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:: ‘Brasil’

Joice Hasselmann acorda com fraturas no corpo, diz não se lembrar do que houve e suspeita de atentado (vídeo)

“Acordei em uma poça de sangue sem saber quanto tempo fiquei desacordada. A hipótese que eu mais acredito é que sofri um atentado”, afirmou a deputada Joice Hasselmann em entrevista

Deputada federal, Joice Hasselmann (PSL) afirmou à jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, que acordou na noite de sábado, 17, em seu apartamento após 7 horas inconsciente em uma poça de sangue, com vários hematomas, o dente quebrado e o rosto desfigurado, com fraturas.

“A última lembrança que a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) tem da noite de sábado é a de estar em sua cama, no apartamento funcional onde vive, em Brasília. […] Depois, o que veio pela frente foi um lapso de memória de aproximadamente sete horas. Quando retomou os sentidos, a deputada disse ter acordado em meio a uma poça de sangue no chão de seu closet, com cinco fraturas no rosto e uma na costela. Estava ainda com um dente quebrado e queixo cortado”, informa Megale em artigo.

À coluna d’O Globo, Joice disse que acionou a Polícia Legislativa para investigar o caso e afirmou que acredita que foi vítima de um atentado. “Acordei em uma poça de sangue sem saber quanto tempo fiquei desacordada. A hipótese que eu mais acredito é que sofri um atentado”, afirmou.

“É improvável que eu tenha conseguido cair de jeitos diferentes para lesionar tantas partes do meu corpo. Um dos médicos que me atendeu perguntou se eu levei chutes. Mas não posso acusar sem provas. Não me lembro de nada”, destaca a deputada, que recentemente rachou com o bolsonarismo e assinou superpedido de impeachment com a esquerda contra Jair Bolsonaro.

“Já estou em contato com a Polícia Legislativa. Eles vão investigar o caso e solicitarão as imagens das câmeras do prédio para analisar a movimentação. Já fiz esse pedido aos policiais. Amanhã eu prestarei depoimento e indicarei testemunhas, como meu marido, funcionários da casa e porteiros do prédio”, disse.

“Só preciso fazer a prova de tiro para ter a minha posse de arma. Comprei uma pistola Glock e ela não vai sair do meu lado, nem na hora de dormir”, afirma.

Santos Cruz rebate Braga Netto: ‘eleição não é assunto da Defesa’

Ex-ministro de Bolsonaro criticou as ameaças do ministro da Defesa contra as eleições: “uma coisa é o aperfeiçoamento do sistema, você pode discutir. Agora, a existência da eleição, não. A existência da eleição não pode ser contestada”

O ex-ministro de Jair Bolsonaro e general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz rebateu nesta quinta-feira (22) ameaças do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, às eleições de 2022. Segundo reportagem do Estado de S. Paulo, Braga Netto teria avisado o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que o próximo pleito só seria realizado caso o voto impresso estivesse em vigor.

Santos Cruz afirmou, também ao Estado de S. Paulo, que o tema não diz respeito à Defesa. “Esse tipo de assunto não é assunto do Ministério da Defesa. O ministério da Defesa trata da operacionalidade das tropas, da capacidade das instituições militares, tem uma série de assuntos que são próprios do Ministério da Defesa. Eleição é um assunto mais do Poder Legislativo“.

“Uma coisa é o aperfeiçoamento do sistema eleitoral, você pode discutir. Agora, a existência da eleição, não. A existência da eleição não pode ser contestada”, completou.

Diante das afirmações de Lira e Braga Netto de que as informações divulgadas pela reportagem não são verdadeiras, Santos Cruz pediu uma investigação: “é um assunto extremamente sério, precisa ser verificada a responsabilização. Pela natureza do assunto, precisa de maior aprofundamento”.

247

Lula se reúne com Flávio Dino e debate plano de recuperação da Amazônia Legal

Recém filiado ao PSB, o governador do Maranhão é apontado como opção de candidato a vice-presidente na chapa de Lula

O ex-presidente Lula (PT) se reuniu, nesta quinta-feira, 15, com o governador do Maranhão, Flávio Dino, recém ingresso no PSB e apontado como uma das opções de candidato a vice-presidente na chapa do petista em 2022. Dino é presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.⁣

Na reunião, Lula recebeu o Plano de Recuperação Verde da Amazônia Legal, elaborado pelo consórcio que é visto pelo ex-presidente como “um projeto que pode transformar a vida dos 30 milhões de moradores da região”.

Nas redes sociais, Dino informou: “falamos sobre economia verde, combate à pandemia e medidas sociais que estamos adotando no Maranhão. Agradeço a acolhida fraterna e espero poder retribuir em breve”.

Fonte: 247

Ato contra Bolsonaro no Rio termina com repressão e agressão pela PM

Manifestantes foram às ruas em algumas cidades do Brasil nesta terça-feira, em um “esquenta” para o protesto “Fora Bolsonaro” do próximo dia 24

Manifestantes, trabalhadores, estudantes, movimentos populares e sindicalistas foram às ruas em algumas cidades do Brasil nesta terça-feira (13) em ato contra Jair Bolsonaro e em defesa dos serviços públicos. Os atos são considerados um “esquenta” para o protesto “Fora Bolsonaro” do próximo dia 24.

No Rio de Janeiro, a manifestação foi pacífica, os manifestantes seguiram pela Avenida Rio Branco e termina a Cinelândia. No entanto, os manifestantes foram reprimidos pela Polícia Militar na região central do Rio. Há relatos de agressão por parte da PM. Segundo a Ponte Jornalismo, duas pessoas foram detidas.

 

Eunício Oliveira compra apartamento leiloado de Ciro e ironiza: “arrematei de sacanagem”

“O homem não administra nem o patrimônio dele, quer administrar o Brasil?”, ironizou o ex-presidente do Senado, desafeto de Ciro

O ex-ministro Ciro Gomes teve um apartamento vendido pela Justiça para pagar uma indenização devida pelo presidenciável do PDT ao senador Fernando Collor. O imóvel, localizado em Fortraleza, foi comprado por R$ 451 mil no leilão judicial pelo ex-presidente do Senado, Eunício Oliveira.

Desafeto de Ciro, Eunício ironizou a compra. “Arrematei de sacanagem… O homem não administra nem o patrimônio dele, quer administrar o Brasil?”, afirmou o ex-senador, segundo o colunista Robson Bonin, da Veja.

Collor processou Ciro após o pedetista afirmar, em 1999, que Lula deveria ter chamado seu concorrente de “playboy safado” e “cheirador de cocaína” nas eleições de 1989. A indenização foi fixada em R$ 400 mil. Como Ciro não pagou, a Justiça determinou a penhora do imóvel.

Bahia Notícias

Comissão na Câmara quer ouvir Ministro Onyx Lorenzoni sobre ameaças a deputado

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados tem reunião marcada para quarta-feira (14) com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni. O ministro foi convidado pelo colegiado para prestar esclarecimentos sobre as ameaças feitas ao deputado Luis Miranda (DEM-DF) e ao servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo.

De acordo com a Agência Câmara, o debate atende a requerimento do deputado Leo de Brito (PT-AC), que inicialmente pedia a convocação do ministro, o que tornaria a presença obrigatória. No entanto, o colegiado aprovou apenas o convite, o que deixa o ministro livre para não comparecer.

Brito relata notícias vinculadas pela mídia que apontam ameaças de Lorenzoni ao deputado Luiz Miranda e ao irmão dele, o servidor público Luís Ricardo, que denunciaram suspeitas de corrupção na compra, pelo governo federal, da vacina indiana Covaxin. De acordo com Lorenzoni, o presidente Jair Bolsonaro determinou que a Polícia Federal investigue os dois.

O debate está agendado para as 13 horas, no plenário 11.

 

Fonte: Bahia Notícias

Bolsonaro deveria prestar mais atenção à corrupção que o envolve, diz chanceler de Cuba

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou nesta terça (13) Jair Bolsonaro devido à atuação do governo brasileiro na pandemia de Covid e à resposta dele a denúncias de corrupção.
O chanceler disse que o presidente deveria cuidar dessas questões em vez de usar os protestos na ilha para tentar desviar a atenção dos problemas de sua gestão. As declarações, feitas em uma rede social, foram uma resposta de Havana às críticas que Bolsonaro dirigiu um dia antes ao regime cubano, que enfrentou uma onda de protestos no último fim de semana.
“O presidente do Brasil deveria corrigir sua atuação negligente que contribui para o lamentável falecimento de centenas de milhares de brasileiros por Covid e [para] aumentar a pobreza”, escreveu o chanceler no Twitter. “Deveria prestar atenção a casos de corrupção que o envolvem e não desviar [a atenção] olhando superficialmente para Cuba”, acrescentou.
No domingo (11), Cuba viu os maiores protestos na ilha nas últimas décadas. Milhares de pessoas foram às ruas por todo o país aos gritos de “liberdade!” e “abaixo a ditadura!”, para expressar frustração por meses de crise, restrições devido à Covid e o que acusam ser negligência do governo.
Houve repressão aos atos por parte do regime cubano, que diz que os problemas do país são consequência do bloqueio econômico feito pelos EUA há seis décadas. Após os protestos, jornalistas foram detidos, e o acesso à internet, restringido.
Bolsonaro aproveitou os atos na ilha para alimentar o discurso do fantasma comunista que, segundo ele, assombra o Brasil. Atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto, o atual presidente relaciona uma eventual volta do PT ao poder à instalação do comunismo no país.
“Foram pedir, além de alimentos, eletricidade. Foram pedir… Pediram mais uma coisa. Por último, em quarto lugar, pediram liberdade. Sabe o que eles tiveram ontem? Borrachada, pancada e prisão”, afirmou o presidente a apoiadores no Palácio da Alvorada. A declaração foi registrada por um canal bolsonarista.
“O dia de ontem [domingo] foi um dia muito triste, dado o que aconteceu em Cuba. Muita gente acha que a gente nunca vai chegar lá, nunca vai chegar à [situação da] Venezuela, que a gente [nunca] vai ter problemas como estão tendo em outros países por aqui”, disse o presidente brasileiro.
“Tem gente aqui no Brasil que apoia quem apoia Cuba, que apoia Venezuela. Gente que várias vezes foi para Cuba tomar champanha [sic] com Fidel Castro ou foi para a Venezuela tomar uísque com [Nicolás] Maduro. E tem gente aqui que apoia esse tipo de gente. É sinal que eles estão querendo viver como os cubanos, como os venezuelanos”, insistiu Bolsonaro.
Mais tarde, em publicação nas redes sociais, o presidente reforçou as críticas ao regime cubano, classificada por ele de “ditadura cruel que por décadas massacra a liberdade enquanto vende para o mundo a ilusão do paraíso socialista”. Bolsonaro também expressou “todo apoio e solidariedade ao povo cubano” e desejou que a “democracia floresça em Cuba e traga dias melhores ao seu povo”.
O presidente enfrenta suspeitas de que teria sido negligente ao receber denúncias de corrupção relacionadas à compra de vacinas contra a Covid. Seu governo demorou a adquirir imunizantes e ignorou propostas como a da Pfizer. A lentidão na obtenção de vacinas é apontada por especialistas como uma das causas para o alto número de mortes por Covid no Brasil em 2021. A doença já matou 534 mil pessoas no país, sendo que mais da metade dos óbitos ocorreu neste ano.

Fonte: Bahia Notícias

Querem fazer de Lula semipresidente

Por  Vivaldo Barbosa

Coordenador do Movimento O TRABALHISMO, foi Deputado Federal, Constituinte, Secretario de Justiça de Brizola.

Vivaldo Barbosa analisa a articulação da direita depois do fracasso da “terceira via”. Há como que um “recado” à esquerda: “podem eleger o Lula, mas ele será semipresidente, pois o governo vai ser definido pelo Congresso: Centrão e outros grupos conservadores”

Mais uma vez retorna o projeto de se impor ao Brasil o parlamentarismo por vias travessas.

Nas três tentativas por vias legais, democráticas, perderam: o plebiscito de 1963, que derrubou o arranjo feito para dar posse a João Goulart sem lhe dar poderes de governo; a Constituinte e o plebiscito de 1993. O povo brasileiro sempre demonstrou a consciência de que deveria manter em suas mãos a escolha do Governo da Nação.

Agora, invocam o subterfúgio de chamarem de semipresidencialismo o que, de maneira mais honesta, sempre se chamou de parlamentarismo. Estão ressuscitando a emenda parlamentarista derrotada na Constituinte, com as mesmas justificativas: vamos seguir França e Portugal, em que o Presidente terá mais poderes do que os reis ou rainhas.

O parlamentarismo é novamente colocado, agora pelas vozes dos juízes do Supremo Tribunal, Roberto Barroso e Gilmar Mendes. Nada a estranhar, pois o parlamentarismo sempre foi o ponto central dos tucanos, movimento político in pectore de ambos. O estranho é que, tornado juízes, continuam a dar opiniões e a apontar caminhos políticos, em entrevistas aos meios de comunicação praticamente toda semana, sobre assuntos que não dizem respeito às suas funções julgadoras e que, muitas vezes, constituirão processos que haverão de decidir. Veja agora: o Ministro Barroso classificou em nota que o Presidente estava a incorrer em crime de responsabilidade, em prejulgamento de questão que possivelmente cairá em suas mãos para julgar muito em breve. Um juiz só pode falar em crime com processo em mãos: acusação, defesa, provas, sentença.

Agora, passaram a contar com a companhia de Michel Temer, este sim, do ramo, com toda legitimidade para opinar.

Voltam a invocar o argumento que o Presidente ficará com alguns poderes: Comandante em chefe das Forças Armadas (algo abstrato, pois a toda hora vemos que as Forças Armadas são comandadas pelos seus comandantes); indicar ao Congresso o nome do Primeiro Ministro e outras atribuições cerimoniais. Mas o Governo seria exercido pelo Ministério aprovado pelo Congresso, decidindo sobre economia, salários, distribuição da renda, educação, moradia, impostos e tudo que diz respeito à vida das pessoas.

A Constituinte derrotou emenda com o mesmo conteúdo, com os tucanos à frente, embora ainda dentro do PMDB, mas já organizando o PSDB, e outras correntes conservadoras e correntes progressistas menores. Prevaleceu o presidencialismo com base na emenda que eu havia preparado e que defendi na votação que foi o ápice da Constituinte: a única votação em que compareceram todos os constituintes. PDT da época e PT comandaram a decisão.

A proposta de parlamentarismo ressurge agora com duas questões morais graves. Primeiro, a mistificação de chamar de semipresidencialismo. Faz retornar a Emenda Constitucional tentada pelo Deputado Luis Hauly, do PSDB do Paraná, para tentar contornar o resultado do plebiscito alguns anos antes, que havia imposto a adoção do presidencialismo no Brasil para preservar o valor do voto do povo brasileiro. A tentativa não vingou.

A segunda questão é que isto surge na sequência dos golpes de aparência legal e com apoio judicial feitos no Brasil recentemente: a derrubada da Presidenta Dilma, o afastamento de Lula da eleição com sua prisão e a eleição de Bolsonaro. Agora, com o quadro político que se criou com a derrocada do Governo Bolsonaro, a proclamação da ilegalidade dos processos contra Lula, tudo está levando à preferência esmagadora do povo brasileiro, que a fez sozinho e contra a indicação dos meios de comunicação, pela eleição de Lula no próximo ano. Não conseguem arranjar o que chamaram de terceira via. O jeito, então, é limitar os efeitos do voto do povo: podem eleger o Lula, mas ele será semipresidente, pois o governo vai ser definido pelo Congresso: Centrão e outros grupos conservadores.

O conservadorismo quer continuar dando as cartas e limitar a força do povo para as elites continuarem a usufruir da pesada herança do colonialismo e da escravidão. Boa parte do Judiciário lhe tem servido bem nos últimos tempos.

Fonte: 247

Gilmar se alinha a Barroso na defesa do “semipresidencialismo”

“As sucessivas crises do nosso sistema reclamam uma reforma que garanta a co-responsabilidade do Congresso Nacional nos deveres de Governo. Representatividade e governabilidade podem andar juntas”, disse o ministro Gilmar Mendes sobre a proposta de Luis Roberto Barroso, de implantar o semi-presidencialismo já em 2026

Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apoiou nesta segunda-feira (5) a defesa da proposta de Semipresidencialismo como sistema de governo do Brasil a partir de 2026, feita pelo também ministro do STF Luis Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“As sucessivas crises do nosso sistema  – com incansáveis invocações de impeachment – reclamam uma reforma que garanta a co-responsabilidade do Congresso Nacional nos deveres de Governo. Representatividade e governabilidade podem andar juntas”, disse o ministro Gilmar Mendes pelo Twitter.

Durante Durante o Simpósio Interdisciplinar sobre o Sistema Político Brasileiro, Luís Roberto Barroso afirmou que no sistema ‘semi-presidencialista’, o presidente conduziria as relações internacionais, nomearia os embaixadores, seria o comandante-em-chefe das Forças Armadas, indicaria os ministros de tribunais superiores e apontaria o primeiro-ministro.

“As sucessivas crises do nosso sistema  – com incansáveis invocações de impeachment – reclamam uma reforma que garanta a co-responsabilidade do Congresso Nacional nos deveres de Governo. Representatividade e governabilidade podem andar juntas”, disse o ministro Gilmar Mendes pelo Twitter.

Durante Durante o Simpósio Interdisciplinar sobre o Sistema Político Brasileiro, Luís Roberto Barroso afirmou que no sistema ‘semi-presidencialista’, o presidente conduziria as relações internacionais, nomearia os embaixadores, seria o comandante-em-chefe das Forças Armadas, indicaria os ministros de tribunais superiores e apontaria o primeiro-ministro.

“Porém, este primeiro-ministro depende de aprovação pelo Congresso Nacional. E será o primeiro-ministro quem desempenhará o papel de chefe de governo e conduzirá o varejo político da vida de um país”, explicou Barroso.

Durante sua participação no simpósio, Barroso reconheceu que a ex-presidenta Dilma Rousseff não foi afastada do cargo por crime de responsabilidade em 2016, mas por “perda de sustentação política”, reconhecendo na prática o golpe contra a petista.

247

Em 8 meses, Kassio já se posicionou ao menos 20 vezes em favor de Bolsonaro no STF

Em 8 meses, Kassio já se posicionou ao menos 20 vezes em favor de Bolsonaro no STF

O ministro Kassio Nunes Marques, primeiro indicado do presidente Jair Bolsonaro ao STF (Supremo Tribunal Federal), já se posicionou ao menos 20 vezes a favor do governo desde que chegou ao tribunal.
Além de ter dado decisões que beneficiaram o Palácio do Planalto, o magistrado votou de acordo com os interesses do chefe do Executivo na maioria dos julgamentos importantes dos quais participou.
O alinhamento ocorreu em questões políticas, como na análise das ações do ex-presidente Lula (PT) e no veto à reeleição do deputado Rodrigo Maia (sem partido-RJ) no comando da Câmara, e em temas econômicos, como no caso bilionário da inclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins.
O ministro chegou ao Supremo há oito meses e, nesse período, se expôs e desagradou colegas internamente ao se alinhar a Bolsonaro. O momento de maior tensão foi quando autorizou a realização de missas e cultos durante a pandemia em todo o Brasil.
Na visão de parte da corte, o magistrado passou por cima da jurisprudência consolidada do tribunal de conceder autonomia a governadores e prefeitos para atuar no combate à Covid quando derrubou decretos locais que vetavam celebrações religiosas.
O magistrado, porém, afirmou que analisou apenas a constitucionalidade das normas regionais e que não violou o entendimento da corte de dar poderes a estados e municípios para conter a pandemia.
Ao final, o plenário da corte, por 9 a 2, revogou a ordem judicial do ministro. Apesar do desgaste interno, ele agradou o presidente, que publicou a decisão nas redes sociais.
Em julgamentos tributários, o ministro seguiu a linha que adotava desde a época em que era juiz do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) e votou para evitar prejuízos à União.
Na análise do recurso que discutia a chamada “tese do século”, o julgamento de maior impacto fiscal da história do Supremo, Kassio votou para que o ICMS a ser retirado da base de cálculo do PIS e da Cofins fosse o destacado na nota fiscal, e não o efetivamente pago.
O entendimento do magistrado reduziria significativamente o prejuízo da decisão aos cofres públicos, que poderia ser superior a R$ 230 bilhões, mas ele ficou vencido.
No julgamento sobre uma lei de 2004 que permitiu a redução ou o restabelecimento das alíquotas de PIS e Cofins por norma infralegal, que poderia gerar prejuízo de R$ 32,8 bilhões ao governo federal, ele também votou em favor do Executivo.
Em conversas reservadas, o ministro costuma afirmar que sempre defendeu a autocontenção do Judiciário e observou a separação entre os Poderes.
A interlocutores ele diz que o importante é avaliar sua atuação a longo prazo e comparar se adotará postura diferente em relação a outros governos ou se manterá a coerência em decisões que comprometem atos do Executivo ou do Legislativo.
No STF, o ministro adotou essa postura, por exemplo, quando foi o único a votar a favor da manutenção da Polícia Nacional de Educação Especial, que foi instituída por Bolsonaro e invalidada por 10 a 1 no STF.
Em relação à CPI da Covid, o ministro deu duas decisões alinhadas aos interesses do governo: suspendeu a quebra dos sigilos de Elcio Franco, ex-número dois de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, e de Hélio Angotti, que foi secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos da pasta.
Segundo o magistrado, a CPI não expôs devidamente qual crime eles teriam cometido.
Kassio, porém, também desagradou o governo em relação à comissão parlamentar de inquérito. Foi ele quem autorizou o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, inimigo de Bolsonaro, a permanecer em silêncio em seu depoimento na comissão do Senado.
O ministro também sinalizou para o governo em julgamentos em que os interesses do Executivo não estavam diretamente ligados.
Na ocasião em que a corte julgou o senador Márcio Bittar (MDB-AC) e ampliou o foro especial de deputados federais e senadores nos chamados “mandatos cruzados”, ele apresentou uma tese que vai ao encontro do que tem afirmado a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), denunciado pela prática da “rachadinha”.
A decisão do Supremo se limitou à situação de parlamentares federais, que passaram a manter o foro perante o STF quando trocam um mandato na Câmara por outro no Senado ou vice-versa.
O ministro, porém, aproveitou para afirmar que é a favor da manutenção do foro em todas as ocasiões, e não apenas em relação aos integrantes do Congresso.
A tese é idêntica à de Flávio, que pede para não ser investigado em primeira instância no caso das “rachadinhas” porque era deputado estadual na época dos delitos que o levaram a ser denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
Em junho do ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu o foro especial para que o processo contra o filho de Bolsonaro tramite em segunda instância e retirou o caso das mãos do juiz Flávio Itabaiana, que vinha dando decisões contra Flávio.
O próprio TJ-RJ, um mês depois, reconheceu que a decisão pode ter sido “inédita”, mas afirmou que não foi “absurda”.
O Ministério Público fluminense recorreu ao Supremo sob argumento de violação à jurisprudência do tribunal, mas uma deliberação final sobre o tema ainda está pendente, e Kassio deve participar deste julgamento.
Na discussão sobre o Censo, Kassio deu o voto mais favorável ao governo. O ministro Marco Aurélio havia determinado ao governo que desse condições ao IBGE para realizar o levantamento ainda neste ano.
A maioria dos ministros, porém, derrubou a decisão do colega e afirmou que o Executivo é obrigado a realizar o Censo apenas em 2022. Kassio, por sua vez, disse que não cabe ao STF neste momento impor qualquer obrigatoriedade ao Executivo.
O ministro também adotou posições que impediram eventuais derrotas de Bolsonaro na corte.
No julgamento do mandado de segurança em que Marco Aurélio votou para proibir Bolsonaro de bloquear seguidores nas redes sociais, Kassio pediu destaque e interrompeu a análise do tema no plenário virtual. Até o momento, o julgamento não foi retomado.



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