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:: ‘Política’

É preciso enterrar o neoliberalismo

“Nos Estados Unidos, Biden promove mudanças profundas, com medidas econômicas e sociais que implicarão expansão de US$ 5,4 trilhões nos gastos nesta década. No Brasil, a agenda econômica segue interditada pelo ideário austericida que aprofunda a crise e amplia as desigualdades”, escrevem o ex-ministro Alozio Mercante e o sociólogo Marcelo Zero

A história não necessariamente precisa repetir-se como tragédia ou farsa. Em algumas circunstâncias, ela pode repetir-se como êxito. É o caso, por exemplo, dos pacotes de estímulos que Joe Biden pretende implantar nos Estados Unidos. Trata-se do mais ambicioso plano econômico desde o New Deal de Franklin Delano Roosevelt.

Com efeito, quando analisado em conjunto com uma série de medidas adicionais, verifica-se que o chamado Plano Biden é também um projeto de grande alcance, que se espraia por todas as áreas relevantes, tanto econômicas quanto sociais. No último dia 28, Biden anunciou o Families Plan, que aumenta os investimentos públicos na área social em US$1,8 trilhão.

A história não necessariamente precisa repetir-se como tragédia ou farsa. Em algumas circunstâncias, ela pode repetir-se como êxito. É o caso, por exemplo, dos pacotes de estímulos que Joe Biden pretende implantar nos Estados Unidos. Trata-se do mais ambicioso plano econômico desde o New Deal de Franklin Delano Roosevelt.

Com efeito, quando analisado em conjunto com uma série de medidas adicionais, verifica-se que o chamado Plano Biden é também um projeto de grande alcance, que se espraia por todas as áreas relevantes, tanto econômicas quanto sociais. No último dia 28, Biden anunciou o Families Plan, que aumenta os investimentos públicos na área social em US$1,8 trilhão.

Ele não tem a mesma profundidade do Green New Deal proposto por Bernie Sanders, mas, mesmo assim, representa avanço muito significativo. Tampouco trata do problema central do capitalismo: a financeirização perversa da economia real. Mas o que Biden propõe não é apenas uma pequena reforma. É, para os padrões extremamente conservadores dos EUA das últimas décadas, uma mudança de paradigma. Caso seja exitoso, o plano significará o abandono do neoliberalismo radical e hegemônico desde Ronald Reagan e da austeridade fiscal pró-cíclica.

Obviamente, o Plano Biden, assim como o New Deal de Roosevelt, visa socorrer o capitalismo norte-americano em crise. E, no primeiro caso, criar as condições para os EUA se reposicionarem na disputa geoestratégica marcada pela consistente e acelerada ascensão da China, que avança para ocupar o lugar de maior economia do planeta.

Da mesma forma, é preciso considerar que o plano se refere às políticas internas. Em política externa, a administração Biden permanece muito conservadora, mantendo a maioria dos objetivos da administração anterior, embora com métodos mais brandos do que os de Donald Trump.

Nesse sentido, Biden deverá manter a mesma atitude hostil contra Venezuela, Irã, China, Rússia e quaisquer outros países que sejam vistos como ameaças aos interesses norte-americanos. Seu principal objetivo geopolítico é o de tentar reafirmar a ameaçada hegemonia dos EUA, num cenário mundial crescentemente conflitivo e incerto.

Em relação especificamente ao Brasil é à América Latina, a diretriz de Biden será a de manter a região como zona de influência exclusiva dos EUA, em linha com a histórica Doutrina Monroe. Isso implicará fragilização do processo de integração regional soberano e o eventual novo uso do lawfare e outros mecanismos contra governos que não se alinhem aos interesses dos EUA na região. Isso, no entanto, não elimina os avanços sociais. Ao contrário, assim como no New Deal, há no Plano Biden, bem como em várias medidas adicionais previstas em seu governo, o reconhecimento explícito de que a crise não será superada e os EUA não poderão voltar a ser competitivos, se não reconstituírem sua classe média, distribuírem renda, eliminarem a pobreza, gerarem empregos decentes e sindicalizados, assegurarem direitos trabalhistas e investirem em serviços públicos e no Estado de Bem-Estar.

Por isso, a proposta de Biden visa explicitamente reverter a tendência de concentração de renda e patrimônio, erosão das classes médias, fragilização da classe trabalhadora, aumento da pobreza e de eliminação do Estado de Bem-Estar que se verifica nos EUA desde o final da década de 1970 do século 20.

O Plano Biden procura reabilitar a política fiscal e a emissão de dívida pública como essenciais para a recuperação e reconstrução imediata da economia americana. Distribui no tempo, por um prazo de oito anos, o endividamento e, com base nessa flexibilidade macroecômica, fundamenta os investimentos iniciais

Assim como o Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil, anunciado pelo PT em setembro do ano passado – e largamente ignorado pela mídia nacional –, o Plano Biden, que causa frisson na imprensa local, tem dimensão emergencial – a da reconstrução – e uma de médio e longo prazo – a da transformação.

Em primeiro lugar, há o chamado America Rescue Plan, mais concentrado na emergência, que já é lei e prevê investimentos de US$ 1,9 trilhão.

Embora o CARES Act de Donald Trump tenha sido até maior – US$ 2,2 trilhões –, ele reservou apenas US$ 500 bilhões para os cidadãos. O resto das despesas não comprometidas com gastos para a compra de vacinas foi quase todo para ajuda a empresas, inclusive as grandes corporações. Ademais, o CARES Act muito foi aperfeiçoado pelo Congresso, em negociações com os Democratas. Ao final do ano, Trump quis reduzir os cheques para apenas US$ 600, no que foi rechaçado pelo Democratas, que queriam cheques de US$ 2 mil.

Agora, boa parte do estímulo, cerca de 1 US$ trilhão, é para ajuda direta aos cidadãos. Além dos cheques de US$ 1.400 para os cidadãos – um super auxílio emergencial –, há a extensão do seguro-desemprego, o auxílio para pagamentos de aluguéis, o fortalecimento do sistema de distribuição de alimentos gratuitos, entre outras políticas sociais.

Além disso, há investimentos emergenciais para a produção e comercialização de vacinas, expansão da testagem sobre o coronavírus, contratação de 100 mil novos empregados no setor de saúde, gastos substanciais em educação para permitir a abertura das escolas, ajuda para que estados e cidades possam manter os serviços públicos, linhas facilitadas de crédito para pequenas e médias empresas, claramente colocando a geração de emprego e renda no centro da política econômica.

Os investimentos são de tal ordem, que a maioria dos bancos e das agências de risco projeta um crescimento da economia norte-americana entre 7% e 8,5% já para este ano.

Mas há, ainda, uma segunda parte do plano, mais focada no médio e longo prazo, que visa transformar profundamente os cenários da economia e da sociedade norte-americanas. Trata-se do Build Back Better ou America Jobs Plan, que prevê investimentos da ordem de US$ 2,3 trilhões em infraestrutura, educação, seguridade social, saúde, ciência e tecnologia, meio ambiente e energia limpa. Esses investimentos estatais aportariam um crescimento médio anual do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,2% entre 2022 e 2024 e de 2,9% entre 2024 e 2030.

Com tais investimentos seriam gerados 18,6 milhões de empregos “decentes e sindicalizados”. E, já em 2022, a taxa de desemprego pode vir a ficar em cerca de 4%.

Esse grande programa contracíclico e “desenvolvimentista” não se limita a reformar a infraestrutura já existente. Boa parte desses investimentos serão destinados a áreas “portadoras de futuro”. Por isso, estão previstos grandes investimentos na transição ambiental e energia limpa, novos sistemas de transporte, banda larga e inclusão digital, novas tecnologias de comunicação e informática, educação, ciência, tecnologia e inovação de um modo geral. Há o sólido fomento para a destruição criadora, no impulso da economia ambientalmente sustentável de baixo carbono.

Com o intuito de fortalecer essas áreas, serão investidas grandes somas, no valor de US$ 400 bilhões, em compras governamentais direcionadas. Tudo isso já foi divulgado.

Mas são os investimentos na área social que mais chamam a atenção. Em educação, o Plano Biden promete, em primeiro lugar, perdoar a dívida estudantil, a segunda maior dívida das famílias dos EUA, atrás apenas das hipotecas. Será um alívio financeiro imenso para estudantes e suas famílias. Hoje, muitos estudantes acabam desistindo de fazer ou completar cursos universitários para não terem de se endividar pelo resto da vida.

Não bastasse, Biden promete ensino público e gratuito nas universidades para aqueles estudantes que venham de famílias que tenham renda de até US$ 125 mil por ano.

A combinação do perdão e limitação dos pagamentos das dívidas estudantis com cursos universitários gratuitos representa um poderoso estímulo para a educação superior, a competitividade geral da economia, o desenvolvimento científico-tecnológico e a diminuição das desigualdades sociais e raciais. Esta é uma dimensão essencial para impulsionar a economia do conhecimento e promover a inclusão social.

Na área da saúde, Biden vai expandir o Medicare, programa de atendimento gratuito à saúde, criado por Obama para idosos (mais de 65 anos) e famílias pobres. Biden quer que todos os americanos com mais de 60 anos façam parte do programa. Ademais, o democrata quer expandir também o Medicaid, programa de planos de saúde a preços módicos para 97% dos não atendidos pelo Medicare.

Não seria ainda um sistema público universal, mas trata-se de um sistema híbrido que poderia levar grande alívio, inclusive financeiro, às famílias norte-americanas. Afinal, nos EUA muitas hipotecas são feitas para poder pagar caríssimos tratamentos de saúde. Há uma nova dimensão para o fomento da economia de cuidados, educação, saúde e segurança pública.

Biden também investirá na indústria de genéricos, numa regulação mais estrita dos planos privados de saúde e no controle do abuso dos preços de medicamentos e procedimentos.

Em medida adicional ao plano, Biden pretende dobrar o salário-mínimo dos EUA, que passaria de pouco mais de US$ 7 por hora para US$ 15 por hora trabalhada. Dessa forma, cerca de 40 milhões de trabalhadores norte-americanos poderão vir a dobrar a sua renda.

A Casa Branca também tem pronto o projeto de lei do Protecting the Right to Organize (PRO) Act, que busca facilitar a organização dos trabalhadores e expandir a sindicalização. Hoje, os EUA tem níveis muito baixos de trabalhado ressindicalizados: cerca de 7% da força de trabalho.

A criação de empregos decentes, de boa remuneração e sindicalizados (union jobs) está no cerne da estratégia de Biden para reconstituir a classe média dos EUA e constituir novamente uma classe trabalhadora afluente e com bom poder de barganha.

Nesse campo, há várias outras medidas que expandem direitos trabalhistas. Assim, há o Paycheck Fairness Act para garantir que as mulheres sejam pagas igualmente por trabalho igual e projetos que asseguram o pagamento por dias de ausência por doença e 12 semanas de licença familiar e médica remunerada.

Uma das mudanças importantes são as sinalizações na política monetária, onde constata que nos últimos 10 anos a inflação estiveram abaixo da meta de 2%, e agora poderão tolerar patamares de até 2,5% para conter a taxa de juros e estimular o crescimento e a geração de empregos.

O plano também reabilita a política industrial como parte essencial da estratégia de relançamento da economia dos EUA.

O pacote de Biden e esse outro grande leque de medidas econômicas e sociais implicarão expansão de US$ 5,4 trilhões de gastos federais nesta década. Para financiar essa expansão, Biden apresentou um novo código tributário mais progressivo para contribuintes individuais e um aumento na alíquota de imposto corporativo de 21% para 28%. Mas a reposição da taxação das empresas aos níveis anteriores é apenas uma parte da arrecadação necessária para financiar os investimentos previstos.

A lista de propostas de aumento de impostos para os ricos inclui também, entre outras medidas: 1) aumentar da alíquota máxima de imposto de renda de 37% para 39,6%; 2) tributar integralmente ganhos de capital e dividendos para aqueles com renda anual acima de US$ 1 milhão; 3) aplicar um imposto sobre a folha de pagamento da Previdência Social para aqueles que ganham mais de US$ 400 mil por ano.

Ele também propõe a cobrança de uma “sobretaxa de offshoring” de 10% sobre a receita da produção de bens ou serviços produzidos no exterior, mas vendidos nos EUA por empresas americanas.

Contudo, o mais importante não é isso. No campo tributário, a proposta mais relevante de Biden é a criação de um imposto internacional mínimo de 21% sobre os lucros de empresas multinacionais. O objetivo é impedir que as empresas transfiram sua produção ou sede legal para países que têm legislação fiscal frouxa. Dessa maneira, Biden, quer instituir um combate global e concatenado à evasão fiscal, à “maquiagem fiscal” e aos chamados “paraísos financeiros”.

A proposta, em discussão no G20, permitiria arrecadação anual de US$ 640 bilhões, e ensejaria a recuperação de um grande volume de ativos desviados e sonegados.

Todas essas medidas, além de outras ainda em estudo, apontam, para uma revisão completa do chamado “modelo neoliberal” impulsionado pelo “Consenso de Washington”, com seu Estado mínimo e as políticas pró-cíclicas a ele associadas. Isso para dizer o mínimo. Se Biden terá êxito na empreitada, é outra discussão. Resistências e recuos seguramente farão parte deste esforço abrangente de mudança de rota.

Na realidade, Biden e os Democratas estão apenas se somando a uma crescente opinião majoritária, até mesmo entre parcela dos conservadores, segundo a qual o modelo neoliberal e suas políticas tornaram-se disfuncionais às economias e sociedades.

A gravidade da crise desencadeada pela pandemia e a ascensão da China, que já voltou a crescer 18,3% neste último trimestre, aceleraram essa reversão de expectativas.

Há, entretanto, aqueles que acham que o capitalismo, em sua fase atual de acumulação, é intrínseca e inexoravelmente neoliberal.

Porém, a análise histórica do capitalismo demonstra, ao contrário, que esse sistema tem bastante flexibilidade e capacidade adaptativa. O New Deal de Roosevelt é prova disso. Afinal, as “leis econômicas” não são naturais. Elas são politicamente disputadas e historicamente construídas.

Independentemente do debate de fundo, o fato, cada vez mais evidente, é que o neoliberalismo se esgotou. Ou o capitalismo enterra o falido modelo neoliberal ou esse modelo enterrará politicamente o capitalismo como opção minimante viável para assegurar a sobrevivência da natureza, da humanidade e das democracias.

Hoje, temos economias e sociedades em profunda crise. E modelos carcomidos e adoecidos. A solução – a vacina – é a volta da ação substancial do Estado, com políticas econômicas e sociais robustas e transformadoras. O tratamento é o enterro do neoliberalismo.

John Mayard Keynes dizia: homens práticos, que se consideram isentos de quaisquer influências intelectuais, frequentemente são escravos de algum economista defunto. Nada demais. Há ótimos economistas defuntos, como o próprio Keynes.

No Brasil, entretanto, os homens que estão no poder continuam a ser escravos de ideias mortas e modelos falidos amplamente questionados lá fora. Ideias que tiveram seu auge nos 1980 e 1990 do século 20, mas que hoje não inspiram mais ninguém com bom senso e contato com a realidade. Aqui, sequer se admite a revisão temporária do modelo neoliberal e de suas políticas austericidas, na conjuntura de crise profunda, socialmente dramática e insustentável que o país vive.

Por tal razão, enquanto o Plano de Biden, que revisa conjuntural e estruturalmente o paradigma neoliberal, é saudado aqui como algo progressista e “desenvolvimentista”, o Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil apresentado pelo PT, que propõe, mutatis mutandis, algo semelhante e apresentado com antecedência, sequer entra no debate. Os grandes interesses do sistema financeiro envolvem os principais veículos da mídia brasileira altamente concentrada e oligopolizada.

No Brasil, não faltam apenas as vacinas médicas para salvar vidas. Falta mais democracia, pluralidade no debate e discussão aprofundada sobre alternativas. Estas sim são as vacinas políticas capazes de enterrar o neoliberalismo e salvar o país.

“Família Bolsonaro contratou ex-mulher de Adriano da Nóbrega quando ele já era um dos maiores bandidos do Rio”, diz Bruno Manso

O autor do livro “República das milícias: dos esquadrões da morte à Era Bolsonaro”, Bruno Paes Manso, comentou na TV 247 sobre os laços da família Bolsonaro com as milícias do Rio de Janeiro. Ele mostra como Fabrício Queiroz auxiliou Adriano da Nóbrega na sua fuga e revela que Flávio Bolsonaro contratou a ex-mulher do miliciano para seu gabinete em 2016 com o objetivo de “organizar o esquema das rachadinhas”.

Bruno Paes Manso, jornalista, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro “República das milícias: dos esquadrões da morte à Era Bolsonaro”, em entrevista à TV 247, comentou sobre os laços da família presidencial com as milícias cariocas. Para ele, além da revelação de que Adriano da Nóbrega mantinha contato com Jair Bolsonaro, chamado de o “homem da casa de vidro”, em referência ao Palácio do Planalto, é necessário lembrar que Flávio Bolsonaro contratou a ex-mulher do miliciano para atuar no esquema das rachadinhas.

“Eu vi [o vazamento do grampo] com um olhar mais jornalístico e, digamos assim, mais cinematográfico pela imagem do ‘homem da casa de vidro’, que achei muito cinematográfica e interessante para se referir ao presidente. E para falar e trazer à tona uma informação que, no fundo, já é muito bem documentada e sabida, que é a relação do presidente com o Adriano Magalhães da Nóbrega e com o Fabrício Queiroz desde 2004-2005, quando o Queiroz foi preso e passou a fazer o lobby em favor do Adriano junto à família”, disse o pesquisador.

Ele ainda revela a relação dos advogados da família com as milícias: “Não só isso é bastante documentado, como agora, conforme se desenvolvem as investigações e vêm à tona as informações sobre as rachadinhas feitas no gabinete da família, fica evidente inclusive que existia um núcleo coordenado pelo Adriano da Nóbrega que envolvia sua ex-mulher e a mãe para organizar o esquema do Flávio. Sendo que a mãe dele foi contratada em 2016, quando ele já era um dos maiores bandidos do Rio de Janeiro. Quando o Queiroz foi preso na casa de seu advogado, o Frederick Wassef, em Atibaia, um dos advogados que tinha sido mediado para defendê-lo era o Paulo Catta Preta, que é um bom advogado de Brasília que passou a fazer a defesa do Adriano também. Vemos inclusive na decretação da prisão preventiva do Queiroz que existe uma permanente interferência e apoio dele na fuga do Adriano”.

 

Fonte: 247

A opção Mourão debatida por generais

Generais críticos a Bolsonaro articulam uma “terceira via” para as eleições de 2022 e não descartam impeachment

Em 27 meses no cargo, o general Hamilton Mourão construiu uma trajetória bem diferente da dos vices nos últimos 60 anos. Ele tem atribuições de Governo e comanda efetivamente nichos importantes da política ambiental e de relações exteriores. É, por exemplo, mediador de conflitos com a China, processo iniciado com um encontro com o presidente do país, Xi Jinping, em 2019, restabelecendo a diplomacia depois de duros ataques feitos por Jair Bolsonaro ainda na campanha.

Mourão esforça-se para não parecer que conspira, mas é visto por militares e especialistas ouvidos pela Agência Pública como um oficial de prontidão diante de uma CPI que pode levar às cordas o presidente Jair Bolsonaro pelos erros na condução da pandemia.

“Como Bolsonaro virou um estorvo, os generais agora querem colocar o Mourão no Governo”, diz o coronel da reserva Marcelo Pimentel Jorge de Souza, um dos poucos oficiais das Forças Armadas a criticar abertamente o grupo de generais governistas que, na sua visão, “dá as ordens” e sustenta o Governo de Bolsonaro.

Ex-assessor especial do general Carlos Alberto Santos Cruz na missão de pacificação no Haiti, Jorge de Souza está entre os militares que enxergam o movimento dos generais como uma aposta num eventual impeachment e ascensão de Mourão ―que, por sua vez, tem fechado os ouvidos para o canto das sereias.

“Mourão jamais vai ajudar a derrubar Bolsonaro para ocupar a vaga. O que ele pode é não estender a mão para levantá-lo se um fato grave surgir. Honra e fidelidade são coisas muito sérias para Mourão”, diz um general da reserva que conviveu com o vice-presidente, mas pediu para não ter o nome citado.

A opção Mourão é tratada com discrição entre os generais que ocupam cargos no Governo. Três deles, Braga Netto (Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional, o GSI) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), formam o núcleo duro fechado com o presidente. Os demais, caso a crise política se agrave, são uma incógnita. Mas são vistos como mais acessíveis à influência dos generais da reserva que romperam com Bolsonaro e articulam a formação de uma terceira via pela centro-direita.

“O que fazer se a opção em 2022 for Lula ou Bolsonaro? É sentar na calçada e chorar”, afirma à Pública o general Sérgio Etchegoyen, ex-ministro do GSI no Governo Michel Temer (MDB).

Embora se recuse a fazer críticas ao presidente, Etchegoyen acha que os sucessivos conflitos entre Executivo e Judiciário criaram no país um quadro grave de “instabilidade e incertezas”, que exigirá o surgimento de lideranças mais adequadas à democracia.

“O Brasil não precisa de um leão de chácara. Precisa de alguém que conheça a política e saiba pacificar o país”, diz o general.

O ex-ministro sustenta que 36 anos depois do fim do regime militar, com a democracia madura, a reafirmação do compromisso das Forças Armadas contra qualquer aventura autoritária a cada surto da política tornou-se desnecessária e repetitiva. E cutuca a imprensa: “Alguém ensinou um modelo de análise à imprensa em que a possibilidade de golpe está sempre colocada”, diz, referindo-se à crise provocada por Bolsonaro na demissão de Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, e dos comandantes militares. Para ele, a substituição é parte da rotina de Governo e das crises decorrentes da política. “Ministros são como fusíveis que podem queimar na alta tensão da política. Quem não tiver vocação para fusível que não vá para o Governo”, afirma.

Generais articulam terceira via para eleição

As articulações por uma terceira via são comandadas por generais da reserva, que já ocuparam cargos em governos e, até o agravamento da pandemia do coronavírus, se encontravam com frequência em cavalgadas no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), sede dos Dragões da Independência, grupamento do Exército sediado no Setor Militar Norte de Brasília, encarregado de guarnecer o Palácio do Planalto.

Os ex-ministros Etchegoyen e Santos Cruz e o general Paulo Chagas, ex-candidato ao Governo do Distrito Federal, embora em diferentes linhas, fazem parte do grupo. Têm em comum o gosto pela equitação e bom trânsito com o vice, que também gosta do esporte e frequentava o 1º RCG ao lado de outros generais, o ex-comandante do Exército Edson Pujol e civis como Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa, ex-PCdoB, hoje pré-candidato à presidência em 2022 pelo Solidariedade.

Mourão defende Exército e “vai ficar na cara do gol”

Nas ocasiões em que foi sondado para substituir Bolsonaro diante da probabilidade de impeachment ou para se colocar como terceira via, Mourão rejeitou as duas hipóteses. Segundo fontes ouvidas pela Pública, ele “não se furtaria” a assumir, mas só o faria dentro de limites constitucionais, ou seja, em caso de vacância no cargo.

“O Mourão se impôs um limite ético para lidar com a política. Não disputará contra Bolsonaro e nem imporá desgaste a ele. É um homem de visão de mundo diferenciada, entende muito do que fala, compreende o país e tem trânsito confortável na política externa. Seu perfil não é do interesse do presidente e nem oposição”, avalia a fonte próxima ao vice.

Em entrevista à TV Aberta, de São Paulo, na quinta-feira, 22 de abril, Mourão disse que, por lealdade, não disputará com Bolsonaro em 2022 e apontou como seu horizonte a candidatura ao Senado ou simplesmente a aposentadoria. Em janeiro, quando veio à tona notícia sobre um assessor parlamentar da vice-presidência que falava com chefes de gabinete de vários deputados sobre a necessidade de se preparar para um eventual impeachment, Mourão o demitiu, marcando sua postura pública sobre a questão.

CPI da Covid se reúne nesta quinta e deve convocar ministros da Saúde de Bolsonaro

Na reunião de instalação, o relator da CPI, Renan Calheiros, defendeu a convocação dos quatro ministros da Saúde de Bolsonaro: o atual, Marcelo Queiroga, Eduardo Pazuello, Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta, favorito para ser o primeiro

O ministro Ricardo Lewandowski foi sorteado relator do mandado de segurança (MS) n° 37870, apresentado ontem (27) ao Supremo Tribunal Federal pelos senadores Eduardo Girão (Podemos-CE), Jorginho Mello (PL-SC) e Marcos Rogério (DEM-RO), contra a participação de Renan Calheiros (MDB-AL) na CPI da Covid. Eles usam o mesmo argumento, derrotado, da deputada Carla Zambelli, com a ação em que ela afirmava que o relator da comissão deve ser impedido por ser pai do governador de Alagoas, Renan Filho. Os governistas usaram o mesmo raciocínio na instalação da CPI, na terça-feira (27), com questões de ordem e sucessivas intervenções contra Renan.

As medidas judiciais e o comportamento deste grupo de senadores têm o intuito de tumultuar a CPI. Até porque não se espera que o STF – muito menos Lewandowski – vá interferir em atos do Senado Federal com base em argumentos semelhantes aos usados pela deputada bolsonarista, derrubados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. “Certamente o STF não vai interferir numa decisão interna do Senado. O tribunal já mandou instalar a CPI (em decisão de 14 de abril), foi eleito o presidente, que designou o relator. Não tem mais o que discutir”, diz Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Provocações e ameaças

Mas não estão no tabuleiro apenas medidas jurídicas, institucionalmente legítimas, embora para conturbar e com argumentos jurídicos débeis, como as ações de Carla Zambelli e dos senadores bolsonaristas da comissão. A rede de apoio bolsonarista, formada por seguidores e robôs capitaneados por membro da família do presidente continuam a usar de expedientes conhecidos: postagens provocativas nas redes sociais e ameaças.

O filho “zero dois” de Jair, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), publicou hoje um post no Twitter fazendo menção a um tuíte de baixíssimo nível, publicado em fevereiro de 2019 por Renan Calheiros e dirigido à jornalista Dora Kramer. O tuíte de Carlos Bolsonaro é uma “provocação séria, e isso vai ter troco”, diz o analista do Diap. “A ideia é provocar os instintos mais primitivos de Renan Calheiros, para ver se ele perde a compostura e reage de um modo que eles possam explorar nas redes sociais. Mas Renan certamente terá equilíbrio para dar o troco por outro caminho, investigando em profundidade os desvios do governo”, acredita.

Já o senador Otto Alencar (PSD-BA), que na terça (27), por ser o mais velho do colegiado, abriu a primeira reunião para escolher o presidente – Omar Aziz (PSD-AM) – relatou ter recebido “pressão de todos os lados”. “Mas pelas redes foi pior. Recebi mais de 30 ameaças de morte. Nunca vi nada parecido”, disse ao jornal A Tarde, da Bahia. À CNN Brasil, Alencar afirmou que o governo e seus apoiadores agem para “desestabilizar” a CPI, o que se demonstra pelas sucessivas tentativas de barrar Renan na relatoria. Até agora, seja no Senado, seja no Judiciário, Bolsonaro tem sido derrotado em todas as tentativas, desde a determinação de criação da comissão pelo STF.

A comissão se reúne nesta quinta-feira (29), às 9h, para analisar o plano de trabalho. Na reunião de instalação, Renan defendeu a convocação dos quatro ministros da Saúde de Bolsonaro: o atual, Marcelo Queiroga, Eduardo Pazuello, Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta, favorito para ser o primeiro.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, também pode ser convocado. O motivo foi a agência  negar autorização para importação da vacina russa Sputnik V, na noite de segunda-feira (26). Segundo a fabricante do imunizante, a Anvisa mente. Em março do ano passado, Barra Torres, sem máscara, participou de manifestações na companhia de Bolsonaro, como divulgou parte da imprensa à época Outro cotado a ser chamado pela CPI da Covid é o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“CPI vai investigar o quê?

Acuado, o presidente tem demonstrado que a CPI da Covid representa séria ameaça ao governo. Mesmo assim, não abandona a arrogância e as provocações. Continua a desafiar a comissão, a ciência e as instituições. “CPI vai investigar o quê? Eu dei dinheiro para os caras”, afirmou, em referência a governadores. “Muitos roubaram o dinheiro, desviaram, mas agora vem a CPI para querer investigar conduta minha.” Ele acrescentou:  “Que nem a questão da vacina, quando o último brasileiro tomar vacina, eu tomo”.

 

Pacheco quer votar novo Refis no Senado nas primeiras semanas de maio

Pacheco quer votar novo Refis no Senado nas primeiras semanas de maio

Foto: Reprodução/ Senadoleg

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco DEM-MG), pretende colocar em pauta no início de maio projeto de lei que prevê a nova rodada do Refis, programa de refinanciamento de dívidas tributárias das empresas.

Durante reunião de líderes na manhã desta quinta-feira (22), os senadores propuseram que a pauta de votações dedicasse espaço para a análise de iniciativas relacionadas com a economia, o que contou com a concordância de Pacheco.

O presidente do Senado então decidiu dedicar as suas primeiras semanas de maio para análise de pautas econômicas, que estão represadas por causa da pandemia, mais ligadas com o contribuinte —e não grandes questões estruturais da economia e de infraestrutura.

“Alguns senadores propuseram que sejam votadas nas próximas semanas um conjunto de projetos da área econômica, mas não da área setorial. Um deles é importante para repercutir seria o novo Refis, em função da pandemia. O presidente anuiu e indicou que vai colocar vários projetos dessa natureza, do mesmo assunto, do mesmo âmbito, nas primeiras semanas de maio, na primeira quinzena de maio”, afirmou o líder da minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN), em conversa com os jornalistas após a reunião.

“Então na primeira semana de maio deveremos ter sessões para tratar dessa pauta represada da área econômica, especialmente esse do Refis”, completou.

Pacheco vem defendendo publicamente um novo Refis, por causa dos danos provocados pela pandemia para a economia brasileira. O programa oferece condições mais vantajosas e mesmo deduções para quem quitar suas dívidas tributárias com o fisco.

Jean Paul Prates afirma que a proposta não vai enfrentar uma “resistência tão dura”, justamente por contas dos efeitos da pandemia.

No entanto, a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) vem mostrando oposição nos bastidores.

Técnicos da pasta se posicionam de forma contrária e defendem que não há necessidade de criar mais um Refis, principalmente porque já existem instrumentos de renegociação para os afetados pela pandemia. Afirmam que uma medida ampla, como um Refis, poderia abrir margem para que empresas não afetadas pela pandemia pudessem aderir ao programa.

Pacheco destinou para relatar o projeto —que é de sua autoria— o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), que se tornou o responsável pelas articulações.

A minoria e oposição também busca aproveitar essas sessões com pautas econômicas para colocar em pauta uma proposta que revê a faixas de contribuição do Imposto de Renda. O projeto de autoria do líder do MDB, Eduardo Braga (MDB-AM), é relatado por Prates.

“Eu agreguei um projeto que estou relatando, que é de autoria do senador Eduardo Braga, que diz respeito às faixas de isenção do Imposto de Renda da pessoa física. É um projeto que amplia a faixa de isenção”, afirmou.

Prates explica que o texto original estabelecia uma quota única de 27,5% para os valores acima da isenção. Em seu texto, ele estabelece novas faixas, de forma a tornar “mais justa a incidência acima da isenção”, afirmou.

Prates afirma que o projeto também cria uma alíquota de 15% para os dividendos recebidos pelas empresas – que até o momento são isentos.

Antes das sessões destinadas para as questões econômicas, o Senado deve apreciar na próxima quinta-feira (29) projeto de lei que determina a quebra de patente de vacinas e medicamentos contra a Covid-19.

A proposta chegou a entrar na pauta do plenário da Casa, mas foi retirada a pedido do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A iniciativa enfrenta resistência do governo e também de empresários brasileiros, que alegam que o acesso à vacina não vai ser acelerado com a quebra da patente, além de resultar em dificuldades futuras para o país, por conta de regras de propriedade intelectual.

Fonte: Bahia Notícias

Fonoaudiólogos autônomos e idosos que completarão 60 anos são vacinados nesta sexta

 

Fonoaudiólogos autônomos e idosos que completarão 60 anos são vacinados nesta sexta

Foto: Divulgação/ Secom-PMS

Os fonoaudiólogos autônomos e idosos que vão completar 60 anos em 2021, nascidos entre 23 de abril e 23 de julho de 1961, são os novos públicos a serem vacinados contra a Covid-19 em Salvador, nesta sexta-feira (23). Além deles, também prossegue a aplicação da primeira dose para idosos que já completaram 60 anos, pessoas com Síndrome de Down, pacientes em hemodiálise, fonoaudiólogos e demais autônomos, trabalhadores da saúde, trabalhadores da educação e agentes de segurança pública.

Continua, ainda, a imunização com a segunda dose para idosos e trabalhadores da saúde. Confira a estratégia para cada público:

Idosos que completam 60 anos em 2021 – Os cidadãos nascidos entre 23 de abril e 23 de julho de 1961 poderão receber a primeira dose do imunizante exclusivamente no turno vespertino. Os pontos de imunização são os drives na Arena Fonte Nova – Nazaré, Atakadão Atakarejo – Fazenda Coutos, 5º Centro de Saúde – Barris, Parque de Exposições – Paralela, Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) – Unidade Cabula e Vila Militar – Dendezeiros.

A vacinação também acontece nos pontos fixos da USF Vista Alegre, UBS Nelson Piauhy Dourado, USF Resgate, USF Federação, USF Santa Luiza, USF Plataforma, USF Cajazeiras X, 5º Centro de Saúde – Barris e Colégio da Polícia Militar – Dendezeiros.

Vacina Express – Os idosos com 60 anos ou mais também podem fazer o agendamento da vacinação domiciliar através do Vacina Express, pelo site vacinaexpress.saude.salvador.ba.gov.br.  O serviço é voltado preferencialmente para idosos acamados ou com dificuldades de locomoção.

Pessoas com Síndrome de Down – As pessoas com Síndrome de Down seguem sendo imunizadas na capital. Para isso, é preciso estar com o nome cadastrado no site da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no site www.saude.salvador.ba.gov.br, e apresentar documento oficial de identificação com foto no ato da vacinação.

Os pontos de imunização acontecem das 8h às 16h são os drives na Arena Fonte Nova – Nazaré, Atakadão Atakarejo – Fazenda Coutos, 5º Centro de Saúde – Barris, Parque de Exposições – Paralela, Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) – Unidade Cabula e Vila Militar – Dendezeiros.

A vacinação também acontece nos pontos fixos da USF Vista Alegre, UBS Nelson Piauhy Dourado, USF Resgate, USF Federação, USF Santa Luiza, USF Plataforma, USF Cajazeiras X, 5º Centro de Saúde – Barris e Colégio da Polícia Militar – Dendezeiros.

A estratégia para esse público também acontecerá em três instituições da cidade: ION – Instituto de Organização Neurológica, das 8h às 12h; NACPC – Núcleo de Atendimento à Criança com Paralisia Cerebral – 8h às 12h; APAE Salvador – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – 13h às 16h.

Pacientes em hemodiálise – Estes cidadãos devem estar com os nomes cadastrados no site da SMS e, no ato da vacina, apresentar documento oficial de identificação com foto. A vacinação acontece das 8h às 16h, nos drives da Arena Fonte Nova – Nazaré, Atakadão Atakarejo – Fazenda Coutos, 5º Centro de Saúde – Barris, Parque de Exposições – Paralela, Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) – Unidade Cabula e Vila Militar – Dendezeiros.

A vacinação também acontece nos pontos fixos da USF Vista Alegre, UBS Nelson Piauhy Dourado, USF Resgate, USF Federação, USF Santa Luiza, USF Plataforma, USF Cajazeiras X, 5º Centro de Saúde – Barris e Colégio da Polícia Militar – Dendezeiros.

Fonoaudiólogos e demais autônomos, trabalhadores da saúde – Para serem beneficiados com a primeira dose, todos devem estar com os nomes cadastrados no site da SMS. Para os fonoaudiólogos, no ato da vacina, será necessária a apresentação de documento oficial de identificação com foto, carteira do conselho de classe e cópia impressa do último Imposto de Renda, ou do comprovante atualizado de pagamento do ISS, ou do contrato de pessoa jurídica ativo ou última nota fiscal.

No ponto de vacinação, os trabalhadores da saúde devem apresentar documento oficial de identificação com foto e cópia do contracheque ou do contrato social. Já os autônomos (médicos, fisioterapeutas, dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, auxiliar e técnico de enfermagem, auxiliar e técnico de saúde bucal e nutricionistas) devem levar documento oficial de identificação com foto, carteira do conselho de classe e cópia do último Imposto de Renda, ou cópia do comprovante atualizado de pagamento do ISS, contrato de pessoa jurídica ativo ou última nota fiscal.

Por fim, as doulas devem apresentar documento oficial de identificação com foto, além de apresentar cópia do Imposto de Renda, ou do ISS, ou nota fiscal ou contrato de trabalho com firma reconhecida em cartório.

A imunização será realizada das 8h às 16h, nos drives e pontos fixos na Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) – Unidade Brotas, Unijorge – Campus Paralela e Universidade Católica de Salvador – Campus Pituaçu.

Trabalhadores da Educação e agentes de segurança pública – Podem buscar a vacina os trabalhadores com idade entre 55 e 59 anos, em plena atividade na educação básica das instituições privadas e públicas. Os profissionais devem estar com o nome na lista no site da SMS e, no ato da vacina, apresentar documento oficial de identificação com foto mais cópia impressa do último contracheque ou cópia impressa do contrato de trabalho pessoa jurídica atualizado.

Já os policiais federais, militares, civis e rodoviários federais; bombeiros, guardas municipais, agentes de salvamento e trânsito e agentes penitenciários devem estar em pleno exercício das atividades, lotados em Salvador e ter idade igual ou superior a 49 anos. No ato da vacina deverão apresentar documento oficial de identificação com foto e cópia do último contracheque.

A aplicação das doses acontece das 8h às 16h, nos drives e pontos fixos na Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) – Unidade Brotas, Unijorge – Campus Paralela e Universidade Católica de Salvador – Campus Pituaçu.

Segunda dose – Para facilitar o acesso à segunda dose, foi ampliado o número de postos voltados exclusivamente para esses públicos. Para tanto é preciso ser observada a data de retorno sinalizada no cartão de vacina recebido na ocasião da primeira aplicação.

A imunização acontece das 8h às 16h, nos drive-thrus da FTC Paralela, Faculdade Universo – Campus ACM, Barradão – Canabrava, Centro de Convenções de Salvador – Boca do Rio, Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina, USF San Martin III e Shopping Bela Vista – Cabula.

Os pontos fixos estão situados no Barradão – Canabrava, FTC Paralela, Clube dos Oficiais – Dendezeiros, UBS Ramiro de Azevedo – Nazaré, UBS Colinas de Periperi, USF Yolanda Pires – Fazenda Grande I, USF Nova Esperança, USF João Roma Filho – Jardim Nova Esperança, USF Vila Nova de Pituaçu e USF Recanto da Lagoa.

Hora Marcada – Também foi ampliado para os idosos e trabalhadores da saúde o acesso à segunda dose através do site Hora Marcada, no site www.vacinahoramarcada.saude.salvador.ba.gov.br, onde é possível agendar data e hora para a vacinação em 21 locais. O serviço funciona de segunda à sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 17h.

Fonte: Bahia Notícias

 

Alvo de 100 pedidos de impeachment, Bolsonaro diz que define futuro político até o fim de abril

Enfraquecido pelo genocídio que já matou quase 400 mil brasileiros de Covid-19 e com a volta de Lula ao cenário eleitoral, Bolsonaro afirmou que deve se filiar a algum partido político em breve e admitiu que a sigla que tentou criar, o Aliança pelo Brasil, tem chances ‘muito pequenas’ de sair do papel

Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (19), Jair Bolsonaro afirmou já estar atrasado para se filiar a algum partido e disse esperar resolver sua situação até o final de abril.

O ocupante do Palácio do Planalto é alvo de mais de 100 pedidos de impeachment protocolados na Câmara dos Deputados e vê seu isolamento político se ampliar cada vez mais, principalmente em meio ao genocídio que já matou quase 400 mil brasileiros de Covid-19. Além disso, ele vê o ex-presidente Lula ocupar cada dia mais espaço no cenário político-eleitoral após ter suas condenações na Lava Jato anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele também admitiu que são remotas as chances de o Aliança pelo Brasil, sigla que ele mesmo tentou criar, sair do papel. “Aliança? A chance é muito pequena. Já estou atrasado em ter outro partido. Espero que este mês eu resolva. Em abril está bom. O duro foi quando eu me candidatei, porque eu me filiei em fevereiro ou março, foi em cima da hora”.

STF mantém julgamento sobre Lula em plenário e deixa decisão para esta quinta-feira

O STF (Supremo Tribunal Federal) manteve nesta quarta-feira (14), por 9 votos a 2, o julgamento sobre a anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no plenário da corte, composto pelos 11 integrantes do tribunal.

Nove ministros votaram para rejeitar o pedido da defesa do petista para que o tema fosse analisado pela Segunda Turma, que é integrada por cinco magistrados e tem perfil contrário à Lava Jato.

Com isso, o mérito da decisão do ministro Edson Fachin de invalidar os processos contra Lula que tiveram origem na 13ª Vara Federal de Curitiba deve ser discutido pelo plenário a partir desta quinta-feira (15).

Caso o entendimento de Fachin seja mantido, Lula retomará seus direitos políticos e estará apto a disputar as eleições de 2022.

Os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, Rosa Weber, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Luiz Fux votaram para manter o tema no plenário. Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio divergiram.

Fachin foi o primeiro a defender que não cabe recurso contra sua decisão de levar o processo ao conjunto da corte.

“A afetação [remessa] de feitos ao plenário é atribuição discricionária do relator”, afirmou, mencionando precedentes e o regimento interno da corte.

Ricardo Lewandowski divergiu, mas ficou vencido. Ele questionou por que as turmas julgam inúmeros recursos contra decisões em habeas corpus e só esse caso foi afetado ao pleno.

“Por que justamente no caso do ex-presidente? Será que o processo tem nome e não capa. A última vez em que se fez, isso custou ao ex-presidente 580 dias de prisão, e causou a impossibilidade de se candidatar a presidente a República”.

O magistrado criticou, ainda, a remessa ao plenário do habeas corpus julgado em 2018 que levou Lula à prisão.

Lewandowski afirmou que aquele julgamento também deveria ter sido feito pela turma e que considera estranha a ida dos casos relativos ao petista ao conjunto da corte.

Para o ministro, se o STF tivesse naquela oportunidade impedido a detenção de Lula e firmado o entendimento de que não é permitida a prisão após decisão em segunda instância, o resultado das eleições de 2018 teriam sido diferentes.

Rosa Weber aproveitou o assunto para afirmar que foi “massacrada” por seu voto naquele julgamento. Na época, a ministra disse que era contrária à execução provisória de pena, mas alegou que a jurisprudência da corte era naquele sentido e que não poderia votar de maneira diferente em um processo com um réu específico.

Um ano e meio depois, na análise das ações constitucionais que tratavam do tema de maneira genérica, ela deu o sexto voto decisivo contra a prisão em segunda instância.

Marco Aurélio também defendeu que a responsabilidade sobre este julgamento deveria ser da Segunda Turma.

Presidente da corte, Luiz Fux respondeu aos colega e falou da importância do julgamento.

“Ministro Marco Aurélio, eu entendi a preocupação de vossa excelência ao assentar que a afetação reclame uma relevância da decisão. Esse vício [a matéria em análise] pode ter um efeito expansivo e atingir um grande trabalho feito pelo STF no combate à corrupção. E, talvez, por isso, o relator tenha esse cuidado”, disse.

O ministro Alexandre de Moraes reforçou os argumentos em favor da manutenção da análise do tema pelos 11 integrantes da corte.

“Não consigo entender a afirmação de que o julgamento pelo plenário do Supremo significa desrespeito ao juízo natural”, afirmou. “Não encontro na Constituição Federal a expressão turmas do STF. O plenário do Supremo delega às turmas as decisões”, completou.

Ao seguir Fachin em seu voto, para além do caso em julgamento, a ministra Carmén Lúcia destacou que “o plenário é o Supremo inteiro, mas não é revisor de turma. Compete ao relator estabelecer a qual órgão, turma ou plenário, destina o caso”, disse. Para a ministra, o caso Lula tem questões já debatidas e que não cabe novo julgamento no pleno.

Gilmar, apesar de ter criticado a decisão de Fachin de remeter o caso do plenário, votou pelo prosseguimento do julgamento em vez da remessa do caso de volta à Segunda Turma.

Ele classificou as idas e vindas dos julgamentos de Lula da Segunda Turma ao plenário e vice-versa como “macabra” e “trôpega”.

Nesta quinta, os ministros retomarão o julgamento do tema. Antes de analisar a anulação das condenações, a corte deve discutir o ponto da decisão de Fachin que determinou a perda de objeto do habeas corpus em que a defesa de Lula pedia a declaração de parcialidade do ex-juiz Sergio Moro na condução do processo do tríplex do Guarujá.

Na Segunda Turma, Fachin ficou vencido e, por 4 a 1, o colegiado decidiu julgar o tema da mesma maneira. Em relação ao mérito, por 3 a 2, a turma decidiu pela suspeição de Moro.

Agora, os ministros devem decidir se a anulação dos processos por Fachin prejudica o debate da parcialirdade do ex-magistrado ou se a Segunda Turma poderia ter tomado aquela decisão.

A decisão do plenário é soberana, mas é raro o STF invalidar julgamento das turmas. Depois disso, os ministros entrarão no mérito da decisão de Fachin de declarar que a 13ª Vara Federal de Curitiba não deveria ser a responsável pelos processos de Lula e que os casos devem ser retomados da fase da análise da denúncia pela Justiça Federal do DF.

O magistrado defende que as ações contra o petista vão além dos esquemas de corrupção vinculados à Petrobras e que apenas as investigações diretamente relacioandas à estatal petrolífera deveriam ficar em Curitiva.

Por isso, remeteu o caso à Justiça do DF, onde os crimes teriam sido cometidos, segundo a acusação do Ministério Público Federal.

Independentemente da manutenção ou não da decisão de Fachin que anulou as condenações do ex-presidente, avaliam ministros do Supremo em conversas reservadas, a participação do ex-presidente nas eleições de 2022 dificilmente será evitada.

A análise tem como base o julgamento da Segunda Turma da corte que declarou a suspeição do ex-juiz Sergio Moro e anulou a ação em que o ex-presidente foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP).

Na visão de integrantes do tribunal, o debate do processo sobre o apartamento no litoral paulista indicou que a tendência é o Supremo dar a mesma solução à ação penal relativa ao sítio de Atibaia (SP), o outro processo em que o petista foi condenado e leva à sua inelegibilidade.

A aposta que está sendo feita internamente foi reforçada pelo voto de Cármen Lúcia. Chamou a atenção de colegas não apenas a mudança de posição sobre o tema -em 2018, ela havia votado a favor do ex-juiz da Lava Jato-, mas também o conteúdo do seu discurso.

Nele, a magistrada abordou bastante a questão do tratamento que Moro deu a Lula e falou menos da situação específica do processo do tríplex.

Cármen fez questão de afirmar que seu voto não discutia a condução de Moro em todas as investigações da Lava Jato, mas na atuação dele em relação a Lula.

Ela disse que tratou apenas de “um paciente julgado e que demonstra que, em relação a ele, houve comportamentos inadequados e que suscitam portanto a parcialidade”.

Lula dispara e Bolsonaro derrete: 52% a 34% no segundo turno

Pesquisa do Poderdata divulgada nesta quarta-feira (14) mostra o ex-presidente Lula com vantagem de 18 pontos sobre Jair Bolsonaro para as eleições presidenciais do próximo ano

Pesquisa Poderdata divulgada nesta quarta-feira (14) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva lidera com vantagem de 18 pontos sobre Jair Bolsonaro num cenário de segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

Lula vence Bolsonaro por 52% contra 34%, segundo o levantamento divulgado pelo site Poder 360.

Segundo o PoderData, Bolsonaro perderia também para o empresário e apresentador da TV Globo Luciano Huck (48% X 35%). Contra outros 3 possíveis candidatos testados, Bolsonaro ficaria apenas em situação de empate técnico (a margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos): Bolsonaro 38% X 37% João Doria (PSDB); Bolsonaro 38% X 37% Sergio Moro (sem partido); Bolsonaro 38% X 38% Ciro Gomes.

Foram 3.500 entrevistas em 512 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Bahia receberá 500 mil doses de vacinas contra Covid-19 na quinta-feira

Bahia receberá 500 mil doses de vacinas contra Covid-19 na quinta-feira

Foto: Fernando Vivas/GOVBA

A Bahia vai receber uma nova remessa com 500 mil doses de vacinas contra a Covid-19 na quinta-feira (15). Nesta semana algumas cidades, inclusive Salvador, interromperam a aplicação das primeiras doses por falta de estoque do imunizante. 

A informação foi divulgada pelo secretário da Saúde do estado, Fábio Vilas-Boas, através de publicação no Twitter.

Segundo o secretário, o Ministério da Saúde vai receber 6,3 milhões doses. Serão 3,8 milhões entregues pela Fiocruz e 2,5 milhões do Instituto Butantan.

Na manhã desta terça-feira (13) Fábio Vilas-Boas fez críticas a indefinição da logística do Ministério da Saúde na entrega de doses das vacinas contra a Covid-19. Segundo o titular da Sesab, a falta de informações para os estados deixa os gestores  “cegos”.

Salvador interrompeu a vacinação de idosos de 61 anos na segunda-feira (12). Desde então a cidade tem aplicado apenas segundas doses nas pessoas habilitadas. Com a chegada de um novo lote, a capital baiana e outras cidades em que a imunização foi suspensa devem retomar a aplicação de primeiras doses.

Fonte: Bahia Notícias.

 

 



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