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:: ‘Política’

Google remove canal bolsonarista Terça Livre do YouTube

O Google removeu o canal bolsonarista Terça Livre do YouTube na noite desta quinta-feira (15) após decisão da Justiça favorável à companhia. A informação foi divulgada pela Folha.

A página já havia sido suspensa em fevereiro, mas o influenciador Allan dos Santos, fundador do Terça Livre e investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por atos antidemocráticos, conseguiu reverte a decisão por força de uma liminar.

Em decisão nesta quinta, a juíza Ana Carolina de Almeida, da 8ª Vara Cível da Comarca de São Paulo, julgou improcedente a reativação do canal, o que deu direito de remoção à companhia.

“Com a perda dos efeitos da decisão liminar que estava em vigor, os canais serão removidos novamente, de acordo com os termos de serviço e as diretrizes de comunidade do YouTube”, afirmou a empresa em nota à Folha pouco antes de derrubar a página.

O Terça Livre, que tem mais de 1,23 milhão de inscritos no YouTube, violou as regras da plataforma ao publicar um vídeo sugerindo fraude nas eleições presidenciais dos Estados Unidos após a derrota do republicano Donald Trump no fim do ano passado.

Entrevista de Bolsonaro derruba audiência do programa de Sikêra Jr

O perfil bolsonarista do público do apresentador da RedeTV! não foi suficiente para reagir positivamente à entrevista surpresa de Bolsonaro diretamente do hospital onde está internado

entrevista concedida por Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (15) diretamente do hospital onde está internado ao apresentador Sikêra Jr., exaltada por ele durante o programa na RedeTV!, não causou nenhum efeito positivo à produção, conforme matéria do site Teleguiado.

De acordo com o placar da Kantar Ibope Media, o “Alerta Nacional” teve, entre 18h29 e 18h40, 1 ou 1,2 ponto na pesquisa em tempo real. Às 18h23, quando Bolsonaro já não aparecia mais, o programa tinha 1,8 ponto. Os índices ainda precisam de consolidação.

Dada o perfil do público de Sikêra Jr., classificado pelo próprio como “conservador” e “patriota”, a participação surpresa de Bolsonaro deveria catapultar a audiência da RedeTV!, o que não ocorreu.

Fonte: 247

Brasil não pode ser submetido à chantagem permanente dos militares

Counista: Paulo Pimenta

Deputado federal pelo PT-RS

“As Forças Armadas não podem nem devem ameaçar os poderes republicanos que deveriam proteger”, escreve o deputado Paulo Pimenta, após ameaças de militares à CPI da Covid. “A opção por embarcar na aventura neofascista liderada por Bolsonaro”, diz ele, “cobra um preço elevado das instituições”

As Forças Armadas começam a colher os frutos amargos de sua adesão ao projeto neofascista encarnado por Bolsonaro.

Foram precedidos pelos doces benefícios salariais, previdenciários e aqueles expressos nos números no orçamento destinado às corporações. Além, é claro, do breve momento de prestígio, para alguns generais apoiadores, por terem retornado ao poder pelo voto.

O fato de o adversário principal ter sido arbitrariamente afastado da disputa foi apenas um detalhe.

Agora, a velocidade dos meios digitais contemporâneos de informação e os mecanismos institucionais de controle da própria democracia liberal, especificamente a CPI da Covid, no Senado, batem à porta para entregar os frutos amargos da promiscuidade com o submundo das milícias, das quadrilhas de vendedores de vacinas e oportunidades de negócios individuais.

A maior parte da sociedade brasileira está estupefata com a adesão militar ao discurso obscurantista da extrema-direita mais tosca, com a completa renúncia a um projeto nacional de desenvolvimento e subserviência a um psicopata escatológico, subproduto dos porões da ditadura que protagonizaram entre 1964 e 1985.

A opção por embarcar na aventura neofascista liderada por Bolsonaro, alojando milhares de oficiais, muitos deles da ativa, em espaços da administração pública civil, cobra um preço elevado das instituições que, por definição constitucional, são instituições nacionais permanentes, de Estado e não de governos que se renovam a cada quatro anos.

Os recém-chegados do ambiente de casta que é prevalecente na caserna e que se percebem acima da sociedade dos paisanos apresentam dificuldade para entender e aceitar que ninguém está acima das normas, nem isento da fiscalização dos órgãos de controle, como o Parlamento (CPI), Tribunal de Contas da União, Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Banda podre das Forças Armadas

Os democratas brasileiros devem reconhecimento ao general Santos Cruz por seu corajoso posicionamento crítico ao governo Bolsonaro, desde que foi afastado da Secretaria de Governo, em 13 de junho de 2019.

Lamento, porém, contrariar sua excelência quando afirma que “não existe banda podre nas Forças Armadas“.

Os fatos revelados à CPI nos depoimentos mais recentes estão expondo não apenas a existência, mas o curso da ação da “banda podre” das Forças Armadas no Ministério da Saúde.

Os fatos não foram contestados até o momento, seja na nota assinada pelo ministro da Defesa, general Braga Netto, e pelos comandantes militares com o objetivo de intimidar a CPI, e assim proteger eventuais criminosos fardados, seja ainda nos atentados semanais do presidente da República contra a Constituição e a democracia.

A nota assinada pelos militares fere frontalmente a legalidade democrática que prescreve a subordinação das Forças Armadas ao poder civil e veda pronunciamentos públicos de militares da ativa sobre temas políticos.

O ministro da Defesa e os comandantes concluem a nota tomando-se a si mesmos como instituições que defendem a democracia: “As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”.

Militares e golpes

Convenhamos, qualquer aluno de curso médio interessado na história do Brasil saberá que, desde a proclamação da República, nenhum atentado à democracia e à liberdade do povo brasileiro – e eles não foram poucos – ocorreu sem a participação explícita ou indireta das Forças Armadas.

A nota dos comandantes atenta contra princípios basilares como a hierarquia.

É, portanto, por todos os títulos, inaceitável, por se constituir numa chantagem contra a sociedade brasileira.

O famoso tuíte do general Villas-Boas endereçado ao STF, em 2018, não pode servir de exemplo e fazer escola nas relações entre o braço armado do Estado – as Forças Armadas – e as instituições, num regime que se pretende democrático.

A nação não pode permanecer permanentemente submetida à chantagem.

Está inscrito no Art. 142 da Constituição Federal de 1988 – “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República e destinam-se à defesa da pátria, à garantia dos poderes institucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei da ordem”.

As Forças Armadas, portanto, não podem nem devem ameaçar os poderes republicanos que deveriam proteger.

Seria mais útil para o fortalecimento das próprias corporações punir exemplarmente um general da ativa, exibido como um símbolo da transgressão da disciplina num palanque de campanha política, do que dar-lhe um tapinha nas costas e acobertá-lo com um carimbo de 100 anos de silêncio.

O general Góis Monteiro, uma das mais expressivas e poderosas personalidades do Exército brasileiro na primeira metade do século XX, insuspeito de má vontade com relação à corporação que ajudou a modelar, fez num comentário sobre certo momento de turbulência da vida nacional: “a revolução paulista (de 1932) trouxe essa consequência boa: restabeleceu a disciplina no Exército, que estava, realmente, ao sabor das conveniências de alguns elementos agitadores e exploradores da farda.”

Um convite à reflexão para os comandantes embalados pelo ímpeto de autoproteção corporativa que acaba por erguer um escudo em defesa do indefensável.

Droga no avião

Alguém se lembra do teor da nota dos comandantes das Forças Armadas quando um sargento da Aeronáutica foi flagrado com 39 kg de cocaína num avião da FAB que compunha a comitiva presidencial numa viagem oficial ao exterior?

Não. Porque não lançaram nenhuma nota, nenhuma explicação.

Então, para quem deseja contribuir com a estabilidade política do País, num momento tão grave como o que vivemos, convém moderar o impulso corporativo e cultivar mais apreço pelas instituições democráticas.

Se o presidente escatológico se evadiu para seu universo paralelo e imagina que o País é apenas o cercadinho montado em frente ao Palácio da Alvorada, os dirigentes das Forças Armadas não podem marchar sobre seus passos na mesma toada. Pois correm o risco de ver as instituições que comandam confundidas com a conduta vexaminosa que o ex-capitão protagoniza.

O Brasil não pode ir a lugar nenhum e se ver respeitado como uma nação enquanto for formalmente dirigido por um personagem grotesco que poderia resumir seu governo com uma frase: “vou ali ao banheiro dar uma declaração…”

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247, ainda do Portal Bahia na Mídia e é de responsabilidade do colunista.

Comissão na Câmara quer ouvir Ministro Onyx Lorenzoni sobre ameaças a deputado

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados tem reunião marcada para quarta-feira (14) com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni. O ministro foi convidado pelo colegiado para prestar esclarecimentos sobre as ameaças feitas ao deputado Luis Miranda (DEM-DF) e ao servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo.

De acordo com a Agência Câmara, o debate atende a requerimento do deputado Leo de Brito (PT-AC), que inicialmente pedia a convocação do ministro, o que tornaria a presença obrigatória. No entanto, o colegiado aprovou apenas o convite, o que deixa o ministro livre para não comparecer.

Brito relata notícias vinculadas pela mídia que apontam ameaças de Lorenzoni ao deputado Luiz Miranda e ao irmão dele, o servidor público Luís Ricardo, que denunciaram suspeitas de corrupção na compra, pelo governo federal, da vacina indiana Covaxin. De acordo com Lorenzoni, o presidente Jair Bolsonaro determinou que a Polícia Federal investigue os dois.

O debate está agendado para as 13 horas, no plenário 11.

 

Fonte: Bahia Notícias

Justiça dá cinco dias para AGU justificar realização de motociata de Bolsonaro no Ceará

Foto: Marcos Corrêa / PR

O juiz Leonardo Resende Martins, da 6ª Vara da Justiça Federal do Ceará, deu até o dia 16 de julho para que a Advocacia-Geral da União (AGU) se justifique sobre o processo que tenta impedir a realização de motociatas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no estado.

A ação foi impetrada pelo deputado federal Célio Studart (PV-CE), no dia 17 de junho com pedido de liminar.

Na peça, Studart afirma que o presidente está desrespeitando os protocolos sanitários de combate à pandemia, além de questionar os gastos com mobilização de órgãos de estado para custear a operação.

“Os eventos realizados em São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram graves violações de medidas sanitárias e de distanciamento. Não podemos deixar que isto ocorra também no nosso estado. As taxas de ocupação de leitos ainda são altas e as taxas de contaminação ainda não estão controladas”.

No sábado, Bolsonaro participou de uma motociata em Porto Alegre.

Parentes de presidentes da ditadura militar recebem até R$ 43 mil em pensão do governo

Netas, filha, sobrinha e nora de presidentes do regime militar recebem pensão vitalícia de até R$ 43 mil mensais do governo federal. As informações são do colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

A lista de pensionistas também inclui filhas e viúvas de sete ex-ministros e um ex-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI). Em 2020, a União desembolsou R$ 19,3 bilhões para dependentes de militares.

O levantamento, baseado em dados inéditos, é fruto da colaboração entre a coluna e a agência Fiquem Sabendo, especializada na Lei de Acesso à Informação, com apoio técnico de Fernando Barbalho e Brasil.io.

O governo federal divulgou a relação completa de pensionistas de militares por ordem do Tribunal de Contas da União, após uma denúncia da Fiquem Sabendo. O tribunal havia determinado que o governo Bolsonaro publicasse na íntegra os dados em janeiro de 2020, o que só aconteceu agora, um ano e meio depois. Os pensionistas recebem esses pagamentos, via de regra, por um direito adquirido. Não há ilegalidade nesses repasses.

O general Emílio Médici presidiu o país de 1969 a 1974. Sua neta, que adotou como filha, recebeu R$ 392 mil como pensionista em 2020. A quantia transferida a Cláudia Candal Médici equivale a R$ 32,6 mil ao mês, em média.

O marechal Humberto Castello Branco, primeiro presidente da ditadura militar, de 1964 a 1967, é quem mais tem parentes pensionistas. As pensões são pagas a dependentes de um filho, que era militar. Suas três netas — Heloisa, Cristina e Helena Alvim Castello Branco — auferem os valores em nome de seu pai, o capitão Paulo Vianna Castello Branco, filho do ex-presidente. Cada uma das três obteve R$ 92 mil em 2020, uma média de R$ 7,6 mil mensais.

Já o general Ernesto Geisel, que ocupou o Planalto de 1974 a 1979, tem uma sobrinha pensionista, com proventos de R$ 384 mil no ano passado, uma média de R$ 32 mil por mês. Lydia Geisel recebe o recurso em nome de seu pai, o general Orlando Geisel, irmão do ex-presidente e que foi ministro do Exército na gestão Médici, de 1969 a 1974.

Signatário do Ato Institucional nº 5 em 1968, que fechou o Congresso, cassou mandatos e suspendeu direitos, o general Artur da Costa e Silva possui uma nora na lista de pensionistas. Anna Eulina da Costa e Silva recebeu R$ 524 mil em 2020 como dependente de seu marido, Álcio Barbosa, filho do ex-presidente. Em média, auferiu R$ 43,6 mil a cada mês.

Pelo menos outros oito militares de alta patente, também da cúpula da ditadura militar, têm filhas ou viúvas como pensionistas. Um deles é o tenente-brigadeiro Joelmir Campos de Arararipe Macedo, ministro da Aeronáutica entre 1971 e 1979, nas gestões Médici e Geisel. Sua filha, Isis Araripe Souza Oliveira, recebeu R$ 421 mil em 2020, ou R$ 35 mil a cada mês.

O general Fernando Belford Bethlem, por seu turno, foi ministro do Exército no governo Geisel. Sua filha, Maria Regina Bethlem Monteiro, obteve R$ 397 mil em 2020, uma média de R$ 33 mil mensais.

A chefia da Marinha é representada pelo almirante Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, que foi ministro da Força no governo Figueiredo, no início dos anos 1980. Sua filha Márcia Palmer Fonseca obteve em média R$ 32,5 mil por mês, um total de R$ 391 mil.

A tabela inclui ainda quatro ministros militares que despachavam no Planalto. Um exemplo é o general Hugo de Andrade Abreu, que comandou o Gabinete Militar de 1974 a 1978, sob Geisel. Duas filhas de Abreu são pensionistas do governo federal. Maria Cecília Abreu de Azevedo Garcia e Maria Christina Procópio de Abreu receberam R$ 203 mil cada em 2020, a uma média de R$ 17 mil por mês.

Seu sucessor foi o general Gustavo Moraes Rego Reis, que possui duas viúvas registradas no sistema. Maria Lydia Mendonça de Moraes Rego Reis recebeu em média R$ 15,8 mil mensais no ano passado, totalizando R$ 190 mil. Leda Horácio de Barros obteve R$ 39,4 mil, apenas em janeiro de 2020.

Em seguida, assumiu a cadeira o general Danilo Venturini, já na gestão Figueiredo, em 1979. Sua viúva, Amarilis Portugal Ferreira Venturini, auferiu R$ 374 mil no ano passado, ou R$ 31,2 mil mensais, em média.

Venturini deu lugar ao general Rubem Carlos Ludwig em 1982, o último ministro do cargo na ditadura. Nos dois anos anteriores, Ludwig havia chefiado o Ministério da Educação. Maria Tereza Ludwig Schneider, sua filha, obteve R$ 379 mil, ou R$ 31,5 mil mensais em 2020.

A despeito de não ter tido status de ministro, o general Octávio Aguiar de Medeiros contava com prestígio no governo Figueiredo. Comandou o Serviço Nacional de Informações (SNI), de 1979 a 1985. Dois ex-presidentes haviam ocupado o posto: o próprio Figueiredo e Médici. Maria Luisa Barbosa Medeiros, filha do general Medeiros, recebeu R$ 398 mil no ano passado, uma média de R$ 33,2 mil ao mês.

Arthur Lira é, no momento, o maior avalista do genocida

“Até os jornalões chegam a uma conclusão óbvia: se o presidente da Câmara, Arthur Lira, continuar negando a abertura do processo de impeachment, ele se reafirma como o grande avalista do governo mortífero e corrupto de Bolsonaro”, escreve o colunista Robson Sávio Reis Souza

Até  os jornalões —  que representam os interesses das elites econômica e política do Brasil — chegam a uma conclusão óbvia: se o presidente da Câmara, Arthur Lira, continuar negando a abertura do processo de impeachment, ele se reafirma como o grande avalista do governo mortífero e corrupto de Bolsonaro e, nesse caso, precisa ser responsabilizado.

No último dia 1° de julho foi protocolado um superpedido de impeachment que apontava imputações de 23 crimes de responsabilidade contra Bolsonaro.

Listo, abaixo, dez infrações claramente praticadas e documentadas com imagens, declarações, lives, documentos e outras fontes, por Bolsonaro:

  1. Negligência com o direito à saúde da população (fartamente documentada pela CPI da Covid-19);
  2. Suspeita de negligência e/ou participação em atos de corrupção na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde;
  3. Charlatanismo no incentivo ao uso de medicamentos ineficazes para tratamento da Covid-19;
  4. Exercício ilegal de profissão (por receitar medicamentos) em atos de governo;
  5. Participação em atos antidemocráticos;
  6. Incitação ao descumprimento de leis e decisões judiciais;
  7. Interferências abusivas em instituições de Estado;
  8. Ataques sistemáticos contra o Supremo Tribunal Federal;
  9. Levantamento de suspeitas infundadas de fraude eleitoral;
  10. Dezenas de atentados ao decoro exigido para o exercício do cargo.

Estas, entre outras infrações gravíssimas, configuram fartas razões jurídicas (e políticas) para que o presidente da Câmara coloque de lado os interesses politiqueiros  do “centrão” e inicie, tardiamente, o processo de impeachment de Bolsonaro.

Segundo o professor da PUC Minas Marcelo Campos Gallupo, autor do livro “Impeachment — O que é, como se processa e por que se faz”, a jurisprudência do STF ampliou os poderes do presidente da Câmara na análise do início de um processo de impeachment, previstos na Lei 1.079/50. Assim, Lira pode rejeitar denúncias patentemente ineptas ou desprovidas de justa causa (materialidade delitiva e indícios de autoria).

Em artigo publicado na Conjur, Galuppo informa que ainda assim “o presidente da Câmara não pode fazer um juízo político, de conveniência e oportunidade, sobre o mérito da denúncia. “Não existe, juridicamente, margem para que o presidente de Câmara faça essa análise política sobre se é conveniente ou não aceitar ou rejeitar uma denúncia”, afirma o constitucionalista Luiz Fernando Gomes Esteves. “Uma vez que a denúncia apresente todas as formalidades, o presidente da Câmara deveria, sim, aceitá-la, e consequentemente formar a comissão para analisá-la”, conclui.

No caso de Bolsonaro as denúncias são abundantes em materialidade delitiva e indícios de autoria.

Portanto, é preciso que a pressão política e jurídica neste momento seja dirigida ao presidente da Câmara para que cumpra seu dever, sob pena de responder criminalmente pela sua omissão, negligência e cumplicidade com Bolsonaro e seus crimes.

STF abre investigação sobre quadrilha que propaga fake news e que conta com Flávio e Carlos Bolsonaro

Alexandre de Moraes determinou a abertura de nova investigação, que vai apurar “a presença de fortes indícios e significativas provas apontando a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital, com a nítida finalidade de atentar contra a Democracia e o Estado de Direito”

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta quinta-feira (1) a abertura de um novo inquérito com o objetivo de apurar a existência de uma organização criminosa dedicada a propagar notícias falsas pelos meios digitais. A investigação atinge o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), apontados como integrantes do núcleo político desse grupo.

A nova determinação do ministro vem como resposta ao pedido da Procuradoria-Geral da República pelo arquivamento do inquérito dos atos antidemocráticos, acatado então por Moraes. O ministro, na prática, multiplicou as frentes de investigação do inquérito arquivado.

O novo inquérito, segundo o ministro, vai apurar “a presença de fortes indícios e significativas provas apontando a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político absolutamente semelhante àqueles identificados no Inquérito 4.781, com a nítida finalidade de atentar contra a Democracia e o Estado de Direito”.

A investigação tem prazo inicial de 90 dias e será conduzida pela equipe da delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro, da Polícia Federal.

247

Após novo ataque homofóbico, marcas rompem com Sikêra Jr.

Usuários levaram a #DesmonetizaSikeira ao topo dos assuntos mais comentados do Twitter nesta segunda-feira

Revista Fórum – No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, nesta segunda-feira (28), algumas marcas tem se utilizado da pauta para se promover mesmo sem demonstrar, na prática, qualquer respeito à diversidade. Um exemplo desta contradição está naquelas empresas que aguardam o mês de junho para publicar bandeiras de arco-íris, mas financiam figuras públicas com discurso homofóbico explícito.

Essa situação gerou a campanha #DesmonetizaSikeira no Twitter. A hashtag pede que empresas rompam seus contratos de publicidade com o programa Alerta Nacional, do apresentador Sikêra Jr. Na última sexta-feira (25), ele utilizou seu programa para disseminar discurso de ódio contra a comunidade LGBTQIAP+. Duas marcas já deixaram de patrociná-lo.

O movimento Sleeping Giants foi um dos promotores da tag, que cobrou ainda Ultrafarma, Sky, Seara, Lojas Americanas, Hapvida e MRV. “QUEM PAGA ESSA CONTA? Ajude-nos a alertar as empresas para que nesse Dia Internacional do Orgulho LGBT façamos mais do que trocar a foto do perfil!”, escreveu o movimento.

247

“Me arrependo do voto em Bolsonaro em 2018”, diz senador Alessandro Vieira

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), em entrevista à TV 247, disse estar arrependido de ter votado em Jair Bolsonaro em 2018. Agora, ele diz trabalhar para, no primeiro turno das próximas eleições, eleger uma terceira via.

“Eu fiz uma escolha, a comuniquei. Na escolha, já disse que ia ter uma atuação o mais incisiva possível para evitar aqueles problemas que já se anunciavam, o autoritarismo, o despreparo”, justificou o senador sobre o voto em Bolsonaro. “Mas, hoje, tenho que reconhecer que me arrependo do voto. Subestimamos o problema do Bolsonaro, subestimamos a má qualidade, o dano que ele podia causar. E superestimamos o entorno. Se imaginou que aquele entorno de generais e de técnicos conseguiria controlar os arroubos do deputado radical Jair Bolsonaro. E isso não aconteceu, aconteceu o contrário, ele submeteu esse entorno”, ressentiu.

O parlamentar acredita que o Brasil agora deve “mudar de página”, e que nem Lula e muito menos Bolsonaro poderiam resolver os problemas do país: “Agora, com esse arrependimento, como vamos fazer para 2022? A minha intenção nesse momento é trabalhar para uma terceira via. O Brasil merece mudar de página. Não acredito que um retorno do ex-presidente Lula vá resolver os nossos problemas. E tenho certeza também que a permanência de Jair Bolsonaro não ajuda. Mas é uma construção democrática. No final das contas, quem decide é o eleitor. E se chegarmos novamente ao segundo turno com o projeto do PT e o projeto do Bolsonaro, eu vou ter que refletir junto com o eleitor de Sergipe e tomar uma decisão, e ela vai ser pública. Me esconder não faz parte do cardápio”.

CPI da Covid

O senador, que tem atuação marcante na CPI da Covid, prevê que os fatos mais graves irão emergir das investigações. No entanto, ele se mostrou pessimista quanto às chances de um impeachment contra Bolsonaro.

“Temos convicção de que, ao final, a CPI vai ter provas de fatos graves. Decidir se isso vai ser ou não suficiente para o impeachment passa por outra esfera. A gente sabe que o processo de impeachment no Brasil passa por uma etapa que é a decisão unilateral do presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Arthur Lira. É muito improvável que ele dê andamento a qualquer situação que tenha referência ao impedimento do presidente”, disse o senador.

 



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