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Ciro luta contra a história

“O dia 1◦ de outubro de 2022 será o dia em que Ciro poderá chutar a porta da história”, escreve Ricardo Cappelli

Ciro Gomes é um dos quadros mais extraordinários do Brasil. Sua indignação com a situação nacional é a mesma de milhões de patriotas. O ex-governador exala uma rebeldia que contagiou parcelas expressivas da juventude.

Comecei minha vida política como brizolista, com muito orgulho. Em 1989, com apenas 17 anos, saí de casa com o peito estufado e um lenço vermelho no pescoço para votar no saudoso Leonel. Se pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo.

Minha simpatia pelo nacionalismo trabalhista me rendeu muitos rótulos. Vivemos a era do instantâneo líquido de Bauman. Duas palavras e dois segundos já são suficientes para te marcar para sempre. Antipetista e Cirista foram alguns dos rótulos que colecionei.

Tenho na minha estante com orgulho o livro “Projeto Nacional: O Dever da Esperança”.  Leitura obrigatória para todos aqueles que amam o nosso chão. Pode-se concordar ou discordar de Ciro, mas é impossível ignorá-lo.

O adversário de Ciro em 2022 não é alguém com posições mais à esquerda ou um programa econômico mais revolucionário e transformador. Talvez o pedetista não tenha se dado conta, mas ele luta contra a própria história.

Não existe justiça na história, ela não é decidida através de um concurso.  A história é uma mistura da famosa luta de classes com um conjunto de acasos e coincidências que vão tratando de encaixar personagens no tempo.

E não há qualquer dúvida de que ainda vivemos o tempo histórico de Lula. O ex-presidente ainda mora no coração dos brasileiros. É a nossa maior liderança popular viva, talvez a maior de todos os tempos.

Viveremos em 2022 uma batalha sem precedentes. Nunca antes um presidente no cargo enfrentou um ex-presidente. Nunca o país foi governado por forças assumidamente de extrema-direita. Nunca estivemos tão perto de consolidar uma República das Milícias.

Como escreveu o insuspeito Elio Gaspari, escritor consagrado da autopsia do Regime Militar, nunca estivemos tão perto de um novo AI-5.

Partido político existe pra disputar poder, claro. E o PDT não teria sentido se não fosse para disputar a liderança da esquerda brasileira. Partido político que se contenta em ser coadjuvante planeja a irrelevância.

Ciro tem todo o direito de seguir com a sua candidatura e defender as suas ideias durante a campanha eleitoral. Ninguém tem o direito de exigir dele a renúncia às suas convicções.

E é justamente por essas convicções e por seu compromisso com o povo brasileiro que o dia 1◦ de outubro de 2022 será o dia em que Ciro poderá “chutar a porta da história”.

Teríamos um final épico se a batalha de todos os tempos entre dois gigantes fosse decidida na véspera do primeiro turno por um inesperado ato de rebeldia patriótica.

Há muitas formas de entrar para a história. Existe uma vaga reservada para Ciro nela.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

Fonte: 247

Órfãos da terceira via já discutem outras opções entre Lula e Bolsonaro

O esfarelamento da chamada terceira via, com a dificuldade da construção de uma candidatura unitária e os resultados decepcionantes nas pesquisas, abriu espaço para discussões sobre uma escolha entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que hoje lidera a corrida, e o presidente Jair Bolsonaro (PL).
O assunto se tornou frequente entre articuladores de campanhas e representantes da sociedade e do empresariado que são entusiastas de uma alternativa competitiva aos dois favoritos, que têm juntos cerca de 70% das intenções de voto.
Por ora, no entanto, parte do debate está restrita aos bastidores, enquanto sobrevivem os últimos esforços para colocar de pé uma chapa do autodenominado centro democrático. Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB) tentam ser os escolhidos para a missão.
Enquanto os próprios pré-candidatos respondem com evasivas sobre sua opção em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, dando apenas indicações, opiniões de outros líderes políticos que passaram meses defendendo um caminho do meio começam a vir à luz.
O ex-presidente Michel Temer (MDB) já resolveu nesse cenário apoiar Bolsonaro, como antecipou em abril o Painel, da Folha. O vice de Dilma Rousseff (PT), que assumiu o Planalto após o impeachment, tem evitado se aprofundar no assunto porque, por enquanto, ainda aposta na colega de partido Tebet.
Tratada sob reserva, a possibilidade de outros setores e agentes envolvidos nas conversas abandonarem o barco antipolarização e declararem apoio à reeleição do atual mandatário está colocada, apesar do discurso de que o grupo repele igualmente os dois protagonistas do certame.
Lula também começa a atrair gente desse campo. O ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) confirmou nesta sexta-feira (13) ao jornal O Estado de S. Paulo que apoiará o petista já no primeiro turno, no intuito de “salvar o Brasil da tragédia de Bolsonaro”.
As migrações em ambos os lados geralmente vêm acompanhadas de ressalvas, com a observação de que há discordâncias pontuais com o presidenciável, mas que o seu oponente é ainda pior.
A saga da terceira via teria na próxima quarta-feira (18) um capítulo derradeiro, com o anúncio de uma candidatura unificada, mas nada está assegurado. Um encaminhamento depende da análise de uma pesquisa encomendada para ver quem é mais forte entre Doria e Tebet.
O saldo até aqui foi marcado por tropeços. A expectativa em torno de Sergio Moro (primeiro no Podemos, depois na União Brasil) derreteu, Eduardo Leite (que negou convite do PSD e ficou no PSDB) fez um recuo estratégico, Luciano Bivar (União Brasil) rompeu com o grupo e se lançou pré-candidato.
Refratário à sua inclusão como parte da terceira via, Ciro ampliou o diálogo com os setores de centro-direita empenhados na fabricação da alternativa, mas seu nome sofre resistência principalmente por causa das divergências na seara econômica e pela fama de intransigente.
Presidenciável do Novo, Felipe d’Avila também se distanciou das tratativas sobre aglutinação e prega voto nulo caso se configure um embate direto entre Lula e Bolsonaro. “Nenhum dos dois tem credibilidade para honrar as propostas e o projeto do partido Novo”, diz o também cientista político.
A anulação do voto é também a proposta defendida pelo empresário João Amoêdo, que foi candidato do Novo à Presidência em 2018 e desistiu da campanha neste ano após conflitos com uma ala bolsonarista da sigla. “Não consigo apoiar nenhum dos dois”, diz.
Para Amoêdo, Bolsonaro é intragável “por todos os erros que cometeu do ponto de vista econômico, ambiental, internacional”, e Lula “tem um histórico muito ruim de corrupção do PT e em nenhum momento sinaliza reconhecer erros cometidos, passando a mensagem de que poderá repeti-los”.
Com a constatação de que dificilmente Lula e Bolsonaro deixarão o topo da corrida, um raciocínio de certa forma paliativo passou a circular entre diferentes atores desse segmento nas últimas semanas. A ideia é defender que haja uma ou mais candidaturas ao menos para elevar o nível do debate.”Tem muita gente que fala assim: ‘Mas [o candidato] pode não chegar no segundo turno’. Pode”, reconheceu Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo que hoje transita entre os universos político e financeiro, em entrevista ao Canal Livre, da Band, no início deste mês.
A visão de Hartung, repetida por colegas dele na empreitada, é a de que a centro-direita não pode perder a oportunidade de levar seus projetos para a arena eleitoral e deve usar seu resultado nas urnas, qualquer que seja ele, para negociar apoio no segundo turno com base em agendas e propostas.
As projeções mais otimistas falam em alcançar um patamar de 10%, mas, diante do quadro hostil, uma fatia de 5% já seria comemorada.”Ele [candidato] vai ser influente no segundo turno, vai ajudar a decidir o rumo do país e o programa que o Brasil vai seguir de agora para a frente”, completou. A hipótese não é dita às claras por ninguém, mas a tendência, nesse caso, seria baixar as armas e buscar algum acordo com o PT.
O ex-governador, que foi do MDB, do PSB e do PSDB, já colaborou com o apresentador Luciano Huck (que trocou a política pela manutenção da carreira na TV Globo) e com Leite. A aposta da vez nos círculos que insistem na terceira via é mais Tebet do que Doria, pela alta rejeição do tucano entre eleitores.
“Eu não discuto segundo turno agora, antes do resultado do primeiro, nem sob tortura”, diz Hartung à Folha, sobre escolher entre Lula e Bolsonaro. “É hora de produzir uma alternativa à polarização”, segue ele, que em 2018 apoiou Fernando Haddad (PT) no segundo turno “pela questão democrática”.
O Derrubando Muros, grupo independente que reúne cerca de cem empresários, acadêmicos e profissionais de várias áreas, viu florescer entre os membros o apelo para que as forças não se dispersem. O movimento abriga simpatizantes de um nome alternativo e de Lula, mas abomina Bolsonaro.
A ideia de que é preciso baixar as expectativas sobre resultado eleitoral de uma candidatura alternativa aos polos e ajudar a qualificar o debate ganhou adesões na organização, segundo seu coordenador, o sociólogo e empresário José Cesar Martins.”Independentemente de crescer ou não, uma liderança do centro precisa estar lá para defender um programa liberal na economia e democrático nos costumes e na política”, diz ele.

Miguel do Rosário aponta “espetacular implosão de Ciro Gomes”

Por Miguel do Rosário, editor do Cafezinho – Poucas vezes se testemunhou, no Brasil, uma implosão política tão espetacular como a protagonizada por Ciro Gomes.

Já assistimos outras implosões políticas, como a de Aécio Neves, mas foram fenômenos muito mais graduais e melancólicos.

O caso de Ciro é especial.

É realmente um espetáculo, como a explosão de uma supernova. A metáfora é apropriada, porque ele parece ter sucumbido ao peso gravitacional de suas próprias ambições e vaidades.

Uma estrela anã ou um buraco negro?

Na última grande pesquisa com entrevistas presenciais, a Quaest, Ciro Gomes aparece com 7%, 22 pontos atrás de Bolsonaro (29%) e quase 40 pontos atrás de Lula (46%).

A propósito, uma das (muitas) contribuições negativas de Ciro ao debate político atual tem sido acusações delirantes contra pesquisas. (leia a íntegra no Cafezinho)

247

Fernando Horta critica esquerda que não vota em Lula: “infantilidade revolucionária”

247 – O historiador Fernando Horta fez uma dura crítica às personalidades de esquerda, em especial à drag queen Rita von Hunty, que declaram a intenção de não votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula já no primeiro turno. “É a infantilidade revolucionária”, diz ele. “São marxistas de internet que de marxismo não têm nada”, acrescenta.

Segundo ele, a vitória em primeiro turno é essencial para evitar violência política no Brasil numa eleição que não se dá apenas entre democratas, mas que tem como adversário um fascista com projeto de se tornar ditador. “O parâmetro deve ser o Psol, que nunca teve candidato e nesta decisão decidiu que é hora de apoiar Lula”, afirma. “Que todos pressionem Lula por um governo mais à esquerda depois que ele vencer a eleição.”

247

Aliado de Renan e Lula vence eleição indireta e será novo governador de Alagoas

O deputado estadual Paulo Dantas (MDB) venceu a eleição indireta para o Governo de Alagoas e comandará o estado até o fim deste ano. Ele será empossado no cargo pela Assembleia Legislativa ainda na tarde deste domingo (15).

Dantas é aliado do senador Renan Calheiros e do ex-governador Renan Filho, ambos do MDB, e será o candidato ao Governo de Alagoas em outubro, quando tentará a reeleição.
Ele já anunciou que apoiará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela Presidência e terá o PT em sua aliança no estado.
A eleição indireta aconteceu neste domingo (15) após uma batalha judicial protagonizada por aliados do senador Renan Calheiros e do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP).
A escolha de um novo governador pelos deputados estaduais acontece devido à dupla vacância no Executivo estadual.
Em abril, o então governador Renan Filho renunciou para ser candidato ao Senado. O vice-governador eleito em 2018, Luciano Barbosa (MDB), já havia renunciado ao cargo após ter sido eleito em 2020 prefeito de Arapiraca, segunda maior cidade do estado.
Sem governador e sem vice, coube aos deputados estaduais escolherem um governador-tampão. Nos últimos 45 dias, o estado foi governado de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Klever Loureiro.

Ele assumiu o governo após presidente da Assembleia, Marcelo Victor (MDB), decidir não assumir o governo interino para não ficar inelegível para a disputa por uma cadeira no Legislativo nas eleições de outubro.
A eleição indireta deveria ter acontecido no dia 2 de maio, mas foi suspensa na véspera pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux.
O ministro atendeu a um pedido do PSB, partido comandado em Alagoas pelo prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, opositor dos Calheiros. O PSB havia questionado o fato de a votação para governador e vice-governador estar prevista para acontecer de forma separada, uma para cada cargo.
Além disso, a votação seria aberta entre os deputados, segundo o edital da Assembleia. Para o partido, a regra violaria a confidencialidade do voto e é incompatível com a Constituição Federal.
Na última segunda-feira (9), o ministro do STF Gilmar Mendes decidiu que a eleição indireta para o Governo de Alagoas deveria ocorrer para governador e vice em chapas únicas e vetou que pessoas não filiadas a partidos se candidatem.
Por outro lado, Mendes não acatou o pedido da oposição de votação secreta e autorizou que a votação seja nominal e aberta entre os deputados. Ele alegou que “a previsão da votação aberta pelo diploma alagoano não contraria a Constituição Federal”.

Ao todo, sete chapas participaram da eleição indiretas: Paulo Dantas, que representou o grupo governista teve 21 votos e o deputado estadual. Davi Maia (União Brasil), Cabo Bebeto (PL), Danúbia Barbosa (Avante) tiveram um voto cada. Os demais candidatos não receberam nenhum voto.
O deputado Antônio Albuquerque (Republicanos), que deve concorrer ao governo em outubro, votou em branco. Os deputados Davi Davino Filho (PP) e Olavo Calheiros (MDB) não participaram da sessão.
Paulo Dantas, 43, é natural de Maceió, formado em administração e já foi prefeito de Batalha, cidade do sertão de Alagoas, entre 2005 e 2012. Há quatro anos, foi eleito deputado estadual com 38.397 votos.
O deputado é filho de Luiz Dantas, que foi secretário de Estado de Alagoas, deputado federal e estadual e presidente da Assembleia alagoana.
Em discurso na sessão de escolha do novo governador, Dantas criticou a batalha judicial em torno da eleição, criticou ” ataques covardes e maquiados de nova política” e elogiou o ex-governador Renan Filho, seu padrinho político.
“Vamos trabalhar, trabalhar como fez o governador Renan Filho nos últimos 7 anos e 3 meses, trabalhar como nós deputados trabalhamos para fazer acontecer cada avanço conquistado”, afirmou.

O médico José Wanderley Neto será o novo vice-governador do estado. Ele já havia sido vice-governador de Alagoas entre 2007 e 2010, na gestão de Teotônio Vilela Filho (PSDB).
Nas eleições de outubro, Paulo Dantas concorrerá ao governo de Alagoas tendo o ex-governador Renan Filho como candidato ao Senado. A expectativa é que outro nome seja escolhido como candidato a vice – o favorito é o ex-secretário de Educação Rafael Brito (MDB).
Também vão concorrer ao governo em outubro o senador Rodrigo Cunha (União Brasil), o ex-prefeito de Maceió Rui Palmeira (PSD), o deputado estadual Antônio Albuquerque (Republicanos) e o professor Cícero Albuquerque (PSOL).



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