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Flávio Dino: “quem é do lado de Deus não defende fuzil”

“Defender uso de fuzil na política é compatível com a fé cristã?”, questionou o governador do Maranhão (PSB), emparedando Bolsonaro

247 – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB-MA), rebateu as declarações de Jair Bolsonaro desta sexta-feira (27), quando chamou de “idiota” quem diz que é preciso comprar feijão em vez de fuzil.

“Defender uso de fuzil na política é compatível com a fé cristã?”, questionou Dino, ao postar vídeo com trecho de seu discurso feito neste sábado (28) na cidade de Barreirinhas.

“Amar Deus sob todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo. Tem gente que esquece essa segunda parte do mandamento e acha que pode ter ódio e matar o outro, pegar o fuzil e dar um tiro na cabeça do outro. Não façam isso não, isso não é coisa de Deus. Quem é do lado de Deus não defendeu fuzil para dar tiro na cabeça alheia”, disse Dino.

Nesta sexta-feira (27), ao conversar com apoiadores na saída do Palácio do Alvorada em transmissão ao vivo pelas redes sociais, Jair Bolsonaro disse: “O CAC está podendo comprar fuzil. O CAC que é fazendeiro compra fuzil 762. Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Tem um idiota: ‘Ah, tem que comprar é feijão’. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”, afirmou.

“Restrições à candidatura Lula partem da Casa Branca”, diz Latuff

O cartunista e ativista afirmou em entrevista à TV 247 que o projeto golpista de Bolsonaro e dos militares recebe apoio da Casa Branca. De acordo com ele, os americanos estão interessados em dificultar a candidatura de Lula, como mostra o histórico da região. Assista

O pré-candidato do PT criticou o discurso do presidente americano sobre a América Latina: “é quase como se fosse um discurso de dominação: ‘você não pode crescer. Eles não podem ter soberania’”.

Para Latuff, os Estados Unidos atuam no sentido de impedir a autodeterminação da região, principalmente em países como Venezuela e Cuba. “Um dos pontos marcantes do governo Lula foi a política internacional, que fez com que o Brasil se destacasse bastante. O governo Lula criou o bloco econômico BRICS, se aliou à Venezuela de Hugo Chávez, que também tinha uma linha de se afastar da esfera de influência dos Estados Unidos. E os Estados Unidos começaram a trabalhar para a desestabilização desses governos. O Brasil talvez tenha sido um dos últimos a sofrer esse processo, após Venezuela, Bolívia, Paraguai, Honduras e Argentina. Então, a prisão do Lula não foi uma coisa somente local. Isso teve interesses da Casa Branca”, disse.

A interferência da Casa Branca na política brasileira se dá através dos militares, que apoiam o projeto golpista de Jair Bolsonaro, explicou o cartunista. “Costumo dizer inclusive que os militares, quando ameaçam as instituições caso o Lula seja eleito, isso também tem a ver com orientações da Casa Branca. Não é à toa que a CIA tem visitado o Brasil e se encontrado com o Bolsonaro”, completou.

Bolsonaro diz que será preso, morto ou terá êxito no golpe (vídeo)

Ele fez a afirmação em encontro com evangélicos em Goiânia e depois se corrigiu; disse que só há duas alternativas: morto ou vitorioso

247 – Jair Bolsonaro afirmou, neste sábado (28/08), que existem três alternativas para seu futuro: ser preso, morto ou ter a vitória.

Por vitória, se pode entender êxito no golpe ou vitorioso nas eleições de 2022, o que hoje se apresenta improvável, em razão das pesquisas.

Em seguida, se corrigiu, mas não muito. Disse “não existe” a chance de ser preso. A declaração ocorreu no 1° Encontro Fraternal de Líderes Evangélicos da Convenção Estadual das Assembleias de Deus Madureira (Conemad), em Goiânia.

“Eu tenho três alternativas para o meu futuro. Estar preso, ser morto ou a vitória. Podem ter certeza, a primeira alternativa, preso, não existe. Nenhum homem aqui na Terra vai me amedrontar. Tenho a consciência de que estou fazendo a coisa certa. Não devo nada a ninguém”, bradou. Bolsonaro emendou ainda que “não deseja nem provoca ruptura”, mas que “tudo tem um limite”.

O chefe do Executivo reclamou de decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em indireta, citou o corregedor-geral do Tribunal, Luis Felipe Salomão que suspendeu o repasse da monetização de canais que propagam desinformação sobre o sistema eleitoral.

247

Manifestação de 7 de setembro não precisa de autorização, diz Constituição

Enquanto o governador João Doria tenta proibir um ato do movimento Fora Bolsonaro no 7 de setembro, a Carta de 1988 define que todos podem se reunir pacificamente sem necessidade de autorização, escreve Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia

Por Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia

Quando os preparativos sobre o 7 de setembro ocupam o centro do debate político em São Paulo, é conveniente retornar ao documento fundamental da nação brasileira, a Carta de 1988, para entender  a discussão.

Diz o artigo 5o, inciso XVI:

“Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.

Num país que há três décadas tentava livrar-se de vinte anos de  ditadura, o inciso XVI representou aquilo que em linguagem de hoje costuma-se definir como avanço civilizatório — e tem muito a dizer sobre o Brasil de 2021.

Numa mudança gigantesca em relação ao período anterior, quando sicários do regime fuzilavam manifestantes nas ruas, a Constituição deixa claro que, a partir de sua promulgação, em 1988, o país decidira viver em outro tempo histórico, construindo  uma nação  onde a liberdade de manifestação é um direito universal, que todo brasileiro carrega consigo, sem necessidade de pedir licença a ninguém — muito menos ao aos governantes — para que possa ser exercido.

Basta, diz o texto, que se faça um prévio aviso à autoridade competente, exigência que atende ao interesse coletivo de proteger o direito de manifestação de outra reunião “anteriormente convocada para o mesmo local”.

Em nenhum momento, porém, os governantes têm o prerrogativa de proibir uma manifestação, protegida por noções democráticas que a humanidade já começara a desenvolver com dois séculos de antecedência — como a Declaração de Independência dos Estados Unidos, de 1776, ou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, marco da Revolução Francesa.

É sempre bom recordar. Para o norte-americano Thomas Jefferson, a Liberdade era um direito inalienável, auto evidente   “como a própria Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade”.

Treze anos mais tarde, sem mencionar nenhuma vez o Rei, a Nobreza ou a Igreja, personagens e instituições de uma ordem que começava a ser derrotada, a Assembleia Nacional Francesa elaborou seu próprio texto, onde afirma que “os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos”.

Um século e meio mais tarde, com a memória dos horrores do nazi-fascismo, o artigo 1o da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU disse que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.

Encontra-se aqui uma das matrizes essenciais do artigo 5o da Constituição brasileira de 1988. É ali que se afirma que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se o direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade”.  Também ali se reconhece o direito de manifestação, “independentemente de autorização”, como sublinha o inciso XVI.

No país de Bolsonaro, a questão real é outra e foi revelada pelo Estado de São Paulo (28/8/2021). Diante da cláusula que diz que todos podem reunir-se “pacificamente, sem armas”, cabe perguntar como fica a participação de soldados e oficiais da PM que anunciam sua presença nos atos de 7 de setembro, em São Paulo e Brasília, num gesto de apoio a Bolsonaro.

Não pode, dizem os Ministérios Públicos de São Paulo e de Brasília, que já entraram com ação cobrando providências junto à Corregedoria da PM. “Não há hipótese de se poder comparecer enquanto militar da ativa, do ponto do vista do regulamento em vigor,” afirma o procurador Pedro Falabella, que atua no TJM. “Mesmo sem farda e em horário de folga, o PM está submetido ao regulamento disciplinar”.

Alguma dúvida?

 

Arthur Lira sobre eleições 2022: “desse jeito o Lula vence por W.O”

O posicionamento do presidente da Câmara, que preferiu até agora engavetar mais de cem pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro, mostrou perda de credibilidade do governo até entre os próprios aliados para a eleição presidencial de 2022

247 – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), começou a demonstrar pessimismo sobre as condições de Jair Bolsonaro para disputar a eleição presidencial de 2022. “Desse jeito o Lula vence por W.O”, disse o parlamentar a um amigo, de acordo com informação publicada pela coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo.

Bolsonaro foi alvo de mais de cem pedidos de afastamento. Também foi protocolado na Câmara um superpedido de impeachment apontando mais de vinte acusações.

Ultimamente, ele vem atacando o Judiciário e as urnas eletrônicas para fazer a população pensar que as instituições não o deixam governar. Bolsonaro, no entanto, se viu nos últimos meses cada vez mais acuado pelo avanço das investigações da CPI da Covid e pela inclusão dele no inquérito das fake news pelo Supremo Tribunal Federa (STF).

Governo estuda intervenção da Força Nacional em estados

Cerimônia de entrega de itens de segurança para estados e o Distrito Federal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A base da Força Nacional é de policiais militares, categoria que vem demonstrando apoio público a Jair Bolsonaro

247 – Membros do governo federal discutem a tese de que a Força Nacional pode ser empregada em intervenções em estados e municípios sem a aprovação de governadores, bastando apenas uma ordem ministerial.

De acordo com o jornalista Leonardo Sakamoto, no UOL, a interpretação é de que, em um eventual golpe de Estado, a utilização da Força Nacional seria mais simples que as Forças Armadas.

A base da Força Nacional é de policiais militares, categoria que vem demonstrando apoio público a Jair Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, em setembro de 2020, a tese de que a Força Nacional pode atuar à revelia dos governadores.

O debate sobre a capacidade de a Força Nacional intervir em estados surgiu em março de 2013, quando o governo Dilma Rousseff, sob a justificativa de reforçar a proteção ambiental, editou o decreto 7.957. A medida permitiu que A Força Nacional “poderá ser empregada em qualquer parte do território nacional, mediante solicitação expressa do respectivo Governador de Estado, do Distrito Federal ou de Ministro de Estado”.

247

Vaxxinity: Flávio Bolsonaro teria participado de negociação paralela de vacina contra Covid-19

Flávio Bolsonaro (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

Negociação teria acontecido durante uma viagem em junho deste ano, conforme indicam emails revelados pela IstoÉ

Brasil de Fato – O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, teria participado de uma negociação paralela para a compra  de uma vacina americana, a Vaxxinity, ainda em fase de testes. A vacina não tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou de qualquer agência sanitária estrangeira.

A negociação teria acontecido durante uma viagem do parlamentar em junho deste ano aos EUA, conforme indica uma troca de emails obtida pela revista IstoÉ.

Flávio Bolsonaro estava nos EUA acompanhando no ministro das Comunicações entre os dias 7 e 10 de junho deste ano, onde cumpriram agenda em Nova York e na capital Washington. No dia 9, o filho do presidente recebeu um email do advogado Stelvio Bruni Rosi, endereçado ao seu gabinete, com o título “Flávio Bolsonaro — Vacina Covid-19 — Reunião USA com Empresa Laboratório Americano”.

“Senador Flávio Bolsonaro, estivemos juntos na festa em Washington onde foi conversado sobre a vacina da empresa/laboratório/fabricante americana Vaxxinity (antiga Covaxx and United Neuroscience do Grupo UBI — United Biomedical Inc). Solicitamos reunião entre o senhor e a Vaxxinity nos EUA ainda hoje ou amanhã (ou enquanto estiver nos USA). Oportunidade para o governo obter preferência para solicitar a reserva de lote de vacinas estabelecendo negociação prioritária com a Vaxxinity”, diz a mensagem publicada pela revista IstoÉ.

Segundo a publicação, a mensagem de Stelvio foi encaminhada pelo gabinete do senador ao secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, que havia assumido o cargo em março, no lugar do coronel Élcio Franco, investigado pela CPI da Covid.

“Prezado senhor, por ordem do senador Flávio Bolsonaro, retransmito a V.Sa. a mensagem a seguir, tendo em vista eventual interesse desse ministério em realizar contato e obter informações”, diz o email enviado pela funcionária do gabinete de Flávio, Branca de Neves José Luiz.

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Biden sobre ataque no Afeganistão: “vamos caçar os responsáveis e fazer com que paguem. Não perdoaremos”

Joe Biden (Foto: Reuters/Jonathan Ernst | Reuters)

“Esses terroristas do Estado Islâmico não vencerão. Os Estados Unidos não serão intimidados”, declarou o presidente dos EUA após a morte de 12 militares norte-americanos em atentados no Afeganistão

247 – Após pelo menos 12 militares norte-americanos terem morrido em atentados a bomba próximos ao aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu não esquecer e não perdoar os responsáveis.

autoria dos ataques foi reivindicada pelo Estado Islâmico.

“Aos reponsáveis pelos ataques, nós não vamos perdoá-los, não vamos esquecê-los. Vamos caçar vocês e fazer com que vocês paguem. (…) Esses terroristas do Estado Islâmico não vencerão. Nós vamos resgatar os norte-americanos, nós resgataremos nossos aliados afegãos e a nossa missão irá continuar. Os Estados Unidos não serão intimidados”, declarou o mandatário estadunidense.

Biden ainda garantiu que a operação de retirada de norte-americanos do Afeganistão continuará até a data pré-estabelecida: 31 de agosto. “Essa missão foi criada para ser uma operação rápida e sob intenso stress. Sabíamos disso desde o início. Estávamos em contato com com nossos comandantes no local o tempo todo. Eles deixaram claro que nós devemos e podemos concluir essa missão, e faremos isso. Não seremos detidos pelo terrorismo, continuaremos o processo de retirada”.

Lula a movimentos negros na Bahia: ‘vocês não serão apenas consultados, vão montar a estrutura do meu governo’

Lula (Foto: Reprodução)

“Daqui para frente, não dá para discutir política nesse país se a gente não colocar na pauta a questão do povo negro, a questão do jovem negro, a questão da mulher negra”, disse o petista em discurso

247 – O ex-presidente Lula esteve na Bahia nesta quinta-feira (26), como última etapa de sua viagem pelo Nordeste, e se encontrou com o movimento negro do estado.

Em discurso, o petista afirmou que, se eleito, os negros “não serão apenas consultados”, mas “vão montar a estrutura” do seu governo. “Daqui para frente, não dá para discutir política nesse país se a gente não colocar na pauta a questão do povo negro, a questão do jovem negro, a questão da mulher negra, se a gente não colocar na pauta a questão dos índios, se a gente não colocar na pauta a questão das mulheres e das mulheres negras, se a gente não colocar na pauta a questão dos LGBTs”.

“Nós temos que mudar efetivamente a forma de enxergar as soluções do Brasil, porque toda a estrutura de governança do Brasil e toda a estrutura das instituições foi feita há muitos anos por uma elite, e quando eles fizeram isso só podia votar quem tinha propriedade de terra, salário alto, diploma universitário”, acrescentou.

Evangélicos

O ex-presidente, em certa altura de seu pronunciamento, direcionou suas palavras aos evangélicos, público que sustenta, em parte, o governo Jair Bolsonaro. “Queria falar ao meu companheiro evangélico e às nossas queridas representantes das religiões de matriz africana. Eu, como cidadão brasileiro, tenho minha religião. Todo mundo sabe que sou católico, mas enquanto candidato ou presidente da República, todas as religiões desse país serão tratadas com a maior decência, com o maior respeito e eu jamais, jamais, enquanto governo irei permitir o autoritarismo de uma religião sobre a outra”.

“Eu não acredito que o genocida [Bolsonaro] seja religioso. Eu não acredite que ele acredite em religião, não acredito que ele acredite em Deus. Deus simboliza o amor, a bondade, a fraternidade, um ser humano carinhoso, e eu não posso admitir que o Deus do Bolsonaro seja esse que nós gostamos e amamos”, disse ainda o petista.

Fome e pobreza

Lula também falou sobre a inflação que incide sobre o Brasil e atinge principalmente a parte pobre do país. “O Brasil precisa enfrentar a fome e acabar com a fome do povo. Não é possível o quilo de carne estar impossível de o povo comprar. Não é possível a inflação estar corroendo as pessoas mais pobres desse país, não é possível a gasolina ter aumentado 73%. Vão aumentar a gasolina outra vez, a eletricidade. Sabe o que o Guedes disse? ‘Que aumente, não tem jeito, tem que aumentar’, porque certamente ele não paga energia elétrica, e nós estamos vendo ele privatizar a Eletrobrás, o Correio, a Petrobras. E eles sabem que não só nós vamos cuidar do povo pobre desse país, como sabem que vamos rever muitas das safadezas que eles estão fazendo com as empresas públicas brasileiras”.

247

Bolsonaro alerta para apagões, diz que usinas podem parar e pede para brasileiros usarem menos energia

(Foto: REUTERS)

“Fazer um apelo para você que está em casa. Tenho certeza de que você pode apagar um ponto de luz na sua casa agora. Peço esse favor a você, apague um ponto de luz agora”, disse Jair Bolsonaro em transmissão nas redes sociais

247 – Jair Bolsonaro alertou, em transmissão nas redes sociais, nesta quinta-feira, 26, que as hidrelétricas podem parar de funcionar por causa da crise hídrica e pediu para a população apagar um ponto de luz em casa para economizar energia.

“Fazer um apelo para você que está em casa. Tenho certeza de que você pode apagar um ponto de luz na sua casa agora. Peço esse favor a você, apague um ponto de luz agora”, disse o presidente.

“Ajuda, assim, a economizar energia e água das hidrelétricas. E em grande parte dessas represas já estamos na casa de 10%, 15% de armazenamento. Estamos no limite do limite. Algumas vão deixar de funcionar se essa crise hidrológica continuar existindo”, afirmou.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou nesta quarta-feira, 25, um plano de descontos na conta de luz para os consumidores regulados (ligados a distribuidoras) residenciais e empresariais que se dispuserem, voluntariamente, a economizar energia.

O governo nega que haverá racionamento de luz e a medida deverá entrar em vigor no início de setembro, mas o ministério não detalhou o plano.

 



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