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:: 14/jun/2022 . 0:17

Narandiba recebe Policlínica de Saúde

O bairro Narandiba, que está localizado próximo à avenida Paralela, recebeu nesta segunda-feira (13) uma Policlínica de Saúde com capacidade de ofertar mais de 14 mil consultas e exames por mês. O cidadão soteropolitano vai contar com consultas médicas nas especialidades de angiologia, cardiologia, cirurgia geral, ginecologia e urologia, avaliações com a equipe de enfermagem, exames de imagem e outros.

No ato de entrega, o governador da Bahia, Rui Costa, disse que vê a unidade de saúde como ferramenta para ajudar a escoar os atendimentos represados, durante a pandemia, nos dois últimos anos. “A inauguração dessa Policlínica possibilita que as pessoas realizem exames e possam levá-los ao médico, aqui, ou em outro lugar, para que façam o tratamento que precisa ser feito”, disse o governador.

Os atendimentos poderão ser encontrados pela população de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 17h, mediante agendamento digital ou por telefone. Os serviços podem ser agendados, através do SAC Digital (pelo site www.sacdigital.ba.gov.br ou aplicativo), e pelo 0800 071 5353, a partir de demanda espontânea. Além disso, unidade também vai atender por meio da regulação de pacientes já cadastrados, que aguardam por cirurgias eletivas, para a realização de consultas complementares e exames pré-operatórios.

 

Fonte: Bahia Notícias

Economistas lançam manifesto em apoio à chapa Lula-Alckmin

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Um grupo de economistas brasileiros vai divulgar, nesta terça-feira (13), um manifesto em apoio à candidatura do ex-presidente Lula (PT) à Presidência. Intitulado “Movimento dos Economistas pela Democracia e Contra a Barbárie”, o documento recolheu cerca de 1.150 assinaturas.

Entre os signatários estão Leda Paulani, professora de Economia na USP, Clélio Campolina, ex-ministro da Ciência, Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Unicamp, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) e Rogério Studart, ex-diretor-executivo do Banco Mundial.
Eles dizem que “o governo de Jair Bolsonaro [PL] implantou um projeto autodestrutivo” e que “o desmonte da economia nacional é notório”. O grupo defende ainda uma revisão das reformas trabalhista e da previdência e fortalecimento com o Mercosul.
“Temos clareza de que o retorno do Brasil a uma trajeto?ria de progresso civilizato?rio passa, necessariamente, pela eleic?a?o da chapa Lula-Alckmin no primeiro turno das eleic?o?es gerais”, finaliza o documento.
Também assinam o texto Adroaldo Quintela, da Associação Brasileira de Economistas pela Democracia, Ricardo Bielschowsky, professor da UFRJ, João Hallak Neto, conselheiro do Corecon-RJ e Ladislau Dowbor, professor da PUC-SP.

Fonte: Bahia Notícias

Entidades lançam manifesto por soberania alimentar e superação da fome

(Foto: Agência Brasil | Edilson Rodrigues/Agência Senado | Cecília Bastos/USP Imagens)

Sugestões para candidatos e eleitores focam em produção, abastecimento e consumo de “comida de verdade”

Brasil de Fato – Mais de metade das pessoas no Brasil vive em situação de segurança alimentar. E mais de 30 milhões de brasileiras e brasileiros passam fome – cifra maior do que toda a população da Venezuela. Para essas pessoas, as eleições de outubro serão um momento fundamental. E é pensando nelas que a Conferência Popular por Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (CPSSAN) elaborou o Manifesto pela Soberania Alimentar e Superação da Fome. O documento é lançado nesta segunda-feira (13), em evento virtual no canal da Conferência no YouTube.

O documento tem propostas voltadas para garantir a produção, o abastecimento e consumo de comida de verdade, livre de agrotóxicos e transgênicos. O texto também propõe incentivo à agricultura familiar, e à comida produzida pelos povos indígenas, comunidades tradicionais e comunidades negras. As propostas serão apresentadas tanto para candidatos como para os eleitores.

“Outro eixo é sobre o acesso à água, à biodiversidade e os bens comuns. Promover a reforma agrária popular, garantindo de maneira integral a função social da propriedade, a reforma urbana e os direitos territoriais que envolvem os povos originários”, destacou Edgard Moura, conhecido como Amaral, representante da CPSSAN, ao Brasil de Fato.

O documento traz uma série de eixos que guiam as propostas apresentadas aos candidatos. Um deles fala sobre proteção social, melhoria de renda e do acesso aos alimentos, por exemplo, e propõe a revogação da emenda constitucional do “teto de gastos”, que compromete investimentos para combate à fome. Além disso, pede a recriação do programa Bolsa Família, com inclusão imediata de todas as pessoas em situação de pobreza ou extrema pobreza.

Em outro eixo, o documento apresenta sugestões para garantir o acesso à terra, á água e biodiversidade, com defesa dos bens comuns. Entre as medidas estão a promoção da reforma agrária popular, a criação de mecanismos de proteção de terras indígenas contra atividades de mineração (bem como a responsabilização dos violadores de direitos) e a retomada das políticas de reconhecimento e titulação de territórios quilombolas, com incentivo efetivo ao desenvolvimento econômico da população negra.

Amaral participará da mesa de debates desta segunda, que marcará o lançamento do Manifesto. Além dele, participam Mariana Santarelli (integrante do núcleo executivo do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, FBSSAN); José Antonio Moroni (do colegiado de gestão do Instituto de Estudos Socioeconômicos, Inesc); a jurista Miriam Balestro, da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável. A abertura fica por conta de Elisabetta Recine, que presidiu o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).

Sobre a CPSSAN

A Conferência Popular por Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional surgiu como resposta de integrantes da sociedade civil ao desmantelamento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar (Sisan) e à extinção do Consea pelo governo de Jair Bolsonaro (PL). A entidade pretende dar visibilidade às crescentes violações de direitos, violências e ameaça à vida das pessoas do campo, das águas, das florestas e das cidades.

Como o próprio nome indica, o objetivo inicial era a realização de uma conferência presencial. Porém, com o início da pandemia, o evento foi adiado (ainda sem data definida), o que não impediu o avanço das discussões. As estratégias, inclusive, passaram a ter foco no combate a situações agravadas pela própria pandemia.

A retomada do Sisan e a recriação do Consea Nacional estão entre as propostas. As entidades que integram a Conferência querem garantir que instituições oficiais, como o IBGE, tenham condições de reunir informações regulares e frequentes sobre a condição alimentar e nutricional da população.

“O povo brasileiro está organizado, como sempre esteve. Nossa luta vem de longe. Perdemos o espaço de escuta por parte do governo no governo Bolsonaro. Então esse manifesto vem para repactuar. Repactuar a organização e a luta do povo brasileiro com os governos que vão entrar no próximo pleito”, completa Amaral.

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