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:: ‘Esportes’

Em jogo disputado e com poucas chances, Daniel decide e coloca o Bahia na final da Copa do Nordeste

Em jogo truncado, muito disputado, mas com poucas chances de finalização, o Bahia conseguiu a tão esperada classificação para a final da Copa do Nordeste de uma maneira que o torcedor conhece bem, no final e com emoção, Daniel decidiu a partida para o Tricolor com apenas um toque na bola. 

Jogo fraco tecnicamente do time de Roger Machado, mas no fim o que valeu foi a classificação e o Bahia vai para a quarta final da Copa do Nordeste nos últimos 6 anos.

O JOGO

PRIMEIRO TEMPO

Buscando o controle do jogo, aos 4 minutos, o Bahia chegou com perigo em chute de Juninho Capixaba, bola desvia na marcação e passa próximo ao gol de Rafael.

Que defesaça de Rafael. Aos 16, Fernandão recebeu cruzamento rasteiro de João Pedro e chutou, no contrapé, Rafael defendeu com a ponta do pé.

O Confiança estava defensivamente bem postado em campo e deu poucas chances ao Bahia no primeiro tempo, mas o time também não atacava. Apenas aos 30 minutos, Ítalo deu o primeiro chute do Dragão, mas a bola passou longe do gol de Anderson.

Após 47 minutos de um futebol morno e de poucas chances, o árbitro encerrou o primeiro tempo em 0 a 0.

SEGUNDO TEMPO

A segunda etapa começa com muitos erros de passe por parte das duas equipes e com o Confiança cometendo diversas faltas, enquanto o Bahia mantém a maior posse de bola.

Apenas aos 17, o Bahia finalizou e assustou o goleiro Rafael. Em contra-ataque rápido, Flávio enfiou a bola nas costas da marcação para Élber que arranca e chuta por cima da meta.

Aos 24, Thiago Ennes levantou na área na cabeça de Rafael Vila, que nem precisou pular para cabecear no gol do Bahia. Bola assustou Anderson, mas foi para fora.

Confiança cresceu na partida, e aos 38, Mikael tabelou com Djalma, invadiu a área e tentou cruzamento. Bola desviou na marcação e passou por cima da trave assustando o goleiro Anderson.

Quando o jogo parecia qu iria para os pênaltis, aos 42, Élber ajeitou para Daniel, que no seu primeiro lance na partida, bateu de fora da área e acertou o canto direito do gol de Rafael Santos, abrindo o placar para o Bahia e levando o Tricolor para a final da Copa do Nordeste.

Vitória realiza novos testes de Covid-19 no elenco

O Vitória realizou nesta terça-feira (7) uma nova bateria de exames de Covid-19 no elenco, comissão técnica e integrantes do departamento de futebol. O presidente do clube, Paulo Carneiro, também fez o teste.

Os resultados dos exames serão conhecidos ainda na noite desta terça (7). Na primeira bateria realizada em junho, ninguém testou positivo para Covid-19.

 

TREINO DO VITÓRIA
Sob o comando do treinador Bruno Pivetti, os jogadores do Vitória realizaram um trabalho técnico para aprimorar a transição com velocidade.

Os goleiros Ronaldo, César, Yuri e Lucas Arcanjo participaram de um treinamento de jogo aéreo com a utilização de rampas. O equipamento auxilia na mudança da trajetória da bola e consequentemente aumenta o grau de dificuldade para a defesa.

O goleiro Martín Rodriguez, que se recupera de uma cirurgia no joelho, fez um trabalho individualizado com limitações de alguns movimentos. A atividade foi orientada pelo preparador Itamar Ferreira.

Os treinos no CT Manoel Ponte Tanajura são realizados sob um protocolo rígidos de saúde para evitar a proliferação do coronavírus. Os equipamentos de trabalho são higienizados constantemente e os atletas passam por aferição de temperatura antes das atividades.

Por retorno da Copa do Nordeste, clubes cedem e admitem sede única para finalizar a competição

Copa do Nordeste pode ter um desfecho inusitado em 2020. Por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus, os clubes já aceitam uma medida drástica para reduzir o número de jogos e facilitar a readequação do calendário: adotar uma sede única. A decisão pode ser tomada na próxima terça-feira (16), quando os presidentes dos 16 clubes voltam a se reunir por videoconferência.

O objetivo também é evitar os deslocamentos e facilitar a adoção de protocolos, como a testagem de todos os jogadores e o confinamento dos times. A escolha do local para abrigar a reta final do Nordestão dependeria da curva de contágio do coronavírus em cada estado.

Bahia já está classificado, enquanto o Vitória luta por uma vaga nas quartas de final do Nordestão — Foto: TIAGO CALDAS/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Bahia já está classificado, enquanto o Vitória luta por uma vaga nas quartas de final do Nordestão — Foto: TIAGO CALDAS/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Por se tratar de jogos com portões fechados, um eventual desequilíbrio técnico não seria um entrave. O presidente do Botafogo-PB, Sérgio Meira, disse que os clubes estão dispostos a ceder justamente para que a competição seja concluída. O dirigente lembrou que a Copa do Nordeste vai disputar espaço com a reta final dos estaduais, a Copa do Brasil e ainda o Campeonato Brasileiro.

– Considerando que será portões fechados, o jogo poderá ser em qualquer estádio. Lógico que prefiro jogar em João Pessoa. O momento é totalmente atípico e temos que ceder para viabilizar a finalização da competição em campo – frisou o presidente do Botafogo-PB.

Presidente do Botafogo-PB, Sérgio Meira falou em nome dos clubes e disse que a maioria já aceita finalizar a Copa do Nordeste em sede única — Foto: Raniery Soares / FPF-PB

Presidente do Botafogo-PB, Sérgio Meira falou em nome dos clubes e disse que a maioria já aceita finalizar a Copa do Nordeste em sede única — Foto: Raniery Soares / FPF-PB

Outros clubes já endossaram o acordo. A Liga do Nordeste havia marcado uma reunião para a última sexta-feira, mas o encontro acabou adiado para a terça-feira da semana seguinte justamente para se ter um panorama mais fiel da situação de cada local. Vários estados anunciaram flexibilizações neste fim de semana, o que pode facilitar a volta do futebol – e ainda a escolha de uma sede única para o desfecho da competição regional.

Náutico e Sport estão na briga pela classificação: futuro das duas equipes será definido na última rodada da primeira fase — Foto: Marlon Costa/ Pernambuco Press

Náutico e Sport estão na briga pela classificação: futuro das duas equipes será definido na última rodada da primeira fase — Foto: Marlon Costa/ Pernambuco Press

A ideia chegou a ser discutida em abril, quando a Liga do Nordeste planejava encerrar a competição em 10 dias. Na ocasião, Recife era favorita para ser escolhida como sede única – pela estrutura e por reunir mais estádios na cidade.

A Copa do Nordeste foi suspensa antes da oitava e última rodada da primeira fase. Com os oito classificados definidos, começa o mata-mata. Pelo regulamento, quartas de final e semifinais serão disputadas em jogo único (na casa do time de melhor campanha). Somente a decisão será em jogos de ida e volta.

Considerando que a Copa do Nordeste retorne em sede única, serão mais 15 partidas até se conhecer o campeão – sem a necessidade de um jogo de volta na final, claro.

Em abril, a ideia de se concluir a Copa do Nordeste em sede única já havia sido provocada. A Arena de Pernambuco poderia ser o estádio da grande decisão  — Foto: Arthur Ribeiro/GloboEsporte.com

Em abril, a ideia de se concluir a Copa do Nordeste em sede única já havia sido provocada. A Arena de Pernambuco poderia ser o estádio da grande decisão — Foto: Arthur Ribeiro/GloboEsporte.com

Cartada final

A disputa em sede única pode ser a última cartada da Liga do Nordeste para viabilizar a conclusão do campeonato deste ano. Nos bastidores, alguns clubes chegaram a defender o encerramento do torneio sem um campeão, abrindo espaço para a conclusão dos estaduais e, mais importante, o início do Campeonato Brasileiro. Mas essa ideia foi logo rechaçada pela maioria, lembrando que os clubes perderiam dinheiro com o fim antecipado da competição.

Em entrevista ao GloboEsporte.com, o presidente da Liga, Eduardo Rocha, disse que o aspecto financeiro vai pesar para a conclusão da Copa do Nordeste.

– A Copa do Nordeste tem pouquíssimas rodadas. Precisamos de mais quatro ou cinco datas e isso são 20 dias no máximo. Além disso, a Copa traz dinheiro aos clubes, que só pode chegar se acontecer (Eduardo Rocha, presidente da Liga do Nordeste).

Atual campeão, Fortaleza também já está garantido no mata-mata da Copa do Nordeste — Foto: Helene Santos/SVM

Atual campeão, Fortaleza também já está garantido no mata-mata da Copa do Nordeste — Foto: Helene Santos/SVM
Quando foi paralisada, na sétima rodada, a Copa do Nordeste já tinha dois times classificados para as quartas de final: Fortaleza e Bahia (no Grupo A). Outros nove times brigavam pelas vagas restantes: Botafogo-PB, ABC, Sport e CRB (no Grupo A), além de Confiança, Vitória, Náutico, Ceará e Santa Cruz (no B).

Veja abaixo os jogos da última rodada da fase de classificação:

  • Sport x Confiança
  • ABC x CSA
  • Freipaulistano x Imperatriz
  • CRB x Ceará
  • Bahia x Náutico
  • Fortaleza x América-RN
  • Botafogo-PB x Vitória

 

Fonte: Globoesporte.com

Vitória planeja volta aos treinos na Toca do Leão na próxima segunda-feira

Plano da diretoria do Vitória é voltar aos treinos na próxima segunda-feira — Foto: Thiago Pereira

De acordo com o dirigente, apesar de não ter a resposta do poder público, o Vitória já tem os protocolos e procedimentos necessários para os treinamentos. O clube enviou, ainda no mês de maio, um pedido de autorização para o retorno às atividades, mas ainda não teve resposta.

Fonte: Globo Esporte

Arthur Rezende rescinde com o Bahia e acerta retorno ao Guarani

Meia tinha outras quatro propostas, mas decide voltar ao Brinco pela identificação com o clube; vídeo do jogador divulgado nas redes sociais do Bugre confirma contratação.

Arthur Rezende vai para a segunda passagem pelo Guarani — Foto: Letícia Martins / Guarani FC

Arthur Rezende vai para a segunda passagem pelo Guarani — Foto: Letícia Martins / Guarani FC

Arthur Rezende definiu o seu futuro nesta segunda-feira. Depois de acertar a rescisão com o Bahia, ele escolheu defender o Guarani na sequência da temporada.

Arthur tinha outras quatro propostas oficiais (Chapecoense, Avaí, Brasil-RS e América-MG), além de consultas do Botafogo, mas optou pelo retorno ao Brinco de Ouro pela identificação com o clube, onde se destacou na Série B do ano passado.

O contrato será por empréstimo até o fim do ano – Arthur pertence ao Boavista-RJ. Após a publicação do GloboEsporte.com, o Guarani oficializou o acerto nas redes sociais.

Primeiro, fez mistério no quiz com uma foto de Arthur borrada no rosto para o torcedor adivinhar quem era.

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Depois, o próprio jogador deu a resposta e anunciou o retorno em vídeo gravado.

– Queria agradecer todas as mensagens pedindo a minha volta, o carinho de vocês. E queria dizer que estou voltando, e vocês tiveram uma grande influência na minha escolha. Eu volto para o Bugrão cheio de vontade e confiança para fazer uma grande temporada e atingir nossos objetivos.

Ainda que outras ofertas fosse financeiramente mais vantajosas, a vontade do jogador de voltar para o Guarani falou mais alto. Pesaram a favor dos campineiros a gratidão ao clube e também o bom relacionamento com Thiago Carpini.

Aos 26 anos e especialista nas bolas paradas, Rezende se valorizou nas mãos de Carpini. Quando o atual treinador bugrino assumiu como interino na Série B do ano passado, Arthur, até então usado como meia, estava em uma lista de dispensas, mas foi recuado para atuar como segundo volante e se transformou em um dos símbolos da arrancada que livrou o Bugre do rebaixamento para a Série C. Foram quatro gols em 30 jogos.

É o primeiro reforço do Guarani durante a paralisação do futebol. Até agora, o clube renovou com o goleiro Jefferson Paulino, o zagueiro Bruno Silva, o lateral-direito Cristovam e atacante Alemão. Por outro lado, não conseguiu segurar Thallyson e Júnior Todinho, além de ter liberado o atacante Juninho. O zagueiro Vitor Mendes e o meia Bady, fora dos planos, também deixaram o Brinco.

Pelo Bahia, entrou em campo seis vezes e fez um gol – o da vitória no clássico sobre o Vitória, em cobrança de falta perfeita nos acréscimos do segundo tempo. Ele chegou ao clube com contrato de empréstimo de um ano e prioridade de compra ao fim do vínculo.

Foi uma das gratas surpresas do time no Campeonato Baiano, mas o fim da equipe de transição devido à crise financeira provocada pela pandemia do coronavírus o obrigou a procurar um novo clube – no caso, nem tão novo assim na sua careira.

Fonte: Globo Esporte

Bellintani diz que Gregore fica no Bahia e aguarda resolução de Ramires

Destaque no Bahia, Gregore tem sido cobiçado por outras equipes — Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia.

Na semana passada, o PVC revelou que o Al-Ittihad fez uma proposta de 3 milhões de euros para contratar o volante. Gregore já havia chamado a atenção do Palmeiras e também do Seatle, dos Estados Unidos.

– Acho que Gregore é o jogador mais vendido do futebol brasileiro. Ele segue no Bahia. Até surgir uma proposta boa, ele segue no Bahia – acrescentou Bellintani.

Volta de Ramires

Durante a entrevista, o presidente do Bahia falou também sobre a situação de Ramires. O meia está emprestado ao Basel com contrato até o final de junho. No acordo, há uma cláusula de compra em definitivo caso Ramires complete 23 partidas. O número não foi alcançado ainda, mas uma negociação não foi descartada.

Fonte: Globo Esporte

Neymar tem auxílio emergencial aprovado: “Realmente o cadastro foi feito, mas não recebi nada”

O craque Neymar Jr teve o CPF e alguns documentos roubados e utilizados para o pedido do benefício emergencial do governo federal, no valor de R$ 600 concedidos a trabalhadores informais e  desempregados impactados com a crise financeira causada pela pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o jogador, ele nunca recebeu esse dinheiro: “Alguém me passou a perna, pegou o dinheiro e sumiu. kkkk É Fake News, pessoal. Realmente o cadastro foi feito, mas não recebi nada”, disse Neymar.

No fim do mês passado, William Bonner denunciou que os dados de um dos seus filhos também foram usados para pedir o auxílio. A Controladoria-Geral da União (CGU) apura pelo menos 160 mil fraudes.

Fonte: Varela Notícias

Covid-19: Federação atesta 1ª morte de jogador de futebol na Bolívia

Federação Boliviana de Futebol (FBF) confirmou oficialmente a primeira morte de um jogador profissional no mundo, vítima do novo coronavírus (covid-19). Deibert Román Guzmán, de 25 anos, mais conhecido como Frans, faleceu no último dia 24, mas somente ontem (30) a FBF oficializou o falecimento do atleta, por meio de um comunicado. O meio-campista defendia o Clube Universitário de Beni, da segunda divisão do campeonato nacional. Até ontem, a Bolívia registrava 9.592 casos confirmados e 310 mortes por covid-19.

Fonte: Agência Nacional/EBC – Agência do Rádio Mais

O atrevimento do Ajax

Na base do clube holandês cultivam uma arrogância futebolística no bom sentido: somos o Ajax e este é o nosso estilo. É preciso ser valente. E essa atitude deu como fruto gerações de jovens atrevidos

Muitos surpreenderam-se com o atrevimento desses jogadores que golearam o Real Madrid e encararam de igual pra igual a Juventus de Cristiano Ronaldo. A tomada de assalto ao Santiago Bernabéu não foi uma exceção, porque jogar com ousadia e ímpeto ofensivo faz parte de seu DNA. O Ajax tem um estilo de jogo inquebrantável, que conta com a lealdade a ferro e fogo de sua torcida, orgulhosa da valentia do time, mas também é fiel a um modelo de administração. O clube está acima de tudo, no campo e nos bastidores. São conscientes da necessidade de dar passos à frente do resto no que diz respeito ao planejamento esportivo, porque esta equipe é provavelmente a vitrine mais visada pelos gigantes endinheirados da Europa. No momento que constataram a evolução de Frenkie de Jong, há dois anos, logo trataram de identificar um substituto. O mesmo ocorre com os treinadores, que não tomam decisões sobre contratações porque vêm e vão, enquanto o clube se obriga a preservar sua estratégia de longo prazo.

Quando eu trabalhava no Maccabi Tel Aviv e contratamos o técnico Peter Bosz depois de perdermos Slavisa Jokanovic para o Fulham, no meio da temporada 2015-16, éramos plenamente conscientes de que seu nome encabeçava a lista de substitutos de Frank de Boer caso ele decidisse deixar o Ajax. Assim que sua saída foi oficializada, sabia que seria questão de tempo para receber o telefonema dos dirigentes holandeses dispostos a pagar a cláusula de rescisão que estipulamos em seu contrato. Bosz durou somente uma temporada em Amsterdã, porque o Borussia Dortmund lhe abriu as portas após levar a equipe à final da Liga Europa contra o Manchester United.

Essa geração de jovens que cativou os amantes do futebol já despontava naquela final europeia, mas o Ajax acumula vários anos imerso na contradição de chamar a atenção no continente sem necessariamente converter esse brilho em títulos. Não ganham o Campeonato Holandês há cinco temporadas. A pressão doméstica os obrigou a retificar a estratégia de recrutar apenas jovens promessas, apostando alto também em nomes mais experimentados nas grandes ligas e conhecedores do futebol local, como Dusan Tadic ou Daley Blind.

A combinação entre juventude e experiência equilibra um modelo que recuperou o elemento vencedor e agora aspira conquistar novamente a liga holandesa. E conta com finanças saneadas graças a boas operações de venda como a de De Jong, para o Barcelona, sem necessidade de se desfazer de meio time titular e oferecendo a jogadores tentados por outros destinos cifras equiparáveis às da Premier League ou La Liga. Que ninguém se deixe enganar. Quando julga pertinente, o Ajax não hesita mostrar que um jogador é inegociável.

Muita gente me pergunta se este Ajax é uma homenagem a meu pai. Sinceramente, não me atreveria a tanto. O melhor tributo que puderam oferecer foi batizar a Johan Cruyff Arena com seu nome. Mas, sim, há elementos desta equipe que faziam parte de seu credo futebolístico: estilo, base, juventude, valentia e gestão nas mãos de ex-jogadores, representada agora na figura do diretor-geral, Edwin Van der Sar, ou do diretor-executivo, Marc Overmars, e, em um passado recente, Dennis Bergkamp como auxiliar ou Wim Jonk nas categorias de base. Estou seguro de que ele se sentiria orgulhoso desta geração que desbancou a Juventus em seus domínios do mesmo jeito que tem feito até agora: sem medo.

*Jordi Cruyff é filho do ex-jogador holandês Johan Cruyff, treinador do Chongqing Lifan, da China, e colunista de futebol do EL PAÍS.

Da proibição à obrigação, o futebol feminino desafia os clubes brasileiros em 2019

Para este ano, CBF e Conmebol obrigam os principais times do país a formarem time adulto e categorias de base. São Paulo contrata Cristiane, da seleção brasileira

“Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”. A frase está no artigo 54 do Decreto-lei 3199, de abril de 1941, época em que Getúlio Vargas governava o país de forma autoritária através do Estado Novo. Naquele ano, enquanto o futebol masculino brasileiro funcionava de forma profissional há quase uma década e a seleção já havia participado de três Copas do Mundo, a modalidade feminina tinha sua prática proibida por lei, com o Conselho Nacional de Desportos – criado pelo mesmo decreto – se baseando em argumentos supostamente científicos a respeito das “condições de natureza” das mulheres. A proibição só foi abolida em 1979, no período final da ditadura seguinte, comandada pelos militares.

Quarenta anos depois da permissão, o futebol feminino deu seu passo mais ousado no Brasil: a partir de 2019, todos os clubes da série A do campeonato brasileiro são obrigados pela CBF a terem uma equipe feminina adulta e uma de base, que disputem ao menos um campeonato oficial. A medida faz parte do Licenciamento de Clubes, documento que regula a temporada de competições profissionais no país, e segue a orientação da Conmebol, que adota a mesma regra para clubes participantes de Libertadores e Sul-Americana. Ao mesmo tempo em que visa aumentar a visibilidade da modalidade, trazendo os clubes mais populares do país para a categoria, a medida também coloca à frente da maioria dos cartolas brasileiros o desafio de tornar rentável um departamento de futebol que, até agora, traz mais déficits do que lucros. “Era uma necessidade do futebol feminino. Criamos duas divisões adultas (a primeira com 16 times e a segunda com 36) e uma de base, o que dá condições aos clubes de terem competições de bom nível”, justificou a CBF através de seu diretor de competições, Manoel Flores.

Dos 20 clubes da série A obrigados a formar equipe feminina adulta, seis jogarão o campeonato brasileiro A1 2019, a elite do futebol feminino no país. Destes, três têm projetos próprios consolidados há mais de uma temporada: Santos, Corinthians e Internacional. O time do Flamengo funciona em parceria com a Marinha do Brasil desde 2015. Os outros dois, Athletico Paranaense e Avaí, ganharam a vaga por se fundirem com equipes que já estavam na primeira divisão – Foz Cataratas, do Paraná, e Kindermann, de Santa Catarina, respectivamente –, motivados pela regra da CBF. Vasco, Chapecoense e Grêmio também têm projetos próprios formados há mais de um ano, mas jogam o campeonato brasileiro A2, a segunda divisão; que, por sua vez, também acolhe outros nove clubes entre aqueles obrigados. Apenas CSA, Fortaleza e Goiás, que estão na primeira divisão masculina, disputarão somente o campeonato estadual feminino neste ano.

Clubes optam por parcerias ou investimento próprio

Em suma, 13 dos 20 clubes precisaram iniciar suas equipes de futebol feminino adulto em 2019. Como é necessário investimento para a criação de um projeto próprio, mais da metade optou por fechar parcerias com times já formados. O Atlético Mineiro, por exemplo, formou o time com a ajuda do Prointer Futebol Clube, equipe amadora de Belo Horizonte. “Precisávamos encaixar o projeto dentro do orçamento e ainda ter um viés social, de ajudar essas meninas. Não poderíamos começar nos moldes do masculino”, comenta Nina Abreu, coordenadora do futebol feminino atleticano. Ela destaca que o clube foi “nobre” ao se preocupar mais em incentivar a modalidade do que ter resultados em campo. “Mas o clube pode acabar refém de outras entidades”, rebate Roberto Moreira, diretor de esportes olímpicos do Fortaleza e responsável pelo departamento feminino do time. “Se existe o risco de romper a parceria, é o nome do clube que fica exposto. Melhor investir de forma a tornar o projeto viável a longo prazo”. O clube cearense teve propostas de parcerias, mas preferiu montar um time com dinheiro próprio, mesmo que jogue apenas o campeonato estadual no primeiro ano de obrigatoriedade.

A maioria das parcerias funciona com o clube grande fornecendo estrutura em troca de contratos com as atletas que jogam no projeto parceiro. Isso porque, hoje, trazer jogadoras de bom nível é uma dificuldade para quem precisa formar equipe no Brasil. “Existe uma escassez de jogadoras para suprir a demanda de todos os clubes”, explica Alessandro Rodrigues, gerente executivo de futebol feminino do Santos. A equipe alvinegra, que montou um projeto vitorioso de 2008 a 2012 e tem a modalidade profissional funcionando desde 2015 ininterruptamente, é uma das maiores referências no Brasil. Rodrigues faz uma ressalva: “Alguns modelos de parceria podem funcionar muito bem, como o Flamengo com a Marinha. Mas eu prefiro que o clube se aproprie da estrutura para montar uma equipe própria”.

Rodrigues garante que, pela estrutura e tradição do Santos, o licenciamento da CBF pouco influencia no compromisso do clube com a categoria, que seguirá independente da regra. O São Paulo, outro exemplo paulista, montou um time adulto apenas em 2019, mas se planeja desde 2017 com alojamento, centro de treinamento e a contratação de Cristiane, da seleção brasileira – o suficiente para, segundo a diretoria, provar a continuação do projeto mesmo se a obrigatoriedade for cancelada no futuro. No entanto, nem todos desfrutam da mesma situação econômica: o Botafogo feminino iniciou as atividades no dia oito de março, com a contratação da gerente Rose de Sá, apenas 23 dias antes da estreia no campeonato brasileiro. “É sabido que existe um problema financeiro nesse clube. O atraso foi pela falta de verba”, confessa Rose.

Mais popularidade, mais cobranças

Na estreia, o Botafogo foi derrotado por 3 a 1 para o Vila Nova, do Espírito Santo. O resultado mais expressivo nas estreias dos clubes mais populares ficou por conta do Atlético Mineiro, que perdeu por 6 a 0 para a Portuguesa. Nina Abreu, ciente da qualidade das meninas oriundas do time amador, classifica o resultado como “dentro dos planos”. “Sei que o time não vai ter retorno no Brasileirão porque não é competitivo. Ainda assim acendeu uma luz vermelha no Atlético, que passou a se preocupar com as condições competitivas. Me autorizaram a trazer reforços”. Se a entrada dos clubes de camisa populariza o futebol feminino, o relato da coordenadora demonstra que a maior audiência também pode trazer cobranças de resultados à diretoria da equipe.

A botafoguense Rose conclui elogiando a medida de CBF e Conmebol, afirmando que o crescimento do futebol feminino “não tem volta”, apesar das dificuldades financeiras. Medeiros, do Fortaleza, e Nina, do Atlético, convergem ao classificar a obrigatoriedade como necessária. “Era urgente. Não tem como desamparar o gênero”, diz a atleticana. “Só que eu posso obrigar o clube a ter o futebol feminino, mas não a acreditar no futebol feminino”, opina o santista Rodrigues. “Se fizerem só pela obrigação, não vai acrescentar muito não”.

Fonte: El País



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