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:: ‘Política’

De Weintraub a Queiroz: a boquinha não tinha acabado?

No sábado (20), dia em que o Brasil chegou a 50 mil mortes por coronavírus, só nas contas oficiais, o ainda ministro da Educação, Abraham Weintraub, pegou um avião e usou o passaporte diplomático para entrar nos EUA. 

Com risco de ser preso no Brasil, foi exonerado naquele dia mesmo em edição extra do Diário Oficial. Chegamos, assim, a um momento de alta tensão da pandemia com interinos nos ministérios da Educação e da Saúde — por onde já passaram três titulares.

Dois meses antes da fuga, Weintraub participou da famosa reunião de 22 de abril. A proposta de prender vagabundo, a começar pelo STF, era sua principal contribuição para a crise da pandemia que ameaça a realização, por exemplo, do Enem. Atacar o sistema de cotas para pós-graduação foi seu ato final na pasta.

Weintraub, o mais bolsonarista dos ministros (ok, a competição com Ernesto Araújo e Ricardo Salles é pesada), deixou o cargo da mesma forma como entrou: sem prestar qualquer serviço à educação do país.

A inapetência do ministro foi dissecada num relato feito no Twitter pela jornalista de O Estado de S.Paulo Andreza Matais:

“Estive com o ministro Weintraub uma vez. No gabinete, eu e outros dois colegas fomos recebidos por ele e por uma assessora que passou o tempo todo deitada no sofá. O ministro contou que aos 10 anos comprou numa quermesse a versão em inglês de ‘A revolução dos bichos’. Tentamos saber quais os planos do ministro para educação, suas prioridades para o MEC. Saímos com o bloco vazio. Foi a pior experiência da minha vida profissional”.

Assim como seu antecessor, o folclórico Ricardo Velez Rodriguez, Weintraub recebia em dia, dos cofres públicos, R$ 30 mil para passar os dias no Twitter. Numa conta baixa, são R$ 540 mil em dinheiro público para bancar projetos que saíram do nada para lugar algum. Weintraub ganhou salário de ministro de Estado trabalhando como tuiteiro incapaz de usar “ss” no lugar do “ç”.

Isso sem contar o quanto ganham os assessores que passam as horas de entrevista no sofá.

De presente, ganhou a indicação para um posto de representação no Banco Mundial onde ganhará R$ 115 mil mensais.

Uma boca e tanto para quem prometia acabar com a farra com dinheiro público. Nada que cause arrepio para quem transformou o governo numa reunião de amigos e filhos de amigos — entre eles um consultor de comunicação extraoficial, para usar um eufemismo, que recebe religiosamente seu salário como vereador no Rio.

Além de explicar o que Fabricio Queiroz fazia na casa de seu (agora ex) advogado, o presidente têm muito a dizer por que seu ex-assessor recolhia dinheiro vivo dos servidores do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro e pagava a mensalidade de seus netos com dinheiro vivo.

Bolsonaro pai poderia explicar também por que sua ex-assessora na Câmara dos Deputados Nathália Melo de Queiroz, filha de Fabrício, recebeu, só entre julho e novembro de 2018, R$ 101 mil e repassou R$ 29,6 mil para seu pai. Ninguém sabe também como ela batia ponto em Brasília enquanto trabalhava como personal trainer no Rio.

Seria ótimo também se viessem a público as conexões entre o ex-assessor da família e o miliciano que levava uma vida nababesca na Bahia até ser morto numa troca de tiros com a polícia.

No inquérito sobre as manifestações antidemocráticas, a Procuradoria Geral da República acusa quatro deputados bolsonaristas de usarem dinheiro público para divulgar os atos em suas redes sociais. A verba, suspeita-se, vem da cota parlamentar. Coisa de R$ 30,3 mil, repassados para a empresa do marqueteiro responsável por cuidar da marca “Aliança pelo Brasil”, futuro partido dos Bolsonaro.

Em 18 meses de gestão, o presidente que prometia governar sem toma-lá-dá-cá e com um ministério enxuto, com no máximo 15 nomes técnicos, abriu as comportas da administração para o centrão e já estuda criar o 24º ministério.

Bolsonaro prometia moralizar a gestão do dinheiro público, mas surta quando é questionado sobre a explosão de gastos com cartão corporativo, faz o que pode para ofuscar a transparência de dados oficiais, mantém em postos públicos que tem um pé em interesses privados e não vê problemas em repassar milhões à empresa da ex-mulher de seu advogado.

Tudo isso está saindo caro. Muito caro.

No auge da crise sanitária, política e econômica, a ideia mais brilhante do mais prestigiado deles, o Posto Ipiranga Paulo Guedes, era vender a “porra” do Banco do Brasil, abrir cassinos para deixar coitado “se foder” e colocar jovem para cantar o hino nacional de manhã e construir estradas à tarde em troca de R$ 200.

O circo é financiado com dinheiro público, mas as vidas perdidas na pandemia são os registros mais trágicos do preço da incompetência.

Fonte: Yahoo Notícias

PT vai acionar STF, PF e Conselho de Ética contra Zambelli após ameças a Rogério Correia

A deputada bolsonarista incitou seus seguidores a promoverem um “tsunami” contra o parlamentar do PT

Reprodução, Fórum

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Ênio Verri (PT-PR), anunciou neste sábado (20) que o partido vai se movimentar juridicamente contra a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) após a parlamentar incitar ataques contra o deputado federal Rogério Corria (PT-MG) – que chegou a sofrer ameaças de morte.

“Essas ameaças não podem ficar impunes, a deputada é recorrente na prática de outros ilícitos como disseminação de fake news e incentivo à ruptura democrática e à quebra dos direitos constitucionais”, afirmou Verri.

O partido vai denunciar Zambelli ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e ao Supremo Tribunal Federal após ter incitado ataques a Correia que terminaram em ameaças de morte a ele e à família. O partido pretende acionar a Polícia Federal para investigar a autoria dos crimes.

A deputada Natália Bonavides (PT-RN) e os deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e Rui Falcão (PT-SP), integrantes da CPMI das Fake News, afirmaram que vão levar o episódio para a comissão.

Entenda o caso

Tudo começou com Carla Zambelli ameaçando Correia com “o tsunami bolsonarista” nas redes, na sexta-feira. A parlamentar, ao fazer a ameaça, saiu em defesa do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub. Isso porque Correia informou que encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de retenção do passaporte de Weintraub, já que o olavista, que é investigado pela Corte, teria planos de sair do Brasil.

Na madrugada de sexta para sábado, o parlamentar denunciou ameaças de morte. “Não bastasse estar cheia de problemas e a deputada Zambelli anuncia e coloca robôs bolsonaristas para atacar deputados nas redes. Até ameaça de morte já recebi”, informou.

Fonte: Fórum

Moro aproveita prisão de Queiroz para atacar Bolsonaro

O ex-ministro Sergio Moro aproveitou a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, para defender que a polícia deve “trabalhar de maneira independente”, em postagem no Twitter, nesta quinta-feira (18).

Ao sair do governo federal, Moro acusou Jair Bolsonaro de estar interferindo no trabalho da PF por conta da exoneração do então diretor-geral do órgão, Maurício Valeixo.

Fonte: 247

Pedido de trégua de Bolsonaro é ofensa ao Supremo

“Que trégua busca Bolsonaro? Uma pausa que envolva tempo, que retarde ações? Que poupe os garotos por enquanto?”, questiona o colunista Moisés Mendes

Foto de divulgação

A prisão de Queiroz e a fuga de Weintraub empurraram para os cantinhos dos jornais online da grande imprensa a notícia da visita de três ministros de Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes.

As corporações noticiaram com certa candura que os ministros foram a São Paulo, na sexta-feira, para conversar com Moraes em missão de paz.

Estavam em busca de uma trégua, anunciada como coisa normal. Como se fosse possível lidar com naturalidade com uma visita nessas circunstâncias e na casa do ministro do Supremo que mais atemoriza o governo.

O Judiciário é o grande protagonista do cerco a Bolsonaro, aos filhos dele e às estruturas da militância profissional que formou gangues para atacar o Supremo e para pedir a volta da ditadura.

Só num filme sobre máfias seria aceito como roteiro ‘normal’ que ministros de um governo acossado visitem exatamente o ministro da mais alta Corte do país relator de processos que envolvem e podem destruir o próprio governo.

Mas a grande imprensa repetiu, quase em jogral, que o objetivo da visita de André Mendonça (Justiça e Segurança), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e José Levi (Advocacia-Geral) era o de distensionar a corda.

A visita de sexta-feira é parte de uma sequência que seria desastrosa numa democracia em ambiente de normalidade. Todas as visitas foram caracterizadas como recados, e não como pedidos de trégua.

No dia 7 de maio, reunido com um grupo de empresários, Bolsonaro saiu rampa afora e decidiu visitar de surpresa o presidente do Supremo, acompanhado dos seus ministros militares.

Bolsonaro, os ministros e os empresários tomaram conta de um mesão e tentaram emparedar Dias Toffoli. Era a cena de uma pressão pra cima do Supremo, que dera ganho de causa a governadores e prefeitos na gestão das medidas de contenção da pandemia.

Foi uma grosseria do sujeito e dos empresários e não funcionou, porque não tinha como funcionar. Mas pode ter surtido efeito como teatro para o público da extrema direita.

No dia 25 de maio, Bolsonaro também pulou da cadeira e foi visitar Augusto Aras, o procurador-geral, na posse de um subprocurador que certamente ele nem sabia quem era e de uma área que não prestigia (Carlos Alberto Vilhena, da Procuradoria dos Direitos do Cidadão).

Aras é que a autoridade que o investiga e pode, mais adiante, denunciá-lo no inquérito sobre os conluios com gente da Polícia Federal. Aras não poderia ter sido visitado.

No dia 1º de junho, uma segunda-feira, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, visitou Alexandre de Moraes na casa do ministro em São Paulo. Estaria cumpr indo age nda por lá e decidiu dar uma chegada.

Também foi em missão de paz, segundo os jornais. Mas um dia antes, no domingo, 31 de maio, o ministro da Defesa havia sobrevoado Brasília em um helicóptero da FAB.

Ao seu lado estava Bolsonaro, chefe supremo das Forças Armadas, que acenava lá de cima para manifestantes fascistas aglomerados na Praça dos Três Poderes em ajuntamento pelo fechamento do Supremo.

E agora, na sexta-feira, mais três ministros vão a São Paulo com a mesma missão de paz para conversar com Alexandre de Moraes, na casa do ministro que passa toda a semana em Brasília.

Moraes poderia dizer que não, que poderia recebê-los com agenda prévia em seu gabinete? Talvez pudesse, talvez não deva, talvez não consiga dizer não.

É complicado. Não há como imaginar uma trégua numa hora dessas. É improvável que emissários possam enviar a Moraes e aos demais ministros mensagens de que a partir de agora Bolsonaro tentará ter bons modos.

E o que isso pode significar para ministros do Supremo? Eles seriam menos implacáveis, se Bolsonaro passasse a se comportar como um déspota cordial?

Que trégua busca Bolsonaro? Uma pausa que envolva tempo, que retarde ações? Que poupe os garotos por enquanto?

O interessante é que todas as visitas são anunciadas para os amigos da imprensa por gente de Bolsonaro, como se fossem avisos para todos, e não só para o Supremo.

É uma ofensa que merece respostas com o prosseguimento das ações. E que peguem os garotos na hora certa, para que não restem dúvidas.

Que não peguem apenas a chinelagem, a Sara Winter, os blogueiros das fake news sustentados com dinheiro público e outros mandaletes da indústria da difamação, do ódio e do golpe.

247

Ministra Cármen Lúcia nega habeas corpus para a bolsonarista Sara Winter, que segue presa

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia negou quatro pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa da extremista bolsonarista Sara Winter, presa há 4 dias pela Polícia Federal

A extremista bolsonarista Sara Winter não obteve sucesso na apresentação de quatro habeas corpus requerendo a sua soltura. A ministra do STF, Cármen Lúcia, negou os pedidos e a extremista prossegue encarcerada.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “as prisões foram decretadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) no inquérito que apura manifestações de rua antidemocráticas. Os pedidos de prisão foram apresentados na última sexta-feira (12) e são temporários, ou seja, têm duração de cinco dias.”

A matéria ainda informa que “de acordo com o MPF (Ministério Público Federal), há indícios de que o grupo continua organizando e captando recursos financeiros para ações que se enquadram na Lei de Segurança Nacional, que define crimes contra a ordem política e social.”

Fonte: 247

 

Wassef, advogado da família Bolsonaro já foi envolvido em caso de sacrifício de criança

Segundo prints de uma edição do Jornal do Brasil  compartilhados pelo cientista político Alberto Carlos Almeida em seu Twitter, o advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef , já envolvido em uma investigação sobre o sacríficio de uma criança. O caso aconteceu na cidade de Guaratuba, no Paraná , no ano de 1992.

Fred Wassef é advogado do senador Flávio Bolsonaro e do próprio presidente

De acordo com as informações postadas no Twitter, Wassef faria parte de uma seita no começo dos anos 90. A polícia suspeitava que o grupo tivesse relação com o desaparecimento de uma criança de oito anos. Pela suspeita, Wassef e o argentino José Teruggi, que seria um dos líderes da seita, tiveram a prisão temporária decretada.

Segundo as investigações da época, foi encontrada uma fita de vídeo na qual Terrugi, que dizia ser um bruxo, pede para que sua mulher, Valentina de Andrade, mate uma criança.

Na época, Wassef forneceu à Polícia um endereço na cidade de Atibaia, no interior de São Paulo. Entretanto, as autoridades não encontraram ninguém no local. Wassef foi ouvido e liberado. Confira o tuíte:

Fonte: IG

 

Em meio a rumores de demissão, Bolsonaro diz que “estamos tentando solucionar com o Sr. Weintraub”

Jair Bolsonaro estaria decidido a demitir o ministro da Educação após a participação dele em ato do grupo 300 no domingo

Revista Fórum – O presidente Jair Bolsonaro criticou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta segunda-feira (15) durante entrevista à TV BandNews. O ex-capitão deu mais um sinal de que pode estar prestes a demitir o ministro após a participação em ato com o grupo 300 do Brasil.

“Quanto à participação do ministro a um grupamento de pessoas, que não foi o grupo que disparou fogos contra o Supremo, ele não foi muito prudente. Não foi um bom recado. Ele não estava representando o governo, estava representando a si próprio. Estamos tentando solucionar com o Sr. Weintraub”, afirmou o presidente.

Alvo de inquérito no STF que apura fake news e ataques às instituições, Weintraub incomodou o Planalto por participar do ato no último domingo. Ministros do STF já admitiram que Weintraub pode ser preso e que teriam sido avisados por interlocutores de Jair Bolsonaro que o titular da Educação estaria com os dias contados no governo.

 

Bolsonaro diz que Forças Armadas “não cumprem ordens absurdas”

Presidente manifestou-se sobre decisão de ministro do STF que determinou limites aos poderes das Forças Armadas

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que as Forças Armadas não cumprem ordens absurdas e não aceitam interferências de um poder sobre outro, segundo nota publicada na sexta-feira 12, por meio de seu perfil no Facebook e da conta da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom).

Bolsonaro divulgou o comunicado após o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), contrariar seu entendimento e determinar que as Forças Armadas não são “poder moderador” e têm atuação limitada. A decisão de Fux ocorreu em julgamento de ação sobre o artigo 142 da Constituição.

Em resposta à medida liminar de Fux, Bolsonaro escreveu que “as Forças Armadas estão sob a autoridade suprema do presidente da República, de acordo com o artigo 142 da Constituição Federal” e que “as mesmas destinam-se à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

O texto segue: “As Forças Armadas do Brasil não cumprem ordens absurdas, como por exemplo a tomada de poder. Também não aceitam tentativas de tomada de poder por outro poder da República, ao arrepio das leis, ou por conta de julgamentos políticos”.

Na sequência, o presidente completa a nota afirmando que a decisão do magistrado “bem reconhece o papel e a história das Forças Armadas, sempre ao lado da democracia e da liberdade”.

O texto é assinado por Bolsonaro, pelo vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, e pelo ministro da Defesa, general Fernando Azevedo.

– Lembro à Nação Brasileira que as Forças Armadas estão sob a autoridade suprema do Presidente da República, de acordo…

Posted by Jair Messias Bolsonaro on Friday, June 12, 2020

Rui diz não temer investigação e defende ‘transparência absoluta, doa quem doer’

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), respondeu questionamentos sobre a Operação Ragnarok, que investiga suposta fraude na aquisição de respiradores pelo Consórcio Nordeste, neste sábado (13) em entrevista à CNN. Questionado sobre o fato do processo ter deixado o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e passado para as mãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que julga acusados com prerrogativa de foro, e por isso o foco poderia ser ele, Rui disse ter “absoluta tranquilidade”.

O governador baiano destacou que partiu dele a determinação para que a investigação ocorra, e que cehgou a enviar uma carta ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, solicitando a retomada da ação.

O Bahia Notícias teve acesso com exclusivadade ao depoimento de duas pessoas presas por envolvimento na fraude dos respiradores, a CEO da Hempcare Cristiana Prestes, e o presidente da Biogeoenergy Paulo de Tarso. Os dois acusados citaram pessoas ligadas ao governo da Bahia durante os depoimentos, como o ex-secretário da Casa Civil Bruno Dauster e o vice-governador João Leão (PP).

Durante a entrevista o governador baiano defendeu “apuração absoluta e total, doa quem doer e alcance quem alcançar”. Segundo ele, se a investigação apontar como culpado algum integrante ou ex-integrante do governo estado, eles devem ser responsabilizados pelos erros.

O ex-secretário da Casa Civil da Bahia, Bruno Dauster, foi exonerado do cargo na última sexta-feira (5), após ter o nome citado nos depoimentos. A justificativa dada por Dauster foi de que optou por sair da gestão a fim de evitar politização do caso

Caso Marielle: polícia prende bombeiro que teria cedido carro para esconder armas de Lessa, acusado de matar vereadora

Maxwell Corrêa: em março de 2019, logo após as prisões de Lessa e Élcio de Queiroz, polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do bombeiro, num condomínio de alto padrão no Recreio dos Bandeirantes

Apontado como cúmplice do sargento da reserva da Polícia Militar Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, o cabo do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa, o Suel, foi preso, na manhã desta quarta-feira. Ele foi localizado num condomínio no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Suel já estava na mira da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio (MPRJ) desde a prisão de Lessa e do ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, em março do ano passado. De acordo com os investigadores, coube ao bombeiro ajudar, logo após a prisão do sargento, no descarte das armas escondidas por Lessa.

O bombeiro é acusado de ter cedido um carro para a quadrilha de Lessa esconder as armas por uma noite, logo após a prisão do sargento, antes de um de seus comparsas, Josinaldo Freitas, o Djaca, recolhê-las e jogá-las no mar para evitar a apreensão. Uma das armas, cogita a polícia, pode ter sido usada no ataque a Marielle. O veículo de Suel ficou estacionado no pátio do supermercado Freeway, na Barra da Tijuca. Suel tentou plantar falsas testemunhas para esconder a propriedade do carro, mas os investigadores conseguiram desmenti-las.

Julgamento do pedido de federalização

No fim de maio, a 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que o Caso Marielle continuasse sendo investigado pelo MPRJ e pela Polícia Civil. No Incidente de Deslocamento de Competência (IDC), cuja votação ocorreu há duas semanas, ficou decidido pela não federalização das investigações, ou seja, que o caso não ficasse a cargo do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. O IDC tinha sido suscitado pela ex-procuradora-geral da República, Rachel Dodge, em seu último dia no cargo, em 17 de setembro do ano passado.

Componentes de fuzil recolhidos

Os investigadores suspeitam que, além da caixa retirada do apartamento, os comparsas de Lessa recolheram outros componentes de fuzil espalhados por esconderijos do sargento. Como seriam lançados ao mar na manhã do dia seguinte, tiveram de pernoitar dentro do carro cedido por Suel e estacionado no supermercado. Dali, foram levadas para o Quebra-Mar, de onde Djaca partiu para descartar as armas, de acordo com as investigações.

A prisão de Suel foi decretada pelo juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, da 19ª Vara Criminal, onde o processo de obstrução da investigação relacionado ao descarte de armas de Lessa tramita. Outro processo, que corre na 40ª Vara Criminal, responsabiliza Lessa pelas centenas de peças de fuzis encontradas na casa de Alexandre Motta, amigo de infância do sargento reformado da PM, em 12 de março de 2019, mesmo dia da prisão do acusado de matar a parlamentar e seu motorista. Motta também chegou a ser preso, mas conseguiu um habeas corpus. Em depoimento, ele contou que Lessa havia lhe pedido para guardar as caixas fechadas, sem que soubesse o conteúdo delas, no caso, o armamento apreendido.

Prender Suel era uma questão de tempo, segundo os investigadores, que não tinham dúvidas sobre o envolvimento cabo na quadrilha liderada por Lessa. Faltava colher as provas para sustentar o pedido de prisão. De acordo com as investigações, Suel sempre foi o principal parceiro do sargento reformado Ronnie Lessa nos negócios ilícitos, especialmente na exploração de atividades da milícia em Rocha Miranda e imediações, na Zona Norte do Rio, onde ambos se conheceram nos anos 1990.

Suel é a quinta pessoa presa por causa do sumiço das armas. Em outubro do ano passado, a Polícia Civil e o MP cumpriram mandados de prisão contra a mulher do sargento, Elaine Lessa, o cunhado dele, Bruno Figueiredo, Márcio Montavano e Josinaldo Freitas. Na ocasião, eles foram acusados de obstrução de Justiça, porte de arma e associação criminosa. Segundo a Polícia Civil, o grupo teria ocultado armas usadas pelo grupo de Ronnie Lessa, entre elas a submetralhadora HK-MP5, que supostamente teria sido usada para matar Marielle e Anderson.

Em outubro, após a prisão de Elaine e dos outros três envolvidos, a promotora Letícia Emile, do Gaeco, explicou que o apartamento de Lessa já havia sido esvaziado quando foram cumpridos os mandados de busca e apreensão, no dia seguinte à prisão de Lessa. De acordo com Letícia, “o Márcio (Montavano), poucas horas antes, teria retirado de lá uma caixa enorme”. O cunhado do sargento, conclui a investigação, foi quem deu o comando para que tudo fosse retirado de lá. “Josinaldo”, diz texto, “teria sido acionado para se desfazer de todas as bolsas. Ele contratou um barqueiro para levá-las a alto-mar”, contou a promotora.

Desde então, o MP e a Polícia trabalham com a possibilidade de que outras caixas com armas teriam sido escondidas. Foram feitos 28 mergulhos para procurar os armamentos no mar, sem resultados.

Outros alvos da polícia

Além de Suel, os investigadores chegaram a outros três parceiros de Lessa em negócios ilícitos: os policiais militares da ativa Pedro Bazzanella e Maurício da Conceição Júnior. O primeiro chegou a prestar depoimento no dia 1º de fevereiro de 2019, na DH, no mesmo dia de Élcio, antes que este fosse preso. Na ocasião, os investigadores fizeram o monitoramento da dupla, seguindo-os da delegacia até o ponto de encontro deles com Ronnie Lessa, no Bar e Restaurante Resenha. O grupo foi fotografado pela equipe da DH e, segundo o relatório de Giniton sobre o caso, os três teriam combinado o que falariam na delegacia, antes e depois do depoimento.

O relatório com as imagens do encontro foram anexadas ao processo. Em certo trecho da denúncia do Gaeco, a promotoria classifica o encontro: “ Tal proceder se revela assaz preocupante, denunciando indícios de manipulação de depoimentos”.

A denúncia aponta ainda que Élcio chega a falar, em seu depoimento, que se encontrou com Bazzanella antes, mas não revela que Ronnie Lessa estava presente. Bazzanella também, por sua vez, omite a presença do sargento reformado da PM em seu depoimento. Além disso, ele voltou ao bar onde permaneceu por mais de uma hora, “restando inconteste que o denunciado (Lessa) acompanha, de perto, a investigação policial do caso Marielle”.

Os investigadores também encontraram fortes indícios de que Carlos Eduardo de Almeida da Silva, o Cadu, e Márcio José Rosa de Carvalho pertencem à organização criminosa de Ronnie Lessa, que atua como chefe do bando. O próprio fato de os integrantes se reunirem com Lessa no antigo Bar e Restaurante Resenha já demonstraria essa formação hierárquica. Diálogos captados em interceptações telefônicas e informações advindas de quebras de sigilo de dados telemáticos (pelas contas de provedores da internet) revelaram a relação entre eles.

Fonte: Yahoo



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