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Políticos da Amazônia reforçam lobby pela exploração de petróleo na região

Foto: Agência Petrobras

Políticos de diferentes partidos têm intensificado o lobby pela exploração de petróleo na foz do rio Amazonas, que conta com a oposição de órgãos ambientais.
Na próxima sexta-feira (19), a Assembleia Legislativa do Amapá fará uma audiência em Oiapoque, cidade no extremo norte do país, para debater o tema.
Foram chamados os governadores Clécio Luís (Solidariedade-AP), Helder Barbalho (MDB-PA) e Carlos Brandão (PSB-MA), além de deputados, senadores, entidades que estudam o tema, empresários e representantes do Ibama. O órgão ambiental ainda não confirmou presença, no entanto.
O local foi escolhido por ser o mais próximo do ponto de exploração previsto. “Oiapoque pode se tornar o que Macaé (RJ) representa para o pré-sal”, diz o deputado estadual Delegado Inácio (PDT-AP), autor do requerimento, que foi aprovado por unanimidade na Casa.
Abertamente favorável ao projeto, o parlamentar diz que propôs a audiência para “democratizar o debate”, e afirma não ter dúvida sobre a sustentabilidade da exploração.
“Conhecemos a história da Petrobras, são 70 anos de exploração de petróleo sem nenhum desastre. Com o declínio previsto para o pré-sal em alguns anos, o efeito da não-exploração de uma nova fronteira de petróleo e gás tem de ser levado em conta”, diz o parlamentar.
Outras iniciativas têm surgido. Na Câmara dos Deputados, uma frente parlamentar em defesa da exploração do petróleo está sendo criada. Nesta segunda (15), o governador do Pará, Helder Barbalho, disse em seminário em São Paulo que defende pesquisas para aferir a viabilidade da exploração e criticou visões “estreitas e ideologizadas” sobre o tema.

 

Fonte: Bahia Notícias

Petrobras anuncia nova política de preço para combustíveis e fim da paridade internacional

Petrobras anunciou nesta terça-feira (16) a nova política de preços que vai definir o valor dos combustíveis no Brasil. Em conjunto, a estatal anunciou também o fim da paridade de preços do petróleo com o mercado internacional.

Em vigor desde 2016, o preço desses produtos no mercado interno acompanha as oscilações internacionais, ou seja, não há intervenção do governo para garantir preços menores. “Os reajustes continuarão sendo feitos sem periodicidade definida, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, diz o comunicado.

Segundo nota da Petrobras, a nova “estratégia comercial” usa duas referências de mercado que são o custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação e o valor marginal para a estatal.

“O custo alternativo do cliente contempla as principais alternativas de suprimento, sejam fornecedores dos mesmos produtos ou de produtos substitutos”, explica o comunicado da Petrobras, publicado no G1.

Já o “valor marginal”, segundo a petroleira, é “baseado no custo de oportunidade dadas as diversas alternativas para a companhia dentre elas, produção, importação e exportação do referido produto e/ou dos petróleos utilizados no refino”.

“Com a mudança, a Petrobras tem mais flexibilidade para praticar preços competitivos, se valendo de suas melhores condições de produção e logística e disputando mercado com outros atores que comercializam combustíveis no Brasil, como distribuidores e importadores”, diz o texto.

Fonte: Bahia Notícias

PF acha áudios e mensagens de aliados de Bolsonaro que confirmam plano para golpe de estado

Segundo a PF, trama golpista consistia em ataques ao STF, convencer a cúpula do Exército a rejeitar o resultado das eleições e prender o ministro Alexandre de Moraes

247 – Áudios, prints e mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) em arquivos de aliados próximos de Jair Bolsonaro (PL) evidenciam o planejamento de uma trama visando um golpe de estado no Brasil. Segundo o jornal O Globo, a trama “consistia em incitar ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), hostilizar as urnas eletrônicas, convencer a cúpula do Exército a rejeitar o resultado das eleições em 2022 e prender o ministro Alexandre de Moraes, da Corte”.

De acordo com a PF, o plano golpista teria sido articulado pelo major reformado do Exército Ailton Gonçalves Barros, pelo coronel Elcio Franco, ex-número dois do Ministério da Saúde e assessor da Casa Civil do governo Bolsonaro, pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e por um militar ainda não identificado.

Barros e Cid foram presos no dia 3 de maio durante uma operação da PF para apurar suspeitas de fraudes nos cartões de vacinação do ex-mandatário e seus familiares, além de auxiliares próximos.

Segundo os investigadores, as trocas de mensagens “deixam evidente a articulação conduzida por Ailton Barros e outros militares, para materializar o plano de tentativa de golpe de Estado no Brasil, em decorrência da não aceitação do resultado da eleição presidencial ocorrida em 2022, visando manter no Poder o ex-Presidente da República Jair Bolsonaro e restringir o exercício do Poder Judiciário brasileiro, por meio da prisão do Ministro Alexandre de Moraes, do STF”.
Ainda conforme a reportagem, os investigadores encontraram “dois prints de uma conversa entre Barros e um contato denominado ‘PR 01’, ‘possivelmente relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro’”. As capturas de tela teriam sido enviadas ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
O advogado Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, afirmou que o ex-mandatário e Barros não tinham proximidade, embora tenha admitido que o militar tenha tentado uma aproximação durante a campanha eleitoral.
247

Petrobrás anuncia nova política de preços e enterra o PPI

Lula e Jean Paul Prates (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Tomaz Silva/Agência Brasil | Paulo Whitaker/Reuters)

“Com essa estratégia comercial, a Petrobrás vai ser mais eficiente e competitiva, atuando com mais flexibilidade para disputar mercados com seus concorrentes”, diz Jean Paul Prates

Da comunicação da Petrobrás – A Petrobras informa que sua Diretoria Executiva (DE) aprovou, na segunda-feira (15/5), a estratégia comercial para definição de preços de diesel e gasolina da Petrobras, em substituição à política de preços de diesel e gasolina comercializados por suas refinarias.

A estratégia comercial usa referências de mercado como: (a) o custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação, e (b) o valor marginal para a Petrobras. O custo alternativo do cliente contempla as principais alternativas de suprimento, sejam fornecedores dos mesmos produtos ou de produtos substitutos, já o valor marginal para a Petrobras é baseado no custo de oportunidade dadas as diversas alternativas para a companhia dentre elas, produção, importação e exportação do referido produto e/ou dos petróleos utilizados no refino.

“Com essa estratégia comercial, a Petrobras vai ser mais eficiente e competitiva, atuando com mais flexibilidade para disputar mercados com seus concorrentes. Vamos continuar seguindo as referências de mercado, sem abdicar das vantagens competitivas de ser uma empresa com grande capacidade de produção e estrutura de escoamento e transporte em todo o país”, destaca o Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

O anúncio encerra a subordinação obrigatória ao preço de paridade de importação, mantendo o alinhamento aos preços competitivos por polo de venda, tendo em vista a melhor alternativa acessível aos clientes. “Nosso modelo vai considerar a participação da Petrobras e o preço competitivo em cada mercado e região, a otimização dos nossos ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável”, declarou o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser.

A precificação competitiva mantém também um patamar de preço que garante a realização de investimentos previstos no Planejamento Estratégico. A Petrobras reforça seu compromisso com a geração de valor e com a sustentabilidade financeira de longo prazo, preservando a sua atuação em equilíbrio com o mercado, ao passo que entrega aos seus clientes maior previsibilidade por meio da contenção de picos súbitos de volatilidade.

Dinâmica de reajustes

Os reajustes continuarão sendo feitos sem periodicidade definida, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

As decisões relativas à estratégia comercial continuam sendo subordinadas ao Grupo Executivo de Mercado e Preço, composto pelo Presidente da companhia, o Diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados e o Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores.

Os ajustes de preços de diesel e gasolina continuarão a ser divulgados nos canais de comunicação aos clientes e no site da companhia (precos.petrobras.com.br), onde também são disponibilizadas informações referentes à sua parcela e dos demais agentes na formação e composição dos preços médios de combustíveis ao consumidor.

Por fim, destaca-se que a estratégia comercial está alinhada com a Diretriz de Formação de Preços no Mercado Interno (Diretriz) aprovada pelo Conselho de Administração em 27 de julho de 2022.

Premissas:

  • Preços competitivos por polo de venda;
  • Participação ótima da Petrobras no mercado;
  • Otimização dos seus ativos de refino;
  • Rentabilidade de maneira sustentável.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     247

‘Decisão do CNJ deve servir de lição contra manipulação judicial no processo eleitoral’, diz Paes sobre afastamento de Bretas

Juiz da Lava Jato do Rio, afastado do cargo pelo CNJ, atuou contra a eleição de Eduardo Paes na eleições para governador de 2018

Agenda do Poder – Vítima das ações arbitrárias e parciais do juiz Marcelo Bretas, o prefeito Eduardo Paes afirmou, em nota, estar aliviado com o afastamento do magistrado decidido hoje pelo Conselho Nacional de Justiça. Paes é autor de uma das três denúncias que resultaram na punição ao ex-todo poderoso juiz da Lava Jato no Rio.

Nas eleições ao Governo do Estado em 2018, Marcelo Bretas atuou com ousadia e desfaçatez para prejudica-lo e, por tabela, favorecer seu amigo o ex-juiz Wilson Witzel,  candidato que acabou vitorioso. Bretas convocou um quarto interrogatório do ex-secretário municipal de obras, Alexandre Pinto, para extrair e forjar  acusações contra Paes e assim mudar o curso natural do processo eleitoral.

– Hoje, cinco anos depois, de alguma forma, fico aliviado. Aliviado por ver que a justiça está sendo feita e a verdade sobre a minha honra ter sido esclarecida. De ver que as instituições seguem firmes, reparando equívocos do passado e preservando a democracia. É triste ver que algumas figuras tenham usado o Judiciário para fazer política. Sou político há 30 anos e estou acostumado a participar de eleições, ganhando algumas e perdendo outras. Faz parte do processo democrático – disse o prefeito.

Leia a íntegra da nota de Eduardo Paes:

“O Conselho Nacional de Justiça acaba de afastar do cargo o juiz Marcelo Bretas por irregularidades na condução dos processos. Um juiz não pode agir com parcialidade, perseguir politicamente quem quer que seja e interferir no processo eleitoral para beneficiar seus amigos.
 Witzel, como todos sabemos, acabou sofrendo impeachment por denúncias de corrupção. O meu processo contra o juiz Bretas não tem a intenção de modificar o passado, mas pode impedir que casos como este voltem a se repetir. Que a decisão do CNJ sirva de lição para que não tenhamos mais a inaceitável manipulação judicial no processo eleitoral”.
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Geraldo Jr. diz que só será candidato a prefeito de Salvador se for o único da base do governo

O vice-governador da Bahia, Geraldo Jr. (MDB), afirmou, em entrevista ao MetroPod, na noite desta segunda-feira (30), que só será candidato a prefeito de Salvador, um sonho pessoal, no próximo ano, se for o único candidato da base do governo. 

“Só serei candidato se for candidato único da base do governo e se for escolhido por Jerônimo Rodrigues”, disse o vice-governador.

Na ocasião, ele ainda pontuou que está aproveitando a oportunidade que os baianos deram a ele de ajudar a governar a Bahia. “Estou ainda me deliciando com a condição que os baianos me deram a ele de governar a Bahia ao lado de Jerônimo Rodrigues. Eu estou tendo a oportunidade. Eu quero deixar isso claro”, acrescentou.

Barroso manda apurar crime de genocídio contra indígenas pelo governo Bolsonaro

(Foto: Nelson Jr./SCO/STF | Reuters | Nelson Jr./SCO/STF)

Segundo o ministro do STF, há indícios de omissão de autoridades

247 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou nesta segunda-feira (30) que a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Ministério Público Militar, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Superintendência Regional da Polícia Federal de Roraima investiguem autoridades do governo Jair Bolsonaro pelos crimes de genocídio, desobediência, quebra de segredo de justiça e de delitos ambientais relacionados à vida, à saúde e à segurança de diversas comunidades indígenas.

A determinação vem no contexto da crise humanitária dos indígenas yanomami no Norte do país, gerada, em grande parte, pelo avanço do garimpo ilegal, que é altamente poluente.

Barroso determinou a remessa de documentos que, em seu entendimento, “sugerem um quadro de absoluta insegurança dos povos indígenas envolvidos, bem como a ocorrência de ação ou omissão, parcial ou total, por parte de autoridades federais, agravando tal situação”.

Barroso determinou ainda que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva assegure a retirada de garimpos ilegais em sete terras indígenas e fixou prazo de 30 dias para que seja apresentado um diagnóstico com o respectivo planejamento e cronograma de execução de medidas.

Em suas decisões, Barroso afirma que os fatos reunidos indicam um “quadro gravíssimo e preocupante, sugestivo de absoluta anomia (ausência de regras) no trato da matéria, bem como da prática de múltiplos ilícitos (crimes), com a participação de altas autoridades federais”. (Com Veja).

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Ministério de Lula já tem dois funerais encomendados e um casamento em crise

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Eleição das Mesas da Câmara e do Senado, com Lira forte e Pacheco fraco, tende a ampliar os problemas, e não a oferecer soluções para a articulação política

Por Luís Costa Pinto, Sucursal do Brasil 247 em Brasília – Três interlocutores que estiveram nos últimos dias com o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), saíram da conversa com a sensação de que o parlamentar se sente deslocado e desenturmado na Esplanada dos Ministérios.

Os dois executivos e um colega de Câmara que foram chamados para um tête-à-tête ministerial têm certeza de que o deputado maranhense está arrependido de ter aceitado o cargo para atender a um pedido do amigo senador Davi Alcolumbre (UB-AP) e não mediu os estragos que a visibilidade repentina causaria às vidraças de quem se acostumou a fazer política no baixo clero do Congresso. “Às vezes não sei para onde me mexer aqui dentro”, confessou Juscelino num dos convescotes. “Esses tiros que recebo por causa de R$ 5 milhões do orçamento secreto são fogo amigo”, reclamou em outra conversa.

Daniela do Waguinho, ministra do Turismo, que chegou a se sentir aliviada com a predominância do noticiário contra a vandalização terrorista na Praça dos Três Poderes do último dia 8/01, pois isso significou a remoção para as calendas do esquecimento (transitório) das denúncias de consórcio político com milicianos da Baixada Fluminense que a atingiram na primeira semana do mês, já debateu com ao menos um assessor a capacidade de resiliência dela aos petardos. “Até parece fogo amigo”, insinuou, sem determinar exatamente de qual facção de dentro do governo poderia partir o bombardeio.

Um esforço de comunicação está sendo empreendido nas hostes do Ministério do Turismo e nos gabinetes aliados a ela para que sua alcunha política se converta em “Daniela Carneiro”. Foi para atender uma sugestão pouco sutil da primeira-dama, Rosângela Silva, que ela decidiu voltar a usar o sobrenome do marido, e não o apelido quase misógino, posto qualificá-la como uma espécie de linha auxiliar do prefeito de Belford Roxo (RJ), Wagner Carneiro. Enquanto escala prestígio com Janja, a ministra esquadrinha as possibilidades de origem do arsenal de petardos que atrasam seu ímpeto para preencher cargos vagos na própria equipe e iniciar uma agenda propositiva e positiva para vencer os desafios que recebeu.

No União Brasil, legenda que detém a terceira maior bancada da Câmara dos Deputados com 59 integrantes (atrás apenas do PL, com 99, e da Federação PT-PV-PCdoB com 81), partido dos ministros Daniela e Juscelino, já há quem aposte que nenhum dos dois “comerá ovos de Páscoa” sentados nas cadeiras ministeriais.

A ala baiana do UB é o maior foco de resistência à permanência da legenda na base do presidente Lula no Congresso. É na Bahia que se tem o costume de datar a duração de pessoas nos cargos de acordo com as festas do calendário gregoriano – “fulano não come o peru de Natal em tal lugar”; “ciclano não lava as escadarias sem que a polícia bata à porta dele” etc. O deputado Elmar Nascimento (UB-BA) foi preterido pelo PT Bahia para o cargo de ministro que terminou nas mãos de Juscelino Filho. Acendendo velas para as duas entidades às quais jura lealdade em Brasília – o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto – Nascimento não esconde de ninguém que é adepto da independência legislativa do União Brasil na Câmara mesmo que isso signifique a devolução ao presidente Lula dos ministérios dados à legenda.

Se o estado de ânimo nos ministérios das Comunicações e do Turismo é de funeral, o mesmo não se pode dizer na poderosa (e empoderada) Casa Civil do baiano Rui Costa (PT). Tendo ascendido ao posto que já foi de José Dirceu e de Dilma Rousseff nos governos anteriores do presidente Lula, em razão de suas qualidades como gestor e pela forma pragmática como sabe exercer a liderança e cobrar resultados e prazos das missões dadas, o ministro e ex-governador da Bahia sabe que desloca ar quando caminha pelos corredores do Planalto.

Quando uma figura pública circula pelos labirínticos escaninhos palacianos fideliza parte do governo que não o conhecia. Por outro lado, provoca ciúmes e atiça fogueiras de vaidades e jogos de poder interno – e é isso que começa a acontecer contra Rui Costa, mesmo em ações ostensivas que parecem favorecê-lo. Um perfil publicado no jornal paulista Folha de S Paulo no portal uol, na segunda-feira 30 de janeiro, pintou o ministro da Casa Civil como o maior operador do governo depois do chefe, Lula.

Aliados de Costa, petistas experientes já cabreiros com o estilo “concentro-e-faço-e-entrego-e-conto-ao-Lula” do ministro da Casa Civil e ao menos dois parlamentares tarimbados do Congresso Nacional identificaram as armadilhas no texto da FSP e do portal do jornal paulista. “Ao mostrar as vísceras do poder interno do ministério, mostrando que o ex-secretário de Infraestrutura da Bahia comanda o PPI (Plano Plurianual de Investimentos), o procurador-geral de Justiça do estado nos tempos dos governos dele coordena a poderosa Subsecretaria de Assuntos Jurídicos (SAJ, por onde passam todos os decretos antes de serem publicados no Diário Oficial) e um auditor aposentado do Tesouro baiano é o Secretário de Administração da Casa Civil, mapeou-se o tamanho do poder e da autoridade do Rui e o perfil que era para ser bom, foi ruim”, analisa um ex-dirigente petista.

Demonstrações explícitas de desequilíbrio na divisão do poder interno, dentro do PT, são os primeiros sinais que externam crise no casamento – sempre assertivo e pragmático – entre as tendências partidárias. Neste terceiro mandato de Lula na Presidência da República há uma evidente mudança dos pólos de poder no partido que fará 43 anos de fundação no dia 13 de fevereiro e celebrará a efeméride com uma grande festa popular em Brasília.

A Bahia, hoje, é um polo de poder interno no PT tão relevante quanto São Paulo em razão de Rui Costa, da ascendência do senador Jaques Wagner sobre o escrutínio decisório de Lula e do resultado das urnas de outubro – uma vitória lulista no estado com 72% dos votos no segundo turno, no quarto maior colégio eleitoral do País. A ala paulista do partido, contemplada com cinco ministros, conforma-se com a quantidade de postos, mas, reage às interferências da Casa Civil nas pastas.

As eleições dos presidentes da Câmara e do Senado, marcadas para ocorrer nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, serviram até aqui como anteparo a redirecionar os feixes de intrigas que emanam na Esplanada dos Ministérios. Os arranjos de poder interno no Congresso, que se tornaram surpreendentemente difíceis para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e converteram o presidente da Câmara, Arthur Lira, num homem detentor de um escudo de proteção atrofiadamente forte, têm prazo de validade: o momento seguinte ao resultado das urnas que devem reeleger Lira e Pacheco.

Vencido esse prazo, e detidos os conspiradores do dia 8 de janeiro e desvendadas as artimanhas das conspirações, o que está em curso graças ao irrepreensível trabalho do governo depois do Dia da Grande Infâmia contra a República, as exéquias de Daniela Carneiro e Juscelino Filho terão prosseguimento, assim como a crise do casamento de Rui Costa com parte do PT paulista que já anda incomodada com ar que o baiano desloca nos corredores do Palácio do Planalto.

247

Lula propõe novo organismo multilateral “para sentar com a Rússia e a Ucrânia e encontrar a paz”

Falando ao lado do chanceler da Alemanha, o presidente Lula também afirmou que está “na hora de a China colocar a mão na massa para tentar ajudar a encontrar a paz”

247 – O presidente Lula propôs um novo modelo para encontrar a paz na Ucrânia, invadida pela Rússia em fevereiro do ano passado.

Falando durante coletiva de imprensa ao lado do chanceler alemão, Olaf Scholz, após encontros bilaterais, Lula afirmou:  “Nós queremos propor um G20 para discutir a questão do conflito Rússia-Ucrânia. Não interessa para ninguém aquela guerra, não interessa para nenhum outro país, eu nem sei se interessa mais para a Rússia ou para a Ucrânia”.

“Essas coisas de vez em quando acontecem assim. As pessoas começam, depois até querem parar, mas não sabem como parar. O Brasil está disposto a dar contribuição. Acho que a China joga um papel importante, a Índia, a Indonésia. A gente tem que criar um clube ecológico e das pessoas que vão querer construir a paz”, disse Lula.

Scholz havia feito anteriormente uma crítica velada à posição brasileira sobre o conflito: “Essa guerra não é uma questão europeia, mas uma questão que nos diz respeito a todos, porque é uma violação flagrante do direito internacional e da ordem internacional que acordamos em conjunto, é a base da nossa cooperação no mundo. Ninguém pode alterar fronteiras de forma violenta, isso pertence ao passado, e a soberania dos estados é inviolável, é algo que nos une. Isso deve ser o nosso objetivo, enquanto democracias temos que nos unir também nessa questão para evitar o retorno à lei do mais forte”.

Lula então elaborou sobre a proposta do novo grupo, dizendo que irá procurar presidentes para criar uma “instituição multilateral para sentar com a Rússia e a Ucrânia para encontrar a paz”.

Ele também afirmou que está “na hora de a China colocar a mão na massa para tentar ajudar a encontrar a paz”.

Scholz então respondeu, dizendo que “para encontrar a paz, a Rússia não pode manter os territórios que diz ter conquistado”.

Lula foi questionado sobre uma declaração passada, na qual disse que tanto Zelensky como Putin são culpados pelo conflito. Sobre isso, ele respondeu, no mesmo tom: “quando um não quer dois não brigam”

 

247

Bolsonaro pede visto de turista de seis meses nos Estados Unidos para prolongar a “fuga”

Líder dos atos terroristas de 8 de janeiro, ele teme ser preso e quer permancer fora do Brasil; informação foi obtida em primeira mão pelo Financial Times

247 – Jair Bolsonaro solicitou um visto de turista com duração de seis meses para continuar nos Estados Unidos, à medida que o cerco aos idealizadores do 8/1 se fecha, informa o jornal inglês Financial Times nesta segunda-feira (30).

Segundo o advogado do ex-chefe do Executivo, Felipe Alexandre, as autoridades estadunidenses recebaram a documentação relevante na última sexta-feira (27). Ele aconselhou Bolsonaro a não deixar os EUA durante o processo de análise de concessão do visto, que pode durar meses.

“Acho que a Flórida será seu lar temporário longe de casa”, disse Alexandre, fundador da AG Immigration, segundo o FT. “Neste momento, com a situação dele, acho que ele precisa de um pouco de estabilidade”.

Alexandre disse ainda que Bolsonaro pode eventualmente decidir solicitar um visto estadunidense “mais permanente” do que a extensão de seis meses que ele está buscando, diz o FT.

Bolsonaro chegou à Flórida, reduto da extrema direita estadunidense, no dia 30 de dezembro do ano passado, antes da posse do presidente Lula, que o derrotou nas eleições. Seu visto oficial venceu no dia que deixou o poder, mas previa um período de 30 dias extras em que ele podia permanecer nos EUA.

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