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:: ‘Brasil’

Flávio Dino reage à fala de Bolsonaro: “Se ele quiser visitar nossos hospitais, eu mesmo mostro”

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), rebateu Jair Bolsonaro (sem partido) e afirmou que abre as portas dos hospitais do estado caso o presidente queira acompanhar pessoalmente a lotação de leitos nas instituições que combatem a pandemia do novo coronavírus.

Durante uma transmissão ao vivo na noite desta quinta-feira (11), Bolsonaro pediu que seus apoiadores “arranjem um jeito” de entrar em hospitais para verificar sua lotação, insinuando que haveria um superdimensionamento na pandemia no país.

Diante do pedido do presidente, o governador do Maranhão disse que Bolsonaro precisa de um ofício assinado para fazer tal solicitação.

“Bolsonaro não pode mandar invadir hospital e filmar locais onde estão pacientes e profissionais trabalhando. E também não pode mandar extraoficialmente nada para Polícia Federal. Se manda, tem que ser por ofício assinado. E Abin não pode investigar”, escreveu Flavio Dino.

Dino ainda lembrou que Bolsonaro tem maneiras de averiguar se há ou não uma alta ocupação dos leitos de UTIs pelo país.

“Se Bolsonaro não fosse essa pessoa despreparada e desesperada, saberia que não precisa mandar invadir hospital. Basta verificar os boletins que os governos estaduais publicam com o número de leitos ocupados. E se ele quiser visitar os nossos hospitais, eu mesmo mostro para ele”, completou.

Na transmissão ao vivo, Bolsonaro não citou os perigos que existem em adentrar um centro médico durante uma pandemia altamente contagiosa (o Brasil já possui mais de 800 mil casos confirmados da Covid-19). Ele também não destacou que a presença de pessoas nos locais poderia atrapalhar o trabalho de médicos que lutam para vencer o vírus.

“Tem um hospital de campanha perto de você, tem um hospital público, arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente tá fazendo isso, mas mais gente tem que fazer, para mostrar se os leitos estão ocupados ou não, se os gastos são compatíveis ou não. Isso nos ajuda”, afirmou o presidente.

Fonte: Yahoo

Bolsonaro diz que Forças Armadas “não cumprem ordens absurdas”

Presidente manifestou-se sobre decisão de ministro do STF que determinou limites aos poderes das Forças Armadas

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que as Forças Armadas não cumprem ordens absurdas e não aceitam interferências de um poder sobre outro, segundo nota publicada na sexta-feira 12, por meio de seu perfil no Facebook e da conta da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom).

Bolsonaro divulgou o comunicado após o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), contrariar seu entendimento e determinar que as Forças Armadas não são “poder moderador” e têm atuação limitada. A decisão de Fux ocorreu em julgamento de ação sobre o artigo 142 da Constituição.

Em resposta à medida liminar de Fux, Bolsonaro escreveu que “as Forças Armadas estão sob a autoridade suprema do presidente da República, de acordo com o artigo 142 da Constituição Federal” e que “as mesmas destinam-se à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

O texto segue: “As Forças Armadas do Brasil não cumprem ordens absurdas, como por exemplo a tomada de poder. Também não aceitam tentativas de tomada de poder por outro poder da República, ao arrepio das leis, ou por conta de julgamentos políticos”.

Na sequência, o presidente completa a nota afirmando que a decisão do magistrado “bem reconhece o papel e a história das Forças Armadas, sempre ao lado da democracia e da liberdade”.

O texto é assinado por Bolsonaro, pelo vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, e pelo ministro da Defesa, general Fernando Azevedo.

– Lembro à Nação Brasileira que as Forças Armadas estão sob a autoridade suprema do Presidente da República, de acordo…

Posted by Jair Messias Bolsonaro on Friday, June 12, 2020

Bancos devem testar todos os funcionários para a Covid-19, decide tribunal

O desembargador Gerson Lacerda Pistori, da Seção de Dissídios Coletivos do TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região), determinou nesta sexta-feira (12) que os bancos façam testes de diagnóstico para o coronavírus em todo os seus funcionários, sejam eles efetivos ou terceirizados.


A decisão liminar vale para os bancos do Brasil, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal, Itaú, Mercantil do Brasil e também para Poupex e CredMaxion e atende a um pedido do Sindicato dos Bancários de Guaratinguetá.

A determinação vale para as agências bancárias de todo o país enquanto estiverem vigentes os decretos federal, estaduais e municipais de restrição de atividades e isolamento social.

Em primeira instância, o pedido do sindicato tinha sido negado. Nesta sexta, o desembargador do TRT-15 suspendeu a decisão de origem, determinou a testagem em massa e também concedeu aos trabalhadores o direito ao reembolso por testes que tenham sido feitos em laboratórios particulares.

Na decisão, Pistori afirma que o governo paulista recomenda a testagem periódica nas empresas e tem um protocolo para esse procedimento. Por isso, diz, na liminar, “já não mais se justifica a realização de exames para detecção dos infectados pelo novo coronavírus apenas nos profissionais da área da saúde, diante da disponibilização de testes por empresas privadas.”

A liminar também definiu que os funcionários que tiverem testes positivos para Covid-19 deverão passar por novos exames a cada 21 dias.

A Caixa informou que ainda não foi notificada da decisão. Santander, Bradesco e Banco do Brasil, assim como a Febraban, ainda não responderam.

Em maio, o Bradesco divulgou o início de um programa que resultaria na testagem de quase todos os 100 mil empregados do banco.

Fonte: por Fernanda Brigatti | Folhapress

Brasil salta de quinto a segundo país com mais mortos por coronavírus no mundo em duas semanas

Com 41.828 óbitos, país ultrapassa Reino Unido. Pesquisadores veem aceleração da doença com reabertura do comércio. Projeção calcula 60.000 mortos até o fim do mês

Bastaram duas semanas para o Brasil saltar da quinta para a segunda posição no ranking de países com maior número de mortes pela covid-19. Nesta sexta-feira, o país ultrapassou o Reino Unido (que tem 41.481 mortes) ao registrar 41.828 vítimas fatais do novo coronavírus. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, o país soma 828.810 infecções —com 909 novos óbitos e 25.982 casos notificados em 24 horas— e ainda investiga 4.033 mortes.

Há um mês, autoridades de saúde e cientistas alertam sobre a tendência de que o Brasil se torne o próximo epicentro global da pandemia, posto atualmente ocupado pelos Estados Unidos, com 2.083.548 de casos confirmados e 116.130 mortes. No ranking de óbitos por milhão de habitantes, o Brasil ocupa a 11ª posição global, com 180 mortes por milhão de pessoas. A Bélgica lidera a contagem, com 831 óbitos por milhão, seguida pela Espanha, com 580 mortes por milhão, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No início de maio, quando o Ministério da Saúde sequer registrava 8.000 óbitos pelo novo coronavírus, estudos da Universidade Johns Hopkings e um levantamento do Observatório Covid-19 BRindicavam que o país superaria 1,6 milhão de infecções. Na mesma época, especificamente no dia 8 de maio, a Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto publicou um estudo que apontava que o Brasil já teria dois milhões de casos de covid-19. Considerando essa estimativa, teríamos, hoje, quatro milhões de casos.

Em 20 de maio, oEL PAÍS estimou que apenas um em cada 20 casos é notificado pelo Governo e que o número de infectados no Brasil pode chegar a 3,7 milhões de pessoas. Esse é o número obtido quando se aplica o método de um grupo de matemáticos e epidemiologistas da London School of Hygiene and Tropical para calcular a subnotificação.

Vitor Engrácia Valenti, doutor em Ciências e professor da UNIFESP, que também trabalha com projeções feitas pela Oxford University de Londres, aponta que o Brasil já pode ser o epicentro global da pandemia. “Era esperado que, com uma estimativa de comportamento da doença, o pico de contágios chegasse em dois ou três meses depois do primeiro caso, mas a covid-19 ainda está em avanço no Brasil”, diz o pesquisador.

Valenti aponta que, com o recente relaxamento das medidas protetivas —comércio e outros serviços reabriram esta semana em São Paulo, a principal cidade do país— o Brasil pode registrar mais de duas mil mortes diárias no começo de julho. Já o professor de medicina Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, esse registro pode ser ainda maior. “Nós somos o único país no mundo que depois do dia 50 estava acelerando no número de casos e de óbitos. Temos projeções que indicam que podemos chegar a 5.000 óbitos por dia em julho”, afirma.

“Como não podemos prever o comportamento das pessoas, se vão respeitar o isolamento social ou não, é possível que tenhamos 3.000 ou 4.000 mortes por dia no próximo mês”, pondera Valeti. Um estudo do qual ele fez parte demonstra que o isolamento salvou pelo menos 10.000 vidas no país. Para o cientista, o que é certeza é que já não existe a possibilidade de se falar em um “cenário otimista” para o Brasil. “Em nossa projeção realista, o país teria 41 mil óbitos por covid-19 no dia 9 de junho, uma cifra muito próxima da registrada oficialmente na data [38.406], considerando a polêmica sobre a transparência nos números divulgados pelo Ministério. De acordo com a projeção pessimista, podemos chegar a 60 mil mortes até o final deste mês”.

Fonte: El País

Nove estados estão com mais de 80% das UTIs destinadas a pacientes de Covid-19 lotadas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nove estados brasileiros estão com mais de 80% de lotação nos leitos de UTI destinados para pacientes da Covid-19 nos hospitais da rede estadual. Mesmo com a alta taxa, alguns governadores e prefeitos decidiram reabrir o comércio de rua e shoppings em capitais ou outras regiões dos estados.

*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 02.04.2020: Hospital de campanha montado no Anhembi. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

Amapá, Pernambuco, Acre e Rio Grande do Norte apresentam o quadro mais preocupante, segundo levantamento da reportagem com os governos estaduais com dados de segunda (8) e terça-feira (9). Esses estados não conseguiram reduzir a lotação de nove a cada dez leitos com pacientes da doença desde a semana passada, mesmo com a criação de mais vagas.

Em Pernambuco, a taxa de ocupação é de 96%, e a demanda por leitos não dá sinais de redução do ritmo. No domingo (7), o governador Paulo Câmara anunciou que a fila de espera por um leito de UTI estava zerada. No início da manhã de segunda-feira, 25 pacientes constavam na lista da central de regulação de leitos à espera de transferência para UTI.

O secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, diz que os gráficos mostram que provavelmente o pico da doença no estado ocorreu no fim da primeira quinzena de maio. Nesta segunda, setores da construção civil e do comércio atacadista voltaram a funcionar. Também foi permitida a retirada de produtos em pontos de coleta nos shoppings centers.

No Rio Grande do Norte, 90,2% das 184 vagas estão ocupadas. Em Natal, todas as UTIS estão com pacientes. No estado, 36 leitos de bloqueados por falta de equipamentos ou profissionais de saúde.

No Ceará, que começa a ter uma estabilização do número de mortes e casos, houve uma diminuição na taxa de ocupação de UTIs. Na última semana, foram abertos mais 25 leitos no estado. De um total de 756 vagas, 82,43% estão ocupados.

No Rio de Janeiro, a ocupação de UTIs se mantém alta, chegando a cerca de 89%. O hospital de campanha do Maracanã não foi considerado no cálculo porque o governo do estado não respondeu questionamento da reportagem sobre a ocupação de leitos na unidade.

Afastado da gestão do hospital pelo governador Wilson Witzel (PSC), o Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde) afirmou que não está autorizado a fornecer as informações requisitadas.

Na capital, a taxa de ocupação das UTIs também continua alta, em 86%. Conforme mostrou o jornal Folha de S.Paulo, a demanda por atendimento caiu, frente a uma diminuição de novos casos da Covid-19, mas ainda não houve alívio quanto à ocupação dos leitos intensivos.

Mesmo diante da alta taxa de ocupação das UTIs, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e o governador Wilson Witzel (PSC) chegaram a iniciar um processo de reabertura e retomada das atividades econômicas. Após proibição, a Justiça do Rio liberou a flexibilização do distanciamento social estabelecidas pelo governo.

No Maranhão, a ocupação recuou de 90% para 84%. Cinco novos leitos foram criados. Na região da Grande Ilha, há 240 leitos, dos quais 211 estavam ocupados, o que representa 88% do total. Em coletiva virtual, o governador Flávio Dino (PC do B), disse que houve redução na demanda hospitalar na capital, São Luís, que passou a receber pacientes em estado grave de outras regiões do estado.

“São 240 leitos de UTI na Ilha de São Luís, dos quais no dia 7 estavam ocupados 219, e 21 leitos estavam livres na rede estadual. Grande parte desses pacientes já não são oriundos da ilha de São Luís e, sim, oriundos de outras cidades do Maranhão”, disse. O governo alugou avião, para UTI aérea.

No estado de São Paulo, a taxa de ocupação de leitos de UTI registrada foi de 68,6%. Na grande São Paulo, 74,1%.

Os dados são menores que os da semana anterior. Na última terça (2), segundo os dados apresentados pela Secretaria da Saúde, a taxa de ocupação de leitos de UTI no estado era de 73,5% e na grande São Paulo, de 85,3%. Já a capital registra uma taxa de ocupação de 67% e um total de 1.183 leitos em operação.

Na semana passada, a taxa havia caído para 62% na segunda-feira —o número era de 84% no dia anterior. Nesse mesmo dia, a cidade operava com 994 leitos de UTI.

No Espírito Santo, a ocupação total de leitos de UTI para a Covid-19 é de 84,2%. Na região metropolitana de Vitória, onde estão 442 dos 602 leitos reservados para atender a pandemia, a taxa chega a 88%.

Barroso: “Não há risco de voltarmos a ser uma república de bananas. Nem os militares querem isso”

Ministro do Supremo e presidente do TSE diz que é preciso separar turbulências reais de “imaginárias”. Nesta sexta, ministro da Defesa disse que Forças Armadas podem não aceitar “julgamentos políticos”

Em vias de retomar o julgamento de ações que podem resultar na cassação dos mandatos do presidente Jair Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, que preside o Tribunal Superior Eleitoral, diz ser “imune a intrigas e pressões” e que a Corte que ora comanda não irá perseguir políticos eleitos. “Ninguém deve esperar que o TSE seja um ator político, que vá decidir em função do grau de sustentação política do presidente na sociedade. Esse não é o papel dele. Portanto, nós julgaremos de acordo com o direito e com as provas”, disse o ministro nesta sexta-feira em entrevista por videoconferência ao EL PAÍS e a outros quatro veículos internacionais.

Em entrevista à revista Veja, o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, verbalizou o que vinha sendo dito nos bastidores por parte dos assessores palacianos, que o presidente não aceitaria ser cassado por uma decisão que pode ser tomado por apenas 4 dos 7 ministros do TSE. “Não é plausível achar que um julgamento casuístico pode tirar um presidente que foi eleito com 57 milhões de votos”, disse Ramos. Para na sequência completar: “Dizem que havia muitas provas na chapa de Dilma (PT) e Temer (MDB). Mesmo assim, os ministros consideraram que a chapa era legítima. Não estou questionando a decisão do TSE. Mas, querendo ou não, ela tem viés político”.

Nessa mesma entrevista, Ramos mandou um recado aos opositores, engrossando o tom de ameaça à estabilidade e a ordem constitucional feito semanas atrás pelo general Augusto Heleno, que falou em risco de desestabilização do país caso o celular do presidente fosse requisitado em uma investigação. “O próprio presidente nunca pregou o golpe. Agora, o outro lado tem de entender também o seguinte: não estica a corda”.

No último dia 9, o TSE retomou o julgamento de duas ações que acusam a chapa presidencial eleita de abuso de poder porque apoiadores deles hackearem um perfil de Facebook de opositores. Até o momento, três ministros votaram pela reabertura das investigações policiais do caso, dois contra. Foi feito um pedido de vista, por Alexandre de Moraes, para ele analisar melhor o caso. Ainda faltam o seu voto e o de Barroso.

Na entrevista aos correspondentes de veículos estrangeiros, o presidente do TSE ainda disse que não acredita que o país viva uma crise ou esteja em vias de uma ruptura institucional. Em seu entendimento, as instituições estão funcionando com o Legislativo votando normalmente projetos de lei e fiscalizando o Executivo, assim como com o Judiciário agindo no que é delimitado pela legislação e pela Constituição. “Há turbulências algumas reais, algumas imaginárias, num contexto complexo da vida brasileira e com algumas características da personalidade do presidente [Bolsonaro]. O presidente tem um estilo controverso, digamos assim. Isso dá a impressão de que está sempre acontecendo alguma coisa grave. Não. Por isso, sempre digo que temos de saber separar fatos de retóricas.”

Papel das Forças Armadas e ameaça do ministro da Defesa

Barroso também diz não acreditar que as Forças Armadas poderiam dar um golpe ou atuar como poder moderador, com defendem alguns bolsonaristas. “Os tempos de quebra de legalidade já ficaram para trás. O que se tem são tensões, não embates, menos ainda quebras institucionais. O que se tem são pequenos guetos pré-iluministas muito ruidosos que fazem campanha contra a democracia. Mas acho que eles são irrelevantes dentro do contexto geral”.

Essa corrente do bolsonarismo, incluindo o próprio presidente que postou a interpretação no Twitter, entende que a medida está prevista no artigo 142 da Constituição Federal. O próprio Barroso interpretou isso em uma ação dizendo que essa avaliação era uma espécie de “terraplanismo constitucional”. E, nesta sexta-feira, o tema veio novamente à tona, com a decisão de outro ministro do STF, Luiz Fux. Na peça, ele delimitou os poderes dos militares. “A missão institucional das Forças Armadas na defesa da pátria, na garantia dos poderes constitucionais e na garantia da lei e da ordem não acomoda o exercício de poder moderador entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”, disse Fux.

No fim da noite, o Palácio do Planalto enviou uma nota assinada por Bolsonaro, Mourão e até pelo ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, na qual eles elogiam a decisão de Fux, afirmam que as Forças Armadas estão ao lado da democracia e da liberdade e que “não cumprem ordens absurdas”, como a tomada do poder. “Também não aceitam tentativas de tomada de Poder por outro Poder da República, ao arrepio das Leis, ou por conta de julgamentos políticos”, acrescentam. A nota, que inclui o assinatura da Defesa para dar a entender que representa as Forças Armadas, é bastante a abrangente ao citar “julgamentos políticos” — o principal julgamento do tipo no regramento legal brasileiro é o impeachment, previsto na Constituição.

Na entrevista, o ministro Barroso seguiu considerando as ameaças de ruptura institucional mera bravata: “Não há risco de voltarmos a ser uma república de bananas. Nós amadurecemos. Muito menos os militares querem isso”.

Adiamento de eleições

Na conversa, o presidente do TSE reforçou que há a possibilidade real de que as eleições municipais previstas para outubro sejam adiadas em algumas semanas em decorrência da pandemia de coronavírus. Ainda não há uma data definitiva. O tema tem sido debatido internamente por ele que já se reuniu com cientistas, pesquisadores e médicos. O próximo passo é fazer um painel de debates semelhante junto ao Congresso Nacional, conforme acordo que ele firmou com os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre.

Em dado momento durante as discussões, o próprio Barroso chegou a cogitar a possibilidade de realizar as eleições em dois dias, para evitar aglomerações e reduzir a possibilidade de disseminação da covid-19, conforme preconizam especialistas e a Organização Mundial da Saúde. Mas isso geraria um custo extra aproximado de 180 milhões de reais. O que ele próprio descartou. Uma das saídas seria estender o horário de votação em três horas (acabaria às 20h) e sugerir um escalonamento dos eleitores por faixas etárias para que votassem em diferentes períodos do dia.

El País

“Acho que já fui contaminado”, diz Bolsonaro sobre Covid-19

Por Marcelo Freire

Em um trecho da live dessa quinta (11), ao defender o uso da hidroxicloroquina nos tratamentos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez um comentário no qual levantou a hipótese de ter sido contaminado pelo coronavírus na época em que fez uma viagem aos Estados Unidos, no início de março.

Jair Bolsonaro (Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)

A comitiva presidencial que retornou da Flórida teve pelo menos 23 casos confirmados de covid-19, como o ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e o secretário de Comunicação Social da Presidência, Fábio Wajngarten.

Em 15 de março, dias após a viagem aos Estados Unidos – e com o diagnóstico positivo de Wanjngarten já divulgado -, Bolsonaro chegou a se encontrar com apoiadores em Brasília sem utilizar máscara e manuseando o celular deles para fazer selfies.

Naquele mês de março, Bolsonaro fez três exames para constatar se havia contraído o vírus, e informou que eles deram negativo, sem apresentar os resultados – que só foram divulgados, com o negativo confirmado, após determinação do Supremo Tribunal Federal. O acesso aos testes foi pedido judicialmente pelo jornal O Estado de São Paulo.

Apesar disso, nesta quinta, ele levantou a hipótese de ter contraído o vírus na viagem e não ter apresentado sintomas. “Eu acho que eu já fui contaminado, dada a maneira que… vim de um avião dos Estados Unidos para cá com 23 pessoas [que testaram positivo].”

Fonte: Yahoo

Bolsonaro acena para 24º ministério e se afasta de promessa de ter somente 15

Com o anúncio da recriação do Ministério das Comunicações e a possibilidade do retorno do Ministério da Segurança Pública, o presidente Jair Bolsonaro vai se afastando de uma de suas principais promessas de campanha.

Isso porque o Ministério da Segurança Pública será o 24º na gestão de Bolsonaro, enquanto ele própria havia prometido na campanha presidencial de 2018 de ter somente 15 ministérios.

Na gestão de Michel Temer, o Brasil tinha 29 ministérios. Quando chegou ao governo, Bolsonaro extinguiu sete: Segurança Pública, Desenvolvimento Social, Trabalho, Cultura, MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Planejamento, Esporte, Integração Nacional e Cidades.

Essas pastas foram fundidas com outras, como o da Segurança Pública, que passou a integrar o Ministério da Justiça.

O escolhido para comandar o Ministério das Comunicações foi Fábio Faria, deputado federal do PSD que é casado com Patrícia Abravanel, filha do apresentador Silvio Santos, dono do SBT.

Brasil ultrapassa 40 mil mortes e confirma 802.828 casos de Covid-19

O Brasil ultrapassou a marca das 40 mil mortes e confirmou 802.828 casos de Covid-19, em boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, no fim da tarde desta quinta-feira (11).

De acordo com os dados oficiais, foram contabilizados 30.412 casos nas últimas 24h. Quanto aos óbitos, foram 1.239, no mesmo período, somando um total de 40.919 mortes pelo novo coronavírus no país.

O Nordeste é a região que concentra o maior número de casos da Covid-19, com 284.127 confirmados,  seguido de Sudeste (280.972), Norte (166.042), Centro-Oeste (36.109) e Sul (35.578).

Bolsonaro admite recriar Ministério da Segurança Pública e não descarta Ramagem

O presidente da República, Jair Bolsonaro, admite a aliados que pode recriar o Ministério da Segurança Pública, mas ainda não definiu uma data. As informações são do blog da jornalista Andreia Sadi no G1.

Segundo a publicação, interlocutores do presidente defendem que a pasta só seja recriada após a pandemia do coronavírus. O temor é por um novo desgaste em meio à crise sanitária, já que a nova pasta será separada do Ministério da Justiça e passará a comandar a Polícia Federal.

Para chefiar a pasta, que comandará a Polícia Federal, está cotado Alexandre Ramagem — que era o nome do presidente para a direção da Polícia Federal, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, barrou a indicação. Ramagem é amigo pessoal do presidente Bolsonaro e de sua família.

Quando assumiu, Bolsonaro juntou a Segurança Pública com o Ministério da Justiça como exigia Sergio Moro. O ex-juiz deixou o governo no dia 24 e abril, acusando Bolsonaro de interferência política ao querer mudar a direção-geral da Polícia Federal.



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