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Estudo detecta superbactérias em carne de frango industrializada

Análise aponta que mais da metade da carne de frango vendida em supermercados alemães de baixo custo está contaminada com microrganismos resistentes a antibióticos, indicando seu uso excessivo em granjas industriais.

Mais da metade da carne de frango comercializada em supermercados de baixo custo na Alemanha está contaminada com bactérias resistentes a antibióticos, de acordo com um estudo realizado com amostras de carne.

A organização ambientalista Germanwatch conduziu a pesquisa e apontou “uma taxa alarmante de resistência” de bactérias, o que indica o uso excessivo de antibióticos na produção avícola industrial e um considerável risco à saúde humana.

A Germanwatch analisou num laboratório universitário 59 amostras de carne de frango das cadeias de supermercados de baixo custo e descobriu que 56% delas continham microrganismos resistentes a antibióticos. As amostras de carne vieram dos quatro maiores matadouros da Alemanha.

Em resposta ao estudo, o Ministério da Agricultura disse que os resultados “sugerem que antibióticos são usados em demasia na indústria avícola”.

As drogas que combatem as bactérias se tornaram menos eficazes devido ao uso excessivo em humanos e animais, com as bactérias se adaptando e evoluindo. Quanto mais antibióticos são usados, mais as bactérias são capazes de aumentar sua resistência.

O mais alarmante: o estudo revelou que um terço das amostras de carne de frango dos supermercados de baixo custo Lidl, Netto, Real, Aldi e Penny estava contaminado com bactérias resistentes aos chamados antibióticos de reserva.

Antibióticos de reserva são medicamentos de quarta e quinta geração usados como último recurso para combater superbactérias resistentes aos antibióticos tradicionais.

Especialistas afirmaram que as bactérias morrem quando o frango é cozido adequadamente, mas humanos podem adoecer ou até mesmo morrer por contaminação cruzada com alimentos não cozidos manuseados na cozinha – numa tábua, por exemplo. Funcionários de granjas industriais também podem ser expostos a germes por inalação.

Também foram realizadas análises de 12 amostras de carne de frango de pequenos avicultores, e em apenas um foram encontrados germes resistentes aos antibióticos. Em outra análise, com seis amostras de carne de fazendas orgânicas, não foram encontrados patógenos resistentes.

A Germanwatch atribuiu os resultados distintos ao uso excessivo de antibióticos em granjas industriais. Segundo a organização, a situação só melhorará se o governo proibir os veterinários de prescrever antibióticos para “compensar as consequências de condições catastróficas de habitação e criação acelerada na produção de carne barata”.

Embora os avicultores alemães tenham reduzido pela metade o uso de antibióticos desde 2011, a quantidade ainda é duas vezes maior do que a usada na Dinamarca, no Reino Unido ou na Áustria, de acordo com a Germanwatch.

A organização ambiental exigiu que o uso de antibióticos nas granjas  fosse drasticamente reduzido e que a carne de frango fosse rotulada como proveniente de criação industrial para melhor informar os consumidores.

Fonte: DW

 

Fiocruz desenvolve teste para diagnosticar zika em 20 minutos

Método desenvolvido em Pernambuco é 40 vezes mais barato que o convencional. Previsão é de que kit chegue a postos de saúde até o fim do ano, beneficiando principalmente cidades afastadas dos grandes centros.

Brasil teve 8.680 diagnósticos de zika em 2018. Mosquito Aedes aegypti é um dos transmissores do vírus

Exames para identificar infecção pelo vírus zika devem em breve poder ser feitos em apenas 20 minutos. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco desenvolveram um método simples e 40 vezes mais barato que o tradicional.

A expectativa é que ele chegue a postos de saúde até o fim do ano, beneficiando principalmente os municípios afastados dos grandes centros, onde o resultado do teste pode demorar cerca de duas semanas.

“Tendo em vista que a técnica atual (PCR) é extremamente cara e o Brasil tem poucos laboratórios de referência que podem realizar o diagnóstico de zika – até um tempo atrás eram apenas cinco, inclusive a Fiocruz de Pernambuco -, uma cidade pequena, no interior do estado, acaba prejudicada. A amostra precisa sair do interior, ir para a capital para ser processada, enfim, se pensarmos nesses municípios, o resultado pode demorar 15 dias”, destaca o pesquisador Jefferson Ribeiro, um dos criadores da técnica.

Outra vantagem do novo teste é que ele pode ser feito por qualquer pessoa nos posto de saúde, pois não exige treinamento complexo. Com um kit rápido, basta coletar amostras de saliva ou urina, misturar com reagentes em um pequeno tubo plástico e, em seguida, aquecer em banho-maria. Vinte minutos depois, se a cor da mistura ficar amarela, está confirmado o diagnóstico de zika, se for laranja, o resultado é negativo.

Hoje, o teste PCR, com reagentes importados, é feito com material genético retirado das amostras, o que demora mais. Além disso, o teste atual custa em torno de 40 reais, valor que deve baixar para 1 real com a nova técnica.

O teste elaborado pela Fiocruz Pernambuco é também mais preciso, apontando a doença mesmo em casos que não foram detectados pela PCR. A expectativa dos pesquisadores é que o kit seja desenvolvimento pela indústria nacional. O novo modelo foi desenvolvido no mestrado em Biociências e Biotecnologia em Saúde da Fiocruz.

A fase inicial do estudo, realizada com mosquitos, e não secreções humanas, foi desenvolvida pelo mestrando Severino Jefferson, com a orientação do pesquisador Lindomar Pena e a participação de outros pesquisadores da Fiocruz PE. Os resultados dessa etapa forampublicados ena revista Nature – Scientific Reports.

O número de casos de zika vem diminuindo nos últimos anos. No entanto, o Brasil ainda teve 8.680 diagnósticos em 2018 (em 2017 foram 17.593), com maior incidência nas regiões Norte e Centro-Oeste. O vírus é transmitido principalmente por picadas de mosquito, mas também durante a relação sexual desprotegida e de mãe para filho, na gestação. Provoca complicações neurológicas como a microcefalia e a Síndrome de Guillain Barré.

Fonte: DW

 

Incêndio atinge Catedral de Notre Dame

Um incêndio de grandes proporções atingiu a Catedral de Notre Dame, no centro de Paris, na França. De acordo com fontes dos bombeiros, o fogo pode estar relacionado a obras de restauração que estavam sendo feitas no edifício, que data de 1345. A Polícia de Paris, no entanto, diz que é cedo para identificar as causas do incêndio e assegura que, até o momento, não há registro de vítimas das chamas.

A torre principal e o teto foram as primeiras estruturas a cair durante o incêndio. O fogo se alastrou e chegou a pegar parte do telhado da Catedral, que também caiu. Os bombeiros e autoridades tentaram resgatar as artes e esculturas dentro da igreja, mas ainda não há informações do que foi resgatado.

Maquiagem sem defeitos: veja passo a passo completo da preparação de pele

Uma maquiagem impecável não significa que ela tenha que ter muitos produtos ou que a base precisa ter cobertura alta para cobrir todas as imperfeições do rosto. Isso é um mito que vem sendo desmitificado por uma corrente de maquiadores que sabem como preparar uma boa pele e te deixar linda durante todo o dia. Saber os primeiros passos da maquiagem é fundamental para um resultado mais bonito. Vem conferir!

Uma maquiagem perfeita nem sempre é sinônimo de muitos produtos ou de produções mais elaboradas. Muitas pessoas gostam de maquiagem, usam bons produtos, mas não entendem o verdadeiro motivo de a maquiagem não durar o dia inteiro. Para isso, o Purepeople conversou com alguns maquiadores que explicaram um passo a passo completo de uma maquiagem com efeito bonito, sem excessos e muito eficiente. É claro que os fixadores de maquiagem ajudam muito na duração , mas como conseguir um efeito bonito de pele viçosa e natural? Preparadas? Às dicas!

1 – LIMPAR, TONIFICAR E HIDRATAR É O PRIMEIRO GRANDE PASSO PARA INCIAR A MAQUIAGEM

Walter Lobato, maquiador queridinho de Agatha Moreira , Vitória Strada e outras celebridades, afirma que a limpeza de pele é um dos principais passos para dar início à maquiagem. “Usar um sabonete ideal para o seu tipo de pele para retirar as impurezas, em seguida passar um tônico embebido no algodão para tonificar e controlar o ph da pele e depois hidratar o rosto com um hidratante adequado para o seu tipo de pele é fundamental para conseguir um efeito bonito e para os produtos não craquelarem”, comenta.

2 – PRIMER PARA MINIMIZAR OS POROS E CONTROLAR A OLEOSIDADE

O expert das globais também aposta em primers hidratantes, que dão esse efeito de poros minimizados e um toque mais aveludado à pele. Há a possibilidade também de aplicar primers em determinadas regiões da pele, não necessariamente o mesmo produto. Há primers faciais multifuncionais e outros que são específicos para a real necessidade de cada região, como matificar ou reduzir as imperfeições com um efeito blur.

3 – POUCO PRODUTO AO APLICAR A BASE

É muito importante a pessoa entender que não é necessário aplicar tanto produto no rosto para ter uma cobertura eficiente e uniforme na pele. Em muitos casos, o excesso de produtos na pele pode até craquelar a maquiagem e o efeito não é nada legal. Além disso, ao depositar pouco produto no centro do rosto e espalhar sempre de dentro para a fora, garante uma construção da cobertura e deixa o efeito mais natural. Atenção, para os pincéis. O formato de língua de gato dá uma cobertura maior, já os que são duo-fiber, com cerdas sintéticas, tem a função de depositar e polir a pele, sempre com movimentos circulares, explica Lobato.

4 – CORRETIVO É UM GRANDE ALIADO, MAS REGIÃO DOS OLHOS PRECISA ESTAR HIDRATARA

O corretivo serve para cobrir manchas de olheiras ou pequenas imperfeições no rosto. No mercado há uma gama variada de acabamentos e efeitos que iluminam e corrigem a pele. Dá até para fazer uma pele toda só com o corretivo, para uma cobertura mais leve e natural. Não é necessário usar a base todos os dias. O grande truque para um acabamento mais natural é usar o dedo anelar, que é mais delicado, dando leve batidinhas. É extremamente importante que a região dos olhos esteja hidratada, para o produto não marcar as linhas no momento da aplicação.

5 – USAR O PÓ PARA FIXAR A MAQUIAGEM E PARA DAR VIÇO

Luciana Pessinato, maquiadora da Laura Mercier, explica que o pó é o passo mais importante para fazer com que uma maquiagem dure o dia inteiro. Ele serve tanto para selar o corretivo e fazer com que o produto não saia do lugar, ou marque linhas finas, como para reduzir a oleosidade da pele. “É o pó que vai garantir uma maquiagem de longa duração, sem que a pessoa se preocupe se a maquiagem ainda está no local onde foi depositada”. E há inúmeros acabamentos de pós: os que são matificantes, os que dão viço chamados de finalizadores da maquiagem, e os fixadores, os famosos setting powders. Com os fixadores, a aplicação ideal é com uma esponjinha, pressionando o produto de forma delicada na região. Já os finalizadores, um pincel próprio para pó é o suficiente para tirar a oleosidade da pele, principalmente na zona T (testa, nariz e queixo). O maquiador Walter Lobato comenta que para uma maquiagem com efeito natural, não é necessário aplicar o pó em todo o rosto.

6 – DEPOIS DA PELE PRONTA, A ARTE DE BRINCAR COM AS CORES

Após uma preparação de pele power, como foi explicada pelos maquiadores, chegou a hora de brincar com as cores. É hora de se jogar em um color blocking na maquiagem, com cores vibrantes nos olhos, ou sombras metalizadas que estão com tudo nessa temporada e no Verão 2019, como vimos na beleza do desfile do Minas Trend. Além disso, tons de vinho, marrom e até o dourado na boca são ótimo para causar um impacto sem muita produção. Os pigmentos metalizados também podem ser usados nos lábios, dando um efeito mais moderninho ao look. O que não falta é ideia para uma maquiagem incrível, mas os primeiros passos são fundamentais para uma maquiagem com efeito bonito, natural e duradouro.

(Por Bianca Lobianco)

Vamos falar (bem) da ansiedade?

Uma nova perspectiva pretende desmontar o estigma que envolve os transtornos mentais

Capa da revista ‘Anxy’ sobre a raivaGETTY IMAGES/VETTA

Antes se dizia que alguém estava “atacado dos nervos”. Era o comentário sobre o colega de trabalho de licença ou a amiga que ficava dias inteiros na cama, uma forma de resumir o que não se queria ou não se sabia nomear.

Já não se diz “problemas nervosos”, soa antiquado e simplista. Sabemos que cerca de 260 milhões de pessoas são diagnosticadas com ansiedade no mundo, segundo os dados da OMS, e 300 milhões com depressão, a principal causa mundial de incapacitação. O número de doentes por depressão aumentou 18% entre 2005 e 2015, segundo a mesma organização. Para além do debate acalorado sobre se as condições de vida atuais provocam mais depressão ou simplesmente é que a detectamos melhor do que no passado, a verdade é que o léxico relacionado a transtornos mentais invadiu nossas vidas. Com mais ou menos noção nos referimos a crises de ansiedade, mas também usamos com rapidez frases como “depressão pós-férias” (para dizer que estamos tristes de voltar à rotina depois do verão). Isso não significa de forma alguma que as doenças mentais estejam normalizadas. A saúde mental continua sendo objeto de preconceitos, tão fortes que há quem, como o psicólogo especializado Stephen Hinshaw, os compare com os que em outras épocas sofriam os doentes de lepra.

“O estigma social, familiar ou profissional é mais forte do que qualquer sintoma de nosso transtorno”, afirma taxativamente Daniel Ferrer Teruel, da associação ActivaMent. O tabu, afirma, é transversal, afeta todas as camadas sociais e passa de geração em geração. Por isso os ativistas dessa causa ainda lutam contra a discriminação profissional e social, e contra medidas como as correias em hospitais ou a medicação forçada, que consideram violações dos direitos humanos.

A cultura reforça os clichês herdados. Uma análise de 20.000 diálogos de programas de televisão de 2010 concluiu que retratavam pessoas com doenças mentais como “temíveis, causadoras de vergonha e sofredoras”, e 70% das vezes como violentas, um dos estigmas mais persistentes e danosos. Os especialistas repetem à exaustão que só em torno de 3% da população, independentemente de seu estado mental, apresenta condutas agressivas. Mas o dado fica eclipsado por notícias que destacam os quadros clínicos de assassinos e agressores. Preferimos uma explicação ruim — uma que nos diferencie e nos afaste dos loucos, que nos diga que estamos a salvo — do que nenhuma.

Em meio a esse panorama surge uma luz: o estigma geral sobre saúde mental parece começar a enfraquecer. Alejandro Guillén, diretor de comunicação da Confederação Saúde Mental Espanha (que agrupa 300 organizações e 47.000 associados) acredita que a percepção coletiva está melhorando, que nos últimos anos estão se abrindo discussões que há pouco pareciam impossíveis. Ele e outros especialistas reconhecem, isso sim, que se avançou muito mais na aceitação social da depressão e da ansiedade do que no resto dos problemas mentais. Pode ser que seja porque são dois dos transtornos mais comuns e percebidos como mais fáceis de superar. “Mas é uma mudança importantíssima. O processo de recuperação pode começar, exatamente, ao contar o que acontece com as pessoas, porque o silêncio agrava os problemas”, afirma Guillén.

Não faltam aqueles que hoje encontraram fórmulas para falar mais e melhor sobre saúde mental. Quando se olha a revista Anxy, com suas capas de cores vivas e títulos como ‘Raiva’ ou ‘Masculinidade’, espera-se reportagens de design ou música. No entanto, o que se vê é uma publicação criada para falar sobre ansiedade, depressão e traumas, sobre “nossos mundos interiores, os que com frequência evitamos compartilhar, as lutas internas, os medos que nos fazem acreditar que o resto do mundo é normal e nós, não”. Indhira Rojas (República Dominicana, 1983) lançou esta revista bimestral em 2016 no Silicon Valley, arrecadando fundos (cerca de 60.000 dólares) pela internet, motivada por sua própria terapia com desenhos e colagens. Descobriu que a maioria do que se publicava sobre saúde mental tinha um ângulo puramente médico, com uma estética e um design pouco atraentes. Rojas decidiu introduzir uma visão mais artística e abrir um diálogo porque, afirma, a maneira formal em que algo é apresentado tem a capacidade de nos motivar e um potencial expressivo do qual as palavras carecem. Uma embalagem feia torna o assunto, complicado em si, totalmente “não palatável”. A rejeição é multiplicada.

Uma visão parecida inspira Jara Pérez, que faz um tipo de terapia que ela denomina “acompanhamento psicológico por videoconferência”. Sua página na web e nas redes sociais, cheias de piadas, fotogramas e filmes e imagens conceituais, poderiam ser as de uma millenial qualquer. Mas Pérez aposta nessa estética por um motivo claro: quer se aproximar de um público jovem que aprecia a linguagem visual compartilhada (os memes) e a ironia como ferramenta para compartilhar experiências dolorosas.

Diante das gerações anteriores, os jovens de hoje têm mais referências e informação sobre saúde mental e, em boa medida, a desmistificam. Estão expostos a debates sobre o assédio na escola e a automutilação e veem famosos — Justin Bieber, Lady Gaga, Demi Lovato; na Espanha, Iniesta ou o youtuber El Rubius — falar de vícios, ansiedade e depressão. Mas o silêncio ainda pesa sobre a bipolaridade, e ainda mais sobre transtornos como a esquizofrenia. Guillén, da Confederação Saúde Mental, destaca o imenso impacto que os rostos populares têm em campanhas de conscientização, mas reconhece que é difícil que se exponham. “O que muitos famosos fazem quando contam, por exemplo, que sofrem de ansiedade é ligar seus problemas à pressão que suportam no trabalho.”

Nas redes esse tipo de confissão prolifera entre personagens conhecidos ou nem tanto. O que é mais autêntico do que uma dose de vulnerabilidade em meio a um monte de gente que parece ter vidas melhores do que a sua? As marcas também se dão conta. “Estamos percebendo que a saúde é muito mais ampla do que pensávamos antes”, afirma Nieves Noha, analista de tendências da consultoria Exito. Ela detecta cinco etapas de conscientização nos últimos anos: primeiro, nos concentramos na saúde corporal; depois, começamos a prestar atenção à saúde mental e emocional, e agora começamos a olhar para a relacional (relações tóxicas etc.) e inclusive a ambiental (qual é o efeito da arquitetura ou do design). Por isso há quem aproveite a vulnerabilidade como ferramenta de marketing. Um exemplo recente: Kendall Jenner, modelo e membro do clã Kardashian, criou grande expectativa ao anunciar que lançaria uma mensagem “corajosa” e “autêntica”, algo que soava a confissão íntima (falaria de suas inseguranças? Kendall tem os mesmos problemas do restante da humanidade?). No fim, anunciou um creme anti-acne.

As redes são armas de dois gumes com efeitos pouco saudáveis, mas não se deve esquecer que também permitem encontrar conexões, fazer com que nos sintamos menos sozinhos no mundo. De fato, parte do humor dos millenials e da geração Z gira em torno da depressão e da ansiedade. Uma espécie de novo movimento dadaísta de memes salpicados de autoconsciência, consequências da recessão econômica e da perda de referenciais. E da sensação de que é melhor rir desse vazio existencial do que permanecer calados.

 

Fonte: El País

Olavo de Carvalho, o onipresente oráculo do bolsonarismo

Ideólogo de Bolsonaro mantém sua influência no Governo apesar dos desastrosos primeiros meses de seus indicados no Ministério da Educação

O ideólogo da direita Olavo de Carvalho, em Washington, na ocasião do encontro com o presidente brasileiro, em 16 de março.JOSHUA ROBERTS / REUTERS

O brasileiro Olavo de Carvalho, 71 anos, é alguém que encarna magnificamente esta era na qual ideias e sujeitos há pouco tempo marginais conseguiram colocar-se no centro do debate público. E, em seu caso, ter influência. Este autodidata que vive na Virginia (EUA) há anos e dá aulas de Filosofia pela Internet lidera à distância uma dos quatro grupos que apoiam diariamente o Governo de Jair Bolsonaro. É o pai do setor mais ideologizado do Gabinete, aquele que está na guerra contra o globalismo, o marxismo cultural, o feminismo… Dois ministros são discípulos dele. As demais turmas são os militares, os econômico-pragmáticos e os evangélicos.

Olavo é a grande referência ideológica do clã Bolsonaro, o inspirador da revolução direitista conservadora empreendida para apagar qualquer sinal de esquerdismo no Brasil. Tanto que em sua recente visita oficial a Washington o presidente se sentou à sua direita em um jantar realizado na residência do embaixador. À sua esquerda, estava o ideólogo nacional-populista Steve Bannon.

Na véspera daquele jantar, Carvalho declarou: “Eu adoro esse cara, Bolsonaro. Mas está rodeado de traidores, não confio em praticamente em ninguém do Governo exceto nele”. Detesta o vice-presidente, general Hamilton Mourão, ataca-o publicamente com frequência e até já o insultou; acusa-o de ter mudado de lado depois de assumir o cargo para se tornar “pró-aborto”, “pró-desarmamento” e pró-Nicolás Maduro.

O Gabinete formado por Bolsonaro é um reflexo dos diversos setores que o guindaram ao poder. Todos unidos pela rejeição ao Partido dos Trabalhadores e a Lula, hoje preso, mas com frequência seus interesses são divergentes, o que dificulta a convivência. Os frequentes choques, que também não se esforçam para esconder, e a aparente incapacidade do presidente de colocar ordem na casa são o principal lastro deste Governo.

Para a professora Tassia Cruz, da Fundação Getulio Vargas, “o desgoverno ao qual assistimos no Ministério da Educação é o principal fracasso (desses primeiros 100 dias). Toda a carga ideológica que permeou a campanha foi projetada no coração das políticas públicas”. O ministro original, Ricardo Vélez, sugerido com o das Relações Exteriores pelo guru antimarxista, foi destituído na segunda-feira passada. Culminava assim a guerra aberta entre olavistas e militares pela política educacional na qual Vélez não colocou em andamento projeto algum de destaque, demitiu uns quinze diretores e propôs revisar a narrativa do golpe de Estado de 1964 ou pedir às escolas que gravassem o alunado cantando o hino e enviassem seus vídeos ao ministério. O novo titular, Abraham Weintraub, é outro olavista. Carvalho elogiou a nomeação com um tuíte no qual destacava: “Não me deve nada (…). Ele conhece minhas ideias melhor do que seu antecessor, o que não significa que eu tenha moldado sua mente”. Essas ideias são um combate aberto ao “marxismo cultural” que supostamente impregna o establishment acadêmico, a imprensa, a esquerda em geral… Seus cursos online de Filosofia custam 60 reais por mês.

Detesta o vice-presidente Hamilton Mourão, ataca-o publicamente com frequência e até já o insultou
Mourão é considerado uma força moderadora dentro de um Gabinete que inclui oito antigos militares e um número recorde de fardados em escalões mais baixos, incluindo o porta-voz e o encarregado das redes sociais. É atribuída a sua influência o comedimento em relação à Venezuela – apesar de Bolsonaro não ter chegado a descartar abertamente uma intervenção – e a decisão de levar a Jerusalém um escritório comercial e não a Embaixada, como Bolsonaro prometeu em campanha para entusiasmo dos olavistas e das Igrejas evangélicas.
Nesta última decisão pesou também a influência do setor econômico-pragmático do Governo, que não quer colocar em risco as grandes exportações de carne para os países árabes em troca de agradar Israel. As novas alianças implicam dar às costas a outros amigos e isso pode ter graves consequências econômicas. Por isso Bolsonaro anunciou que a partir de julho fará uma excursão por vários países árabes e antes do fim do ano visitará a China, que há uma década substituiu os Estados Unidos como o principal parceiro comercial. As agendas públicas de Bolsonaro e Mourão, analisadas pelo EL PAÍS, revelam que nesses três meses o primeiro se concentrou em reunir-se com sua equipe e com líderes parlamentares, enquanto o segundo teve como principais interlocutores empresários, representantes da sociedade civil, diplomatas e jornalistas.
Fonte: El País

Desabamento mata ao menos 3 no Rio

Pelo menos três pessoas morreram e outras dez ficaram feridas após o desabamento de dois edifícios residenciais na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (12). Segundo a prefeitura do Rio, as construções eram irregulares e tiveram as obras interditadas em novembro de 2018.

Corpo de Bombeiros trabalha nos escombros com uma lista de 17 nomes José Lucena / Estadão Conteúdo / 12.04.2019

O Corpo de Bombeiros trabalha nos escombros com uma lista de 17 nomes de pessoas que estariam desaparecidas. Eles isolaram a área porque outros prédios do entorno estariam em risco iminente de desmoronamento. Cães farejadores ajudam nas buscas.

Assange é preso após 7 anos em embaixada

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, foi preso nesta quinta-feira (11), em Londres, após o governo do Equador retirar o asilo político dele, que estava na embaixada do país desde 2012. A prisão aconteceu após um pedido de extradição feito pelos Estados Unidos, assim como ao fato de ele ter violado as condições de liberdade condicional em 2012.

As relações de Assange com seus anfitriões esfriaram desde que o Equador o acusou de vazar informações sobre a vida pessoal do presidente Lenin Moreno. Moreno disse que Assange violou os termos do seu asilo. Foram as próprias autoridades equatorianas que entregaram o fundador do site à polícia de Londres.

Juíza decreta prisão preventiva de 9 militares

A juíza Federal da Justiça Militar Mariana Queiroz Aquino Campos, da 1ª Auditoria Militar do Rio de Janeiro, decretou, nesta quarta-feira (10), a prisão preventiva (sem prazo estipulado) de nove dos dez militares presos acusados de terem atirado contra o carro do músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, no domingo (7).

A decisão foi tomada após uma audiência de custódia, presidida pela juíza Mariana, em que os militares foram ouvidos. Evaldo dos Santos morreu após o veículo em que estava ter sido alvejado por cerca de 80 tiros em Guadalupe, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele deixou esposa, Luciana Santos, e um filho de sete anos, que estavam no carro quando ele foi fuzilado.

A alegria de Malcom

Joga cada minuto como se fosse o último; sua alegria deveria ser um exemplo para os tristes do Camp Nou

Não há um só dia em que não se fale de Messi, de seus gols e de suas jogadas, também de seu púbis, e naturalmente de Antonella e de seus três filhos, e às vezes até de seu cachorro Hulk, um imenso mastim francês. Dá no mesmo se joga com o Barcelona ou o faz com a Argentina, o camisa 10 é sempre protagonista, figura de destaque ultimamente por suas cobranças de falta, as duas últimas especialmente comentadas durante o clássico catalão contra o Espanyol no Camp Nou e no jogo com o Villarreal. A partir da imagem do jogador de Rosario, mil e uma conversas ocorrem nem que seja para discutir se um jogador do Espanyol poderia ou não trocar a camisa com o 10.

As câmeras de televisão não param de seguir Messi e as redes sociais polemizam o tempo todo com personagens multifacetados como Piqué. O zagueiro do Barcelona gosta de falar, discutir, provocar e ser o centro de um debate do qual sua equipe foge institucionalmente. Pode tanto aparecer em um programa de humor como ser analista político e comentarista esportivo ao mesmo tempo em que defende o conceito de rivalidade contra o Espanyol e o Real Madrid. Assim como acontece com Messi, suas intervenções são bem-vistas para encher páginas dos jornais, horas de programas de televisão e provocar inúmeras mensagens no Twitter.

Todo mundo sente a necessidade de se fazer ouvir em uma época de muito barulho, parece disposto a retransmitir sua vida, tempo em que são penalizados o anonimato, passar desapercebido e simplesmente fazer o trabalho bem feito, e ainda mais no mundo do futebol e principalmente em clubes como o Real Madrid e o Barcelona. Existem os que preferem selecionar muito bem sua mensagem e escolhem publicações mais literárias em vez de veículos mais populistas para se explicar; falaríamos por exemplo de Ter Stegen. Existem também os que falam à imprensa de seu país, caso de Umtiti. Todos se deixam ver mais ou menos no Camp Nou.

Não podemos nos esquecer, de qualquer forma, dos que se fazem respeitar e notar sem necessidade de se gabar como Rakitic e Lenglet. Os dois são jogadores de clube por excelência, não causam polêmica, dificilmente se enganam, se cuidam e estão a serviço da equipe e do técnico. Não se exibem, são efetivos, fazem o trabalho sujo e se for preciso podem ser decisivos quando as estrelas não estão em um bom dia, seja Luis Suárez ou Messi. Piqué joga melhor desde que Lenglet está ao seu lado. Também não é por acaso que o zagueiro catalão e Rakitic sejam dois dos preferidos de Valverde.

O técnico também está muito feliz com Busquets, Jordi Alba e Sergi Roberto, tem muita paciência com Coutinho e ultimamente com Arthur e até se poderia falar de como Semedo evolui bem. E após o jogo no estádio de La Cerámica, enquanto se espera por Dembélé, não podemos nos esquecer de Malcom. Apesar de não ser titular, o brasileiro se transformou em um atacante de bons momentos, decisivo em partidas importantes: marcou em San Siro contra a Inter de Milão; também foi o autor do gol contra o Real Madrid na Copa do Rei; deu o passe para Messi no dérbi contra o Espanyol e ajudou o Barcelona a abrir 2 a 0 contra o Villarreal na terça-feira, em jogo que acabou empatado em 4 a 4.

Malcom está feliz e nota-se como está agradecido mesmo que só o deixem jogar às vezes, 656 minutos no total, consciente do potencial do ataque do Barcelona. Não duvidou em desviar sua viagem rumo ao Camp Nou quando estava a caminho de Roma e agora não pensa em voltar atrás se o clube não disser o contrário. Não se queixa, atende os jornalistas e dá risada enquanto agradece a Deus. Parece um jogador encantado por poder vestir a camisa azul-grená, nobre com seus colegas e treinador e contente quando os torcedores do Barcelona o aplaudem. Os títulos também são conquistados graças a pessoas como Malcom.

Joga cada minuto como se fosse o último de sua vida; sua alegria deveria ser contagiosa para os tristes do Camp Nou. Em uma equipe com muitas estrelas e alguns anônimos, Malcom parece um menino que espera e espera o que for preciso para poder entrar em campo e quando o técnico o chama entra com tanta vontade e esperança que marca um gol e o divide com todo mundo. Sua felicidade contagia até Messi, que se atira em seus braços como se o menino fosse Messi e o pai passasse a ser Malcom.



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