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General Santos Cruz descarta golpe e diz que Exército não entrará em aventuras

Ex-ministro da Secretaria de Governo de Bolsonaro, Santos Cruz disse que “não há clima para um golpe de Estado”. “As Forças Armadas não embarcam nessa onda, têm estruturas fortes de comando, de liderança, de hierarquia, de respeito à legalidade” afirmou

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (29) que as Forças Armadas não irão embarcar num eventual endurecimento do regimento no Brasil a pedido de Bolsonaro.

Em declarações à revista Piauí, Santos Cruz falou sobre a demissão do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, junto com outras cinco mudanças no primeiro escalão do governo federal.

“Não há clima para um golpe de Estado. As Forças Armadas têm uma postura institucional muito forte. Não embarcam nessa onda. As Forças Armadas têm estruturas fortes de comando, de liderança, de hierarquia, de respeito à legalidade”, garantiu Santos Cruz.

“As Forças Armadas e seus comandantes têm consistência grande. Não se imagine que se possa lançar as Forças Armadas em uma aventura. Os militares não ficam embarcando em qualquer canoa. Não é fácil mexer com as Forças Armadas politicamente. Os comandantes são todos muito discretos. Não se envolvem com política. É uma gente séria”, acrescentou o militar.

Após o anúncio da demissão de Fernando Azevedo, os comandantes do Exército, general Edson Pujol; da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior; e da Aeronáutica, brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez discutiam a possibilidade de pedir renúncia coletiva dos cargos, algo inédito na história da república brasileira.

Quem irá substituir Azevedo Silva será o general Walter Braga Netto, que comandava o ministro da Casa Civil. Luiz Eduardo Ramos, ex-chefe da Segov, assume a Casa Civil.
Fonte: 247

Número de investidores na Bolsa sobe e BP Investimentos cresce número de clientes

O número de investidores na bolsa brasileira alcançou quase 3,5 milhões em fevereiro, na comparação com janeiro, houve alta de 6,8%. A BP Investimentos, maior escritório credenciado à XP no Norte/Nordeste, também viu sua base de clientes quase dobrar no período pandêmico. De acordo com André Luzbel, sócio e assessor de investimentos da BP, isso se deve ao atendimento ágil e personalizado, características bem diferentes do atendimento de outros bancos. 

Em entrevista, o especialista recomenda alguns cuidados para os novos investidores. Várias pessoas físicas que nunca tinham investido em bolsa, aproveitaram a queda das ações para começar a jornada de investir em empresas negociadas no mercado financeiro.

“Alguns dos grandes motivos do aumento exponencial de investidores, foi a queda acentuada da bolsa em tão pouco tempo, nós vimos o Ibovespa cair quase 50% em menos de trinta dias, houve também ações que caíram 70% e 80%, isso chama atenção, pois desde a década de 1990, uma queda como essa não acontecia. A crise de 2008 deixou muitos legados, alguns ruins, outros bons, então quem investiu nessa época ganhou muito dinheiro, essa memória ainda está muito fresca na cabeça dos investidores e de quem nunca investiu. Outro ponto interessante é uma maior propagação do mercado de ações, o que com certeza atraiu mais investidores”, ressalta.

A BP Investimentos foi surpreendida positivamente, e quase dobrou a base de clientes de todos os perfis, desde o mais conservador até o mais agressivo. “Os investidores estavam buscando entender o que estava acontecendo naquele momento e não tinham resposta nos canais que eles utilizavam, nesse quesito, os bancos possuem lentidão para atendê-los, diferente das corretoras e dos bancos de investimentos que são mais ágeis, e estão lado a lado com o cliente, então essa proximidade fez com que as pessoas se sentissem mais abraçadas, mais assistidas fazendo com que indicassem novos clientes. Boa parte deles usavam outros bancos e vieram para a XP, um banco voltado para a excelência em atendimento”, explica.

 

Os novos investidores precisam tomar cuidado com a ganância e o com o medo, os dois principais sentimentos que interferem na tomada de decisão quando se trata de dinheiro e investimento. “Muito cuidado ao ver a bolsa subir, é preciso evitar ficar ganancioso, cuidado também quando a bolsa cair, evitando o pânico, já que é primordial aproveitar a fase para fazer novos aportes e desfrutar da sua posição nesse tipo de ativo nos melhores momentos que são os de fortes quedas. Resumindo, cuidado com as emoções”, alerta.

Uma pesquisa da B3 revelou que os novos investidores têm como a principal fonte de informação, os influenciadores digitais, para André Luzbel, não há problemas na prática. “Quanto mais informação melhor, pois é mais interessante ter muita informação e filtrar, do que não ter nenhuma. Há alguns anos era muito difícil conseguir esse tipo de informação, ter acesso a cursos gratuitos e etc. Mas atenção, nunca confie cegamente em ninguém, é preciso avaliar o melhor de cada um, para assim escolher os melhores “conselheiros”. Cuidado com falsas promessas, é preciso desconfiar sempre. Uma riqueza gerada, economizada e bem gerida faz parte do longo prazo, nada vem muito rápido, se houver promessas nesse sentido, desconfie”, orienta.

O sucesso da BP Investimentos provém do atendimento diferenciado. “Nossos clientes acabam se tornando nossos amigos e de fato criamos uma relação muito próxima, pois montamos uma carteira de clientes para a vida inteira, precisamos entender qual a necessidade deles, para atingir objetivos de curto, médio e longo prazo.  Nossa Assessoria Financeira oferta a BP Digital que cuida de clientes que estão começando a investir, temos também outra categoria onde os clientes começam a diversificar mais e clientes com elevado aporte financeiro, o volume é importante, mas não é o principal, e sim entender o que ele precisa para que possamos traçar o caminho para atingir os principais objetivos. Com relação a produtos financeiros, nós temos tudo, desde renda fixa até a opção de investir fora do país, só depende de onde o cliente quer chegar”, afirma.

 

Nos primeiros nove meses da pandemia, a B3 viu um aumento de 21,7% no número de investidores acima de 56 anos, para um total de 460 mil, de acordo com o sócio da BP, isso se deve a queda dos juros. “As pessoas que já possuem um patrimônio relativamente grande como por exemplo 1 milhão de reais, quando o juro era de 12% ao ano, por exemplo, esse investidor tirava 10 mil por mês, mas com a pandemia, o Governo com o objetivo de estimular a economia, acabou reduzindo a taxa de juros do curto prazo para 2,75%, então essa pessoa do exemplo, ao invés de 10 mil, está ganhando 2 mil, então a baixa rentabilidade fez esse investidor se movimentar em busca de novos tipos de investimentos”, finaliza.

Covid-19: Pfizer deve entregar 13,5 milhões de vacinas até junho

A Pfizer deve entregar até 13,5 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus até junho. A expectativa é que os primeiros lotes cheguem entre abril e maio. A previsão foi apresentada em reunião nesta segunda-feira (29) entre o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a presidente da empresa no Brasil, Marta Díez.

No total, o governo comprou 100 milhões de doses, com promessa de entrega por parte da farmacêutica em 2021. No terceiro trimestre, entre julho e setembro, a previsão é que sejam disponibilizados mais 86,5 milhões de doses, de acordo com a Agência Brasil.

No encontro, o ministro da Saúde e a presidente da Pfizer no Brasil discutiram o cronograma de entregas e as demandas de infraestrutura e de logística de distribuição das vacinas pelo Plano Nacional de Imunização.

O Ministério da Saúde também anunciou hoje que foram distribuídos mil cilindros de oxigênio para apoiar o atendimento de pacientes com covid-19. No sábado, foram encaminhadas 340 unidades para Mato Grosso e no domingo foram enviados 160 cilindros para o Rio Grande do Norte.

Rui Costa lamenta morte de PM e se solidariza com agentes envolvidos na operação na Barra

Um dia após a operação que culminou com a morte do policial Wesley Góes, no último domingo (28), no Farol da Barra, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), se solidarizou com o soldado e seus familiares nesta segunda-feira (29). Ele também prestou solidariedade aos agentes envolvidos na operação.

“Quero lamentar profundamente o fato ocorrido neste domingo e ao mesmo tempo manifestar meus sentimentos à família do policial envolvido. Também quero estender minha solidariedade a todos os policiais que participaram da operação e colocaram suas vidas em risco”, escreveu, por meio de postagem no Instagram.

O petista também afirmou que, durante o fim de semana, sofreu ataques. “O final de semana foi de ataque a mim e a governadores e prefeitos do Brasil inteiro, mas não iremos nos intimidar com mentiras e ameaças. Reafirmo meu compromisso com o enfrentamento da pandemia e com a saúde e a vida dos baianos e baianas”, pontuou.

O chefe do Palácio de Ondina também disse que “continuará lutando dia após dia” para vacinar policiais militares e civis, para guardas municipais e trabalhadores da educação contra a Covid-19.

Por outro lado, Rui não se posicionou a respeito das ações de intimidação promovida por policiais eu estavam na Barra durante a operação para conter Wesley Góes.

Os militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) atiraram no agente depois que ele atirou com um fuzil contra a guarnição, por volta de 18h30, após cerca de 3h30 de negociação sem sucesso. A ação aconteceu quando ele invadiu e ocupou a região do Farol da Barra. Após disparar, no início desta noite, contra a barreira policial que negociava com ele, o soldado recebeu três tiros e foi ao chão.

Nesta segunda, em entrevista coletiva, o comandante-geral da PM-BA, coronel Paulo Coutinho, afirmou que o histórico profissional e pessoal de Wesley não justificava o ato que ele teve no último domingo. Ele também indicou que os agentes envolvidos na operação adotaram protocolos de gerenciamento de crise na situação.

A morte do policial gerou reações de parte dos agentes da corporação. Ainda nesta segunda pela manhã, policiais de dirigiram à Barra para protestar contra o comando-geral da PM e fizeram um ato simbólico para lamentar o falecimento do soldado.

Jean Wyllys estuda fake news e diz que BBB sempre foi político

Defendendo união entre esquerda, Huck e Doria; Jean Wyllys estuda fake news e diz que BBB sempre foi político

Imagens de As artes visuais são a sua grande paixão. “Há recalques que só elas podem iluminar”, afirma o artista autodidata Jean Wyllys, que se dedica à criação de desenhos e ilustrações sempre que consegue uma brecha em sua agenda. Focado em uma pesquisa de doutorado sobre “a articulação das fake news com discursos de ódio e os impactos desses discursos nos processos eleitorais e modo de vida das minorias”, na Universidade de Barcelona, Jean está imerso em uma realidade próxima-distante, que possibilita uma visão mais nítida sobre o Brasil: “vivo nadando de um aquário mais seguro para outro, até que eu possa voltar para o meu, livre da sujeira e dos predadores que dele estão tomando conta.” Ele decidiu exilar-se na Europa após vencer as eleições para um terceiro mandato como deputado federal, em 2018, ano em que, sua correligionária de PSOL, Marielle Franco foi assassinada e as ameaças de morte a Jean só aumentavam, obrigando-o a viver sob escolta policial. Desde que descobriu sua verve política ainda na adolescência — na cidade de Alagoinhas, Bahia, ao integrar o movimento pastoral da igreja católica local — sua vida foi um turbilhão: a começar pela participação em um dos programas mais populares da televisão brasileira, o Big Brother Brasil, do qual saiu como vencedor, passando pelo seu trabalho como ativista das causas LGBTQIA+, até chegar a deputado federal pelo PSOL. Filho de um pintor de automóveis e de uma trabalhadora doméstica, ele afirma que a democracia brasileira, construída a partir da Constituição de 1988, “ampliou a possibilidade para que muitos de nós — eu, inclusive — entrássemos para nos sentar à mesa e negociar condições de vida mais dignas e liberdades para todos e todas nós”.

Fonte: ECOA

 

 

 

Advogados de Lula defendem que decisão de Fachin não seja julgada pelo plenário do STF

Advogados do ex-presidente defendem a decisão do ministro Edson Fachin de anular por incompetência os processos de Curitiba por incompetência de Moro, mas veem inconsistência no envio do caso para o plenário, como fez o magistrado

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou recurso ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira (22) alegando inconsistência em sua decisão de enviar ao plenário da Corte o caso de anulação dos processos contra o petista.

Há dez dias, ao responder a um recurso da PGR, Fachin manteve sua decisão que anulou os processos contra Lula, por incompetência de Sergio Moro em julgá-los, e mandou o caso ao plenário. Caberia então ao presidente do Supremo, Luiz Fux, marcar a data do julgamento. Há uma semana, ele pediu a Fux uma data para julgamento. Nesta segunda, voltou a pedir uma data a Fux para que ocorresse o julgamento.

Recentemente, o ministro Gilmar Mendes também se manifestou contra o envio do caso ao plenário. Durante sessão na Corte, Gilmar afirmou que “o relator não é dono do processo, proprietário dele, senão um mero mandatário”. Ele pode remeter processos ao Plenário, conforme o Regimento Interno do STF, mas apenas antes do início do julgamento de um processo, destacou ainda.

Israel e Nova Zelândia aprovam spray contra Covid; modelo difere do negociado pelo Brasil

Israel e Nova Zelândia deram aprovação temporária à venda do spray nasal de óxido nítrico (Nons, na sigla em inglês) da empresa de biotecnologia canadense SaNOtize, que pode ajudar na prevenção da transmissão do vírus causador da Covid-19. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (22) pela CNN Brasil. 

O modelo autorizado naqueles países não é o mesmo negociado pelo governo brasileiro, o EXO-CD24, desenvolvido em Israel. Em entrevista ao canal de televisão, o assessor da SaNotize afirmou que o Brasil está negociando ”tratamento errado”.

“O governo de vocês está negociando o tratamento errado. [O spray da] SaNOtize é diferente, muito mais avançado [no desenvolvimento] e com resultados mais fortes que o EXO-CD”, disse.

A produção do Nons, sob o nome comercial Enovid, começou em Israel com a parceira da SaNOtize Nextar Chempharma Solutions e é previsto que o produto comece a ser vendido no país a partir de junho.

Na Nova Zelândia, a SaNOtize obteve o registro do spray nasal junto à agência reguladora do país, o que permite que a empresa distribua e venda o Nons nas farmácias imediatamente, disse o representante da empresa em entrevista.

Gilmar Mendes nega recurso para que STF julgue federalização do Caso Cabula

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, indeferiu recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou pedido de federalização do Caso Cabula. 

O objetivo da PGR era fazer com que o Supremo julgasse a federalização. No entanto, na decisão do último dia 17 de março, o magistrado alegou que não poderia aceitar o Recurso Extraordinário apresentado porque, para isso, precisaria reexaminar as provas do caso, o que não é permitido pela jurisprudência da Corte neste tipo de instrumento processual.

“Preliminarmente, para divergir do entendimento firmado pelo STJ, seria necessário o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Dessa forma, incide, no RE em exame, o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal”, justificou o ministro em trecho da decisão.

O episódio que ficou conhecido como Caso Cabula ocorreu na madrugada de 6 de fevereiro de 2015, quando uma ação com nove policiais militares culminou na morte de 12 pessoas, na localidade conhecida como Vila Moisés, bairro do Cabula, em Salvador.

Denunciados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por execução sumária, os agentes foram absolvidos em decisão considerada relâmpago pela celeridade incomum para os padrões da Justiça brasileira e baiana com a qual foi tomada – um mês após a aceitação da denúncia pela Justiça baiana.

Polêmica, a sentença levou a PGR a apresentar ao STJ um pedido para que o caso fosse processado e julgado pela Justiça Federal, com o argumento de que o Judiciário estadual não teria isenção suficiente na condução do processo, por “insuficiência das autoridades estaduais em dar resposta efetiva ao ocorrido” e “grave violação de direitos humanos”.

Ao analisar o pedido em 28 de novembro de 2018, a Terceira Seção do STJ negou a federalização e manteve o processo com a Justiça Estadual. Três meses antes, a 1ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) havia anulado a sentença que inocentou os PMs e determinou realização de um novo julgamento. Para os desembargadores, a decisão de primeira instância, da juíza Marivalda Moutinho, continha uma série de nulidades, entre elas livrar um policial que sequer havia sido denunciado por envolvimento no caso.

Mesmo com a anulação da sentença, a PGR manteve o entendimento de que o processo deveria correr na esfera federal. Em manifestação enviada ao STF em 7 de novembro de 2019, no âmbito do recurso contra a decisão da Terceira Seção do STJ, a subprocuradora-geral da República, Cláudia Sampaio Marques, elencou motivos para a federalização:

“No transcurso do feito foram constatados os seguintes fatores: a) contradições nas investigações empreendidas pela Polícia Civil; b) possível ausência de isenção dos órgãos estaduais na condução do feito; c) manifestações do Poder Executivo local sobre o ocorrido (declarações do Governador do Estado e do Secretário de Segurança Pública), anuindo/isentando a conduta dos policiais antes mesmo de iniciadas as apurações); d) estatísticas de mortos em confrontos com a PM/BA e o reduzido número de inquéritos instaurados; e) divergências entre autoridades policiais e o Ministério Público local na condução das investigações; f) suspeição arguida por magistrados titulares da Vara do Tribunal do Júri de Salvador (decorrentes de possível de temor de represálias ou sugestivas de parcialidade dos magistrados); e por fim g) a (surpreendente) absolvição sumária dos envolvidos por sentença do 1º Juízo da Vara do Tribunal do Júri de Salvador, prolatada em menos de 1 (um) mês após o recebimento da denúncia e sem que tenha havido resposta à acusação pela Defesa dos acusados”, enumerou a subprocuradora em parecer.

Atualmente, o processo corre em segredo de Justiça no 1º Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri. O Bahia Notícias verificou que a movimentação mais recente no caso ocorreu em dezembro do ano passado, sobre a possibilidade de realizar a audiência de instrução dos réus por videoconferência, devido à pandemia de Covid-19. São acusados por envolvimento na chacina os policiais Júlio César Lopes Pitta, Robemar Campos de Oliveira, Antônio Correia Mendes, Sandoval Soares Silva, Marcelo Pereira dos Santos, Lázaro Alexandre Pereira de Andrade, Dick Rocha de Jesus, Isac Eber Costa Carvalho de Jesus e Lúcio Ferreira de Jesus.

Possível nome de Bolsonaro para o governo da Bahia, Roma segue sem contato com ACM Neto

O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), e o presidente nacional do Democratas, ACM Neto, seguem sem nenhum contato há cerca de um mês.

A amizade de longa data dos – agora – ex-aliados políticos foi estremecida quando no mês passado Roma aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e assumiu o Ministério da Cidadania, à revelia do padrinho político.

Após anúncio de que Roma assumiria a pasta, o ex-prefeito de Salvador classificou como “lamentável” o fato do até então deputado federal João Roma aceitar o convite para assumir o cargo. “A decisão me surpreende porque desconsidera a relação política e a amizade pessoal que construímos ao longo de toda a vida”, disse Neto na época.

Além da declaração dura de ACM Neto, houve reflexos da decisão de Roma também na estrutura da prefeitura de Salvador, que acabou com a exoneração do secretário de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro de Salvador Luiz Galvão, ligado ao novo ministro.

Passado um mês, fonte ligada às duas figuras revelou ao Bahia Notícias que desde então ACM Neto e João Roma não se falaram.

O clima ainda pode ficar mais tenso entre os dois no futuro com a proximidade das eleições 2022. ACM Neto é um nome cotado para disputar o Executivo baiano. O ex-prefeito até já começou a se movimentar e viajar para cidades do interior do estado prestando serviço de consultoria a prefeitos aliados.

Mas nos bastidores corre a informação de que Bolsonaro pretende ter um candidato ao governo baiano no pleito do ano que vem, e Roma pode ser esse nome. Nesta segunda-feira (22), o ministro da Cidadania foi questionado sobre o tema, desconversou, mas não descartou a possibilidade de ser o nome indicado pelo presidente para concorrer ao governo da Bahia em 2022.

Roma disse na ocasião que o assunto não foi conversado com o presidente Jair Bolsonaro, e que o foco dele neste ano será enfrentar o desafio de comandar o Ministério da Cidadania. “Não chegamos a conversar sobre esse assunto. Esse é um ano de muito trabalho”, disse. O ministro acrescentou que o momento não é o ideal para tratar de eleições

Exclusivo: Dallagnol comprou apartamento de luxo por valor abaixo do de mercado

O apartamento era da tia do também procurador Diogo Castor de Mattos. Segundo a escritura, Dallagnol teria pago R$ 1,8 milhão. Dois anos antes, apartamento no mesmo prédio tinha sido vendido por R$ 2,37 milhões, informa Joaquim de Carvalho

O procurador da república Deltan Dallagnol comprou em setembro de 2018 apartamento que ocupa um andar inteiro na rua Manoel Eufrásio, 235, em área nobre de Curitiba, o bairro Juvevê, que tem um dos metros quadrados mais caros da cidade.

A escritura, registrada no 8º Tabelionato de Notas de Curitiba, informa que Dallagnol pagou R$ 1,8 milhão pelo imóvel, em duas parcelas. A primeira foi de R$ 750 mil. A segunda foi quitada três meses depois, no valor de R$ 1,05 milhão.

O imóvel ocupa todo o terceiro andar do Plymouth Hill’s, com área construída privativa de 393 metros quadrados, mais áreas comuns e três vagas na garagem que totalizam quase 600 metros quadrados.

Um imóvel no mesmo condomínio está sendo vendido hoje — dois anos e seis meses após a compra feita por Dallagnol — por R$ 3,1 milhões.

O apartamento que fica um andar abaixo do de Dallagnol, o 241, foi vendido dois anos e três meses antes, em junho de 2017, por R$ 2,375 milhões.

Os dois valores indicam que Deltan Dallagnol pagou um preço abaixo do de mercado, o que pode revelar subfaturamento, que ocorre quando o comprador não pode justificar receita para a compra ou o vendedor quer sonegar impostos.
Os apartamentos do Plymouth Hill’s tem quatro vagas na garagem, vista panorâmica, com hall de entrada, lavabo, escritório, living para três ambientes, sala, varanda ampla, sala de jantar, sala íntima com lareira, espaço gourmet com churrasqueira, quatro quartos (duas suítes), lavanderia e “dependência completa para empregada”.

O imóvel igual ao de Dallagnol que está hoje à venda informa que o padrão do condomínio é “Hugo Peretti”.

Dallagnol, que é casado com Fernanda Murão Ribeiro Dallagnol, advogada, comprou o imóvel da Ebel Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda, uma empresa de Curitiba que não tem site nem telefone de contato.

Suas proprietárias são Thereza Elizabeth Bettega Castor e duas filhas, Carolina e Adriana. Thereza é tia do procurador Diogo Castor de Mattos, que foi estagiário de Deltan Dallagnol dois anos antes de assumir uma vaga no Ministério Público Federal e integrar a Lava Jato, como uma de suas primeiras atribuições.

Thereza é viúva de Belmiro Valverde Jobim Castor, irmão de Cristina Jobim Castor, mãe de Diogo. Belmiro foi secretário de Estado em três governos do Paraná e também integrou a diretoria do Bamerindus.

Em ações na Justiça, uma das advogadas que defende Thereza é Analice Castor de Mattos, irmã de Diogo e sócia do escritório de advocacia Delivar de Mattos & Castor, que representou diversos clientes que celebraram acordo de delação premiada com a Lava Jato, inclusive o casal João Santana e Mônica Moura.

Em 2017, Moro chegou a liberar R$ 10 milhões da conta do casal para, entre outras despesas, pagar honorários advocatícios. O dinheiro não foi liberado naquele momento porque a Procuradoria da Fazenda Nacional interveio e lembrou ao magistrado que os créditos fiscais tinham precedência sobre os honorários dos advogados.

Em 2019, Diogo Castor de Mattos foi afastado da Lava Jato após ser flagrado em uma atitude ilegal.

Ele assumiu que pagou por outdoor com elogios a si próprio e a outros integrantes da Lava Jato, mas ocultou o pagamento.

Na empresa que instalou o painel, a Outdoormídia, aparece indevidamente o nome de João Carlos Queiroz Barbosa como contratante.

João Carlos, que é músico e professor e se mudou de Pernambuco para o Paraná há alguns anos, denunciou o caso à Polícia e à corregedoria do Ministério Público Federal. Ele mora na periferia de Curitiba.

“Usaram o meu nome, talvez porque eu seja do Nordeste e acharam que eu não ia saber ou reclamar”, disse ao Brasil 247 João Carlos, que é conhecido como JC Batera.

As mensagens acessadas pelo hacker Walter Delgatti Neto mostram Deltan Dallagnol acobertou o caso, juntamente com o corregedor-geral do Ministério Público Federal da época, Oswaldo Barbosa.

Castor de Mattos pediu afastamento da Lava Jato na sequência, sob alegação que estava se submetendo a tratamento psiquiátrico — ao que tudo indica, uma desculpa para ocultar a real motivo.

Quando as mensagens foram divulgadas e JC Batera denunciou o uso indevido de seu nome, o caso foi reaberto na Corregedoria, que reconheceu o crime de falsidade ideológica, mas disse não poder punir Castor de Mattos em razão da prescrição.

O Conselho Nacional do Ministério Público abriu processo administrativo que pode resultar na demissão de Castor de Mattos — o corregedor do CNMP recomendou três meses de suspensão.

A imagem da Lava Jato nem de longe é a mesma de setembro de 2018, quando Dallagnol comprou o imóvel.

Ele ainda demorou alguns meses para se mudar com a família, já que esperou pela conclusão da reforma contratada junto a um escritório de arquitetura de Curitiba.

Naquela época, o Brasil já afundava na crise econômica, e Deltan exibia sinais de prosperidade. Para comprar o imóvel e fazer a reforma, não precisou nem vender o apartamento padrão Minha Casa Minha Vida que adquiriu em Ponta Grossa em 2013.

Ele comprou duas unidades, na planta, de um programa destinado a pessoas de classe média baixa. Pagou cerca de R$ 80 mil.

O imóvel vale hoje cerca R$ 180 mil, e está vazio, embora seja grande a demanda por residência na região, por se encontrar a 400 metros de uma universidade pública.

Fechado, o apartamento serve à especulação.

O procurador Deltan Dallagnol foi procurado por meio da assessoria de imprensa do Ministério Público Federal, a quem enviei o seguinte texto:

O procurador da república Deltan Dallagnol comprou apartamento na rua Manoel Eufrásio, 235, Curitiba, conforme escritura lavrada no 8o. Tabelionato de Notas da cidade, em 6/09/2018. Ele teria pago R$ 1,8 milhão pelo apartamento, bem abaixo do valor de mercado. Consulta a uma imobiliária dá conta de que um imóvel no mesmo condomínio está sendo vendido hoje a R$ 3,1 milhões. Também soa estranho que a vendedora do imóvel seja uma empresa que tem como titular a tia do também procurador Diogo Castor de Mattos.

Pergunto: 1) O MPF tem conhecimento dessa transação imobiliária? 2) Se tem conhecimento, está investigando? 3) O que o procurador Deltan Dallagnol tem a dizer sobre essa compra? 4) Ele daria entrevista? 5) Deltan Dallagnol só mudou para o apartamento depois de concluída reforma contratada por ele mesmo. Ele próprio teria pago pela reforma. Quanto custou? 6) De onde vieram recursos para a compra e reforma de um apartamento de alto padrão? Com o salário de procurador, é possível fazer essa compra? Observação: Para comprar o apartamento e fazer a reforma, ele nem precisou vender uma das duas unidades do Minha Casa Minha Vida que adquiriu em 2013 e que se encontra fechada. Como vou mencionar que ele tem essa propriedade, pergunto: comprar imóvel (destinado a pessoas de classe média baixa) e deixar fechado por tanto tempo não pode ser considerada especulação imobiliária?

Seguem as respostas do procurador:

“1.   O apartamento adquirido pelo procurador e sua esposa em 2018 custou R$ 1.800.000,00, valor absolutamente compatível com a idade e estado de conservação do apartamento (da década de 90), com os anúncios de venda da época em patamar bastante inferior ao atual, com o andar baixo, com sua baixíssima liquidez, com o fato de estar há vários anos anunciado para venda sem que tenham surgido outros compradores e com o fato de que, dos 28 apartamentos do edifício, nove estavam à venda, vários anunciados há bastante tempo. Para os anúncios à época, não surgiam compradores, o que permitiu a aceitação da proposta feita, com pagamento de valor significativo à vista. Negociação em patamar semelhante à do negócio feito foi iniciada com os donos dos vários apartamentos do mesmo prédio naquele ano, em paralelo.

2.   O valor da venda foi também totalmente compatível com o preço de mercado de imóveis similares da região, com idade e estado de conservação semelhantes. Assim, por exemplo, o preço de metro quadrado pago foi superior ao preço de dois apartamentos vendidos na mesma época no edifício Michelângelo (por cerca R$ 4.400,00 por metro quadrado), situado na mesma região e com características semelhantes, embora aquele outro prédio (Michelângelo) tenha área compartilhada mais ampla, com mais utilidades e benfeitorias.

3.   O valor do apartamento adquirido, assim como da reforma feita, é plenamente compatível com o patrimônio e a renda do procurador, que tem dezoito anos de serviço público como procurador da república, e de sua esposa. Diversos procuradores e juízes, aliás, têm imóveis de valor semelhante ou maior. Os vencimentos do procurador são publicados no portal da transparência e pode-se facilmente constatar sua compatibilidade com a aquisição da moradia. Se o apartamento tivesse valor maior do que as condições dos adquirentes – o que não era o caso -, poderia ter sido financiado.

4.   O procurador Deltan Dallagnol e sua esposa adquiriram o apartamento com recursos próprios, oriundos do patrimônio, do salário e da renda sua e de sua esposa, que incluem a venda de dois imóveis anteriores, tudo declarado em imposto de renda. De fato, para a aquisição, Deltan Dallagnol e sua esposa venderam seu imóvel anterior por R$ 980 mil, e um segundo imóvel por R$ 117.700.

5.   O procurador comprou há muitos anos, à vista, dois apartamentos localizados em Ponta Grossa, que estavam disponíveis para venda pela construtora FMM, sem qualquer tipo de restrição. A compra aconteceu à vista, ou seja, não houve financiamento pelo programa Minha Casa Minha Vida ou de qualquer outro tipo. O procurador não recebeu qualquer informação, quando da compra, sobre o modo como se deu a construção, isto é, se a construtora efetuou a construção dos imóveis com recursos próprios ou mediante financiamento. As operações foram declaradas em imposto de renda e plenamente legais.

6.   O procurador Deltan Dallagnol repudia tentativas espúrias de lançar dúvidas levianas sobre negócios privados absolutamente lícitos e regulares, bem como de invadir e expor a intimidade de sua família por meio de drones com câmeras utilizados pela reportagem.”

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A compra do apartamento de luxo por Deltan Dallagnol foi descoberta na apuração do documentário sobre o hacker Walter Delgatti Neto e a verdade sobre a Lava Jato. O documentário contará esta e outras histórias inéditas.

Fonte: 247



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