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A fortuna dos mais ricos deixa de ser tabu nos EUA

Proposta da senadora democrata Elizabeth Warren de impor um imposto sobre as grandes fortunas abre um debate até agora adormecido

A senadora democrata Elizabeth Warren com seu marido e seu cachorro.BRIAN SNYDER (REUTERS)

Madri – 06 ABR 2019 – 10:36 BRT

Bom para a democracia, porque reduz o poder dos milionários. Bom para a equidade, porque evita onerar mais a classe média que a alta. E bom para os cofres públicos, porque arrecada o equivalente a 1% do PIB dos EUA. Para seus defensores, o imposto sobre grandes fortunas proposto pela senadora democrata Elizabeth Warren é perfeito. E, entretanto, quando a presidenciável norte-americana anunciou seu projeto, em janeiro, pessoas respeitáveis, incluindo um Nobel de Economia e um ex-prefeito de Nova York, a criticaram. O primeiro, Robert Shiller, por ter prejudicado suas chances como candidata, com um imposto que fará os ricos “irem embora”. O segundo, Michael Bloomberg, por propor algo “provavelmente anticonstitucional”.

A reação de Bloomberg parece compreensível, já que ele possui uma fortuna de 56,8 bilhões de dólares (220 bilhões de reais). O fundador da agência de notícias que leva seu nome teria que entregar 1,69 bilhão de dólares do seu patrimônio do primeiro ano: 2% acima de todo o valor que ultrapassar 50 milhões de dólares, e 1% adicional sobre o que passar de um bilhão.

Mas e a crítica de Shiller? Será mesmo que os multimilionários irão embora com seu dinheiro? Em qualquer país da União Europeia, a resposta teria sido “talvez”. Nos EUA, segundo o economista Emmanuel Saez, da Universidade de Berkeley, não é tão fácil. Como explicou com seu colega Gabriel Zucman em um artigo que fundamenta a proposta de Warren, os norte-americanos que vão embora do país continuam tendo a obrigação de pagar seus impostos nos EUA. A única maneira de evitar isso é renunciando à nacionalidade, uma possibilidade que o plano de Warren contempla com um imposto, bastante dissuasivo, de 40% do patrimônio líquido.

Mas o inconveniente clássico de um imposto sobre a riqueza não é tanto a fuga das fortunas, mas a dificuldade de implementá-lo: os milionários investem muito em engenharia financeira. Segundo Saez, tampouco esse problema é incontornável. Basta resistir ao lobby dos que pedem exceções e desenhar um imposto sem condições. “Quando há ativos isentos, solapa-se o alcance do imposto sobre as fortunas, porque os ricos encontram formas de investir sua riqueza nesses ativos isentos.”

Eliminar as isenções não significa a eliminação total da evasão fiscal. Saez e Zucman estimaram uma arrecadação equivalente a 1% do PIB depois de preverem uma redução de 15% nos patrimônios declarados depois da eventual aprovação do novo tributo. Chegaram a essa percentagem depois de observarem a queda de 3% no patrimônio declarado na Colômbia após a adoção de um imposto de 1% sobre as fortunas; na Suíça, a redução diante de uma medida similar foi de 34%. A resposta desproporcional dos milionários suíços tem a ver com a ajuda que recebem da lei de sigilo bancário. Os norte-americanos, por outro lado, têm o obstáculo da normativa FATCA. Em vigor desde o Governo Obama, pune bancos estrangeiros que não informem sobre contas abertas para clientes norte-americanos. Esse mecanismo, segundo Saez, só seria reproduzível no outro lado do Atlântico se todo o bloco europeu aderisse.

A última ressalva que surge quando se fala em impostos sobre fortunas é o possível efeito sobre investimentos. Castigar a economia, dizem, é castigar projetos que necessitam de capital para se financiar. Segundo Saez, a crítica não é válida com impostos como o de Warren, em que a taxa não varia com a rentabilidade do patrimônio: “Os milionários têm mais incentivos para investir em negócios de muita rentabilidade, e não em ativos de pouco rendimento, por isso é muito possível que este imposto sobre a riqueza provoque uma distorção menor que um imposto sobre ganhos de capital”.

Fonte: El País

Centrais sindicais se unem em ato no Dia do Trabalho

O Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, será marcado por um ato unificado entre dez centrais sindicais. Um fato inédito acontecerá em 2019, a Centra Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical estarão juntas nesta data pela primeira vez. O evento será realizado na Praça da República, no centro de São Paulo, e contará ainda com shows.

O fim da contribuição sindical obrigatória e a oposição ao projeto de reforma da Previdência são temas que têm unido as centrais sindicais em protestos desde o início do ano, conmforme o Estadão. Empregos e salários também serão abordados nos discursos do ato, previsto para ocorrer das 10h às 18h.

“Estamos unidos contra a destruição do sistema de seguridade social”, diz João Cayres, secretário-geral da CUT-SP ao Estadão.

Carta branca de Witzel a ação de ‘snipers’ eleva o temor por abusos policias no Rio

Moradores e ativistas relatam aumento nos casos de violações desde vitória do governador. Ministério Público cobra explicações sobre atiradores de elite

O mototaxista C. S. voltava de Minas Gerais no domingo de 10 de março quando policiais militares bateram em sua casa. O alerta foi dado pela sua irmã, que imediatamente telefonou para o rapaz, de 29 anos. Ele estava com sua esposa, suas duas filhas e a chave de sua residência, que fica no Complexo da Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Em seguida, recebeu outra mensagem de sua irmã: os agentes arrombaram a porta e entraram. “Quando cheguei estava tudo bagunçado”, conta ele ao EL PAÍS. Ele gravou um vídeo no qual aparece roupas jogadas no chão, armários abertos e cama virada em pé. Segundo denuncia, os agentes levaram seu violão, sua bolsa com o troco do mototáxi e o dinheiro que havia acumulado para pagar o aluguel: “Tinha uns 2.000 reais”. Ele denunciou o caso na 22ª Delegacia da Polícia Civil.

A história do mototaxista se juntam a outros relatos que apontam que o clima de tensão sob o qual vivem moradores das favelas cariocas têm se intensificado desde que o governador Wilson Witzel (PSC) venceu as eleições de 2018 prometendo dar carta branca aos policiais e defendendo que criminosos armados com fuzis deveriam morrer com um tiro “na cabecinha”. Uma promessa que Witzel vem reafirmando desde sua vitória. A última vez foi em entrevista publicada pelo jornal O Globo, há uma semana, na qual garantiu que snipers (atiradores de elite) já estão atuando. “O sniper é usado de forma absolutamente sigilosa. Eles já estão sendo usados, só não há divulgação”, disse ele. “Quem avalia se vai dar o tiro na cabeça ou em qualquer outra parte do corpo é o policial. O protocolo é claro: se alguém está com fuzil, tem que ser neutralizado de forma letal imediatamente”, acrescentou.

A declaração do governador motivou o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), do Ministério Público do Rio de Janeiro, a pedir explicações às autoridades fluminense sobre as atuações dos atiradores de elite. A oposição também apresentou uma representação requerendo a apuração dos fatos envolvendo snipers. Dois dias após a publicação da entrevista, o ministro Sergio Moro disse não estar “familiarizado” com a presença de snipers no Rio. “Não estou familiarizado com essa questão e precisaria entender melhor ao que o governador está se referindo. O fato é que um policial não precisa esperar levar um tiro de fuzil pra reagir. Mas é preciso averiguar em quais circunstâncias ocorreria essa autorização para o disparo à distância”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, durante uma feira sobre o tema no Estado.

O EL PAÍS entrou em contato com a Polícia Militar e a Polícia Civil para pedir mais detalhes sobre como essas operações vêm ocorrendo, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

PF apreende computadores de servidores que acessaram dados de Bolsonaro

A Polícia Federal apreendeu computadores usados por dois servidores da Receita Federal para acessar dados do presidente Jair Bolsonaro e de familiares dele. Segundo informações do jornal O Globo, os equipamentos foram encontrados na cidade de Campinas, em São Paulo, e de Itapemirim, no Espírito Santo.

A Receita informou na noite desta sexta-feira (5) que abriu sindicância para investigar as circunstâncias do acesso de dois servidores a informações fiscais do presidente e de familiares dele. O caso pode ser configurado como abuso de autoridade, quebra de sigilo funcional e crime contra a Segurança Nacional.

Ainda de acordo com o jornal O Globo, um dos alvos da investigação é Odilon Ayub Alves, lotado em uma unidade da Receita em Cachoeiro de Itapemirim. Ele prestou explicações na delegacia da Polícia Federal em Vitória e foi liberado cerca de uma hora depois.

Entre o sagrado e o profano, Bolsonaro foi a Israel

Como grupos representativos da nova onda conservadora incorporaram, à sua maneira, elementos do sionismo e do Estado de Israel

Jair Bolsonaro visita o Yad Vashem, em Jerusalém, no dia 2 de abril.ARIEL SCHALIT / AP

Ao longo do processo de ascensão do atual governo de Jair Bolsonaro ao poder e do campo conservador no Brasil, um fenômeno inédito pode ser observado: o uso de símbolos ligados ao Estado de Israel.

Durante a campanha eleitoral de 2018, a bandeira do país foi erguida em inúmeros comícios de candidatos aos cargos do legislativo e à presidência da república. Viagens de candidatos a Israel, indumentárias aludindo ao seu exército e palavras em hebraico foram, também, muito frequentes. Antes mesmo das eleições, alguns desses símbolos já se faziam presentes em protestos de rua organizados por grupos de direita e extrema-direita contra a presidenta Dilma Rousseff e em manifestações de cunho religioso, tais como a Marcha para Jesus.

Conciliando duas dimensões de ativismo, a política e a religiosa, grupos representativos da nova onda conservadora incorporaram, à sua maneira, elementos do sionismo, o movimento nacional judaico, e do Estado de Israel.

No âmbito religioso, isso se deu principalmente como meio para satisfazer as aspirações de setores evangélicos que têm, de algumas décadas para cá, se aproximado de Israel e feito uso de referências judaicas em sua liturgia. O Templo de Salomão, onde, do lado de fora, vê-se tremular a bandeira israelense e, do lado de dentro, utensílios judaicos integram os rituais, talvez seja o caso mais emblemático nesse sentido.

Essa aproximação de setores evangélicos com o judaísmo e Israel tem como princípio a teologia apocalíptica pentecostal, doutrina segundo a qual o retorno de Jesus depende do cumprimento das profecias bíblicas, incluindo a volta dos judeus a Jerusalém e a toda Terra Santa.

É o que explica o fato de muitos líderes religiosos que compõem a bancada evangélica serem favoráveis ao controle judaico da Palestina histórica e à mudança da embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém. Para eles, assegurar a administração judaica da região significa garantir o cumprimento da profecia do retorno de Cristo.

Junto dessa perspectiva teológica, sagrada, há também o aspecto profano dessa aproximação com o Estado judeu. Grupos conservadores passaram a utilizar o Estado de Israel para alavancar suas agendas no Brasil. A perspectiva de um “pólo avançado da civilização ocidental” em meio à “barbárie” do Oriente Médio, associada à imagem de um Estado militarizado, capaz de lidar com os inimigos em seu entorno, impulsiona o projeto de refundação do Brasil a partir de uma guerra cultural. Adicionalmente, a imagem de Israel como pólo científico e tecnológico se encaixa no ideário econômico liberal que atrai muitas figuras do conservadorismo nacional. Por fim, a adoção de referências ligadas a Israel serve também como marca de uma posição estruturada em contraposição às esquerdas que associam, de maneira sistemática, a Palestina à sua agenda política.

É nesse pano de fundo que Jair Bolsonaro desembarcou em Israel pela segunda vez — a primeira foi 2016, pouco depois de lançar-se candidato à presidência. Simbolicamente, o país acaba personificando interesses dos núcleos ideológico, econômico e militar do novo governo.

Entretanto, símbolos não têm existência em si mesmos e dizem mais respeito àqueles que os utilizam. No caso de Israel chega a surpreender. Bolsonaro e seu chanceler anti-globalista parecem esquecer deliberadamente que o país tem postura progressista em temas como o aborto, direitos LGBTs e legalização da maconha, alvos da onda conservadora brasileira. Além disso, o país não garante o direito à propriedade privada de armas de fogo, rigidamente controladas pelo Estado.

Assim, nessa nova elaboração ideológica sob a qual vivemos, o imaginário sobre Israel e os judeus passa ao largo da pluralidade da comunidade judaica e da complexidade da sociedade israelense.

O que se vê, na verdade, é o uso de uma ideia precária sobre o judaísmo e o Estado de Israel para a moralização, o esvaziamento do debate público e a rejeição ao diferente, transformando a sociedade Israelense e os judeus num grupo monolítico, conservador e “sagrado”, sem a real complexidade e pluralidade. Nessa lógica, alimenta-se o imaginário sobre os judeus, abrindo possibilidades para o desenvolvimento de teorias conspiratórias e crescimento do antissemitismo.

O estreitamento dos laços entre Brasil e Israel pode ser positivo. Mas seria interessante que isso se desse considerando os múltiplos vieses que compõem a sociedade israelense, incluindo aqueles que permitem relativizar as pautas conservadoras que hoje reinam nossos trópicos.

*Rafael Kruchin é coordenador executivo do Instituto Brasil-Israel e mestre em sociologia pela USP.

Partidos alemães condenam absurdo de Bolsonaro sobre nazismo

Distorção e falsificação da história e difamação da memória das vítimas foram algumas das reações de parlamentares à declaração do presidente e seu chanceler de que o nacional-socialismo teria sido movimento de esquerda.

Políticos de todos os partidos que compõem o Parlamento alemão condenaram as declarações do presidente Jair Bolsonaro e do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de que o nazismo teria sido um movimento de esquerda. Deputados ouvidos pela DW consideraram inaceitável a comparação feita pelo governo brasileiro.

“Os nazistas já usavam conscientemente a distorção política como instrumento da sua propaganda fascista. O fato de Jair Bolsonaro se apoiar nesta mentira é um ultraje nojento às vítimas do nazismo”, afirmou a deputada Yasmin Fahimi, presidente do Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro no Bundestag (Parlamento alemão).

A deputada do Partido Social-Democrata (SPD), legenda mais antiga da Alemanha, lembrou ainda que as primeiras vítimas nos porões de tortura nazistas foram os social-democratas e sindicalistas e destacou que o nazismo foi um regime de extrema direita, marcado pela desumanidade, pelo belicismo e por uma ideologia racista que custou a vida de milhões de pessoas.

“Essas declarações difamam a memória das vítimas da violência nazista. Um movimento de esquerda luta pela liberdade e igualdade das pessoas, ou seja, justamente o contrário”, disse Fahimi, que faz parte da legenda que integra a coalizão que governa a Alemanha ao lado da União Democrata-Cristã (CDU), da chanceler federal Angela Merkel, e da União Social-Cristã (CSU).

O porta-voz de política externa do Partido Verde, Omid Nouripour, também condenou as declarações de Bolsonaro e do ministro Araújo. “Isso é uma distorção e falsificação massiva da verdade histórica. A tentativa de desacreditar a esquerda com esse absurdo é uma manobra concertada internacionalmente pela extrema direita para desviar a atenção de sua política vazia, porém, desumana”, disse.

O deputado ressaltou que o nome Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou NSDAP, foi apenas uma estratégia para atrair a classe trabalhadora e classificou a legenda como a mais extremista de direita que já houve.

Peter Weiss, da conservadora CDU, lembrou que o partido nazista em seu início tinha uma ala socialista, que progressivamente foi eliminada. “O nazismo não foi um ‘movimento de esquerda’, mas um movimento nacionalista, völkisch e racista, que conduziu a uma catástrofe na Alemanha e Europa”, afirmou o deputado, que também faz parte do grupo parlamentar alemão responsável por cultivar as relações com o Congresso brasileiro.

O deputado Gero Hocker, do Partido Liberal Democrático (FDP), disse que o Brasil tem problemas maiores do que um debate sobre a história alemã. “Em vez de fazer comparações históricas inadmissíveis, Bolsonaro deveria promover em seu gabinete a vigência das condições básicas legais confiáveis também para investidores estrangeiros em seu país, impulsionar a educação e cortar impostos para trabalhadores e empresários para, assim, atrair investidores e fortalecer o poder de compra”.

O deputado, que também é membro Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro, argumentou ainda que todo sistema ditatorial, tanto os de direita quanto os de esquerda, combate a diversidade e abertura de uma sociedade, e em ambos os casos há restrições de liberdades econômicas e sociais. Desta maneira, as duas classificações apresentam características semelhantes. “Ao mesmo tempo, historicamente é inútil fazer uma relativização do sofrimento das ditaduras de esquerda e de direita por meio de uma comparação geral como a de Araújo”.

Para o deputado Alexander Ulrich, da legenda A Esquerda, as declarações demonstram uma ignorância massiva ou são negação deliberada da história e política. “Isso é para um presidente, especialmente de um país grande como o Brasil, extremamente dramático e perigoso. Com essas declarações, Bolsonaro quer desacreditar a esquerda, no entanto, ele acaba apenas se ridicularizando”, acrescentou.

Integrante do Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro, Ulrich destacou que a ideologia de extrema direita do nazismo não tem nenhuma relação com a ideologia democrática e solidária internacionalmente da esquerda. “Pelo contrário, vejo uma série de traços do nazismo na própria política de Bolsonaro. Ficaria surpreendido se ele descrevesse a si próprio como de esquerda”, afirmou.

Já o deputado Martin Hess, da legenda populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), disse que na Alemanha houve um debate no passado sobre essa tese sem que ela fosse incorporada no discurso e lembrou que Bolsonaro baseou sua declaração em argumentos do filósofo Olavo de Carvalho.

“Nosso partido, se concentra em encontrar soluções para problemas atuais e ameaças à nossa segurança e ao nosso bem-estar. Assim, devemos deixar debates históricos para historiadores e filósofos”, acrescentou Hess, que também está no Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro.

Questionado sobre os comentários, o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, preferiu não comentar as declarações de Bolsonaro, porém, afirmou que a posição do governo da Alemanha em relação ao nazismo é bastante conhecida e clara. “Há anos e décadas existe uma convicção muito sólida que nos sustenta e sustenta todo nosso país”, destacou.

Na Alemanha, há um amplo consenso, nos âmbitos acadêmico, social e político, sobre a natureza de extrema direita do nazismo. A disputa sobre a classificação da ideologia nazista é inexistente entre historiadores renomados.

Declarações controversas

No fim da viagem a Israel, Bolsonaro disse a jornalistas “não ter dúvidas” de que o nazismo foi um movimento de esquerda. A declaração foi feita após uma vista ao memorial Yad Vashem, em Jerusalém, um museu público em memória às vítimas do Holocausto. A própria instituição define o nazismo como um movimento de direita.

O posicionamento do presidente ocorreu em meio à polêmica causada por declarações recentes de Araújo de que o nazismo teria sido um “fenômeno” de esquerda.  Com as alegações, a tese parece ter virado discurso oficial em Brasília.

Em longa entrevista a um canal simpático à extrema direita no Youtube, o ministro repetiu um discurso que esteve em alta nas mídias sociais brasileiras durante as eleições, mas que jamais foi levado a sério por acadêmicos na Alemanha. A tese é tida como absurda e desonesta por acadêmicos e diplomatas europeus.

Em Jerusalém, questionado na terça-feira se concordava com a afirmação de Araújo, Bolsonaro afirmou: “Não há dúvida. Partido Socialista… Como é que é? Da Alemanha. Partido Nacional-Socialista da Alemanha.”

Os atuais defensores do “nazismo de esquerda” costumam se basear no nome oficial da agremiação nazista, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou NSDAP. A presença da palavra “socialista” revelaria a linha ideológica do regime. Historiadores internacionais de renome, porém, destacam que isso não passou de uma estratégia eleitoral para atrair a classe trabalhadora.

Fonte: DW

São Paulo confirma 2º caso de sarampo

A capital paulista confirmou nesta sexta-feira (5) o segundo caso de sarampo este ano, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. São Paulo não registrava ocorrência da doença desde 2015.

Ambos os casos são considerados importados, ou seja, contraídos fora da cidade, de acordo com a pasta. O primeiro, da Noruega, e o segundo, de um navio oriundo de Malta, ambos países do continente europeu. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a Europa teve um aumento de 400% nos casos da doença.

 

Jovem baiano representa Brasil em Fórum da ONU e quer lutar contra desigualdade

O incômodo em ver a desigualdade e falta de oportunidade sofrida por muitas pessoas sempre acompanharam Caio Medina. O jovem de 22 anos é o único baiano entre os quatro jovens brasileiros escolhidos pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) para representar o país no Fórum da Juventude do Conselho Econômico e Social da ONU, que acontecerá na cidade de New York, nos Estados Unidos, nos dias 8 e 9 de abril.

Na edição de 2019, o fórum tem como tema “Empoderados, Incluídos e Iguais”. Mais de 500 participantes, entre jovens, ativistas e representantes governamentais do mundo inteiro vão discutir durante os dois dias o papel da juventude na promoção da temática, com foco nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Após o fórum, as questões levantadas serão utilizadas como subsídio para a tomada de decisão durante o Fórum Político de Alto-Nível da ECOSOC, que tem como foco diplomatas, chefes de governo e de Estado.

Com a mala cheia de ansiedade e expectativa pelo aprendizado, o estudante do curso de Farmácia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e morador do bairro de Macaúbas, próximo a comunidade do Pela Porco, embarca para os Estados Unidos na madrugada deste sábado (6).

Caio contou que tem se preparado muito para a viagem. Ele pretende aplicar tudo que aprender e vivenciar durante a oportunidade em projetos para aqueles que precisam: “espero o melhor, realizações, projetos novos, e que a gente consiga, com todo conhecimento adquirido lá, contatos, formular novos projetos, a nível mundial, consigamos um mundo melhor”.

Os pais de Caio, Ulisses e Graça, sempre trabalharam em dois empregos para que ele e a irmã pudessem ter uma educação de qualidade. No ensino médio, o jovem entrou na Escola Olodum, e lá fortaleceu a vontade de combater desigualdades. “A escola Olodum colocou fogo na chama. Ver a desigualdade e se incomodar, ajudar se tornou um desejo constante”, lembrou ele ao acrescentar que foi na escola Olodum que ele começou a ouvir e entendeu a importância da representatividade.

E é como uma figura representativa que Caio Medina se vê no futuro. “Continuamente aprendendo, tenho muito prazer em aprender, que é muito importante, a gente nunca está estático, não devemos achar que sabemos tudo, amadurecer, a partir disso me vejo sendo representatividade produtiva para as pessoas  e também aprendendo com elas”, previu.

Entre os projetos formulados por Caio e os demais integrantes do Programa Embaixadores da Juventude está o “Voa Perifa”, que tem como objetivo levar capacitação até comunidades carentes para que os moradores possam competir por vagas de emprego. “O foco é a redução de desigualdade, levar oportunidade para comunidades, de emprego principalmente, através de parcerias”, explicou Caio.

Flamengo e Fluminense vão administrar o Maracanã

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciou nesta sexta-feira (5) que o consórcio formado por Flamengo e Fluminense serão os administradores do estádio do Maracanã pelos próximos 180 dias. O prazo é prorrogável por mais 180.

Segundo o governador, é o tempo ideal para fazer uma nova licitação e uma parceria público privada. “Após um processo transparente, ético, o Maracanã está sendo devolvido ao futebol carioca. É o tempo que teremos para fazer uma nova parceria público-privada, essa sim definitiva, por 35 anos.”

Ministro da Educação pode ser demitido

“Segunda será o dia do fico pra ele”, exclamou o presidente Jair Bolsonaro, em referência ao ministro da Educação, Ricardo Vélez, na manhã desta sexta-feira (5), durante café com jornalistas, no Palácio do Planalto.

Segundo o presidente, que teve uma conversa privada com o ministro ontem, durante 40 minutos, não há como negar que a avaliação do trabalho de Vélez à frente do Ministério da Educação é ruim. “Tá bastante claro que não está dando certo o ministro Vélez”, disse Bolsonaro. O professor, que coleciona recuos e polêmicas no cargo, disse que não iria deixar o cargo.



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