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:: ‘Política’

EUA superam 3 milhões de casos de covid-19, enquanto Trump inicia saída da OMS

EUA superam 3 milhões de casos de covid-19, enquanto Trump inicia saída da OMS

*Por Ariela Navarro, com escritórios da AFP no mundo

A pandemia do novo coronavírus não cede nos Estados Unidos, que superaram a barreira dos 3 milhões de casos nesta quarta-feira 8, um dia depois de o governo de Donald Trump anunciar o início do processo formal para tirar o país da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia, com mais de 131.000 mortos, seguido do Brasil, onde o presidente Jair Bolsonaro, que anunciou na véspera ter sido infectado pela covid-19, questiona desde o início as medidas para aplacar a pandemia.

No Brasil, o novo coronavírus já causou mais de 67 mil mortes e 1,7 milhão de contágios, mas apesar dos dados, tanto Trump quanto Bolsonaro continuam criticando as medidas de confinamento.

O fato de estar doente não mudou a atitude desafiadora de Bolsonaro frente ao vírus. “Com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo”, tuitou nesta quarta o presidente, após voltar a defender o uso da polêmica hidroxicloroquina para tratar a doença.

Enquanto isso, a cidade australiana de Melbourne se preparava nesta quarta para voltar ao confinamento para tentar aplacar a curva de contágios em um momento em que são registrados cerca de 100 novos casos diários.

Na Europa surgem indícios de que voltar a impor medidas restritivas muito estritas será difícil, depois de a Sérvia ser palco de um protesto com milhares de pessoas criticando o toque de recolher e de a França descartar que no caso de uma segunda onda se volve a impor um “confinamento total”.

Em todo o mundo, o vírus infectou quase 12 milhões de pessoas e deixou mais de 545.000 falecidos desde que foi detectado pela primeira vez na China no fim de 2019.

Recorde de infecções

Nos Estados Unidos, o surto passou despercebido e no início de fevereiro eram contabilizados apenas um punhado de casos, mas em 28 de abril o país somava mais de um milhão de contágios e em 11 de junho eram dois milhões, segundo um balanço da AFP, com base em cifras oficiais.

Na terça-feira, os Estados Unidos voltaram a bater um novo e triste recorde de infecções: 60.000 em 24 horas.

O infectologista e especialista assessor da Casa Branca, Anthony Fauci, advertiu que o país ainda está “até o pescoço” imerso na crise, acabando de passar a primeira onda, mas Trump expressou na terça-feira seu desacordo e afirmou que os Estados Unidos estão em uma “boa posição”.

No contexto da pandemia, o governo americano anunciou que vai revogar os vistos dos estudantes estrangeiros cujas escolas deem aulas exclusivamente de forma virtual no próximo trimestre. Mas a prestigiosa Universidade de Harvard e o MIT interpuseram nesta quarta-feira um recurso judicial para bloquear a revogação.

A crise sanitária que não cede não impediu que Washington iniciasse seu processo de retirada formal da OMS, tal como havia anunciado Trump, que critica a instituição por, segundo ele, ser próxima da China.

Os Estados Unidos são o principal país doador da OMS e sua saída representa um duro golpe para o funcionamento da organização da ONU, que perderá 400 milhões de dólares anuais com sua retirada.

A saída americana será efetivada em um ano, em 6 de julho de 2021. Mas Joe Biden, adversário democrata de Trump nas presidenciais de novembro, assegurou que, se for eleito, manterá o país na OMS.

Sem máscara

Especialistas criticam Estados Unidos e Brasil pela propagação do vírus, ao não incentivar medidas como um distanciamento social rigoroso.

Até mesmo ao anunciar que estava contagiado, Bolsonaro tirou a máscara para mostrar o rosto aos jornalistas.

Este gesto levou a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) a denunciar a atitude do mandatário que, sabendo que está doente, não respeitou as normas de segurança, pondo em risco a vida dos jornalistas.

Bolsonaro tem participado de vários eventos públicos sem máscara e criticado as medidas de distanciamento social impostas em vários estados devido a seu impacto econômico.

Guerrilha pede trégua na Colômbia

O novo coronavírus castiga duramente a América Latina e o Caribe, que superou na terça-feira os três milhões de infecções e as 132.000 mortes.

Na Colômbia, a guerrilha do ELN, a última reconhecida no país, propôs ao governo do presidente Iván Duque um cessar-fogo bilateral por três meses diante da magnitude da emergência sanitária.

Enquanto isso, na Bolívia, sede detentos da superlotada prisão da cidade de La Paz morreram esta semana supostamente por causa do novo coronavírus, segundo as autoridades.

Assessor de Bolsonaro está diretamente ligado a páginas de fake news, diz Facebook

Tércio Arnaud Tomaz, assessor especial do presidente Jair Bolsonaro, foi apontado como o responsável por um esquema de contas falsas nas redes sociais banidas pelo Facebook nesta quarta-feira 8.

O levantamento foi feito pelo Laboratório Forense Digital do Atlantic Council em parceria com a rede social.

Além de Tércio, cinco ex e atuais assessores de legisladores bolsonaristas, entre eles um funcionário do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foram identificados como conectados à operação de desinformação no Facebook e no Instagram. No total, 73 contas foram derrubadas.

O levantamento mostra que as páginas atacavam opositores de Bolsonaro, como os ex-ministros Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta, além de integrantes de outros Poderes.

Segundo os pesquisadores, a conta no Instagram @bolsonaronewsss, que é anônima, foi registrada por Tércio. Ela tinha 492 mil seguidores e mais de 11 mil posts antes de ser derrubada. Uma página no Facebook chamada Bolsonaro News compartilhava o mesmo conteúdo.

Oposição pede investigação ao STF

Partidos de oposição ao governo pediram ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, que investigue a ligação entre os assessores do presidente com as contas derrubadas.

O assunto repercutiu no Congresso. Parlamentares afirmam que a medida do Facebook reforça as investigações da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das Fake News, que está suspensa desde março por conta da pandemia do novo coronavírus.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em entrevista à CNN Brasil que a ação reforça a necessidade de regulamentar o uso das redes. “No caso específico do Facebook, eu não posso comentar porque não conheço o caso a fundo. Agora em relação à perseguição, acho que o ambiente das redes sociais foi, nos últimos meses, muito mais favorável àqueles que apoiam o presidente do que o contrário”, disse.

 

Rui e ACM Neto pedem postura diferente de Bolsonaro após teste positivo para Covid-19

Em coletiva em que anunciam os protocolos de reabertura da economia em Salvador, o governador Rui Costa (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM) desejaram nesta terça-feira (7) uma recuperação rápida e uma mudança de comportamento de Jair Bolsonaro (sem partido), após o presidente testar positivo para Covid-19. 

Foto: Reprodução

O governador petista pediu que Bolsonaro não use bravatas neste momento. “A melhor forma de recuperar a saúde não é usar a ideologia. É usar bom senso, ciência o conhecimento de quem levou décadas estudando, pesquisando. Se ele seguir recomendações da ciência, vai se recuperar nos próximos dias, tendo a saúde estabelecida”, disse Rui.

O presidente já teria iniciado o tratamento com Cloroquina, medicamento sem referendo científico exato para o tratamento da doença.

Sobre o mesmo tema, i prefeito de Salvador desejou que o presidente não passe pelo que, segundo ele, muitos brasileiros passaram nos últimos meses: “muitos vieram a óbito”. “Que, quem sabe, com isso, [Bolsonaro] possa ter uma postura diferente. Ainda dá tempo. Postura diferente, de articulação com os municípios”, completou o gestor municipal.

 

Fonte: Bahia Notícias

Deltan Dallagnol desafia Aras e diz que ele não pode ter acesso a dados da Lava Jato, compartilhados com o FBI

Acossado por diversas investigações, o procurador de Curitiba disse que dar acesso das informações ao procurador-geral da República seria o mesmo que permitir que um banqueiro tivesse acesso aos dados de um correntista

O procurador Deltan Dallagnol, que chefia a força-tarefa da Lava Jato e vem sendo acossado por diversas investigações no Conselho Nacional do Ministério Público, bem como pela denúncia de que trabalhou em parceria com o FBI, polícia dos Estados Unidos, contra os interesses de empresas brasileiras, decidiu desafiar o procurador-geral da República, Augusto Aras.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, concedida ao jornalista Felipe Bachtold, ele afirmou que não irá compartilhar com Aras dados da Lava Jato. “Quando as informações são sigilosas, há regras para o acesso”, disse Dallagnol, que pediu para falar ao jornal e estabeleceu as regras. A entrevista se deu por email.

“O acesso pela PGR só é legítimo nos termos das leis e decisões judiciais. Foi nesses termos que compartilhamos informações e provas dezenas de vezes nos últimos anos com a PGR e vários órgãos, mas nunca houve um pedido de acesso indiscriminado como agora”, afirmou ainda Deltan, que comparou Aras a um banqueiro – o que seria também um gesto de clara insubordinação.

“Do mesmo modo, o chefe da Receita Federal não tem o direito de ver o Imposto de Renda de um certo contribuinte, e o banqueiro não deve acessar os detalhes dos gastos de um correntista, sem justificativa. Quando as informações são sigilosas, há regras para o acesso”, declarou.

 

Fonte: 247

Após testar positivo para Covid, Bolsonaro minimiza vírus e diz que cloroquina tem 100% de eficácia

Jair Bolsonaro admitiu nesta terça-feira (7) que testou positivo para Covid-19 e disse que o vírus “é igual chuva, todo mundo vai pegar”. Mais uma vez ele defendeu a eficácia da cloroquina. “Quase 100% de eficácia se usada no início”, afirmou ele, no momento que a comunidade médica alerta para a não eficácia do remédio e os fortes efeitos colaterais

Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (7) no Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro admitiu que testou positivo para Covid-19, disse que o vírus “é igual chuva, todo mundo vai pegar” e mais uma vez defendeu a eficácia da cloroquina. “Quase 100% de eficácia se usada no início”, disse ele, no momento que a comunidade médica alerta para a não eficácia do remédio e os fortes efeitos colaterais.

Bolsonaro disse que os sintomas do vírus começaram no domingo (5). “Começou com uma certa indisposição no domingo e se agravou na segunda com mal estar, cansaço, pouco de dor muscular e uma febre que bateu os 38 graus”.

Ele mais uma vez condenou a medida dos governadores de isolamento social e disse que a ação gerou pânico na população. “Os cuidados mais importantes são com os idosos, mas, com os demais, não precisa entrar em pânico. Temos de voltar a trabalhar, porque a economia pode ficar numa situação complexa”, continuou. “O vírus é igual chuva, não tem muito o que fazer, todo mundo vai pegar alguma hora”.

Fonte: 247

Bloomberg estampa catástrofe brasileira: hospitais transbordando, corrupção generalizada e um populista obcecado por cloroquina

A agência de notícias Bloomberg fez longa matéria sobre a catástrofe sanitária e social que se desenrola no país. Ela afirma: “as razões pelas quais o Brasil criou um hospedeiro tão perfeito para o coronavírus são diversas e ainda não estão totalmente esclarecidas. Como os EUA, nunca emitiu regras nacionais para o distanciamento social”

A Bloomberg publicou extensa matéria sobre a agonia do Brasil diante do coronavírus. A agência destaca a incompetência do governo Bolsonaro, a corrupção generalizada e a lotação dos hospitais.

O trecho em que se descreve a situação no Brasil é chocante: “as razões pelas quais o Brasil criou um hospedeiro tão perfeito para o coronavírus são diversas e ainda não estão totalmente esclarecidas. Como os EUA, nunca emitiu regras nacionais para o distanciamento social. Mesmo se o governo quisesse, as regras teriam sido impossíveis de aplicar em um país de 210 milhões em que alguns estados são maiores em área do que a França. Isso deixou as autoridades locais a fazer o que bem entendessem, emitindo ordens que variavam descontroladamente e às vezes se contradiziam. Certamente, a pobreza também faz parte do cenário: nas favelas densamente povoadas das cidades brasileiras, o distanciamento social não é viável e não trabalhar significa não comer, especialmente com o estado sem dinheiro, capaz de fornecer apoio suficiente. O mesmo acontece com a disfunção do governo. A superlotação em hospitais públicos é um problema de longa data.

A matéria ainda descreve o maior problema do país, a saber, Bolsonaro: “e depois há o presidente Jair Bolsonaro, um populista de direita que chegou ao poder com uma campanha de 2018 que ecoou as promessas de Donald Trump de “drenar o pântano”. Desde que o coronavírus apareceu no Brasil no final de fevereiro, Bolsonaro frequentemente obstruiu os esforços para contê-lo, exigindo que as autoridades locais abandonassem táticas severas como fechar negócios, demitir um ministro da Saúde que pressionou por uma resposta mais agressiva e, a certa altura, limitando a divulgação de informações epidemiológicas. dados, dizendo que sem os números “não haveria mais uma história” no noticiário da noite. (A Suprema Corte ordenou que o governo voltasse a divulgar os números.) Enquanto nas primeiras semanas do surto a intransigência de Bolsonaro se assemelhava ao que estava acontecendo na Casa Branca, até Trump admitiu de má vontade a gravidade da situação quando a contagem de corpos começou a subir. Enquanto isso, Bolsonaro dobrou, insistindo que o medicamento antimalárico cloroquina é um tratamento eficaz e alegando que o número de casos está sendo exagerado.”

Fonte: 247

De Weintraub a Queiroz: a boquinha não tinha acabado?

No sábado (20), dia em que o Brasil chegou a 50 mil mortes por coronavírus, só nas contas oficiais, o ainda ministro da Educação, Abraham Weintraub, pegou um avião e usou o passaporte diplomático para entrar nos EUA. 

Com risco de ser preso no Brasil, foi exonerado naquele dia mesmo em edição extra do Diário Oficial. Chegamos, assim, a um momento de alta tensão da pandemia com interinos nos ministérios da Educação e da Saúde — por onde já passaram três titulares.

Dois meses antes da fuga, Weintraub participou da famosa reunião de 22 de abril. A proposta de prender vagabundo, a começar pelo STF, era sua principal contribuição para a crise da pandemia que ameaça a realização, por exemplo, do Enem. Atacar o sistema de cotas para pós-graduação foi seu ato final na pasta.

Weintraub, o mais bolsonarista dos ministros (ok, a competição com Ernesto Araújo e Ricardo Salles é pesada), deixou o cargo da mesma forma como entrou: sem prestar qualquer serviço à educação do país.

A inapetência do ministro foi dissecada num relato feito no Twitter pela jornalista de O Estado de S.Paulo Andreza Matais:

“Estive com o ministro Weintraub uma vez. No gabinete, eu e outros dois colegas fomos recebidos por ele e por uma assessora que passou o tempo todo deitada no sofá. O ministro contou que aos 10 anos comprou numa quermesse a versão em inglês de ‘A revolução dos bichos’. Tentamos saber quais os planos do ministro para educação, suas prioridades para o MEC. Saímos com o bloco vazio. Foi a pior experiência da minha vida profissional”.

Assim como seu antecessor, o folclórico Ricardo Velez Rodriguez, Weintraub recebia em dia, dos cofres públicos, R$ 30 mil para passar os dias no Twitter. Numa conta baixa, são R$ 540 mil em dinheiro público para bancar projetos que saíram do nada para lugar algum. Weintraub ganhou salário de ministro de Estado trabalhando como tuiteiro incapaz de usar “ss” no lugar do “ç”.

Isso sem contar o quanto ganham os assessores que passam as horas de entrevista no sofá.

De presente, ganhou a indicação para um posto de representação no Banco Mundial onde ganhará R$ 115 mil mensais.

Uma boca e tanto para quem prometia acabar com a farra com dinheiro público. Nada que cause arrepio para quem transformou o governo numa reunião de amigos e filhos de amigos — entre eles um consultor de comunicação extraoficial, para usar um eufemismo, que recebe religiosamente seu salário como vereador no Rio.

Além de explicar o que Fabricio Queiroz fazia na casa de seu (agora ex) advogado, o presidente têm muito a dizer por que seu ex-assessor recolhia dinheiro vivo dos servidores do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro e pagava a mensalidade de seus netos com dinheiro vivo.

Bolsonaro pai poderia explicar também por que sua ex-assessora na Câmara dos Deputados Nathália Melo de Queiroz, filha de Fabrício, recebeu, só entre julho e novembro de 2018, R$ 101 mil e repassou R$ 29,6 mil para seu pai. Ninguém sabe também como ela batia ponto em Brasília enquanto trabalhava como personal trainer no Rio.

Seria ótimo também se viessem a público as conexões entre o ex-assessor da família e o miliciano que levava uma vida nababesca na Bahia até ser morto numa troca de tiros com a polícia.

No inquérito sobre as manifestações antidemocráticas, a Procuradoria Geral da República acusa quatro deputados bolsonaristas de usarem dinheiro público para divulgar os atos em suas redes sociais. A verba, suspeita-se, vem da cota parlamentar. Coisa de R$ 30,3 mil, repassados para a empresa do marqueteiro responsável por cuidar da marca “Aliança pelo Brasil”, futuro partido dos Bolsonaro.

Em 18 meses de gestão, o presidente que prometia governar sem toma-lá-dá-cá e com um ministério enxuto, com no máximo 15 nomes técnicos, abriu as comportas da administração para o centrão e já estuda criar o 24º ministério.

Bolsonaro prometia moralizar a gestão do dinheiro público, mas surta quando é questionado sobre a explosão de gastos com cartão corporativo, faz o que pode para ofuscar a transparência de dados oficiais, mantém em postos públicos que tem um pé em interesses privados e não vê problemas em repassar milhões à empresa da ex-mulher de seu advogado.

Tudo isso está saindo caro. Muito caro.

No auge da crise sanitária, política e econômica, a ideia mais brilhante do mais prestigiado deles, o Posto Ipiranga Paulo Guedes, era vender a “porra” do Banco do Brasil, abrir cassinos para deixar coitado “se foder” e colocar jovem para cantar o hino nacional de manhã e construir estradas à tarde em troca de R$ 200.

O circo é financiado com dinheiro público, mas as vidas perdidas na pandemia são os registros mais trágicos do preço da incompetência.

Fonte: Yahoo Notícias

PT vai acionar STF, PF e Conselho de Ética contra Zambelli após ameças a Rogério Correia

A deputada bolsonarista incitou seus seguidores a promoverem um “tsunami” contra o parlamentar do PT

Reprodução, Fórum

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Ênio Verri (PT-PR), anunciou neste sábado (20) que o partido vai se movimentar juridicamente contra a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) após a parlamentar incitar ataques contra o deputado federal Rogério Corria (PT-MG) – que chegou a sofrer ameaças de morte.

“Essas ameaças não podem ficar impunes, a deputada é recorrente na prática de outros ilícitos como disseminação de fake news e incentivo à ruptura democrática e à quebra dos direitos constitucionais”, afirmou Verri.

O partido vai denunciar Zambelli ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e ao Supremo Tribunal Federal após ter incitado ataques a Correia que terminaram em ameaças de morte a ele e à família. O partido pretende acionar a Polícia Federal para investigar a autoria dos crimes.

A deputada Natália Bonavides (PT-RN) e os deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e Rui Falcão (PT-SP), integrantes da CPMI das Fake News, afirmaram que vão levar o episódio para a comissão.

Entenda o caso

Tudo começou com Carla Zambelli ameaçando Correia com “o tsunami bolsonarista” nas redes, na sexta-feira. A parlamentar, ao fazer a ameaça, saiu em defesa do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub. Isso porque Correia informou que encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de retenção do passaporte de Weintraub, já que o olavista, que é investigado pela Corte, teria planos de sair do Brasil.

Na madrugada de sexta para sábado, o parlamentar denunciou ameaças de morte. “Não bastasse estar cheia de problemas e a deputada Zambelli anuncia e coloca robôs bolsonaristas para atacar deputados nas redes. Até ameaça de morte já recebi”, informou.

Fonte: Fórum

Moro aproveita prisão de Queiroz para atacar Bolsonaro

O ex-ministro Sergio Moro aproveitou a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, para defender que a polícia deve “trabalhar de maneira independente”, em postagem no Twitter, nesta quinta-feira (18).

Ao sair do governo federal, Moro acusou Jair Bolsonaro de estar interferindo no trabalho da PF por conta da exoneração do então diretor-geral do órgão, Maurício Valeixo.

Fonte: 247

Pedido de trégua de Bolsonaro é ofensa ao Supremo

“Que trégua busca Bolsonaro? Uma pausa que envolva tempo, que retarde ações? Que poupe os garotos por enquanto?”, questiona o colunista Moisés Mendes

Foto de divulgação

A prisão de Queiroz e a fuga de Weintraub empurraram para os cantinhos dos jornais online da grande imprensa a notícia da visita de três ministros de Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes.

As corporações noticiaram com certa candura que os ministros foram a São Paulo, na sexta-feira, para conversar com Moraes em missão de paz.

Estavam em busca de uma trégua, anunciada como coisa normal. Como se fosse possível lidar com naturalidade com uma visita nessas circunstâncias e na casa do ministro do Supremo que mais atemoriza o governo.

O Judiciário é o grande protagonista do cerco a Bolsonaro, aos filhos dele e às estruturas da militância profissional que formou gangues para atacar o Supremo e para pedir a volta da ditadura.

Só num filme sobre máfias seria aceito como roteiro ‘normal’ que ministros de um governo acossado visitem exatamente o ministro da mais alta Corte do país relator de processos que envolvem e podem destruir o próprio governo.

Mas a grande imprensa repetiu, quase em jogral, que o objetivo da visita de André Mendonça (Justiça e Segurança), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e José Levi (Advocacia-Geral) era o de distensionar a corda.

A visita de sexta-feira é parte de uma sequência que seria desastrosa numa democracia em ambiente de normalidade. Todas as visitas foram caracterizadas como recados, e não como pedidos de trégua.

No dia 7 de maio, reunido com um grupo de empresários, Bolsonaro saiu rampa afora e decidiu visitar de surpresa o presidente do Supremo, acompanhado dos seus ministros militares.

Bolsonaro, os ministros e os empresários tomaram conta de um mesão e tentaram emparedar Dias Toffoli. Era a cena de uma pressão pra cima do Supremo, que dera ganho de causa a governadores e prefeitos na gestão das medidas de contenção da pandemia.

Foi uma grosseria do sujeito e dos empresários e não funcionou, porque não tinha como funcionar. Mas pode ter surtido efeito como teatro para o público da extrema direita.

No dia 25 de maio, Bolsonaro também pulou da cadeira e foi visitar Augusto Aras, o procurador-geral, na posse de um subprocurador que certamente ele nem sabia quem era e de uma área que não prestigia (Carlos Alberto Vilhena, da Procuradoria dos Direitos do Cidadão).

Aras é que a autoridade que o investiga e pode, mais adiante, denunciá-lo no inquérito sobre os conluios com gente da Polícia Federal. Aras não poderia ter sido visitado.

No dia 1º de junho, uma segunda-feira, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, visitou Alexandre de Moraes na casa do ministro em São Paulo. Estaria cumpr indo age nda por lá e decidiu dar uma chegada.

Também foi em missão de paz, segundo os jornais. Mas um dia antes, no domingo, 31 de maio, o ministro da Defesa havia sobrevoado Brasília em um helicóptero da FAB.

Ao seu lado estava Bolsonaro, chefe supremo das Forças Armadas, que acenava lá de cima para manifestantes fascistas aglomerados na Praça dos Três Poderes em ajuntamento pelo fechamento do Supremo.

E agora, na sexta-feira, mais três ministros vão a São Paulo com a mesma missão de paz para conversar com Alexandre de Moraes, na casa do ministro que passa toda a semana em Brasília.

Moraes poderia dizer que não, que poderia recebê-los com agenda prévia em seu gabinete? Talvez pudesse, talvez não deva, talvez não consiga dizer não.

É complicado. Não há como imaginar uma trégua numa hora dessas. É improvável que emissários possam enviar a Moraes e aos demais ministros mensagens de que a partir de agora Bolsonaro tentará ter bons modos.

E o que isso pode significar para ministros do Supremo? Eles seriam menos implacáveis, se Bolsonaro passasse a se comportar como um déspota cordial?

Que trégua busca Bolsonaro? Uma pausa que envolva tempo, que retarde ações? Que poupe os garotos por enquanto?

O interessante é que todas as visitas são anunciadas para os amigos da imprensa por gente de Bolsonaro, como se fossem avisos para todos, e não só para o Supremo.

É uma ofensa que merece respostas com o prosseguimento das ações. E que peguem os garotos na hora certa, para que não restem dúvidas.

Que não peguem apenas a chinelagem, a Sara Winter, os blogueiros das fake news sustentados com dinheiro público e outros mandaletes da indústria da difamação, do ódio e do golpe.

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