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No apagar das luzes, Bahia vence o Palmeiras na Fonte Nova e encerra jejum de triunfos

O Bahia colocou um ponto final no jejum de triunfos em grande estilo, com direito a derrubar o último invicto do Brasileirão. Na noite desta quarta-feira (21), o Tricolor venceu o Palmeiras por 1 a 0, na Arena Fonte Nova, pela 11ª rodada. O único gol da partida foi marcado por Thaciano aos 47 minutos do segundo tempo.

Com o resultado positivo, o Esquadrão de Aço assumiu o 14º lugar na tabela de classificação ao somar 12 pontos. Enquanto o Verdão segue na vice-liderança com 22.

O Bahia volta ao gramado no sábado de São João (24), às 18h30, para enfrentar o Fluminense, no Maracanã. A partida é válida pela 12ª rodada do certame nacional.

 

O JOGO

O jogo começou com as duas marcações não dando espaços aos adversários, impedindo a penetração na área para levar perigo aos goleiros. Aos quatro minutos, Zé Rafael bobeou e o Tricolor puxou o contra-ataque, mas acabou não aproveitando e desperdiçou a boa oportunidade. Apesar disso, o Tricolor subiu um pouco mais a marcação, dominando mais a bola e sem dar respiro ao Verdão, que ficava retraído atrás. Aos 11, o time baiano criou boa trama com Cicinho. O lateral carregou a bola em direção ao gol, mas acabou perdendo ao tentar puxar para dentro. Na sequência, os donos da casa ganharam o escanteio.

 

A primeira chegada do Palmeiras aconteceu aos 15 minutos em descida pela direita. Mayke fez cruzamento rasteiro e ganhou o escanteio. No minuto seguinte, o Verdão quase marcou em jogada ensaiada na cobrança de escanteio. Artur recuou para Vanderlan, que encontrou Dudu no meio da área. O atacante fez o passe para Gabriel Menino no miolo, mas falhou finalização e Marcos Felipe segurou. Porém, a arbitragem anulou a jogada apontando impedimento do ataque paulista. A resposta do Tricolor veio três minutos depois com o chute de fora da área de Acevedo, obrigando Lomba a cair para fazer a defesa. Aos 19, o time paulista criou boa chance. Endrick tocou para Artur, que bateu rasteiro nas mãos de Marcos Felipe. Mas o assistente apontou a posição irregular do camisa 14.

Aos 24 minutos, a defesa do Bahia errou na saída de bola, em que Kanu e Rezende se atrapalharam. Zé Rafael aproveitou a indecisão e finalizou de longe com perigo para a meta defendida por Marcos Felipe. O time paulista chegou bem novamente aos 27, desta vez com Vanderlan que tentou o cruzamento rasteiro, mas Marcos Felipe se antecipou e encaixou. Aos 32, Kanu fez um desarme providencial e impediu Endrick de abrir o placar no cruzamento de Artur.

 

O Bahia quase conseguiu criar uma boa chance, mas Cauly acabou sendo desarmado por Zé Rafael na entrada da área aos 38 minutos. O volante aproveitou o contra-ataque e lançou Artur, que recebeu livre, disparou em velocidade e finalizou para fora. Mas o atacante acabou se machucando no lance e o jogo foi paralisado para atendimento médico.

Aos 43 minutos, Ademir recebeu o cartão amarelo do banco de reservas por reclamação.

 

Marcos Felipe deu um susto na torcida do Tricolor aos 45 minutos por quase tomar um frango. O goleiro do time baiano saiu errado, a bola bateu num jogador do Palmeiras e Artur foi acionado na área. Ele bateu cruzado e o arqueiro do Tricolor deixou ela passar, mas conseguiu tirar em cima do limite linha. A arbitragem de campo não validou o gol, mas depois o VAR foi acionado e o placar não foi mexido.

 

Segundo tempo

Os dois times voltaram dos vestiários com as mesmas formações que iniciaram a partida. Aos 10 minutos, Marcos Felipe fez uma grande defesa na finalização de Duda dentro da área.

Após entrar no lugar de Vinícius Mingotti, Everaldo quase proporcionou um lance plástico aos 22 minutos. O centroavante acertou uma bicicleta dentro da área, mas não conseguiu acertar em cheio e o time paulista ficou com a bola. Dois minutos depois, Acevedo roubou a bola e puxou o contra-ataque. O uruguaio carregou até a intermediária e tocou para Kayky, que foi travado na hora da finalização e a bola passou perto da trave direita de Marcelo Lomba.

O Verdão bombardeou o Tricolor aos 30 minutos, ambas com Luis Guilherme. Na primeira oportunidade, o meia recebeu na direita, invadiu a área e chutou na trave, após desvio. A segunda foi na cobrança de escanteio em que ele soltou a bomba obrigando Marcos Felipe a fazer mais uma grande defesa. Mas na sequência, a arbitragem anotou impedimento do ataque paulista.

 

Thaciano marca aos 47
O Tricolor marcou com Thaciano aos 47 minutos. Bela jogada de Cauly que driblou três marcadores, mas perdeu a bola na entrada da área. Daniel aproveitou a sobra e bateu, Lomba espalmou e Thaciano empurrou para o fundo das redes. Bahia 1×0 Palmeiras

 

FICHA TÉCNICA
Bahia 1×0 Palmeiras
Campeonato Brasileiro – 11ª rodada

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador
Data: 21/06/2023 (quarta-feira)
Horário: 21h30
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)

Cartões amarelos: Vinícius Mingotti, Ademir, Kayky, Everaldo (Bahia) / Endrick, Gabriel Menino, Breno Lopes (Palmeiras)

Gol: Thaciano (Bahia)

 

Bahia: Marcos Felipe; Chávez, Kanu, Vitor Hugo (Gabriel Xavier) e Cicinho; Rezende, Acevedo, Thaciano e Cauly; Kayky (Daniel) e Vinícius Mingotti (Everaldo). Técnico: Renato Paiva.

 

Palmeiras: Marcelo Lomba; Mayke, Gustavo Gómez, Luan e Vanderlan; Zé Rafael, Gabriel Menino (Richard Ríos) e Bruno Tabata (Luis Guilherme); Artur (Giovani), Dudu (Breno Lopes) e Endrick (López). Técnico: Abel Ferreira.

BC desafia o próprio mercado e mantém juros mais altos do mundo no Brasil

Banco Central (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Esta foi a 7ª vez seguida que a autoridade monetária decidiu manter os juros básicos no patamar de 13,75%

247 – Em sua quarta reunião de 2023, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu novamente por manter a taxa Selic em 13,75%. Pelo sétimo encontro consecutivo, a autoridade optou por não mexer nos juros básicos da economia.

A decisão foi unânime. No comunicado, o BC retirou a referência que fazia a uma possível retomada de ciclo de aperto, caso o processo desinflacionário não ocorra dentro do esperado, mas falou em cautela.

“A conjuntura atual, caracterizada por um estágio do processo desinflacionário que tende a ser mais lento e por expectativas de inflação desancoradas, segue demandando cautela e parcimônia”, diz o comunicado.

A expectativa de analistas antes da decisão era de que, embora haja um início de flexibilização já na reunião de agosto do Comitê, com um corte de ao menos 25 pontos-base em meio aos últimos dados de inflação, o Banco Central inseriria isso em sua comunicação de forma implícita, sem se comprometer formalmente com os cortes.

Mais uma vez, o comitê disse que a conjuntura demanda paciência e serenidade na condução da política monetária. “Os passos futuros da política monetária dependerão da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular as de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados, como a presidente do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), repetidamente criticaram a política de juros do BC, avaliando que o patamar atual inviabiliza o projeto de reconstrução nacional. (Com informações do InfoMoney).

 

Gleisi cobra ação do Senado após BC decidir manter juros mais altos do planeta

Gleisi Hoffmann e Roberto Campos Neto (Foto: Gustavo Bezerra | Marcos Corrêa/PR)

Presidente do PT afirmou que o Banco Central de Roberto Campos Neto sabota a economia do País

247 – A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), foi às redes sociais manifestar sua indignação após o Banco Central decidir, mais uma vez, manter a taxa básica de juros em 13,75%, apesar dos indicadores que apontam para uma redução na inflação. O Brasil possui o juro real mais elevado do mundo.

A dirigente cobrou uma ação do Senado para analisar a remoção de executivos da autoridade monetária, que, segundo ela, atua para sabotar a economia de forma proposital. “Não há mais como tolerar esta situação. O certo é a saída desse pessoal”, disse Gleisi em uma postagem.

O patamar do índice encontra-se alto e na contramão do cenário econômico, com expectativa de alta no Produto Interno Bruto (PIB) e de queda na inflação. No entanto, o BC nem sequer indicou claramente que mudará os rumos da política monetária, insistindo no caminho do aperto.

A Lei Complementar 179/2021 estabelece que cabe ao Conselho Monetário Nacional (CMN) uma das poucas modalidades que poderiam levar à queda do comando da instituição. Integram o CMN, além de Campos Neto, os  ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento).

A legislação estabelece que o presidente e os diretores podem ser exonerados “quando apresentarem comprovado e recorrente desempenho insuficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central”. Em 2022, a inflação no País ficou acima da meta da instituição pelo segundo ano consecutivo. Neste caso, o CMN deveria submeter ao presidente da Lula a proposta de exoneração, cuja aprovação, dependeria de maioria absoluta no Senado.

247

Zanin, o vencedor

Cristiano Zanin (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A roda da história girou: Lula com o papa Francisco e Zanin sendo conduzido ao maior posto do judiciário

A imagem diz tudo e mais um pouco, dois dos personagens que estiverem na maior arena jurídica-política do Brasil, no mínimo, nesse século.

O despreparado e arrogante ex-juiz, parcial, que rasgou a Constituição, que  se prestou a participar dos graves crimes lesa-pátria, quebrando empresas, atacando a Soberania do Brasil.

Condenou sem provas Lula, o maior deles, mas tantos outros, foi decisivo para eleição do pior dos brasileiros, sendo seu servil e subserviente, sendo humilhado e saindo pela porta dos fundos, sem conseguir a sua paga, ser ministro do STF.

Na mesma imagem Zanin, o vencedor, que soube passar por tudo que passou, desacreditado, subestimado inclusive por seus pares, mas se manteve firme e convicto da tese jurídica de defesa de Lula.

Teve a paciência e confiou nas palavras de Lula quando inquerido pelo ex-juiz de que haveria outro dia, que a história daria uma volta.

Só não sabia que seria tão grande, Lula inocentado, voltou à arena política, se elegeu e indicou Zanin ao STF, nem em roteiro de cinema preveria que justamente o ex-juiz que fez de tudo por uma vaga, fez perguntas sem nenhum brilho ao Zanin.

A roda da  história girou e proporciona um dia como o de hoje, Lula com o papa Francisco e Zanin sendo conduzido ao maior posto do judiciário.

Não é vingança, é justiça.

247

Cristiano Zanin é o novo ministro do STF

Cristiano Zanin (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)

Indicado do presidente Lula teve seu nome aprovado pelo plenário do Senado após sua sabatina

247 – Nesta quarta-feira (21), o indicado do presidente Lula ao STF, o advogado Cristiano Zanin, foi aprovado pelo plenário do Senado, após a CCJ da Casa sabatiná-lo e decidir levar em frente a nomeação. O placar da votação no plenário deu ampla margem a Zanin: foram 58 votos a favor e 18 contra.

Zanin ganhou notoriedade a partir de 2013, quando assumiu a defesa de Lula, até então conduzida por Roberto Teixeira, seu sogro. Com estilo combativo e disposição aparentemente infinita, logo passou a antagonizar com o ex-juiz suspeito Sergio Moro, responsável por julgar os processos da finada “lava jato”, que ganhou fôlego a partir de 2014.

O advogado se aproximou mais de Lula a partir de 2018, durante os 580 dias em que o presidente ficou preso em Curitiba por ordem de Moro. Ele se orgulha de ter ajudado, por meio de sua atuação, a desnudar os métodos criminosos da “lava jato” e conseguido vencer em todos os processos do petista.

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Lula solicita PEC que aumenta isenção tributária para igrejas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou a senadora Eliziane Gama, do PSD do Maranhão, para preparar, junto à Casa Civil, uma proposta de emenda à Constituição para ampliar a isenção tributária de igrejas.

Segundo o Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, ainda não foram decididos quais impostos serão isentados, pois, atualmente as igrejas praticamente já não pagam o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto de Renda (IR), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). As entidades precisam recolher as contribuições previdenciárias dos funcionários.

A Casa Civil já designou dois servidores para trabalharem na proposta com a senadora.

Biden assina lei para aumentar teto da dívida dos EUA e evita calote histórico

O Congresso aprovou o projeto de lei esta semana depois que Biden e o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, chegaram a um acordo

247 – A Casa Branca anunciou neste sábado (3) que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou um projeto de lei que eleva o teto da dívida dos Estados Unidos, encerrando semanas de temores e intensas negociações destinadas a evitar um calote catastrófico.

“No sábado, 3 de junho de 2023, o Presidente sancionou a lei… HR 3746, a ‘Lei de Responsabilidade Fiscal de 2023’, que suspende o limite da dívida pública até 1º de janeiro de 2025 e aumenta o limite em 2 de janeiro de 2025, para acomodar as obrigações emitidas durante o período de suspensão”, afirmou.

O projeto de lei também rescinde certos saldos não obrigatórios, expande os requisitos de trabalho para vários programas federais, modifica os processos de revisão ambiental e encerra a suspensão dos pagamentos de empréstimos estudantis federais.

O Departamento do Tesouro alertou que não conseguiria pagar todas as suas contas em 5 de junho se o Congresso não agisse até essa data. As duas Casas aprovaram o projeto de lei esta semana depois que Biden e o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, chegaram a um acordo após negociações tensas.

“A aprovação deste acordo orçamentário foi crítica. As apostas não poderiam ser maiores”, disse Biden na sexta-feira (2). “Evitamos uma crise econômica e um colapso econômico”.

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Lira mostra força e Câmara pressiona Lula por espaços para PP, Republicanos e até PL

Quase seis meses após tomar posse, o presidente Lula (PT) assistiu nos últimos dias à demonstração mais contundente de insatisfação da Câmara dos Deputados com o governo e correu o risco de ver boa parte do desenho que fez para os seus ministérios ser apagado.
A medida provisória que reestrutura o governo federal foi aprovada na noite de quarta-feira (31), após ameaça dos deputados de derrotarem a MP diante da insatisfação generalizada com a articulação política do Planalto.
Na avaliação de parlamentares ouvidos pela reportagem, esse momento pode ter representado um divisor de águas na relação do governo com a Câmara.
Os próximos passos, segundo deputados e integrantes do governo, definirão a relação que Lula terá com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).
O Palácio do Planalto sabe que hoje não tem votos suficientes para aprovar medidas de interesse sem a influência do presidente da Câmara.
Segundo Lira e o próprio Lula, o Planalto tem asseguradas cerca de 130 de 513 cadeiras no plenário –embora a base com partidos que integram o governo seja maior.
De agora em diante, avaliam deputados, Lula terá de agir para reparar as arestas em sua articulação política e dar celeridade à liberação de emendas e nomeações de cargos regionais –as duas principais demandas dos congressistas– sob pena de sofrer mais derrotas na Casa.
Para além disso, um pedido recorrente de parlamentares é por prestígio e para que Lira seja mais empoderado.
Isso significa também abrir espaço na máquina federal para outras legendas, como PP, Republicanos e até o PL, que apoiaram a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2022 –alguns no primeiro, outros no segundo escalão.
A hipótese foi aventada pelo próprio Lira. Em entrevista à GloboNews na quinta-feira (1º), o parlamentar afirmou que o governo federal se predispôs a montar a sua base parlamentar dando ministérios para partidos que o apoiaram na campanha, além de MDB, PSD e União Brasil –e defendeu ser lógico que essa alternativa possa ser usada a outras legendas no intuito de aumentar a base.
Deputados do centrão e aliados do petista afirmam ainda considerar ser inevitável mudanças no ministério, mesmo pontuais, depois do recesso parlamentar, em julho.
A avaliação é que partidos que comandam pastas não estão entregando votos –e os que se consideram independentes e até mesmo da oposição, por outro lado, estão votando junto com o governo em algumas matérias.
A situação da União Brasil, que tem três ministérios, é considerada a mais frágil. Isso porque Daniela Ribeiro (Turismo) pediu à Justiça para deixar a legenda, e Juscelino Filho (Comunicações) não tem o apoio de boa parte da bancada.
Já Waldez Goés (Integração Nacional), licenciado do PDT, foi indicado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e tem sua situação considerada mais confortável pelo governo porque garante voto no Senado.
Membros do Executivo ponderam, no entanto, que nenhuma troca deverá ocorrer num primeiro momento. A ideia é dar celeridade na resolução das críticas dos parlamentares que dizem respeito à execução orçamentária e às nomeações.
Na última semana, de um lado, Lira mostrou força ao governo ao ameaçar com uma derrota retumbante e afirmar que, a partir de agora, ele terá que “andar com suas pernas”.
De outro lado, Lula teve de entrar pessoalmente na articulação política, telefonou para o presidente da Câmara, recebeu o líder da União Brasil, Elmar Nascimento (União Brasil-BA), e começou a preparar um diagnóstico sobre os problemas das pastas, fazendo um pente fino e tratando diretamente com cada ministro.
Segundo relatos, também ocorreu nos últimos dias uma ofensiva dos ministros Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil), dialogando com os demais chefes das pastas para insistir que é preciso dar celeridade às demandas dos parlamentares.
Como a Folha mostrou, Lira avisou a integrantes do Planalto que não irá pautar projetos de interesse do presidente até que os deputados avaliem que o governo ajustou a articulação política e a relação com a Casa.
A avaliação de deputados é que Padilha não tem os instrumentos nem o respaldo necessário para fazer cumprir os acordos que sela com parlamentares.
Por exemplo, não teria autoridade para convencer outros ministros a executarem aquilo que foi acordado.
O Planalto estava recebendo recados, havia ao menos duas semanas, de que havia bancadas dispostas a derrubar a MP da Esplanada pela insatisfação com a articulação política do governo.
Ainda assim, o diagnóstico era o de que ela seria aprovada. No dia em que foi marcada a análise da MP, porém, que seria na última terça-feira (30), o cenário mudou, e bancadas que estavam antes a favor, como PP (49 deputados), União Brasil (59) e Republicanos (41), mudaram de posição.
Juntos, esses partidos têm 149 deputados. O PL, partido de Bolsonaro, tem outros 99 deputados, dos quais boa parte era contrária à medida provisória.
Lira, que antes também estava disposto a ajudar a aprovar a MP, ficou arredio. Pesou o fato de o ministro Flávio Dino (Justiça) ter viajado a Alagoas na semana anterior e não ter chamado o presidente da Câmara para o anúncio da segunda edição do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), assim como críticas que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) fez a ele.
Ao final, a MP acabou aprovada na Câmara, por 337 a 125, e no dia seguinte, no Senado, por 51 a 19, evitando a perda de validade.
As queixas dos parlamentares também incluem dificuldades para emplacar indicados políticos para cargos do governo e o tratamento dispensado por ministros aos congressistas, com dificuldade para conseguir reuniões.
Embora aliados de Lira tenham agido em consonância com ele, deputados da base avaliam que o governo errou ao não ter enfrentado de forma mais veemente o presidente da Câmara, apostando que a Casa jamais derrubaria a MP. Havia a avaliação de que isso impactaria negativamente a imagem do Legislativo.
O receio de aliados do petista é que, dependendo do que o governo ceder, isso irá significar o fortalecimento excessivo de Lira, o que pode deixar o governo sempre em suas mãos.

 

Fonte: Bahia Notícias

Cantor desabafa após ter show reduzido a pedido de Gustavo Lima

Foto: Reprodução / Instagram

O cantor Flávio José usou parte do seu show no Maior São João do Mundo, em Camina Grande, na Paraíba, para desabafar. O artista reclamou da desvalorização dos artistas nordestinos e disse que a culpa não era sua por diminuir seu repertório.

“Se ficar alguma música do repertório que vocês estão pensando em ouvir e não vão ouvir, não é culpa minha. Eu não tenho um show pra sair daqui correndo pra fazer”, desabafou o forrozeiro.

“Infelizmente, são essas coisas que os artistas da música nordestina sofrem. Precisa cantar uma hora e meia não, uma hora tá bom”, finalizou o cantor, que começou uma música logo em seguida.

Por meio de nota, a Arte Produções, responsável pela organização do eventos, disse que o show de Gustavo Lima iria começar uma hora mais cedo.

“A Arte Produções informa que o cantor Gusttavo Lima irá antecipar a apresentação no Parque do Povo, começando as 0h30. A antecipação aconteceu a pedido do próprio cantor, o show do artista n’O Maior São João do Mundo será estendido e vai durar cerca de 2h30”, diz a nota.

 

Fonte: Bahia Notícias

“Prisão de Moro está mais perto do que se pensa”, diz Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça

Após a entrevista-bomba do delator Tony Garcia à TV 247, Eugênio Aragão apontou que Moro agiu como “líder de máfia”

247 – O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão comentou a entrevista-bomba do delator Tony Garcia à TV 247, em que o empresário apresentou uma série de denúncias contra a atuação do ex-juiz suspeito e hoje senador, Sergio Moro.

Tony Garcia, que atuou como agente de Moro em suas investigações, relatou ao jornalista Joaquim de Carvalho uma série de abusos de autoridade praticados pelo ex-juiz suspeito. Segundo Garcia, Moro teria transformado Curitiba na ‘Guantánamo brasileira’. Ele também acusou o ex-juiz suspeito de coagi-lo a forjar informações à revista Veja que pudessem comprometer o ex-ministro José Dirceu.

Na avaliação de Eugênio Aragão, Moro executou uma operação de sabotagem contra o Brasil e terá de prestar explicações sobre seus métodos “escabrosos”. “Devo dizer que Moro agiu como líder de máfia. A hora é de colocar essa sujeirada toda em pratos limpos”, disse o ex-ministro da Justiça.

“Quanto mais fio se puxa nesse imbróglio da Lava Jato, mais novelos aparecem. Não há dúvida de que foi uma operação montada por gente sem escrúpulos, comandado por um juiz que nunca respeitou sua toga e menos ainda o sistema de justiça. Ele operou em um misto de ódio, político e profissional (recalque), e levou a cabo o projeto de sabotar um país que estava mostrando independência e altivez no plano internacional”, disse Eugênio Aragão. “Pelas revelações recentes, arrisco a dizer que a perda de mandato e a prisão do ex-juiz estão mais perto do que se pensa. Moro terá que dar satisfação até mesmo de material apreendido, que sequer entrou nos autos, e os métodos escabrosos adotados por ele para coagir e incriminar seus adversários políticos e de profissão. Devo dizer que Moro agiu como líder de máfia. A hora é de colocar essa sujeirada toda em pratos limpos”.

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