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:: ‘Política’

Bolsonaro diz que será preso, morto ou terá êxito no golpe (vídeo)

Ele fez a afirmação em encontro com evangélicos em Goiânia e depois se corrigiu; disse que só há duas alternativas: morto ou vitorioso

247 – Jair Bolsonaro afirmou, neste sábado (28/08), que existem três alternativas para seu futuro: ser preso, morto ou ter a vitória.

Por vitória, se pode entender êxito no golpe ou vitorioso nas eleições de 2022, o que hoje se apresenta improvável, em razão das pesquisas.

Em seguida, se corrigiu, mas não muito. Disse “não existe” a chance de ser preso. A declaração ocorreu no 1° Encontro Fraternal de Líderes Evangélicos da Convenção Estadual das Assembleias de Deus Madureira (Conemad), em Goiânia.

“Eu tenho três alternativas para o meu futuro. Estar preso, ser morto ou a vitória. Podem ter certeza, a primeira alternativa, preso, não existe. Nenhum homem aqui na Terra vai me amedrontar. Tenho a consciência de que estou fazendo a coisa certa. Não devo nada a ninguém”, bradou. Bolsonaro emendou ainda que “não deseja nem provoca ruptura”, mas que “tudo tem um limite”.

O chefe do Executivo reclamou de decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em indireta, citou o corregedor-geral do Tribunal, Luis Felipe Salomão que suspendeu o repasse da monetização de canais que propagam desinformação sobre o sistema eleitoral.

247

Manifestação de 7 de setembro não precisa de autorização, diz Constituição

Enquanto o governador João Doria tenta proibir um ato do movimento Fora Bolsonaro no 7 de setembro, a Carta de 1988 define que todos podem se reunir pacificamente sem necessidade de autorização, escreve Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia

Por Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia

Quando os preparativos sobre o 7 de setembro ocupam o centro do debate político em São Paulo, é conveniente retornar ao documento fundamental da nação brasileira, a Carta de 1988, para entender  a discussão.

Diz o artigo 5o, inciso XVI:

“Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.

Num país que há três décadas tentava livrar-se de vinte anos de  ditadura, o inciso XVI representou aquilo que em linguagem de hoje costuma-se definir como avanço civilizatório — e tem muito a dizer sobre o Brasil de 2021.

Numa mudança gigantesca em relação ao período anterior, quando sicários do regime fuzilavam manifestantes nas ruas, a Constituição deixa claro que, a partir de sua promulgação, em 1988, o país decidira viver em outro tempo histórico, construindo  uma nação  onde a liberdade de manifestação é um direito universal, que todo brasileiro carrega consigo, sem necessidade de pedir licença a ninguém — muito menos ao aos governantes — para que possa ser exercido.

Basta, diz o texto, que se faça um prévio aviso à autoridade competente, exigência que atende ao interesse coletivo de proteger o direito de manifestação de outra reunião “anteriormente convocada para o mesmo local”.

Em nenhum momento, porém, os governantes têm o prerrogativa de proibir uma manifestação, protegida por noções democráticas que a humanidade já começara a desenvolver com dois séculos de antecedência — como a Declaração de Independência dos Estados Unidos, de 1776, ou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, marco da Revolução Francesa.

É sempre bom recordar. Para o norte-americano Thomas Jefferson, a Liberdade era um direito inalienável, auto evidente   “como a própria Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade”.

Treze anos mais tarde, sem mencionar nenhuma vez o Rei, a Nobreza ou a Igreja, personagens e instituições de uma ordem que começava a ser derrotada, a Assembleia Nacional Francesa elaborou seu próprio texto, onde afirma que “os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos”.

Um século e meio mais tarde, com a memória dos horrores do nazi-fascismo, o artigo 1o da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU disse que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.

Encontra-se aqui uma das matrizes essenciais do artigo 5o da Constituição brasileira de 1988. É ali que se afirma que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se o direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade”.  Também ali se reconhece o direito de manifestação, “independentemente de autorização”, como sublinha o inciso XVI.

No país de Bolsonaro, a questão real é outra e foi revelada pelo Estado de São Paulo (28/8/2021). Diante da cláusula que diz que todos podem reunir-se “pacificamente, sem armas”, cabe perguntar como fica a participação de soldados e oficiais da PM que anunciam sua presença nos atos de 7 de setembro, em São Paulo e Brasília, num gesto de apoio a Bolsonaro.

Não pode, dizem os Ministérios Públicos de São Paulo e de Brasília, que já entraram com ação cobrando providências junto à Corregedoria da PM. “Não há hipótese de se poder comparecer enquanto militar da ativa, do ponto do vista do regulamento em vigor,” afirma o procurador Pedro Falabella, que atua no TJM. “Mesmo sem farda e em horário de folga, o PM está submetido ao regulamento disciplinar”.

Alguma dúvida?

 

Vaxxinity: Flávio Bolsonaro teria participado de negociação paralela de vacina contra Covid-19

Flávio Bolsonaro (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

Negociação teria acontecido durante uma viagem em junho deste ano, conforme indicam emails revelados pela IstoÉ

Brasil de Fato – O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, teria participado de uma negociação paralela para a compra  de uma vacina americana, a Vaxxinity, ainda em fase de testes. A vacina não tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou de qualquer agência sanitária estrangeira.

A negociação teria acontecido durante uma viagem do parlamentar em junho deste ano aos EUA, conforme indica uma troca de emails obtida pela revista IstoÉ.

Flávio Bolsonaro estava nos EUA acompanhando no ministro das Comunicações entre os dias 7 e 10 de junho deste ano, onde cumpriram agenda em Nova York e na capital Washington. No dia 9, o filho do presidente recebeu um email do advogado Stelvio Bruni Rosi, endereçado ao seu gabinete, com o título “Flávio Bolsonaro — Vacina Covid-19 — Reunião USA com Empresa Laboratório Americano”.

“Senador Flávio Bolsonaro, estivemos juntos na festa em Washington onde foi conversado sobre a vacina da empresa/laboratório/fabricante americana Vaxxinity (antiga Covaxx and United Neuroscience do Grupo UBI — United Biomedical Inc). Solicitamos reunião entre o senhor e a Vaxxinity nos EUA ainda hoje ou amanhã (ou enquanto estiver nos USA). Oportunidade para o governo obter preferência para solicitar a reserva de lote de vacinas estabelecendo negociação prioritária com a Vaxxinity”, diz a mensagem publicada pela revista IstoÉ.

Segundo a publicação, a mensagem de Stelvio foi encaminhada pelo gabinete do senador ao secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, que havia assumido o cargo em março, no lugar do coronel Élcio Franco, investigado pela CPI da Covid.

“Prezado senhor, por ordem do senador Flávio Bolsonaro, retransmito a V.Sa. a mensagem a seguir, tendo em vista eventual interesse desse ministério em realizar contato e obter informações”, diz o email enviado pela funcionária do gabinete de Flávio, Branca de Neves José Luiz.

247

Bolsonaro diz que não vai “aceitar passivamente” decisões do STF

Bolsonaro disse ser contra as prisões de Roberto Jefferson e blogueiros bolsonaristas

247 – Jair Bolsonaro criticou nesta segunda-feira (23)  as prisões do ex-deputado Roberto Jefferson no último dia 13 e do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), ambas determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Bolsonaro voltou a ameaçar o STF e disse que não pode “aceitar passivamente isso”.

Em entrevista à Rádio Regional FM 91, de Registro (SP), Bolsonaro disse que as prisões de Roberto Jefferson, do deputado Daniel Silveira e do blogueiro Oswaldo Eustáquio, colocariam em risco a liberdade de expressão.

“A gente não pode aceitar passivamente isso, dizendo: ah, não é comigo. Vai bater na tua porta”, disse Bolsonaro.

De acordo com informações de O Antagonista, Bolsonaro ainda afirmou na entrevista que irá participar dos atos bolsonaristas no dia 07 de setembro.

“Eu estou sendo convidado para este movimento. No dia 7, pretendo estar aqui em Brasília por volta das 10h, e por volta das 15h30 na Paulista. O povo tem o direito a se manifestar”, disse.

Doria afasta coronel que fez ataques a ele, ao Supremo e defendeu golpe

Governador de São Paulo, João Doria, e o coronel Aleksander Lacerda (Foto: Governo do Estado de São Paulo | Divulgação)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afastou nesta segunda-feira (23) o chefe do Comando de Policiamento do Interior-7, coronel Aleksander Lacerda, responsável por ataques a ele, ao STF e também por manifestar posição favorável a um golpe no país

247 – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afastou nesta segunda-feira (23) o chefe do Comando de Policiamento do Interior-7, coronel Aleksander Lacerda, por indisciplina. A informação foi publicada pela coluna de Lauro Jardim. O comandante fez convocações para atos bolsonaristas marcados para o dia 7 de setembro. Além disso, o  coronel atacou o Supremo Tribunal Federal (STF) ao afirmar que sente “nojo” da instituição. Disse que Doria seria uma “cepa indiana”.

Lacerda acusou o deputado Rodrigo Maia, recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas do Estado, como beneficiário de um esquema “mafioso”.

O coronel também fez manifestações favoráveis a um golpe: “liberdade não se ganha, se toma”.

Leia a reportagem do 247 sobre a insubordinação do coronel:

247 – Chefe do Comando de Policiamento do Interior-7 (CPI-7), o coronel Aleksander Lacerda está convocando seus “amigos” para o ato de apoiadores de Jair Bolsonaro marcado para o dia 7 de setembro em Brasília (DF). O militar atacou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), ao chamar o parlamentar de “covarde”. Também disse que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), é uma “cepa indiana” e o deputado Rodrigo Maia, recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas do Estado, foi qualificado como beneficiário de um esquema “mafioso”. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

O coronel tem sob suas ordens 7 batalhões da PM paulista. É uma tropa de cerca de 5 mil homens em 78 cidades da região de Sorocaba, sede do CPI-7 As manifestações do coronel refletiram a contaminação do bolsonarismo na PM paulista. O temor é que Bolsonaro use as PMs para tentar uma ruptura institucional. Doria e o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), anunciaram no sábado (21) um encontro para esta segunda-feira (23) entre 24 governadores para discutir a defesa das instituições democráticas.

O coronel Lacerda fez suas manifestações no Facebook. Em 16 de agosto, postou “liberdade não se ganha, se toma. Dia 7/9 eu vou”.

No dia 20, o coronel publicou mensagem dizendo que “nenhum liberal de talco no bumbum” consegue “derrubar a hegemonia esquerdista no Brasil”. “Precisamos de um tanque, não de um carrinho de sorvete”.

Sobre o dia 7 de Setembro, compartilhou a mensagem: “caldo vai esquentar”.

Entre os dia 1.º e 22 de agosto, o coronel publicou 148 críticas e ofensas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de seus ministros. O coronel disse em 5 de agosto: “Sinto nojo do STF”. Alexandre de Moraes foi retratado em uma publicação como um bigode do ditador Adolf Hitler.

Em nota, a PM informou ser “uma instituição de Estado legalista, que tem o dever e a missão de defender a Constituição e os valores democráticos do País”.

“Postagens e opiniões expressadas por PMs em contas privadas de redes sociais, eventos oficiais públicos e na mídia em geral, quando atentarem contra as normas vigentes e tomarem contornos de ilegalidade, serão punidas com rigor. O conteúdo citado pela reportagem passa por análise criteriosa da Corregedoria”, disse.

247

Movimento Fora Bolsonaro contesta decisão de Doria e mantém manifestação na Paulista em 7 de setembro

Coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, e o governador João Doria (Foto: Roberto Parizotti | Reprodução/Twitter | GOVSP)

De acordo com o coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, há uma representação no Ministério Público e um pedido de reunião com o governo João Doria com o objetivo de manter para o dia 7 de setembro o ato contra Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, onde os bolsonaristas marcaram um ato golpista

247 – Militantes dos movimentos Fora Bolsonaro e Grito dos Excluídos mantiveram o protesto para 7 de setembro na Avenida Paulista (SP), onde acontecerá no mesmo dia manifestações bolsonaristas de cunho golpista. O governo João Doria (PSDB) decidiu que o local será ocupado somente por bolsonaristas no feriado, uma maneira de evitar conflitos entre apoiadores e críticos de Jair Bolsonaro. Mas, de acordo com o coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, há uma representação no Ministério Público e um pedido de reunião com o executivo estadual para mostrar que foi ignorada decisão judicial sobre regras para a realização de atos na avenida. Questionado sobre onde ocorrerá o ato, ele foi taxativo: “Na Paulista”.

Segundo informações da coluna de Chico Alves, no portal Uol, o dirigente da CMP disse que o governo Doria fez interpretação equivocada da decisão judicial sobre alternância de datas para cada grupo político. “O 11º Batalhão da Polícia Militar argumenta que no dia 24 de julho, quando realizamos nossa última grande manifestação, um sujeito que não se sabe o nome teria comunicado que faria um ato na Paulista no dia 7”, disse Bonfim. “Esse cara sumiu e a PM está interpretando que houve duplicidade. Não é possível uma pessoa só causar duplicidade em relação à demanda feita por centenas de entidades”, complementou.

O governo estadual anunciou que os movimentos anti-Bolsonaro poderão realizar atos no dia 12 de setembro. “A gente não tem nada a ver com o dia 12, isso não está em questão”, disse Bonfim. “Nós estamos achando muito estranho o governo falar no dia 12. O governador quer reatar com MBL, com o Vem Pra Rua (organizadores do ato previsto para essa data)?”, questionou.

A Central de Movimentos Populares enviou ao procurador-geral de Justiça de São Paulo representação para “garantir o direito de reunião e manifestação dos autores”.
247

Doria diz que Brasil enfrenta sua maior ameaça desde 1964

“Nunca o Brasil esteve tão ameaçado desde o golpe de 64… toda semana o presidente da República ou um representante flerta com o autoritarismo, ameaçam o Supremo e as forças democráticas”, disse ele

Ele disse ainda que, na próxima segunda-feira, haverá um encontro da maioria dos governadores do país para discutir o que chamou de crise institucional.

Segundo Doria, será um encontro virtual de governadores, o maior desde 2019.

“Será uma encontro pela defesa do meio ambiente e da democracia, além do apoio ao STF e o rechaçamento a atos autoritários de setembro”, disse Doria a jornalistas na sede da Associação Brasileira de Imprensa, citando manifestações planejadas para o dia 7 de setembro.

Apenas três governadores ainda não confirmaram presença no encontro, disse Doria, que participa da organização da reunião juntamente com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

Doria manifestou apoio ao ministro Alexandre de Moraes e ao STF, que são os “guardiões” da democracia e da Constituição.

“Nunca o Brasil esteve tão ameaçado desde o golpe de 64… toda semana o presidente da República ou um representante flerta com o autoritarismo, ameaçam o Supremo e as forças democráticas…”, disse.

“Deixo o apoio ao STF e aos ministros, ele é nossa garantia institucional da democracia e temos que proteger o STF”, concluiu.

Neste sábado, Bolsonaro disse que faz tudo “dentro das quatro linhas da Constituição”.

“Engraçado: quando entro numa ação no Senado, fundada no artigo 52 da Constituição, o mundo cai na minha cabeça. Quando uma pessoa, no inquérito do fim do mundo, me bota lá, ninguém fala nada. Não é revanche”, comentou o presidente em entrevista a jornalistas.

 

Malafaia convoca evangélicos para ato contra o STF no dia 7 de setembro

Depois de Sérgio Reis chamar os caminhoneiros, Silas Malafaia convoca seu rebanho contra ministros como Alexandre de Moraes, que prendeu Roberto Jefferson

Por 247

O empresário da fé Silas Malafaia, um dos mais próximos aliados de Jair Bolsonaro, convocou o “povo evangélico”, para protestar contra os ministros do Supremo Tribunal Federal, no dia 7 de setembro. A manifestação segue a linha da que foi chamada pelo sertanejo e ex-deputado federal Sérgio Reis, que convocou caminhoneiros a parar o Brasil no dia 7 de setembro para defender “garantia da lei e da ordem”, pretexto para uma intervenção militar. Confira:

Farmacêutica chinesa CanSino desmente Barros e diz que segue interessada em vender vacina ao Brasil

(Foto: Pedro França/Agência Senado | Reprodução)

Vice-presidente da CanSino diz estar à procura de representantes ‘confiáveis’. Em junho, a CanSino rescindiu o contrato com a empresa brasileira Belcher Farmacêutica, ligada a Barros

O vice-presidente da farmacêutica chinesa CanSino Biologics, Pierre Morgon, desmentiu o depoimento do deputado Ricardo Barros à CPI da Covid nesta quinta-feira (12) e disse que continua interessada em vender seu imunizante contra a Covid para o Ministério da Saúde.

Ao jornal Valor, Morgon afirmou que a CanSino decidiu substituir sua representante no Brasil por questões de compliance. O vice-presidente afirmou ainda que os chineses seguem em busca de um representante “confiável”.

Em depoimento à CPI da Covid, Ricardo Barros afirmou que os chineses não estavam mais interessados em negociar com o Brasil.

Em junho, a CanSino rescindiu o contrato com a empresa brasileira Belcher Farmacêutica. A empresa, que tem sede em Maringá, foi alvo da operação “Falso Negativo” e é suspeita de fazer parte de um esquema que superfaturou testes de coronavírus adquiridos pelo Governo do Distrito Federal. Um dos sócios da Belcher é filho de Francisco Feio Ribeiro Filho, que foi presidente da empresa de urbanização de Maringá, a Urbamar, durante a gestão de Ricardo Barros como prefeito da cidade, entre 1989 e 1992.

Em depoimento à CPI, Barros admitiu que é amigo dos donos da empresa e que seu advogado pessoal representou a Belcher em reuniões com a Anvisa para tratar da vacina, mas negou que tenha atuado para favorecer a empresa.

247

Moraes pede ao TSE investigação do ministro da Justiça por campanha eleitoral antecipada

 

Anderson Torres (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Anderson Torres será investigado por campanha antecipada, após ter participado de transmissão ao vivo, no dia 29 de julho, ao lado de Jair Bolsonaro, na qual o chefe do Executivo denunciou supostas fraudes eleitorais através das urnas eletrônicas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a investigação do ministro da Justiça, Anderson Torres, por campanha antecipada, após ter participado de transmissão ao vivo, no dia 29 de julho, ao lado de Jair Bolsonaro.

Torres teria realizado a infração ao apoiar as falas de Bolsonaro contra o sistema eleitoral, realizando ele mesmo ataques à Justiça Eleitoral.

O ofício de Moraes contra o ministro integra o inquérito das fake news, no qual Bolsonaro também foi incluído após suas denúncias de supostas fraudes eleitorais através das urnas eletrônicas. Moraes aceitou a notícia-crime feita pelo TSE contra o chefe do Executivo.

Os peritos se negaram a fazer juízo de valor sem análise oficial da corporação. Mesmo assim, Torres foi à live e apresentou os dados técnicos para, como ele disse, “corroborar” as ideias de Bolsonaro.

“Ao final do encontro, a posição dos peritos foi de que, para se ter um parecer conclusivo adequado, o material apresentado na reunião deveria ser remetido oficialmente à PF para análise mais aprofundada”, diz a PF em em nota.

Na semana passada, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) publicou uma nota desmentindo os ataques de Bolsonaro sobre possíveis fraudes nas urnas eletrônicas.

 



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