivos das novas trabalhistas aprovadas em 2012.

Em 2017, o então presidente Michel Temer (MDB) promulgou uma reforma trabalhista (Lei 13.467/2017), conjunto de alterações nos dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O projeto ampliou a precarização do emprego, não criou postos de trabalho, reduziu a renda do trabalhador e prejudicou negociações coletivas e entidades sindicais.

Para a diretora ajunta do Diesse Patrícia Pelatieri, a revogação da reforma trabalhista da Espanha é uma “boa notícia para os trabalhadores brasileiros”, mostrando que há a possibilidade recuperar parte dos direitos perdidos. Patricia explica que o projeto aprovado no Brasil apenas rebaixou salários no Brasil, que nunca foram elevados. “Somos um país de baixa renda e péssima distribuição. Se você empobrece a população, também empobrece a economia. Então, o empresariado que defendeu a reforma foi muito burro, ainda mais aqueles que defendem o aprofundamento dessa flexibilização”, afirmou ela, em entrevista ao jornalista Glauco Faria, da RBA.

Recuperação de direitos

Entre as principais alterações na legislação brasileira estão a criação do contrato intermitente, a introdução da ideia de negociado prevalecendo sobre o legislado, a ampliação da jornada de trabalho parcial, a ampliação da terceirização. Para a diretora do Dieese, ainda vai demorar muito para ser retomado o que foi perdido, por isso “é preciso começarmos esse resgate o quanto antes”.

À Rádio Brasil Atual, o ex-ministro do Trabalho e da Previdência Social, Luiz Marinho (PT), acrescentou que a retomada dos direitos precisa ser uma bandeira da próxima eleição presidencial. “A política de precarização feita a partir do golpe de 2016 agravou o problema do desemprego e do subemprego. Em 2022, temos a possibilidade democrática de fazer a escolha correta e podermos voltar a sonhar, gradativamente, com o pleno emprego”, afirmou.

Ainda ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamou a atenção para o processo de revogação na Espanha. E sinalizou que esse pode ser um projeto apresentado em sua futura candidatura. “É importante que os brasileiros acompanhem de perto o que está acontecendo na reforma trabalhista da Espanha, onde o presidente Pedro Sánchez está trabalhando para recuperar direitos dos trabalhadores”, tuitou.

Na avaliação de Luiz Marinho, a revogação da nova legislação trabalhista brasileira precisa ser compromisso do campo progressista. “Lula está sinalizando que essa deverá uma das saídas para o momento do Brasil. É plenamente possível resgatar direitos e reverter a reforma trabalhista, sem precisar voltar ao que era no passado e garantindo direitos”, acrescentou.

Fonte: 247

Assessor bolsonarista pivô no Escândalo do Laranjal do PSL é encontrado morto

Haissander Souza de Paula chegou a ser preso pela PF por cobrar a devolução da verba pública de campanha por candidatas da legenda em 2018

Fórum – Haissender Souza de Paulo, que foi assessor do ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro e deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, acusado pela Polícia Federal de ser o operador do Escândalo do Laranjal do PSL, um esquema de desvio de verbas de campanha na eleição de 2018, foi encontrado morto nesta quarta-feira (5) numa propriedade de sua família em Aimorés (MG).

Ainda não ficou claro em que circunstâncias Haissander morreu. De acordo com pessoas da região, ele teria sido encontrado desorientado há alguns dias, perambulando pelas ruas de Governador Valadares (MG), a 180 km de Aimorés, também na região do Vale do Rio Doce, o que motivou a realização de um vídeo que foi postado nas redes sociais no intuito de localizar algum parente do ex-assessor parlamentar.

Encontrado pelos familiares e de volta à cidade natal, Haissander teria passado mal na última noite (4) e vomitando sangue, o que o levou a buscar ajuda num hospital local. Após ser medicado e liberado, ele voltou para a residência de sua família e para ser encontrado já sem vida na manhã desta quarta-feira (5).

Fonte: 247



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