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:: ‘Entretenimento’

Sai o “Livro das Suspeições”, 1ª obra de fôlego sobre o terror da Lava Jato.

De agora em diante, a cada vez que você, internauta, se deparar com um artigo sobre a Lava Jato, procure saber — pergunte nas redes sociais — se o autor leu “O Livro das Suspeições”, que acaba de ser lançado pelo Prerrogativas, grupo de advogados que luta em favor do devido processo legal. Trata-se de um conjunto de 31 artigos e um “post scriptum” de autoria de 40 advogados e juristas — alguns textos, portanto, têm mais de um autor —, organizado por Lenio Streck e Marco Aurélio de Carvalho. Ao longo de 290 páginas, faz-se o que eu chamaria de um primeiro memorial das agressões à ordem legal cometidas pela Lava Jato sob o pretexto de combater a corrupção.

Uma boa notícia adicional. É possível ler o livro sem desembolsar um tostão. Basta clicar aqui para ter acesso à íntegra. Os doutores foram generosos com o leitor. Os textos são amigáveis com os não especialistas sem, no entanto, perder o seu rigor técnico. Assim, também os operadores do direito que não acompanharam a operação no detalhe têm muito o que aprender. E, creio, todos vão se surpreender um tanto com o conjunto de aberrações relatadas. O foco, nessa primeira obra de fôlego sobre o tema, como o título evidencia, é a suspeição de Sergio Moro como juiz. Sim, o “caso Lula” é o mais eloquente, mas não é o único em que ilegalidade e autoritarismo se estreitaram num abraço insano.

Em algum momento, a Segunda Turma do Supremo terá de concluir a votação do HC 164.493, que pede a suspeição de Moro, o que levaria à anulação da condenação, conforme prevê o Artigo 564 do Código de Processo Penal. Já há dois votos contrários: dos ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia, proferidos em dezembro de 2018. Gilmar Mendes pediu vista, e, desde esse pedido, aguarda-se a conclusão. Além de Mendes, votarão Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

Contra Fachin e Cármen há a evidência de que, já em dezembro de 2018, havia razões de sobra para declarar a suspeição de Moro. Mas resolveram posar de faraó do coração duro. A favor da dupla conta-se o fato de que, então, ambos desconheciam as demolidoras reportagens que o site The Intercept Brasil e parceiros trouxeram à luz. A publicação da primeira reportagem data de 9 de junho do ano passado. Enquanto não se proclama o resultado de uma votação, o juiz tem o direito de mudar de ideia.

A SUSPEIÇÃO No livro, o jurista Lenio Streck trata da questão do impedimento de um juiz, detalhada nos Artigos 252 a 254 do Código de Processo Penal. Evidencia que o próprio STF, em 2013, no julgamento de um HC (95.519) — processo cujo juiz era Moro, diga-se –, deixa claro que há outras causas de impedimento além das hipóteses taxativas lá elencadas. Entre elas está o comportamento sistemático do juiz em desacordo com o devido processo legal.

Será que Moro fez isso? Vamos ver. Note-se, em todo caso, que, entre as hipóteses taxativas, explicitas, de impedimento, está a inimizade ou amizade entre juiz e réu (CPP, Inciso I, Art. 254). Em entrevista à GloboNews no dia 5 de julho deste ano, o ex-juiz comparou o julgamento de Lula a um ringue. É? Então Moro admite que era… inimigo do réu. Impedido está.

THE INTERCEPT BRASIL Em sumaríssima síntese, o que as reportagens do The Intercept Brasil e parceiros evidenciaram? – contato direto e sistemático entre o juiz e o acusação; – juiz sugerindo oitiva de testemunhas a procurador; – juiz cobrando resultados e providências dos procuradores contra o réu: sugeriu, por exemplo, que membros da força-tarefa contestassem o “showzinho da defesa”; – juiz apontando ineficiência de uma procuradora, que acabou substituída;

– interferência do juiz nas chamadas fases da Lava Jato; – confissão de que manipulara, de caso pensado, a divulgação ilegal de uma gravação também ilegal de uma conversa entre Dilma e Lula; – “anuência com” e “estímulos a” comportamentos heterodoxos dos procuradores, como foi o caso do famoso e absurdo PowerPoint.

ATENÇÃO! Tais reportagens eliminaram qualquer suspeita de imparcialidade de Moro e de rigor técnico da Lava Jato. Acrescentaram um rol de barbaridades a um conjunto conhecido e já impressionante de agressões ao devido processo legal e à moralidade. Sem elas, no entanto, a consciência jurídica brasileira seguiria narcotizada, engolfada pelo vale-tudo em nome do combate à corrupção.

Antes de a Vaza Jato revelar o circo de horrores, Moro já havia: – decretado a condução coercitiva de Lula ao arrepio da Lei (Artigo 260 do CPP);

– condenado Lula sem prova, dado que aquilo que ele considera prova na sentença não guarda nenhuma relação com a denúncia; – evidenciado, em embargos de declaração, que nem mesmo era o juiz natural da causa já que admitia inexistir nexo entre os contratos da OAS com a Petrobras e o tal tríplex de Guarujá; – divulgado ilegalmente a gravação também ilegal entre Dilma e Lula;

– usado e abusado de prisões preventivas, segundo sua conveniência; – levantado o sigilo da, como escrever?, polêmica delação de Antonio Palocci uma semana antes da eleição de 2018; – aceitado o cargo de ministro da Justiça de Bolsonaro — tal fato, diga-se, de pornografia política explícita, antecede os votos de Fachin e Cármen Lúcia contra a suspeição, o que já considero vergonhoso para ambos.

 

Patrícia Pillar detona Bolsonaro: “só enxergo estupidez e destruição”

A atriz Patricia Pillar manifestou profunda indignação com a postura do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia de coronavírus. Ela disse: “a curto prazo não enxergo nenhuma luz, só estupidez e destruição”

Patricia Pillar pede mobilização em prol de religiões de matrizes africanas

A atriz, diretora e produtora Patrícia Pillar afirmou que não vê luz no fim do túnel para o Brasil, com a catástrofe sanitária associada à gestão temerária de Jair Bolsonaro. Ela complementou, indignada, ao jornalista Ancelmo Gois, d’O Globo: “e o pior, são mais de 75 mil mortes pela Covid até agora”

A reportagem do portal Uol relata que “diante do número crescente de mortes no país, ela [Patrícia Pillar] acusou o político de dar um mau exemplo ao estimular, indiretamente, as pessoas a não usarem máscaras e a irem para as ruas.”

A matéria ainda destaca que “ela ainda ressaltou que a Saúde não é o único ponto fraco da gestão do chefe de Estado, atualmente sem partido. “[São] perdas irreparáveis em Educação, Meio Ambiente, Cultura, Relações internacionais”, cita ela, sobre algumas das pastas que enfrentam problemas internos.”

 

Neto de Elvis Presley é encontrado morto; suspeita é de suicídio, diz site

O neto de Elvis e Priscilla Presley, Benjamin Keough, 27, foi encontrado morto em Calabasas, na Califórnia (EUA), segundo reportado pelo TMZ. A suspeita é de que Ben tenha se suicidado com um tiro. Não se conhece muito sobre a vida de Benjamin — além do fato de ter uma família muito famosa. Filho de Lisa Marie Presley e do músico Danny Keough, ele também é irmão da atriz Riley Keough, que participou de vários filmes de terror independentes. O último foi “The Lodge”, em 2019.

Assim como o avô, Ben também era músico e chegou a fechar um contrato de US$ 5 milhões com uma gravadora em 2009, ainda de acordo com o TMZ. Fora isso, pouco se sabe sobre sua vida pública. Ben manteve um perfil discreto ao longo dos anos, não sendo muito ativo nas redes sociais. Uma das últimas vezes que o músico foi visto com a família foi no aniversário de 40 anos da morte de Elvis, em 2017, durante uma vigília em Graceland, a casa do rei do rock.

Ele, porém, sempre foi muito lembrado por ser quase idêntico o avô — até sua mãe Lisa já apontou a grande semelhança. “Ben se parece tanto com Elvis. Uma vez, ele estava no [Grand Ole] Opry e foi como uma tempestade silenciosa atrás do palco. Todo mundo se virou e olhou quando ele chegou. Todo mundo queria tirar uma foto com ele porque era simplesmente bizarro”, lembrou ela à época.

Lisa também escreveu uma música sobre o filho chamada “Storm and Grace”. Storm é o nome do meio de Ben.

Fonte: UOL

Vera Fischer é dispensada da Globo após 43 anos na emissora

A atriz Vera Fischer se soma a José de Abreu e Miguel Falabella no time de veteranos dispensados da Rede Globo. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, ela, que era contratada há 43 anos, deixou a emissora nesta semana.

Em nota, a Globo confirmou a saída de Vera Fischer e justificou que “tem tomado uma série de iniciativas para preparar a empresa para os desafios do futuro”. “Temos evoluído nos nossos modelos de gestão, de criação, de produção, de desenvolvimento de negócios e também de gestão de talentos”, diz o comunicado.

“Assim, em sintonia com as transformações pelas quais passa nosso mercado, a Globo vem adotando novas dinâmicas de parceria com seus talentos. Vera Fischer, assim como outros talentos, tem abertas as portas da empresa para atuar em futuros projetos em nossas múltiplas plataformas”, acrescenta, destacando que, mesmo após o fim do contrato, nada impede que a artista volte a trabalhar na emissora, mas com regras contratuais diferentes.

Vera Fischer estreou nas novelas globais em 1977, como a Diana Queiroz de “Espelho Mágico”. Já seu último papel foi em “Espelho da Vida” (2018-2019), quando interpretou Gertrudes Trindade. O nome da atriz era cotado para a próxima novela das seis, “Além da Ilusão”, que teve que ser adiada por causa da pandemia do novo coronavírus. Agora fora dos quadros da emissora, o futuro da artista no folhetim é incerto, assim como a data de início da produção.

Fonte: Bahia Notícias

Covid-19: Federação atesta 1ª morte de jogador de futebol na Bolívia

Federação Boliviana de Futebol (FBF) confirmou oficialmente a primeira morte de um jogador profissional no mundo, vítima do novo coronavírus (covid-19). Deibert Román Guzmán, de 25 anos, mais conhecido como Frans, faleceu no último dia 24, mas somente ontem (30) a FBF oficializou o falecimento do atleta, por meio de um comunicado. O meio-campista defendia o Clube Universitário de Beni, da segunda divisão do campeonato nacional. Até ontem, a Bolívia registrava 9.592 casos confirmados e 310 mortes por covid-19.

Fonte: Agência Nacional/EBC – Agência do Rádio Mais

Luto no Brasil: Morre o humorista “Rapadura” de ‘A Praça é Nossa’

Na tarde desta terça-feira (26), morreu o humorista Rapadura, do programa “A Praça é Nossa”. O ator estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A informação foi divulgada pelo programa Tricotando, da RedeTV!.

Segundo informações de sua produção, Rapadura fez uma cirurgias devido a complicações, mas precisou continuar internado.

A última postagem na rede social do humorista alertava que sua situação era grave: “Infelizmente o estado da saúde do Rapadura é grave. Ele continua na UTI, continuem orando por ele”, disse o texto.//Metropolitana FM.

Um alerta contra a extinção da humanidade

Ativistas do clima bloquearam pontes e ruas de Londres, Berlim e outras cidades do mundo nesta segunda-feira (15/04) em uma ação coordenada da chamada Extinction Rebellion (Rebelião da Extinção), movimento ambientalista que tem o apoio de intelectuais como Noam Chomsky e Naomi Klein.

Protesto do grupo ambientalista “Extinction Rebellion” durante a Semana da Moda em Londres, em fevereiro

Foram anunciadas duas semanas de protestos em 80 cidades de 33 países, com a mensagem de que, a menos que se adotem medidas imediatas contra as mudanças climáticas, a própria humanidade corre risco de extinção.

Em Londres, várias ruas do centro foram bloqueadas nesta segunda, e mais de cem pessoas foram presas. Milhares de manifestantes se posicionaram na Ponte de Waterloo, no Marble Arch (Arco de Mármore), na Praça de Parlamento e no Oxford Circus para exigir medidas urgentes contra as mudanças climáticas. Policiais começaram a deter ativistas à noite para tentar liberar a Ponte de Waterloo, e, na manhã desta terça, mais manifestantes se juntaram aos que resistiram no local.

Em Berlim, cerca de 200 integrantes do movimento e de outras iniciativas ambientalistas bloquearam a ponte Oberbaumbrücke. Das 16h30 (hora local) às 18h30, eles se sentaram em rodas sobre as pistas da famosa ponte que cruza o rio Spree, considerada um dos marcos da capital alemã.

Cerca de 400 policiais foram enviados ao local e bloquearam os acessos à ponte. Em vez de deixar a ponte voluntariamente, grande parte dos ativistas se deixou carregar por policiais até o próximo cruzamento. Ninguém foi preso.

Nesta segunda, também houve manifestações em cidades como Heidelberg, Lausanne, Madri e Melbourne.

Estado de emergência

A Extinction Rebellion surgiu no ano passado, quando milhares de manifestantes tomaram as ruas de Londres. Desde então, os “Rebeldes da Extinção” do Reino Unido ocuparam pontes sobre o Tâmisa e tiraram suas roupas no Parlamento Britânico. E o movimento deles se expandiu para mais de 30 países ao redor do mundo.

A Extinction Rebellion da Alemanha se reuniu pela primeira vez em dezembro passado. Eles contam com centenas de membros e realizam reuniões regulares e eventos de treinamento. Eles se organizam via mídia social, reúnem-se em centros comunitários e cafés e fazem palestras em casas noturnas.

Ativistas próximos ao Marble Arch, em Londres, nesta terça-feira

Assim como aestudante Greta Thunberg – líder do movimento Fridays for Future e que disse a líderes políticos que quer que eles ajam como se a casa estivesse em chamas –, a Extinction Rebellion acredita que o medo é a única coisa que motivará mudanças grandes o suficiente para dar ao mundo uma chance de sobrevivência.

“Esta é a nossa última oportunidade, é sério. É uma emergência”, diz Virginie Gailing, designer francesa e ativista do grupo que vive em Berlim.

“As emissões ainda estão subindo, e por isso precisamos suspender a vida normal”, diz Nick Holzberg, que trabalha em tempo integral para a Extinction Rebellion em Berlim. “A única maneira de fazer isso é a desobediência civil pacífica.”

O movimento exige que os governos declarem uma “emergência climática”, a fim de entrarmos em um modo de crise em que todas as atividades são suspensas para fazer da proteção climática uma prioridade.

Mais concretamente, os ativistas querem que os governos se comprometam com a neutralização do carbono até 2025 – em vez de meados do século, como a União Europeia e muitos governos nacionais almejam atualmente.

Ativistas da “Extinction Rebellion” tiram a roupa no Parlamento britânico, no início de abril de 2019

Com pouca fé de que governos irão tomar essa ação radical sozinhos, a Extinction Rebellion também exige uma “assembleia popular” para supervisionar a transição.

A iniciativa busca inspiração no Movimento dos Direitos Civis dos EUA e no movimento de não cooperação liderado por Mahatma Gandhi, em que mais de 60 mil cidadãos foram presos na luta pacífica pela independência da Índia.

Dezenas de “rebeldes da extinção” já foram detidos no Reino Unido e podem ser sentenciados à prisão. E para muitos deles, esse é o objetivo. Líderes ativistas do movimento argumentam que, com cidadãos comuns atrás das grades, a mídia, os governos e o público em geral serão forçados a prestar atenção.

“Temos que ser presos, pois acho que nada vai mudar até que violemos a lei pacificamente”, diz Holzberg.

Para além da ação individual

A Extinction Rebellion diz que cada vez mais pessoas se juntam a ela porque o movimento oferece uma mensagem contundente e admite que tirar a humanidade de seu curso de autodestruição irá exigir mais do que reciclagem, comer menos carne e abrir mão de carros.

“O que eu posso fazer individualmente não basta”, diz Gailing. “Tento não comprar nada novo, o que é incomum para um designer, tento limitar meu impacto. Mas temos que agir coletivamente para causar um impacto grande o suficiente para evitar um desastre.”

A ativista admite estar pessimista em relação ao futuro do planeta. Os “rebeldes da extinção” afirmam que a humanidade está numa encruzilhada: ou se resigna à extinção ou se une pelo futuro.

“Tenho acompanhado a ciência do clima há alguns anos e tenho enormes dificuldades emocionais para processar o que está acontecendo”, diz Hal Zabin, trabalhador norte-americano de 56 anos que mora em Berlim há 30 anos e participará dos protestos desta semana.

“Fazer algo de fato sobre a situação em uma comunidade, com uma cultura imensamente positiva e inclusiva, trouxe uma nova força para mim.”

O atrevimento do Ajax

Na base do clube holandês cultivam uma arrogância futebolística no bom sentido: somos o Ajax e este é o nosso estilo. É preciso ser valente. E essa atitude deu como fruto gerações de jovens atrevidos

Muitos surpreenderam-se com o atrevimento desses jogadores que golearam o Real Madrid e encararam de igual pra igual a Juventus de Cristiano Ronaldo. A tomada de assalto ao Santiago Bernabéu não foi uma exceção, porque jogar com ousadia e ímpeto ofensivo faz parte de seu DNA. O Ajax tem um estilo de jogo inquebrantável, que conta com a lealdade a ferro e fogo de sua torcida, orgulhosa da valentia do time, mas também é fiel a um modelo de administração. O clube está acima de tudo, no campo e nos bastidores. São conscientes da necessidade de dar passos à frente do resto no que diz respeito ao planejamento esportivo, porque esta equipe é provavelmente a vitrine mais visada pelos gigantes endinheirados da Europa. No momento que constataram a evolução de Frenkie de Jong, há dois anos, logo trataram de identificar um substituto. O mesmo ocorre com os treinadores, que não tomam decisões sobre contratações porque vêm e vão, enquanto o clube se obriga a preservar sua estratégia de longo prazo.

Quando eu trabalhava no Maccabi Tel Aviv e contratamos o técnico Peter Bosz depois de perdermos Slavisa Jokanovic para o Fulham, no meio da temporada 2015-16, éramos plenamente conscientes de que seu nome encabeçava a lista de substitutos de Frank de Boer caso ele decidisse deixar o Ajax. Assim que sua saída foi oficializada, sabia que seria questão de tempo para receber o telefonema dos dirigentes holandeses dispostos a pagar a cláusula de rescisão que estipulamos em seu contrato. Bosz durou somente uma temporada em Amsterdã, porque o Borussia Dortmund lhe abriu as portas após levar a equipe à final da Liga Europa contra o Manchester United.

Essa geração de jovens que cativou os amantes do futebol já despontava naquela final europeia, mas o Ajax acumula vários anos imerso na contradição de chamar a atenção no continente sem necessariamente converter esse brilho em títulos. Não ganham o Campeonato Holandês há cinco temporadas. A pressão doméstica os obrigou a retificar a estratégia de recrutar apenas jovens promessas, apostando alto também em nomes mais experimentados nas grandes ligas e conhecedores do futebol local, como Dusan Tadic ou Daley Blind.

A combinação entre juventude e experiência equilibra um modelo que recuperou o elemento vencedor e agora aspira conquistar novamente a liga holandesa. E conta com finanças saneadas graças a boas operações de venda como a de De Jong, para o Barcelona, sem necessidade de se desfazer de meio time titular e oferecendo a jogadores tentados por outros destinos cifras equiparáveis às da Premier League ou La Liga. Que ninguém se deixe enganar. Quando julga pertinente, o Ajax não hesita mostrar que um jogador é inegociável.

Muita gente me pergunta se este Ajax é uma homenagem a meu pai. Sinceramente, não me atreveria a tanto. O melhor tributo que puderam oferecer foi batizar a Johan Cruyff Arena com seu nome. Mas, sim, há elementos desta equipe que faziam parte de seu credo futebolístico: estilo, base, juventude, valentia e gestão nas mãos de ex-jogadores, representada agora na figura do diretor-geral, Edwin Van der Sar, ou do diretor-executivo, Marc Overmars, e, em um passado recente, Dennis Bergkamp como auxiliar ou Wim Jonk nas categorias de base. Estou seguro de que ele se sentiria orgulhoso desta geração que desbancou a Juventus em seus domínios do mesmo jeito que tem feito até agora: sem medo.

*Jordi Cruyff é filho do ex-jogador holandês Johan Cruyff, treinador do Chongqing Lifan, da China, e colunista de futebol do EL PAÍS.

Maquiagem sem defeitos: veja passo a passo completo da preparação de pele

Uma maquiagem impecável não significa que ela tenha que ter muitos produtos ou que a base precisa ter cobertura alta para cobrir todas as imperfeições do rosto. Isso é um mito que vem sendo desmitificado por uma corrente de maquiadores que sabem como preparar uma boa pele e te deixar linda durante todo o dia. Saber os primeiros passos da maquiagem é fundamental para um resultado mais bonito. Vem conferir!

Uma maquiagem perfeita nem sempre é sinônimo de muitos produtos ou de produções mais elaboradas. Muitas pessoas gostam de maquiagem, usam bons produtos, mas não entendem o verdadeiro motivo de a maquiagem não durar o dia inteiro. Para isso, o Purepeople conversou com alguns maquiadores que explicaram um passo a passo completo de uma maquiagem com efeito bonito, sem excessos e muito eficiente. É claro que os fixadores de maquiagem ajudam muito na duração , mas como conseguir um efeito bonito de pele viçosa e natural? Preparadas? Às dicas!

1 – LIMPAR, TONIFICAR E HIDRATAR É O PRIMEIRO GRANDE PASSO PARA INCIAR A MAQUIAGEM

Walter Lobato, maquiador queridinho de Agatha Moreira , Vitória Strada e outras celebridades, afirma que a limpeza de pele é um dos principais passos para dar início à maquiagem. “Usar um sabonete ideal para o seu tipo de pele para retirar as impurezas, em seguida passar um tônico embebido no algodão para tonificar e controlar o ph da pele e depois hidratar o rosto com um hidratante adequado para o seu tipo de pele é fundamental para conseguir um efeito bonito e para os produtos não craquelarem”, comenta.

2 – PRIMER PARA MINIMIZAR OS POROS E CONTROLAR A OLEOSIDADE

O expert das globais também aposta em primers hidratantes, que dão esse efeito de poros minimizados e um toque mais aveludado à pele. Há a possibilidade também de aplicar primers em determinadas regiões da pele, não necessariamente o mesmo produto. Há primers faciais multifuncionais e outros que são específicos para a real necessidade de cada região, como matificar ou reduzir as imperfeições com um efeito blur.

3 – POUCO PRODUTO AO APLICAR A BASE

É muito importante a pessoa entender que não é necessário aplicar tanto produto no rosto para ter uma cobertura eficiente e uniforme na pele. Em muitos casos, o excesso de produtos na pele pode até craquelar a maquiagem e o efeito não é nada legal. Além disso, ao depositar pouco produto no centro do rosto e espalhar sempre de dentro para a fora, garante uma construção da cobertura e deixa o efeito mais natural. Atenção, para os pincéis. O formato de língua de gato dá uma cobertura maior, já os que são duo-fiber, com cerdas sintéticas, tem a função de depositar e polir a pele, sempre com movimentos circulares, explica Lobato.

4 – CORRETIVO É UM GRANDE ALIADO, MAS REGIÃO DOS OLHOS PRECISA ESTAR HIDRATARA

O corretivo serve para cobrir manchas de olheiras ou pequenas imperfeições no rosto. No mercado há uma gama variada de acabamentos e efeitos que iluminam e corrigem a pele. Dá até para fazer uma pele toda só com o corretivo, para uma cobertura mais leve e natural. Não é necessário usar a base todos os dias. O grande truque para um acabamento mais natural é usar o dedo anelar, que é mais delicado, dando leve batidinhas. É extremamente importante que a região dos olhos esteja hidratada, para o produto não marcar as linhas no momento da aplicação.

5 – USAR O PÓ PARA FIXAR A MAQUIAGEM E PARA DAR VIÇO

Luciana Pessinato, maquiadora da Laura Mercier, explica que o pó é o passo mais importante para fazer com que uma maquiagem dure o dia inteiro. Ele serve tanto para selar o corretivo e fazer com que o produto não saia do lugar, ou marque linhas finas, como para reduzir a oleosidade da pele. “É o pó que vai garantir uma maquiagem de longa duração, sem que a pessoa se preocupe se a maquiagem ainda está no local onde foi depositada”. E há inúmeros acabamentos de pós: os que são matificantes, os que dão viço chamados de finalizadores da maquiagem, e os fixadores, os famosos setting powders. Com os fixadores, a aplicação ideal é com uma esponjinha, pressionando o produto de forma delicada na região. Já os finalizadores, um pincel próprio para pó é o suficiente para tirar a oleosidade da pele, principalmente na zona T (testa, nariz e queixo). O maquiador Walter Lobato comenta que para uma maquiagem com efeito natural, não é necessário aplicar o pó em todo o rosto.

6 – DEPOIS DA PELE PRONTA, A ARTE DE BRINCAR COM AS CORES

Após uma preparação de pele power, como foi explicada pelos maquiadores, chegou a hora de brincar com as cores. É hora de se jogar em um color blocking na maquiagem, com cores vibrantes nos olhos, ou sombras metalizadas que estão com tudo nessa temporada e no Verão 2019, como vimos na beleza do desfile do Minas Trend. Além disso, tons de vinho, marrom e até o dourado na boca são ótimo para causar um impacto sem muita produção. Os pigmentos metalizados também podem ser usados nos lábios, dando um efeito mais moderninho ao look. O que não falta é ideia para uma maquiagem incrível, mas os primeiros passos são fundamentais para uma maquiagem com efeito bonito, natural e duradouro.

(Por Bianca Lobianco)

Vamos falar (bem) da ansiedade?

Uma nova perspectiva pretende desmontar o estigma que envolve os transtornos mentais

Capa da revista ‘Anxy’ sobre a raivaGETTY IMAGES/VETTA

Antes se dizia que alguém estava “atacado dos nervos”. Era o comentário sobre o colega de trabalho de licença ou a amiga que ficava dias inteiros na cama, uma forma de resumir o que não se queria ou não se sabia nomear.

Já não se diz “problemas nervosos”, soa antiquado e simplista. Sabemos que cerca de 260 milhões de pessoas são diagnosticadas com ansiedade no mundo, segundo os dados da OMS, e 300 milhões com depressão, a principal causa mundial de incapacitação. O número de doentes por depressão aumentou 18% entre 2005 e 2015, segundo a mesma organização. Para além do debate acalorado sobre se as condições de vida atuais provocam mais depressão ou simplesmente é que a detectamos melhor do que no passado, a verdade é que o léxico relacionado a transtornos mentais invadiu nossas vidas. Com mais ou menos noção nos referimos a crises de ansiedade, mas também usamos com rapidez frases como “depressão pós-férias” (para dizer que estamos tristes de voltar à rotina depois do verão). Isso não significa de forma alguma que as doenças mentais estejam normalizadas. A saúde mental continua sendo objeto de preconceitos, tão fortes que há quem, como o psicólogo especializado Stephen Hinshaw, os compare com os que em outras épocas sofriam os doentes de lepra.

“O estigma social, familiar ou profissional é mais forte do que qualquer sintoma de nosso transtorno”, afirma taxativamente Daniel Ferrer Teruel, da associação ActivaMent. O tabu, afirma, é transversal, afeta todas as camadas sociais e passa de geração em geração. Por isso os ativistas dessa causa ainda lutam contra a discriminação profissional e social, e contra medidas como as correias em hospitais ou a medicação forçada, que consideram violações dos direitos humanos.

A cultura reforça os clichês herdados. Uma análise de 20.000 diálogos de programas de televisão de 2010 concluiu que retratavam pessoas com doenças mentais como “temíveis, causadoras de vergonha e sofredoras”, e 70% das vezes como violentas, um dos estigmas mais persistentes e danosos. Os especialistas repetem à exaustão que só em torno de 3% da população, independentemente de seu estado mental, apresenta condutas agressivas. Mas o dado fica eclipsado por notícias que destacam os quadros clínicos de assassinos e agressores. Preferimos uma explicação ruim — uma que nos diferencie e nos afaste dos loucos, que nos diga que estamos a salvo — do que nenhuma.

Em meio a esse panorama surge uma luz: o estigma geral sobre saúde mental parece começar a enfraquecer. Alejandro Guillén, diretor de comunicação da Confederação Saúde Mental Espanha (que agrupa 300 organizações e 47.000 associados) acredita que a percepção coletiva está melhorando, que nos últimos anos estão se abrindo discussões que há pouco pareciam impossíveis. Ele e outros especialistas reconhecem, isso sim, que se avançou muito mais na aceitação social da depressão e da ansiedade do que no resto dos problemas mentais. Pode ser que seja porque são dois dos transtornos mais comuns e percebidos como mais fáceis de superar. “Mas é uma mudança importantíssima. O processo de recuperação pode começar, exatamente, ao contar o que acontece com as pessoas, porque o silêncio agrava os problemas”, afirma Guillén.

Não faltam aqueles que hoje encontraram fórmulas para falar mais e melhor sobre saúde mental. Quando se olha a revista Anxy, com suas capas de cores vivas e títulos como ‘Raiva’ ou ‘Masculinidade’, espera-se reportagens de design ou música. No entanto, o que se vê é uma publicação criada para falar sobre ansiedade, depressão e traumas, sobre “nossos mundos interiores, os que com frequência evitamos compartilhar, as lutas internas, os medos que nos fazem acreditar que o resto do mundo é normal e nós, não”. Indhira Rojas (República Dominicana, 1983) lançou esta revista bimestral em 2016 no Silicon Valley, arrecadando fundos (cerca de 60.000 dólares) pela internet, motivada por sua própria terapia com desenhos e colagens. Descobriu que a maioria do que se publicava sobre saúde mental tinha um ângulo puramente médico, com uma estética e um design pouco atraentes. Rojas decidiu introduzir uma visão mais artística e abrir um diálogo porque, afirma, a maneira formal em que algo é apresentado tem a capacidade de nos motivar e um potencial expressivo do qual as palavras carecem. Uma embalagem feia torna o assunto, complicado em si, totalmente “não palatável”. A rejeição é multiplicada.

Uma visão parecida inspira Jara Pérez, que faz um tipo de terapia que ela denomina “acompanhamento psicológico por videoconferência”. Sua página na web e nas redes sociais, cheias de piadas, fotogramas e filmes e imagens conceituais, poderiam ser as de uma millenial qualquer. Mas Pérez aposta nessa estética por um motivo claro: quer se aproximar de um público jovem que aprecia a linguagem visual compartilhada (os memes) e a ironia como ferramenta para compartilhar experiências dolorosas.

Diante das gerações anteriores, os jovens de hoje têm mais referências e informação sobre saúde mental e, em boa medida, a desmistificam. Estão expostos a debates sobre o assédio na escola e a automutilação e veem famosos — Justin Bieber, Lady Gaga, Demi Lovato; na Espanha, Iniesta ou o youtuber El Rubius — falar de vícios, ansiedade e depressão. Mas o silêncio ainda pesa sobre a bipolaridade, e ainda mais sobre transtornos como a esquizofrenia. Guillén, da Confederação Saúde Mental, destaca o imenso impacto que os rostos populares têm em campanhas de conscientização, mas reconhece que é difícil que se exponham. “O que muitos famosos fazem quando contam, por exemplo, que sofrem de ansiedade é ligar seus problemas à pressão que suportam no trabalho.”

Nas redes esse tipo de confissão prolifera entre personagens conhecidos ou nem tanto. O que é mais autêntico do que uma dose de vulnerabilidade em meio a um monte de gente que parece ter vidas melhores do que a sua? As marcas também se dão conta. “Estamos percebendo que a saúde é muito mais ampla do que pensávamos antes”, afirma Nieves Noha, analista de tendências da consultoria Exito. Ela detecta cinco etapas de conscientização nos últimos anos: primeiro, nos concentramos na saúde corporal; depois, começamos a prestar atenção à saúde mental e emocional, e agora começamos a olhar para a relacional (relações tóxicas etc.) e inclusive a ambiental (qual é o efeito da arquitetura ou do design). Por isso há quem aproveite a vulnerabilidade como ferramenta de marketing. Um exemplo recente: Kendall Jenner, modelo e membro do clã Kardashian, criou grande expectativa ao anunciar que lançaria uma mensagem “corajosa” e “autêntica”, algo que soava a confissão íntima (falaria de suas inseguranças? Kendall tem os mesmos problemas do restante da humanidade?). No fim, anunciou um creme anti-acne.

As redes são armas de dois gumes com efeitos pouco saudáveis, mas não se deve esquecer que também permitem encontrar conexões, fazer com que nos sintamos menos sozinhos no mundo. De fato, parte do humor dos millenials e da geração Z gira em torno da depressão e da ansiedade. Uma espécie de novo movimento dadaísta de memes salpicados de autoconsciência, consequências da recessão econômica e da perda de referenciais. E da sensação de que é melhor rir desse vazio existencial do que permanecer calados.

 

Fonte: El País



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