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Marcia Tiburi reage a ataque de Ciro Gomes e diz que ele “afunda no narcisismo primário”

Marcia Tiburi (Foto: Kamilla Ferreira/Agência PT)

Professora e filósofa disse ainda que pedetista “está prestes a ser deixado pra trás na poeira da estrada da história”

247 – A professora e filósofa Marcia Tiburi reagiu a uma fala do pedetista Ciro Gomes, em que ele a usou como escada para abraçar um discurso de extrema direita e atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após uma fala sobre a questão do aborto. “Acabo de ver um vídeo em que Ciro Gomes me cita. Como não é a primeira vez que ele fala pronuncia meu nome, é justo responder. Eu nunca falo de Ciro, porque realmente fico triste em ver o político que ele vem se tornando. Ciro é evidentemente uma pessoa que sabe muito sobre o  Brasil. Diferentemente da grande maioria dos políticos brasileiros, em geral, ele sabe se expressar na forma e no conteúdo. Eu o vi falar ao vivo duas vezes. Numa delas, tomei a liberdade de dizer que ele tinha muito futuro, caso conseguisse deixar de lado sua postura de coronel. Ele não seguiu o meu conselho. E segue afundando no narcisismo primário que destrói carreiras políticas. O narcisismo masculinista é um assunto grave na política brasileira. Ciro poderia meditar nesse tema e parar de me usar para produzir falsas polêmicas”, escreveu Marcia.

“Ciro me cita no vídeo a propósito de um recorte com a expressão ‘lógica do assalto’, tirada de uma entrevista de 2015 e usada pelo MBL e assemelhados em 2018, muito antes de eu ser candidata. Basicamente eu falava do capitalismo como um grande e sistemático roubo. Esse vídeo ainda circula porque eu fui transformada em ‘token’ da extrema-direita, ou seja, sou usada para causar polêmica e ataques à esquerda como um todo. O que políticos de extrema-direita fazem com minha imagem daquela época é desinformação, Ciro segue o mesmo caminho. O segundo tema, o “cu”, está ainda mais mal citado na fala de Ciro Gomes. Nunca falei de cu, de anus ou de tema semelhante em campanha. O recorte é de um vídeo de 2017 em um debate sobre literatura. Jamais imaginaria que uma fala tão ingênua pudesse se tornar tão apelativa.O que prova que o terror anal é um fato. Não é só o Ciro (que já falou disso publicamente outra vez, me usando), mas muitos outros senhores não analisados (digo sem ironia) que recorrem a essa fala descontextualizada para causar frisson ao redor. Ora, o patriarcado é mal resolvido. Aprendi com homens sábios do nordeste que um coronel é um menino mimado. Temos um na presidência causando estragos atrozes na nação. Outros, para o bem ou para o mal, não chegarão lá, mostrando que ego é importante na política, mas não basta. Canalhice também, mas nem sempre resolve. Não há fórmula. Certamente os desesperados pelo cargo, sejam bons, sejam ruins, não chegarão lá. E o mais triste é ver que até uma figura tacanha como Bolsonaro chegou. Ora, um ego que se mede pelo cargo de presidente nada significa. De modo que posso dizer apenas: prezado filho do ego, tire seu ego do caminho, que eu quero passar com as minhas companheiras feministas para inaugurar uma outra política. Você é como o capitalismo em estado de desespero, está prestes a ser deixado pra trás na poeira da estrada da história”, acrescentou ainda a professora. Confira seus tweets:

Projeto da maior mina de urânio do Brasil ganha aval para avançar

O processo de licenciamento do que hoje é o maior empreendimento de exploração de urânio do Brasil, o Projeto Santa Quitéria, no Ceará, voltou a andar. Nesta nova rodada de análises, as audiências públicas já foram liberadas pelo Ibama (Ibama Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Os debates devem ocorrer nos próximos três meses e prometem ser intensos.
O projeto está localizado entre os municípios de Santa Quitéria e Itatira, a 217 km de Fortaleza. Prevê um investimento de R$ 2,3 bilhões e a geração de 11 mil empregos para a exploração de uma abundante reserva de urânio associada ao fosfato, matéria-prima para indústrias de fertilizantes e rações.
Movimentos sociais, indígenas e pesquisadores vêm combatendo o projeto. O grupo produziu estudos e pareceres que apontam riscos de contaminação por radiação, tem realizado lives sobre o tema, promove passeatas e alguns integrantes já percorreram até gabinete de deputados em Brasília pedindo que se posicionem contra o plano.
Esses críticos batem de frente com o governo Jair Bolsonaro (PL), que colocou a mineração de urânio na lista de prioridades. Em 2019, foi lançado um ambicioso plano que prevê construção de seis usinas nucleares até 2050, num investimento de R$ 30 bilhões. O projeto de Angra 3 foi resgatado. Recentemente, Thiago Barral, presidente da EPE (Empresa de Planejamento Energético), defendeu o uso de pequenos reatores para ajudar a transição energética no país.
O ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, é um entusiasta da fonte nuclear e tem se empenhado para viabilizar a agenda. O governo conseguiu reativar, em 2020, a mina de Caetité, na Bahia, que estava parada há cinco anos. A jazida de Santa Quitéria é estratégica nesse plano.
No Brasil, o Estado detém o monopólio de exploração e processamento das substâncias radioativas, que também são consideradas de segurança nacional. Cabe à estatal INB (Indústrias Nucleares do Brasil) representar o poder público na operação desses materiais. Ela será responsável pelo processamento do urânio em Santa Quitéria.
Segundo Rogério Mendes Carvalho, diretor de Recursos Minerais da INB, esse projeto vai colocar o Brasil em outro patamar na produção de urânio. Pelas estimativas, vai produzir 2.300 toneladas de concentrado por ano, três vezes mais que a demanda nacional, já incluindo as necessidades adicionais para a operação de Angra 3. Hoje o Brasil precisa importar urânio.
O fosfato, por sua vez, é matéria-prima de fertilizantes e a ampliação de sua produção está no plano nacional para a área, lançado pelo governo em março.
Caberá à empresa privada Fosnor, subsidiária de transporte e manuseio de fertilizantes da Galvani, cuidar dos produtos fosfatados. A projeção é que o projeto vai atender 3,5% do consumo nacional de fertilizantes fosfatados e 23% da demanda das regiões Norte e Nordeste, incluindo a área de Matopiba, nova fronteira do agronegócio, além de oferecer fosfato bicálcico para nutrição animal.
Nada disso, porém, alivia a desconfiança de quem vive na região da jazida. “Dizem que esse projeto vai trazer emprego, desenvolvimento, mas também pode trazer morte e está tirando o nosso sono”, afirma Aroerê Tabajara, que adotou o nome de Elvis, e mora na aldeia Olho da Guinha, na área de influência do projeto.
Nessa região estão 35 aldeias de oito etnias. Além da Tabajara, há representantes de Potyguara, Gavião, Tubiba-Tapuia, Kanindé, Karão Jaguaribara, Anacé e Tapeba. Há ainda 16 quilombos e várias pequenas propriedades rurais. A sede do município fica a 62 km da mina.
Elvis garante que se depender da mobilização local, o projeto volta para gaveta. Essa é a terceira tentativa do governo conseguir a licença. Na primeira, em 2007, o pedido de autorização previa apenas a exploração do fosfato e foi protocolado no órgão ambiental estadual. O Ministério Público suspendeu o processo em 2010 ao entender que a presença do urânio jogava a discussão para a esfera federal.
Na segunda tentativa, em 2010, o governo entrou com o pedido no Ibama e na Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear). O processo passou por audiências públicas em 2014 e teve a licença negada em 2019 pelo órgão ambiental. A nova rodada começou em 2020, no meio da pandemia.
Contaminação de ar e água com radiação é a principal preocupação. O processo de mineração libera material particulado que é carregado pelo vento e tende a se acumular no ambiente. A mina do projeto Santa Quitéria é a céu aberto, facilitando a dispersão de material radioativo e minérios pesados.
“Nós estamos no semiárido, e a população rural usa coletores que acumulam a água da chuva para o consumo no período mais seco”, diz Erivan Silva, morador que aderiu ao movimento antinuclear. “O pó vai se acumular nas casas? Pode contaminar a água?”
O conflito em relação à água tem um agravante. O governo do Ceará se comprometeu a construir uma adutora de 64 km ligando o açude Edson Queiroz à área da mina, com capacidade para transportar 1.036 m³/hora, sendo 855 m³/hora para a mineração. O restante vai atender algumas comunidades. Numa região em que as pessoas dependem de carro-pipa para beber água e não conseguem plantar para comer, a contribuição do estado para a mineração repercute muito mal, explica Erivan.
A pesquisadora e médica Raquel Rigotto, especialista em saúde coletiva da UFC (Universidade Federal do Ceará), que acompanha o projeto, reclama da falta de transparência de dados vitais para a comunidade entender os riscos do projeto. Conta que o licenciamento é fragmentado entre o ambiental, que corre no Ibama, e o nuclear, que cabe à Cnen. Moradores da região e os pesquisadores não têm acesso aos dados nucleares na Cnen.
“A maior parte das informações é considerada estratégica e permanece em sigilo, o que nos autoriza a pensar no pior”, diz ela, reforçando que há uma longa lista de tipos diferentes de cânceres que podem ser causados pela exposição à radiação, além de alterações psicológicas, dependendo das concentrações e do tempo de exposição a materiais radioativos.
Uma dúvida dos pesquisadores é qual o nível de radiação no fosfato que será dirigido ao agronegócio. Não há dúvida de que o teor de radiação é superior ao de jazidas não associadas ao urânio, mas não se sabe quanto, nem quais seriam as peculiaridades para o seu uso no dia a dia no campo.
A Galvani afirma que foi desenvolvida uma tecnologia que separa o urânio do ácido fosfórico, assim, os produtos fosfatados serão livres de urânio e impurezas. No entanto, os pesquisadores querem entender o processo no detalhe.
O pesquisador de medicina do trabalho Paulo Pena, da UFBA (Universidade Federal da Bahia), afirma que as dúvidas no Ceará procedem. Paiva participou de um estudo sobre os impactos da mina de Caetité, que alimenta um longo histórico de controvérsias entre a INB e o Ministério Público Federal.
O estudo teve seis linhas de investigação, para averiguar o impacto da radiação sobre os trabalhadores e a comunidade, e incluiu entrevistas, visitas a campo, medições de radiação e análise de dados coletados entre 2012 e 2019. O grupo inclui representante do Criidad (Comissão de Pesquisa e Informação Independente sobre a Radiatividade), entidade que atua no monitoramento da radiação na França, o segundo maior gerador de energia nuclear do mundo, com mais de 50 usinas em operação.
“Em síntese, encontramos evidências de riscos radioativos para os trabalhadores, especialmente os terceirizados, e para toda a população na área de influência da mina”, diz Paiva.
Segundo ele, foram identificados níveis de metais pesados acima do normal em poços artesianos, e alguns foram lacrados. Houve registro da infiltração da área de mineração, com contaminação de lençóis subterrâneos. Não havia vigilância epidemiológica para acompanhar a incidência de câncer.
“A radiação é cumulativa e quando alguém trata um câncer, vai para uma cidade maior, assim, apesar de os registros de câncer na região serem mais altos que no resto do estado, seria preciso um trabalho apenas sobre isso”, diz Paiva.
Em seu relatório, a entidade francesa questionou a falta de dados sobre o monitoramento da radiação gama, da deposição de poeira radioativa, da contaminação dos solos, da contaminação da água da chuva e da cadeia alimentar, bem como o fato de nem os trabalhadores saberem a que níveis de radiação eram expostos.
“No Brasil, a energia nuclear foi desenvolvida pelos militares, o que alimenta até hoje a cultura do sigilo”, diz Raoni Adão Jonusan, doutor em Ciências e Técnicas Nucleares pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), um defensor do uso da energia nuclear em diferentes áreas de conhecimento.
“É preciso mudar isso, porque as pessoas têm direito a conhecer e a monitorar os riscos, e cobrar para que os melhores procedimentos sejam implantados. Sem isso, as pessoas vão continuar trabalhando contra o que não conhecem.”
A assessoria de imprensa da INB destacou à reportagem que já tem feito um trabalho de esclarecimento da população na área da mina de Caetité, divulgando e explicando dados de monitoramento ambiental. Diz também que esforço de comunicação inclui explicar que a radiação é naturalmente mais elevada na região pelo volume de minério concentrado na jazida. O mesmo trabalho será feito no Ceará.
Destacou também que o projeto “irá trabalhar com o urânio em seu estado natural, ou seja, na forma como é encontrado na natureza, que tem como característica a baixa emissão de radiação”. Sendo assim, “em níveis que não oferecem riscos à saúde das pessoas do entorno e daquelas que trabalharão na operação”.
Ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, um entusiasta da energia nuclear, trabalha pelo avanço de projetos ligados ao urânio 22.02.22 – Pedro Ladeira/Folhapress **** A INB disse ainda que o projeto conta com o Programa de Monitoração Radiológica Ambiental Pré-Operacional, que vai monitorar os radionuclídeos no ar, água superficial e subterrânea, solo, vegetação e peixes durante dois anos antes do início da operação para caracterização do local do empreendimento. Este programa já foi submetido à Cnen para aprovação.
Na avaliação do MME, todos os temores sobre o projeto de Santa Quitéria poderão ser sanados no debate público sobre energia nuclear que acompanha o licenciamento.
“O projeto do Complexo Industrial Santa Quitéria – Itataia se encontra em fase de obtenção de licenciamento ambiental, para o que deverão acontecer audiências públicas, a serem convocadas pelo órgão ambiental, as quais contribuirão para a devida instrução técnica do projeto, bem como para a integração com a comunidade local e regional”, disse em nota enviada à Folha.
“Previamente às audiências, ocorrerão diversas reuniões com grupos de interesse no conhecimento específico de temas e dúvidas sobre o projeto (procuradores federal e estadual na região; deputados estaduais e vereadores das cidades da área do projeto, órgãos de classe, e outros já identificados).”
Em nota enviada à Folha, o Ibama destacou que é importante esclarecer que o processo de licenciamento envolve um conjunto de etapas, que estão sendo seguidas pelo órgão.
A reportagem entrou em contato com a Cnen, a prefeitura de Santa Quitéria e com o governo do estado do Ceará, mas não obteve retorno.

Estatal que recebeu R$ 3 bi em emendas sob Bolsonaro não consegue provar valor de obras

Foto: Divulgação

Recebedora de ao menos R$ 3 bilhões dos cofres públicos por meio de emendas parlamentares durante o governo Jair Bolsonaro (PL), a estatal Codevasf chegou ao fim de 2021 sem comprovar no balanço o valor real das obras que executa.
O problema foi identificado em relatório da auditoria independente Russell Bedford. Obtido pela Folha de S.Paulo, o documento faz uma ressalva nas contas dizendo que a Codevasf encerrou o exercício “verificando a existência das operações” da carteira de obras para apresentar os números de maneira confiável.
“A companhia apurou todas as operações registradas na contabilidade, mas ainda está verificando a existência das operações registradas para realizar os devidos ajustes contábeis e, assim, apresentar o saldo contábil de forma fidedigna”, afirmam os auditores.
A Codevasf é a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba e foi entregue por Bolsonaro ao centrão em troca de apoio político no Congresso.
A Codevasf é vinculada ao MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional), pasta comandada até o mês passado por Rogério Marinho (PL). Pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Norte, ele defende as emendas e teve diversos embates com o ministro Paulo Guedes (Economia) por despesas públicas.
Questionada se não sabe o valor das próprias obras em andamento e o que tem gerado o problema, a estatal afirmou, em nota, que “a manifestação da auditoria independente apresentada como ressalva diz respeito a sistematização de informações” e que “desenvolveu novo método” para resolver o problema.
Mesmo com os atritos com Guedes, a estatal foi turbinada pelas emendas parlamentares durante o governo Bolsonaro. Em 2021, deputados e senadores destinaram o equivalente a 61% da dotação orçamentária total da empresa.
Neste sábado (9), reportagem da Folha mostrou o afrouxamento no controle sobre obras de pavimentação feitas pela estatal, como licitações realizadas com dados fictícios que valem para estados inteiros. Essa estratégia é usada com o objetivo de acomodar a crescente injeção de verbas de emendas.
A ressalva da Russel Bedford foi feita no item “Obras em andamento, Estudos e Projetos e Instalações”. A Codevasf afirmou no balanço ter um saldo de R$ 2,7 bilhões na rubrica, mas os auditores não conseguem confirmar o valor.
No relatório, a firma de auditoria diz que não é possível opinar “sobre os saldos dessas contas e os componentes das demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa”. A Codevasf registrou um prejuízo de R$ 358 milhões em 2021.
Todas as empresas públicas precisam elaborar balanço financeiro e é obrigatório que os números sejam analisados por uma auditoria independente. As exigências estão na Lei das Estatais, aprovada e sancionada em 2016, durante o governo Michel Temer.
A Russel Bedford orientou que a Codevasf elabore um relatório para conciliar os números e auxiliar nos controles patrimoniais.
Em nota, a estatal afirma que “o balanço anual foi aprovado pelos conselhos competentes com a orientação de que ações sejam empreendidas em atenção ao trabalho da auditoria”, afirma a empresa.
Questionada em um segundo momento o que exatamente ainda precisaria ser levantado e se o problema já havia sido resolvido, a Codevasf afirmou que as informações dizem respeito a “ações empreendidas pela companhia” e que o novo sistema será implementado “ao longo de 2022”.
Procurado, o MDR afirmou que a Codevasf “é uma empresa pública, constituída sob a forma de sociedade anônima de capital fechado que, apesar de vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, tem autonomia administrativa”.
As ressalvas nos balanços das empresas são feitas pelos auditores independentes quando constatado que os dados fornecidos pela administração têm risco de não obedecer aspectos legais ou não representar corretamente a realidade, o que pode prejudicar os acionistas -no caso, a União.
Problemas no balanço da Codevasf podem causar prejuízo direto aos cofres públicos, já que ela é uma empresa dependente de recursos do Tesouro Nacional.
Camila Boscov, professora de contabilidade financeira do Insper, afirma que a ressalva significa que a auditoria não teve acesso a dados que confirmem o valor registrado.
“A auditoria não conseguiu encontrar documentos que comprovem que o valor ali contabilizado faz sentido. Nesse caso, a firma de auditoria não consegue saber se o valor mensurado está correto ou não, pois não tem informações suficientes para fazer essa afirmação”, explica.
Os problemas no balanço se somam a um relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) publicado nos últimos dias, que afirma terem sido “identificadas falhas nos procedimentos de monitoramento da execução física das obras de pavimentação, que ocorre, predominantemente, nas superintendências regionais da Codevasf”.
Além disso, a CGU detectou a ocorrência de sobrepreço de R$ 3,3 milhões em dez máquinas compradas pela Codevasf com recursos das emendas de relator no ano passado.
O relatório diz ainda que não houve a realização de estudos ou análise sobre a necessidade de certas despesas feitas por meio de emendas parlamentares. Para a CGU, isso indica que as ações podem estar sendo escolhidas para atender interesses privados.
Mais da metade dos valores direcionados pelo Congresso à Codevasf em 2021 vieram por meio das chamadas emendas do relator -que, em tese, servem para o Parlamento ajustar os números propostos pelo governo.
Mas, na prática, as emendas de relator têm sido usadas pelo governo Bolsonaro como um instrumento para parlamentares aliados direcionarem recursos a destinos de interesse (em geral, obras no interior do país). Em 2021, foram mais de R$ 16 bilhões reservados pelo instrumento.
Em dezembro, a Folha visitou uma das cidades que executa obras com as emendas de relator, em Rio Largo (AL).
O prefeito Gilberto Gonçalves (PP), aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a divulgar um vídeo em meio às obras. Mas, dois dias após a gravação, a reportagem constatou que não havia máquinas nem equipamentos no local.

“Que Bolsonaro tentará um golpe é certo como dois e dois são quatro”, diz Fernando Horta

Historiador também afirma que o Brasil não ficará livre do fascismo sem algum grau de violência

247 – O historiador Fernando Horta avaliou, em seu programa semanal com Gustavo Conde, que Jair Bolsonaro tentará um golpe de estado para não deixar o poder no Brasil. “É certo como dois e dois são quatro”, afirmou. Na sua avaliação, o fascismo funciona desta maneira, corrompendo a ordem institucional, e ele se encontra amparado pelas Forças Armadas, que não irão querer “largar o osso”.

Horta também disse que o Brasil não se libertará do fascismo sem algum grau de violência. “Foi assim na Alemanha, na Itália e será assim também no Brasil”, diz ele. Horta afirma que os poderes institucionais empurraram o Brasil para esta situação trágica porque as instituições deixaram de funcionar no Brasil há pelo menos seis anos, a partir do golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff. “A vida de uma pessoa passou a valer menos que a ameaça de um fascista”, afirma.

 

247

 

Veja quem consegue a aposentadoria por idade do INSS com 61 anos e meio em 2022

As mulheres que já completaram ou vão completar 61 anos e seis meses de idade até o final de 2022 conseguem a aposentadoria por idade do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) se tiverem ao menos 15 anos de contribuições previdenciárias.
Esse é o último ano em que as seguradas terão acesso ao benefício abaixo da idade mínima que vai valer a partir de 2023. No ano que vem, conforme as regras da reforma da Previdência, as trabalhadoras só terão a aposentadoria por idade a partir de 62 anos.
As normas das aposentadorias mudaram em novembro de 2019, com a publicação da emenda constitucional 103. Antes da reforma, as mulheres se aposentavam com 60 anos de idade e 15 anos de contribuições ao INSS.
Com a alteração, foi implantada a idade mínima de 62 anos para as novas seguradas, mas quem já estava no mercado de trabalho tem direito à regra de transição. A idade mínima aumentou seis meses a cada ano.
A regra de transição para a aposentadoria por idade das mulheres chega ao final neste ano. Para os homens, a reforma não alterou a idade mínima e eles seguem se aposentando aos 65 anos, caso tenham 15 anos de contribuição à Previdência.
Outra alteração trazida pela emenda constitucional 103 foi no cálculo do benefício, que está entre os que mais mudou. Houve duas mudanças significativas: na média salarial e no valor final da aposentadoria.
Antes da reforma, a média salarial era calculada levando-se em conta os 80% dos maiores salários do segurado de julho de 1994 até a data da aposentadoria. Sobre essa média, aplicava-se um percentual conforme o tipo de benefício.
Na aposentadoria por idade, o percentual aplicado era de 70% mais 1% a cada ano de contribuição. Como todos tinham que ter 15 anos de pagamentos ao INSS, a aposentadoria era calculada com o mínimo de 85% sobre a média do segurado. Com 30 anos de INSS, mulheres e homens se aposentavam com o benefício integral, ou seja, recebiam 100% de sua média salarial.
Como ficou o novo cálculo da aposentadoria por idade após a reforma Agora, após a reforma, o cálculo ficou diferente. Houve alteração na forma como se faz a conta da média salarial e também no percentual que se paga de aposentadoria aos segurados. Para calcular a média salarial hoje, levam-se em conta todos os salários do trabalhador, ou seja, os 20% menores também entram na conta, diminuindo a média sobre a qual será calculada a aposentadoria.
Sobre essa média salarial, aplica-se o percentual mínimo de 60% mais 2 % a cada ano que ultrapassar 15 anos, para as mulheres. No caso dos homens, o percentual extra é aplicado após 20 anos de pagamentos ao INSS.
Com isso, as mulheres, que antes se aposentavam aos 60 anos de idade com, no mínimo, 85% sobre a sua média salarial, hoje, se tiverem só 15 anos de INSS vão se aposentar com 60% de sua média salarial. Uma segurada com média salarial de R$ 2.000, por exemplo, receberia R$ 1.700 de aposentadoria antes da reforma. Hoje, com a mesma média salarial, receberá o salário mínimo de R$ 1.212.
VEJA O PERCENTUAL APLICADO NA APOSENTADORIA DA MULHER
Tempo de contribuição ao INSS – Percentual aplicado na aposentadoria
15 anos 60%
16 anos 62%
17 anos 64%
18 anos 66%
19 anos 68%
20 anos 70%
21 anos 72%
22 anos 74%
23 anos 76%
24 anos 78%
25 anos 80%
26 anos 82%
27 anos 84%
28 anos 86%
29 anos 88%
30 anos 90%
31 anos 92%
32 anos 94%
33 anos 96%
34 anos 98%
35 anos 100%
COMO SIMULAR O VALOR DO BENEFÍCIO E FAZER O PEDIDO
As seguradas que vão se aposentar podem fazer a simulação do valor do benefício pelo aplicativo ou site Meu INSS. É preciso ter senha de acesso, que pode ser gerada na hora. Além disso, para acessar, é necessário informar o CPF. No site do Meu INSS, na página inicial, vá em “Simular aposentadoria”, do lado direito da tela.
Aparecerão as regras em que a segurada se encaixa e o valor do benefício. Se houver alguma diferença no que esperava receber, a trabalhadora deve reunir todos os documentos que tem consigo para fazer o pedido. Caso o INSS tenha registrado valores errados, a documentação fará com a falha seja corrigida.
Quem fez a simulação pode ir no botão ao fim da página e clicar em “Pedir aposentadoria”. No caso de quem está entrando no aplicativo ou site, na página inicial, vá em “Novo pedido” e escolha “Aposentadorias e CTC e Pecúlio”. Depois, clique em “Aposentadoria por idade urbana”. Informe os dados e siga o passo a passo. Ao final, fotografe ou imprima o protocolo e encerre a solicitação.
O pedido pode ser acompanhado pelo aplicativo ou site Meu INSS. A documentação necessária pode ser enviada também pela internet. Quem preferir pode fazer a solicitação pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
VEJA QUEM TEM DIREITO ADQUIRIDO AO BENEFÍCIO
Quem conseguir comprovar que completou as condições de se aposentar por idade com as regras anteriores à reforma da Previdência ainda pode fazer o pedido e ter o cálculo mais vantajoso.
Outro diferencial da aposentadoria por idade pré-reforma é que a média salarial será calculada com a retirada das 20% menores contribuições desde julho de 1994. Este descarte deixou de valer para quem se aposenta com as regras posteriores à reforma.
Para quem tem o chamado direito adquirido, os atrasados começam a contar desde a data em que é registrado o pedido da aposentadoria no INSS.
DONAS DE CASA E MEIS TAMBÉM TÊM APOSENTADORIA POR IDADE
A aposentadoria por idade também é o benefício a ser concedido para quem contribui ao INSS como MEI (Microempreendedor Individual), como autônomo, com a alíquota de contribuição de 11%, e para donas de casa de baixa renda, que contribuem com 5% do salário mínimo.
Nesses três casos, será concedida a aposentadoria no valor do salário mínimo (R$ 1.212 em 2022). O segurado que consegue a aposentadoria por idade está na lista dos que têm direito ao 13º do INSS.

“Daqui para frente eu te chamo de companheiro Alckmin e você me chama de companheiro Lula”, diz ex-presidente ao novo aliado

Carlos Siqueira, Geraldo Alckmin, Lula e Gleisi Hoffmann (Foto: Ricardo Stuckert)

“Essa chapa não é só para ganhar as eleições. Talvez ganhar as eleições seja mais fácil do que a tarefa que nós teremos para recuperar esse país”, afirmou Lula ao lado de Alckmin

247 – O ex-presidente Lula, em evento nesta sexta-feira (8) que marca a indicação do nome do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) para ser candidato a vice-presidente, afirmou que a chapa com o ex-tucano visa não somente vencer a eleição presidencial, mas também garantir a governabilidade após o pleito.

Lula afirmou que governar o país após a eleição deverá ser mais difícil do que se eleger. “Aos companheiros do PT, queria dizer que esse acordo é uma demonstração do seu esforço [Gleisi Hoffmann, presidente do PT] para construir o melhor da política brasileira para que a gente possa ganhar essas eleições em 2022. Vamos estabelecer um critério de relação entre mim e o Alckmin. Daqui para frente você [Alckmin] não pode ser tratado como ex-governador e eu não posso ser tratado como ex-presidente, você me chama de companheiro Lula e eu te chamo de companheiro Alckmin. Isso signifca a gente tentar esclarecer a opinião pública de uma coisa que muita gente não percebia e agora está percebendo. Feliz era este Brasil quando a polarização se dava entre PSDB e PT, entre Lula e Serra, Alckmin, entre Suplicy e Fernando Henrique Cardoso, entre Dilma e Serra. Era uma política civilizada. Essa chapa [Lula-Alckmin], se for formalizada, não é só para ganhar as eleições. Talvez ganhar as eleições seja mais fácil do que a tarefa que nós teremos para recuperar esse país. Vamos conversar com toda a sociedade brasileira, com grandes, médios e pequenos empresários e vamos conversar muito com o povo trabalhador. Vamos tratar com o mesmo respeito o catador de papel e o empresário. Vamos tratar com o mesmo respeito o trabalhador sem-terra e um grande fazendeiro. Queremos governar esse Brasil para todos, e nosso coração estará voltado para as pessoas que mais necessitam”.

Se dirigindo à militância do PSB, Lula lembrou: “nossa relação é histórica, e nós conseguimos demonstrar às forças políticas do Brasil que é plenamente possível duas forças que têm projetos diferentes, que têm princípios iguais, podem se juntar no momento em que o interesse é do povo brasileiro. Fica minha gratidão ao PSB”.

Ele também destacou que o PSB, quando a chapa estiver formalizada, participará do plano de governo. “É importante o PSB saber que na hora que for selado o Alckmin como vice, vocês vão participar da montagem do governo, e antes disso vamos ter que combinar como ganhar as eleições”.

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Ciro Nogueira, ministro de Bolsonaro, cometeu crime de corrupção, diz PF

Foto: Reprodução / Flickr Palácio do Planalto

A Polícia Federal afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido propina da JBS.

De acordo com a PF, a empresa frigorífica teria feito os pagamentos para que o PP apoiasse a reeleição da então presidente Dilma Rousseff em 2014.
Agora, cabe à PGR (Procuradoria-Geral da República) decidir se apresenta denúncia contra o ministro, se pede o arquivamento do caso ou se solicita a realização de mais medidas para aprofundar as investigações.
Ciro Nogueira é o ministro da principal pasta do governo de Jair Bolsonaro (PL) e foi um dos principais articuladores da entrada dos partidos do centrão na gestão federal. Ex-aliado do PT, ele tornou-se um defensor do chefe do Executivo e já garantiu o apoio do PP a ele nas eleições deste ano.
Segundo a PF, parte do repasse da JBS a Nogueira foi feito por meio de doação eleitoral oficial e outra parte foi repassada em dinheiro vivo por intermédio do supermercado do irmão do ministro.
No relatório, a corporação diz que os fatos apontam que Nogueira e os executivos da JBS não mantinham “relação republicanas entre um dirigente de um partido político – que deseja apoio financeiro para sua legenda – e um importante empresário”.

Fonte: Bahia Notícias

Aliado de ACM Neto, Doria se nega a fazer críticas a Rui Costa: ‘Não quero ser desleal’

Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Mesmo sendo aliado de ACM Neto (UB), pré-candidato que visa derrubar a hegemonia do PT na Bahia em outubro, o ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se recusou, em entrevista ao Bahia Notícias nesta sexta-feira (8), a fazer críticas ao governo de Rui Costa (PT) no estado.

“Eu não me sinto confortável fazendo isso. Sou antagonista do PT, todos sabem disso, mas eu fui colega desses governadores durante três anos e três meses e, agora, no processo eleitoral, eu não quero ser desrespeitoso e desleal fazendo críticas que eu não fiz durante três anos e três meses”, declarou Doria.

“Seria uma forma injusta e incorreta, ainda que eu possa perceber equívocos, erros e omissões. Mas, nesse caso, não cabe a mim fazer as críticas”, continuou o ex-governador de São Paulo.

Em um encontro ocorrido na noite desta quinta (7), ACM Neto fez uma homenagem a Doria (veja aqui) e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), definiu o ex-governador paulista como um “amigo” da capital (veja aqui).

 

Bahia Notícias

Em noite iluminada de Jacaré, Bahia começa a Série B com triunfo sobre o Cruzeiro

Foto: Enaldo Pinto / Ag. Haack / Bahia Notícias

A festa foi do Bahia na Arena Fonte Nova na noite desta sexta-feira (8). Em jogo válido pela primeira rodada da Série B, o Tricolor venceu o Cruzeiro por 2 a 0 em uma noite marcada pelo brilho de Vitor Jacaré, que saiu do banco de reservas para marcar duas vezes.

Com os três primeiros pontos na conta, a equipe comandada por Guto Ferreira volta a jogar na próxima sexta-feira (15), às 21h30, contra o Náutico no estádio dos Aflitos, em Recife.
O JOGO

O Bahia começou tentando o gol com Rodallega. Nos primeiros minutos, o colombiano finalizou duas vezes, uma de fora da área e outra em cobrança de falta.

O Cruzeiro quase abriu o marcador aos 14 minutos. Após erro na saída de bola, Waguininho ficou livre de frente para Danilo Fernandes, mas o goleiro levou a melhor na hora da finalização.

Aos 19 minutos, Raí Nascimento recebeu na grande área finalizou, mas viu o chute travado por Oliveira. Com 30, Marco Antônio invadiu a área, cortou, bateu e a bola foi pra fora.

Antes do fim da primeira etapa, uma grande chance para o Cruzeiro. Após cruzamento na área e a defesa não conseguir rebater, a bola sobrou limpa com Pedro Castro, que bateu colocada e a bola raspou o travessão.

 

Segundo tempo

 

Assim como em boa parte do primeiro tempo, a segunda etapa começou em alta velocidade e o Bahia quase abriu o placar. Aos quatro minutos, Rodallega passou para Raí, que ajeitou de primeira para Daniel, que finalizou por cima.

Jacaré balança a rede

O Bahia usou o banco de reservas e se deu bem. Aos onze minutos, Matheus Davó recebeu na direita e tocou na medida para Vitor Jacaré empurrar de carrinho para a rede. Os dois tinham acabado de entrar em campo.

Jacaré faz golaço e amplia

Era o dia do cara. Aos 28 minutos, Jacaré recebeu no lado esquerdo, ajeitou a bola para a perna direita e mandou uma linda bola colocada para surpreender o goleiro Rafael Cabral e fazer a festa da galera.

Aos 31 minutos, o Tricolor quase fez o terceiro com Davó, que ficou de cara com o goleiro cruzeirense, tocou rasteiro e a bola passou ao lado da meta.

Com 46 minutos, o zagueiro Wagner foi expulso após derrubar o atacante Matheus Davó em uma situação clara de gol.

 

FICHA TÉCNICA
Bahia x Cruzeiro
Campeonato Brasileiro – 1ª rodada

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador
Data: 08/04/2022 (sexta-feira)
Horário: 21h30
Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)
Assistentes: Éder Alexandre e Henrique Neu Ribeiro (ambos de SC)
VAR: Heber Roberto Lopes (SC)

Cartões amarelos: Patrick (Bahia) / Rafael Santos, Eduardo Brock (Cruzeiro)

Cartões vermelhos: Wagner (Cruzeiro)

Gols: Vitor Jacaré (duas vezes) (Bahia)

 

Bahia: Danilo Fernandes; Douglas Borel (Jonathan), Ignácio, Luiz Otávio e Luiz Henrique; Patrick (Emerson Santos), Rezende e Daniel; Raí (Vitor Jacaré), Marco Antônio (Ronaldo) e Rodallega (Davó). Técnico: Guto Ferrreira.

Cruzeiro: Rafael Cabral; Rômulo, Lucas Oliveira (Wagner Leonardo), Eduardo Brock e Rafael Santos; Willian Oliveira, Fernando Canesin e Pedro Castro (Adriano); Vitor Leque (Vitor Roque), Waguininho (Daniel Júnior) e Edu. Técnico: Paulo Pezzolano.

 

Fonte: Bahia Notícias

Tereza Cruvinel compara aliança Lula-Alckmin com chapa Tancredo-Sarney: ex-adversários que se uniram para recuperar a democracia

Jornalista Tereza Cruvinel e o evento de membros do PT e do PSB (Foto: Reprodução (247) / Ricardo Stuckert)

“Foi com a chapa Tancredo-Sarney que derrotamos a ditadura no colégio eleitoral”, lembrou a jornalista

247 – A jornalista Tereza Cruvinel comparou, nesta sexta-feira (8), a possível aliança entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) com a feita por Tancredo Neves e José Sarney, na década de 80. A colunista destacou que, nos dois casos, foram ex-adversários que se uniram para a retomada da democracia no Brasil.

“A chapa Lula-Alckmin tem algo a ver com a aliança PMDB-Frente Liberal (dissidentes do PDS). O Congresso já ia rejeitar a emenda das diretas apesar das massas nas ruas. Foi com a chapa Tancredo-Sarney que derrotamos a ditadura no colégio eleitoral, em 15.1.85”, escreveu a jornalista no Twitter.

Outras personalidades da política também se manifestaram, como a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT).

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