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Economistas lançam manifesto em apoio à chapa Lula-Alckmin

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Um grupo de economistas brasileiros vai divulgar, nesta terça-feira (13), um manifesto em apoio à candidatura do ex-presidente Lula (PT) à Presidência. Intitulado “Movimento dos Economistas pela Democracia e Contra a Barbárie”, o documento recolheu cerca de 1.150 assinaturas.

Entre os signatários estão Leda Paulani, professora de Economia na USP, Clélio Campolina, ex-ministro da Ciência, Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Unicamp, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) e Rogério Studart, ex-diretor-executivo do Banco Mundial.
Eles dizem que “o governo de Jair Bolsonaro [PL] implantou um projeto autodestrutivo” e que “o desmonte da economia nacional é notório”. O grupo defende ainda uma revisão das reformas trabalhista e da previdência e fortalecimento com o Mercosul.
“Temos clareza de que o retorno do Brasil a uma trajeto?ria de progresso civilizato?rio passa, necessariamente, pela eleic?a?o da chapa Lula-Alckmin no primeiro turno das eleic?o?es gerais”, finaliza o documento.
Também assinam o texto Adroaldo Quintela, da Associação Brasileira de Economistas pela Democracia, Ricardo Bielschowsky, professor da UFRJ, João Hallak Neto, conselheiro do Corecon-RJ e Ladislau Dowbor, professor da PUC-SP.

Fonte: Bahia Notícias

Entidades lançam manifesto por soberania alimentar e superação da fome

(Foto: Agência Brasil | Edilson Rodrigues/Agência Senado | Cecília Bastos/USP Imagens)

Sugestões para candidatos e eleitores focam em produção, abastecimento e consumo de “comida de verdade”

Brasil de Fato – Mais de metade das pessoas no Brasil vive em situação de segurança alimentar. E mais de 30 milhões de brasileiras e brasileiros passam fome – cifra maior do que toda a população da Venezuela. Para essas pessoas, as eleições de outubro serão um momento fundamental. E é pensando nelas que a Conferência Popular por Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (CPSSAN) elaborou o Manifesto pela Soberania Alimentar e Superação da Fome. O documento é lançado nesta segunda-feira (13), em evento virtual no canal da Conferência no YouTube.

O documento tem propostas voltadas para garantir a produção, o abastecimento e consumo de comida de verdade, livre de agrotóxicos e transgênicos. O texto também propõe incentivo à agricultura familiar, e à comida produzida pelos povos indígenas, comunidades tradicionais e comunidades negras. As propostas serão apresentadas tanto para candidatos como para os eleitores.

“Outro eixo é sobre o acesso à água, à biodiversidade e os bens comuns. Promover a reforma agrária popular, garantindo de maneira integral a função social da propriedade, a reforma urbana e os direitos territoriais que envolvem os povos originários”, destacou Edgard Moura, conhecido como Amaral, representante da CPSSAN, ao Brasil de Fato.

O documento traz uma série de eixos que guiam as propostas apresentadas aos candidatos. Um deles fala sobre proteção social, melhoria de renda e do acesso aos alimentos, por exemplo, e propõe a revogação da emenda constitucional do “teto de gastos”, que compromete investimentos para combate à fome. Além disso, pede a recriação do programa Bolsa Família, com inclusão imediata de todas as pessoas em situação de pobreza ou extrema pobreza.

Em outro eixo, o documento apresenta sugestões para garantir o acesso à terra, á água e biodiversidade, com defesa dos bens comuns. Entre as medidas estão a promoção da reforma agrária popular, a criação de mecanismos de proteção de terras indígenas contra atividades de mineração (bem como a responsabilização dos violadores de direitos) e a retomada das políticas de reconhecimento e titulação de territórios quilombolas, com incentivo efetivo ao desenvolvimento econômico da população negra.

Amaral participará da mesa de debates desta segunda, que marcará o lançamento do Manifesto. Além dele, participam Mariana Santarelli (integrante do núcleo executivo do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, FBSSAN); José Antonio Moroni (do colegiado de gestão do Instituto de Estudos Socioeconômicos, Inesc); a jurista Miriam Balestro, da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável. A abertura fica por conta de Elisabetta Recine, que presidiu o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).

Sobre a CPSSAN

A Conferência Popular por Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional surgiu como resposta de integrantes da sociedade civil ao desmantelamento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar (Sisan) e à extinção do Consea pelo governo de Jair Bolsonaro (PL). A entidade pretende dar visibilidade às crescentes violações de direitos, violências e ameaça à vida das pessoas do campo, das águas, das florestas e das cidades.

Como o próprio nome indica, o objetivo inicial era a realização de uma conferência presencial. Porém, com o início da pandemia, o evento foi adiado (ainda sem data definida), o que não impediu o avanço das discussões. As estratégias, inclusive, passaram a ter foco no combate a situações agravadas pela própria pandemia.

A retomada do Sisan e a recriação do Consea Nacional estão entre as propostas. As entidades que integram a Conferência querem garantir que instituições oficiais, como o IBGE, tenham condições de reunir informações regulares e frequentes sobre a condição alimentar e nutricional da população.

“O povo brasileiro está organizado, como sempre esteve. Nossa luta vem de longe. Perdemos o espaço de escuta por parte do governo no governo Bolsonaro. Então esse manifesto vem para repactuar. Repactuar a organização e a luta do povo brasileiro com os governos que vão entrar no próximo pleito”, completa Amaral.

247

Bivar e Haddad conversam e União Brasil pode declarar apoio à candidatura do petista

O apoio pode ser oficializado na próxima quarta-feira (15), de acordo com informações da jornalista Daniela Lima

247 – O pré-candidato do União Brasil à presidência da República, deputado federal Luciano Bivar (PE), estuda a possibilidade de apoiar Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo do estado de São Paulo. De acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (13) pela jornalista Daniela Lima, o petista telefonou para Bivar no fim de semana e o apoio pode ser oficializado na próxima quarta-feira (15).

O deputado federal Júnior Bozzella, vice-presidente do diretório do União Brasil no estado de São Paulo, confirmou nesse domingo (12) que o partido não apoiará a pré-candidatura de Rodrigo Garcia (PSDB).

Em entrevista à CNN Brasil, o parlamentar afirmou que a decisão se deu por “falta de alinhamento nacional com o PSDB” em algumas pautas, como o liberalismo econômico e a defesa do imposto único. “Nada em particular com o Garcia, mas com o rearranjo nacional”, disse Bozzella.

247

Estado precisa ter responsabilidade e coragem para cuidar do país, diz Lula

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: REUTERS/Carla Carniel)

“Teremos que trabalhar muito para reconstruir tudo aquilo que foi destruído”, acrescentou o ex-presidente

247 – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alertou nesta segunda-feira (13) para o “momento difícil” do Brasil e destacou a necessidade de respeito à democracia.

“O Estado precisa ter responsabilidade e coragem para cuidar do país. Respeitar a democracia e as instituições. O Brasil vive um momento difícil, teremos que trabalhar muito para reconstruir tudo aquilo que foi destruído, para trazer um pouco de paz para o povo. Boa noite”, escreveu o ex-presidente no Twitter.

O petista fez a postagem em um contexto no qual Jair Bolsonaro (PL) critica o Supremo Tribunal Federal, o Tribunal Superior Eleitoral e defende a atuação das Forças Armadas na checagem do resultado das eleições, o que é visto pela oposição ao governo e por setores progressista da sociedade como uma tentativa de golpe caso ele perca o pleito de outubro.

Intenções de voto

O Instituto FSB, contratado pelo banco BTG Pactual, apontou nesta segunda (13), em pesquisa telefônica, que o ex-presidente Lula está perto de vencer no primeiro turno. O petista conseguiu 44% do eleitorado.

247

“Candidato que divulgar fake news terá o registro cassado pelo TSE”, diz Alexandre de Moraes

“A Justiça Eleitoral está preparada para combater as milícias digitais”, disse o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral

247 – O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, afirmou que o candidato que divulgar fake news com teor capaz de influenciar o voto do eleitor terá o registro cassado pela Corte.

“Notícias fraudulentas divulgadas por redes sociais que influenciem o eleitor acarretarão a cassação do registro daquele que a veiculou”, disse o magistrado. “A Justiça Eleitoral está preparada para combater as milícias digitais”, completou.

O ministro fez, nesta terça-feira (31), o discurso de encerramento do evento ‘Sessão Informativa para Embaixadas: o sistema eleitoral brasileiro e as Eleições de 2022’, voltado para diplomatas estrangeiros interessados em acompanhar as eleições deste ano no Brasil.

 

Ciro luta contra a história

“O dia 1◦ de outubro de 2022 será o dia em que Ciro poderá chutar a porta da história”, escreve Ricardo Cappelli

Ciro Gomes é um dos quadros mais extraordinários do Brasil. Sua indignação com a situação nacional é a mesma de milhões de patriotas. O ex-governador exala uma rebeldia que contagiou parcelas expressivas da juventude.

Comecei minha vida política como brizolista, com muito orgulho. Em 1989, com apenas 17 anos, saí de casa com o peito estufado e um lenço vermelho no pescoço para votar no saudoso Leonel. Se pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo.

Minha simpatia pelo nacionalismo trabalhista me rendeu muitos rótulos. Vivemos a era do instantâneo líquido de Bauman. Duas palavras e dois segundos já são suficientes para te marcar para sempre. Antipetista e Cirista foram alguns dos rótulos que colecionei.

Tenho na minha estante com orgulho o livro “Projeto Nacional: O Dever da Esperança”.  Leitura obrigatória para todos aqueles que amam o nosso chão. Pode-se concordar ou discordar de Ciro, mas é impossível ignorá-lo.

O adversário de Ciro em 2022 não é alguém com posições mais à esquerda ou um programa econômico mais revolucionário e transformador. Talvez o pedetista não tenha se dado conta, mas ele luta contra a própria história.

Não existe justiça na história, ela não é decidida através de um concurso.  A história é uma mistura da famosa luta de classes com um conjunto de acasos e coincidências que vão tratando de encaixar personagens no tempo.

E não há qualquer dúvida de que ainda vivemos o tempo histórico de Lula. O ex-presidente ainda mora no coração dos brasileiros. É a nossa maior liderança popular viva, talvez a maior de todos os tempos.

Viveremos em 2022 uma batalha sem precedentes. Nunca antes um presidente no cargo enfrentou um ex-presidente. Nunca o país foi governado por forças assumidamente de extrema-direita. Nunca estivemos tão perto de consolidar uma República das Milícias.

Como escreveu o insuspeito Elio Gaspari, escritor consagrado da autopsia do Regime Militar, nunca estivemos tão perto de um novo AI-5.

Partido político existe pra disputar poder, claro. E o PDT não teria sentido se não fosse para disputar a liderança da esquerda brasileira. Partido político que se contenta em ser coadjuvante planeja a irrelevância.

Ciro tem todo o direito de seguir com a sua candidatura e defender as suas ideias durante a campanha eleitoral. Ninguém tem o direito de exigir dele a renúncia às suas convicções.

E é justamente por essas convicções e por seu compromisso com o povo brasileiro que o dia 1◦ de outubro de 2022 será o dia em que Ciro poderá “chutar a porta da história”.

Teríamos um final épico se a batalha de todos os tempos entre dois gigantes fosse decidida na véspera do primeiro turno por um inesperado ato de rebeldia patriótica.

Há muitas formas de entrar para a história. Existe uma vaga reservada para Ciro nela.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

Fonte: 247

Órfãos da terceira via já discutem outras opções entre Lula e Bolsonaro

O esfarelamento da chamada terceira via, com a dificuldade da construção de uma candidatura unitária e os resultados decepcionantes nas pesquisas, abriu espaço para discussões sobre uma escolha entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que hoje lidera a corrida, e o presidente Jair Bolsonaro (PL).
O assunto se tornou frequente entre articuladores de campanhas e representantes da sociedade e do empresariado que são entusiastas de uma alternativa competitiva aos dois favoritos, que têm juntos cerca de 70% das intenções de voto.
Por ora, no entanto, parte do debate está restrita aos bastidores, enquanto sobrevivem os últimos esforços para colocar de pé uma chapa do autodenominado centro democrático. Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB) tentam ser os escolhidos para a missão.
Enquanto os próprios pré-candidatos respondem com evasivas sobre sua opção em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, dando apenas indicações, opiniões de outros líderes políticos que passaram meses defendendo um caminho do meio começam a vir à luz.
O ex-presidente Michel Temer (MDB) já resolveu nesse cenário apoiar Bolsonaro, como antecipou em abril o Painel, da Folha. O vice de Dilma Rousseff (PT), que assumiu o Planalto após o impeachment, tem evitado se aprofundar no assunto porque, por enquanto, ainda aposta na colega de partido Tebet.
Tratada sob reserva, a possibilidade de outros setores e agentes envolvidos nas conversas abandonarem o barco antipolarização e declararem apoio à reeleição do atual mandatário está colocada, apesar do discurso de que o grupo repele igualmente os dois protagonistas do certame.
Lula também começa a atrair gente desse campo. O ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) confirmou nesta sexta-feira (13) ao jornal O Estado de S. Paulo que apoiará o petista já no primeiro turno, no intuito de “salvar o Brasil da tragédia de Bolsonaro”.
As migrações em ambos os lados geralmente vêm acompanhadas de ressalvas, com a observação de que há discordâncias pontuais com o presidenciável, mas que o seu oponente é ainda pior.
A saga da terceira via teria na próxima quarta-feira (18) um capítulo derradeiro, com o anúncio de uma candidatura unificada, mas nada está assegurado. Um encaminhamento depende da análise de uma pesquisa encomendada para ver quem é mais forte entre Doria e Tebet.
O saldo até aqui foi marcado por tropeços. A expectativa em torno de Sergio Moro (primeiro no Podemos, depois na União Brasil) derreteu, Eduardo Leite (que negou convite do PSD e ficou no PSDB) fez um recuo estratégico, Luciano Bivar (União Brasil) rompeu com o grupo e se lançou pré-candidato.
Refratário à sua inclusão como parte da terceira via, Ciro ampliou o diálogo com os setores de centro-direita empenhados na fabricação da alternativa, mas seu nome sofre resistência principalmente por causa das divergências na seara econômica e pela fama de intransigente.
Presidenciável do Novo, Felipe d’Avila também se distanciou das tratativas sobre aglutinação e prega voto nulo caso se configure um embate direto entre Lula e Bolsonaro. “Nenhum dos dois tem credibilidade para honrar as propostas e o projeto do partido Novo”, diz o também cientista político.
A anulação do voto é também a proposta defendida pelo empresário João Amoêdo, que foi candidato do Novo à Presidência em 2018 e desistiu da campanha neste ano após conflitos com uma ala bolsonarista da sigla. “Não consigo apoiar nenhum dos dois”, diz.
Para Amoêdo, Bolsonaro é intragável “por todos os erros que cometeu do ponto de vista econômico, ambiental, internacional”, e Lula “tem um histórico muito ruim de corrupção do PT e em nenhum momento sinaliza reconhecer erros cometidos, passando a mensagem de que poderá repeti-los”.
Com a constatação de que dificilmente Lula e Bolsonaro deixarão o topo da corrida, um raciocínio de certa forma paliativo passou a circular entre diferentes atores desse segmento nas últimas semanas. A ideia é defender que haja uma ou mais candidaturas ao menos para elevar o nível do debate.”Tem muita gente que fala assim: ‘Mas [o candidato] pode não chegar no segundo turno’. Pode”, reconheceu Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo que hoje transita entre os universos político e financeiro, em entrevista ao Canal Livre, da Band, no início deste mês.
A visão de Hartung, repetida por colegas dele na empreitada, é a de que a centro-direita não pode perder a oportunidade de levar seus projetos para a arena eleitoral e deve usar seu resultado nas urnas, qualquer que seja ele, para negociar apoio no segundo turno com base em agendas e propostas.
As projeções mais otimistas falam em alcançar um patamar de 10%, mas, diante do quadro hostil, uma fatia de 5% já seria comemorada.”Ele [candidato] vai ser influente no segundo turno, vai ajudar a decidir o rumo do país e o programa que o Brasil vai seguir de agora para a frente”, completou. A hipótese não é dita às claras por ninguém, mas a tendência, nesse caso, seria baixar as armas e buscar algum acordo com o PT.
O ex-governador, que foi do MDB, do PSB e do PSDB, já colaborou com o apresentador Luciano Huck (que trocou a política pela manutenção da carreira na TV Globo) e com Leite. A aposta da vez nos círculos que insistem na terceira via é mais Tebet do que Doria, pela alta rejeição do tucano entre eleitores.
“Eu não discuto segundo turno agora, antes do resultado do primeiro, nem sob tortura”, diz Hartung à Folha, sobre escolher entre Lula e Bolsonaro. “É hora de produzir uma alternativa à polarização”, segue ele, que em 2018 apoiou Fernando Haddad (PT) no segundo turno “pela questão democrática”.
O Derrubando Muros, grupo independente que reúne cerca de cem empresários, acadêmicos e profissionais de várias áreas, viu florescer entre os membros o apelo para que as forças não se dispersem. O movimento abriga simpatizantes de um nome alternativo e de Lula, mas abomina Bolsonaro.
A ideia de que é preciso baixar as expectativas sobre resultado eleitoral de uma candidatura alternativa aos polos e ajudar a qualificar o debate ganhou adesões na organização, segundo seu coordenador, o sociólogo e empresário José Cesar Martins.”Independentemente de crescer ou não, uma liderança do centro precisa estar lá para defender um programa liberal na economia e democrático nos costumes e na política”, diz ele.

Miguel do Rosário aponta “espetacular implosão de Ciro Gomes”

Por Miguel do Rosário, editor do Cafezinho – Poucas vezes se testemunhou, no Brasil, uma implosão política tão espetacular como a protagonizada por Ciro Gomes.

Já assistimos outras implosões políticas, como a de Aécio Neves, mas foram fenômenos muito mais graduais e melancólicos.

O caso de Ciro é especial.

É realmente um espetáculo, como a explosão de uma supernova. A metáfora é apropriada, porque ele parece ter sucumbido ao peso gravitacional de suas próprias ambições e vaidades.

Uma estrela anã ou um buraco negro?

Na última grande pesquisa com entrevistas presenciais, a Quaest, Ciro Gomes aparece com 7%, 22 pontos atrás de Bolsonaro (29%) e quase 40 pontos atrás de Lula (46%).

A propósito, uma das (muitas) contribuições negativas de Ciro ao debate político atual tem sido acusações delirantes contra pesquisas. (leia a íntegra no Cafezinho)

247

Fernando Horta critica esquerda que não vota em Lula: “infantilidade revolucionária”

247 – O historiador Fernando Horta fez uma dura crítica às personalidades de esquerda, em especial à drag queen Rita von Hunty, que declaram a intenção de não votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula já no primeiro turno. “É a infantilidade revolucionária”, diz ele. “São marxistas de internet que de marxismo não têm nada”, acrescenta.

Segundo ele, a vitória em primeiro turno é essencial para evitar violência política no Brasil numa eleição que não se dá apenas entre democratas, mas que tem como adversário um fascista com projeto de se tornar ditador. “O parâmetro deve ser o Psol, que nunca teve candidato e nesta decisão decidiu que é hora de apoiar Lula”, afirma. “Que todos pressionem Lula por um governo mais à esquerda depois que ele vencer a eleição.”

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Aliado de Renan e Lula vence eleição indireta e será novo governador de Alagoas

O deputado estadual Paulo Dantas (MDB) venceu a eleição indireta para o Governo de Alagoas e comandará o estado até o fim deste ano. Ele será empossado no cargo pela Assembleia Legislativa ainda na tarde deste domingo (15).

Dantas é aliado do senador Renan Calheiros e do ex-governador Renan Filho, ambos do MDB, e será o candidato ao Governo de Alagoas em outubro, quando tentará a reeleição.
Ele já anunciou que apoiará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela Presidência e terá o PT em sua aliança no estado.
A eleição indireta aconteceu neste domingo (15) após uma batalha judicial protagonizada por aliados do senador Renan Calheiros e do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP).
A escolha de um novo governador pelos deputados estaduais acontece devido à dupla vacância no Executivo estadual.
Em abril, o então governador Renan Filho renunciou para ser candidato ao Senado. O vice-governador eleito em 2018, Luciano Barbosa (MDB), já havia renunciado ao cargo após ter sido eleito em 2020 prefeito de Arapiraca, segunda maior cidade do estado.
Sem governador e sem vice, coube aos deputados estaduais escolherem um governador-tampão. Nos últimos 45 dias, o estado foi governado de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Klever Loureiro.

Ele assumiu o governo após presidente da Assembleia, Marcelo Victor (MDB), decidir não assumir o governo interino para não ficar inelegível para a disputa por uma cadeira no Legislativo nas eleições de outubro.
A eleição indireta deveria ter acontecido no dia 2 de maio, mas foi suspensa na véspera pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux.
O ministro atendeu a um pedido do PSB, partido comandado em Alagoas pelo prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, opositor dos Calheiros. O PSB havia questionado o fato de a votação para governador e vice-governador estar prevista para acontecer de forma separada, uma para cada cargo.
Além disso, a votação seria aberta entre os deputados, segundo o edital da Assembleia. Para o partido, a regra violaria a confidencialidade do voto e é incompatível com a Constituição Federal.
Na última segunda-feira (9), o ministro do STF Gilmar Mendes decidiu que a eleição indireta para o Governo de Alagoas deveria ocorrer para governador e vice em chapas únicas e vetou que pessoas não filiadas a partidos se candidatem.
Por outro lado, Mendes não acatou o pedido da oposição de votação secreta e autorizou que a votação seja nominal e aberta entre os deputados. Ele alegou que “a previsão da votação aberta pelo diploma alagoano não contraria a Constituição Federal”.

Ao todo, sete chapas participaram da eleição indiretas: Paulo Dantas, que representou o grupo governista teve 21 votos e o deputado estadual. Davi Maia (União Brasil), Cabo Bebeto (PL), Danúbia Barbosa (Avante) tiveram um voto cada. Os demais candidatos não receberam nenhum voto.
O deputado Antônio Albuquerque (Republicanos), que deve concorrer ao governo em outubro, votou em branco. Os deputados Davi Davino Filho (PP) e Olavo Calheiros (MDB) não participaram da sessão.
Paulo Dantas, 43, é natural de Maceió, formado em administração e já foi prefeito de Batalha, cidade do sertão de Alagoas, entre 2005 e 2012. Há quatro anos, foi eleito deputado estadual com 38.397 votos.
O deputado é filho de Luiz Dantas, que foi secretário de Estado de Alagoas, deputado federal e estadual e presidente da Assembleia alagoana.
Em discurso na sessão de escolha do novo governador, Dantas criticou a batalha judicial em torno da eleição, criticou ” ataques covardes e maquiados de nova política” e elogiou o ex-governador Renan Filho, seu padrinho político.
“Vamos trabalhar, trabalhar como fez o governador Renan Filho nos últimos 7 anos e 3 meses, trabalhar como nós deputados trabalhamos para fazer acontecer cada avanço conquistado”, afirmou.

O médico José Wanderley Neto será o novo vice-governador do estado. Ele já havia sido vice-governador de Alagoas entre 2007 e 2010, na gestão de Teotônio Vilela Filho (PSDB).
Nas eleições de outubro, Paulo Dantas concorrerá ao governo de Alagoas tendo o ex-governador Renan Filho como candidato ao Senado. A expectativa é que outro nome seja escolhido como candidato a vice – o favorito é o ex-secretário de Educação Rafael Brito (MDB).
Também vão concorrer ao governo em outubro o senador Rodrigo Cunha (União Brasil), o ex-prefeito de Maceió Rui Palmeira (PSD), o deputado estadual Antônio Albuquerque (Republicanos) e o professor Cícero Albuquerque (PSOL).



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