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:: 6/jan/2022 . 21:11

Brasil tem o segundo salário mínimo mais baixo entre países da OCDE

dinheiro salario (Foto: Pedro Augusto Pinho)

Rendimento básico só é pior no México, segundo revela estudo divulgado pela plataforma CupomValido.com.br.

O Brasil é o segundo país com o menor salário mínimo na lista de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ficando somente à frente do México. É o que revela um estudo divulgado pela plataforma de descontos CupomValido.com.br, que reuniu dados da OCDE e Banco Mundial sobre a remuneração dos trabalhados no mundo, segundo informa o jornal Monitor Mercantil.

As legislações referentes aos salários mínimos são relativamente novas em todos os países do globo. Em sua grande maioria foram lançadas somente no século 20.

A Nova Zelândia foi o primeiro país do mundo a implementar a lei de salário mínimo, em 1894, enquanto os EUA aprovaram a lei somente em 1938. Atualmente os Estados Unidos não estão nem entre os 10 países com os maiores salários mínimos do mundo.

A pesquisa utilizou o dólar como moeda base, e os salários foram ajustados pela paridade do poder de compra.

O salário mínimo médio no Brasil, foi de US$ 2,2 por hora. Ao considerar somente os países da América Latina, o Brasil fica atrás do Chile (US$ 3,3/hora) e Colômbia (US$ 2,9/hora). Na ponta oposta, a Austrália é o país com o maior salário mínimo do mundo, com o valor de US$ 12,9 por hora, quase seis vezes a mais que no Brasil.

Apesar de um salário maior, a quantidade de horas trabalhadas é menor que no Brasil. Na média, os australianos trabalham 38 horas por semana. Um outro benefício, é que os trabalhadores recebem a contribuição chamada de superannuation, que soma um valor adicional de 9,5% para aposentadoria de cada trabalhador.

Apesar de ter um dos menores salários mínimos, o México é o país em que o trabalhador tem a maior carga horária. No ano, são totalizadas 2.124 horas trabalhadas. Em 28,7% dos casos, os trabalhadores mexicanos ficam mais de 50 horas por semana nos escritórios.

Para efeito de comparação, no Brasil a média é de 39,5 horas trabalhadas por semana. Porém, esta menor carga horária semanal, não se resume em maior tempo livre. O tempo gasto no transporte ao trabalho, afeta a quantidade de horas livres do brasileiro. Na média, o brasileiro passa menos tempo fora do trabalho do que a maioria dos países – 14,6 horas são reservadas para comer, dormir e se socializar, em comparação com a média dos países da OCDE de 15 horas.

No caso da China, um fato curioso é que apesar de oficialmente o país adotar uma jornada de 40 horas semanais, existe o chamado “sistema 996”. Praticado por algumas empresas, especialmente na área de tecnologia, o sistema possui este nome pois o trabalhador inicia às 9 da manhã e finaliza somente às 9 da noite, numa rotina que dura 6 dias na semana. No total são trabalhadas 72 horas por semana, mais de 80% em comparação com as 39,5 horas semanais no Brasil.

Já a 63ª edição da Pesquisa Salarial realizada pela Catho, marketplace de tecnologia que conecta empresas e candidatos de forma gratuita, revela o ranking de estados com a maior média salarial do Brasil. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal ocupam as primeiras colocações. Já Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte oferecem as menores remunerações do país, respectivamente.

Segundo o levantamento, a média salarial em São Paulo é de R$ 1.926,78, de R$ 1.756,71 no Rio de Janeiro e de R$ 1.731,48 no Distrito Federal. Com dois estados no topo do ranking, a Região Sudeste é a que oferece a maior média salarial, com um valor de R$ 1.805,39. Em contrapartida, o Nordeste tem a menor remuneração com três estados ocupando as últimas colocações: Rio Grande do Norte (R$ 1.292,72), Sergipe (1.286,20) e Paraíba (1.282,66).

247

Bolsonaro entra no ar antes da hora e militar aparece orientando-o a atacar vacinação infantil (vídeo)

(Foto: Reprodução)

Na live semanal, Bolsonaro voltou a falar dos efeitos adversos da vacina da Pfizer em crianças e a desestimular a imunização do público infantil

247 com Metrópoles – A live semanal de Jair Bolsonaro se iniciou antes da hora nesta quinta-feira (6). Na transmissão é possível ver ele sendo orientado a atacar a vacinação infantil contra a Covid-19. “Isso é sintoma de miocardite”, diz uma pessoa ao lado dele vestido em uniforme militar.

Durante a transmissão, Bolsonaro voltou a atacar a vacinação de crianças e disse que ela não será obrigatória. “A vacina [para crianças] será de forma não obrigatória. Então ninguém é obrigado e vacinar o teu filho. Se não é obrigatória, nenhum prefeito ou governador – que existem alguns aí com essa ideia – poderá impedir o garoto ou a garota de se matricular na escola por falta de vacina”, afirmou.

Bolsonaro voltou a falar dos efeitos adversos da vacina da Pfizer em crianças, a desestimular a imunização do público infantil e também falou, mais uma vez, que sua filha Laura não será vacinada: “Eu adianto a minha posição: a minha filha de 11 anos não será vacinada. Se você quiser seguir o meu exemplo, tudo bem. Se não quer, tudo bem, um direito teu”.

Segundo o Estatuto da Criança e Adolescente, “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”. Em caso de descumprimento, os pais podem ser multados de três a 20 salários mínimos ou R$ 3.300 a R$ 22 mil. Os responsáveis também podem ser acusados de negligência e até responder por homicídio doloso, quando não há intenção de matar, se ficar provado que a criança morreu por não tomar vacina.

O Brasil registrou 301 mortes de crianças entre 5 e 11 anos em decorrência do coronavírus desde o início da pandemia até o dia 6 de dezembro.

247

‘Traíra’, ‘juiz ladrão’: Sérgio Moro é hostilizado ao desembarcar em João Pessoa (vídeo)

Ex-juiz suspeito Sérgio Moro é hostilizado ao desembarcar em João Pessoa (Foto: ABr | Reprodução)

Ex-juiz parcial permanece na Paraíba até sábado (8), onde tem agenda na capital e em Campina Grande

247 – O ex-juiz suspeito Sérgio Moro, que destruiu 4,4 milhões de empregos, segundo o Dieese, quebrou construtoras brasileiras e depois foi pago por uma consultoria estadunidense que lucrou com tal destruição, foi hostilizado nesta quinta-feira (6) ao desembarcar no aeroporto em João Pessoa.

Em vídeo que circula nas redes sociais, Moro é chamado de “traíra”, em crítica ao fato dele ter deixado o governo de Jair Bolsonaro, que ajudou a eleger ainda quando era juiz da Lava Jato, e do qual foi ministro da Justiça. O presidenciável do Podemos também foi chamado de “juiz ladrão” e “vagabundo”. Um homem chegou a reagir aos insultos e partiu contra outro durante as manifestações.

Segundo o site T5, o ex-juiz parcial permanece na Paraíba até sábado (8), onde tem agenda na capital e em Campina Grande. Moro está acompanhado da presidente nacional do partido, a deputada Renata Abreu.

Sérgio Moro foi declarado parcial e suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e está sendo investigado pelo Tribunal de Contas da União por ter enriquecido enquanto o Brasil empobreceu. Saiba aqui como apoiar o documentário de Joaquim de Carvalho sobre o patrimônio de Moro e Dallagnol, ex-chefe da Lava Jato.

247

Capacho de Bolsonaro, Queiroga diz que Michelle Bolsonaro é “mãe de todos os brasileiros”

Marcelo Queiroga e Michelle Bolsonaro (Foto: Myke Sena/MS)

Durante o lançamento do programa Cuida Mais Brasil, ministro afirmou que primeira-dama é “simbolicamente” a mãe de toda a população

Metrópoles – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta quinta-feira (6), que a primeira-dama Michelle Bolsonaro é  a “mãe de todos os brasileiros”.

A declaração foi dada durante o lançamento do programa Cuida Mais Brasil, em que o governo federal promete destinar R$ 194 milhões para contratação de médicos pediatras, ginecologistas e obstetras, com foco na Atenção Primária em Saúde.

Ao falar sobre a importância da proteção às famílias, especialmente às gestantes e crianças, Queiroga citou a morte de uma mulher grávida em maio deste ano, associada a um efeito adverso da vacina contra a Covid-19.

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Contrariando Bolsonaro, Exército exige de militares vacina e máscaras

(Foto: Marcos Corrêa/PR | Reuters)

As diretrizes são assinadas pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

247 – O Comando do Exército contrariou Jair Bolsonaro. Os militares foram instruídos a se vacinar (para quem retornar ao trabalho presencial), praticar o distanciamento social e usar máscaras de proteção, além de não espalhar informações falsas sobre a pandemia da Covid-19, ao contrário do que prega o chefe de governo.

As diretrizes são assinadas pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. O objetivo é o retorno pleno de todas as atividades administrativas e operacionais.

Segundo a TV Globo, são 52 pontos. Entre eles, o Exército determina que:

  • os militares e os servidores civis que retornarem de viagem internacional, a serviço ou privada, ainda que não apresentem sintomas relacionados à Covid-1 deverão realizar o teste molecular (RT-PCR) até 72 horas antes do embarque.

Para as ações de campo, como as de forças-tarefas humanitárias, e nas operações de faixas de fronteira:

  • estabelece que é preciso continuar adotando medidas de prevenção à contaminação pelo coronavírus;
  • recomenda o distanciamento social, o uso de máscaras e a higienização das mãos.

O documento reforça que pode haver o retorno às atividades presenciais:

  • desde que respeitado o período de 15 dias após imunização contra a Covid-19. Os casos omissos sobre cobertura vacinal deverão ser submetidos à apreciação do DGP (Departamento Geral do Pessoal), para adoção de procedimentos específicos;

 

 

Fonte: 247

Médicos pedem abertura de processo ético contra Queiroga no CFM

Profissionais questionam postura do ministro em relação à vacinação infantil

Rede Brasil Atual – Médicos que foram secretários municipais de Saúde e que exerceram a função de presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP) encaminharam ao Conselho Federal de Medicina (CFM) uma solicitação para abertura de processo ético-profissional contra o ministro da Saúde Marcelo Queiroga. A alegação é que o titular da pasta no governo Bolsonaro teria cometido infrações éticas graves no exercício da medicina.

A representação, assinada em 30 de dezembro, destaca que, embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tivesse aprovado o uso da vacina Pfizer/BioNTech em crianças de 5 a 11 anos em 16 de dezembro, o ministro da Saúde não tomou as medidas cabíveis para a execução da imunização, com a justificativa de ouvir a opinião de especialistas, alegando “razões totalmente inconsistentes”, de acordo com o texto. “A vacinação desta parcela significativa da população viria em hora apropriada, face ao risco que neste momento representa a emergência da variante ômicron, e também em função do retorno das aulas.”

Os médicos lembram que a justificativa inicial para não implementar a vacinação, relacionada à segurança da vacina, é uma “inverdade que contraria absolutamente ao que se observou em milhões de doses desta vacina já aplicadas nessa faixa etária em outros países, inclusive nos EUA e países da Europa”.

Para os integrantes do Cosems-SP, a posição de Queiroga é “incoerente com sua obrigação ética como médico de utilizar o melhor do conhecimento e da ciência para beneficiar o indivíduo e a sociedade”.

Vacinação e ‘interesses políticos e ideológicos’

A tentativa de impor a exigência de prescrição médica para aplicação das vacinas em crianças também é outro fato mencionado no documento, que classifica a iniciativa como uma “limitação ao exercício do direito das crianças quanto à vacinação, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente”. Nesta quarta-feira (5), a pasta divulgou ter aberto mão da exigência de receita médica para imunização na faixa etária dos 5 aos 11 anos.

As posições adotadas por Queiroga na condição de ministro da Saúde evidenciam ainda, para os médicos, que ele “atende, acima de tudo, aos interesses políticos e ideológicos do governo federal, e mais especialmente, do Presidente da República, que deixou absolutamente clara sua posição contrária à vacina em várias manifestações públicas”.

O Ministério da Saúde informou ontem ter encomendado 20 milhões de doses da vacina da Pfizer para crianças, quantidade que seria suficiente para a aplicação apenas da primeira das duas doses recomendadas para o imunizante.

Roma aponta que ‘tendência’ é ser candidato a governador pelo Republicanos em 2022

Foto: Reprodução / Instagram

O ministro da Cidadania, João Roma, pode estar começando a apontar definições para sua candidatura ao governo da Bahia, começando pelo partido: o Republicanos. Ao Bahia Notícias, Roma indicou que a tendência para 2022 é que dispute o Palácio de Ondina pelo seu atual partido. Atualmente, a legenda compõe a base de apoio do grupo liderado pelo ex-prefeito ACM Neto (DEM/UB), pré-candidato ao governo.

Presente na posse do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), Marcus Presídio, nesta quarta-feira (5), Roma foi questionado pela reportagem se a tendência é que ele saia como governador pelo Republicanos. “Sim, permaneço no meu partido Republicanos”, respondeu. 

“Permaneço no Republicanos, é meu partido pelo qual fui eleito. Estamos em tratativas com o grupo político vislumbrando minha candidatura ao governo da Bahia. O Republicanos junto com o PL e outros partidos tem se movimentado, queremos sim apresentar um novo horizonte. Estar junto na caminhada de Bolsonaro para a reeleição. Tem crescido o chamado para que eu possa avançar na candidatura, é um processo natural para que a Bahia possa despertar e mostrar para o Brasil”, acrescentou Roma.

A movimentação pode enfraquecer ainda mais a base de apoio de Neto em 2022. Com a chegada de Bolsonaro ao PL, a legenda deve seguir com Roma, juntamente com o Republicanos, partido do atual ministro. Além deles, o PV já sinalizou o apoio a candidatura do senador Jaques Wagner (PT) (relembre aqui). A debandada pode crescer ainda mais com a possibilidade da chegada do MDB ao grupo petista (veja aqui). 

De acordo com a apuração do Bahia Notícias com lideranças do Republicanos, a decisão sobre o partido de Roma deve ser tomada através da executiva nacional, liderada pelo deputado federal Marcos Pereira (SP). Interlocutores ligados ao partido na Bahia têm revelado a preferência na manutenção do apoio a Neto, porém a última batida do martelo deverá vir de Brasília.

Fonte: Bahia Notícias

Em fio no Twitter, Lula lança campanha #AnoNovoDoseNova e pede ampla vacinação

O ex-presidente Lula sendo vacinado (Foto: Ricardo Stuckert)

O ex-presidente pediu ainda que o governo acelere a vacinação de crianças e que as nações ricas disponibilizem seus estoques para o restante do mundo

247 – Ao contrário de Jair Bolsonaro, que por muitas vezes duvidou da eficácia das vacinas contra a Covid-19, o ex-presidente Lula fez um apelo para a população brasileira tomar a terceira dose.

Em meio ao avanço da Ômicron e ao apagão de dados do Ministério da Saúde, é necessário conversar com todos aqueles que estão receosos, escreveu Lula, em seu Twitter.

No fio, o ex-presidente pediu ainda que o governo federal acelere a vacinação de crianças e que as nações ricas disponibilizem seus estoques para o restante do mundo.

“Nenhum país estará protegido sozinho. Os países mais ricos tem tudo para fazer com que a vacina seja para todos, e mais veloz que as variantes”, disse.

Veja:

247

Centrais sindicais defendem revogação da reforma trabalhista após sinalização de Lula e Gleisi

(Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas)

“As mudanças que estão acontecendo na Espanha nos dão a esperança de que por aqui também possamos rever pontos de uma reforma imposta sem um debate”, diz a nota

247 – As principais centrais sindicais do país defenderam nesta quarta-feira (5) a abertura do debate para revogar a reforma trabalhista, aprovada em 2017 no governo de Michel Temer e no esteio do golpe de 2016.

Manifestação ocorre logo após a presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizarem apoio às discussões pela retomada dos direitos trabalhistas retirados pela reforma.

Em nota assinada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT); Força Sindical; União Geral dos Trabalhadores (UGT); Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Central Sindical dos Trabalhadores (CST), a entidades dos trabalhadores elogiam a iniciativa a “contrarreforma” trabalhista que foi acordada entre governo, empresários e sindicatos de trabalhadores na Espanha para revogar a reforma realizada em 2012.

“As mudanças que estão acontecendo na Espanha nos dão a esperança de que por aqui também possamos rever pontos de uma reforma que foi imposta sem um debate social e com um deliberado viés pró capital e antissindical”, diz a nota, divulgada pela Folha de S. Paulo.

As centrais afirmam que o movimento espanhol “pode ser uma sinalização que estimule” a reabertura deste debate no Brasil. “Passados quatro anos está claro que os objetivos da reforma trabalhista de Michel Temer (MDB), ampliada e aprofundada por Bolsonaro, revelou-se um desastre para a classe trabalhadora e para a nação”, dizem.

Desde a mudança na legislação, o desemprego aumentou, assim como a precarização das relações de trabalho, afirmam as entidades. “Esse já era o quadro antes da pandemia de março de 2020. Após a adoção das medidas necessárias para contenção do coronavírus, a crise se tornou uma verdadeira calamidade”.

Os candidatos à presidência nas eleições deste ano precisam colocar em pauta o fim da flexibilizações de direitos e a revogação da reforma trabalhista. Para especialistas, a Espanha, que foi modelo para criação da nova legislação em 2017, precisa também ser exemplo para a derrubada da atual política. Na última terça-feira (4), o parlamento espanhol revogou efeitos nocivos das novas trabalhistas aprovadas em 2012.

Em 2017, o então presidente Michel Temer (MDB) promulgou uma reforma trabalhista (Lei 13.467/2017), conjunto de alterações nos dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O projeto ampliou a precarização do emprego, não criou postos de trabalho, reduziu a renda do trabalhador e prejudicou negociações coletivas e entidades sindicais.

Para a diretora ajunta do Diesse Patrícia Pelatieri, a revogação da reforma trabalhista da Espanha é uma “boa notícia para os trabalhadores brasileiros”, mostrando que há a possibilidade recuperar parte dos direitos perdidos. Patricia explica que o projeto aprovado no Brasil apenas rebaixou salários no Brasil, que nunca foram elevados. “Somos um país de baixa renda e péssima distribuição. Se você empobrece a população, também empobrece a economia. Então, o empresariado que defendeu a reforma foi muito burro, ainda mais aqueles que defendem o aprofundamento dessa flexibilização”, afirmou ela, em entrevista ao jornalista Glauco Faria, da RBA.

Recuperação de direitos

Entre as principais alterações na legislação brasileira estão a criação do contrato intermitente, a introdução da ideia de negociado prevalecendo sobre o legislado, a ampliação da jornada de trabalho parcial, a ampliação da terceirização. Para a diretora do Dieese, ainda vai demorar muito para ser retomado o que foi perdido, por isso “é preciso começarmos esse resgate o quanto antes”.

À Rádio Brasil Atual, o ex-ministro do Trabalho e da Previdência Social, Luiz Marinho (PT), acrescentou que a retomada dos direitos precisa ser uma bandeira da próxima eleição presidencial. “A política de precarização feita a partir do golpe de 2016 agravou o problema do desemprego e do subemprego. Em 2022, temos a possibilidade democrática de fazer a escolha correta e podermos voltar a sonhar, gradativamente, com o pleno emprego”, afirmou.

Ainda ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamou a atenção para o processo de revogação na Espanha. E sinalizou que esse pode ser um projeto apresentado em sua futura candidatura. “É importante que os brasileiros acompanhem de perto o que está acontecendo na reforma trabalhista da Espanha, onde o presidente Pedro Sánchez está trabalhando para recuperar direitos dos trabalhadores”, tuitou.

Na avaliação de Luiz Marinho, a revogação da nova legislação trabalhista brasileira precisa ser compromisso do campo progressista. “Lula está sinalizando que essa deverá uma das saídas para o momento do Brasil. É plenamente possível resgatar direitos e reverter a reforma trabalhista, sem precisar voltar ao que era no passado e garantindo direitos”, acrescentou.

Fonte: 247



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