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SUS poderá adotar tecnologia para câncer de pele

Os pacientes com câncer de pele não melanoma poderão contar, em breve, com uma nova tecnologia para o tratamento não invasivo desse tipo de tumor cutâneo – o mais frequente no Brasil e no mundo.

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) desenvolveu, nos últimos anos, um dispositivo para o diagnóstico e tratamento óptico do câncer de pele não melanoma com resultados promissores, principalmente na eliminação de tumores iniciais. O procedimento está em processo de avaliação para ser implementado no Sistema Único de Saúde (SUS).

Neymar visita Pelé no hospital em Paris

O ex-craque Pelé recebeu nesta segunda-feira (8) a visita do atacante Neymar, no hospital Hospital Americano de Paris, que fica nos arredores da capital francesa. Neymar publicou no Instagram uma foto dele com o Rei do Futebol. Na imagem, o atual craque da seleção brasileira e do PSG da França posa com um sorriso carinhoso. Embaixo, está escrita apenas a palavra “Rei”, com uma coroa ao lado.

A foto revela umPelé bem-humorado, que não esconde sua alegria com a visita. Ele teve de ser internado no último dia 3, devido a uma infecção urinária, após participar de um evento que teve a presença de outro atacante do time francês, Mbappé.

Vasco da Gama, o clube que abriu as portas do futebol para os negros

Embora não tenha sido o primeiro a contar com jogadores negros, time se tornou símbolo de luta contra o racismo depois da ‘Resposta Histórica’ redigida há 95 anos

Ao longo dos seus 120 anos de história, o Vasco da Gama foi campeão sul-americano, da Libertadores, da Copa do Brasil, quatro vezes do Brasileirão e outras tantas do Carioca. Mas nenhuma conquista no campo tem o mesmo peso de uma carta que, de tão emblemática, está exposta na sala de troféus em São Januário. Em 7 de abril de 1924, o então presidente José Augusto Prestes assinou o manifesto que ficou conhecido como a Resposta Histórica, comunicando que o Vasco se recusaria a disputar a divisão principal do Rio de Janeiro sem seus jogadores negros, exigência que havia sido imposta pelos dirigentes da época. A dimensão simbólica da atitude, considerada insurgente naqueles tempos em que o futebol de elite era privilégio dos brancos, transformou o clube cruzmaltino em estandarte da luta contra o racismo no esporte brasileiro.

“Para nós, de fato, esse documento é como um troféu”, afirma João Ernesto Ferreira, vice-presidente de relações especializadas do Vasco, ao justificar a exibição de uma réplica da carta na nobre galeria de taças. Consolidado no remo, o clube só começou a se destacar pelos gramados no início da década de 1920. Sem a mesma tradição dos times da zona Sul do Rio na modalidade, a estratégia era montar elencos com jogadores das classes sociais menos favorecidas. A equipe campeã da segunda divisão em 1922 tinha como craques operários, choferes, pintores e faxineiros. Assim, assegurou o direito de disputar, no ano seguinte, a primeira divisão ao lado dos já consagrados América, Botafogo, Flamengo e Fluminense.

Com a base de trabalhadores braçais mantida no plantel, o Vasco desbancou favoritos, arrebatou 11 vitórias em 14 jogos e faturou o título do campeonato organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). Incomodados pela ascensão meteórica dos vascaínos, rivais decidiram criar uma nova liga, a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), impondo ao clube apelidado de Camisas Negras, pela cor de seu uniforme, a exigência de excluir 12 jogadores que, de acordo com os cartolas, não apresentavam “condições sociais apropriadas para o convívio esportivo”. O analfabetismo foi uma das razões enumeradas pela liga para desqualificar parte do elenco campeão.

Por unanimidade, a diretoria cruzmaltina desistiu de integrar a AMEA e, então, endereçou a carta à liga esclarecendo por que rechaçava a ordem para abrir mão de jogadores negros e pobres. “O ato público que pode maculá-los nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que eles, com tanta galhardia, cobriram de glórias”, detalha o quinto parágrafo da Resposta Histórica. Enquanto os grandes clubes institucionalizavam o elitismo do futebol com a criação de um torneio paralelo, o Vasco via sua popularidade aumentar, sobretudo entre as camadas suburbanas da sociedade carioca, lotava estádios a cada jogo e, em 1924, voltou a sagrar-se campeão, dessa vez de forma invicta, do campeonato regido pela LMDT.

Desembargador do TJ-BA esclarece mudanças em regras de viagem com crianças

A recente Lei 13.812, de 18 de março de 2019, que trata da Política Nacional de Pessoas Desaparecidas, modificou o artigo 83, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), alterando de 12 para 16 anos a idade mínima para que crianças e adolescentes possam viajar dentro do território nacional.

O desembargador Salomão Resedá, corregedor das Comarcas do Interior do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), esclarece que nem toda viagem de crianças e adolescentes desacompanhados, exige autorização judicial. “Se a criança ou o adolescente, menor de 16 anos, quiser viajar para comarca vizinha ou dentro da mesma região metropolitana, pode, independentemente de autorização judicial”, disse.

O desembargador ainda explica que se a criança ou o adolescente, menor de 16 anos, estiver acompanhado de parentes até terceiro grau ou de pessoa maior, autorizada pelos pais, também não necessita de autorização judicial. “Afora, essas hipóteses, evidentemente vai precisar de autorização judicial”, afirmou. Em resumo, as regras para viagens de crianças e adolescentes dentro do país, com as modificações provenientes da Lei 13.812 e que estão em vigor, são:

Adolescentes com 16 anos completos podem viajar sozinhos sem necessidade de autorização

-Crianças e adolescentes menores de 16 anos, necessitam de autorização judicial para viajar dentro do território nacional, exceto:

– Se viajarem para comarca contígua à sua residência, dentro do mesmo Estado ou dentro da mesma região metropolitana.

– Se viajarem acompanhados de um ascendente (pai, mãe, avós, bisavós) ou parente, maior de idade, até terceiro grau (irmãos, tios, sobrinhos, primos-irmãos, tios-avós, sobrinhos-netos), ou, ainda, na companhia de um guardião ou tutor. Nesse caso, é necessário comprovar documentalmente o parentesco ou a condição de responsável legal.

– Se viajarem acompanhados de pessoa maior de idade, mesmo sem parentesco, autorizada pelos pais ou tutor. Neste caso, a autorização dever conter a assinatura dos responsáveis, com firma reconhecida ou acompanhada pelo termo de guarda ou tutela, se o acompanhante for guardião ou tutor.

Acesse aqui o modelo de formulário de autorização de viagem nacional, nestes casos.

Viagens internacionais – crianças e adolescentes

Para viagens ao exterior não houve qualquer alteração no ECA, que continua exigindo que crianças e adolescentes (0 a 18 anos) estejam acompanhados de ambos os pais, ou, em caso de viagem com apenas um dos pais, a autorização expressa do outro.

Se crianças e adolescentes, em viagem internacional, estiverem acompanhados de terceiros, ambos os genitores devem autorizar previamente, através de formulários próprios, acessados no site da Polícia Federal.

Para viajar ao exterior, é necessário apresentar passaporte e visto, exceto para os países que compõem o Mercosul e aqueles que dispensam o visto.

Para embarque em ônibus e aviões, é exigida a apresentação de documento com foto para identificar maiores de 12 anos. Para menores de 12 anos, basta a certidão de nascimento.

Fonte: Bahia Notícias

Com conjuntivite, Ramires é dúvida para jogo contra o CRB; Douglas sente dores

O meia Ramires sofreu uma conjuntivite e não participou do treino do Bahia neste domingo (7), no Fazendão. O jogador virou dúvida para o confronto contra o CRB, terça-feira (9), às 19h15, na Arena Fonte Nova, válido pelo duelo de volta da terceira fase da Copa do Brasil.

Outra ausência no treino foi o goleiro Douglas, que se queixou de dores no músculo adutor da coxa. Ele não atuou nas últimas quatro partidas do Bahia por conta de uma pancada no quadril.

O técnico Roger Machado iniciou o treino com um trabalho de finalizações. Na sequência, ele orientou um coletivo tático.

O volante Gregore cumpriu mais uma etapa da fase de transição e treinou sob a orientação do professor Vitor Gonçalves.

A preparação para o confronto será finalizada na tarde de segunda-feira (8).

Preso há um ano, Lula diz que sua libertação é parte da retomada da democracia no Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva escreveu artigo publicado pela Folha de S. Paulo neste domingo (6) dizendo que sua libertação é “parte importante” da democracia no Brasil. Ele foi preso há exatamente um ano e alega que não é solto porque temem a “organização do povo”.

No texto, Lula destaca que sua prisão beneficiou principalmente o presidente Jair Bolsonaro e fez parte de um movimento político que teve início em 2014, com a reeleição de Dilma Rousseff. Segundo ele, a oposição “escolheu o caminho do golpe para voltar ao poder”.

“Eles sabem que minha libertação é parte importante da retomada da democracia no Brasil. Mas são incapazes de conviver com o processo democrático”, criticou o ex-presidente, Ele também se queixou da Operação Lava Jato, que teria atropelado prazos e prerrogativas da defesa para o condenar antes das eleições.

“Por que têm tanto medo de Lula livre, se já alcançaram o objetivo que era impedir minha eleição, se não há nada que sustente essa prisão? Na verdade, o que eles temem é a organização do povo que se identifica com nosso projeto de país”, reclamou.

Guia lúdico para manter a sanidade no Brasil

De marcha à ré com a pátria bolsonarista, o palhaço canta “Este é um país que vai pra frente, ô, ô, ô”

Pisava em legos, distraído, sem saber que a ventura dessa vida, é tentar uma dose diária de brincante alienação.

Óbvio que sigo atento, não sei se tão forte, mesmo sertanejo, mas as pílulas velozes da realidade deprimem como se fossem cachetes de tarja preta ao avesso.

Quem lê tanta #hashtag, quem acompanha tanta fake news… E o sol na banca de revistas, seu Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, reluz nas quinquilharias e derrete o Kinder ovo das novas surpresinhas.

Piso em legos, distraído, e tudo que quero saber o “Show da Luna” me ensina. O importante é que Irene ria e este avohai -avó & pai- mantenha a sanidade mínima para aguentar o trabalho e os dias. É o que recomenda o meu compadre Hesíodo, um greco-cratense, naturalmente, e o seu manual solar de sobrevivência.

Pisar em legos é a melhor das terapias, mesmo que os grandes especialistas no assunto ressaltem que seja deveras uma dor equivalente a “tomar um tiro no pé com uma bala cheia de veneno de formiga”. A definição é do britânico Simon Whistler, do canal do Youtube “Today I Found Out”. Pesquei numa matéria da revista “Crescer”, pois, pois. Que dói, dói, mas, como me conforta o próprio Whistler, esse é apenas um dos perigos de “deixar uma criança existir na sua casa”.

A dor é maior por causa das infinitas terminações nervosas da planta do pé. Essa não sei se aprendi com a Luna ou com o youtuber britânico. Você sabia, menina Irene, que um inocente bloquinho de lego pode suportar até 432 quilos? Eu chego lá, como me anima o cozinheiro da Casa do Norte da Barra Funda, a melhor mocofava de SP. Apocalípticos pizzaiolos da Pompeia, uní-vos, conto também convosco nesta montessoriana missão educativa.

Pisava em legos, distraído, pois bem sei que não adianta tentar encaixar as peças das últimas notícias. Muito menos compreender o show dos fanáticos em um momento do Brasil cronicamente inviável. Nada se encaixa, como no eterno antilego de um 7×1 que não dá jogo.

Pisar em legos, distraído, para não se queimar nas brasas mais ridículas da história, como essa escolinha do MEC que rasgou a página do golpe.

Ah, melhor levar Irene para ver o “Sarau supersônico” do palhaço Adão (o Federal) e a sua brava companhia de traquinagens. Repare na cena: em solene marcha à ré, a trupe adentrou o picadeiro do Parque da Água Branca, na véspera do dia da mentira, cantarolando uma canção patriótica feita em louvor à Ditadura, mais precisamente um hino do conjunto “Os Incríveis”:

“Este é um país que vai pra frente ô, ô, ô, ô/

De uma gente amiga e tão contente ô, ô, ô, ô”.

Juro que este cronista envelhecido em barris de aroeira ficou um tanto quanto melancólico. Passou logo, diante da festa zoeira das crianças e da revolução dos bichos da área: o “quém, quém” da patolândia, o “tô fraco, tô fraco” das galinhas d´angola e a cantiga da perua ao ritmo do forró de Jackson do Pandeiro: “É de pió a pió/ É de pió a pió/”.

De música em música, de fábula em fábula, fechamos com a palhaça Rubra e o seu mantra ao infinitum: “Eleva o tórax, ela o tórax, eleva o tórax…”

Xico Sá, escritor e jornalista, é autor de “Big Jato” (editora Companhia das Letras), e comentarista do programa “Redação Sportv”.

 

1964: lembranças e tormentos

A institucionalidade foi quebrada e minha vida mudou. Recordar faz parte da História. Celebrar, o quê?

Cinquenta e cinco anos passam depressa. A memória se vai, mas ficam recordações. No dia 13 de março de 1964 eu estava no Rio, em casa de meu pai. À noite fui à Central do Brasil pegar o trem de volta para São Paulo. Meu pai, general reformado e ex-deputado federal, residia no Arpoador, no mesmo prédio em que moravam minha avó e um tio. Lá também morava Carlos Drummond de Andrade. Por Copacabana inteira, passando por Botafogo e pelo Flamengo, havia velas acesas nas sacadas de muitos edifícios: a classe média, especialmente a mais alta, protestava contra Jango Goulart, presidente da República que convocara seus apoiadores a se reunir naquela noite em comício perto da Central do Brasil, em frente à Praça da República.

Tomei o trem indiferente ao que ocorria. Por acaso estavam no trem vários amigos: o José Gregori, que viria a ser ministro da Justiça em meu governo, Plínio de Arruda Sampaio, que fora meu colega de curso primário no colégio Perdizes em São Paulo e se tornaria deputado federal constituinte, e o engenheiro Marco Antônio Mastrobono, futuro marido da filha de Jânio Quadros. No jantar, conversas e discussões. O “golpe” estava no ar: de quem seria? Não chegamos a concluir se dos militares e da “direita”, ou das “forças populares”, com Jango à frente, em favor de vagas reformas. Só sabíamos de uma coisa, viesse do lado que viesse, sofreríamos as consequências…

Na época eu era jovem professor-assistente da Faculdade de Filosofia, tinha 33 anos e assento no Conselho Universitário da USP como representante dos livre-docentes. Pouquíssimos sabiam de minhas relações de família com a vida política. Meu pai se elegera deputado federal pelo PTB em 1954. No governo de Getúlio, um primo de meu pai havia sido governador do Rio e outro ministro da Guerra, o mesmo cargo ocupado por um tio-avô no início dos anos 1930. No governo de Juscelino um tio havia presidido o Banco do Brasil.

Meu pai e muitos familiares pertenciam à ala nacionalista e eram favoráveis à campanha do “Petróleo é nosso”, na qual também me envolvi. Nunca me esquecerei do vidrinho de petróleo baiano, colocado em uma estante na casa do marechal Horta Barbosa, que eu frequentava quando menino, pois sua filha se casara com um irmão de meu pai.

Eu me interessava sobretudo pela Faculdade, na qual me tornei professor em 1953, num ambiente avesso a Vargas e distante dos militares.

Minha participação politica até então havia sido fugaz: no começo dos anos 1950, estive próximo da esquerda, do Partidão e do círculo intelectual liderado por Caio Prado Júnior na Revista Brasiliense. Rompi com o PC quando os soviéticos invadiram a Hungria em 1956. Depois do Relatório Kruschev, da mesma época, agitei bastante contra os dirigentes comunistas. Não simpatizava com o populismo de Jango, embora fosse amigo de seu chefe da Casa Civil, Darcy Ribeiro. Nada disso impediu que a partir de 1964 eu fosse considerado “subversivo” pelos novos donos do poder.

No início dos anos 1960, lutava pela organização da carreira universitária e pela Fapesp. No Conselho Universitário ajudei a derrotar a “oligarquia”: com a ajuda de Hélio Bicudo e Plínio Sampaio, ambos do gabinete do governador Carvalho Pinto, elegemos o prof. Ulhôa Cintra para reitor da USP. Por isso eu gozava de prestígio em camadas de professores e, sobretudo, de estudantes.

Fonte: El País

A fortuna dos mais ricos deixa de ser tabu nos EUA

Proposta da senadora democrata Elizabeth Warren de impor um imposto sobre as grandes fortunas abre um debate até agora adormecido

A senadora democrata Elizabeth Warren com seu marido e seu cachorro.BRIAN SNYDER (REUTERS)

Madri – 06 ABR 2019 – 10:36 BRT

Bom para a democracia, porque reduz o poder dos milionários. Bom para a equidade, porque evita onerar mais a classe média que a alta. E bom para os cofres públicos, porque arrecada o equivalente a 1% do PIB dos EUA. Para seus defensores, o imposto sobre grandes fortunas proposto pela senadora democrata Elizabeth Warren é perfeito. E, entretanto, quando a presidenciável norte-americana anunciou seu projeto, em janeiro, pessoas respeitáveis, incluindo um Nobel de Economia e um ex-prefeito de Nova York, a criticaram. O primeiro, Robert Shiller, por ter prejudicado suas chances como candidata, com um imposto que fará os ricos “irem embora”. O segundo, Michael Bloomberg, por propor algo “provavelmente anticonstitucional”.

A reação de Bloomberg parece compreensível, já que ele possui uma fortuna de 56,8 bilhões de dólares (220 bilhões de reais). O fundador da agência de notícias que leva seu nome teria que entregar 1,69 bilhão de dólares do seu patrimônio do primeiro ano: 2% acima de todo o valor que ultrapassar 50 milhões de dólares, e 1% adicional sobre o que passar de um bilhão.

Mas e a crítica de Shiller? Será mesmo que os multimilionários irão embora com seu dinheiro? Em qualquer país da União Europeia, a resposta teria sido “talvez”. Nos EUA, segundo o economista Emmanuel Saez, da Universidade de Berkeley, não é tão fácil. Como explicou com seu colega Gabriel Zucman em um artigo que fundamenta a proposta de Warren, os norte-americanos que vão embora do país continuam tendo a obrigação de pagar seus impostos nos EUA. A única maneira de evitar isso é renunciando à nacionalidade, uma possibilidade que o plano de Warren contempla com um imposto, bastante dissuasivo, de 40% do patrimônio líquido.

Mas o inconveniente clássico de um imposto sobre a riqueza não é tanto a fuga das fortunas, mas a dificuldade de implementá-lo: os milionários investem muito em engenharia financeira. Segundo Saez, tampouco esse problema é incontornável. Basta resistir ao lobby dos que pedem exceções e desenhar um imposto sem condições. “Quando há ativos isentos, solapa-se o alcance do imposto sobre as fortunas, porque os ricos encontram formas de investir sua riqueza nesses ativos isentos.”

Eliminar as isenções não significa a eliminação total da evasão fiscal. Saez e Zucman estimaram uma arrecadação equivalente a 1% do PIB depois de preverem uma redução de 15% nos patrimônios declarados depois da eventual aprovação do novo tributo. Chegaram a essa percentagem depois de observarem a queda de 3% no patrimônio declarado na Colômbia após a adoção de um imposto de 1% sobre as fortunas; na Suíça, a redução diante de uma medida similar foi de 34%. A resposta desproporcional dos milionários suíços tem a ver com a ajuda que recebem da lei de sigilo bancário. Os norte-americanos, por outro lado, têm o obstáculo da normativa FATCA. Em vigor desde o Governo Obama, pune bancos estrangeiros que não informem sobre contas abertas para clientes norte-americanos. Esse mecanismo, segundo Saez, só seria reproduzível no outro lado do Atlântico se todo o bloco europeu aderisse.

A última ressalva que surge quando se fala em impostos sobre fortunas é o possível efeito sobre investimentos. Castigar a economia, dizem, é castigar projetos que necessitam de capital para se financiar. Segundo Saez, a crítica não é válida com impostos como o de Warren, em que a taxa não varia com a rentabilidade do patrimônio: “Os milionários têm mais incentivos para investir em negócios de muita rentabilidade, e não em ativos de pouco rendimento, por isso é muito possível que este imposto sobre a riqueza provoque uma distorção menor que um imposto sobre ganhos de capital”.

Fonte: El País

Centrais sindicais se unem em ato no Dia do Trabalho

O Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, será marcado por um ato unificado entre dez centrais sindicais. Um fato inédito acontecerá em 2019, a Centra Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical estarão juntas nesta data pela primeira vez. O evento será realizado na Praça da República, no centro de São Paulo, e contará ainda com shows.

O fim da contribuição sindical obrigatória e a oposição ao projeto de reforma da Previdência são temas que têm unido as centrais sindicais em protestos desde o início do ano, conmforme o Estadão. Empregos e salários também serão abordados nos discursos do ato, previsto para ocorrer das 10h às 18h.

“Estamos unidos contra a destruição do sistema de seguridade social”, diz João Cayres, secretário-geral da CUT-SP ao Estadão.



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