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:: ‘Brasil’

Frota diz que Adélio estava na área vip dos seguranças de Bolsonaro no dia da fakeada

Alexandre Frota e momento da facada em Bolsonaro (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados | Reprodução/Facebook)

Essa cena é mostrada pelo documentário de Joaquim de Carvalho, produzido pela TV 247, “Bolsonaro e Adélio – Uma fakeada no coração do Brasil”. “Como ele estava na área vip dos seguranças?”, perguntou o deputado federal Alexandre Frota (PSDB)

247 – Ex-aliado de Jair Bolsonaro, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB) afirmou, em entrevista à TV 247, afirmou que Adélio Bispo, que deu a suposta facada no atual presidente durante a campanha eleitoral de 2018, estava na área vip reservada aos seguranças.

Essa cena é mostrada pelo documentário de Joaquim de Carvalho, produzido pela TV 247, “Bolsonaro e Adélio – Uma fakeada no coração do Brasil”. “Como ele estava na área vip dos seguranças?”, perguntou Frota.

Saiba mais sobre o documentário:

O documentário “Bolsonaro e Adélio – uma facada no coração do Brasil”, feito pelo repórter investigativo Joaquim de Carvalho, pelo cineasta Max Alvim e pelo cinegrafista Eric Monteiro, com produção da TV 247 e financiamento coletivo de seus assinantes e apoiadores, demonstrou todos os furos do episódio usado por Jair Bolsonaro na disputa presidencial de 2018 para fugir dos debates e assim se tornar presidente da República sem ser confrontado.

Fonte: 247

PSOL aprova pré-candidatura de Boulos ao governo de São Paulo

Boulos disputou o segundo turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2020

Coordenador do MTST deve disputar vaga no Palácio dos Bandeirantes nas eleições de 2022

Brasil de Fato – O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, foi oficializado como pré-candidato do PSOL ao governo do estado de São Paulo nas eleições de 2022. A decisão foi tomada pelo partido durante congresso estadual realizado na tarde deste domingo (12).

Nas eleições de 2020 à Prefeitura de São Paulo, Boulos ficou em segundo lugar, com 2,1 milhões de votos (41% dos votos válidos) no segundo turno, contra o candidato do PSDB, Bruno Covas. O líder do MTST também foi candidato à Presidência da República em 2018, quando teve 617 mil votos (menos de 1% dos votos válidos).

Em nota, Boulos afirmou que pretende construir uma “unidade” com outros partidos e políticos de esquerda do estado. No comunicado, ele não citou a possível candidatura do PT ao Palácio dos Bandeirantes, que pode lançar o ex-prefeito Fernando Haddad ao cargo.

“Essa decisão dá sequência ao nosso projeto de ter uma candidatura de esquerda forte no ano que vem. A tarefa agora é construir uma unidade com todas as forças do nosso campo em torno de um programa comum, sem hegemonismo e com muito diálogo”, disse Boulos.

Uma das pesquisa eleitorais mais recentes, divulgada pela Exame/Ideia, com 1.000 pessoas entrevistadas por telefone, de 22 a 24 de junho, mostra que o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) seria o nome com mais chances de vencer as eleições ao governo do estado de São Paulo, se elas acontecessem hoje.

Na simulação do primeiro turno, Alckmin tem 17% das intenções de voto, empatado dentro da margem com Márcio França (PSB) (14%), Fernando Haddad (PT) e Boulos. No segundo turno, Alckmin (que deve trocar o PSDB pelo PSD) vence em todos os cenários.

 

Bolsonaro falta com a palavra e faz “campanha insidiosa” contra sistema eleitoral, diz Barroso

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, também disse que “a marca Brasil” vive uma “desvalorização global” e que o país virou alvo de chacota e desprestígio internacional

Eduardo Simões, Reuters – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, disse nesta quinta-feira que o presidente Jair Bolsonaro descumpre a palavra dada ao manter o que chamou de “campanha insidiosa” contra o sistema eletrônico de votação após a derrota da proposta do voto impresso no Congresso.

Em pronunciamento antes do início da sessão da corte nesta quinta, Barroso rebateu os ataques feitos por Bolsonaro nas manifestações do 7 de Setembro e disse que o presidente “com o vocabulário e a sintaxe que consegue manejar” fez imputações infundadas à Justiça Eleitoral.

Barroso afirmou ainda que a democracia vive um momento delicado em várias partes do mundo e que o Brasil não quer entrar no clube de países que vivem uma erosão democrática, citando como exemplos Turquia, Hungria, Venezuela, Polônia, Nicarágua e El Salvador.

Disse ainda que “a marca Brasil” vive uma “desvalorização global” e que o país é atualmente alvo de chacota e desprestígio no exterior. Ao lembrar que foi o Congresso, e não o TSE, que rejeitou a proposta do voto impresso, Barroso chamou de covardia atacar a Justiça Eleitoral por falta de coragem de Bolsonaro para atacar o Parlamento.

247

Presidente de associação de caminhoneiros diz que motoristas foram usados por agronegócio

Foto: Reprodução / Aepet

Entidade que representa caminhoneiros de todo o país, a Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB) avalia que as paralisações de motoristas entre esta quarta-feira (8) e quinta-feira (9) não servem à categoria.

Para o presidente da entidade, José Roberto Stringasci, os motoristas foram usados como “bois de piranha” para satisfazer o real beneficiário, os empresários do agronegócio. Os últimos acontecimentos, segundo ele, lembram o que ocorreu em 2018, quando o país sofreu uma crise de desabastecimento.

“A gente tem visto novamente que eles estão usando o motorista autônomo como boi de piranha. Quem está por trás disso é seu Antônio Galvan [investigado por apoiar manifestações antidemocráticas] junto com meia dúzia de motoristas, como Odilon Fonseca e Zé Trovão”, declarou ao Bahia Notícias.

De acordo com Stringasci, a maioria dos condutores não aderiu ao proposto pelos articuladores da paralisação. “Noventa por cento da categoria não aprova isso. Essa coisa de matar e arrancar ministro do STF. Não aprova”, reiterou.

Stringasci declarou que a pressão do agronegócio tem a ver com a não aprovação de um projeto [Ferrogrão] pelo Supremo Tribunal Federal, que beneficiaria os grandes empresários. “Em 2018, eles deviam 200 milhões de reais. Só que agora devem uns 40 bilhões de reais ao governo federal, e eles querem uma anistia. Só que agora em maio desse ano, o STF derrubou o projeto Ferrogrão. De lá para cá, o agronegócio virou patriota”, ironizou.

Fonte: Bahia Notícias

Banco Central facilita transferências internacionais com cartão de crédito

O BC (Banco Central) publicou, nesta quinta-feira (9), norma que facilita transferências internacionais por meio de cartão de crédito. Com a nova regra, a transação vai funcionar como uma compra e o banco não precisará fazer uma operação de câmbio para cada envio de recursos.

“O banco poderá oferecer o serviço. Um brasileiro que precisa mandar dinheiro para um familiar no exterior poderá transferir com o cartão de crédito e a transação aparecerá na fatura no fim do mês. Antes, era preciso fazer uma operação de câmbio para cada remessa para que o recurso fosse liberado na outra ponta”, explicou o representante do departamento de regulação prudencial e cambial do BC, Lucio Holanda Oliveira.
A norma entra em vigor em 1º de outubro.
Também fica autorizada a transferência de quem mora no exterior para o Brasil. Nesse caso, a pessoa poderá receber os recursos por meio do cartão de crédito, mas precisa ter uma conta vinculada para que o valor seja depositado.
“Como recebemos mais recursos que enviamos, acredito que a medida deve beneficiar aqueles que trabalham fora do país, mas que enviam dinheiro regularmente para a família, porque é mais uma alternativa”, disse Oliveira.
As regras são as mesmas para compras internacionais e a taxa de câmbio usada deve ser a do dia em que a operação foi feita. Além disso, o banco precisa especificar como será feita a conversão e se cobrará taxa adicional pelo serviço.
A regra também autoriza que instituições de pagamento atuem no mercado de câmbio a partir de setembro de 2022, mas apenas em transações digitais, sem troca de recursos em espécie. Atualmente, apenas bancos, corretoras e distribuidoras podem fazer esse tipo de operação.
“As instituições autorizadas pelo BC continuarão realizando operações sem limite de valor e as não autorizadas terão limite de US$ 10 mil [por transação]”, ressaltou Oliveira.
Além disso, a norma permite que estrangeiros possam abrir conta pré-paga no Brasil. Antes, eles só podiam manter conta-corrente.
O BC estabeleceu ainda que instituições não bancárias autorizadas a operar no mercado de câmbio, como corretoras, distribuidoras e instituições de pagamento, utilizem diretamente suas contas em moeda estrangeira mantidas no exterior para liquidar operações realizadas no mercado de câmbio.
Exportadores brasileiros também poderão receber recursos em conta de pagamento mantida em seu nome em instituição financeira no exterior.

 

Bahia Notícias

Inflação dispara em agosto e vai subir ainda mais em setembro, com caos promovido por Bolsonaro e seus caminhoneiros golpistas

Bolsonaro e caminhoneiros em greve (Foto: REUTERS/Adriano Machado | Reprodução)

IPCA de agosto superou todas as estimativas e bateu em 0,87% em agosto e 9,78% em 12 meses. Preços vão subir mais com o desabastecimento causado pelo locaute de caminhoneiros

247 – O caos promovido no Brasil por Jair Bolsonaro, que revelou no 7 de setembro que tem medo de ser preso, e por seus caminhoneiros golpistas que paralisam as estradas do País vai acelerar ainda mais uma inflação que já foge do controle. O IPCA de agosto superou todas as estimativas e bateu em 0,87% em agosto e 9,78% em doze meses. Confira o tweet de Fábio Alves, jornalista econômico, e reportagem da Reuters:

(Reuters) – Caminhoneiros mantinham paralisações em 15 Estados na manhã desta quinta-feira, mesmo após a divulgação na noite da véspera de um áudio do presidente Jair Bolsonaro pedindo a desmobilização do movimento e a liberação dos locais onde há bloqueio.

A autenticidade da fala de Bolsonaro, que tem nos caminhoneiros importante base de apoio, foi confirmada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

De acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Infraestrutura às 8h30 no Twitter, havia registro de concentração em 15 Estados e, segundo a pasta, não havia interdição de pista na malha rodoviária federal, exceto pelo causado por um protesto pela causa indígena na BR-174, em Roraima.

Na rodovia Régis Bittencourt, na altura de Embu das Artes (SP), caminhoneiros bloquearam completamente a pista por volta das 3h, mas o tráfego foi liberado às 7h30.

De acordo com o ministério, as concentrações de caminhoneiros aconteciam em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia. Maranhão, Roraima, Pernambuco e Pará.

Na noite de quarta, Bolsonaro enviou áudio pedindo que seus apoiadores desmobilizassem os protestos, alegando que a manifestação poderia agravar a alta da inflação e a situação econômica já frágil do país –a crise tem se refletido nos índices de popularidade do presidente apontados em pesquisas de opinião.

“Fala para os caminhoneiros aí, são nossos aliados, mas esses bloqueios aí atrapalham a nossa economia, isso provoca desabastecimento, inflação. Prejudica todo mundo, especialmente os mais pobres. Então dá um toque aí nos caras, se for possível, para liberar, tá ok, para a gente seguir a normalidade”, disse o presidente em um áudio enviado por mensagem a interlocutores da categoria.

Pouco depois, em vídeo divulgado nas redes sociais, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, confirmou a autenticidade do áudio de Bolsonaro.

“O áudio é real, é de hoje, e mostra a preocupação do presidente com a paralisação. Essa paralisação ia agravar efeitos na economia de inflação que ia impactar os mais pobres, os mais vulneráveis”, disse Tarcísio.

 

“Conhecereis a mentira e a mentira vos aprisionará”, diz Barroso, em recado claro a Bolsonaro

Ministro do STF rebateu manifestação golpista de Jair Bolsonaro, que disse no 7 de setembro que não será preso por canalhas

247 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, mandou um recado a Jair Bolsonaro, ao alertar que o Judiciário não compactuará com mentiras sobre as instituições. De acordo com o magistrado, uma das estratégias “do autoritarismo é criar ambiente de mentiras”.

“Quando esse debate é contaminado por discursos de ódio, campanhas de desinformação e teorias conspiratórias infundadas, a democracia é aviltada. O slogan para o momento brasileiro, ao contrário do propalado, parece ser: ‘conhecerás a mentira e a mentira te aprisionará'”, disse ele em sessão virtual do TSE.

O magistrado criticou o que chamou de “retórica vazia, política de palanque”. De acordo com o ministro, “insulto não é argumento, ofensa não é coragem, incivilidade é uma derrota do espírito”. “A falta de compostura nos envergonha perante o mundo”, continuou. “Não podemos permitir a destruição das instituições para encobrir o fracasso econômico, social e moral que estamos vivendo”.

Segundo Barroso, “uma das manifestações do autoritarismo é a tentativa de desacreditar o processo eleitoral e as instituições eleitorais para, em caso de derrota, pode alegar fraude e deslegitimar o vencedor”. “Começa a ficar cansativo no Brasil ter que repetidamente desmentir falsidades para que não sejamos dominados pela pós-verdade. É muito triste o ponto a que chegamos”.

O presidente do TSE também destacou que “o extremismo tem se valido de campanhas de ódio, de desinformação, que visam enfraquecer os fundamentos da democracia”. “Quando o fracasso bate à porta, porque é o destino do populismo, é preciso encontrar culpados. O populismo vive de arrumar inimigo para justificar o seu fiasco”, acrescentou.

247

Em um ano, cesta básica sobe 10% e já consome 65% do salário mínimo

Nos 12 meses até agosto, o preço da cesta aumentou mais de 10% em todas as capitais pesquisadas, de acordo com Dieese

247 – O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou, em estudo, que o preço da cesta básica de alimentos chegou a consumir 65,32% dos ganhos mensais nas famílias com renda de um salário mínimo. Nos 12 meses até agosto, o preço da cesta subiu mais de 10% em todas as capitais pesquisadas, de acordo com o estudo. As estatísticas foram publicadas pelo portal G1.

O percentual foi registrado em Porto Alegre, onde a cesta é a mais cara do país, a R$ 664,67. Em Aracaju (SE), que tem a cesta mais barata entre os locais pesquisados (R$ 456,40), o conjunto de alimentos representa um gasto de 44,86% do salário mínimo.

Nos 12 meses até agosto, o preço da cesta subiu mais de 10% em todas as capitais pesquisadas, de acordo com o estudo.

A maior alta foi registrada em Brasília (DF). O valor dos 17 itens que compõem a cesta subiu 34,13% em um ano.

Em outras sete capitais, o aumento acumulado passou dos 20%: Campo Grande (25,78%), Porto Alegre (24,84%), Florianópolis (24,24%), Vitória (21,50%), Natal (21,11%), São Paulo (20,47%) e Belém (20,07%).

247

Lula já tem alianças com PSD, MDB, PSB e PDT no Nordeste

Líder com folga em todas as pesquisas, o ex-presidente Lula avançou na montagem de palanques regionais

247 – A recente viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi bem-sucedida para a formação de alianças regionais visando as eleições de 2022. Um balanço feito pela jornalista Andréa Jubé, do Valor, aponta que Lula costurou alianças com PDT, MDB e PSD na região. “Ele fez uma rede de arrasto”, disse o vice-presidente nacional do PT, deputado José Guimarães (CE).

“No Ceará, o PT vai reeditar a aliança de 16 anos com o PDT no Ceará. O palanque articulado entre as duas siglas destina a cabeça de chapa ao PDT. O ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio deve ser o candidato ao governo cearense, mas não se descartou ainda o nome da atual vice-governadora Izolda Cela (PDT)”, informa a repórter. “Em paralelo, o PT tem palanques avançados com o MDB no Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas. No Piauí, a cabeça de chapa e a vaga ao Senado ficam com o PT. O candidato à sucessão do governador Wellington dias (PT) é o secretário estadual de Fazenda, Rafael Fonteles (PT). Por sua vez, Dias tentará voltar ao Senado. O candidato a vice-governador será um nome escolhido pelo grupo do senador Marcelo Castro, presidente do MDB local”, prossegue.

“No Maranhão, Lula terá o apoio do grupo político do ex-presidente José Sarney, com quem se reuniu em um jantar no dia 19 de agosto em São Luís. A ex-governadora Roseana Sarney vai disputar uma vaga de deputada federal. Lula tenta construir um palanque único no Estado tendo o senador Weverton Rocha (PDT) na cabeça de chapa e o governador Flávio Dino (PSB) concorrendo ao Senado”, aponta ainda o Valor.

“Em Pernambuco, também será reeditada a aliança histórica entre PT e PSB – o objetivo principal é contar com a sigla do governador Paulo Câmara na coligação nacional encabeçada por Lula. Na Bahia, o senador Jaques Wagner (PT) encabeça a chapa estadual e Otto Alencar (PSD) tentará a reeleição ao Senado.”

Fonte: 247

Mais de 150 líderes progressistas do mundo alertam para tentativa de golpe no Brasil em 7 de Setembro

(Foto: Agência Brasil)

Em carta, mais de 150 lideranças progressistas pelo mundo, entre estas ex-presidentes e parlamentares, dizem que as manifestações de 7 de setembro convocadas por Jair Bolsonaro podem desencadear uma insurreição antidemocrática no Brasil

247 – Ex-presidentes, ex-primeiros-ministros e parlamentares de 26 países afirmam em carta que as manifestações convocadas por Jair Bolsonaro para o dia 7 de Setembro são “uma insurreição” que “colocará em risco a democracia no Brasil”.

O documento deve ser divulgado nesta segunda (6), informa a jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo. Entre os mais de 150 signatários estão o ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo, o ex-presidente da Colômbia Ernesto Samper, o ex-presidente do Equador Rafael Correa, o ex-chefe de governo da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero e o vice-presidente do Parlamento do Mercosul, Oscar Laborde.

Os professores Noam Chomsky e Cornel West, dos Estados Unidos, e o Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel também assinam, além de parlamentares de países como Grécia, Reino Unido, EUA, França, Nova Zelândia, Austrália, Equador, Chile e Uruguai.

A carta cita as ameaças golpistas propagadas por Bolsonaro nas últimas semanas, como a declaração de que as eleições de 2022 podem não ocorrer se não houver a adoção do voto impresso.

O documento foi coordenado pela Progressive International, rede global progressista que busca conter o avanço da direita no mundo.

Leia, abaixo, a íntegra da carta:

Nós, representantes eleitos e líderes de todo o mundo, estamos soando o alarme: em 7 de setembro de 2021, uma insurreição colocará em risco a democracia no Brasil. No momento, o presidente Jair Bolsonaro e seus aliados – incluindo grupos de supremacia branca, polícia militar e funcionários públicos em todos os níveis do governo – estão preparando uma marcha nacional contra a Suprema Corte e o Congresso em 7 de setembro, alimentando temores de um golpe na terceira maior democracia do mundo. O presidente Bolsonaro intensificou seus ataques às instituições democráticas do Brasil nas últimas semanas. Em 10 de agosto, ele dirigiu um desfile militar sem precedentes pela capital, Brasília, enquanto seus aliados no Congresso promoviam reformas radicais no sistema eleitoral do país, amplamente considerado um dos mais confiáveis ​​do mundo. Bolsonaro e seu governo ameaçaram – várias vezes – cancelar as eleições presidenciais de 2022 se o Congresso falhar.

Agora, Bolsonaro convoca seus seguidores a viajarem a Brasília no dia 7 de setembro, em um ato de intimidação às instituições democráticas do país. De acordo com uma mensagem transmitida pelo presidente em 21 de agosto, a marcha é a preparação para um “contragolpe necessário” contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. A mensagem afirmava que a “constituição comunista” do Brasil tirou o poder de Bolsonaro e acusou “o Judiciário, a esquerda e todo um aparato de interesses ocultos” de conspirar contra ele. Membros do Congresso no Brasil alertaram que a mobilização de 7 de setembro teve como modelo a insurreição na capital dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021, quando o então presidente Donald Trump encorajou seus partidários a “parar o roubo” com falsas alegações de fraude eleitoral em eleições presidenciais de 2020. Estamos seriamente preocupados com a ameaça iminente às instituições democráticas do Brasil – e estamos vigilantes para defendê-las antes de 7 de setembro e depois. O povo brasileiro tem lutado por décadas para proteger a democracia do regime militar. Bolsonaro não deve ter permissão para roubá-lo agora. ”



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