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:: 21/nov/2021 . 23:01

Ivan Valente pede investigação sobre compra de votos de Bolsonaro para eleição de Lira

Deputado do PSOL pede apuração sobre possíveis crimes de responsabilidade e improbidade administrativa que teriam sido cometidos por Arthur Lira e pelo ministro Luiz Eduardo Ramos

Revista Fórum – O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) apresentou uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, neste sábado (20). A ação foi movida diante das revelações feitas pelo deputado ex-bolsonarista Delegado Waldir (PSL-GO) de que o governo de Jair Bolsonaro teria comprado votos para a eleição de Lira.

Waldir, que já foi fiel escudeiro de Jair Bolsonaro, listou cifras e disse em entrevista a Guilherme Mazieiro, do The Intercept Brasil, que o governo pagou R$ 10 milhões em emendas por deputado para a eleição do presidente da Câmara, Arthura Lira (PP-AL), e R$ 20 milhões por voto para aprovar a Reforma da Previdência.

Para Ivan Valente, a denúncia de Waldir é “gravíssima” e deve ser apurada pela PGR. “Usar o orçamento público, de forma não transparente, para comprar o parlamento coloca em xeque a independência entre poderes, subverte a democracia, corrompe e fideliza parlamentares e quebra a isonomia”, afirmou.

247

Tucanos tentam fugir de uma escolha terrível

“O adiamento das prévias é na verdade a desculpa para que a decisão seja empurrada com a barriga, ou com a asa da direita que não sabe que via quer da vida”, analisa o jornalista Moisés Mendes sobre a escolha do candidato do PSDB a presidente

O adiamento das prévias do PSDB empurra o partido para o purgatório das suas indecisões. Para muito além das questões técnicas do aplicativo de votação, o PSDB adiou a escolha do candidato de 2022 porque assim enterra a cabeça na areia diante das opções que tem pela frente.

É nesse purgatório, com os tucanos agindo como se fossem avestruzes da terceira via, que o partido ficará acomodado, até que alguns líderes tenham a coragem de definir uma nova data e encarar uma escolha apavorante.

O PSDB apenas fingiu que não sabe fazer uma eleição interna com menos de 45 mil filiados. Porque não queria saber da verdade dessas prévias agora.

Um partido que não consegue dar utilidade a um aplicativo para votação interna, por ser incapaz de fazer a encomenda certa aos desenvolvedores do sistema, não pode achar que tem condições de governar um país com 212 milhões de habitantes.

Mas o PSDB sabia, desde o começo das suspeitas de que o aplicativo não funcionaria direito, que as prévias não seriam completadas. O partido tem medo da realidade no seu futuro imediato.

Os tucanos se comportam como um paciente às vésperas de um exame que deverá ser revelador de notícias ruins. E a notícia ruim viria com Doria ou com Leite.

Por isso o aplicativo não funcionou. Se as prévias tivessem dado certo, eles estariam agora com os olhos arregalados diante do paulista ou do gaúcho, sabendo que os dois são fardos pesados.

Doria, o homem da CoronaVac, ainda não conseguiu capitalizar nada do que o início da vacinação representou como afronta ao bolsonarismo e ao negacionismo e como esforço bem sucedido em favor da saúde pública.

E Eduardo Leite é, pela marca mais recente que leva na testa, o governador que se submeteu às ordens do general Luiz Eduardo Ramos para que levasse um recado a quem seria mais adiante seu adversário nas prévias.

Leite, por fraqueza como político, fracassou na empreitada que lhe foi entregue pelo general de Bolsonaro, para que Doria suspendesse em janeiro o começo da vacinação, enquanto morriam mais de 900 brasileiros por dia.

O tucano gaúcho está marcado como cúmplice de Bolsonaro na tentativa de sabotagem da vacina. E, ao mesmo tempo, fica como alguém frouxo para levar a missão com êxito até o fim, pela própria incompetência como mensageiro.

O PSDB está diante dessas escolhas. Um governador que não empolga com o marketing da sua vacina, e outro que constrange e envergonha por ter tentado boicotar a vacina do colega de partido.

O adiamento das prévias é na verdade a desculpa para que a decisão seja empurrada com a barriga, ou com a asa da direita que não sabe que via quer da vida.

Entre Doria e Leite, é provável até que certos tucanos desejassem mesmo ficar com Sergio Moro, que já melhorou a voz e pode crescer nas próximas pesquisas como candidato de ex-bolsonaristas, fazendeiros, banqueiros, grileiros, milicianos e classe média.

A ressaca é destruidora. A não realização das prévias do PSDB seria apenas um fiasco, se a falha não estivesse no roteiro. A pane não foi programada, mas foi tão desejada que aconteceu na hora certa.

Ninguém vai encontrar, nas notícias com cabos eleitorais dos dois candidatos, alguém que manifeste frustração. Há um sentimento de alívio.

A base do PSDB gostaria que a decisão sobre o candidato fosse no par ou ímpar, ou não teria oferecido apenas 44,7 mil filiados habilitados a votar, num contingente de 1,3 milhão.

Os outros, da imensa maioria que preferiu olhar as prévias com desprezo e ficar de fora da escolha, nem querem saber como usar o aplicativo pifado. Querem mais é aprender a usar o TikTok.

Em “Lula”, uma obra à altura de um personagem fundamental

“O livro não descreve um mito a prova de toda fraqueza mas um Lula humano, demasiadamente humano, até, algumas vezes, apanhado em momentos de dor, sofrimento e dúvida”, escreve Paulo Moreira Leite sobre a biografia do ex-presidente Lula, escrita pelo jornalista Fernando Morais

Com a competência de um repórter que já produziu um conjunto de trabalhos de extrema utilidade para o entendimento do país e nossa época  — Olga, Chatô, Montenegro, A Ilha –, Fernando Morais chega às livrarias com o primeiro volume de “Lula”, biografia prevista para dois volumes.

O livro possui 447 páginas, que se atravessa sem dificuldade, graças a reconhecida  competência do autor em debater questões graves e situações complexas em linguagem clara e sem rodeios.

Capaz de consultar fontes e personagens para depoimentos em primeira mão, além de descrever cenas e situações que muitas vezes acompanhou como testemunha ocular,  Fernando Morais produz o relato de um repórter ocupado com os fatos, os fatos e apenas os fatos. A partir deles sustenta suas opiniões e uma visão de mundo que jamais será escondida do leitor.

Dividido em 17 capítulos, o livro cobre tempos distintos da vida de Lula. Os primeiros capítulos narram sua prisão sob as ordens de Sérgio Moro e a vida na prisão da Polícia Federal em Curitiba, encerrando-se com as revelações de Walter Delgatti, que colocaram a Lava Jato sob suspeita.

Na última parte, Fernando Morais focaliza outro tempo histórico, com décadas de antecedência. Localiza Lula numa de suas grandes decepções — a campanha de 1982, quando imaginava-se favorito na eleição para governador de São Paulo, mas acabou num distante quarto lugar.

O livro não descreve um mito a prova de toda fraqueza mas um Lula humano, demasiadamente humano, até, algumas vezes, apanhado em momentos de dor, sofrimento e dúvida.

A grandeza histórica do personagem, no entanto, funciona como o fio condutor de uma narrativa em torno de um processo que mudou o Brasil nas últimas décadas, quando o país ousou saltos impensáveis em busca de horizontes  que desafiam as potencias do mundo e a sabedoria convencional.

Profissional como mais de meio século de profissão, Fernando Morais acompanhou assembléias sindicais nos anos finais da ditadura, participou pessoalmente de conversas descontraidas nos restaurantes de frango assado nas vizinhanças de São Bernardo, além frequentar o sobradinho modesto onde Lula vivia com Marisa Letícia e os filhos.

O livro lembra a greve  de 1978, primeira após uma década de silêncio imposto pela ditadura de 64, e faz um relato por dentro da  greve do ano seguinte, uma mobilização gigantesca que abriu um novo período na história do país, quando a luta popular abriu passagem para o fim do regime militar.

O livro descreve uma noite inesquecível na qual o movimento daqueles operários enfrentou — e venceu — uma prova de força para o futuro político do país. Depois que uma assembléia gigantesca (“Trinta mil? 40 mil pessoas? Cada um calculava a seu gosto”, escreve) havia aprovado um pedido de reajuste salarial, era preciso garantir que, fábrica por fábrica, a paralisação também fosse aprovada.  Numa noite dramática, “que parecia criança esperando Papai Noel na noite de Natal”, nas palavras de Lula, os informantes foram se revezando no microfone, fábrica por fábrica, até que “desembestou. A paralisação se estendeu por várias cidades fabris do estado”.

Ao contar a história do Partido dos Trabalhadores,  Fernando Morais faz justiça a Mário Pedrosa, intelectual e militante trotskista, queimado na fogueira de vaidades acadêmicas que acompanha as narrativas sobre a construção do partido. “O número 1 do mundo acadêmico a aderir ao partido de Lula foi Mário Pedrosa,” escreve. “Não apenas endossou a criação do PT mas tornou-se um propagandista do que considerava ‘algo que nunca existiu no Brasil, operários construindo seu próprio partido”.

Descrevendo o cotidiano de Lula na cela de Curitiba, o livro relata os detalhes de um episódio pouco conhecido mas que teve um desfecho exemplar. Quando, após uma espera de meses,  os jornalistas Florestan Fernandes Jr, pelo El País, e Monica Bergamo, da Folha, receberam autorização judicial para entrevistar Lula, ocorreu uma operação paralela.

Aliado irredutível de Sérgio Moro e da Lava jato, o portal  Antagonista tentou participar do evento. Considerando sua postura diante de Lula,  o risco de um tumulto destinado a esvaziar aquela que seria a primeira entrevista do ex-presidente após a prisão era uma certeza evidente. Além disso, seria uma ilegalidade, pois ninguém pode ser obrigado a dar uma entrevista quando não deseja — e Lula deixara claro que não queria receber a equipe do Antagonista.

Mesmo assim, nos dias anteriores ao depoimento, a tensão na sede da Polícia Federal em Curitiba era grande. “O superintendente da Polícia Federal, Luciano Flores, autorizou que os nomes vetados por Lula participassem da entrevistas,” escreve Morais, que publica as mensagens firmes, corajosas, que Monica Bergamo enviou ao delegado, na véspera do encontro com Lula.

“Estão induzindo a PF a erro e tentando viabilizar a entrevista”,escreve a jornalista.” Mas isso não vai ocorrer porque a lei garante o direito dele de falar apenas com quem quiser. Sem platéia”.

Com sua entrevista pioneira, Florestan Fernandes Jr e Monica Bergamo cumpriram um papel essencial para restituir um direito constitucional a Lula e todos os brasileiros e brasileiras — a liberdade de expressão. Outras entrevistas vieram, impedindo que Lula sofresse um segundo castigo, após uma prisão ilegal — mofar esquecido na cadeia.

Ao contar o episódio em seus detalhes, Fernando Morais ajuda a lembrar que, sob  temperatura desfavorável,  mesmo direitos elementares só podem ser assegurados com luta.

Alguma dúvida?

247

Ex-juiz parcial Moro, que prendeu Lula para colocar o fascismo no poder, ataca o ex-presidente

Jair Bolsonaro e o ex-ministro Sergio Moro (Foto: Reprodução | ABr)

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal por parcialidade, o maior delito que pode ser cometido por um magistrado, o ex-juiz Sérgio Moro atacou o ex-presidente Lula alegando que ele defende a prisão de opositores – quando, na realidade, Moro prendeu seu inimigo Lula para eleger o fascismo no Brasil

247 – O ex-juiz parcial Sérgio Moro, que tenta construir uma candidatura a presidente nas eleições de 2022, foi às redes sociais neste domingo (21) para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Moro, que interferiu nas eleições de 2018 ao condenar e prender Lula e depois se tornou ministro da Justiça do governo neofascista de Jair Bolsonaro, criticou Lula por sair em defesa de Cuba em meio aos protestos contra o governo local, incentivados pelos Estados Unidos.

“Antes, o PT elogiou as eleições na Nicarágua, onde os opositores foram presos. Agora, é o Lula quem minimiza a repressão contra protestos na ditadura cubana e critica os Estados Unidos, uma democracia. Não dá para flertar com o autoritarismo”, escreveu o ex-juiz parcial.

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“Precisamos derrotar o bolsonarismo. Todo arranjo deve partir desta premissa”, diz Fernando Haddad

Fernando Haddad e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução/Facebook | REUTERS/Adriano Machado)

“O Brasil não sobreviverá com mais quatro anos de Bolsonaro, nem a soberania, nem o patrimônio público e nem os direitos sociais e civis”, comentou o ex-ministro Fernando Haddad (PT)

247 – O ex-ministro Fernando Haddad (PT) disse, em entrevista à TV 247, que todo arranjo político para as eleições de 2022 deve partir da premissa de derrotar o bolsonarismo. “Primeira coisa sobre a qual nós devemos ter clareza: temos que derrotar o bolsonarismo. Começa tudo com isso. Todo arranjo deve partir desta premissa”.

“O Brasil não sobreviverá com mais quatro anos de Jair Bolsonaro, nem a democracia, nem a soberania, nem o patrimônio público e nem os direitos sociais e civis. Estamos falando de uma coisa muito séria. Um projeto que já é autoritário e ainda vai ser reeleito… não sei o que vai acontecer com o país”, destacou.

Comentando sobre possíveis alianças do PT, Haddad afirmou que “no alto das nossas prioridades, isolado, tem que estar o projeto de derrotar o bolsonarismo. Na minha opinião, antes de pensar nesses nomes, nós temos que pensar que hoje o acordo PT com PSB e PCdoB, que conseguiu aprovar federação de partidos, devemos constelar partidos, como Rede e PV, para uma chapa vitoriosa no plano nacional. Vice é uma coisa pessoal do presidente da República”.

“Vamos começar a falar do que interessa: derrotar o bolsonarismo e criar uma constelação de partidos que podem estar juntos no primeiro turno”, disse.

Bolsonaro pode causar crise pior do que Trump

Haddad ainda disse que caso Jair Bolsonaro perca em 2022, o Brasil deve viver uma situação institucional pior do que nos Estados Unidos quando Donald Trump perdeu as eleições. Trump mobilizou seus apoiadores para questionar a legitimidade das eleições e ativistas da extrema direita invadiram o Capitólio (Parlamento norte-americano).

De acordo com o ex-prefeito de São Paulo, a situação no Brasil deve ser pior, porque “as nossas instituições são mais frágeis do que as instituições norte-americanas”. Além disso, ele acrescentou que Bolsonaro “é uma pessoa muito mais tosca [do que Trump], ele tem gente mais perigosa do lado dele”. “O crime organizado é vizinho de casa do bolsonarismo… Do Bolsonaro, para ser bem honesto”, disse.

“Ele vai questionar o resultado eleitoral qualquer que seja. Se ele ganhar no segundo turno, vai alegar fraude, falando que deveria ter ganho no primeiro. Se ele perder, então… Ele é um psicopata, como todo neonazista. Isto está registrado na literatura médica [que todo neonazista tem traços de psicopatia], não é xingamento. São pessoas desequilibradas, não vai medir esforços”, destacou.

Bolsonaro “não está nem aí para o que ele vai ter que responder depois, ele não faz a conta das consequências dos seus atos”, destacou Haddad, ressaltando o genocídio causado por ele na pandemia do novo coronavírus. “Ele não tem preocupação nenhuma”, reforçou. “Vamos ter muitos problemas, por isso temos que saber dos nossos direitos cívicos. Ano que vem vai ser um ano difícil”, disse.

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Sara Winter diz que bolsonaristas comerão merda se Bolsonaro mandar

“Não tem mais como defender”, diz ela

247 – A ex-ativista de extrema direita Sara Winter concedeu entrevista à revista Istoé, em que resumiu o fanatismo dos apoiadores de Jair Bolsonaro. “Não tem mais como defender Bolsonaro. Mas se ele pedir para os bolsonaristas comerem merda, as pessoas vão comer”. Saiba mais sobre a entrevista:

A bolsonarista arrependida Sara Winter, em entrevista à Istoé, contou que os deputados Daniel Silveira (PTB), Carla Zambelli (PSL), Sargento Fahur (PSL) e Bia Kicis (PSL), assim como o ministro-chefe do Gabinete de Segurança, general Augusto Heleno, foram muito presentes na organização do “Acampamento dos 300”, que ela organizou em Brasília com o blogueiro Oswaldo Eustáquio.

O acampamento fez parte das manifestações bolsonaristas contra as instituições da República. Segundo Winter, Kicis “ensinou a gente como chamar atenção da imprensa” e “cedeu o assessor Evandro Araújo e colocou um advogado de seu gabinete para acompanhar reuniões com a Secretaria de Segurança do Distrito Federal”.

O alvo inicial dos protestos era o então presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, mas o ministro general Heleno interveio. “Ele pediu para deixar de bater na imprensa e no Maia e redirecionar todos os esforços contra o STF”, disse.

Ainda, ela conta que a influência de Bolsonaro era direta e que durante o acampamento foi combinado que ele não podia ser o “protagonista para não sofrer represálias”.

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Moro, que ajudou a eleger Bolsonaro, diz que não se arrepende de ter integrado o governo

“Havia muita gente que pensava que poderia dar certo”, justificou o ex-juiz parcial durante participação em evento do MBL

247 – O ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que foi condenado por parcialidade pelo Supremo Tribunal Federal na sentença contra o ex-presidente Lula, disse neste sábado (20) que não se arrepende de participar do governo Jair Bolsonaro.

“Eu não me arrependo [de ter integrado o governo]. Em 2018, tínhamos um momento de muita expectativa. O presidente eleito, a gente sabe que era uma pessoa controvertida, mas havia muita gente que pensava que poderia dar certo”, disse Moro durante participação em evento do Movimento Brasil Livre (MBL).

Moro disse que, à época, não via a posição de Bolsonaro com maus olhos, mas que depois parou de confiar no presidente “Muita gente me disse: que alívio que você está indo [para o governo], para ser contrário aos impulsos do presidente eleito. Claro que, vendo o que aconteceu, talvez não tivesse tomado essa decisão”, disse o ex-ministro.

Além de condenar Lula sem provas, inviabilizando sua candidatura presidencial em 2018, Sérgio Moro retirou o sigilo da delação do ex-ministro Antonio Palocci faltando seis para o primeiro turno das eleições, prejudicando o então candidato do PT, Fernando Haddad, contra Bolsonaro.

Moro deixou o governo em abril de 2020 após acusar Bolsonaro de interferir na PF durante a investigação dos supostos esquemas de “rachadinha” envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), seu filho mais velho.

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Paulo Teixeira vai pedir investigação sobre uso de avião da FAB por Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR)

Deputado Paulo Teixeira classificou a revelação feita pela escritora Daniela Abade como “denúncia grave”. “Caso verdadeira, dois crimes foram praticados: obstrução da justiça e prevaricação. Vamos pedir investigação”, afirmou

247 – O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) classificou como “grave” a revelação de que o governo de Jair Bolsonaro facilitou a fuga para os Estados Unidos do escritor Olavo de Carvalho, que deveria prestar depoimento à Polícia Federal.

Segundo a escritora Daniela Abade, que revelou a informação, Olavo de Carvalho deixou o Brasil em um avião da FAB, que depois foi utilizado pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria. Na prática, o governo facilitou a fuga de um personagem que deveria prestar contas à PF.

O deputado petista afirmou que pedirá abertura de investigação da denúncia. “Caso verdadeira, dois crimes foram praticados: obstrução da justiça e prevaricação. Vamos pedir investigação”, afrmou Paulo Teixeira.

Olavo de Carvalho foi  intimado pela Polícia Federal para prestar depoimento no âmbito do inquérito que apura a divulgação de fake news e ataques à democracia e instituições. De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo,” a PF intimou Olavo no último dia 9 de novembro por meio de sua defesa, que informou aos investigadores que o filósofo ainda estava em tratamento de saúde”.

Poucos dias depois, ele viajou para o estado da Virgínia, nos EUA, onde mora. Nesta terça-feira (16), ele gravou um vídeo informando que viajou  “de forma repentina”.”Eu estava no hospital e me ofereceram um voo repentino para dali a 15 minutos. Eu não ia perder essa oportunidade”, disse.

Em agosto,  a PF também havia tentado ouvir o astrólogo, mas seus advogados impediram o depoimento alegando que ele estava em tratamento médico.

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Brasil: a iminência do apocalipse ou a redenção democrática?

Ex-presidente Lula, Ciro Gomes, Sérgio Moro, João Doria, Eduardo Leite e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | PR | CNI | Secom | Reuters)

“Vamos colocar nossa energia no candidato de nossas esperanças, conscientes que, mais do que nunca, só sairemos desse impasse em que nos encontramos, elegendo um Congresso comprometido com um projeto político que favoreça a Nação brasileira”, escreve a colunista Hildegard Angel

Era o segundo governo de Lula. Num almoço de mulheres no Fasano, a dona de uma rede nacional de shopping centers dizia que eles nunca haviam vendido tanto quanto naqueles anos. O governo era criticado pelos seus opositores por favorecer os bancos, e os banqueiros pareciam amar Lula, com quem confraternizavam onde estivessem. A indústria brasileira tinha seu representante na vice-presidência, José Alencar Gomes da Silva, e as federações patronais também pareciam contentes.

Lula não perseguia a mídia, seu governo anunciava, privilegiando os grandes grupos de imprensa, não havia retaliações aos divergentes, como hoje vemos acontecer. Nos governos de Dilma, sequer foi encaminhado ao Congresso o projeto de regulação da mídia, formatado por Franklin Martins ao fim do segundo mandato de Lula, condizente com o que é feito nos países do mundo todo.

Lula é um conciliador por natureza. É considerado pelos chefes de estado do resto do mundo, é admirado, visto como um igual. Semana passada, em Bruxelas, ele mereceu aplausos de pé, longos e sucessivos, no encontro do Parlamento Europeu com lideranças latino americanas. Mereceu recepção de chefe de estado no Elysée, com a marcha da guarda do palácio e o presidente Macron descendo os degraus para ir buscá-lo (e uma hora depois levá-lo) no carro. É bem visto pela mídia internacional, inclusive pelas publicações de economia. Por que esse ódio da mídia corporativa brasileira contra ele? Esse apagamento? Esse silêncio a seu respeito? Por que estavam sendo destinados a ele apenas breves momentos, em canais por assinatura, às altas horas da noite, e quando isso acontecia? E isso só foi revertido no sétimo dia da agenda da viagem de Lula, depois da grande grita nas redes sociais, da indignação, e da chacota feita, comparando a vasta cobertura da visita pelos jornais estrangeiros e a cobertura Zero pela mídia brasileira.

Atribuem a Lula um radicalismo que ele, na prática, nunca demonstrou. Lula não é um radical. Não é comunista. É um liberal, falando francamente. Alguns o identificam como Liberal Periférico. Sua política externa é afinada com as dos demais países. Respeitado por todos. Até George W. Bush gostava dele! Em poucos dias na Europa, foi recebido pelo vencedor das eleições na Alemanha, Olaf Scholz, esteve com o líder da Social Democracia, Martin Schulz, foi aclamado no Parlamento Europeu, elogiado por Zapatero como “o que mais combateu a pobreza”, trocou ideias com o Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, foi recepcionado com batucada brasileira pelos alunos do Instituto SciencesPo, em Paris, onde almoçou com a Prefeita. Depois da França, participa hoje de seminário de Cooperação multilateral e recuperação pós-covid, em Madri, e tem agenda com o primeiro-ministro.

Lula não sai procurando briga, não dá banana e joga a casca no chão, não desanca o país dos outros, negocia com todos. Internamente, é bom para o nosso povo, se compadece do pobre. Não politiza temas sérios, como Saúde, Cultura e Educação. Desenvolveu políticas sociais mínimas, sem “exagero”, podia ser muito mais – o Bolsa-Família, como diriam os americanos, eram “peanuts” em nosso orçamento. E mesmo assim suas políticas públicas trouxeram notáveis benefícios sociais e econômicos, foram copiadas em vários países, se tornaram referência.

O saldo de seu Minha Casa Minha Vida foram casas para milhões de brasileiros, e novas grandes fortunas para poucos, como Rubens Menin, dono da MRV Engenharia, proprietário da CNN Brasil, o também mineiro Ricardo Gontijo, dono da Direcional Engenharia, os donos da Construtora Tenda, mineira também, os da Rossi Residencial, alguns desses empresários declarados admiradores de Bolsonaro.

As ditas pautas identitárias, responsabilizadas por parte da rejeição ao PT, foram muito mais de Dilma do que de Lula. Assim como foi o relatório da Comissão da Verdade, que tanto enraiveceu os militares de pijama do Clube Militar.

Lula jamais perseguiu os diferentes, nem exigiu fidelidade ideológica aos que prestam serviços ou vendem serviços ao governo. Muito menos àqueles que recorrem aos financiamentos e inventivos de bancos públicos.

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Hipótese de que FAB ajudou Olavo de Carvalho a fugir de intimação da PF é plausível e precisa ser investigada

Denúncia é grave, tem fundamento, e pode envolver diretamente o presidente da República

A hipótese de que Olavo de Carvalho deixou o Brasil em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) às pressas, para não depor à Polícia Federal, faz todo sentido, e é preciso ser investigada.

Atribuindo a informação a uma fonte “com boas ligações em Brasília”, a escritora Daniela Abade descreveu no Twitter os voos do Legacy prefixo VC99B, número de calda FAB2582, entre os dias 11 e 14 de novembro.

Dia 11 foi a data em que Olavo de Carvalho deixou, repentinamente a clínica Saint Marie, em São Paulo, onde estava internado havia alguns meses. E 13 foi a data em que um avião da FAB pousou no aeroporto Mac Arthur, de Long Island, Nova York.

Daniela diz que o avião que fez o pouso em Nova York teria decolado de São Paulo às 12h38 do dia 13. Essa informação é incorreta, de acordo com os próprios vídeos que ela posta com o deslocamento da aeronave captado pelos radares.

Mas esse equívoco não invalida a hipótese que Daniela levanta, com base na sua fonte de Brasília. O radar capta o movimento da aeronave a partir de um ponto de Goiás, que ela afirma ser o município de São Gabriel, e o aplicativo registra o horário 03h38 (UTC).

UTC é a sigla de Coordinated Universal Time, o horário de referência no mundo. No fuso brasileiro (três horas a menos), seria 00h38 (meia-noite e 38 minutos). Como o voo teria tido origem em São Paulo, é provável que a decolagem tenha se dado cerca de uma hora antes, às 23h38 do dia 12 aproximadamente.

Daniela explica que a Aeronáutica impôs sigilo nesse voo — portanto, as informações que levantou tiveram como base a sua fonte e dados disponíveis nos aplicativos que rastreiam voos no mundo todo.

O avião da FAB chegou ao aeroporto de Long Island (código ISP), às 13h45 (UTC), 10h45 no relógio brasileiro. É um aeroporto menor, usado para voos domésticos, e aí está um indício de que tenha servido mesmo para levar Olavo de Carvalho. Desse aeroporto saem voos para Petersburg, no Estado da Virgínia, onde mora o guru do bolsonarismo.

No dia seguinte, a aeronave já estava no aeroporto JFK, também em Nova York, onde o ministro Fábio Faria embarcou para viagens em território americano — ele esteve inclusive em Austin, Texas, onde se encontrou com o empresário Elon Musk.

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