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:: 30/jun/2021 . 0:29

Diretor do Ministério da Saúde que pediu propina foi o mesmo que pressionou servidor a assinar contrato da Covaxin

O diretor de Logística no Ministério da Saúde, Roberto Dias, que pediu propina para compra de vacinas contra a Covid-19, foi o mesmo que pressionou servidor de carreira Luis Ricardo Miranda a assinar contrato superfaturado da Covaxin

O diretor de Logística no Ministério da Saúde, Roberto Dias, que pediu propina para compra de vacinas contra a Covid-19, foi o mesmo que pressionou servidor de carreira Luis Ricardo Miranda a assinar contrato superfaturado da Covaxin.

O fato foi lembrado pela jornalista Tereza Cruvinel, no Boa Noite 247, na noite desta terça-feira (29).

Segundo a Folha de S.Paulo, Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP), que nega. Sua nomeação ocorreu em 8 de janeiro de 2019, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM).

Ricardo Barros também teria oferecido US$ 1,2 milhão para o deputado Luis Miranda não atrapalhar o negócio da Covaxin. Ex-ministro de Saúde do governo Michel Temer, ele é apontado como um dos líderes de negociação da vacina indiana.

247

CPI da Covid: Aziz marca depoimento de representante que denunciou propina para sexta

Segundo o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz, representante da Davati Medical Supply que afirmou ter recebido proposta de pagar propina de US$ 1 dólar por dose de vacina de um diretor do Ministério da Saúde fez uma “denúncia forte”

Victor Fuzeira, Metrópoles – O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), definiu uma data para o depoimento de Luiz Paulo Dominguetti Pereira, suposto representante da Davati Medical Supply, que denunciou ter recebido proposta de pagar propina de US$ 1 dólar por dose de vacina de um diretor do Ministério da Saúde. Segundo o senador, a oitiva ocorrerá nesta sexta-feira (2/7).

“Denúncia forte. Vamos convocar o senhor Luiz Paulo Dominguetti Pereira para depor na CPI da Covid na próxima sexta-feira, dia 02/07″, publicou o senador.

Omar Aziz no Twitter: “Denúncia forte. Vamos convocar o senhor Luiz Paulo Dominguetti Pereira para depor na #CPIdaPandemia na próxima sexta-feira, dia 02/07. https://t.co/iGPGDV2aD6” / Twitter

Fonte: 247

 

Governo Bolsonaro cobrou propina de US$ 1 por dose, diz vendedor de vacina

Representante da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira disse à Folha de S. Paulo que o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, indicado pelo deputado Ricardo Barros (PP-PR), pediu propina durante negociação de 400 milhões de doses da vacina Astrazeneca

Surge mais um grave indício de corrupção no governo de Jair Bolsonaro. Segundo a reportagem da jornalista Constança Rezende, da Folha de S. Paulo, o representante de uma vendedora de vacinas afirmou em entrevista à Folha que recebeu pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde.

“Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, disse que o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou a propina em um jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, região central da capital federal, no dia 25 de fevereiro”, diz a reportagem.

Segundo a Folha, Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Sua nomeação ocorreu em 8 de janeiro de 2019, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM).

A empresa Davati tentava negociar com o Ministério da Saúde 400 milhões de doses da vacina Astrazeneca, apresentando uma proposta de US$ 3,5 por unidade (depois disso passou a US$ 15,5). “O caminho do que aconteceu nesses bastidores com o Roberto Dias foi uma coisa muito tenebrosa, muito asquerosa’, disse Dominguetti”, diz a Folha de S. Paulo.

MP de Bolsonaro com emenda de Ricardo Barros autorizou pagamento de vacinas não entregues

Viralizou um vídeo de 23 de fevereiro em que o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) critica a votação da Medida Provisória 1.026/2021. Assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, a MP autoriza o pagamento antecipado de vacinas, mesmo que elas não sejam entregues. Exatamente o que ocorreu com a Covaxin. A compra das vacinas indianas foi suspensa hoje (29) pelo Ministério da Saúde, após denúncias feitas pelos irmãos Miranda na última sexta-feira (25) à CPI da Covid.

O contrato com a Precisa Medicamentos autorizava a compra de 20 milhões de doses da Covaxin, ao custo de quase R$ 80 cada. Foi fechado em tempo recorde e com o mais alto preço por dose. Já a Pfizer, por exemplo, foi negada por Bolsonaro durante quase um ano. Sem empresas intermediárias, o custo da Pfizer gira em torno de R$ 50 cada dose.

Condições escandalosas

“Além de prevaricar, por não ter iniciado qualquer investigação sobre o esquema que ele sabia que seu líder de governo tinha, Bolsonaro assinou uma medida provisória que criou condições escandalosas para que se armasse esquema de pagamento antecipado para empresas sem obrigação de que entregassem o conjunto das vacinas”, lembra Padilha, que é médico. “Assinada em 6 de janeiro por Bolsonaro, a MP por exemplo viabilizou a visita do embaixador indiano em 7 e 8 de março.”

Esquema de Ricardo Barros ofereceu US$ 1,2 milhão para Luis Miranda não atrapalhar negócio da Covaxin

O deputado teria sido chamado por Ricardo Barros, líder de Bolsonaro na Câmara, e pelo lobista Silvio Assis para uma conversa na qual teria recebido a proposta de, em troca de seu silêncio acerca do caso da Covaxin, receber cerca de R$ 6 milhões

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) contou a interlocutores que foi chamado para duas reuniões nas quais recebeu propostas milionárias em propinas para não interferir no processo de compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde, revelou reportagem da revista Crusoé na noite desta terça-feira (29). Um esquema de propina, conforme revelou a Folha de S. Paulotambém existiu na compra das vacinas da AstraZeneca.

Luis Miranda, junto com seu irmão, o servidor da pasta Luis Ricardo Miranda, foram os responsáveis por levarem à CPI da Covid as informações de que Jair Bolsonaro teria sido avisado das irregularidades no processo de aquisição do imunizante e, mesmo diante da denúncia. O chefe do governo federal ainda teria apontado o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), como “dono do rolo”.

De acordo com o parlamentar, onze dias após a conversa com Bolsonaro na qual denunciou o possível esquema de corrupção na compra da Covaxin, ele teria sido chamado por um conhecido lobista de Brasília, Silvio Assis, ligado a Barros, para uma conversa. No diálogo, conta o deputado, Assis tentou o transformar em um aliado, dizendo que nada poderia dar errado no negócio de compra da Covaxin. O lobista ainda teria oferecido ao deputado uma recompensa pelo silêncio, dizendo também que a reeleição do parlamentar estaria garantida.

Em maio, pouco mais de um mês desde a conversa com Bolsonaro, Miranda foi chamado via WhatsApp para uma nova conversa. Desta vez, além de Assis, o próprio Ricardo Barros compareceu. O objetivo era o mesmo: convencer Miranda a ficar em silêncio sobre a Covaxin em troca de benefícios.

O lobista ofereceu a Miranda uma participação sobre cada dose da vacina que seria vendida ao Ministério da Saúde: 6 centavos de dólar. O deputado, portanto, poderia lucrar US$ 1,2 milhão, cerca de R$ 6 milhões, caso a compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde fosse concluída.

Pouco depois da publicação da reportagem, Luis Miranda disse que o veículo é responsável por suas publicações e que não comentaria “fatos que não pode comprovar”.

Já o deputado Ricardo Barros afirmou que conhece o lobista Silvio Assis e admitiu tê-lo encontrado, assim como o deputado Luis Miranda, mas negou ter discutido sobre compra de vacinas com ambos.

Ricardo Barros (@RicardoBarrosPP) / Twitter

Ricardo Barros no Twitter: “Quanto à matéria da Crusoé , conheço Silvio Assis. Estive em sua casa onde encontrei diversas autoridades e parlamentares , inclusive o Luís Miranda. Mas nunca tratei com ele tema relacionado às vacinas . Reitero que não participei de negociação referente a compra da Covaxin” / Twitter

 

 

Jovem baiano que estudou em casa sem energia passa em medicina em Universidade Federal

O jovem morador de Feira de Santana que estudou em uma casa simples, emprestada da amiga, sem energia elétrica e internet, foi aprovado em medicina na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) após quatro anos de preparação.

Matheus de Araújo Moreira Silva, de 25 anos, quase atingiu a nota máxima na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020 com 980 pontos. As aulas do tão sonhado curso de medicina já começaram na segunda-feira (28), inicialmente de forma remota.

“Para mim foi surreal, foram oito anos fazendo Enem. Há quatro anos que eu tento fazer medicina, então é um bom tempo estudando”, disse o jovem em entrevista ao G1.

Matheus de Araújo Moreira Silva fez o processo seletivo da UFRB por quase um mês e agora, com o resultado positivo, o jovem vai realizar o maior sonho: vai ser o primeiro médico da família e da comunidade quilombola à qual faz parte.

“Eu só vou acreditar quando passar essa pandemia e eu poder me mudar para Santo Antônio de Jesus, que é onde tem o polo que eu vou fazer medicina”, contou.

“Minha família e minha comunidade quilombola de Antônio Cardoso estão super felizes, porque é o primeiro médico da família, então eles estão em êxtase, em festa, por isso tudo, porque eles viram o meu esforço durante esse período todo. Estão muito, muito alegres”.

Com a aprovação desejada, Matheus Silva agora pensa em conseguir formas de se manter no curso e conseguir se formar. A primeira estratégia pensada foi a realização de uma “vaquinha” virtual. Ele também procura um estágio para conseguir uma fonte de renda.

“Eu pretendo agora montar uma vaquinha para a manutenção do curso até eu conseguir uma residência universitária e, nesse momento que eu vou ter aulas remotas, quero achar um horário para eu conseguir um estágio, para conseguir um dinheiro e me manter”.

Entretanto, os problemas futuros, embora pensados agora, ficam em segundo plano, quando o jovem lembra que vai lutar para salvar vidas.

“Eu estou bastante honrado em poder fazer o curso que eu irei possibilitar mudanças de vida de várias pessoas. É um sonho se concretizando”, afirmou Matheus Silva.

Estudante de escola pública, o jovem sempre desejou estudar medicina desde que concluiu o ensino médio, em 2013.

Em 2015, ele foi aprovado no curso de enfermagem na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Mas, depois de dois anos, trancou a faculdade, o que ele considera uma “uma decisão da vida”, e desde 2018 se dedicou a estudar para passar em medicina.

O jovem, morador de um bairro periférico de Feira de Santana, filho de pais analfabetos, sonhava cursar medicina. Para o vestibular, Matheus precisou superar algumas barreiras.

Matheus estudava na biblioteca municipal da cidade, mas com a pandemia, o local precisou ser fechado. Com isso, ele parou os estudos por um período. Segundo o jovem, em casa, com os pais e mais quatro irmãos, não era possível se concentrar.

Em julho do ano passado, uma amiga de Matheus emprestou uma casa simples para que ele pudesse estudar. Porém, o local não tinha energia elétrica e ventilação adequada. No novo local de estudos, também não havia internet. Ele precisou assinar um pacote de internet pelo celular.

Para o Enem, Matheus estudou sozinho, cerca de seis horas por dia, de segunda a sexta, e também nos finais de semana, por meio de apostilas e videoaulas online.

Ao G1, em abril deste ano, Matheus Silva foi enfático ao ser questionado sobre os planos caso não passe em medicina: “O ano da minha aprovação é esse”.

Fonte: G1/BA



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