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:: ‘Política’

Base de Bolsonaro se frustra com ex-presidente, e antigos aliados agora acenam a Lula

O silêncio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a derrota na eleição presidencial e a viagem para os Estados Unidos às vésperas de deixar o cargo criaram um sentimento de frustração entre aliados do ex-chefe do Executivo.
A avaliação de antigos aliados é que Bolsonaro adotou decisões equivocadas após perder o pleito e que isso estremeceu sua base eleitoral.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, publicou um vídeo nas redes sociais nesta semana para se dirigir a quem está “magoado” e reforçou o apoio do partido ao ex-mandatário. A fala foi replicada no Instagram da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
“Acredito que muitos brasileiros e brasileiras, crianças, jovens, adolescentes, pessoas de todas as idades sentiram orgulho da bandeira nacional, orgulho das nossas cores, orgulho do nosso país. Isso a gente deve a Jair Bolsonaro”, disse Valdemar no vídeo.
“Quero dizer que, se existe alguém, por algum motivo, que teve alguma decepção, mágoa ou frustração, queria dizer a vocês: Jair Messias Bolsonaro tem nosso o crédito, tem nosso apoio, tem um significado incrível para o nosso país e vai continuar tendo”, completou.
A mensagem tem endereço: trazer um alento para a militância decepcionada e buscar evitar um racha ainda maior na base de Bolsonaro.
Havia uma expectativa entre aliados do então chefe do Executivo de que ele pudesse aproveitar o seu capital político e se tornar uma liderança forte e emblemática da oposição, o que, até o momento, não ocorreu. Bolsonaro perdeu a disputa, mas teve 58 milhões de votos.
Um dos reflexos da desmobilização da base bolsonaristas é que alguns parlamentares que foram leais ao ex-mandatário agora já sinalizam uma aproximação com Luiz Inácio Lula da Silva (PL). Há casos de aliados que marcaram presença em posses de ministros do petista e até compartilharam fotos nas redes sociais.
Os dois meses que se seguiram após o segundo turno das eleições foram marcados por uma mudança radical de postura de Bolsonaro, até então acostumado a usar as redes sociais em transmissões ao vivo e realizar passeios de moto para interagir com a população.
Ao mesmo tempo em que militantes bolsonaristas acampavam em frente a quarteis do Exército, o presidente praticamente transferiu seu gabinete para a residência oficial, o Palácio da Alvorada, e desde então foram raras as suas aparições públicas.
Aumentou assim o clima de suspense a respeito de sua postura na hora de entregar o cargo. Apoiadores bolsonaristas acampados em frente a quartéis esperaram até o último momento uma intervenção militar.
Os aliados políticos, por sua vez, esperavam que Bolsonaro atuasse como liderança e mantivesse sua base informada de que não teria como evitar a posse de Lula. O que todos viram, entretanto, foi um Bolsonaro acuado e em silêncio, o que fomentou teorias da conspiração.
Interlocutores do ex-presidente dizem que ele ainda ficará recluso por alguns meses. Eles apostam que, passado esse período, Bolsonaro deve ressurgir politicamente.
Outros ex-auxiliares dizem que Bolsonaro já conquistou seu papel na história como alguém que conseguiu pautar politicamente o debate da direita conservadora.
Mesmo com a reclusão, aliados apostam que ninguém terá força suficiente para ocupar o espaço de Bolsonaro como líder do campo conservador até a próxima eleição presidencial.
“Eu pessoalmente acho natural [a posição do ex-presidente]. Ele [Bolsonaro] teve uma derrota, isso abala. Ele optou pelo silêncio, embora muitos quisessem que ele botasse lenha na fogueira, outros já falavam em prendê-lo, porque ele estaria à frente de movimento. Ele manteve o silêncio, manteve recluso. Cada um reage de uma maneira a isso. Eu tenho a compreensão que realmente foi a escolha dele”, afirma o ex-líder do governo Bolsonaro no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ).
O senador rebate a ideia de que a base bolsonarista está sofrendo com defecções, pelo menos na Casa legislativa em que atua.
“Eu não vejo esse sentimento [de mudança de lado de bolsonaristas, por causa da postura de Bolsonaro], pelo menos no Senado. No Senado não houve nenhum, pelo menos que eu me recorde aqui”, afirmou.
O Senado foi onde a força bolsonarista se mostrou mais claramente no primeiro turno das eleições, com o presidente conseguindo transformar a bancada do PL na maior da Casa, além de eleger aliados próximos e ex-ministros, como Damares Alves (Republicanos-DF), Marcos Pontes (PL-SP) e o ex-secretário da Pesca Jorge Seif (PL-SC).
As cerimônias de transmissão de cargo para os ministros de Lula, ao longo da primeira semana de atividades do novo governo, foram marcadas pelas presenças de alguns políticos que até há pouco estavam nas fileiras bolsonaristas.
Um deles foi o senador Wellington Fagundes (PL-MT), do próprio partido de Bolsonaro, que compareceu à posse do novo ministro da Secretaria Especial de Comunicação Social, Paulo Pimenta (PT). À Folha o parlamentar disse que nunca teve uma posição ideológica radical e não descartou uma proximidade maior com o governo Lula.
No dia seguinte, durante a posse do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, foi notada a presença de Chico Rodrigues (União Brasil-RR), que foi vice-líder do governo Bolsonaro no Senado. Ele ganhou notoriedade ao ser alvo de uma operação da Polícia Federal e ter tentado esconder dinheiro na cueca.
O partido do parlamentar, a União Brasil, indicou três ministérios no governo Lula. Daniela Carneiro foi nomeada para a pasta do Turismo, enquanto que o deputado Juscelino Filho (MA) é titular das Comunicações.
O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (PDT), também é considerado da cota da União Brasil, tendo como fiador o senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Em suas redes sociais, Chico Rodrigues publicou um vídeo no qual afirma que vai se manter “vigilante”, mas por outro lado exalta o novo governo.
“Estamos iniciando um novo ano, com um novo governo que se implanta, governo do presidente Lula que tem todo o compromisso e responsabilidade em tornar a vida dos brasileiros melhor”, afirma o senador, que ainda acrescentou que é preciso “acreditar” e ter “confiar” na nova gestão.

BN

Sem cargo no governo, Janones quer apoio de Lula para presidir CCJ da Câmara

Sumido nas últimas semanas e sem cargo no primeiro escalão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal André Janones (Avante) reapareceu em entrevista para o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

Na ocasião, o parlamentar negou que tenha pleiteado qualquer cargo no governo. “Deixei claro que não tinha disposição para ocupar espaço no governo. Nunca foi meu pleito”, garante. Ele diz, porém, que quer o apoio de Lula para presidir a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). “Espero contar com o apoio do presidente e do governo”, afirmou.

Escalado durante a campanha para fazer por Lula o serviço que Carlos Bolsonaro, o filho 02 de Jair Bolsonaro, fazia pelo pai nas redes sociais, o deputado não se faz rogado ao lembrar que retirou sua candidatura ao Planalto para apoiar o petista e se compara a Simone Tebet (MDB), que também declarou apoio ao petista e depois ganhou uma cadeira no ministério de Lula.

“Eu tinha três pontos (nas pesquisas) para a Presidência quando (me) retirei. A Tebet tinha um ponto. Eu não acho que ela errou ao pleitear um ministério, acho legítimo. Agora é meu pleito, e o meu pleito é ocupar mais espaço na Câmara. E eu acho que isso é para o (bem do) governo. O governo vai precisar de mim lá”.

Se Janones garante que não queria ser nomeado para algum posto relevante no governo, o mesmo não pode ser dito pelo partido dele. O Avante pleiteou o Ministério do Turismo ou o Ministério do Esporte. O presidente da legenda, Luis Tibé, vinha se oferecendo para ocupar um dos dois postos. Foi solenemente preterido.

Janones cumprimentou Lula na posse, no último domingo (2), e desde então os dois não se falaram mais. Ele espera encontrar o presidente nesta sexta-feira (6), quando pretende tratar do apoio na disputa pela presidência da CCJ.

Fonte: Bahia Notícias

Suplente assume vaga na AL-BA após ida de Tum para Seagri; deputada ficará um mês no cargo

A ida do deputado estadual Tum para o governo de Jerônimo Rodrigues (PT), na condição de secretário da Agricultura (Seagri), promoverá uma breve mudança na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Como os novos deputados estaduais eleitos tomam posse apenas no dia 1º de fevereiro, a suplente de Tum, Marivalda Santos Pereira de Araújo, foi convocada para assumir o mandato parlamentar na Casa Legislativa ao longo do mês de janeiro.

A AL-BA, no entanto, segue em recesso e as atividades só retornam nos primeiros dias de fevereiro, com a posse dos novos deputados e a eleição da nova mesa diretora da Assembleia. Na eleição de 2022, Wallison Oliveira Torres, o Tum, decidiu não disputar a reeleição no Legislativo estadual e concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Avante. Com 72.416 votos, ele não obteve sucesso e é suplente do Pastor Sargento Isidório, único deputado federal eleito pelo partido na Bahia.

Na eleição de 2018, Marivalda – que disputou com o nome na urna “Valda ACS” pelo PPL – recebeu 23.034 votos e ficou na suplência. À época, Tum foi eleito deputado estadual pelo PSC, partido que fechou coligação com o PTB e PPL para o pleito. Marivalda é servidora pública municipal e atua como agente de saúde e sanitarista.

Em 2020, Marivalda Santos se lançou novamente para um cargo eletivo. Pelo PT, que foi incorporado ao seu nome na urna “Valda do PT”, ela disputou o cargo de prefeita de Guanambi, sua cidade natal. Contudo, a Justiça Eleitoral indeferiu o registro da candidatura no pleito, que teve ainda Jairo Magalhães (PSD) com 18.878 votos e o prefeito eleito e ex-governador da Bahia Nilo Coelho (União) com 29.180 votos.

Primeira viagem internacional de Lula como presidente será para a Argentina no dia 23 de janeiro

A primeira viagem internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como chefe do Executivo federal será para a Argentina, no dia 23 deste mês, quando ele vai se reunir com o presidente Alberto Fernández e vai participar da reunião da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos). Isso foi o que informou a Presidência da República nesta terça-feira (3).

O segundo compromisso de Lula não tem data definida, mas o local sim: Estados Unidos. De acordo com o governo, essa viagem deve ocorrer entre o fim de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro e depende de Lula e Joe Biden encontrarem espaços em comum nas agendas.

O Governo espera que nos primeiros meses da gestão Lula, o presidente ainda vá para a China, maior parceiro comercial do Brasil, e para Portugal. Nesta segunda (2), o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo, afirmou que Lula deve ir ao país em abril.

Presidente da Petrobrás renuncia ao cargo e governo Lula indica nome de Jean Paul Prates

Segundo a Reuters, o Ministério de Minas e Energia informou ao conselho da Petrobrás que o senador Jean Paul Prates será o indicado para exercer o cargo de presidente

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, comunicou ao conselho da estatal seu pedido de renúncia, disseram três fontes com conhecimento do assunto.

Em paralelo, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou nesta terça-feira ao conselho da Petrobras que o senador Jean Paul Prates (PT-RN) será o indicado para exercer o cargo de presidente e membro do colegiado da empresa, disse a pasta em nota

A indicação oficial será formalizada após os trâmites na Casa Civil da Presidência da República, acrescentou o ministério.

Segundo uma das fontes, os trâmites na Casa Civil já poderão ser concluídos em cerca de um dia.

Procurada, a Petrobras não respondeu de imediato a um pedido de comentários sobre a renúncia de Andrade.

Em comunicado ao mercado, porém, confirmou ter recebido o ofício do Ministério de Minas e Energia sobre a indicação de Prates. No fim de dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia sinalizado por meio de sua conta no Twitter que Prates o seria indicado para comandar a petroleira.

Além do comunicado informando sobre sua indicação para a presidência da empresa, o Ministério de Minas e Energia deve enviar à companhia um pedido de convocação de Assembleia Geral de Acionistas para a aprovação do nome Prates ao conselho. O estatuto da petroleira exige que o seu presidente seja escolhido pelo Conselho de Administração, dentre os seus membros.

Após a indicação oficial, o nome de Prates será submetido aos procedimentos internos de governança para análise de integridade e elegibilidade, nos termos da legislação, da Política de Indicação de Membros da Alta Administração e do Conselho Fiscal da Petrobras, e do Estatuto Social da companhia.

Tal análise poderá levar de oito a nove dias, segundo essa fonte. Depois, a Petrobras ainda deverá cumprir um prazo de 30 dias entre a convocação e a realização da assembleia.

O mandato do atual presidente, Caio Paes de Andrade, terminaria em abril. O executivo irá integrar o novo governo de São Paulo, comandado pelo governador Tarcísio de Freitas.

Com a renúncia e a vacância do cargo de CEO, o estatuto prevê que o presidente do Conselho de Administração indique o substituto dentre os demais membros da diretoria executiva até a eleição do novo presidente.

Já no caso de vacância do cargo de conselheiro, o estatuto prevê que o substituto será nomeado pelos conselheiros remanescentes e servirá até a primeira assembleia geral.

A renúncia do antecessor do Andrade (José Mauro Coelho), no ano passado, permitiu que ele passasse a atuar na direção interinamente antes mesmo da assembleia confirmar o seu nome, o que uma das fontes afirmou que poderá também ocorrer com Prates.

ATUAÇÃO

Com mais de 25 anos de atuação no setor energético, Prates tem defendido que a Petrobras eleve seus investimentos em renováveis, em linha com outras petroleiras globais, e na área de refino, em busca de segurança energética.

O senador também tem questionado a política de preços da estatal, que está atualmente alinhada às práticas do mercado internacional.

A participação de Prates em empresas de consultoria do setor de óleo e gás será analisada pelos comitês que avaliam currículos de futuros executivos da Petrobras, mas essa atuação pretérita não é vista como um empecilho para que o político assuma o comando da petroleira, afirmou mais cedo à Reuters a assessoria de imprensa do senador.

Ele fundou em 1991 uma consultoria pioneira especializada em petróleo, chegando a ter 120 consultores associados, segundo currículo publicado anteriormente.

O senador também participou de outras empresas com esse fim. No entanto, atualmente, as empresas das quais Prates participou “encontram-se desativadas há vários anos ou ele já se desligou delas também há alguns anos”, afirmou sua assessoria.

“Não há nada que impeça alguém de uma empresa do setor de exercer um cargo de gestão na Petrobras, desde que se desligue (ou já esteja desligado) dessa empresa”, acrescentou.

247

Operação da PF que investiga desvios na Codevasf apreende R$ 1,3 milhão em dinheiro

Foto: Reprodução / PF

A deflagração da operação da Polícia Federal (PF) para apurar suspeitas de fraudes em contratos, apreendeu cerca de R$ 1,3 milhão em dinheiro, além de itens luxuosos, como relógios importados.

Foram cumpridos nesta quarta-feira (20) um total de 16 mandados de busca e um de prisão em uma investigação que mira fraudes em licitações e desvios de verbas federais na estatal Codevasf. A ação é realizada em diferentes cidades do Maranhão, segundo a Folha de São Paulo. 

Turbinada por bilhões de reais em emendas parlamentares, a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) é uma estatal federal entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao controle do centrão em troca de apoio político.

Um dos alvos da operação é a empresa Construservice. A Folha mostrou em maio que a empresa é vice-líder em licitações na Codevasf e se valeu de laranjas para participar de concorrências públicas na gestão de Bolsonaro —o presidente sempre negou corrupção em seu governo, mas agora adapta o discurso.

Desde 2019, o governo já reservou a ela ao menos R$ 140 milhões, tendo desembolsado R$ 10 milhões disso até agora.

De 2018 a 2021, o valor empenhado (reservado no orçamento para pagamentos) pela estatal avançou de R$ 1,3 bilhão para R$ 3,4 bilhões, a reboque das emendas parlamentares, que saltaram de R$ 302 milhões para R$ 2,1 bilhões no mesmo período.

 

Fonte: Bahia Notícias

Bivar e Haddad conversam e União Brasil pode declarar apoio à candidatura do petista

O apoio pode ser oficializado na próxima quarta-feira (15), de acordo com informações da jornalista Daniela Lima

247 – O pré-candidato do União Brasil à presidência da República, deputado federal Luciano Bivar (PE), estuda a possibilidade de apoiar Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo do estado de São Paulo. De acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (13) pela jornalista Daniela Lima, o petista telefonou para Bivar no fim de semana e o apoio pode ser oficializado na próxima quarta-feira (15).

O deputado federal Júnior Bozzella, vice-presidente do diretório do União Brasil no estado de São Paulo, confirmou nesse domingo (12) que o partido não apoiará a pré-candidatura de Rodrigo Garcia (PSDB).

Em entrevista à CNN Brasil, o parlamentar afirmou que a decisão se deu por “falta de alinhamento nacional com o PSDB” em algumas pautas, como o liberalismo econômico e a defesa do imposto único. “Nada em particular com o Garcia, mas com o rearranjo nacional”, disse Bozzella.

247

Ciro luta contra a história

“O dia 1◦ de outubro de 2022 será o dia em que Ciro poderá chutar a porta da história”, escreve Ricardo Cappelli

Ciro Gomes é um dos quadros mais extraordinários do Brasil. Sua indignação com a situação nacional é a mesma de milhões de patriotas. O ex-governador exala uma rebeldia que contagiou parcelas expressivas da juventude.

Comecei minha vida política como brizolista, com muito orgulho. Em 1989, com apenas 17 anos, saí de casa com o peito estufado e um lenço vermelho no pescoço para votar no saudoso Leonel. Se pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo.

Minha simpatia pelo nacionalismo trabalhista me rendeu muitos rótulos. Vivemos a era do instantâneo líquido de Bauman. Duas palavras e dois segundos já são suficientes para te marcar para sempre. Antipetista e Cirista foram alguns dos rótulos que colecionei.

Tenho na minha estante com orgulho o livro “Projeto Nacional: O Dever da Esperança”.  Leitura obrigatória para todos aqueles que amam o nosso chão. Pode-se concordar ou discordar de Ciro, mas é impossível ignorá-lo.

O adversário de Ciro em 2022 não é alguém com posições mais à esquerda ou um programa econômico mais revolucionário e transformador. Talvez o pedetista não tenha se dado conta, mas ele luta contra a própria história.

Não existe justiça na história, ela não é decidida através de um concurso.  A história é uma mistura da famosa luta de classes com um conjunto de acasos e coincidências que vão tratando de encaixar personagens no tempo.

E não há qualquer dúvida de que ainda vivemos o tempo histórico de Lula. O ex-presidente ainda mora no coração dos brasileiros. É a nossa maior liderança popular viva, talvez a maior de todos os tempos.

Viveremos em 2022 uma batalha sem precedentes. Nunca antes um presidente no cargo enfrentou um ex-presidente. Nunca o país foi governado por forças assumidamente de extrema-direita. Nunca estivemos tão perto de consolidar uma República das Milícias.

Como escreveu o insuspeito Elio Gaspari, escritor consagrado da autopsia do Regime Militar, nunca estivemos tão perto de um novo AI-5.

Partido político existe pra disputar poder, claro. E o PDT não teria sentido se não fosse para disputar a liderança da esquerda brasileira. Partido político que se contenta em ser coadjuvante planeja a irrelevância.

Ciro tem todo o direito de seguir com a sua candidatura e defender as suas ideias durante a campanha eleitoral. Ninguém tem o direito de exigir dele a renúncia às suas convicções.

E é justamente por essas convicções e por seu compromisso com o povo brasileiro que o dia 1◦ de outubro de 2022 será o dia em que Ciro poderá “chutar a porta da história”.

Teríamos um final épico se a batalha de todos os tempos entre dois gigantes fosse decidida na véspera do primeiro turno por um inesperado ato de rebeldia patriótica.

Há muitas formas de entrar para a história. Existe uma vaga reservada para Ciro nela.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

Fonte: 247

Órfãos da terceira via já discutem outras opções entre Lula e Bolsonaro

O esfarelamento da chamada terceira via, com a dificuldade da construção de uma candidatura unitária e os resultados decepcionantes nas pesquisas, abriu espaço para discussões sobre uma escolha entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que hoje lidera a corrida, e o presidente Jair Bolsonaro (PL).
O assunto se tornou frequente entre articuladores de campanhas e representantes da sociedade e do empresariado que são entusiastas de uma alternativa competitiva aos dois favoritos, que têm juntos cerca de 70% das intenções de voto.
Por ora, no entanto, parte do debate está restrita aos bastidores, enquanto sobrevivem os últimos esforços para colocar de pé uma chapa do autodenominado centro democrático. Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB) tentam ser os escolhidos para a missão.
Enquanto os próprios pré-candidatos respondem com evasivas sobre sua opção em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, dando apenas indicações, opiniões de outros líderes políticos que passaram meses defendendo um caminho do meio começam a vir à luz.
O ex-presidente Michel Temer (MDB) já resolveu nesse cenário apoiar Bolsonaro, como antecipou em abril o Painel, da Folha. O vice de Dilma Rousseff (PT), que assumiu o Planalto após o impeachment, tem evitado se aprofundar no assunto porque, por enquanto, ainda aposta na colega de partido Tebet.
Tratada sob reserva, a possibilidade de outros setores e agentes envolvidos nas conversas abandonarem o barco antipolarização e declararem apoio à reeleição do atual mandatário está colocada, apesar do discurso de que o grupo repele igualmente os dois protagonistas do certame.
Lula também começa a atrair gente desse campo. O ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) confirmou nesta sexta-feira (13) ao jornal O Estado de S. Paulo que apoiará o petista já no primeiro turno, no intuito de “salvar o Brasil da tragédia de Bolsonaro”.
As migrações em ambos os lados geralmente vêm acompanhadas de ressalvas, com a observação de que há discordâncias pontuais com o presidenciável, mas que o seu oponente é ainda pior.
A saga da terceira via teria na próxima quarta-feira (18) um capítulo derradeiro, com o anúncio de uma candidatura unificada, mas nada está assegurado. Um encaminhamento depende da análise de uma pesquisa encomendada para ver quem é mais forte entre Doria e Tebet.
O saldo até aqui foi marcado por tropeços. A expectativa em torno de Sergio Moro (primeiro no Podemos, depois na União Brasil) derreteu, Eduardo Leite (que negou convite do PSD e ficou no PSDB) fez um recuo estratégico, Luciano Bivar (União Brasil) rompeu com o grupo e se lançou pré-candidato.
Refratário à sua inclusão como parte da terceira via, Ciro ampliou o diálogo com os setores de centro-direita empenhados na fabricação da alternativa, mas seu nome sofre resistência principalmente por causa das divergências na seara econômica e pela fama de intransigente.
Presidenciável do Novo, Felipe d’Avila também se distanciou das tratativas sobre aglutinação e prega voto nulo caso se configure um embate direto entre Lula e Bolsonaro. “Nenhum dos dois tem credibilidade para honrar as propostas e o projeto do partido Novo”, diz o também cientista político.
A anulação do voto é também a proposta defendida pelo empresário João Amoêdo, que foi candidato do Novo à Presidência em 2018 e desistiu da campanha neste ano após conflitos com uma ala bolsonarista da sigla. “Não consigo apoiar nenhum dos dois”, diz.
Para Amoêdo, Bolsonaro é intragável “por todos os erros que cometeu do ponto de vista econômico, ambiental, internacional”, e Lula “tem um histórico muito ruim de corrupção do PT e em nenhum momento sinaliza reconhecer erros cometidos, passando a mensagem de que poderá repeti-los”.
Com a constatação de que dificilmente Lula e Bolsonaro deixarão o topo da corrida, um raciocínio de certa forma paliativo passou a circular entre diferentes atores desse segmento nas últimas semanas. A ideia é defender que haja uma ou mais candidaturas ao menos para elevar o nível do debate.”Tem muita gente que fala assim: ‘Mas [o candidato] pode não chegar no segundo turno’. Pode”, reconheceu Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo que hoje transita entre os universos político e financeiro, em entrevista ao Canal Livre, da Band, no início deste mês.
A visão de Hartung, repetida por colegas dele na empreitada, é a de que a centro-direita não pode perder a oportunidade de levar seus projetos para a arena eleitoral e deve usar seu resultado nas urnas, qualquer que seja ele, para negociar apoio no segundo turno com base em agendas e propostas.
As projeções mais otimistas falam em alcançar um patamar de 10%, mas, diante do quadro hostil, uma fatia de 5% já seria comemorada.”Ele [candidato] vai ser influente no segundo turno, vai ajudar a decidir o rumo do país e o programa que o Brasil vai seguir de agora para a frente”, completou. A hipótese não é dita às claras por ninguém, mas a tendência, nesse caso, seria baixar as armas e buscar algum acordo com o PT.
O ex-governador, que foi do MDB, do PSB e do PSDB, já colaborou com o apresentador Luciano Huck (que trocou a política pela manutenção da carreira na TV Globo) e com Leite. A aposta da vez nos círculos que insistem na terceira via é mais Tebet do que Doria, pela alta rejeição do tucano entre eleitores.
“Eu não discuto segundo turno agora, antes do resultado do primeiro, nem sob tortura”, diz Hartung à Folha, sobre escolher entre Lula e Bolsonaro. “É hora de produzir uma alternativa à polarização”, segue ele, que em 2018 apoiou Fernando Haddad (PT) no segundo turno “pela questão democrática”.
O Derrubando Muros, grupo independente que reúne cerca de cem empresários, acadêmicos e profissionais de várias áreas, viu florescer entre os membros o apelo para que as forças não se dispersem. O movimento abriga simpatizantes de um nome alternativo e de Lula, mas abomina Bolsonaro.
A ideia de que é preciso baixar as expectativas sobre resultado eleitoral de uma candidatura alternativa aos polos e ajudar a qualificar o debate ganhou adesões na organização, segundo seu coordenador, o sociólogo e empresário José Cesar Martins.”Independentemente de crescer ou não, uma liderança do centro precisa estar lá para defender um programa liberal na economia e democrático nos costumes e na política”, diz ele.

Miguel do Rosário aponta “espetacular implosão de Ciro Gomes”

Por Miguel do Rosário, editor do Cafezinho – Poucas vezes se testemunhou, no Brasil, uma implosão política tão espetacular como a protagonizada por Ciro Gomes.

Já assistimos outras implosões políticas, como a de Aécio Neves, mas foram fenômenos muito mais graduais e melancólicos.

O caso de Ciro é especial.

É realmente um espetáculo, como a explosão de uma supernova. A metáfora é apropriada, porque ele parece ter sucumbido ao peso gravitacional de suas próprias ambições e vaidades.

Uma estrela anã ou um buraco negro?

Na última grande pesquisa com entrevistas presenciais, a Quaest, Ciro Gomes aparece com 7%, 22 pontos atrás de Bolsonaro (29%) e quase 40 pontos atrás de Lula (46%).

A propósito, uma das (muitas) contribuições negativas de Ciro ao debate político atual tem sido acusações delirantes contra pesquisas. (leia a íntegra no Cafezinho)

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