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Geraldo Jr. diz que só será candidato a prefeito de Salvador se for o único da base do governo

O vice-governador da Bahia, Geraldo Jr. (MDB), afirmou, em entrevista ao MetroPod, na noite desta segunda-feira (30), que só será candidato a prefeito de Salvador, um sonho pessoal, no próximo ano, se for o único candidato da base do governo. 

“Só serei candidato se for candidato único da base do governo e se for escolhido por Jerônimo Rodrigues”, disse o vice-governador.

Na ocasião, ele ainda pontuou que está aproveitando a oportunidade que os baianos deram a ele de ajudar a governar a Bahia. “Estou ainda me deliciando com a condição que os baianos me deram a ele de governar a Bahia ao lado de Jerônimo Rodrigues. Eu estou tendo a oportunidade. Eu quero deixar isso claro”, acrescentou.

Barroso manda apurar crime de genocídio contra indígenas pelo governo Bolsonaro

(Foto: Nelson Jr./SCO/STF | Reuters | Nelson Jr./SCO/STF)

Segundo o ministro do STF, há indícios de omissão de autoridades

247 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou nesta segunda-feira (30) que a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Ministério Público Militar, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Superintendência Regional da Polícia Federal de Roraima investiguem autoridades do governo Jair Bolsonaro pelos crimes de genocídio, desobediência, quebra de segredo de justiça e de delitos ambientais relacionados à vida, à saúde e à segurança de diversas comunidades indígenas.

A determinação vem no contexto da crise humanitária dos indígenas yanomami no Norte do país, gerada, em grande parte, pelo avanço do garimpo ilegal, que é altamente poluente.

Barroso determinou a remessa de documentos que, em seu entendimento, “sugerem um quadro de absoluta insegurança dos povos indígenas envolvidos, bem como a ocorrência de ação ou omissão, parcial ou total, por parte de autoridades federais, agravando tal situação”.

Barroso determinou ainda que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva assegure a retirada de garimpos ilegais em sete terras indígenas e fixou prazo de 30 dias para que seja apresentado um diagnóstico com o respectivo planejamento e cronograma de execução de medidas.

Em suas decisões, Barroso afirma que os fatos reunidos indicam um “quadro gravíssimo e preocupante, sugestivo de absoluta anomia (ausência de regras) no trato da matéria, bem como da prática de múltiplos ilícitos (crimes), com a participação de altas autoridades federais”. (Com Veja).

247

Ministério de Lula já tem dois funerais encomendados e um casamento em crise

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Eleição das Mesas da Câmara e do Senado, com Lira forte e Pacheco fraco, tende a ampliar os problemas, e não a oferecer soluções para a articulação política

Por Luís Costa Pinto, Sucursal do Brasil 247 em Brasília – Três interlocutores que estiveram nos últimos dias com o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), saíram da conversa com a sensação de que o parlamentar se sente deslocado e desenturmado na Esplanada dos Ministérios.

Os dois executivos e um colega de Câmara que foram chamados para um tête-à-tête ministerial têm certeza de que o deputado maranhense está arrependido de ter aceitado o cargo para atender a um pedido do amigo senador Davi Alcolumbre (UB-AP) e não mediu os estragos que a visibilidade repentina causaria às vidraças de quem se acostumou a fazer política no baixo clero do Congresso. “Às vezes não sei para onde me mexer aqui dentro”, confessou Juscelino num dos convescotes. “Esses tiros que recebo por causa de R$ 5 milhões do orçamento secreto são fogo amigo”, reclamou em outra conversa.

Daniela do Waguinho, ministra do Turismo, que chegou a se sentir aliviada com a predominância do noticiário contra a vandalização terrorista na Praça dos Três Poderes do último dia 8/01, pois isso significou a remoção para as calendas do esquecimento (transitório) das denúncias de consórcio político com milicianos da Baixada Fluminense que a atingiram na primeira semana do mês, já debateu com ao menos um assessor a capacidade de resiliência dela aos petardos. “Até parece fogo amigo”, insinuou, sem determinar exatamente de qual facção de dentro do governo poderia partir o bombardeio.

Um esforço de comunicação está sendo empreendido nas hostes do Ministério do Turismo e nos gabinetes aliados a ela para que sua alcunha política se converta em “Daniela Carneiro”. Foi para atender uma sugestão pouco sutil da primeira-dama, Rosângela Silva, que ela decidiu voltar a usar o sobrenome do marido, e não o apelido quase misógino, posto qualificá-la como uma espécie de linha auxiliar do prefeito de Belford Roxo (RJ), Wagner Carneiro. Enquanto escala prestígio com Janja, a ministra esquadrinha as possibilidades de origem do arsenal de petardos que atrasam seu ímpeto para preencher cargos vagos na própria equipe e iniciar uma agenda propositiva e positiva para vencer os desafios que recebeu.

No União Brasil, legenda que detém a terceira maior bancada da Câmara dos Deputados com 59 integrantes (atrás apenas do PL, com 99, e da Federação PT-PV-PCdoB com 81), partido dos ministros Daniela e Juscelino, já há quem aposte que nenhum dos dois “comerá ovos de Páscoa” sentados nas cadeiras ministeriais.

A ala baiana do UB é o maior foco de resistência à permanência da legenda na base do presidente Lula no Congresso. É na Bahia que se tem o costume de datar a duração de pessoas nos cargos de acordo com as festas do calendário gregoriano – “fulano não come o peru de Natal em tal lugar”; “ciclano não lava as escadarias sem que a polícia bata à porta dele” etc. O deputado Elmar Nascimento (UB-BA) foi preterido pelo PT Bahia para o cargo de ministro que terminou nas mãos de Juscelino Filho. Acendendo velas para as duas entidades às quais jura lealdade em Brasília – o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto – Nascimento não esconde de ninguém que é adepto da independência legislativa do União Brasil na Câmara mesmo que isso signifique a devolução ao presidente Lula dos ministérios dados à legenda.

Se o estado de ânimo nos ministérios das Comunicações e do Turismo é de funeral, o mesmo não se pode dizer na poderosa (e empoderada) Casa Civil do baiano Rui Costa (PT). Tendo ascendido ao posto que já foi de José Dirceu e de Dilma Rousseff nos governos anteriores do presidente Lula, em razão de suas qualidades como gestor e pela forma pragmática como sabe exercer a liderança e cobrar resultados e prazos das missões dadas, o ministro e ex-governador da Bahia sabe que desloca ar quando caminha pelos corredores do Planalto.

Quando uma figura pública circula pelos labirínticos escaninhos palacianos fideliza parte do governo que não o conhecia. Por outro lado, provoca ciúmes e atiça fogueiras de vaidades e jogos de poder interno – e é isso que começa a acontecer contra Rui Costa, mesmo em ações ostensivas que parecem favorecê-lo. Um perfil publicado no jornal paulista Folha de S Paulo no portal uol, na segunda-feira 30 de janeiro, pintou o ministro da Casa Civil como o maior operador do governo depois do chefe, Lula.

Aliados de Costa, petistas experientes já cabreiros com o estilo “concentro-e-faço-e-entrego-e-conto-ao-Lula” do ministro da Casa Civil e ao menos dois parlamentares tarimbados do Congresso Nacional identificaram as armadilhas no texto da FSP e do portal do jornal paulista. “Ao mostrar as vísceras do poder interno do ministério, mostrando que o ex-secretário de Infraestrutura da Bahia comanda o PPI (Plano Plurianual de Investimentos), o procurador-geral de Justiça do estado nos tempos dos governos dele coordena a poderosa Subsecretaria de Assuntos Jurídicos (SAJ, por onde passam todos os decretos antes de serem publicados no Diário Oficial) e um auditor aposentado do Tesouro baiano é o Secretário de Administração da Casa Civil, mapeou-se o tamanho do poder e da autoridade do Rui e o perfil que era para ser bom, foi ruim”, analisa um ex-dirigente petista.

Demonstrações explícitas de desequilíbrio na divisão do poder interno, dentro do PT, são os primeiros sinais que externam crise no casamento – sempre assertivo e pragmático – entre as tendências partidárias. Neste terceiro mandato de Lula na Presidência da República há uma evidente mudança dos pólos de poder no partido que fará 43 anos de fundação no dia 13 de fevereiro e celebrará a efeméride com uma grande festa popular em Brasília.

A Bahia, hoje, é um polo de poder interno no PT tão relevante quanto São Paulo em razão de Rui Costa, da ascendência do senador Jaques Wagner sobre o escrutínio decisório de Lula e do resultado das urnas de outubro – uma vitória lulista no estado com 72% dos votos no segundo turno, no quarto maior colégio eleitoral do País. A ala paulista do partido, contemplada com cinco ministros, conforma-se com a quantidade de postos, mas, reage às interferências da Casa Civil nas pastas.

As eleições dos presidentes da Câmara e do Senado, marcadas para ocorrer nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, serviram até aqui como anteparo a redirecionar os feixes de intrigas que emanam na Esplanada dos Ministérios. Os arranjos de poder interno no Congresso, que se tornaram surpreendentemente difíceis para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e converteram o presidente da Câmara, Arthur Lira, num homem detentor de um escudo de proteção atrofiadamente forte, têm prazo de validade: o momento seguinte ao resultado das urnas que devem reeleger Lira e Pacheco.

Vencido esse prazo, e detidos os conspiradores do dia 8 de janeiro e desvendadas as artimanhas das conspirações, o que está em curso graças ao irrepreensível trabalho do governo depois do Dia da Grande Infâmia contra a República, as exéquias de Daniela Carneiro e Juscelino Filho terão prosseguimento, assim como a crise do casamento de Rui Costa com parte do PT paulista que já anda incomodada com ar que o baiano desloca nos corredores do Palácio do Planalto.

247

Lula propõe novo organismo multilateral “para sentar com a Rússia e a Ucrânia e encontrar a paz”

Falando ao lado do chanceler da Alemanha, o presidente Lula também afirmou que está “na hora de a China colocar a mão na massa para tentar ajudar a encontrar a paz”

247 – O presidente Lula propôs um novo modelo para encontrar a paz na Ucrânia, invadida pela Rússia em fevereiro do ano passado.

Falando durante coletiva de imprensa ao lado do chanceler alemão, Olaf Scholz, após encontros bilaterais, Lula afirmou:  “Nós queremos propor um G20 para discutir a questão do conflito Rússia-Ucrânia. Não interessa para ninguém aquela guerra, não interessa para nenhum outro país, eu nem sei se interessa mais para a Rússia ou para a Ucrânia”.

“Essas coisas de vez em quando acontecem assim. As pessoas começam, depois até querem parar, mas não sabem como parar. O Brasil está disposto a dar contribuição. Acho que a China joga um papel importante, a Índia, a Indonésia. A gente tem que criar um clube ecológico e das pessoas que vão querer construir a paz”, disse Lula.

Scholz havia feito anteriormente uma crítica velada à posição brasileira sobre o conflito: “Essa guerra não é uma questão europeia, mas uma questão que nos diz respeito a todos, porque é uma violação flagrante do direito internacional e da ordem internacional que acordamos em conjunto, é a base da nossa cooperação no mundo. Ninguém pode alterar fronteiras de forma violenta, isso pertence ao passado, e a soberania dos estados é inviolável, é algo que nos une. Isso deve ser o nosso objetivo, enquanto democracias temos que nos unir também nessa questão para evitar o retorno à lei do mais forte”.

Lula então elaborou sobre a proposta do novo grupo, dizendo que irá procurar presidentes para criar uma “instituição multilateral para sentar com a Rússia e a Ucrânia para encontrar a paz”.

Ele também afirmou que está “na hora de a China colocar a mão na massa para tentar ajudar a encontrar a paz”.

Scholz então respondeu, dizendo que “para encontrar a paz, a Rússia não pode manter os territórios que diz ter conquistado”.

Lula foi questionado sobre uma declaração passada, na qual disse que tanto Zelensky como Putin são culpados pelo conflito. Sobre isso, ele respondeu, no mesmo tom: “quando um não quer dois não brigam”

 

247

Bolsonaro pede visto de turista de seis meses nos Estados Unidos para prolongar a “fuga”

Líder dos atos terroristas de 8 de janeiro, ele teme ser preso e quer permancer fora do Brasil; informação foi obtida em primeira mão pelo Financial Times

247 – Jair Bolsonaro solicitou um visto de turista com duração de seis meses para continuar nos Estados Unidos, à medida que o cerco aos idealizadores do 8/1 se fecha, informa o jornal inglês Financial Times nesta segunda-feira (30).

Segundo o advogado do ex-chefe do Executivo, Felipe Alexandre, as autoridades estadunidenses recebaram a documentação relevante na última sexta-feira (27). Ele aconselhou Bolsonaro a não deixar os EUA durante o processo de análise de concessão do visto, que pode durar meses.

“Acho que a Flórida será seu lar temporário longe de casa”, disse Alexandre, fundador da AG Immigration, segundo o FT. “Neste momento, com a situação dele, acho que ele precisa de um pouco de estabilidade”.

Alexandre disse ainda que Bolsonaro pode eventualmente decidir solicitar um visto estadunidense “mais permanente” do que a extensão de seis meses que ele está buscando, diz o FT.

Bolsonaro chegou à Flórida, reduto da extrema direita estadunidense, no dia 30 de dezembro do ano passado, antes da posse do presidente Lula, que o derrotou nas eleições. Seu visto oficial venceu no dia que deixou o poder, mas previa um período de 30 dias extras em que ele podia permanecer nos EUA.

247

Discussão sobre moeda comum deve ganhar força em viagem de Lula a Buenos Aires, dizem aliados

A discussão sobre moeda comum para os países do Mercosul deve ganhar força com a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Buenos Aires (Argentina), onde participa da cúpula da Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos).
Lula viaja à capital argentina na noite deste domingo (22). A expectativa de integrantes do governo é que as conversas sobre moeda comum, ainda embrionárias, ganhem força em reuniões que o presidente manterá ao longo do evento, entre elas uma com seu colega argentino, Alberto Fernández. O ministro Fernando Haddad (Fazenda) integra a comitiva.
No final da noite de sábado (21), Lula e Fernández assinaram artigo conjunto no jornal argentino Perfil no qual defenderam o relançamento da aliança entre Brasil e Argentina.
Em um trecho, ambos defendem as discussões sobre moeda comum para o bloco. “Temos a intenção de superar as barreiras em nossas trocas [comerciais], simplificar e modernizar as regras e fomentar o uso das moedas locais”, escrevem.
“Também decidimos avançar nas discussões sobre uma moeda comum sul-americana que possa ser usada tanto para os fluxos financeiros como comerciais, reduzindo os custos operacionais e nossa vulnerabilidade externa.”
Em abril do ano passado, Haddad e seu atual secretário-executivo da Fazenda, Gabriel Galípolo, escreveram um artigo na Folha argumentando que a criação da moeda sul-americana pode acelerar a integração regional. “A nova moeda poderia ser utilizada tanto para fluxos comerciais quanto financeiros entre países da região”, indica o artigo.
Em janeiro deste ano, ao ser questionado sobre a possível criação de uma moeda única para o Mercosul, Haddad disse a um jornalista para “se informar primeiro”. A declaração ocorreu dois dias após o embaixador da Argentina, Daniel Scioli, ter dito que conversou com o ministro sobre a criação de uma moeda comum (não única) para o bloco.

Com viagem de Lula à Argentina, Alckmin assume presidência pela primeira vez

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desembarca na noite deste domingo (22) na Argentina, para a sua primeira viagem internacional do terceiro mandato. Com isso, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) assumirá interinamente a presidência do país pela primeira vez.

 

Na segunda (23), Lula deve se encontrar com o presidente argentino, Alberto Fernández. Na terça, participará da VII Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), organismo que reúne 33 países. Na quarta (25), o petista embarcará para o Uruguai.

Nesse período, Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, despachará do gabinete presidencial, normalmente ocupado por Lula, de acordo com informações do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

Lula se reúne com Rui e Múcio após troca no comando do Exército

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou em Brasília após visita ao povo Yanomami, em Roraima, no começo da noite deste sábado (21) e foi até o Palácio do Planalto. A informação é do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias. 

Lula vai se reunir com o ministro da Defesa, José Múcio, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. A pauta é a mudança do comando do Exército Brasileiro.

O general Júlio César de Arruda foi exonerado, neste sábado (21/1), e o substituto escolhido para o cargo é o general Tomás Miguel Ribeiro Paiva.

Segundo apuração do colunista Igor Gadelha, o estopim para a demissão do general Júlio César teria sido a recusa do militar em exonerar o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, do 1º Batalhão de Ações e Comandos, em Goiânia (GO).

Lula teria ordenado a demissão de Cid após o colunista Rodrigo Rangel, do Metrópoles, revelar que o ex-ajudante de ordens operou uma espécie de caixa 2 com recursos em espécie que eram usados, inclusive, para pagar contas pessoais da primeira-dama Michelle Bolsonaro e de familiares dela.

Troca de comando do Exército: Joaquim Barbosa reage a críticas de Mourão a Lula

Ex-ministro, a quem se atribui início da criminalização da política, diz que demissão de general foi resultado da “insubordinação inspirada e tolerada por vocês, militares”

247 – O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão, reagiu a uma entrevista de teor golpista concedida pelo senador Hamilton Mourão, ex-vice-presidente da República, ao jornal O Estado de S. Paulo. “Mourão diz que Lula quer alimentar crise com Exército ao demitir comandante” é o título da reportagem.

Barbosa, a quem se atribui o início do movimento de criminalização da política, afirmou, no Twitter:

“Ora, ora, senhor Hamilton Mourão. Poupe-nos da sua hipocrisia, do seu reacionarismo, da sua cegueira deliberada e do seu facciosismo político! Fatos são fatos! Mais respeito a todos os brasileiros! ‘Péssimo para o país’ seria a continuação da baderna, da ‘chienlit’ e da insubordinação claramente inspirada e tolerada por vocês, militares. Senhor Mourão, assuma o mandato e aproveite a oportunidade para aprender pela primeira vez na vida alguns rudimentos de democracia! Não subestime a inteligência dos brasileiros!”, disse.

Joaquim Barbosa foi ministro do Supremo Tribunal Federal de 2003 até 2014, tendo sido presidente do tribunal de 2012 a 2014, quando ocorreram as chamadas Jornadas de Junho e estava se iniciando a operação Lava Jato (março de 2014).

Barbosa foi filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) entre 2018 e 2022. Atualmente, é advogado.

Em 2013, auge do Mensalão, foi eleito pela Revista Time como uma das cem pessoas mais influentes do mundo e incluído pela BBC Brasil em uma lista de 10 brasileiros que foram notícia no mundo naquele ano.

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247

Múcio celebrou demissão de Arruda como sua “nova posse” na Defesa

Presidente Lula foi comunicado ao desembarcar em Roraima de que comandante do Sudeste aceitaria cargo. Coronel Mauro Cid já perdeu comando do 1º Batalhão de Ações do Exército

Por Luís Costa Pinto, do 247 em Brasília – O presidente Lula foi comunicado por telefone de que a decisão da troca do comando do Exército se daria no próprio sábado (21/01) pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Lula tinha acabado de desembarcar em Boa Vista (RR), quando retornou as ligações de Múcio.

“Presidente, o general Tomás aceitou”, disse o ministro tão logo conseguiu falar com o chefe, antes que se iniciasse a humanitariamente espinhosa agenda do chefe dele: Lula havia voado até Roraima para expor ao mundo o genocídio dos índios ianomâmis promovido pelo descaso criminoso do qual a etnia foi vítima nos trágicos “anos Bolsonaro”.

Aquele também era um tema que tangencia a crise militar, pois o governo brasileiro deu as costas para o drama ianomâmi quando o general Eduardo Pazuello (eleito deputado federal pelo PL do RJ) era comandante militar da Amazônia. Na passagem de Pazuello pelo Ministério da Saúde, sob a gestão Bolsonaro, a fome e as epidemias de malária e febre amarela só se agravaram no território ianomâmi, no extremo Norte do Brasil.

O presidente da República determinou ao ministro da Defesa que levasse o Comandante Militar do Sudeste, Tomás Miguel Ribeiro Paiva, ainda naquela manhã – para que eles conversassem no Palácio do Planalto no regresso de Lula a Brasília – e deixou com José Múcio a missão de comunicar ao general Júlio César Arruda que ele perdera o comando do Exército. Arruda tentou resistir à demissão. Múcio foi firme na conversa e falou pela primeira vez, no transcurso dela, que estava operando a “reestruturação da confiança” do Comandante em Chefe das Forças Armadas na tropa e no comando do Exército brasileiro.

Um dia depois, o termo “reestruturação da confiança” se converteu no epítome da divulgação da bem organizada troca de comando do Exército. Um ministro palaciano, do PT, cumprimentou o colega da Defesa na noite de sábado. “Parabéns. Você tomou posse de novo hoje”, disse-lhe. Múcio abriu um sorriso e se disse aliviado pelo sucesso na condução da troca de comando. Foi no sábado à noite também que o presidente Lula pediu que o ministro da Defesa comandasse a solenidade de troca de comando já na segunda-feira, 23/01, mesmo com a ausência dele em razão da reunião da Celac (Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribenhos) em Buenos Aires. “Tudo correrá bem, mesmo com o presidente fora de Brasília amanhã, porque domamos a crise”, disse Múcio ao Brasil247 na manhã deste domingo.

Um dos pivôs da demissão do general Arruda do Comando do Exército foi Mauro Cid, pois o militar demitido não queria removê-lo do comando do 1º Batalhão de Ações e Comandos, em Goiânia (GO). O batalhão integra o Grupo de Operações Especiais do Exército e tem tropa e equipamento bélico para, por exemplo, sustentar uma rebelião contra ordens superiores.

Mauro Cid já amanheceu neste domingo, 22/01, fora do seu posto de comando e tendo de permanecer à disposição dos inquéritos civis que apuram, no âmbito do Ministério Público Federal e na Advocacia-Geral da União, o papel passivo ou comissivo dele na perpetração de crimes de peculato no período em que era o escudo protetor de Bolsonaro e da mulher dele, Michele.

Mauro Cid foi ajudante-de-ordens de Jair Bolsonaro na Presidência entre 2019 e novembro de 2022. Sacramentada a derrota eleitoral de Bolsonaro, Cid deixou o Palácio do Planalto para assumir o estratégico comando cujo quartel se situa a apenas 130 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.

Se houvesse a decretação de uma GLO (Garantia da Lei da Ordem) no dia 8 de janeiro, quando criminosos bolsonaristas promoveram atos de terror contra a sede dos Três Poderes republicanos e vandalizaram e assaltaram o Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, o 1º Batalhão de Ações e Comandos seria fatalmente acionado para intervir na “garantia da lei e da ordem” em Brasília.

Por decisão do presidente Lula, na tarde do dia 8 de janeiro, não se decretou a GLO – ela foi trocada pela intervenção federal na área de segurança pública do Governo do Distrito Federal. Hoje, não há entre governistas, petistas e analistas, quem não deixe de ter certeza de que o Brasil pulou a fogueira do golpe de Estado no dia 8/01 porque Lula recusou as sugestões de GLO. Se ela viesse, o coronel Mauro Cid poderia comandar um batalhão de tanques desfilando na BR-040 entre Goiânia e Brasília à semelhança do que fez o general Mourão Filho na alvorada do golpe militar de 1964, quando conduziu tanques entre Juiz de Fora (MG) e Rio de Janeiro e deu à quartelada a imagem de que algo poderia ser bem maior do que os movimentos iniciais do golpe contra João Goulart.

Sem qualquer comando para chamar de “seu”, sem proteção do Exército, o coronel Mauro Cid responderá de moto próprio as acusações de que pagava em dinheiro vivo as exageradas e despropositadas despesas de cartões de crédito feitas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e por uma amiga dela – uma assessora parlamentar do PTB que apresentou Michele ao atual marido, o ex-presidente.

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