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:: ‘Brasil’

Em áudio, Sérgio Reis diz que tem ajuda financeira para golpe e ameaça ‘quebrar tudo’

Sérgio Reis (Foto: Reprodução)

Cantor bolsonarista tem feito uma série de ataques e promete “quebrar tudo” caso os parlamentares não obedeçam Bolsonaro

Um áudio atribuído ao cantor  Sérgio Reis mostra o bolsonarista ameaçando um golpe no país e dizendo também que é financiado para poder colocar em prática a ação antidemocrática.

Na gravação,  que viralizou nas redes neste domingo (15), Reis ainda diz que se o Senado não acatar os pedidos “populares” de impeachment contra os ministros do STF, eles irão “quebrar tudo”.

Apesar do apelo do bolsonarista, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não dará andamento aos pedidos de impeachment prometidos por Jair Bolsonaro contra os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não há qualquer casualidade e nenhum fato objetivo na argumentação apresentada por Bolsonaro”, segundo um interlocutor de Pacheco, ouvido por Gerson Camarotti, no G1.

Fonte: 247

 

“Sérgio Reis deveria ser preso.O que ele propõe é o caos no Brasil”, diz Florestan

Sérgio Reis (Foto: Giuliana Miranda)

“O Sérgio Reis precisa responder imediatamente sobre o que falou, não podemos deixar isso para lá. O Roberto Jefferson, por exemplo, demorou demais para ser preso”, defendeu o jornalista Florestan Fernandes Júnior, ao condenar a ameaça de Sérgio Reis, que prometeu um golpe no país no próximo dia 7 de setembro. Assista

O jornalista Florestan Fernandes Júnior, em participação no programa Bom Dia 247 deste domingo (15), condenou a postura do cantor bolsonarista Sérgio Reis, que prometeu um golpe no país para o próximo dia 7 de setembro.

“Eu fiquei passado em ver o que o Sérgio Reis falou, é um discurso horroroso. Ele está propondo um caos no país, com bloqueios de caminhões e supermercados vazios, ou seja, o que ele está propondo é crime”, disse.

Em sua visão, o cantor “precisa responder imediatamente sobre o que falou, não podemos deixar isso para lá. O Roberto Jefferson, por exemplo, demorou demais para ser preso”.

Saiba mais

Reis virou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, ao anunciar uma mobilização de caminhoneiros e empresários para o início de setembro, com o objetivo de pedir intervenção militar. Ele também disse neste domingo que irá quebrar o país caso os senadores não aceitem o pedido de impeachment de Jair Bolsonaro contra ministros do STF.

Fonte: 247

Mourão está no limite da tolerância com os constantes ataques que recebe de Bolsonaro

Último ataque do mandatário contra o vice-presidente ocorreu nesta semana, quando Mourão encontrou-se com Barroso e gerou a ira de Bolsonaro, que teme uma conspiração que poderá culminar num processo de impeachment

O jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo, afirma que nas conversas nos bastidores, que ocorreram nos últimos dias, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, dá sinais de que está no limite de sua tolerância em relação aos ataques a ele vindos de Jair Bolsonaro.

Nesta semana, Mourão foi o pivô de mais uma crise envolvendo Bolsonaro. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), convidou Mourão para o encontro na última 3ª feira (10), no mesmo dia em que pela manhã houve um desfile de veículos militares em frente ao Palácio do Planalto.

Bolsonaro enxergou nesse encontro uma articulação de Mourão a favor do impeachment. Se houver impedimento, Mourão assume o Planalto.

STF abre novo inquérito contra Bolsonaro por divulgar dados sigilosos de inquérito do TSE

(Foto: STF | Isac Nóbrega/PR)

Ministro Alexandre de Moraes acolheu notícia-crime do TSE e vai investigar Bolsonaro por divulgar informações confidenciais do inquérito da PF que investiga uma invasão nos sistemas do tribunal em 2018

O ministro Alexandre de Moraes, do Superior Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (12) a abertura de um novo inquérito contra Jair Bolsonaro.

O ministro do STF atendeu à notícia-crime apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Bolsonaro, após ele divulgar nas redes sociais informações de inquérito sigiloso do TSE, que apura invasão nos sistemas da Corte.

A divulgação por Bolsonaro foi feita com o objetivo de lançar dúvidas na população sobre o sistema eleitoral brasileiro em sua campanha pela volta do voto impresso.

Segundo a jornalista Daniela Lima, da CNN Brasil, além de Bolsonaro, o deputado Filipe Barros (PSL-PR), relator da proposta do voto impresso, que foi derrotada na Câmara, e o delegado da Polícia Federal que conduziu o inquérito também serão investigados.

247

CPI da Covid decide convocar Braga Netto

Walter Braga Netto (Foto: José Dias/PR)

A convocação do ministro da Defesa e general da reserva foi um pedido do relator da CPI, Renan Calheiros, e decidida em reunião com a cúpula da comissão

 A cúpula da CPI da Covid decidiu, em acordo feito a portas fechadas com parte dos integrantes da comissão, convocar o ministro da Defesa, general da reserva Braga Netto, para prestar depoimento, de acordo com Caio Junqueira, da CNN Brasil.

A convocação é um pedido do relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), e se deve ao fato de Braga Netto ter comandado ao longo da pandemia a Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, pasta responsável por coordenar os trabalhos de combate ao coronavírus.

A reunião em que foi decidida a convocação do general ocorreu após o depoimento do líder do governo na Câmara dos Deputados, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), no gabinete do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM). Participaram da conversa os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Humberto Costa (PT-PE), Simone Tebet (MDB-MS), Rogério Carvalho (PT-SE) e Eliziane Gama (Cidadania-MA), além de Omar Aziz e Renan Calheiros.

Alessandro Vieira deve apresentar um novo requerimento de convocação do ministro, que deve ser votado na terça-feira (17).

Acelerar os trabalhos

O grupo também deliberou sobre os rumos da CPI e concluiu que os trabalhos da comissão devem se encerrar até a primeira quinzena de setembro. A avaliação é de que a comissão não deve conseguir revelar mais fatos novos.

Os senadores também acreditam que já existem elementos suficientes para a elaboração de um relatório final. O primeiro capítulo do relatório de Renan Calheiros, inclusive, já está pronto. Ele tem cerca de 400 páginas e trata dos possíveis crimes sanitários cometidos pelo governo na pandemia.

O segundo capítulo, que ainda vai ser redigido, tratará dos crimes de corrupção e divulgação de fake news.

247

Brasil teria mais medalhas não fossem Bolsonaro e Temer, diz ex-secretário nacional de Esporte

André Arantes foi chefe de Esporte de Alto Rendimento no governo federal por mais de 10 anos e explica sucesso do Brasil em Tóquio: “Porque aquilo que foi feito durante o governo Lula, por mais que tenha havido o governo Bolsonaro tão atrapalhado, destruindo as coisas, não teve tempo de ser destruído. Os pilares de financiamento, que são os principais, permanecem”

No triathlon, André Arantes disputou campeonatos mundiais e continentais e se manteve por anos na elite da modalidade. Nas competições, teve a experiência concreta das enormes dificuldades vividas por atletas. Mas foi depois da aposentadoria que ele teve o seu maior desafio no esporte brasileiro. O ex-atleta foi secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento no governo federal por mais de 10 anos.

Durante as administrações petistas, chefiou as ações do Executivo para evolução do desempenho brasileiro nos Jogos Olímpicos de 2004, 2008, 2012 e 2016 – este último, realizado no Rio de Janeiro. Em entrevista ao Brasil de Fato, Arantes analisou o impacto das políticas públicas esportivas no rendimento dos atletas durante as competições. Ele citou uma vasta bibliografia acadêmica que comprova que o incentivo ao esporte se reverte em conquista de medalhas.

O ex-secretário afirmou que, se o ciclo de expansão das políticas públicas esportivas tivesse sido mantido nos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (sem partido), o Brasil poderia ter um desempenho ainda melhor nas Olimpíadas de Tóquio.

“Como agente público que fui na área do esporte, da administração esportiva, hoje em dia na área acadêmica, quando eu olho para o esporte, vejo o seguinte: se as políticas esportivas pertinentes ampliam a chance de sucesso, então os governos precisam fazer uma política esportiva que seja uma política que amplie as condições de sucesso. [Temer e Bolsonaro] Não fizeram nada e ainda acabaram com algumas coisas”, declara.

Atualmente é professor do Centro Universitário de Brasília (CEUB) e atua na Secretaria de Educação do Distrito Federal. Arantes também é membro do Grupo de Estudos Olímpicos (GEO), vinculado à Universidade de São Paulo (USP). A pedido da reportagem, ele traçou um histórico das políticas públicas de esporte no Brasil – da era Getúlio Vargas ao bolsonarismo.

O ex-atleta, pesquisador e gestor público André Arantes esteve no Ministério do Esporte por mais de 10 anos / Divulgação

Segundo Arantes, como os principais instrumentos de incentivo esportivo no Brasil são garantidos por lei, a estrutura de fomento no país está protegida. Ele reconhece, contudo, que a diminuição do orçamento da pasta e de programas como o Bolsa Atleta, prejudicou a evolução do Brasil no quadro de medalhas.

“Há uma coisa estrutural, que foi gestada durante os governos Lula e Dilma, que resiste. Apesar dos desmontes, desse enfraquecimento do ministério, do orçamento que ficou mais baixo… Mas, por quanto tempo isso ainda segura a onda? O resultado que ocorre hoje nas Olimpíadas, apesar do desgoverno, é fruto do que foi feito durante os governos Lula e Dilma”, afirma.

O pesquisador também aponta a falta de participação social na definição das políticas, considerando que desde 2016 não foi realizada mais nenhuma Conferência Nacional de Esporte, espaço em que clubes, federações, atletas e movimentos populares propunham ferramentas para promover as modalidades no país.

“Instituímos uma forma de tratamento democrático, que é ouvir o segmento. Essa foi uma experiência nova. Agora, não acontece mais”.

Nas Olimpíadas do Japão, que acabam neste domingo (8), a delegação brasileira superou a melhor campanha olímpica do país, após a classificação da seleção feminina de vôlei para a final, na sexta-feira (6/8). Ao todo, já são 22 medalhas olímpicas, superando as 19 conquistadas nos Jogos Olímpicos do Rio-2016.

Confira a entrevista completa:

Quando você começou sua atuação no Ministério do Esporte e qual cargo ocupou na pasta? 

Fiz parte de um grupo que atuou no que, efetivamente, é o primeiro Ministério do Esporte que o Brasil teve, em 2003. Nos primeiros meses, assumi como diretor de Esporte de Base e Alto Rendimento. A primeira secretária nacional de Esporte foi uma mulher, que é a Magic Paula, a Paula Gonçalves, que todo mundo conhece do basquete. Ela ficou até setembro, quando ela se desligou do ministério e eu assumi interinamente a secretaria. No final do ano, em dezembro de 2003, fui promovido a secretário nacional de Esporte e Alto Rendimento, cargo em que permaneci até 2015.

Qual foi o cenário que vocês encontraram naquele momento?

O Esporte sempre funcionou, desde a década de 1930 e 40, ainda no período de Getúlio Vargas, dentro da Secretaria de Educação, como uma diretoria, um núcleo. Nos anos 90, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o Pelé foi convidado para ser ministro extraordinário do Esporte. Mas o ministério sequer existia. Depois, o Ministério do Esporte e do Turismo funcionaram juntos, mas o esporte era apêndice do turismo. Os ministros foram pessoas ligadas ao turismo, então isso tem uma importância.

Durante o período da ditadura civil-militar, você tem uma estruturação do esporte. Já existia uma legislação desde os anos 40, mas criou-se uma legislação específica em 1975. Houve o desenvolvimento de uma política, uma organização do esporte. Um diagnóstico do esporte também foi feito ali também entre 1969 e 1971. Com o fim da ditadura civil-militar, em 1988, na Constituição Federal, você tem pela primeira vez um espaço para o esporte. O artigo 217 fala especificamente do esporte. Depois, você tem grande reformulação na legislação. Em uma lei de 1998, diminuiu-se o papel do Estado como tutor do esporte, foi dada maior liberdade para confederações esportivas. Em torno de 2000, você tem a sugestão da política nacional de esporte, comandada pelo professor Manoel Tubino. Quando o governo Lula chega, esse é o quadro. Chegamos num espaço que havia muito a se fazer.

Qual a importância da criação do ministério àquela altura, no início do governo Lula?

É muito importante. É estruturante para o esporte brasileiro. Você ter um Ministério do Esporte significa que o ministro do Esporte vai sentar na mesa para conversar com o presidente sobre o esporte. Não vai para conversar sobre outras coisas, sobre turismo ou educação e, se der, na rabeira, vai conversar sobre esporte. Não. O assunto é esporte. Então, isso tem uma importância capital. Isso significa que você consegue ter efetivamente recursos e botar políticas para andar. Mas também significa que nos estados e nos municípios você estimula a estruturação da área esportiva. Exatamente isso que aconteceu nesse período. Diversas secretarias estaduais e municipais de esporte foram criadas.

Quais foram os grandes marcos da política pública esportiva quando você esteve na pasta?

Do ponto de vista do financiamento esportivo, há três grandes marcos que são importantes destacar. O primeiro é a Lei Agnelo Piva, que determina que um percentual do valor das loterias direto para os Comitês Olímpico e Paralímpico Brasileiro. Essa lei tramita desde os anos 90 até ser aprovada em 2001 – e começa a verter recursos para o esporte no início do governo Lula. É um estímulo que veio de uma proposta do primeiro ministro do Esporte da era Lula, o Agnelo Queiroz [ex-ministro do Esporte e ex-deputado federal], enquanto congressista. Com isso, os comitês olímpico e paralímpico passam a ter um recurso de forma estipulada e planejada, coisa que nunca existiu em quase 100 anos de organização do esporte. Nunca houve fonte de recursos. Essa é a primeira mudança significativa e é o que possibilita uma reorganização do comitê olímpico, paralímpico e das confederações esportivas.

O segundo é de 2005, quando foi aprovado o projeto Bolsa-Atleta, que tem origem na Câmara também por iniciativa do deputado federal Agnelo Queiroz. A ideia inicial desse projeto era possibilitar a jovens talentos que tivessem um apoio mínimo para se desenvolver. Então, a compreensão do Agnelo é de que era importante fornecer condição mínima para o atleta se desenvolver, afinal, se ele não tiver condições objetivas e financeiras, para se desenvolver, pode ser um talento, mas vai morrer na praia. E também o que acontecia naquele momento era que as confederações eram muito absolutizadas. O poder era muito concentrado na mão dos presidentes de confederação. A gente ouviu durante décadas diversos momentos em que os presidentes escolhiam um atleta para privilegiar. Às vezes, bons atletas não recebiam apoio. O Bolsa Atleta era um projeto que tinha regras muito definidas. Sem apoio da confederação, se o atleta obtém o resultado, ele pode conseguir o benefício. Porque o que ele precisa é ter um resultado objetivo. O Bolsa Atleta faz o governo dialogar diretamente com o atleta. Há ainda uma federação, uma confederação, mas elas passam a ter um papel secundário e quem decide mesmo se o atleta vai receber ou não é o resultado do atleta. Eu que assinei as primeiras bolsas, de 2005 a 2007.

A terceira perna do financiamento esportivo que é muito importante é a Lei de Incentivo ao Esporte, uma outra conquista. Foi aprovada em 2006. O esporte sempre esteve muito perto da lógica da cultura, né? Sempre olhamos muito para a cultura. Imaginando que aquilo que rola para cultura pode rolar para o esporte. As leis para cultura começaram a acontecer na década de 80. Logo depois do período da da redemocratização, a cultura então começa a receber uma série de incentivos: a Lei do Audiovisual, a Lei Rouanet, etc. Isso o esporte nunca havia conseguido emplacar. Só em 2006, durante o governo Lula, que foi possível. Ali havia um ministério. Porque só é possível emplacar algo assim com articulação política. E a articulação política quando você tem um cara forte que é deputado, que é ministro, que tá lá com o presidente e que tem condição de articular, porque essas coisas vão passar pelo Congresso, né? Ter o ministério cria condições objetivas e estruturais para que o esporte consiga essa que é uma grande vitória.

Temos uma estrutura de política pública no esporte que sobrevive a políticas de austeridade ou a governos autoritários?

No geral, piorou. No específico, precisamos avaliar. Você tinha um ministério, criado em 2003 e que deixou de existir. Já falei porque é ruim. De 2003 a 2016, houve a realização de três Conferências Nacionais de Esporte. Foram importantes para o planejamento do setor. Foram instituindo uma forma de tratamento democrático, que é ouvir o segmento. Essa foi uma experiência nova. Agora, não acontece mais.

Ocorreram atualizações importantes nos governos Lula e Dilma. Na regulamentação da Lei 9.615, de 2013, você teve a definição de esporte educacional e escolar. Nesse período, tivemos um olhar importante para a base do esporte nacional, com incentivo a jogos escolares, etc. Durante esse período, há ainda a regulação da lei antidoping, em 2016, que é um é um passo importante também para controlar essa questão e uma outra e um outro assunto ele tá relacionado a transparência, né? Até aquele momento, nas confederações e nas federações, você tinha presidentes que se elegiam indefinidamente. A legislação passa a ter uma série de normas que passam a regular a reeleição. Esse foi um movimento para democratização. Também foi aprovado no governo Lula uma política nacional de esporte em 2004. Depois, as políticas setoriais.

Esses foram os programas que aconteceram durante o governo Lula e Dilma e que até hoje existem. O Bolsa Atleta foi mantida, mas outras perderam força. Do ponto de vista do financiamento, aquelas três fontes que citei não acabaram. Teve atraso, teve mudanças, mas boa parte continua existindo. A lei de incentivo também continua existindo. Os caras não fizeram nada e acabaram com algumas coisas.

A implementação de política pública esportiva tem efeito direto na conquista de medalhas?

Existem vários autores que, quando vão falar do esporte, dividem o tema em três grupos. É o que eles chamam de macro, meso e micro. O macro está ligado à condição mais geral do país, se o país tem grana, se é um país desenvolvido, se articula bem as diversas instâncias. O meso tem a ver com as políticas públicas de esporte. O micro tem a ver com atleta e treinadores. Como é que se dá essa dinâmica aqui? Um resultado esportivo depende disso tudo. Uma série de fatores que interferem.

Isso significa dizer que os países que têm mais recursos financeiros e que são mais desenvolvidos têm mais chance de ter mais resultado esportivo. Significa dizer também que políticas bem desenvolvidas no esporte ajudam a otimizar os resultados esportivos. E ainda significa que, se eu tenho uma relação entre técnico e atleta otimizada, do ponto de vista do treinamento, da dedicação, da preparação do atleta, isso também ajuda a otimizar o resultado esportivo. É uma conjunção de fatores.

Como agente público que fui na área do esporte, da administração esportiva, hoje em dia na área acadêmica, quando eu olho para o esporte, eu vejo o seguinte: se as políticas esportivas pertinentes ampliam a chance de sucesso, então os governos precisam fazer uma política esportiva que seja uma política que amplie as condições de sucesso.

Isso tem respaldo na literatura, na academia, em pesquisas?

Isso não é algo que eu tô inventando aqui na minha cabeça, não é só da minha percepção. Existe um trabalho muito bacana de um consórcio internacional com parcerias no Brasil que diz que existem nove pilares que ajudam a entender a organização esportiva de alto rendimento em todos os países. Eles fazem isso de forma comparativa. Pegam os países com resultados de grandeza, média e baixo resultado.

Quando olhamos o estudo que eles fizeram em 2015, o nível de investimento que o Brasil fazia era grande, quase como países que tinham um resultado expressivo mundialmente no esporte. Porém, quando você vai ver de que forma esses recursos estavam sendo utilizados, se percebia que algumas áreas ainda ficavam descobertas. Uma delas era a área de identificação de talento, outra era a de pesquisa científica e a de formação de treinadores. Falo isso para dizer o seguinte: a política esportiva tem impacto no resultado dos jogos. E mais: é possível você acompanhar aquilo que o país é fraco para poder melhorar. Isso é importante. O que precisávamos, se a gente não tivesse vivido um golpe no Brasil, era ir ampliando o apoio em relação ao que pode ser observado nos países de sucesso.

O que leva o Brasil ao recorde de medalhas em Tóquio?

Nós estamos muito perto de chegar na nossa melhor resultado. E por que isso? Porque aquilo que foi feito durante o governo Lula, por mais que tenha havido o governo Bolsonaro tão atrapalhado, destruindo as coisas, não teve tempo de ser destruído. Os pilares de financiamento, que são os principais, permanecem. Há uma estrutura que ainda não foi comprometida porque ela é toda legal, regulada por lei. Isso eu aprendi no ministério: para que você torne uma política pública sendo de estado, não de governo, você precisa garantir que ela seja aprovada em forma de lei. Tudo aquilo que não era lei caiu, ou ainda pode cair. Quando está regulado por lei, é difícil.

247

Cármen Lúcia envia à PGR pedido do PT por investigação de Bolsonaro após live das fake news sobre urnas eletrônicas

De acordo com a ministra do STF, Bolsonaro pode ter cometido crime de natureza eleitoral, utilização ilegal de bens públicos e atentado contra a independência de poderes da República

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia enviou nesta quarta-feira (4) à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de parlamentares do PT para a abertura de uma investigação sobre Jair Bolsonaro. Os parlamentares querem que o chefe do governo seja investigado por suas declarações dadas em transmissão ao vivo na semana passada na qual disseminou informações falsas sobre as urnas eletrônicas e o processo eleitoral brasileiro.

De acordo com a magistrada, as acusações feitas pelos parlamentares são “graves” e as declarações de Bolsonaro “podem, em tese, configurar crime” de natureza eleitoral, utilização ilegal de bens públicos e atentado contra a independência de poderes da República.

Os parlamentares quem saber se:

  • houve improbidade administrativa pelo uso da TV Brasil para transmitir a live, ou seja, se foram usados recursos públicos pelo presidente para atacar adversários políticos e o Tribunal Superior Eleitoral;
  • houve propaganda eleitoral antecipada;
  • houve abuso de poder político e econômico;
  • houve “prática de crime de divulgação de fake news eleitoral”

Também nesta quarta-feira, o ministro Alexandre de Moraes recebeu a notícia-crime encaminhada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Roberto Barroso, contra Jair Bolsonaro pelas acusações de fraude que ele fez contra as urnas eletrônicas.

Mesmo admitindo não ter provas de fraudes em eleições anteriores, Bolsonaro colocou em questão o sistema eleitoral, atacando até mesmo o ministro Luís Roberto Barroso.

Na esteira da desinformação acerca do processo eleitoral, Bolsonaro ainda vem ameaçando impedir a realização da eleição de 2022 caso o voto impresso, principal bandeira de seu governo atualmente, não seja colocado em prática.

247

STF abre investigação contra Bolsonaro por fake news sobre urnas eletrônicas

Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

A investigação criminal pode tornar Jair Bolsonaro inelegível. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, atende ao pedido aprovado por unanimidade pelos ministros do TSE na sessão da segunda-feira, 2

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu a notícia-crime encaminhada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Roberto Barroso, contra Jair Bolsonaro pelas acusações de fraude que ele fez contra as urnas eletrônicas.

Barroso acusa Bolsonaro de ter divulgado informações falsas durante transmissão ao vivo nas redes sociais e de atacar as instituições. A decisão de Moraes atende ao pedido aprovado por unanimidade pelos ministros do TSE na sessão da segunda-feira, 2.

A investigação criminal pode tornar Bolsonaro inelegível, se o Ministério Público entender ao fim da apuração que há elementos para denúncia, a Câmara dos Deputados aprovar, com ⅔ dos votos, o prosseguimento do processo e houver condenação no STF.

Moraes também determinou a transcrição integral do vídeo em que Bolsonaro acusa fraude nas urnas eletrônicas. Além disso, ordenou oitiva dos envolvidos na transmissão do pronunciamento na condição de testemunhas, como o ministro da Justiça, Anderson Torres, o coronel e assessor da Casa Civil Eduardo Gomes, entre outros que deverão ser ouvidos em até 10 dias.

A investigação ocorre no âmbito do inquérito das fake news, que foi aberto em março de 2019, por decisão do então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, para investigar notícias fraudulentas, ofensas e ameaças a ministros do STF. Moraes é relator do inquérito no Supremo.

Bolsonaro faz sua ameaça mais explícita de golpe e diz que vai agir fora da Constituição

Em entrevista, Jair Bolsonaro diz que inquérito de Alexandre de Moraes é ilegal e que “antídoto” virá “fora das quatro linhas da Constituição”. Ele comete novo crime de responsabilidade ao afirmar que vai ignorar a legalidade

Jair Bolsonaro fez em entrevista na noite desta quarta-feira (4) sua ameaça mais explícita de golpe, no contexto da escalada da crise contra o Judiciário. Segundo ele, o inquérito das fake news, no qual o ministro Alexandre de Moraes, do STF, incluiu o presidente, é ilegal, e que por isso, o antídoto será dado fora da Constituição.

“Ainda mais um inquérito que nasce sem qualquer embasamento jurídico, não pode começar por ele [pelo Supremo Tribunal Federal]. Ele abre, apura e pune? Sem comentário. Está dentro das quatro linhas da Constituição? Não está, então o antídoto para isso também não é dentro das quatro linhas da Constituição”, disse à Jovem Pan.

Moraes citou 11 crimes que podem ter sido cometidos por Bolsonaro nos ataques ao sistema eleitoral. A inclusão de Bolsonaro na ação foi feita a pedido do Tribunal Superior Eleitoral, que também vem recebendo ataques diários do chefe do Planalto, especialmente na figura do presidente, ministro Luís Roberto Barroso.

Em outro momento da entrevista, Bolsonaro voltou a fazer a ameaça: “o meu jogo é dentro das quatro linhas [da Constituição]. Se começar a chegar algo fora das quatro linhas, eu sou obrigado a sair das quatro linhas, é coisa que eu não quero. É como esse inquérito, do senhor Alexandre de Moraes. Ele investiga, pune e prende? É a mesma coisa”.

 

Fonte: 247

Fundação CEFETMINAS comete injustiça por falhas técnicas de computação

Um aluno da Bahia, brilhante com notas altíssimas, ficou muito frustado e chorou bastante ao saber que o seu nome não constava na lista de uma das vagas para o Curso Técnico em Agropecuária ofertada pelo IF Baiano, entretanto ainda está em andamento o status, o que pode ser revertido, acredita-se. Em um país em que tem altos índices de criminalidade, evasão escolar e muito pouco investimento na área educacional, a Fundação CefetMinas deixa de fora um aluno com nota próxima da máxima, seja 9,0, insistindo que seu sistema de seleção é perfeito e infalível. São milhares de alunos reclamando e que foram prejudicados. Hoje ainda está no prazo, porém a Cefet só aceita discutir ou questionar divergência de notas, mas o principal que é o erro no envio, por falha técnica, eles abandonaram. E se for detalhar nota, os dois alunos em apreço passariam com certeza, porque um dos alunos possui a maior média de sua cidade. Outros alunos foram aprovados na lista preliminar divulgada, com notas menores. 

O Brasil atual é de seletividade e obscurantismo, com essa relutância o IF Baiano não terá a imagem arranhada, pois terceirizou os serviços. Mas, certamente é uma empresa que visa lucro, a Fundação CEFETMINAS, porém o fato de o aluno possivelmente perder a vaga em uma renomada Instituição de Ensino, IF Baiano, não há reparação, pois trata-se do futuro de alunos que têm o que é exigido no Edital: boas notas. Portanto, não adiantou ser um aluno aplicado, pois em pleno século XXI, perdeu seu futuro para uma máquina fria chamada computador, com sua falhas peculiares. O caso ocorreu com dois alunos da Bahia.

Está bem claro e registrado o envio no prazo estipulado, com uma redação bem clara que diz que estava enviando os documentos em anexo, sem uma única dúvida a restar. Os prints do processo estão todos guardados pelo aluno, tendo sido enviado pela primeira vez pelo pai do aluno. Já no primeiro recurso o pai desconfiado do sistema, procurou um técnico em informática da cidade, o mesmo diz que não há dúvida quando ao envio e está a disposição para todo e qualquer esclareciemento. O segundo envio, feito pelo técnico em informática ocorreu no dia 19/06/2021. Outros foram beneficiados com notas menores, claro. As máquinas são melhores de que os dois alunos prejudicados? Ao fianl do processo revelaremos os nomes e de onde são. O aluno acredita muito no IF Baiano e diz que o sonho é estudar nessa renomada Instituição de Ensino, porém a falha é da Fundação CEFETMINAS, segundo o profissional que enviou os documentos dos dois garotos. Espero que a reitoria do IF Baiano resolva, pois a lista final, ainda não foi divulgada.

Outros artigos serão formulados, dando detalhes do caso, conforme as decisões futuras da Fundação CEFETMINAS.

 

Atualizada, às 18:29 horas.



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