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:: ‘Política’

Nassif: Eleição do TRF4 acaba com a era Lava Jato no tribunal

“Ontem, as eleições do Tribunal Regional Federal da 4a Região, que elegeu o desembargador Ricardo Teixeira do Vale Pereira, marcaram o fim da era lavajatista da instituição”, relata o jornalista Luis Nassif

Por Luis Nassif , no GGN: Ontem, as eleições do Tribunal Regional Federal da 4a Região marcaram o fim da era lavajatista da instituição.

Em sessão virtual, foi eleito para a presidência do Tribunal o desembargador Ricardo Teixeira do Vale Pereira. Para vice-presidente , o desembargador Fernando Quadros da Silva e para corregedor o desembargador Cândido Alfredo da Silva.

No total, houve indicações para 13 cargos. Dos principais envolvidos com a Lava Jato – Victor Laus, João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen da 8a Turma, mais Carlos Eduardo Thompson Flores – apenas Paulsen foi indicado para   cargo no Conselho de Administração do tribunal.

No período da Lava Jato, as decisões da 8a Turma chamaram atenção pelo fato da definição das penas aplicadas – que são procedimentos complexos – terem sido idênticas, para evitar qualquer apelação da defesa, que poderia atrasar a condenação de Lula. Especialistas na matéria diziam ser estatisticamente impossível tal coincidência de sentenças, a não ser que tivessem sido combinadas antecipadamente.

Em seu discurso inicial, Vale Pereira salientou que  “Somos construtores, como Judiciário, de uma obra inacabada. Sempre nos preocuparemos com a manutenção da estrutura e da edificação sólida da magistratura. Temos um Tribunal preocupado com o jurisdicionado, com as questões sociais e com a probidade administrativa, e essa busca vai continuar”.

Kajuru: ‘Nunca mais falo com ele, a relação com Bolsonaro está rompida’

“Nunca mais falo com ele, está rompida a relação”, afirmou o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) após divulgar uma conversa em que Jair Bolsonaro revelou a intenção de mudar os rumos da CPI da Pandemia

Após divulgar uma conversa em que Jair Bolsonaro revelou a intenção de interferir nos rumos da CPI da Pandemia, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) afirmou que rompeu o relação com ele. “Nunca mais falo com ele, está rompida a relação. A relação que era boa, cordial e respeitosa, acabou. Eu não guardo rancor”, disse. “Mas a relação está rompida”, acrescentou o parlamentar em entrevista à rádio Jovem Pan.

“No momento claquete, com aquele pessoal que fala ‘mito’, que fala ‘eu te amo’, ele resolveu me culpar porque alguém chamou sua atenção. Se ele tivesse ficado puto comigo, poderia muito bem ter dado uma entrevista em algum momento do domingo, porque a imprensa está na porta do Palácio o dia todo. Ele poderia ter falado. Só falou às 10h de hoje porque alguém chamou sua atenção e disse ‘culpe o Kajuru’. Só que eles está esquecendo que o Kajuru é preparado, tem 40 anos de imprensa, de jornalista. Eu gravo tudo, ofereço à Justiça o que ela quiser e precisar”, acrescentou.

Questionado sobre por que telefonou e gravou a conversa, Kajuru respondeu: “Para defender a minha honra e a honra dos meus colegas senadores, desrespeitados por ele, colocados na mesma vala, chamados de canalhada. Eu liguei para ele, pedi para que ele avisasse, em uma futura entrevista, que eu havia ligado. Liguei porque estava levando porrada de bolsonaristas, da turma dele, como se eu tivesse sido contra incluir governadores e prefeitos na CPI”.

 

“Eu sempre defendi que a CPI deveria ser ampliada. Ela tinha que começar pelo governo federal, mas não podia ser só o governo federal. No final da conversa, ele me prometeu que daria uma entrevista dizendo que o Kajuru queria uma CPI completa e ampliada”, continuou.

O senador disse que não se arrepende de ter divulgado a conversa. “Jamais. Em nenhum momento me arrependo. Eu tenho 40 anos de profissão. Meus amigos me apoiam abertamente. Um homem pode ser qualificado pela escolha de amigos e inimigos. Os amigos estão do meu lado”, complementou.

Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro informou que ingressará com uma representação contra Kajuru no Conselho de ética do Senado. O parlamentar do Republicanos-RJ deverá alegar que Kajuru precisa ser punido por quebra de decoro parlamentar, por ter tornado pública uma conversa mantida com Jair Bolsonaro.

Na entrevista, o parlamentar do Cidadania-GO disse que seu risada sao saber da notícia. “Eu morri de rir.  Quem tem que ir ao Conselho de ética é ele. Eu nunca fui denunciado por crime nenhum. Ele tem que ter coragem de aceitar ir ao Conselho de Ética para explicar a denúncia contra ele”, afirmou.

“Nunca fui denunciado por corrupção, fui processado por opiniões políticas, por dirigentes de futebol e por criticar pessoas da televisão. Contra a minha honra nunca tive nada. Eu o convidei para ir junto comigo ao Conselho. [Espero] Que ele tenha coragem de ir se explicar sobre o que é denunciado”, acrescentou.

Glauber Braga diverge de Freixo e contesta possível aliança com Eduardo Paes no Rio de Janeiro

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) divergiu do também deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que defendeu uma aliança do seu partido com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), caso seja necessário, para derrotar uma eventual candidatura bolsonarista ao governo fluminense.

“Eduardo Paes se projetou na política derrubando moradia de pessoas pobres. Até hoje, ele faz ‘piada’ como demolidor de casas. É aliado de Rodrigo Maia, articulador do desmonte da previdência e de leis trabalhistas. Sou PSOL, partido da militância que sempre enfrentou Maia e Paes”, escreveu o parlamentar no Twitter.

Questionado pelo jornal Folha de S.Paulo se pensa em concorrer ao governo do Rio em 2022, Freixo disse que “a gente precisa ter um projeto político para o Rio. Todos os partidos progressistas me procuraram para que eu colocasse o meu nome para 2022”.

“O próprio [prefeito] Eduardo Paes, o próprio [ex-presidente da Câmara] Rodrigo Maia. Tem uma construção de um diálogo amplo para a gente criar uma força democrática no Rio de Janeiro. Eu estou colocando meu nome à disposição desse debate”, afirmou.

Após manifesto, PDT pode abrir mão da candidatura de Ciro em busca de consenso com a direita

Segundo o jornal Valor, o PDT pode abrir mão da candidatura presidencial de Ciro Gomes em 2022 em busca de consenso com partidos da direita e de “centro” para lançar um único nome

O PDT pode abrir mão da candidatura presidencial de Ciro Gomes em 2022 em busca de consenso com partidos da direita e de “centro” para lançar um único nome, segundo o Valor Econômico.

Ele é um dos possíveis pré-candidatos que assinaram um manifesto articulado por Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro.

A ideia do PDT surgiu justamente após a divulgação do manifesto, que apareceu como um tipo de frente para as eleições de 2022.

Manifesto diz que ‘democracia brasileira é ameaçada’

Em um manifesto divulgado no começo da noite desta quarta-feira, 31, os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM), mais o apresentador Luciano Huck e o ex-presidenciável João Amoedo (Novo) afirmaram que a democracia brasileira é ameaçada. Nesta quarta completou-se 57 anos do início da Ditadura Militar (1964-1985) no Brasil.

De acordo com o manifesto, “exemplos não faltam para nos mostrar que o autoritarismo pode emergir das sombras, sempre que as sociedades se descuidam e silenciam na defesa dos valores democráticos”.

“Muitos brasileiros foram às ruas e lutaram pela reconquista da Democracia na década de 1980. O movimento ‘Diretas Já’ uniu diferentes forças políticas no mesmo palanque, possibilitou a eleição de Tancredo Neves para a Presidência da República, a volta das eleições diretas para o Executivo e o Legislativo e promulgação da Constituição Cidadã de 1988. Três décadas depois, a Democracia brasileira é ameaçada”, afirmaram.

Os signatários do manifesto fizeram uma convocação por uma união nacional. “Homens e mulheres desse país que apreciam a liberdade, sejam civis ou militares, independentemente de filiação partidária, cor, religião, gênero e origem, devem estar unidos pela defesa da consciência democrática. Vamos defender o Brasil”, disse.
Breno: Ciro conclui seu rompimento com o campo progressista

O jornalista Breno Altman usou as redes sociais para afirmar que ao assinar um manifesto encabeçado pela centro-direita, o ex-ministro Ciro Gomes “conclui sua ruptura com o campo progressista”.

“Ao assinar manifesto com Doria, Amoedo, Huck, Mandetta e Leite, Ciro Gomes conclui sua ruptura com o campo progressista. Busca, de todas as maneiras, uma aliança que o coloque como o candidato nem-nem, contra Bolsonaro e contra Lula, ao lado da oposição de direita”, escreveu Altman no Twitter.

Entrevista de Lula tem audiência 18 vezes maior do que live de Bolsonaro

Entrevista de Lula a Reinaldo Azevedo na Bandnews alcançou 275 mil pessoas assistindo ao vivo no YouTube. Enquanto isso, a live de Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada tinha audiência simultânea de 15 mil

Desde retornou ao jogo político do País, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem fornecendo sucessivas demonstrações de sua liderança política.

entrevista que Lula concedeu ao jornalista Reinaldo Azevedo, na Bandnews, registrou 18 vezes mais pessoas ao mesmo tempo do que a live semanal de Jair Bolsonaro.

Segundo o colunista Guilherme Amado, da Época, a entrevista de Lula alcançou 275 mil pessoas assistindo ao vivo no YouTube. Enquanto isso, às 19h20, quando a live de Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada durava 18 minutos, a audiência simultânea era de 15 mil.

Possível nome de Bolsonaro para o governo da Bahia, Roma segue sem contato com ACM Neto

O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), e o presidente nacional do Democratas, ACM Neto, seguem sem nenhum contato há cerca de um mês.

A amizade de longa data dos – agora – ex-aliados políticos foi estremecida quando no mês passado Roma aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e assumiu o Ministério da Cidadania, à revelia do padrinho político.

Após anúncio de que Roma assumiria a pasta, o ex-prefeito de Salvador classificou como “lamentável” o fato do até então deputado federal João Roma aceitar o convite para assumir o cargo. “A decisão me surpreende porque desconsidera a relação política e a amizade pessoal que construímos ao longo de toda a vida”, disse Neto na época.

Além da declaração dura de ACM Neto, houve reflexos da decisão de Roma também na estrutura da prefeitura de Salvador, que acabou com a exoneração do secretário de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro de Salvador Luiz Galvão, ligado ao novo ministro.

Passado um mês, fonte ligada às duas figuras revelou ao Bahia Notícias que desde então ACM Neto e João Roma não se falaram.

O clima ainda pode ficar mais tenso entre os dois no futuro com a proximidade das eleições 2022. ACM Neto é um nome cotado para disputar o Executivo baiano. O ex-prefeito até já começou a se movimentar e viajar para cidades do interior do estado prestando serviço de consultoria a prefeitos aliados.

Mas nos bastidores corre a informação de que Bolsonaro pretende ter um candidato ao governo baiano no pleito do ano que vem, e Roma pode ser esse nome. Nesta segunda-feira (22), o ministro da Cidadania foi questionado sobre o tema, desconversou, mas não descartou a possibilidade de ser o nome indicado pelo presidente para concorrer ao governo da Bahia em 2022.

Roma disse na ocasião que o assunto não foi conversado com o presidente Jair Bolsonaro, e que o foco dele neste ano será enfrentar o desafio de comandar o Ministério da Cidadania. “Não chegamos a conversar sobre esse assunto. Esse é um ano de muito trabalho”, disse. O ministro acrescentou que o momento não é o ideal para tratar de eleições

Exclusivo: Dallagnol comprou apartamento de luxo por valor abaixo do de mercado

O apartamento era da tia do também procurador Diogo Castor de Mattos. Segundo a escritura, Dallagnol teria pago R$ 1,8 milhão. Dois anos antes, apartamento no mesmo prédio tinha sido vendido por R$ 2,37 milhões, informa Joaquim de Carvalho

O procurador da república Deltan Dallagnol comprou em setembro de 2018 apartamento que ocupa um andar inteiro na rua Manoel Eufrásio, 235, em área nobre de Curitiba, o bairro Juvevê, que tem um dos metros quadrados mais caros da cidade.

A escritura, registrada no 8º Tabelionato de Notas de Curitiba, informa que Dallagnol pagou R$ 1,8 milhão pelo imóvel, em duas parcelas. A primeira foi de R$ 750 mil. A segunda foi quitada três meses depois, no valor de R$ 1,05 milhão.

O imóvel ocupa todo o terceiro andar do Plymouth Hill’s, com área construída privativa de 393 metros quadrados, mais áreas comuns e três vagas na garagem que totalizam quase 600 metros quadrados.

Um imóvel no mesmo condomínio está sendo vendido hoje — dois anos e seis meses após a compra feita por Dallagnol — por R$ 3,1 milhões.

O apartamento que fica um andar abaixo do de Dallagnol, o 241, foi vendido dois anos e três meses antes, em junho de 2017, por R$ 2,375 milhões.

Os dois valores indicam que Deltan Dallagnol pagou um preço abaixo do de mercado, o que pode revelar subfaturamento, que ocorre quando o comprador não pode justificar receita para a compra ou o vendedor quer sonegar impostos.
Os apartamentos do Plymouth Hill’s tem quatro vagas na garagem, vista panorâmica, com hall de entrada, lavabo, escritório, living para três ambientes, sala, varanda ampla, sala de jantar, sala íntima com lareira, espaço gourmet com churrasqueira, quatro quartos (duas suítes), lavanderia e “dependência completa para empregada”.

O imóvel igual ao de Dallagnol que está hoje à venda informa que o padrão do condomínio é “Hugo Peretti”.

Dallagnol, que é casado com Fernanda Murão Ribeiro Dallagnol, advogada, comprou o imóvel da Ebel Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda, uma empresa de Curitiba que não tem site nem telefone de contato.

Suas proprietárias são Thereza Elizabeth Bettega Castor e duas filhas, Carolina e Adriana. Thereza é tia do procurador Diogo Castor de Mattos, que foi estagiário de Deltan Dallagnol dois anos antes de assumir uma vaga no Ministério Público Federal e integrar a Lava Jato, como uma de suas primeiras atribuições.

Thereza é viúva de Belmiro Valverde Jobim Castor, irmão de Cristina Jobim Castor, mãe de Diogo. Belmiro foi secretário de Estado em três governos do Paraná e também integrou a diretoria do Bamerindus.

Em ações na Justiça, uma das advogadas que defende Thereza é Analice Castor de Mattos, irmã de Diogo e sócia do escritório de advocacia Delivar de Mattos & Castor, que representou diversos clientes que celebraram acordo de delação premiada com a Lava Jato, inclusive o casal João Santana e Mônica Moura.

Em 2017, Moro chegou a liberar R$ 10 milhões da conta do casal para, entre outras despesas, pagar honorários advocatícios. O dinheiro não foi liberado naquele momento porque a Procuradoria da Fazenda Nacional interveio e lembrou ao magistrado que os créditos fiscais tinham precedência sobre os honorários dos advogados.

Em 2019, Diogo Castor de Mattos foi afastado da Lava Jato após ser flagrado em uma atitude ilegal.

Ele assumiu que pagou por outdoor com elogios a si próprio e a outros integrantes da Lava Jato, mas ocultou o pagamento.

Na empresa que instalou o painel, a Outdoormídia, aparece indevidamente o nome de João Carlos Queiroz Barbosa como contratante.

João Carlos, que é músico e professor e se mudou de Pernambuco para o Paraná há alguns anos, denunciou o caso à Polícia e à corregedoria do Ministério Público Federal. Ele mora na periferia de Curitiba.

“Usaram o meu nome, talvez porque eu seja do Nordeste e acharam que eu não ia saber ou reclamar”, disse ao Brasil 247 João Carlos, que é conhecido como JC Batera.

As mensagens acessadas pelo hacker Walter Delgatti Neto mostram Deltan Dallagnol acobertou o caso, juntamente com o corregedor-geral do Ministério Público Federal da época, Oswaldo Barbosa.

Castor de Mattos pediu afastamento da Lava Jato na sequência, sob alegação que estava se submetendo a tratamento psiquiátrico — ao que tudo indica, uma desculpa para ocultar a real motivo.

Quando as mensagens foram divulgadas e JC Batera denunciou o uso indevido de seu nome, o caso foi reaberto na Corregedoria, que reconheceu o crime de falsidade ideológica, mas disse não poder punir Castor de Mattos em razão da prescrição.

O Conselho Nacional do Ministério Público abriu processo administrativo que pode resultar na demissão de Castor de Mattos — o corregedor do CNMP recomendou três meses de suspensão.

A imagem da Lava Jato nem de longe é a mesma de setembro de 2018, quando Dallagnol comprou o imóvel.

Ele ainda demorou alguns meses para se mudar com a família, já que esperou pela conclusão da reforma contratada junto a um escritório de arquitetura de Curitiba.

Naquela época, o Brasil já afundava na crise econômica, e Deltan exibia sinais de prosperidade. Para comprar o imóvel e fazer a reforma, não precisou nem vender o apartamento padrão Minha Casa Minha Vida que adquiriu em Ponta Grossa em 2013.

Ele comprou duas unidades, na planta, de um programa destinado a pessoas de classe média baixa. Pagou cerca de R$ 80 mil.

O imóvel vale hoje cerca R$ 180 mil, e está vazio, embora seja grande a demanda por residência na região, por se encontrar a 400 metros de uma universidade pública.

Fechado, o apartamento serve à especulação.

O procurador Deltan Dallagnol foi procurado por meio da assessoria de imprensa do Ministério Público Federal, a quem enviei o seguinte texto:

O procurador da república Deltan Dallagnol comprou apartamento na rua Manoel Eufrásio, 235, Curitiba, conforme escritura lavrada no 8o. Tabelionato de Notas da cidade, em 6/09/2018. Ele teria pago R$ 1,8 milhão pelo apartamento, bem abaixo do valor de mercado. Consulta a uma imobiliária dá conta de que um imóvel no mesmo condomínio está sendo vendido hoje a R$ 3,1 milhões. Também soa estranho que a vendedora do imóvel seja uma empresa que tem como titular a tia do também procurador Diogo Castor de Mattos.

Pergunto: 1) O MPF tem conhecimento dessa transação imobiliária? 2) Se tem conhecimento, está investigando? 3) O que o procurador Deltan Dallagnol tem a dizer sobre essa compra? 4) Ele daria entrevista? 5) Deltan Dallagnol só mudou para o apartamento depois de concluída reforma contratada por ele mesmo. Ele próprio teria pago pela reforma. Quanto custou? 6) De onde vieram recursos para a compra e reforma de um apartamento de alto padrão? Com o salário de procurador, é possível fazer essa compra? Observação: Para comprar o apartamento e fazer a reforma, ele nem precisou vender uma das duas unidades do Minha Casa Minha Vida que adquiriu em 2013 e que se encontra fechada. Como vou mencionar que ele tem essa propriedade, pergunto: comprar imóvel (destinado a pessoas de classe média baixa) e deixar fechado por tanto tempo não pode ser considerada especulação imobiliária?

Seguem as respostas do procurador:

“1.   O apartamento adquirido pelo procurador e sua esposa em 2018 custou R$ 1.800.000,00, valor absolutamente compatível com a idade e estado de conservação do apartamento (da década de 90), com os anúncios de venda da época em patamar bastante inferior ao atual, com o andar baixo, com sua baixíssima liquidez, com o fato de estar há vários anos anunciado para venda sem que tenham surgido outros compradores e com o fato de que, dos 28 apartamentos do edifício, nove estavam à venda, vários anunciados há bastante tempo. Para os anúncios à época, não surgiam compradores, o que permitiu a aceitação da proposta feita, com pagamento de valor significativo à vista. Negociação em patamar semelhante à do negócio feito foi iniciada com os donos dos vários apartamentos do mesmo prédio naquele ano, em paralelo.

2.   O valor da venda foi também totalmente compatível com o preço de mercado de imóveis similares da região, com idade e estado de conservação semelhantes. Assim, por exemplo, o preço de metro quadrado pago foi superior ao preço de dois apartamentos vendidos na mesma época no edifício Michelângelo (por cerca R$ 4.400,00 por metro quadrado), situado na mesma região e com características semelhantes, embora aquele outro prédio (Michelângelo) tenha área compartilhada mais ampla, com mais utilidades e benfeitorias.

3.   O valor do apartamento adquirido, assim como da reforma feita, é plenamente compatível com o patrimônio e a renda do procurador, que tem dezoito anos de serviço público como procurador da república, e de sua esposa. Diversos procuradores e juízes, aliás, têm imóveis de valor semelhante ou maior. Os vencimentos do procurador são publicados no portal da transparência e pode-se facilmente constatar sua compatibilidade com a aquisição da moradia. Se o apartamento tivesse valor maior do que as condições dos adquirentes – o que não era o caso -, poderia ter sido financiado.

4.   O procurador Deltan Dallagnol e sua esposa adquiriram o apartamento com recursos próprios, oriundos do patrimônio, do salário e da renda sua e de sua esposa, que incluem a venda de dois imóveis anteriores, tudo declarado em imposto de renda. De fato, para a aquisição, Deltan Dallagnol e sua esposa venderam seu imóvel anterior por R$ 980 mil, e um segundo imóvel por R$ 117.700.

5.   O procurador comprou há muitos anos, à vista, dois apartamentos localizados em Ponta Grossa, que estavam disponíveis para venda pela construtora FMM, sem qualquer tipo de restrição. A compra aconteceu à vista, ou seja, não houve financiamento pelo programa Minha Casa Minha Vida ou de qualquer outro tipo. O procurador não recebeu qualquer informação, quando da compra, sobre o modo como se deu a construção, isto é, se a construtora efetuou a construção dos imóveis com recursos próprios ou mediante financiamento. As operações foram declaradas em imposto de renda e plenamente legais.

6.   O procurador Deltan Dallagnol repudia tentativas espúrias de lançar dúvidas levianas sobre negócios privados absolutamente lícitos e regulares, bem como de invadir e expor a intimidade de sua família por meio de drones com câmeras utilizados pela reportagem.”

.x.x.x.x.

A compra do apartamento de luxo por Deltan Dallagnol foi descoberta na apuração do documentário sobre o hacker Walter Delgatti Neto e a verdade sobre a Lava Jato. O documentário contará esta e outras histórias inéditas.

Fonte: 247

Líder do governo Bolsonaro diz, em meio à maior tragédia da história do Brasil, que a situação “é até confortável”

O deputado Ricardo Barros (PP-PR) buscou atenuar a maior tragédia humanitária da história do Brasil, dizendo que o número de infectados por milhão é relativamente baixo e que o número de pessoas imunizadas é alto. 2.842 pessoas morreram pela Covid-19 somente nesta terça

O líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), buscou atenuar a maior tragédia humanitária da história do Brasil.

Diante do recorde de mortes diárias (2.842) estabelecido nesta terça-feira (16), Barros disse que a situação do país é “até confortável”.

“Olhe bem a estatística, mortes por milhão, ou seja, o cuidado do sistema de saúde com as pessoas. Reino Unido, 1.853 [mortes por milhão], em 4º lugar. Estados Unidos, 1.609 por milhão, em 11º. Brasil, 1.300 mortes por milhão, em 22º lugar”, afirmou Barros ao G1.

“Então, nosso sistema de saúde responde, está melhor no tratamento as pessoas do que a maioria dos países de primeiro mundo que estão na nossa frente em número de vacinados, mas o Brasil é o 5º do mundo em número de vacinados. Embora tenha começado mais tarde, já são 10 milhões e 300 mil vacinados e 11 milhões e 600 que já pegaram Covid e estão imunes, então, a nossa situação, ela não é tão crítica assim. Comparada a outros países, é uma situação até confortável”, completou o deputado.

 

Taxa Selic pode subir após quase 6 anos

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve apontar um aumento da Selic pela primeira vez em quase seis anos. A estimativa da maioria do mercado é de uma alta de 0,5 ponto percentual na taxa, que atualmente está em 2%. Nos Estados Unidos o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) deve manter os juros.

A última vez que o Copom subiu a Selic foi em julho de 2015, quando a taxa básica de juros passou de 13,75% para 14,25%.

A projeção do mercado de que as taxas irão aumentar advém de uma combinação de fatores, como economia ainda fraca, inflação subindo de forma intensa, alta do dólar contra o real e a situação de aumento dos gastos públicos por conta da pandemia.

Em entrevista ao InfoMoney, a equipe do Itaú BBA declarou que o Copom irá elevar a Selic em 0,5 p.p. e que essa alta se justifica “diante do aumento recente das incertezas globais e fiscais, em um contexto de inflação ainda bastante pressionada no curto prazo, especialmente em razão do aumento de preços de commodities sem correspondente apreciação cambial e da aceleração da inflação de bens em um cenário de maior utilização da capacidade da indústria, que contribui para maior repasse da alta de preços de insumos.”

Ainda segundo os analistas, o cenário se deteriorou significativamente no país desde a última reunião, com expectativa em alta sobre a inflação, câmbio volátil e sob pressão, além da polarização devido a anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No exterior, os fatores que influenciaram também foram a alta dos Treasuries e das commodities, incluindo os ajustes nos mercados com a recuperação econômica.

 

Rejeição a Bolsonaro na gestão do combate à pandemia bate recorde, aponta Datafolha

Após um ano do primeiro caso de coronavírus no Brasil e de mais de 282 mil vítimas da Covid-19, a rejeição ao trabalho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no combate à pandemia chegou a ser pior índice: 54% dos brasileiros veem a postura do chefe do Executivo como péssima ou ruim.

Os dados são da pesquisa Datafolha, realizada nesta segunda (15) e terça-feira (16), com 2.023 pessoas. As entrevistas, cujo resultado foi divulgado no fim da noite de ontem, foram feitas por telefone.

Os números mostram que na pesquisa anterior, feita em janeiro, a rejeição de Bolsonaro era de 48%. Em contrapartida, caiu o número de pessoas que acham o combate ótimo ou bom: de 26% em janeiro para 22% agora. Enquanto isso, 24% consideram a gestão regular e 1% não opinou a respeito.



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