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Macron sugere que Bolsonaro pratica ‘ecocídio’ e pressiona contra acordo da União Europeia com Mercosul

O presidente francês Emmanuel Macron quer tipificar o crime de ‘ecocídio’, para punir países e líderes que atacam o meio ambiente. E atua pela rejeição do acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o sul-americano. Segundo Macron, em referência indireta a Bolsonaro, é preciso incluir o termo “ecocídio” no direito internacional para que os dirigentes que são encarregados por seus povos de proteger o patrimônio natural, e fracassam deliberadamente, prestem contas de seus delitos diante da Corte Penal Internacional

O presidente francês Emmanuel Macron aumentou a pressão pela rejeição do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O mandatário se aliou a 265 organizações da sociedade civil na oposição ao acordo. Um dos alvos é Jair Bolsonaro que adotou posições condenáveis na área ambiental.

Nesta segunda-feira (29), o presidente da França se posicionou favorável à tipificação do crime de “ecocídio” no direito internacional, para julgar, por exemplo, quem não protege ecossistemas, informa o jornal Valor Econômico.

A pressão atinge diretamente o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, cuja aprovação pelo conjunto dos países do bloco sediado em Bruxelas é cada vez mais difícil.

A mobilização na Europa cresceu porque a Alemanha, país mais poderoso e maior economia da União Europeia, assume a presidência rotativa do bloco nesta quarta-feira (1º de julho) e tem como uma de suas prioridades avançar na ratificação do acordo birregional.

Diante de 150 membros da Convenção Cidadã pelo Clima, Macron, fragilizado pelo avanço do Partido Verde na eleição municipal ocorrida domingo, prometeu que nenhum acordo comercial com países que não respeitam o Acordo de Paris terá o apoio da França.

Em uma clara alusão ao desleixo com que Jair Bolsonaro trata o meio ambiente, o presidente francês falou sobre a tipificação internacional do crime de “ecocídio”, lembrando aos participantes que ele foi um dos primeiros dirigentes políticos a ter usado esse termo “quando a Amazônia queimava, há alguns meses”. E mais: “Eu compartilho plenamente a ambição que vocês defendem, a emoção de vocês face a atores que, conscientemente e com toda impunidade, destroem voluntariamente ecossistemas inteiros”.

O governo brasileiro alega que a posição de Macron se relaciona com o protecionismo comercial europeu.

Fonte: 247

A Vacina De Oxford Testada No Brasil: Quão Perto Estamos Da Esperança?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira que a vacina ChAdOx1 nCoV-19, produzida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca, é a “mais avançada” do mundo “em termos de desenvolvimento” e lidera a corrida por um imunizante contra a Covid-19. A fórmula está sendo testada no Brasil e na África do Sul após testes bem sucedidos no Reino Unido. A declaração foi dada na sexta-feira (26/06) por Soumya Swaminathan, cientista da OMS.

De acordo com a cientista, uma outra vacina idealizada pela empresa Moderna também está em desenvolvimento avançado. Os dois projetos estão entre as mais de 200 vacinas que estão sendo desenvolvidas contra o novo coronavírus. Destas, 15 já entraram em fase de testes clínicos em humanos.

Fase 3 de testes no Brasil

A vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford está na fase final de desenvolvimento. Os exames sorológicos em voluntários que poderão testar a vacina contra a Covid-19 começaram na terça-feira (23). Esta é a terceira fase de testes da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford.

São homens e mulheres, com idades entre 18 e 55 anos, e que não foram infectados pelo novo coronavírus. A maioria dos participantes são profissionais de saúde. O Grupo Fleury realizará pelo menos 2 mil diagnósticos para Covid-19 do tipo sorológico para a seleção dos candidatos brasileiros.

No Brasil, a pesquisa é coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a aplicação da vacina nos voluntários deve começar na primeira semana de julho. O país é o segundo a participar do estudo. No Reino Unido, a vacina começou a ser testada em abril em aproximadamente 10 mil voluntários.

Quão perto estamos da esperança e quais são as chances da vacina impedir novos surtos?

Especialistas acham que há um grande progresso. No entanto, dificuldades de falta de confiabilidade e disponibilidade podem se tornar problemas iminentes.

Com a urgência introduzida pela pandemia, para que uma vacina seja feita em tempo recorde, é necessário pular certas etapas e investir fortemente – o desenvolvimento normal leva de dez a 15 anos. Nunca foi investido tanto dinheiro em pesquisas destinadas a proteger as pessoas contra uma doença.

“As operações estão encurtadas. Em vez de levar três anos, leva três meses. Cada etapa avança sem que a anterior seja concluída, apenas com os resultados preliminares que podem passar para as próximas etapas”, explica a epidemiologista Akira Homma, do Instituto Fiocruz de Biologia Imune, considerado um dos 50 estudiosos mais influentes em vacinas na palavra.

 O dr. Reinaldo Guimarães, vice-presidente da Associação de Saúde Coletiva do Brasil (Abrasco), escreveu em seu artigo, As Interfaces e as “Balas de Prata”: Tecnologias e Políticas, que mais da metade das vacinas que chegam à última fase nunca são colocadas no mercado.

“Mais da metade das vacinas em potencial que chegam à fase 3, cerca de 60% delas não são vendidas, não se tornam produtos”, diz o médico.

O doutor Reinaldo acredita que a possível descoberta de uma vacina pode não ser uma solução final para conter o vírus tão cedo.

“É uma bala com revestimento de prata, mas não é uma bala de prata. Não é como se houvesse uma solução única contra a epidemia. Nunca haverá um. Temos uma vacina contra a gripe, mas todos os anos ainda temos casos de gripe, alguns ruins, graves ou fatais. Com Covid será a mesma coisa. Isso se a vacina for realmente boa”, ressalta.

Há uma chance de o Brasil ficar de fora se a vacina

A colaboração de pesquisadores brasileiros com estudos internacionais não garante que o país seja elegível para as doses iniciais. Na maioria das vezes, o desenvolvimento é deixado nas mãos das grandes empresas farmacêuticas, administradas por investidores sedentos por lucros e financiados pelos governos de nações ricas.

Há uma chance de o Brasil ficar de fora se a vacina for descoberta em países com economias poderosas. Para que isso não aconteça, pesquisadores brasileiros, como Akira Homma, se mantêm atualizados sobre o que está sendo feito em todo o mundo:

“A possibilidade da vacina ser desenvolvida e ser deixada para trás, existe, é claro. Mas estamos monitorando de perto a situação e mantendo contato direto com os laboratórios que avançaram mais, buscando uma negociação para poder incorporar sua tecnologia, ou vacina, para que, de uma maneira ou de outra, o Brasil não fique para trás, sem tratamento”.

O especialista afirmou que o desenvolvimento nacional de uma potencial vacina liberaria a dependência econômica e política do Brasil em países como os Estados Unidos. As estruturas de base estão disponíveis para tornar o Brasil independente sobre esse assunto.

“Dependendo da tecnologia usada, somos capazes de começar a produzir imediatamente, porque temos uma infraestrutura de produção de vacinas em nível industrial – vacinas virais, como é o caso da Covid, ou mesmo produzindo-a por métodos bacterianos. Temos laboratórios que podem lidar com isso”, assegurou Homma.

O epidemiologista ressalta que a própria Fiocruz está trabalhando para desenvolver uma vacina. “Temos pesquisadores desenvolvendo a vacina também. Temos grupos em São Paulo na Fundação Oswaldo Cruz, realizando esses esforços desde o início, mas estamos pouco atrás de outros laboratórios“.

Akira diz que está otimista com a descoberta de um medicamento antiviral, mas é cauteloso ao falar em cura para o novo coronavírus.

“A vacina resolverá tudo? Eu não sei. No entanto, estamos realmente esperançosos de que uma boa vacina seja desenvolvida. Mas o conhecimento científico sobre patologia e a maneira como a vacina atua, ainda precisam ser analisados”.

As esperanças da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que centenas de milhões de doses de uma vacina contra 19 sejam produzidas este ano e outros 2 bilhões até o final de 2021, de acordo com a cientista-chefe Soumya Swaminathan.

Segundo a OMS, seria dada prioridade aos profissionais de saúde nas linhas de frente, às pessoas vulneráveis, devido à idade ou a uma condição pré-existente, e aquelas em ambientes de alto risco, como casas de repouso e prisões.

“Estou esperançosa, estou otimista. O desenvolvimento de vacinas é um empreendimento complexo que envolve muita incerteza. O bom é que temos muitas vacinas diferentes; portanto, se a primeira falhar, ou a segunda falhar, não devemos perder a esperança, não podemos desistir”, afirmou a cientista da OMS.

Fonte: Portal Raízes

BOLSONARO PODE PEGAR ATÉ 19 ANOS DE PRISÃO SE FOR CONDENADO NO STF

Augusto Aras citou seis possíveis crimes do presidente

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Jorge William/Agência O Globo

Jair Bolsonaro pode pegar até 19 anos e três meses de prisão se for condenado pelo STF.

Nesta segunda-feira, Celso de Mello autorizou a abertura de um inquérito para apurar as acusações de Sergio Moro contra o presidente.

A decisão atendeu a um pedido de Augusto Aras, que citou seis possíveis crimes de Bolsonaro: falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça, e corrupção passiva privilegiada.

Se for condenado à pena máxima em todos esses crimes, o presidente pode ficar até 19 anos e três meses preso.

(Por Eduardo Barretto)

Fonte: Revista Época

Empresários de Juazeiro realizam carreata, mas Prefeitura prorroga fechamento do comércio até julho

Um grupo de empresários de Juazeiro (BA), contrários ao fechamento do comércio da cidade, está nas ruas da cidade nessa quinta-feira (25) cobrando a volta do Plano de Retomada das atividades econômicas. Eles alegam ser necessário flexibilizar os decretos para que não haja desemprego.

Carreata foi programada pelas redes sociais (Foto: Reprodução/WhatsApp)

A carreata percorre as principais ruas e avenidas de Juazeiro. O grupo é contrário à decisão do prefeito Paulo Bomfim de novamente fechar o comércio não essencial. Contudo, o decreto anunciado no último dia 20 de junho será prorrogado até pelo menos 05/07.

Novas medidas mais rígidas

O Diário Oficial de quinta-feira (24) trouxe o Decreto n° 453/2020 no qual Bomfim estende o fechamento até o próximo mês. Apenas segmentos considerados essenciais estão autorizados a funcionar, conforme cronograma já divulgado.

A Prefeitura autorizou o funcionamento de mercadinhos, supermercados, hipermercados e açougues aos sábados. Lojas de material de construção, limpeza e higiene pessoal receberam o aval para abrir as portas de segunda à sexta-feira.

O Decreto ratifica o toque de recolher imposto pelo Governo do Estado. A partir de hoje os juazeirenses estão proibidos de sair de casa das 18h às 5h. A medida busca controlar a disseminação do vírus no município.

Fonte: Blog do Waldiney Passos

Bispos e pastores da Universal em Angola tomam controle de templos e rompem com direção brasileira

Depois de anunciar o rompimento com a direção no Brasil, bispos e pastores da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola disseram nesta terça-feira (23) que vão assumir o controle dos templos em vários locais de Angola, conforme apuração da BBC News.

Por meio de nota, a administração de Angola disse que algumas unidades do país foram invadidos “por um grupo de ex-pastores desvinculados da Instituição por práticas e desvio de condutas morais e, em alguns casos, criminosas e contrárias aos princípios cristãos exigidos de um ministro de culto”.

Ainda segundo a nota, a Universal diz que os ex-pastores usaram de violência e cometeram “ataques xenófobos”. Além disso, o relato diz que pastores, esposas dos religiosos e funcionário foram agredidos “com objetivo de tomar de assalto a igreja, com propósitos escusos”.

Com 10 mil templos espalhados por 100 países, a Igreja Universal é comandada pelo bispo Edir Macedo. Somente em Angola, a entidade reúne mais de 500 mil fiéis.

Segundo o grupo, com o rompimento, a igreja será comandada a partir de agora pelo bispo Valente Bezerra Luiz, então vice-presidente da igreja. Outra mudança será o nome, que passará a ser chamada de Igreja Universal de Angola. Os rebelados afirmam ter o comando de 42% dos templos.

Além de romper com a direção brasileira, os bispos e pastores alegam que o comando no Brasil cometeu crimes como: evasão de divisas, expatriação ilícita de capital, racismo, discriminação, abuso de autoridade, imposição da prática de vasectomia aos pastores e intromissão na vida conjugal dos religiosos.

O episcopado angolano diz ainda que os bispos brasileiros possuem privilégios e, por isso, pedem valorização.

Ainda na nota, o bispo  Honorilton Gonçalves, ex-vice-presidente da Record, estaria perseguindo, punindo e intimidando bispos e pastores angolanos, com a imposição de vasectomia aos religiosos e abortos a duas esposas.

Versão da Universal

Por meio de nota, a igreja disse que o grupo espalhou “mentiras absurdas, como essa acusação de racismo”, com o objetivo de causar confusão na comunidade angolana.

“Basta frequentar qualquer culto da Universal, em qualquer país do mundo, para comprovar que bispos, pastores e fiéis são de todas as origens e tons de pele, de todas as classes sociais. Em Angola, dos 512 pastores, 419 são angolanos, 24 são moçambicanos, quatro vieram de São Tomé e Príncipe e apenas 65 são brasileiros”, afirma a instituição.

Em relação a obrigatoriedade da vasectomia nos religiosos, a Universal alega ser uma fake news “facilmente desmentida pelo fato de que muitos bispos e pastores da Universal, em todos os níveis de hierarquia da Igreja, têm filhos”.

Ao contrário do que foi dito pelos rebelados, a instituição afirma que estimula “o planejamento familiar, debatido de forma responsável por cada casal”.

“Esclarecemos que, respeitada a unidade de doutrina da fé que une a Igreja Universal do Reino de Deus em todos os 127 países onde está presente, nos cinco continentes, a Universal de cada nação dispõe de total autonomia administrativa para encaminhar e resolver suas questões locais, sempre observando as leis e as tradições. O que se espera é que as autoridades restabeleçam, com urgência, a ordem legal e possam assegurar que a Universal continue salvando vidas e prestando ajuda humanitária em Angola, como faz há 28 anos”, completa a nota.

BBC

Bloomberg estampa catástrofe brasileira: hospitais transbordando, corrupção generalizada e um populista obcecado por cloroquina

A agência de notícias Bloomberg fez longa matéria sobre a catástrofe sanitária e social que se desenrola no país. Ela afirma: “as razões pelas quais o Brasil criou um hospedeiro tão perfeito para o coronavírus são diversas e ainda não estão totalmente esclarecidas. Como os EUA, nunca emitiu regras nacionais para o distanciamento social”

A Bloomberg publicou extensa matéria sobre a agonia do Brasil diante do coronavírus. A agência destaca a incompetência do governo Bolsonaro, a corrupção generalizada e a lotação dos hospitais.

O trecho em que se descreve a situação no Brasil é chocante: “as razões pelas quais o Brasil criou um hospedeiro tão perfeito para o coronavírus são diversas e ainda não estão totalmente esclarecidas. Como os EUA, nunca emitiu regras nacionais para o distanciamento social. Mesmo se o governo quisesse, as regras teriam sido impossíveis de aplicar em um país de 210 milhões em que alguns estados são maiores em área do que a França. Isso deixou as autoridades locais a fazer o que bem entendessem, emitindo ordens que variavam descontroladamente e às vezes se contradiziam. Certamente, a pobreza também faz parte do cenário: nas favelas densamente povoadas das cidades brasileiras, o distanciamento social não é viável e não trabalhar significa não comer, especialmente com o estado sem dinheiro, capaz de fornecer apoio suficiente. O mesmo acontece com a disfunção do governo. A superlotação em hospitais públicos é um problema de longa data.

A matéria ainda descreve o maior problema do país, a saber, Bolsonaro: “e depois há o presidente Jair Bolsonaro, um populista de direita que chegou ao poder com uma campanha de 2018 que ecoou as promessas de Donald Trump de “drenar o pântano”. Desde que o coronavírus apareceu no Brasil no final de fevereiro, Bolsonaro frequentemente obstruiu os esforços para contê-lo, exigindo que as autoridades locais abandonassem táticas severas como fechar negócios, demitir um ministro da Saúde que pressionou por uma resposta mais agressiva e, a certa altura, limitando a divulgação de informações epidemiológicas. dados, dizendo que sem os números “não haveria mais uma história” no noticiário da noite. (A Suprema Corte ordenou que o governo voltasse a divulgar os números.) Enquanto nas primeiras semanas do surto a intransigência de Bolsonaro se assemelhava ao que estava acontecendo na Casa Branca, até Trump admitiu de má vontade a gravidade da situação quando a contagem de corpos começou a subir. Enquanto isso, Bolsonaro dobrou, insistindo que o medicamento antimalárico cloroquina é um tratamento eficaz e alegando que o número de casos está sendo exagerado.”

Fonte: 247

Alexandre de Moraes abre sigilo e aponta quadrilha bolsonarista contra a democracia

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, levantou o sigilo da decisão que autorizou uma operação da PF no inquérito que investiga atos antidemocráticos

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, divulgou a íntegra da decisão no inquérito sobre manifestações antidemocráticas. Diz o despacho: “em virtude do acesso de investigados aos autos, com base na SV 19 e diante de inúmeras publicações jornalísticas de trechos incompletos do inquérito, inclusive da manifestação da PGR e da decisão judicial

proferidas nos autos do Inquérito 4828, que tramita nesta CORTE, torno pública a decisão proferida em 27 de maio de 2020.”

Leia trecho do inquérito:

“A possibilidade de que o exercício das liberdades constitucionais de manifestação do pensamento e de reunião possa transbordar ao alcance do dispositivo constitucional que

veda a formação de associações de caráter paramilitar, a Procuradoria-Geral da República acionou o que impõe a repressão penal e a ação de grupos armados, civis ou militares,

contra a ordem imposta na Lei Maior e o Estado democrático, pedindo a abertura de inquérito para verificação de eventual cometimento de delitos previstos na Lei nº 7.170/1983.

A ligação de parlamentares federais com esses movimentos organizados com natureza e propósitos não suficientemente esclarecidos deu causa a que a instauração do expediente passasse pela atuação do Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 102, inciso I, alínea “b”, da Constituição da República.”

Fonte: 247

De Weintraub a Queiroz: a boquinha não tinha acabado?

No sábado (20), dia em que o Brasil chegou a 50 mil mortes por coronavírus, só nas contas oficiais, o ainda ministro da Educação, Abraham Weintraub, pegou um avião e usou o passaporte diplomático para entrar nos EUA. 

Com risco de ser preso no Brasil, foi exonerado naquele dia mesmo em edição extra do Diário Oficial. Chegamos, assim, a um momento de alta tensão da pandemia com interinos nos ministérios da Educação e da Saúde — por onde já passaram três titulares.

Dois meses antes da fuga, Weintraub participou da famosa reunião de 22 de abril. A proposta de prender vagabundo, a começar pelo STF, era sua principal contribuição para a crise da pandemia que ameaça a realização, por exemplo, do Enem. Atacar o sistema de cotas para pós-graduação foi seu ato final na pasta.

Weintraub, o mais bolsonarista dos ministros (ok, a competição com Ernesto Araújo e Ricardo Salles é pesada), deixou o cargo da mesma forma como entrou: sem prestar qualquer serviço à educação do país.

A inapetência do ministro foi dissecada num relato feito no Twitter pela jornalista de O Estado de S.Paulo Andreza Matais:

“Estive com o ministro Weintraub uma vez. No gabinete, eu e outros dois colegas fomos recebidos por ele e por uma assessora que passou o tempo todo deitada no sofá. O ministro contou que aos 10 anos comprou numa quermesse a versão em inglês de ‘A revolução dos bichos’. Tentamos saber quais os planos do ministro para educação, suas prioridades para o MEC. Saímos com o bloco vazio. Foi a pior experiência da minha vida profissional”.

Assim como seu antecessor, o folclórico Ricardo Velez Rodriguez, Weintraub recebia em dia, dos cofres públicos, R$ 30 mil para passar os dias no Twitter. Numa conta baixa, são R$ 540 mil em dinheiro público para bancar projetos que saíram do nada para lugar algum. Weintraub ganhou salário de ministro de Estado trabalhando como tuiteiro incapaz de usar “ss” no lugar do “ç”.

Isso sem contar o quanto ganham os assessores que passam as horas de entrevista no sofá.

De presente, ganhou a indicação para um posto de representação no Banco Mundial onde ganhará R$ 115 mil mensais.

Uma boca e tanto para quem prometia acabar com a farra com dinheiro público. Nada que cause arrepio para quem transformou o governo numa reunião de amigos e filhos de amigos — entre eles um consultor de comunicação extraoficial, para usar um eufemismo, que recebe religiosamente seu salário como vereador no Rio.

Além de explicar o que Fabricio Queiroz fazia na casa de seu (agora ex) advogado, o presidente têm muito a dizer por que seu ex-assessor recolhia dinheiro vivo dos servidores do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro e pagava a mensalidade de seus netos com dinheiro vivo.

Bolsonaro pai poderia explicar também por que sua ex-assessora na Câmara dos Deputados Nathália Melo de Queiroz, filha de Fabrício, recebeu, só entre julho e novembro de 2018, R$ 101 mil e repassou R$ 29,6 mil para seu pai. Ninguém sabe também como ela batia ponto em Brasília enquanto trabalhava como personal trainer no Rio.

Seria ótimo também se viessem a público as conexões entre o ex-assessor da família e o miliciano que levava uma vida nababesca na Bahia até ser morto numa troca de tiros com a polícia.

No inquérito sobre as manifestações antidemocráticas, a Procuradoria Geral da República acusa quatro deputados bolsonaristas de usarem dinheiro público para divulgar os atos em suas redes sociais. A verba, suspeita-se, vem da cota parlamentar. Coisa de R$ 30,3 mil, repassados para a empresa do marqueteiro responsável por cuidar da marca “Aliança pelo Brasil”, futuro partido dos Bolsonaro.

Em 18 meses de gestão, o presidente que prometia governar sem toma-lá-dá-cá e com um ministério enxuto, com no máximo 15 nomes técnicos, abriu as comportas da administração para o centrão e já estuda criar o 24º ministério.

Bolsonaro prometia moralizar a gestão do dinheiro público, mas surta quando é questionado sobre a explosão de gastos com cartão corporativo, faz o que pode para ofuscar a transparência de dados oficiais, mantém em postos públicos que tem um pé em interesses privados e não vê problemas em repassar milhões à empresa da ex-mulher de seu advogado.

Tudo isso está saindo caro. Muito caro.

No auge da crise sanitária, política e econômica, a ideia mais brilhante do mais prestigiado deles, o Posto Ipiranga Paulo Guedes, era vender a “porra” do Banco do Brasil, abrir cassinos para deixar coitado “se foder” e colocar jovem para cantar o hino nacional de manhã e construir estradas à tarde em troca de R$ 200.

O circo é financiado com dinheiro público, mas as vidas perdidas na pandemia são os registros mais trágicos do preço da incompetência.

Fonte: Yahoo Notícias

Senado planeja votar adiamento das eleições municipais nesta terça-feira

Proposta só passará a valer caso alcance 49 votos favoráveis à mudança no Senado e 308 na Câmara em dois turnos de votação

A votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 18/2020, que trata do adiamento das eleições municipais deste ano em função da pandemia do novo coronavírus, está programada para acontecer nesta terça-feira (23) no plenário do Senado Federal.

O projeto, relatado pelo senador Weverton (PDT-MA), propõe que os pleitos para eleger prefeitos e vereadores em cada uma das cidades brasileiras aconteçam nos dias 15 e 29 de novembro. Até então, as eleições estão previstas para os dias 4 e 25 de outubro.

Por se tratar de uma PEC, o projeto de adiamento do pleito só passará a valer caso alcance 49 votos favoráveis à mudança no Senado e 308 na Câmara, em dois turnos de votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-RN), deseja realizar as duas votações do texto no Senado já nesta semana. Caso a PEC seja aprovada, seguirá para a apreciação dos deputados.

O texto em análise tem apoio da maioria dos senadores, mas ainda sofre resistência entre os deputados, principalmente entre os partidos do chamado “Centrão”.

“Eu conversei com o presidente de cinco partidos grandes e todos eles são contrários ao adiamento. Eles disseram que as bancadas têm ampla maioria para manter as eleições nas datas já conhecidas”, afirmou o primeiro vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Pereira (Republicanos-SP), durante a Live JR na semana passada.

De acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o adiamento ainda não é consenso entre os deputados. “A pressão que alguns prefeitos vêm fazendo tem surtido efeito para o não adiamento”, observou.

Ontem (22), o Senado se reuniu com o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luiz Roberto Barroso, e com autoridades médicas. No encontro, Barroso defendeu o adiamento das eleições e o alongamento da campanha eleitoral.

Fonte: Jornal Times Brasília

Mourão se apresenta como alternativa para substituir Bolsonaro

Ao propor o “fim da polarização entre os extremos”, o vice-Hamilton Mourão piscou para as elites nacionais, que estão constrangidas com o governo Bolsonaro, mas sonham com um Brasil sem Lula e sem PT, diz o jornalista Leonardo Attuch, editor do 247

Hamilton Mourão (Foto: Reprodução/GloboNews)

A entrevista desta segunda-feira do vice-presidente Hamilton Mourão para a CNN foi o movimento mais explícito de sua “campanha presidencial”. Ao criticar o ambiente nacional de “instabilidade emocional coletiva”, sugerir “afastar os extremos” e “reunir o centro” ele piscou claramente para as elites nacionais, que estão constrangidas com o governo extremista de Jair Bolsonaro, com seus escândalos e suas rachadinhas, mas ainda sonham com um Brasil sem Lula e sem Partido dos Trabalhadores.

Desde a prisão de Fabrício Queiroz e do caso Frederick Wassef, advogado/lobista que o escondia em sua casa em Atibaia (SP), os militares têm evitado qualquer gesto de rompimento público com Jair Bolsonaro, mas também foram comedidos em suas manifestações de apoio. Não conspiram abertamente, mas sabem que o bolsonarismo sofreu um duro revés e talvez tenha sido ferido de morte.

Neste clima de fim de festa, com um Brasil mergulhado em crise econômica e sanitária, todos sabem que mais dois anos e meio de desgoverno seriam desastrosos para o país. É por isso que tanto se fala em saídas como impeachment, cassação da chapa na TSE, hipótese que Mourão evidentemente rechaça, e até mesmo renúncia.

Fragilizado por suas evidentes ligações com as milícias, Bolsonaro já não tem mais força para um autogolpe, o que também foi explicitado por Mourão na entrevista à CNN, de forma diplomática. “Em primeiro lugar, o presidente não tem o anseio mínimo de fazer uma ruptura institucional no nosso país, porque as instituições estão bem. O que há, no nosso país, é uma instabilidade emocional. As pessoas estão muito desacerbadas nas suas ideias, nas suas discussões. As Forças Armadas estão afastadas de qualquer ação dessa natureza, mas tenho que deixar claro que o presidente não tem essa visão em momento nenhum”, afirmou.

Sobre sua “plataforma de governo”, Mourão fez questão de retratá-la como o projeto central da burguesia nacional. “Meu anseio é que a gente consiga afastar os extremos dessa polarização, tanto a direita mais extremada quanto o pessoal da esquerda mais extremada, e conseguir reunir o centro, que é a grande massa, daqueles que conseguem sentar em uma mesa e, mesmo tendo ideias discordantes, conseguem chegar a um senso comum. Acho que, se a gente conseguir fazer isso daqui pra frente, nós teremos muito sucesso”, disse ele.

Na entrevista, Mourão negou existir qualquer pensamento sobre assumir a Presidência da República. “Nem passa pela minha cabeça. O nosso presidente se chama Jair Messias Bolsonaro. Seu primeiro governo vai até 2022 e se assim o povo brasileiro quiser, ele pode continuar até 2026”, disse ele. É óbvio, no entanto, que ele não poderia ter dito nada diferente disso. O essencial de sua fala foi a proposta de “afastar os extremos” e não há ninguém mais extremista no Brasil do que o próprio Bolsonaro.

Fonte: 247



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