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:: 28/ago/2021 . 21:25

Flávio Dino: “quem é do lado de Deus não defende fuzil”

“Defender uso de fuzil na política é compatível com a fé cristã?”, questionou o governador do Maranhão (PSB), emparedando Bolsonaro

247 – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB-MA), rebateu as declarações de Jair Bolsonaro desta sexta-feira (27), quando chamou de “idiota” quem diz que é preciso comprar feijão em vez de fuzil.

“Defender uso de fuzil na política é compatível com a fé cristã?”, questionou Dino, ao postar vídeo com trecho de seu discurso feito neste sábado (28) na cidade de Barreirinhas.

“Amar Deus sob todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo. Tem gente que esquece essa segunda parte do mandamento e acha que pode ter ódio e matar o outro, pegar o fuzil e dar um tiro na cabeça do outro. Não façam isso não, isso não é coisa de Deus. Quem é do lado de Deus não defendeu fuzil para dar tiro na cabeça alheia”, disse Dino.

Nesta sexta-feira (27), ao conversar com apoiadores na saída do Palácio do Alvorada em transmissão ao vivo pelas redes sociais, Jair Bolsonaro disse: “O CAC está podendo comprar fuzil. O CAC que é fazendeiro compra fuzil 762. Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Tem um idiota: ‘Ah, tem que comprar é feijão’. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”, afirmou.

“Restrições à candidatura Lula partem da Casa Branca”, diz Latuff

O cartunista e ativista afirmou em entrevista à TV 247 que o projeto golpista de Bolsonaro e dos militares recebe apoio da Casa Branca. De acordo com ele, os americanos estão interessados em dificultar a candidatura de Lula, como mostra o histórico da região. Assista

O pré-candidato do PT criticou o discurso do presidente americano sobre a América Latina: “é quase como se fosse um discurso de dominação: ‘você não pode crescer. Eles não podem ter soberania’”.

Para Latuff, os Estados Unidos atuam no sentido de impedir a autodeterminação da região, principalmente em países como Venezuela e Cuba. “Um dos pontos marcantes do governo Lula foi a política internacional, que fez com que o Brasil se destacasse bastante. O governo Lula criou o bloco econômico BRICS, se aliou à Venezuela de Hugo Chávez, que também tinha uma linha de se afastar da esfera de influência dos Estados Unidos. E os Estados Unidos começaram a trabalhar para a desestabilização desses governos. O Brasil talvez tenha sido um dos últimos a sofrer esse processo, após Venezuela, Bolívia, Paraguai, Honduras e Argentina. Então, a prisão do Lula não foi uma coisa somente local. Isso teve interesses da Casa Branca”, disse.

A interferência da Casa Branca na política brasileira se dá através dos militares, que apoiam o projeto golpista de Jair Bolsonaro, explicou o cartunista. “Costumo dizer inclusive que os militares, quando ameaçam as instituições caso o Lula seja eleito, isso também tem a ver com orientações da Casa Branca. Não é à toa que a CIA tem visitado o Brasil e se encontrado com o Bolsonaro”, completou.

Bolsonaro diz que será preso, morto ou terá êxito no golpe (vídeo)

Ele fez a afirmação em encontro com evangélicos em Goiânia e depois se corrigiu; disse que só há duas alternativas: morto ou vitorioso

247 – Jair Bolsonaro afirmou, neste sábado (28/08), que existem três alternativas para seu futuro: ser preso, morto ou ter a vitória.

Por vitória, se pode entender êxito no golpe ou vitorioso nas eleições de 2022, o que hoje se apresenta improvável, em razão das pesquisas.

Em seguida, se corrigiu, mas não muito. Disse “não existe” a chance de ser preso. A declaração ocorreu no 1° Encontro Fraternal de Líderes Evangélicos da Convenção Estadual das Assembleias de Deus Madureira (Conemad), em Goiânia.

“Eu tenho três alternativas para o meu futuro. Estar preso, ser morto ou a vitória. Podem ter certeza, a primeira alternativa, preso, não existe. Nenhum homem aqui na Terra vai me amedrontar. Tenho a consciência de que estou fazendo a coisa certa. Não devo nada a ninguém”, bradou. Bolsonaro emendou ainda que “não deseja nem provoca ruptura”, mas que “tudo tem um limite”.

O chefe do Executivo reclamou de decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em indireta, citou o corregedor-geral do Tribunal, Luis Felipe Salomão que suspendeu o repasse da monetização de canais que propagam desinformação sobre o sistema eleitoral.

247

Manifestação de 7 de setembro não precisa de autorização, diz Constituição

Enquanto o governador João Doria tenta proibir um ato do movimento Fora Bolsonaro no 7 de setembro, a Carta de 1988 define que todos podem se reunir pacificamente sem necessidade de autorização, escreve Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia

Por Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia

Quando os preparativos sobre o 7 de setembro ocupam o centro do debate político em São Paulo, é conveniente retornar ao documento fundamental da nação brasileira, a Carta de 1988, para entender  a discussão.

Diz o artigo 5o, inciso XVI:

“Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.

Num país que há três décadas tentava livrar-se de vinte anos de  ditadura, o inciso XVI representou aquilo que em linguagem de hoje costuma-se definir como avanço civilizatório — e tem muito a dizer sobre o Brasil de 2021.

Numa mudança gigantesca em relação ao período anterior, quando sicários do regime fuzilavam manifestantes nas ruas, a Constituição deixa claro que, a partir de sua promulgação, em 1988, o país decidira viver em outro tempo histórico, construindo  uma nação  onde a liberdade de manifestação é um direito universal, que todo brasileiro carrega consigo, sem necessidade de pedir licença a ninguém — muito menos ao aos governantes — para que possa ser exercido.

Basta, diz o texto, que se faça um prévio aviso à autoridade competente, exigência que atende ao interesse coletivo de proteger o direito de manifestação de outra reunião “anteriormente convocada para o mesmo local”.

Em nenhum momento, porém, os governantes têm o prerrogativa de proibir uma manifestação, protegida por noções democráticas que a humanidade já começara a desenvolver com dois séculos de antecedência — como a Declaração de Independência dos Estados Unidos, de 1776, ou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, marco da Revolução Francesa.

É sempre bom recordar. Para o norte-americano Thomas Jefferson, a Liberdade era um direito inalienável, auto evidente   “como a própria Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade”.

Treze anos mais tarde, sem mencionar nenhuma vez o Rei, a Nobreza ou a Igreja, personagens e instituições de uma ordem que começava a ser derrotada, a Assembleia Nacional Francesa elaborou seu próprio texto, onde afirma que “os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos”.

Um século e meio mais tarde, com a memória dos horrores do nazi-fascismo, o artigo 1o da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU disse que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.

Encontra-se aqui uma das matrizes essenciais do artigo 5o da Constituição brasileira de 1988. É ali que se afirma que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se o direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade”.  Também ali se reconhece o direito de manifestação, “independentemente de autorização”, como sublinha o inciso XVI.

No país de Bolsonaro, a questão real é outra e foi revelada pelo Estado de São Paulo (28/8/2021). Diante da cláusula que diz que todos podem reunir-se “pacificamente, sem armas”, cabe perguntar como fica a participação de soldados e oficiais da PM que anunciam sua presença nos atos de 7 de setembro, em São Paulo e Brasília, num gesto de apoio a Bolsonaro.

Não pode, dizem os Ministérios Públicos de São Paulo e de Brasília, que já entraram com ação cobrando providências junto à Corregedoria da PM. “Não há hipótese de se poder comparecer enquanto militar da ativa, do ponto do vista do regulamento em vigor,” afirma o procurador Pedro Falabella, que atua no TJM. “Mesmo sem farda e em horário de folga, o PM está submetido ao regulamento disciplinar”.

Alguma dúvida?

 

Arthur Lira sobre eleições 2022: “desse jeito o Lula vence por W.O”

O posicionamento do presidente da Câmara, que preferiu até agora engavetar mais de cem pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro, mostrou perda de credibilidade do governo até entre os próprios aliados para a eleição presidencial de 2022

247 – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), começou a demonstrar pessimismo sobre as condições de Jair Bolsonaro para disputar a eleição presidencial de 2022. “Desse jeito o Lula vence por W.O”, disse o parlamentar a um amigo, de acordo com informação publicada pela coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo.

Bolsonaro foi alvo de mais de cem pedidos de afastamento. Também foi protocolado na Câmara um superpedido de impeachment apontando mais de vinte acusações.

Ultimamente, ele vem atacando o Judiciário e as urnas eletrônicas para fazer a população pensar que as instituições não o deixam governar. Bolsonaro, no entanto, se viu nos últimos meses cada vez mais acuado pelo avanço das investigações da CPI da Covid e pela inclusão dele no inquérito das fake news pelo Supremo Tribunal Federa (STF).



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