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:: ‘Brasil’

Justiça rejeita pedido para adiar Enem em meio a avanço da Covid-19

A Justiça Federal de São Paulo rejeitou nesta terça-feira (12) o pedido para novo adiamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que terá início no próximo domingo (17).

A juíza Maria Claudia Gonçalves Cucio, da 12ª Vara Cível, defendeu em sua decisão que o adiamento “causará certamente prejuízos financeiros” e pode impedir o prosseguimento da formação acadêmica de muitos participantes.

A magistrada afirma que, em seu entendimento, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pela prova, adotou medidas para “neutralizar ou minimizar o contágio” pelo coronavírus, “sem deixar de confiar na responsabilidade do cuidado individual de cada participante”.

O pedido para o adiamento foi feito pela Defensoria Pública da União e entidades estudantis e educacionais diante do avanço da pandemia de Covid-19 em todo o país. Na ação, eles afirmam que o Ministério da Educação não anunciou medidas que garantam a segurança dos quase 6 milhões de candidatos da prova.

Para a juíza, a segurança do exame está garantida já que a organização da prova informou que tomou medidas. Entre as ações destacadas pela magistrada está a regra de que participantes não adentrem nos locais de prova sem uso de máscara e a redução do número de pessoas por sala. Na decisão, ela não informa se há detalhes sobre essas medidas, como qual é a média de participantes por ambiente.

A juíza argumenta ainda que a segurança da prova é de responsabilidade dos candidatos. “Espera-se o comprometimento de cada participante com o seu próprio cuidado e de seus familiares, uma vez que seguir as orientações das autoridades sanitárias é o caminho para a prevenção da Covid-19. Ressalto que os participantes do Enem já concluíram, ou estão em fase final de conclusão, do ensino médio, então compreendem a importância do distanciamento social, do uso da máscara e da higienização das mãos”, diz a decisão.

Para a juíza, o adiamento também não se aplica já que os efeitos da pandemia não são uniformes em todo o território nacional. “A situação da pandemia em uma cidade pode ser mais ou menos grave do que em outra e as peculiaridades regionais ou municipais devem ser analisadas caso a caso, cabendo a decisão às autoridades sanitárias locais, que podem e devem interferir na aplicação das provas do Enem se nessas localizações específicas sua realização implicar em um risco efetivo de aumento de casos da Covid-19.”

A decisão frustra mobilização de estudantes nas redes sociais em favor do adiamento. Mas Une (União Nacional dos Estudantes) e Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) informaram que vão recorrer da decisão, com um agravo judicial. A morte por Covid do diretor do Inep responsável pelo Enem, general Carlos Roberto Pinto de Souza, revelada pelo jornal Folha de S.Paulo, impulsionou nova pressão sobre o governo.

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse nesta terça em entrevista à CNN Brasil que não haverá adiamento das provas e que os pedidos de alteração da data vem de uma “minoria barulhenta”. “Não vamos adiar o Enem”, disse ele, “porque nós tomamos todos os cuidados de biossegurança possíveis. Nós queremos dar tranquilidade para você que vai fazer a prova, assim como aconteceu no domingo (10), claro em menor proporção, em São Paulo, no exame da Fuvest”.

Ribeiro tem se posicionado desde o ano passado pelo retorno às aulas presenciais, ecoando discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de minimização dos efeitos da pandemia. A realização recente dos vestibular da Fuvest e da Unicamp foi citada na decisão judicial. “Nem a Defensoria Pública, nem as entidades estudantis locais, ingressaram com pedido de adiamento ou cancelamento das provas dos vestibulares presenciais, que foram realizadas no mesmo período de aumento de casos de pandemia”, cita o texto.

Em meio à pandemia, os dois vestibulares tiveram taxas de abstenção mais altas que em anos anteriores. As provas do Enem estavam previstas inicialmente para novembro de 2020 e, por pressão do Congresso e de secretários de Educação, foi adiada. Antes de definir as novas datas, o MEC fez uma consulta pública com os participantes –a maioria votou pela realização em maio, o que não foi acatado pelo governo.

O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior. É adotado como vestibular por praticamente todas as universidades federais e critério para bolsas do ProUni (Programa Universidade Para Todo) e contratos do Fies (Financiamento Estudantil). Adiar o exame poderia comprometer, segundo o governo, o ingresso dos jovens nessa etapa.

Bolsonaro diz que PT apoia seu candidato no Senado

“O PT resolveu apoiar quem eu tenho simpatia”, ironizou Bolsonaro durante conversa com apoiadores nesta terça-feira

Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada nesta terça-feira (12), Jair Bolsonaro ironizou o apoio do PT ao senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para a presidência do Senado. Bolsonaro afirmou que o partido “resolveu apoiar quem eu tenho simpatia”.

“O PT resolveu apoiar quem eu tenho simpatia no Senado. Eu nunca conversei com deputado do PT, PCdoB e PSOL, nem eles procuraram falar comigo. Eu já sei qual a proposta deles”, disse.

O anúncio do PT foi feito na segunda-feira (11) por meio do senador Humberto Costa (PT-PE).

Bolsonaro também aproveitou a ocasião para voltar a pressionar a bancada ruralista da Câmara dos Deputados por apoio a seu candidato à presidência da Casa, Arthur Lira (PP-AL). “O que peço para a bancada ruralista, que é uma minoria, mas pode decidir, é que vejam o que nós fizemos nesses dois anos. O que vocês lucraram, o que o Brasil lucrou com vocês também”.

 

“Tenho dó da nossa esquerda. No ritmo atual, só elegerá alguém em 20 anos”, diz Alysson Mascaro

O motivo, segundo o jurista e filósofo, é o fato de a esquerda “não mobilizar as massas”. “Até agora, com este modelo de governança do capital pela esquerda da direita, que é o que aconteceu com o PT, quem apanhou foi o petista e o petista até agora não aprendeu”, diz. Assista na TV 247

O jurista, filósofo e professor Alysson Mascaro disse à TV 247 que a incapacidade da esquerda de mobilizar massas, em razão da lógica do capital que constitui a própria esquerda e que esse mesmo setor reproduz, fará com que o próximo governo desse grupo só seja possível daqui 20 anos.

De acordo com Mascaro, a esquerda é sabotada pela narrativa do capital, que ela mesma reproduz. Com as políticas de Educação dos governos do PT, por exemplo, milhares de cidadãos sem condições financeiras ingressaram nas universidades. Lá, no entanto, passaram quatro, cinco ou até seis anos sendo alimentados com a lógica do capital. O resultado? Profissionais formados graças aos esforços de um governo de esquerda mas sem esta consciência. Segundo o professor, é este raciocínio que precisa ser modificado.

“Pelo ritmo atual, o próximo governo de esquerda no Brasil vem daqui vinte de anos só, porque a gente não mobiliza as massas. Até agora, com este modelo de governança do capital pela esquerda da direita, que é o que aconteceu com o PT, quem apanhou foi o petista e o petista até agora não aprendeu. Por que? Porque efetivamente a aparelhagem ideológica dominou muito a formação do próprio PT há 40 anos. O PT defende a democracia, a República, as instituições, a ordem e o capital. Quem apanha no final das contas? O petista. Eu tenho dó do ex-presidente Lula, porque ele, que foi constituído com a ideologia da esquerda da direita, que é isso que é, a ideologia dos sindicatos, exatamente por isso quem apanhou foi ele, e ele nunca deveria ter apanhado. Nós precisamos mobilizar o entendimento das pessoas para que elas possam sair da amarra mental que a sociedade capitalista fez para ela mesma”, afirmou.

Petrobras ignora o Rio e deve contratar na Ásia plataformas que vão gerar 80 mil empregos

“Inertes, o Brasil e o Rio assistem ao desmonte deste importante setor estratégico. Calam-se todos em favor do liberalismo apátrida – que produz desemprego e miséria entre os brasileiros”, escreve Ricardo Bruno

O liberalismo apátrida da direção da Petrobras, somado a ausência de políticas públicas destinadas ao fomento do setor, produzirá nos próximos meses 80 mil empregos em Singapura, na Ásia, e desemprego no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro.

A Petrobras deu início a licitação de duas mastodônticas plataformas (P 78 e P 79) para o campo de Búzios, no litoral do estado do Rio. Mesmo com o desemprego em alta no país, são remotíssimas as chances de as encomendas ficarem no Brasil, muito menos no Rio de Janeiro, onde os estaleiros estão praticamente vazios.

Ao contrário de anos atrás, quando havia mobilização política em favor do conteúdo local para a garantia de empregos no Brasil e no Rio, não se vê qualquer movimento para assegurar a construção das plataformas no país, o que geraria por baixo 8 mil empregos diretos e 80 mil indiretos. O absoluto desdém com a indústria naval brasileira contrasta com o desemprego galopante que bate à porta de 14 milhões brasileiros.

– Eu tive uma conversa com o presidente da Petrobrás. Ele foi claro: vou comprar onde tiver de comprar com preço mais baixo – relata Sérgio Bacci, vice-presidente do Sindicato da Indústria Naval.

A gestão de Carlos Castelo Branco na Petrobras retirou da maior estatal brasileira o compromisso de políticas públicas em favor do desenvolvimento do País. A Petrobras não opera em favor do Brasil; tal qual uma empresa privada só enxerga seus próprios lucros, ainda que, para isto, produza mais desemprego.

Não se vê qualquer reação da Firjan, a Federação das Indústrias do Rio, em defesa da indústria naval. A ótica caolha do liberalismo obtuso em desfavor dos interesses nacionais passou a prevalecer de modo geral. Não há grita, não há reação. A visão liberal de Paulo Guedes capturou o Brasil, neutralizando qualquer revide ao desmonte de um setor estratégico para o país dono de um gigantesco volume de reservas na pré-sal. Nem mesmo a bancada federal fluminense se mobiliza em torno da questão, rendida, em sua maioria, pelo liberalismo inexorável de Paulo Guedes.

– É o liberalismo puro e simples e ponto final. Não há mais compromisso com o desenvolvimento nacional – protesta Sérgio Bacci.

O estaleiro Keepfells, em Angra dos Reis, estaria apto a fabricar tais plataformas. Também o Isibras, no Rio, teria espaço e capacidade técnica para obras dessa envergadura. Mas infelizmente não devem ser objeto das contratatações.

Antes portentosa, a indústria naval fluminense vive de reparos, sem grandes encomendas. Se antes, em 2014, teve 30 mil trabalhadores, com 120 mil empregos indiretos no estado, hoje tem apenas 9 mil. No País, a queda em números de postos de trabalho no setor foi de 82 mil para 30 mil.

Para se ter ideia do tamanho da tragédia da indústria naval fluminense, o Keepfells, de Angra dos Reis, antigo Verolme, já empregou 7 mil trabalhadores e hoje tem apenas 1,5 mil.

O Brasil não consegue produzir com o mesmo preço da Ásia pelo simples fato de a indústria naval nacional funcionar aos soluços, sem regularidade nas encomendas, o que reduziria os custos de produção. Sem falar no impacto do Custo Brasil, decorrente da instabilidade política reinante no País.

A visão liberal, pura e simples, caminha para aniquilar totalmente esse importante setor da economia nacional. Recentemente a Câmara dos Deputados, cumprindo cegamente a pauta liberal, aprovou projeto autorizando a importação de navios cabotagem sem qualquer imposto. O projeto ainda será votado no Senado.

– Este foi o primeiro passo. Abriram a porteira. Daqui a pouco vão estender aos equipamentos da indústria naval – prevê com pessimismo Sérgio Bacci.

Inertes, o Brasil e o Rio assistem ao desmonte deste importante setor estratégico. Calam-se todos em favor do liberalismo apátrida – que produz desemprego e miséria entre os brasileiros.

247

Drauzio: ‘Ter medo de vacina é burrice’

“Ter medo da vacina? A chance de provocar algum risco colateral é mínimo”, disse o médico Drauzio Varella ao alertar para a falta de coordenação do governo Bolsonaro no enfrentamento à pandemia da Covid-19. “Isso é ridículo e sendo até um pouco rude, burrice”, criticou

O médico Drauzio Varella lançou um alerta e foi duro com os negacionistas: “Ter medo da vacina? A chance de provocar algum risco colateral é mínimo. Já existem muitas pessoas vacinadas neste momento, e não tivemos nenhum caso de complicações graves. Ter medo da vacina, que não costuma dar complicação grave nenhuma e não tem medo da doença que mata uma porcentagem grande das pessoas que são hospitalizadas? Desculpa, mas isso é ridículo e sendo até um pouco rude, burrice”, disse ele à Carta Capital.

De acordo com o médico, “tinha que ter havido uma estratégia do governo federal para acordos com as vacinas mais promissoras”. “A compra de agulhas e seringas, por exemplo, isso tinha que ter sido feito em maio, junho do ano passado, antes que faltem e os preços subam. Nós estamos chegando agora, na hora de vacinar, e agora que a gente descobriu que não tínhamos seringas e agulhas? Olha o ponto que nós chegamos”, critica.

Na entrevista, Drauzio afirmou que, “provavelmente”, mutações de coronavírus não são resistentes à vacinação, porque a vacina “provoca uma resposta imunológica que ataca várias partes do vírus, então uma proteína que foi modificada pode atrapalhar um pouco, mas essa resposta imunológica vai atacar outras partes”.

Fonte: 247

Mudanças aumentam as chances de Lula readquirir direitos políticos.

Julgamento no STF da suspeição de Sergio Moro pode colocar o petista no jogo da sucessão presidencial em 2022.

Pela primeira vez em cinco anos, o entorno político e jurídico do ex-presidente Lula enxerga um cenário favorável na trama judicial que envolve o petista. Aliados falam até em “tempestade perfeita”. Interlocutores e advogados do ex-presidente ouvidos por CartaCapital mapearam cinco fatos jurídicos considerados positivos, além de mudanças no cenário que afetaram o humor daqueles que defendem a anulação dos processos do ex-presidente.

Figuram entre eles a chegada de Kassio Nunes Marques, “ministro de Bolsonaro”, à Segunda Turma do Supremo Tribunal, a derrota colossal de Sergio Moro no mesmo STF no caso Banestado e os sete processos arquivados. Todos compõem o pano de fundo para o o julgamento mais importante previsto para 2021, o habeas corpus que trata da suspeição de Moro na sentença do tríplex do Guarujá.

O ministro Gilmar Mendes afirmou recentemente que pretende pautar em fevereiro a análise do habeas corpus na Segunda Turma do STF. Uma decisão favorável a Lula levaria à anulação da sentença, o recomeço da ação na primeira instância e a devolução dos direitos políticos ao petista, o que o recolocaria no jogo da sucessão presidencial em 2022.

O julgamento na Segunda Turma da corte foi iniciado em 2018 e contabiliza dois votos contrários à suspeição de Moro, os dos ministros Cármen Lúcia e Luiz Edson Fachin. Além de Mendes, faltam votar Ricardo Lewandowski e Kassio Nunes Marques. “Para este ano o desdobramento mais esperado é este HC. A matéria tem prioridade legal: Lula tem mais de 60 anos, é um caso que teve o julgamento de mérito iniciado e o habeas corpus, por natureza, é ação de rito célere”, enumera Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente.

Não bastasse, nos próximos dias, a defesa de Lula terá acesso ao conteúdo completo das mensagens apreendidas pela Operação Spoofing. São sete terabytes de conversas entre procuradores da Lava Jato, Sergio Moro e Deltan Dallagnol que estavam sob tutela da Justiça desde a prisão dos hackers que invadiram o Telegram dos citados. O material, divulgado pelo site The Intercept Brasil, expôs não só a parcialidade da força-tarefa de Curitiba em relação ao petista, mas variados crimes cometidos por quem se dizia combatente da corrupção. Após três ordens do ministro Lewandowski, incluída uma intimação, uma vez que o juiz de plantão se negou a cumprir a ordem do Supremo, o magistrado Gabriel Zago Capanema Vianna de Paiva, da 10ª Vara Federal de Brasília, autorizou o acesso da defesa aos arquivos.

Os diálogos, segundo informações de um advogado que teve acesso a partes das conversas, revelam ainda as relações ilegais do ex-juiz e de procuradores da Lava Jato com autoridades norte-americanas. “Houve ali uma sinergia totalmente fora dos canais oficiais e contra o decreto de cooperação internacional entre os países, o 3.810, que exige que a parceria passe pelo DRCI, órgão do Ministério da Justiça. Não existem registros oficiais desses encontros. Por isso, os processos que utilizaram informações enviadas pelos norte-americanos devem ser anulados, incluindo aqueles contra Lula”, descreve a fonte.

A estratégia da defesa é cruzar esses diálogos com provas, relatos e depoimentos registrados nos processos. Vale lembrar que a Polícia Federal, por meio de uma perícia, atestou a integridade das conversas obtidas pelos hackers.

Curiosamente, outra mudança que teria efeito positivo para o ex-presidente foi a nomeação de Nunes Marques ao STF. Obra de Jair Bolsonaro. Em outubro, o ex-capitão indicou para a vaga de Celso de Mello o então desembargador do Tribunal Regional da Primeira Região. Pesaram as convicções “garantistas” do magistrado. Bolsonaro buscava um nome capaz de aliviar as eventuais análises na corte das acusações contra seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, no escândalo das “rachadinhas”.

Como pau que dá em Chico dá em Francisco, os aliados de Lula esperam do novo ministro uma posição favorável aos reclames da defesa. Não são esperanças vãs. Em 11 de dezembro, Nunes Marques, integrado à Segunda Turma do STF, votou a favor de Lula para excluir a delação do ex-ministro Antonio Palocci de uma ação da Lava Jato. Com o voto do novo integrante, a Segunda Turma concluiu que Moro atuou de forma parcial ao tirar o sigilo da delação e inclui-la no processo seis dias antes da eleição de 2018.

Um advogado que preferiu não se identificar foi enfático: “O ministro teria de dar um cavalo de pau para mudar essa posição garantista e surpreender. Ele chegou na segunda turma alinhado a Gilmar e a maior demonstração disso foi o julgamento do caso da delação do Palocci”.

O julgamento da delação não ficou marcado apenas pelo voto do novo ministro. Cármen Lúcia também surpreendeu a defesa e aliados de Lula ao votar em favor do ex-presidente e manter a exclusão. A “mudança” de postura da ministra teria ligação com o escândalo da Vaza Jato. Não só Cármen Lúcia, mas a maior parte do mundo jurídico nacional e internacional admitiu, pela primeira vez, as provas do lawfare praticado pela força-tarefa de Curitiba e pelo ex-juiz e ex-ministro.

Moro deixou faz tempo de ser herói nacional e sofre as consequências. Além de perder no caso da delação do Palocci duas vezes, em 25 de agosto a Segunda Turma do Supremo anulou sua sentença no caso Banestado por “quebra da imparcialidade”.

O acórdão do julgamento que anulou a decisão condenatória foi publicado na última semana de dezembro e é considerado por juristas como o “principal reconhecimento da parcialidade” do ex-juiz pelo Supremo. “Essa é parte essencial da tempestade perfeita. Depois do julgamento dos casos de Palocci e do Banestado, a Segunda Turma pode ter formado convicção em relação à parcialidade de Moro, com voto de Nunes Marques e Cármen Lúcia”, afirmou Marco Aurélio Carvalho, advogado e coordenador do grupo Prerro­gativas. “Ao longo de cinco anos produzimos provas inequívocas dessa quebra absoluta da imparcialidade. Embora para o julgamento da suspeição seja necessária apenas a existência da dúvida, estamos indo para o campo da certeza absoluta”, acrescenta Zanin Martins.

Não foram as únicas vitórias recentes do ex-presidente. Uma decisão proferida em dezembro pela 6ª Vara Federal de São Paulo arquivou a investigação aberta contra o ex-presidente e seu filho, Luís Cláudio Lula da Silva. Trata-se do sétimo processo em que o petista foi absolvido ou o inquérito acabou arquivado. Todas as ações com esse desenlace foram analisadas em tribunais longe da “República de Curitiba”. Segundo Zanin, o mais emblemático é o processo que ficou conhecido como “Quadrilhão do PT”. Após decisão do juiz da 12ª Vara Federal, que concluiu que a ação proposta se tratava de “tentativa de criminalização da política”, o MP desistiu de apelar. Atualmente correm quatro processos contra o ex-presidente. Ele foi condenado em dois: o caso do tríplex e do sítio de Atibaia.

Para Marco Aurélio de Carvalho, o que está em jogo no julgamento do habeas corpus não é apenas o “caso Lula”, mas a validade ou não do princípio da imparcialidade.

“Se Moro não for declarado parcial, nenhum juiz do Brasil poderá sê-lo. Um magistrado que determinou o vazamento clandestino de conversas entre a presidenta da República e uma figura política, que cerceou pedidos da defesa, que grampeou todos os ramais do escritório de advocacia, dentre tantas outras coisas, é suspeito. Se ele não for considerado parcial com todos os crimes que citei, é como se o STF desse um salvo-conduto à magistratura”, diz Carvalho.

O novo ano, avalia Zanin, pode desfazer as tramoias dos processos contra Lula. “Talvez seja muito importante, para que toda a verdade que mostramos ao longo de mais de cinco anos seja reconhecida judicialmente.” A ver.

Fonte: Carta Capital

Haddad rompe com a Folha de S. Paulo, critica golpismo do jornal e encerra sua coluna no veículo

O presidenciável Fernando Haddad se despediu neste sábado do jornal, depois de ser atacado covardemente num editorial do jornal, que não se retratou

Fernando Haddad não é mais colunista da Folha de S. Paulo. O ex-prefeito e um dos presidenciáveis petistas publicou neste sábado sua carta de despedida, depois de ser vítima de um ataque rasteiro num editorial do jornal, que não quis se retratar. Haddad foi agredido depois de defender a candidatura presidencial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reagindo a um artigo de Eliane Cantanhêde, chamado “O pino da granada” e que foi publicado no Estado de S. Paulo, em que ela pressionava os ministros do Supremo Tribunal Federal a não devolver os direitos políticos de Lula, a despeito de todas as evidências de suspeição do ex-juiz Sergio Moro.

Insatisfeita com a defesa do estado de direito feita por Haddad, a Folha partiu para a agressão, no editorial Filme antigo, publicado em 3 de janeiro. “Fernando Haddad assumiu o papel de poste e a chapa surfou nos votos que Lula ainda era capaz de amealhar, sendo derrotada por Jair Bolsonaro no segundo turno sem conseguir apoios expressivos. Talvez esperançoso por uma nova chance, Haddad lançou no fim do ano passado a candidatura do ex-chefe em 2022, algo que depende de um complexo arranjo legal”, escreveu a Folha, que ainda defendeu a tese de Ciro Gomes, que foi para a Paris, de que a “desunião da esquerda” é culpa do PT.

Inconformado e sem direito a uma retratação do jornal, Haddad, que representa um amplo setor da sociedade brasileira, chegou à conclusão de que a Folha segue alimentando o antipetismo, que está na raiz da ascensão fascista no Brasil, e também teses como a da falsa simetria entre ele, moderado professor social-democrata, e um fascista como Jair Bolsonaro. Por isso tomou a decisão de publicar sua carta de despedida, decisão que terá certo custo político, mas que preserva sua coerência.

“Quando fui convidado para ser colunista da Folha, relutei em aceitar. Na época, me incomodava o posicionamento do jornal no segundo turno das eleições de 2018. Pareceu-me uma falsificação inaceitável um órgão de imprensa que apoiou o golpe militar de 1964 equiparar, em editorial, um professor de teoria democrática a uma aberração saída dos porões da ditadura. Àquela altura, a Folha já sabia que a família Bolsonaro era autoritária e corrupta, mas entendia que a agenda econômica neoliberal de Paulo Guedes compensaria o risco. Teria sido mais correto assumir isso publicamente”, escreveu Haddad no artigo deste sábado.

“Aceitei o convite, no entanto, porque intuía que o governo Bolsonaro traria graves consequências ao país, o que exigia da parte de todos uma disposição ainda maior ao diálogo. Na semana passada, ocorreu um episódio insólito. Uma jornalista sugeriu, em artigo publicado no Estadão, que o STF mantivesse a condenação de Lula e desconsiderasse as provas de parcialidade de Moro. E por quê? Para evitar que Lula seja candidato em 2022, o que, supostamente, favoreceria a candidatura de Bolsonaro. Reagi, nas redes sociais, afirmando que, diante de tanta infâmia e covardia, restava ao PT reafirmar os argumentos da defesa de Lula e relançá-lo à Presidência”, prosseguiu o ex-prefeito.

Ataque ao estilo bolsonarista

“Em editorial, segunda-feira (4/1), este jornal resolveu me atacar de maneira rebaixada. Incapaz de perceber na minha atitude a defesa do Estado de Direito, interpretou-a como tentativa oportunista de eu próprio obter nova chance de disputar a eleição presidencial, ou seja, que seria um gesto motivado por interesse pessoal mesquinho. Simplesmente desconsiderou que, nos últimos dois anos, em todas as oportunidades, inclusive em entrevista recente ao jornal, defendi sempre a mesma posição, qual seja, a precedência da candidatura de Lula”, afirmou. “Ao me desqualificar mais uma vez, inclusive com expediente discursivo desrespeitoso, ao estilo bolsonarista, esta Folha demonstra pouca compreensão com gestos de aproximação e sacrifica as bases de urbanidade que o pluralismo exige. Infelizmente, constato que, nos momentos decisivos, a Folha, em lugar de discutir ideias, prefere agredir pessoas de forma estúpida”, pontuou.

“O jornal tem méritos que não desconsidero, mas não vejo como manter uma colaboração permanente com este veículo. Por fim, a julgar pelo histórico dos políticos que a Folha veladamente tem apoiado, penso que ela deveria redobrar os cuidados antes de pretender deslegitimar alguém”, advertiu. Confira ainda o tweet de Haddad, que motivou o ataque do jornal:

Governo de SP já discute opção de aplicar dose única da Coronavac

O governo de São Paulo abriu o debate sobre a possibilidade de aplicar uma dose única da Coronavac, vacina da Covid-19 de origem chinesa que será fabricada pelo Instituto Butantan e que terá seu pedido de registro feito à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na quinta (7).

A hipótese começou a ser discutida no Centro de Contingência do Coronavírus, órgão criado em fevereiro do ano passado e que reúne 20 especialistas do setor público e privado. A ideia não passou pelo Butantan e não configura nenhuma decisão ainda.

Ela depende de determinar exatamente a eficácia do fármaco entre as duas doses previstas, com espaço de 14 dias, para estimular uma resposta imune contra o novo coronavírus.

Se a Coronavac tiver uma cobertura considerada muito boa já na primeira dose, a tendência é repetir a experiência de países europeus e ampliar ao máximo a base de pessoas a serem vacinadas, eliminando a segunda inoculação.

Por essa lógica, a pandemia poderia ser mitigada mais rapidamente, ao menos do ponto de vista de afogamento do serviço de saúde. Até onde se sabe, as vacinas disponíveis no mercado não impedem a transmissão do vírus, mas evitam que a pessoa adoeça.

Além disso, a ideia trata de um problema já visível na Europa: a falta de vacinas. Mas tal estratégia não é consensual. Nos Estados Unidos, a vacinação tem seguido o rito das duas doses, focando em grupos prioritários, por exemplo.

Há outras questões técnicas. O estudo para o registro na Anvisa compreende dados técnicos de voluntários que tomaram as duas doses. A autorização para uma dose dependeria de ensaios adicionais, algo que não se faz do dia para a noite.

A eficácia da Coronavac tornou-se uma polêmica após dois adiamentos feitos pelo governo paulista sobre os dados do seu estudo de fase 3, a final, da vacina. Com 13 mil profissionais de saúde inoculados, metade com o fármaco e o resto, com um placebo, é o maior do gênero fora da China.

O governo João Doria (PSDB) disse que divulgaria os dados preliminares da fase 3 em 15 de dezembro, mas na véspera mudou de tática porque a alta circulação do vírus no Brasil permitiu chegar a um patamar de voluntários infectados suficiente para fazer o estudo para pedir um registro definitivo.

Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou, no plano de Doria, em luta encarniçada com seu rival Jair Bolsonaro acerca do manejo da pandemia e, agora, da vacinação, isso permitiria um pedido de registro simultâneo na Anvisa e na sua similar em Pequim.

Como a expectativa era de que os chineses aprovassem a vacina em três dias, a ideia seria usar esse dado para pressionar a Anvisa, até porque uma lei do início da pandemia obriga a autorização automática de produtos que tenham sido chancelados por agências da China, EUA, União Europeia ou Japão.

Isso forçou o governo federal a se mexer, e as conversas travadas entre estado, Anvisa e Ministério da Saúde começaram a ficar mais fluidas.

A carta das 72 horas segue na mesa, mas a aposta dos negociadores é de uma solução negociada, até porque a Saúde mudou de posição e disse que quer incorporar a Coronavac ao Plano Nacional de Imunização.

A nova data para o estudo final seria 23 de dezembro, mas foi novamente adiada, conforme revelou a Folha de S.Paulo. O motivo: a Sinovac viu discrepâncias entre os resultados de eficácia no Brasil e na fase 3 que conduz em locais como Turquia e Indonésia.

Os dados não são conhecidos, mas pessoas com acesso às conversas sugerem que a eficácia no exterior ficou algo acima da brasileira porque o estudo aqui foi feito com pessoas mais expostas, só profissionais de saúde, enquanto lá fora os grupos representavam a população em geral.

Por isso, a Sinovac usou uma cláusula de seu contrato e pediu para São Paulo segurar a informação novamente, para equalizar os dados. Há geopolítica nisso: com vacinas ocidentais com eficácia acima de 90%, os chineses querem apresentar um produto padronizado no mercado mundial.

Mas o desgaste acabou na conta de São Paulo, que de todo modo afirma que a vacina tem mais do que os 50% necessários de eficácia para poder ser utilizada.

Agora, na quinta, ainda não se sabe quais números serão apresentados. É mais provável que sejam os dados brasileiros para um pedido emergencial à Anvisa, que tem 10 dias para responder, do que a adoção da tática anterior.

Há questões adicionais. O plano estadual lançado por Doria em dezembro prevê um escalonamento para vacinar, a partir de 25 de janeiro, 9 milhões de pessoas -profissionais de saúde, grupos vulneráveis e quem tem mais de 60 anos no estado.

Mas o programa, que em sua primeira fase anunciada se estendia até o fim de março, terá de ser todo alterado se houver apenas uma dose da Coronavac.

Nada disso conta, claro, com eventuais surpresas desagradáveis, como a necessidade de mudar as fórmulas de vacina caso cepas mutantes do coronavírus se tornem prevalentes.

Esse risco epidemiológico ocorre agora no Reino Unido, embora com a suposição de que os imunizantes atuais dão conta, mas há notícias preocupantes acerca de uma variante sul-africana que não seria coberta por eles.

Noves fora a data depender do imbróglio da autorização, uma outra questão atormenta o governo paulista.

Se a União assumir a Coronavac, em tese irá pagar por ela e terá primazia em determinar seu uso pelo país. A ideia de que São Paulo assumiria o protagonismo nacional na vacinação ficaria prejudicada em termos de imagem.

Setores técnicos do governo estadual estão estudando a questão, para saber exatamente se é possível haver planos simultâneos de imunização sem prejuízo à organização. Em favor do cronograma de Doria há o fato de que não existe nenhum contrato ainda entre governo federal e Butantan.

Segundo o planejamento paulista, haveria 46 milhões de doses da Coronavac, entre doses prontas e formuladas no Butantan, neste mês. Na virada do ano, eram 11 milhões.

Bolsonaro, que sempre que pode degrada o debate sobre vacinas e segue minimizando a pandemia, parece ter entendido o valor político de ter a primeira inoculação feita sob os auspícios do Ministério da Saúde e agora diz que quer um imunizante rapidamente.

Pix não tem opção de bloqueio de pagadores específicos, diz BC

A chegada do Pix pode ter redesenhado os parâmetros para “investir em um relacionamento”. O assunto ganhou força no Twitter neste domingo (3), depois de o relato de um internauta viralizar nas redes.


Segundo o relato de Matheus Siqueira, 21, uma garota teria usado o Pix para mandar mensagens para o ex-namorado -primo de Matheus-, depois que ele a bloqueou em outras redes sociais e meios de comunicação.

O motivo do bloqueio teria sido a descoberta de uma traição, e as mensagens, enviadas em anexo a diversas transferências de R$ 0,01, seriam pedidos de desculpas.

Na publicação, o internauta pedia ajuda aos seus seguidores para saber se é possível bloquear alguém no Pix.

Segundo o BC (Banco Central), no entanto, o sistema de pagamentos instantâneos não possui a opção de bloqueio de pagadores específicos por parte dos usuários.

“O que o usuário pode fazer é configurar o aplicativo da instituição na qual mantém a conta para não receber a notificação do pagamento. Mas o pagamento em si não é bloqueável de regra”, informou o BC por meio de sua assessoria de imprensa.

Segundo Siqueira afirmou à reportagem, seu primo chegou a apagar o cadastro do celular como chave Pix para não receber mais mensagens.

A autoridade monetária também afirma que não prevê adicionar a possibilidade de bloqueio por parte do usuário no novo sistema.

A resolução do BC que disciplina o funcionamento do Pix só prevê a possibilidade de bloqueio de uma conta por parte das instituições financeiras e de pagamentos participantes do novo sistema em caso de fraude.

Caso haja excedência do tempo máximo de autorização da iniciação de transação, problemas de autenticação do usuário pagador ou suspeita de fraude ou infração à regulação de prevenção à lavagem de dinheiro, entre outros, a regulação do Pix permite a rejeição da transação por parte da instituição participante.

O BC também não permite o bloqueio de pagadores específicos pelos usuários no caso de transferências feitas por meio de TED ou DOC, ressalvada novamente a possibilidade de fraude.

Bahia encerra 2020 com 493.400 casos e 9.129 mortes confirmadas pela Covid-19

Foto: Paula Froés/ GOVBA

A Bahia encerrou o ano com 493.400 confirmados da Covid-19. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (31), pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). 

Ainda segundo o levantamento, foram registradas, neste ano, 9.129 mortes em decorrência do vírus.

Nas últimas 24h, foram 2.862 casos confirmados e mais 29 óbitos.

Fonte: Bahia Notícias.

 

 



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