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:: ‘Brasil’

Caixa abre hoje 680 agências para pagamento do auxílio emergencial

A Caixa vai abrir, neste sábado (6), das 8h às 12h, 680 agências no país para atendimento aos beneficiários do auxílio emergencial, criado para o enfrentamento das dificuldades decorrentes da pandemia da covid-19. Os nascidos em julho vão ter acesso à segunda parcela do benefício, que já havia sido disponibilizada para uso digital por meio do aplicativo Caixa Tem. O valor é de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras). Segundo o banco, beneficiários nascidos de janeiro a junho já tinham a possibilidade de fazer o saque em espécie. A partir deste sábado, também podem realizar o saque por meio das máquinas de autoatendimento ou nas lotéricas os nascidos em julho. Lista de agências está na internet A lista das agências que estarão abertas está disponível no  site.  Para sacar o dinheiro, o beneficiário precisa gerar um código autorizador (token) no aplicativo Caixa Tem ou nas agências do banco. Também será possível fazer a transferência do benefício para contas da Caixa ou de outros bancos.

Após recordes na contagem de mortes por covid-19, Brasil muda divulgação de dados e reduz informações

Boletins com números sobre a doença agora são divulgados no final da noite e sem a quantidade total de óbitos. Portal com as informações consolidadas também saiu do ar nesta sexta-feira

Após recordes nos registros de mortes por covid-19 no Brasil, o Governo de Jair Bolsonaro mudou nesta sexta-feira a forma como os dados sobre a doença são divulgados diariamente. Os números não contavam o total de óbitos e infectados, como acontece desde o início dos casos no país —apenas os registros do dia foram divulgados. O site onde as informações são compiladas também saiu do ar. Pelo terceiro dia seguido, o balanço foi divulgado muito mais tarde que o comum, perto de 22h, após o término do Jornal Nacional, o noticiário de maior audiência no país. Com os 1.005 novos óbitos e 30.830 casos registrados nesta sexta-feira, o país passa a ter 35.026 mortos e 645.771 infectados.

Nos últimos dias, a qualidade da comunicação à imprensa feita pelo Governo federal em relação à doença piorou. As coletivas diárias com a área técnica do Ministério da Saúde, que marcaram a gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta e prosseguiram com Nelson Teich, foram substituídas por duas ou três ao longo da semana —que muitas vezes acabam canceladas sem qualquer explicação logo antes de começar. O número de casos e óbitos, que inicialmente era informado às 17h, passaram a ser publicados, em um primeiro momento, entre as 19h e 20h. Mas, nesta semana, começaram a sair por volta das 22h, após o término do Jornal Nacional, e depois do horário em que parte dos jornais impressos do país concluem suas edições para a impressão, dificultando a realização de reportagens mas detalhadas com os números.

Questionado sobre a mudança de horário, Bolsonaro afirmou em uma coletiva nesta sexta-feira que “ninguém tem de correr para atender à Globo”. O atraso, segundo ele, acontece para que se “pegue o dado mais consolidado”. Os dados do boletim são compostos por informações reportadas pelos Governos Estaduais diariamente. O próprio ministério, entretanto, disse por diversas vezes que os Estados repassam os dados até às 15h. “Se ficar pronto às nove, tudo bem, mas não vai correr às seis da tarde para atender à Globo, a tevê funerária”, completou o presidente, para os aplausos de seus apoiadores que acompanhavam a entrevista coletiva. Nesta sexta-feira, o boletim foi divulgado logo após o término do jornal da TV Globo. A emissora, entretanto, interrompeu a novela Fina Estampapara divulgar as informações em formato de Plantão, um recurso usado para dar informações urgentes fora dos noticiários.

O presidente tem constantemente duvidado das informações repassadas pelos Estados e insinuado publicamente que nem todas elas podem ter sido provocadas pela covid-19, apesar de entrarem apenas nos boletins o que foi testado e confirmado. Por isso, os dados também podem passar nos próximos dias por uma recontagemconforme informou O Globo, que disse que o Governo considera as informações “fantasiosas ou manipuladas”. Carlos Wizard, que assumirá a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da pasta, afirmou ao jornal que os números estão inflados, apesar de estudos científicos e de o próprio Ministério ter reconhecido, em gestões anteriores, que há um grande número de casos ainda não notificados, devido ao gargalo de testes no país. “Tinha muita gente morrendo por outras causas e os gestores públicos, puramente por interesse de ter um orçamento maior nos seus municípios, nos seus Estados, colocavam todo mundo como covid-19. Estamos revendo esses óbitos”, disse Wizard, sem apresentar provas de falhas.

A estratégia de colocar em dúvida os dados oficiais foi adotada em países como a Rússia, o terceiro país em número de casos confirmados no mundo (quase 450.000). No país, um protocolo do Ministério da Saúde, que compila os dados regionais de mortos como aqui, determina que, ao formular um diagnóstico patológico, é preciso diferenciar entre a morte pela covid-19 “quando esta for a enfermidade principal (a causa original da morte)” e o falecimento por outras doenças quando a covid-19 estiver presente (e diagnosticada com métodos analíticos), mas “sem morfologia clínica, que poderia causar a morte”. Essa pode ser uma das explicações para a baixa taxa de letalidade no país quando considerado o número total de casos: há pouco mais de 5.500 mortes — colocando a Rússia em décimo quarto no mundo neste quesito.

Nesta sexta, Bolsonaro voltou a se incomodar pela forma como a divulgação dos números é feita pela imprensa. “A pessoa tem dez comorbidades, está com 94 anos, e pegou o vírus. Potencializa. Parece que esse pessoal que… O Globo, o Jornal Nacional, gosta de dizer que o Brasil é recordista em mortes. Falta, inclusive, seriedade: bote mortos por milhões de habitantes. É querer comparar mortes no Brasil, que tem 210 milhões de habitantes com países que têm 10 milhões”.

Na quinta-feira, o Brasil superou a Itália em número de mortos pelo novo coronavírus. Nesta sexta-feira, Bolsonaro inaugurou o hospital federal de campanha de Águas de Lindoia (Goiás), o primeiro federal em três meses de pandemia no país. Novamente, o presidente saiu em público sem máscara, contrariando a própria legislação estadual, e provocou aglomerações.

O presidente também defendeu que a metodologia de divulgação dos dados precisa ser repensada. “Têm de divulgar os mortos no dia. Por exemplo, ontem [quinta-feira] dois terços dos mortos eram de dias anteriores. Tem de divulgar os do dia, o resto consolida pra trás. Se quiser fazer um programa no Fantástico todinho sobre mortos nas últimas semanas, tudo bem”, acrescentou, alfinetando, mais uma vez, a Rede Globo e seus telejornais.

Por conta da falta de insumos e da capacidade dos laboratórios para processar tantas amostras, o país tem um gargalo de testagem. Na quinta-feira, por exemplo, data em que os dados completos ainda foram divulgados, o país tinha 4.159 casos em investigação— ou seja, aguardando resultados. Com isso, o Brasil está sempre olhando para o retrovisor em termos de dados, já que a maior parte das mortes registradas e divulgadas no dia ocorreram, de fato, em dias anteriores. Apesar de o boletim trazer apenas o número de óbitos registrados, o Ministério já registra as mortes em seu sistema no dia em que elas ocorreram depois de os testes confirmarem a doença. A mudança poderia servir apenas para dificultar o acompanhamento dos casos, especialmente se o novo modelo de boletim, que não traz os dados totais, continuar a ser divulgado.

Com uma justificativa diferente da do presidente, a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde responsabiliza as secretarias estaduais e municipais de saúde pelo atraso na divulgação dos dados. “O Ministério da Saúde informa que os dados de casos e óbitos são informados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, que também possuem sistemas próprios de divulgação destas informações, em plataformas públicas. Assim, a pasta analisa e consolida os dados, sendo que em alguns casos há necessidade de checagem junto aos gestores locais”, diz uma nota enviada aos jornalistas nesta sexta-feira. No entanto, a equipe ministerial deixou de responder solicitações da imprensa por e-mail ou telefone. Uma solicitação do EL PAÍS sobre o número de casos e mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em cada Estado do país permanece sem resposta há duas semanas. A comunicação direta com os jornalistas é falha desde o início da pandemia, mas antes os questionamentos eram respondidos nas coletivas diárias com a área técnica. Mas com a redução do número de coletivas, perguntas enviadas a assessores do ministério também têm sido ignoradas.

O didatismo que caracterizou as próprias coletivas —um momento de prestação de contas do Governo sobre as medidas de combate ao novo coronavírus— se perdeu. Mesmo com personalidades quase opostas, as reuniões comandadas por Mandetta, mais comunicativo, e Teich, mais contido e sucinto, proporcionavam análises técnicas e um panorama da pandemia no país, bem como as medidas já implementadas e aquelas previstas para o controle da covid-19. A equipe do Ministério da Saúde, chefiado interinamente por Eduardo Pazuello (antes, secretário-executivo de Teich) —que, em 20 dias à frente da pasta, ainda não participou de um encontro com a imprensa— utiliza, por vezes, esse momento para falar de temas que não estão diretamente relacionados com a pandemia, como uma campanha de doação de leite materno, por exemplo.

Enquanto isso, o Brasil segue com dificuldade de desenhar o tamanho e a intensidade da pandemia no país, e é impossível dizer se o país já atingiu um pico de mortes diárias por covid-19. O país ainda não implementou nenhuma estratégia de testagem em massa: mais de 190.000 testes ainda estão na fila de análise dos laboratórios, e o Ministério da Saúde diz que são processados mais de 50.000 testes por semana. No entanto, no início da própria crise, a própria pasta estimava a necessidade de realizar 30.000 testes por dia para ter um panorama real da população que foi infectada. A gestão também falha no acompanhamento dos leitos disponíveis em UTIs. Em abril, o então ministro Mandetta prometeu uma plataforma para monitorar essa disponibilidade e, no mesmo mês, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) anunciaram a criação de tal sistema, mas ele nunca foi apresentado.

Crítica dos EUA

A má gestão durante a maior crise sanitária dos últimos 100 anos rendeu críticas ao Governo brasileiro até por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliado de Bolsonaro. Nesta sexta-feira, Trump usou o Brasil como exemplo de país com “dificuldades” para lidar com o coronavírus. “Se você olhar para o Brasil, eles estão passando por dificuldades. A propósito, eles estão seguindo o exemplo da Suécia. A Suécia está passando por um momento terrível. Se tivéssemos feito isso, teríamos perdido um milhão, um milhão e meio, talvez até dois milhões ou mais de vidas”, disse o presidente norte-americano na Casa Branca, acrescentando que agora é hora de acelerar a reabertura em seu país. Os Estados Unidos são o país do mundo com o maior número de casos do novo coronavírus, com 1,9 milhão de infecções e mais de 108.000 mortos. O Brasil é o segundo do mundo em número de casos.

Questionado sobre a declaração de seu homólogo estado-unidense, Bolsonaro se esquivou. “É meu amigo, é meu irmão. Um abraço, Trump. Torço para que seja reeleito. Trump, aquele abraço!”. O presidente disse ainda que “está faltando a imprensa falar da volta da cloroquina”, mencionando a retratação de um artigo pela revista The Lancet, que levou a OMS a suspender estudos com o medicamento. Bolsonaro sugeriu que o Brasil pode deixar a organização no futuro, a exemplo do que fez Trump. “A OMS é o seguinte: o Trump tirou a grana deles e voltaram atrás em tudo (…) E vou adiantar aqui: os Estados Unidos saiu da OMS, e a gente estuda no futuro. Ou a OMS trabalha sem o viés ideológico ou nós vamos estar fora também”, ameaçou.

Fonte: El País

Presidente confirma mais duas parcelas do auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (4) que foi acertado o pagamento de mais duas parcelas do auxílio emergencial, mas com valor inferior aos atuais R$ 600. A informação foi dada pelo presidente durante sua live semanal, transmitida pelas redes sociais. “Vai ter, também acertado com o [ministro da Economia] Paulo Guedes, a quarta e a quinta parcela do auxílio emergencial. Vai ser menor do que os R$ 600, para ir partindo exatamente para um fim, porque cada vez que nós pagamos esse auxílio emergencial, dá quase R$ 40 bilhões. É mais do que os 13 meses do Bolsa Família. O Estado não aguenta. O Estado não, o contribuinte brasileiro não aguenta. Então, vai deixar de existir. A gente espera que o comércio volte a funcionar, os informais voltem a trabalhar, bem como outros também que perderam emprego”, disse.

Senado aprova liberação de R$ 3 bi para ajudar setor cultural

O Senado aprovou hoje (4) o Projeto de Lei 10.75/2020, que institui um apoio financeiro para o setor cultural devido à pandemia do novo coronavírus. As atividades do setor (cinema, shows musicais e teatrais, entre outros) foram um dos primeiros a parar quando a epidemia se tornou uma realidade no Brasil. O projeto segue para sanção presidencial. O projeto prevê o pagamento de auxílio emergencial mensal para os trabalhadores da área cultural, além de um subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais. Para dar esse apoio ao setor, o projeto determina que a União repasse R$ 3 bilhões aos estados, municípios e Distrito Federal, responsáveis pela aplicação dos recursos necessários de sustentação do setor.

Bolsonaro conseguiu: Brasil é novo epicentro global da pandemia e país tem 1.473 óbitos em 24h; mortes se aceleram

As mortes por coronavírus no Brasil se aceleram e o país é o novo epicentro global da pandemia. O número de óbitos nesta quinta-feira, 4, chegou a 1.473, batendo o recorde de ontem de 1.349. Política de Bolsonaro se mostrou uma catástrofe

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (4) o balanço atualizado dos casos e mortes por coronavírus no Brasil. Foram 1.473 registros de morte incluídos em 24 horas, um recorde. Os caso confirmados chegaram a 614.941  (eram 584.016 na quarta-feira).

O ministério da Saúde informa que foram incluídos 30.925 casos em 24 horas.

Segundo o ministério, ainda, 325.957 pacientes estão em acompanhamento (53 %) e 259.963 pacientes estão recuperados (41,5 %).

O número de mortes por Covid-19 no Brasil superou o da Itália nesta quinta-fira e o país agora ocupa a terceira posição entre os que mais tiveram mortos durante a pandemia. O Brasil está atrás apenas do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Fonte: 247

Em live, Bolsonaro chama manifestantes pró-democracia de ‘marginais de preto’

“Então, está prevista para uma manifestação com esses ‘marginais de preto’ neste domingo. Eu nunca convoquei atos, mas, agora, neste domingo eu peço ao pessoal para não participar”, disse Bolsonaro

Jair Bolsonaro usou a live nas redes sociais para pedir a apoiadores para não irem a ato no próximo domingo. Ele voltou a chamar manifestantes pró-democracia e críticos ao seu governo de “terroristas” e “marginais de preto”.

“Então, está prevista para uma manifestação com esses ‘marginais de preto’ neste domingo. Eu nunca convoquei atos, mas, agora, neste domingo eu peço ao pessoal para não participar. Deixa eles mostrarem o que é democracia. Não compareça a esse movimento. Eles não têm nada para nos mostrar. Eles querem confronto, são bando de marginais”, disse ele.

Bolsonaro comemorou a retomada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) das pesquisas sobre a eficácia da cloroquina no tratamento do coronavírus. “Quando a OMS falou que tava suspendendo, caíram de pau em mim: ‘Capitão Cloroquina’”, disse ele, durante sua live nas redes sociais nesta quinta-feira (4).

“Eu sempre disse que não existia comprovação, mas não tem um outro remédio. Se não quiser tomar, não toma, pô, mas não perturbe quem queira tomar”, prosseguiu, admitindo que não há comprovação da eficácia do medicamento.

Tedros Adhanim Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), informou que a entidade vai retomar as pesquisas com cloroquina e hidroxicloroquina contra o coronavírus.

Fonte: 247

Brasil supera a Itália em mortos pelo coronavírus e só vê sinais de estabilização da doença em 3 Estados

País bate novo recorde mortes (1.479) e casos (30.925) registrados em 24h e se torna o terceiro país do mundo com mais óbitos na pandemia

Enquanto cidades ensaiam a reabertura econômica, a pandemia do novo coronavírus ainda cresce no Brasil, que se tornou nesta quinta-feira o terceiro no mundo em número de óbitos, superando a Itália. Já são 614.941 casos e 34.021 mortes pela covid-19, um número de vítimas só menor do que o dos Estados Unidos e o do Reino Unido. O país teve novo recorde diário de óbitos registrados em 24 horas (1.479), num momento em que praticamente todos os Estados ainda apresentam níveis de contágio elevados, com índice de transmissão superiores a 1. Isso significa que cada infectado transmite a covid-19 para mais de uma pessoa, um índice superior à marca ventilada por especialistas para considerar desaceleração dos contágios. Em meio ao quadro preocupante, há sinalizações positivas pontuais. Ceará, Pernambuco e Espírito Santo começam a apresentar uma tendência de estabilização no registro de novos casos de coronavírus, afirma o Ministério da Saúde, ponderando a necessidade de observar as próximas semanas para analisar se essa condição se confirma.

Os três Estados destacados pelo Ministério da Saúde vinham em uma curva íngreme de novos casos e tiveram um crescimento menor nas duas últimas semanas epidemiológicas completas (entre os dias 17 e 30 de maio). “Mas precisamos observar o comportamento das próximas semanas para ver se a tendência se mantém”, pondera o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário. Na contramão dessa possível desaceleração, está Goiás, por exemplo. O Estado vinha apresentando uma curva de crescimento branda (com poucos casos comparados a outros Estados), mas, nas últimas duas semanas analisadas, saltou de 737 para 1208 casos. Todas tendências são analisadas por Macário com cautela. Ele cita o caso da Região Metropolitana de Manaus, que depois de três semanas apresentando tendência à estabilização, voltou a ver seus casos subirem.

Por enquanto, a análise geral é de que o Brasil vive uma curva crescente de novos casos, ainda que a epidemia apresente comportamento e estágios diferentes de uma ponta a outra do país. As regiões Norte e Nordeste ainda são os principais focos do novo coronavírus, mas a epidemia começa a avançar nas regiões Sul e Centro-Oeste. O Sudeste também segue a tendência de crescimento. “A dinâmica de velocidade está em torno de 1,5. Alguns Estados estão numa situação mais grave que outros. Mas a mensagem principal é: independentemente da situação em que se encontram, todos os Estados precisam manter as ações de enfrentamento”, defende Macário, referindo-se à necessidade de reforçar o sistema de saúde, a capacidade de testagem e as ações de vigilância em todo o país.

Lentidão e novas promessas

Mas a resposta brasileira para enfrentar a epidemia ainda é frágil. Já se passaram cem dias desde a confirmação do primeiro caso, e ações anunciadas no início da crise sequer saíram do papel. Estratégias de testagem em massa patinam. O Governo diz que reforçou os laboratórios e que milhares de testes rápidos foram distribuídos, mas admite que não consegue contabilizar um volume expressivo dos resultados que ajudariam a dar um retrato mais acurado da pandemia. Nos laboratórios, mais de 190 mil testes ainda estão na fila de análise. O Ministério da Saúde diz que o país processa mais de 50 mil testes por semana. Mas, no início da crise, a própria pasta estimava a necessidade de 30.000 testes por dia para ter uma dimensão mais real da parcela da população que foi infectada.

Diante da dificuldade de testar em massa, o país anunciou estratégias para chegar a esse tamanho real por amostragem. Ainda na gestão Mandetta, anunciou que faria inquéritos epidemiológicos, com a instalação de postos volantes de testagem em cidades com população acima de 500.000 habitantes e teria apoio de técnicos do IBGE. A previsão é de que esses postos começassem a funcionar ainda em abril, mas houve atrasos e eles ainda não foram implementados. Agora, o projeto está em fase final de organização, segundo informou Macário nesta quinta-feira (4), sem dizer exatamente quando devem começar a operar.

Desde o começo da crise, uma das principais armas brasileiras apontadas por especialistas e gestores públicos no enfrentamento da pandemia era a capilaridade e a universalidade do SUS. O sistema de saúde brasileiro é referência internacional e tem uma estrutura robusta de atenção básica ―que é o atendimento nos postos de saúde e o monitoramento de doenças crônicas e acompanhamento de pacientes pelos agentes de saúde. Mas só agora o Governo anuncia ações mais efetivas para aproveitar essa estrutura de forma estratégica no enfrentamento à pandemia e criar unidades de referência para a covid-19. As unidades, se saírem do papel, são uma forma de garantir a assistência segura de saúde e separar os atendimentos de casos suspeitos e coronavírus e outras doenças.

O Governo começará a cadastrar na próxima segunda-feira os municípios que desejam receber financiamento para implementar centros de atendimento e centros comunitários de referência para enfrentamento à covid-19, estes últimos voltados especificamente para comunidades e favelas. Essas unidades devem funcionar em unidades de saúde ou centros de referência comunitária (como escolas, por exemplo) adaptadas para o atendimento de casos leves da covid-19. Além de possibilitar a implantação de alguma assistência nos desertos de unidades de saúde que existem no país, os novos serviços fazem parte de uma estratégia para tentar rastrear os casos suspeitos —mesmo na manifestação leve da doença— e prevenir novas infecções, com orientação de quarentenas seletivas para quem teve contato com infectados. O Ministério da Saúde afirma que o processo de habilitação dessas unidades é rápido, mas não estipulou um prazo de quando elas deverão começar a funcionar.

Por enquanto, o Brasil segue com dificuldade de desenhar o tamanho e a intensidade da epidemia no país. Com mais de 4.000 mortes ainda em investigação, é difícil dizer se o país atingiu um pico de óbitos diários e quando isso ocorreu. A métrica precária, mas possível, vem dos registros diários de novas mortes confirmadas, que bateram recordes nos dois últimos dias. O Ministério da Saúde diz que trabalha apenas com os dados reais e evita apresentar as projeções com as quais trabalha para as próximas semanas. “Eu acho lamentável falar de ranking”, reclamou Macário na coletiva de imprensa, ao ser questionado sobre o adiamento na divulgação dos dados justamente no dia em que o país apresentou recorde diário de notificações de óbitos. Os boletins diários, antes divulgados por volta das 20h, passaram a sair somente depois das 22h. O Ministério da Saúde diz que é pelo trabalho de checagem de dados que chegam dos Estados.

O ‘chavismo’ de Bolsonaro e o risco das milícias armadas no Brasil

Aliar a liberação de armas e munições pelo Governo à violência política pode gerar resultados explosivos

Jair Bolsonaro defendeu armar a população para, junto com as Forças Armadas, evitar governos absolutistas em um evento do Exército em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, neste sábado (15). Entidades da sociedade civil e parlamentares repudiaram a declaração, alertando a gravidade de um presidente sugerir que o povo prefira armas e não leis para defender direitos em uma democracia. E questionando se, com isso, ele deseja formar milícias para defender uma “República Bolsonariana”, plagiando a Venezuela.

“Nossa vida tem valor, mas tem algo muito mais valoroso do que a nossa vida, que é a nossa liberdade. Além das Forças Armadas, defendo o armamento individual para o nosso povo, para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de forma absoluta”, discursou o presidente.

“Após três decretos para liberar armas em cinco meses de governo, o presidente finalmente expõe suas razões: armar pessoas para defender seu governo. O nome disso é milícia”, afirmou ao blog Ivan Marques, diretor executivo do Instituto Sou da Paz, que atua para reduzir a violência no país.

Ele se refere aos polêmicos decretos publicados pela Presidência da República que facilitaram o porte de armas e ampliaram o leque de armas à disposição dos civis e a quantidade de munição que pode ser comprada por eles. Em nota técnica, Débora Duprat e Marlon Weichert, chefe e adjunto da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão da Procuradoria-Geral da República, afirmaram que os decretos “criam as condições para a venda em larga escala e sem controle de munições e armas, o que certamente facilitará o acesso a elas por organizações criminosas e milícias e o aumento da violência no Brasil”.

Bolsonaro afirmou que “temos exemplo na América Latina” de governos que assumiram de forma absoluta e que “não queremos repeti-los”. Mas, de acordo com Ivan Marques, é exatamente isso o que ele está fazendo com suas ações e discursos, seguindo os mesmos passos do finado presidente venezuelano Hugo Chávez – que liberou armas aos seus correligionários para defender o seu governo ao lado das Forças Armadas bolivarianas. “Será o sonho do presidente criar a ‘República Bolsonariana’? Às custas de quantas mortes?”, questiona o diretor do Sou da Paz.

“É muito grave um presidente da República declarar que as pessoas têm que pegar em armas para garantir sua liberdade e seus direitos ao invés de defender que isso seja feito através de leis”, afirmou ao blog o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Ele presidiu a CPI do Tráfico de Armas e Munições e a CPI das Milícias, quando deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. “Apesar de parecer inimputável, Bolsonaro não é. Ele foi eleito presidente. Vamos buscar medidas a serem tomadas no Congresso sobre isso”, afirmou o deputado. Parlamentares preocupados com a declaração devem se reunir, ainda nesta segunda (17), para discutir o que será feito.

O discurso do presidente assemelha-se às narrativas paranoicas dos fóruns armamentistas norte-americanos e brasileiros, da necessidade de lutar contra líderes tirânicos ou ameaças externas. Mas não há governo tirânico sem o apoio das Forças Armadas. O que, para representantes de entidades da sociedade civil com o qual o blog conversou, apenas parece contradição. “Bolsonaro disse que as pessoas têm que se armar para proteger o Estado. Mas é ele quem está à frente do Estado”, lembra Freixo. Ivan Marques vai na mesma linha: “se Bolsonaro tem as Forças Armadas, para que ele precisa do cidadão armado? Ele quer ambos lutando contra quem?”.

Uma resposta plausível é fazer pressão contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, que têm garantido freios e contrapesos às decisões e ações de seu governo, evitando guinadas que passem por cima da separação dos poderes ou de garantias fundamentais. Por exemplo, o presidente tenta governar por decretos, que estão sendo analisados e revistos por ambas instituições. Vendo que não consegue avançar dentro das regras do jogo, passa a acusar forças ocultas de tentarem derrubá-lo, fortalecendo a identidade reativa diante de um inimigo. “Você começar a queimar as instituições democráticas e a falar diretamente com a população que o apóia, como aconteceu com Hugo Chavéz e Nicolás Maduro”, afirma Bruno Paes Manso, doutor em Ciência Política e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo. “Esses grupos, consequentemente, vão servir de sustentação de seu governo. Esse é, aliás, o manual dos governantes populistas.”

“Parece que um dos grandes objetivos do núcleo duro bolsonarista é convencer a população como as instituições atrapalham a implementação de seu projeto de poder, tentando emparedar essas instituições”, afirma o pesquisador. “Ele não quer governar para o país, quer governar para aqueles que concordam com ele. Reestabelecer uma pretensa ‘ordem perdida’ pela violência. Uma distopia miliciana.”.

Fonte: UOL

Covid-19: Brasil tem 584.016 casos confirmados e 32.548 mortes

O balanço divulgado no fim da noite desta quarta-feira (3) pelo Ministério da Saúde trouxe 28.633 novas pessoas infectadas com o novo coronavírus, totalizando 584.016. O resultado marcou um acréscimo de 4,9% em relação a ontem (2), quando o número de pessoas infectadas estava em 555.383. Segundo o Ministério da Saúde, foram registradas 1.349 novas mortes nas últimas 24 horas, chegando a 32.548. O resultado representou um aumento de 4,1% em relação a ontem, quando foram contabilizados 31.199 falecimentos por covid-19. Do total de casos confirmados, 312.851 estão em acompanhamento e 238.617 foram recuperados. Há ainda 4.115 óbitos sendo analisados.

OMS reinicia os testes em pacientes com hidroxicloroquina

Aumentam as dúvidas sobre o estudo que alertou de uma maior mortalidade associada à cloroquina e seu derivado

A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu retomar todos os seus testes clínicos com hidroxicloroquina apesar das dúvidas existentes sobre esse medicamento. O secretário geral da organização, Tedros Adhanom, informou na quarta-feira que um comitê independente de segurança analisou os dados do teste clínico Solidarity da OMS que analisa diferentes tratamentos contra covid-19, entre eles a hidroxicloroquina. Essa parte do teste havia sido cancelada após um estudo publicado há cinco dias alertar de uma maior mortalidade ligada a esse fármaco e outro parecido, a cloroquina. O comitê independente revisou os dados de mortalidade ligada ao fármaco e não encontrou razões para não continuar com o teste, de modo que o comitê executivo da OMS deu ordens para retomá-lo. Mais de 3.500 pacientes de 35 países participam do teste Solidarity que, além da hidroxicloroquina e cloroquina está experimentando outros três tratamentos: remdesivir, interferon e lopinavir/ritonavir, dois antirretrovirais usados contra o HIV.

A principal pergunta é se os dados são verdadeiros. Parece algo inconcebível em se tratando de uma publicação de prestígio e assinado por três cardiologistas de instituições respeitadas, mas por enquanto não há maneira de sabê-lo porque os autores não tornaram públicos os dados para que sejam revisados por especialistas independentes. Sequer forneceram a lista completa dos quase 700 hospitais que participaram cedendo dados anônimos de pacientes por via telemática à empresa norte-americana Surgisphere. Seu principal executivo, Sapan Desai, é autor do trabalho, ao lado dos cardiologistas Mandeep Mehra, do Hospital Brigham de Mulheres de Boston, Frank Ruschitzka, do Hospital Universitário de Zurique e Amit Patel, do departamento de bioengenharia da Universidade de Utah. A empresa argumenta que não pode fornecer os dados e identificar os hospitais com os quais trabalha por acordos de confidencialidade.

Numerosos especialistas, entre eles um grupo de mais de 200 médicos e bioestatísticos de vários países, denunciam que o trabalho contém dados aparentemente impossíveis que não podem ser verificados. Sustentam que o estudo não soube ponderar bem as diferenças entre os pacientes, por exemplo os que recebem o tratamento e por quê e a qualidade dos hospitais em que estavam internados. Também acham quase impossível que em um continente como a África possam existir dados informatizados e de qualidade de 4.400 pacientes, o que significa um de cada quatro infectados no continente. A maioria dos pacientes analisados, 63.000, é da América do Norte, provavelmente muitos dos EUA, país em que a dose aprovada dos medicamentos é mais baixa do que as usadas no estudo, alertam.

Outro grande estudo assinado por vários membros da mesma equipe e baseado em dados da Surgisphere acaba de entrar na discussão. O trabalho analisou dados de 8.000 pacientes em 170 hospitais para realizar um trabalho aparentemente contundente. Ao contrário do que apontaram outros trabalhos não havia provas de que dois medicamentos para controlar a tensão aumentam o risco de morrer por covid-19. “Recentemente nos alertaram de importantes dúvidas sobre a qualidade da informação nessa base de dados”, alerta nesta semana o prestigioso New England Journal of Medicine, que publicou o estudo, em uma carta de seus editores.

A Surgisphere anunciou que disponibilizará todos os dados aos autores do estudo não afiliados à empresa para que façam uma “auditoria” independente. As duas revistas envolvidas dizem que tomarão novas medidas quando os resultados dessa análise forem divulgados. Os mais de 200 especialistas nesse campo exigem que essa auditoria seja feita pela OMS ou órgão semelhante. Também pedem à The Lancet que torne públicos todos os comentários dos especialistas independentes que analisaram o estudo antes de sua publicação.

“Estes estudos têm dados maciços com histórias clínicas detalhadas que não são cedidas em nenhum caso e citam um volume de casos que às vezes não corresponde ao esperado nas datas que indicam”, diz Antoni Trilla, epidemiologista do Hospital Clínico de Barcelona e assessor científico do Governo. “É quase impossível que dados assim tenham saído dos grandes hospitais espanhóis. Os autores devem responder de maneira clara e rápida as dúvidas geradas. Se não o fizerem, é um escândalo maiúsculo. A The Lancet deverá dar explicações e assumir responsabilidades”, afirma.

Pere Domingo, médico coordenador de um teste com cloroquina no Hospital Sant Pau de Barcelona, questiona os resultados do trabalho. “Nosso estudo só recrutou 70 pacientes, mas, ainda assim, se a porcentagem de efeitos adversos detectados nesse estudo fosse verdadeira, deveríamos tê-los visto em pelo menos oito pacientes e isso não ocorreu, de maneira nenhuma”, afirma o médico. “O problema desses trabalhos é que juntam dados de pacientes muito diferentes, um hospitalizado por covid-19 na Rússia não é a mesma coisa do que um na Espanha e os efeitos de qualquer tratamento realizado não podem ser comparados”, ressalta.

Talvez nunca se possa determinar se esses dois medicamentos funcionam contra a covid-19 e em que dose. Na Espanha e em muitos outros países nos quais a epidemia foi controlada já quase não existem novos infectados que possam ser incluídos nos testes. É possível que os receios que cercam essas duas drogas desanimem os poucos infectados que não participaram dos testes, como afirmou ao EL PAÍS Pedro Alonso, diretor do programa de Malária da OMS.

Há um terceiro estudo de confirmação duvidosa que teve impacto igual ou maior. É um trabalho preliminar que não foi revisado por especialistas independentes e não foi publicado em uma revista científica, mas que sustentou importantes decisões políticas. O trabalho afirma que um fármaco antiparasitário ―a ivermectina― reduz a mortalidade em doentes de covid-19. Apesar de todas as dúvidas o tratamento foi aprovado no Peru, onde explodiu o mercado paralelo com ivermectina para animais que é vendido como se fosse para humanos. Na Bolívia foram entregues 350.000 doses a doentes, como denunciam os médicos do Instituto de Saúde Global de Barcelona Carlos Chaccour e Alberto García-Basteiro e o consultor Joe Brew.

“Além das incoerências metodológicas e discrepâncias constatadas nesses três artigos, nos surpreende que a aparentemente maior e sofisticada base de dados de pacientes hospitalizados existente seja totalmente desconhecida e que os processos de limpeza e análises de dados de semelhante plataforma sejam feitos em tão pouco tempo”, diz García-Basteiro. “Até que todas essas dúvidas não sejam resolvidas acreditamos que os resultados não são confiáveis e críveis”, acrescenta.

Fonte: El País



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