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Moraes marca audiência de custódia de Daniel Silveira para a tarde desta quinta

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes marcou para esta quinta-feira (18), às 14h30, a audiência de custódia que avaliará a prisão em flagrante do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ).

A prisão foi determinada na noite desta terça (16) depois que Silveira, investigado por participação em atos antidemocráticos, divulgou um vídeo com apologia ao AI-5, instrumento mais duro da repressão na ditadura militar, e defesa da destituição de ministros do STF. As duas pautas são inconstitucionais. Na tarde de hoje o plenário do STF, por unanimidade, ratificou a prisão do deputado.

Silveira também foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF). Os comportamentos do deputado, segundo a denúncia, configuram os crimes dos artigos 344 do Código Penal (por três vezes) e do artigo 23, inciso II (uma vez) e inciso IV (por duas vezes) da Lei nº 7.170/1983 – este último combinado com o artigo 18 da mesma lei.

Por 11 a 0, Supremo Tribunal Federal confirma a prisão do bolsonarista Daniel Silveira

Em voz única, o Supremo Tribunal Federal (STF) mantém a prisão preventiva do deputado Daniel Silveira, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes. A decisão final caberá à Câmara

Sérgio Rodas, Conjur – Declarações de deputado contra a democracia e o Estado de Direito não estão cobertas pela imunidade parlamentar, já que esta garantia busca preservar a própria democracia e o Estado de Direito. Com esse entendimento, o Plenário do Supremo Tribunal Federal confirmou, nesta quarta-feira (17/2), a prisão em flagrante do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) por atentar contra o funcionamento do Judiciário e o Estado Democrático de Direito.

Silveira foi preso em flagrante nesta terça (16/2) por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes devido à publicação de um vídeo com ataques e incitação de violência contra integrantes do Supremo. Diante de uma nota do ministro Luiz Edson Fachin repudiando tentativas de intimidação da corte, o deputado o classificou de “filha da puta” e disse que não poderia ser punido por querer dar uma surra nele.

“Eu também vou perseguir vocês. Eu não tenho medo de vagabundo, não tenho medo de traficante, não tenho medo de assassino, vou ter medo de 11? Que não servem para porra nenhuma para esse país? Não… não vou ter. Só que eu sei muito bem com quem vocês andam, o que vocês fazem”, completou a ameaça.

Na sessão desta quarta, Alexandre de Moraes votou pela manutenção da prisão em flagrante do deputado. Segundo o ministro, as declarações de Silveira são “gravíssimas”, e não somente do ponto de vista pessoal dos ministros, mas do ponto de vista institucional e de manutenção do Estado Democrático de Direito.

“Muito mais do que os crimes contra a honra contra ministros e o STF, muito mais do que ameaça contra a integridade física e a vida de ministros, muito mais do que ofensas pesadas, as manifestações tiveram o intuito de corroer o sistema democrático brasileiro e as instituições e de abalar o regime jurídico do Estado Democrático de Direito”, disse o magistrado.

Conforme Alexandre de Moraes, o parlamentar cometeu os crimes de tentar mudar o Estado de Direito; tentar impedir o funcionamento do Judiciário; incitar à subversão da ordem política e social, à animosidade entre as Forças Armadas e as instituições e à prática de crimes; e caluniar ou difamar ministros do STF. As condutas são previstas na Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/1983), artigos 17, 18, 22, incisos I e IV, 23, incisos I, II e IV e 26.

Para o relator, Silveira em liberdade ameaça a ordem pública e representa risco social. De acordo com Alexandre, as declarações do deputado contra a democracia e o Estado de Direito não estão cobertas pela imunidade parlamentar, já que essa garantia busca preservar aqueles princípios.

Além disso, o relator lembrou que Silveira tem um histórico de ameaças ao STF e protagonizou “um dos episódios mais lamentáveis” ao quebrar uma placa de rua com o nome da vereadora Marielle Franco (Psol), assassinada em 2018. No episódio, opinou o ministro, o deputado demonstrou “total escárnio” à figura de Marielle e desrespeito à homenagem que havia sido feita a ela no Rio de Janeiro.

Todos os ministros seguiram o voto do relator sem maiores considerações, exceto Marco Aurélio. O decano da corte disse que, em 74 anos de vida e 42 anos de magistratura, jamais imaginou presenciar e vivenciar “uma fala tão ácida, tão agressiva, tão chula no tocante às instituições”.

Marco Aurélio concordou que era imprescindível interromper o crime em flagrante. “Creio que ninguém coloca em dúvida a essa altura a periculosidade do preso e a necessidade de preservar a ordem pública e, mais especificamente, as instituições.”
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OS “PRESENTES” DA CIA PARA O BRASIL

Novos diálogos da Lava Jato, revelados pela Operação Spoofing, escancaram ingerência dos EUA. “Retomada golpista” na América Latina visa água, petróleo e bases militares. No centro da sabotagem, Petrobrás, a maior empresa brasileira

A comprovação da atuação e interesse dos EUA no golpe – que estas novas denúncias da Lava Jato, analisadas pela polícia federal na Operação Spoofing, descrevem com sórdidos detalhes – são dimensões fundamentais da compreensão do turbilhão de acontecimentos ocorridos no Brasil nos últimos oito ou nove anos. Impressiona, por exemplo, que o núcleo da força-tarefa da Operação Lava Jato tenha comemorado a ordem de prisão contra Lula em abril de 2018. O chefe da Operação, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa à época, chegou a exclamar, de forma empolgada, que foi um “presente da CIA”.

Dos bastidores do golpe sabemos o mínimo, com o tempo saberemos muito mais. Mas os diálogos vazados recentemente, dos agora desmascarados membros da Lava Jato, deixam muito evidente que toda a operação nada tinha a ver com combate à corrupção, mas era uma tramoia coordenada por um país estrangeiro, visando dar as cartas da política no país e atingir seus objetivos econômicos e políticos. O que se sabe é que os Estados Unidos para continuar na condição de potência, depende crescentemente dos recursos naturais da América Latina e, por esta razão, não quer perder o controle político e econômico da região.

A estratégia norte-americana tem caráter subcontinental, praticamente todos os países da América do Sul sofreram golpes, adaptados a cada realidade social e política. Na maioria dos países foram ataques desferidos sem participação aberta das forças armadas (que atuaram nos bastidores), utilizando os grandes meios de comunicação, parcela do judiciário e políticos da oposição para sacramentar o processo. Durante os governos Lula e Dilma, o Brasil tomou iniciativas que desagradaram ao Império: aproximação com os vizinhos sul-americanos, fortalecimento do Mercosul, organização do BRICS, votação da Lei de Partilha, projeto de fabricação de submarino nuclear em parceria com a França, fortalecimento da indústria, etc.

Somente um processo sofisticado de manipulação da população poderia possibilitar o apoio a uma operação entreguista como a Lava Jato e aceitar com naturalidade o repasse, ao Império do Norte, de petróleo, água, minerais e território para instalação de bases militares. Em 2015 achávamos que o pessoal da operação Lava Jato eram apenas idiotas úteis, deslumbrados com a chance de rastejar perante o poder imperialista. No entanto, com as impressionantes denúncias que foram surgindo, a partir da Vaza Jato, ficamos sabendo que a coisa foi bastante diferente. O chefe da operação, por exemplo, estava ganhando um bom dinheiro, como palestrante e vendedor de livros, inclusive em reuniões secretas com banqueiros, que ajudaram a financiar o golpe. Deslumbrado pelos acontecimentos, Dallagnol foi, possivelmente, o mais imprudente de todos: em algumas conversas vazadas comentou ter faturado com palestras e livros R$ 400 mil, somente em alguns meses de 2018.

Os procedimentos ilegais utilizados na operação, prisões arbitrárias, vazamento seletivo de delações de criminosos, desrespeito aos princípios mais elementares da democracia (como a presunção de inocência), e a mobilização da opinião pública contra pessoas delatadas, são técnicas largamente utilizadas pela CIA em golpes e sabotagens mundo afora. Blindados pela mídia, a arrogância e o descaso com a opinião pública era tão grande que a Lava Jato fez acordos de colaboração com o departamento de justiça dos EUA, com troca de informações de um lado e outro, para uso inclusive, das estruturas jurídicas americanas em processos contra a Petrobrás.

O interesse do capital internacional, essencialmente o norte-americano, obviamente é ampliar o acesso e o controle sobre fontes de recursos naturais estratégicos, em momento de queda da taxa de lucro ao nível internacional (terra, água, petróleo, minérios, e toda a biodiversidade da Amazônia). Mas no golpe houve todo um interesse geopolítico, de alinhar o Brasil nas políticas dos EUA, como ocorreu em todos os golpes.

Os países imperialistas corrompem para ter acesso a direitos e todo tipo de riquezas dos países subdesenvolvidos. Logo após o golpe no Brasil, em 2016, conforme estava no script, o governo Temer tomou várias medidas favoráveis às petroleiras: redução das exigências de conteúdo local, redução de impostos, dispensa de licenças ambientais, concessão de poços de petróleo a preços de banana. A mamata envolve valores acima de um trilhão de reais (em 20 anos), tirados da mesa dos brasileiros mais pobres (conforme previa a lei de Partilha). Algum incauto, por mais colonizado e tolo que seja, seria capaz de supor que, nessa altura dos acontecimentos, essas benesses concedidas às petroleiras foram concedidas pela simples admiração aos costumes requintados dos países imperialistas?

Uma informação que circulou em 2016, após o golpe, com origem no Wikileaks, foi a de que Michel Temer era informante do governo americano. É claro que as informações que ele passava para a embaixada americana eram remetidas para órgãos estratégicos do governo dos Estados Unidos. O detalhe é que Temer era vice-presidente da República e seu partido era o segundo mais importante na coalização de governo. Temer fazia críticas pesadas ao governo na ocasião, afirmando que o governo gastava muito com programas sociais. Temer, que atualmente é uma espécie de conselheiro informal de Bolsonaro, negou as denúncias, claro. Mas o Wikileaks divulgou telegramas trocados entre Temer e a embaixada, além de outros indícios.

O envolvimento dos Estados imperialistas nos golpes recentes na América Latina, liderado pelos EUA, atende a interesses de Estado (por exemplo, água, petróleo, bases militares). Mas em boa parte corresponde ao interesse das suas empresas também, grandes oligopólios, que dominam amplos setores da produção mundial. Segundo a Revista Forbes, das 500 maiores empresas do mundo em 2019, 62% se originam em quatro países (EUA, China, Japão e França). Só os EUA é o país-sede de 128 grupos, mais de ¼ do total. O país de origem das grandes empresas mundiais é sempre uma boa referência para saber se o país em questão é desenvolvido ou subdesenvolvido. Das 500 maiores empresas do mundo apenas oito são brasileiras, de acordo com o ranking Fortune 500, o que diz muita coisa sobre o nosso desenvolvimento.

Isto significa que, apesar de o Brasil ser a 10ª economia do mundo, sedia apenas 1,6% das 500 maiores empresas do mundo. Não por coincidência, a primeira empresa brasileira, com a 74ª colocação no mundo, a Petrobrás, foi a empresa-alvo da operação Lava Jato e do golpe em geral. Observe-se que das oito empresas brasileiras que constam da lista da Forbes três são estatais, na mira dos tubarões para serem privatizadas.

Novas mensagens confirmam o que Delgatti disse ao 247: Lava Jato emparedou tribunais superiores

“Num cenário como este, de emparedamento e cooptação de magistrados, processos se tornaram uma mera formalidade. O destino de cada um já estava definido antes mesmo do recebimento da denúncia. Era um jogo combinado”, escreve o jornalista Joaquim de Carvalho

Novas mensagens periciadas pela defesa do ex-presidente Lula confirmam o que disse o hacker Walter Delgatti Neto, na entrevista ao 247, em relação à estratégia dos procuradores da Lava Jato de emparedar os ministros das cortes superiores.

Delgatti disse que Deltan Dallagnol definia a estratégia e comandava o vazamento de informações para constranger aqueles que ele e seus colegas consideravam obstáculos para os propósitos da força-tarefa.

“Eu lembro que, assim que eu tive acesso, teve até um observatório — eu não recordo o nome agora —, que falou mal da Lava Jato. O Deltan fez uma reunião entre eles, encontraram uma delação que tinha o nome dele, e vazaram essa delação. Eles não queriam inimigos”, afirmou na entrevista.

“Quem falasse mal da Lava Jato, eles atacavam”, acrescentou. “O mesmo eles fizeram com o Gilmar Mendes, que sempre atacou a Lava Jato. Era o maior inimigo deles. Eles faziam de tudo para chegar ao Gilmar Mendes. Eles tentaram até o impeachment do Gilmar Mendes”.

Delgatti falou sobre a pressão que os procuradores fizeram no final de 2015 contra o então relator da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça, Marcelo Navarro Ribeiro Dantas.
Nesse ponto, ele trocou o nome de Ribeiro Dantas pelo de Félix Fischer, mas, no confronto com as mensagens agora periciadas, fica claro que se trata do antigo relator, que tomou decisões que contrariaram a Lava Jato e acabou afastado.

“Eles faziam uma análise de todas as decisões, o perfil e montavam já alguma peça ou algo encurralando ele e enviava para a PGR”, destacou.

Nas mensagens periciadas pela defesa do ex-presidente, Ribeiro Dantas é citado em um diálogo de 28 de novembro de 2015, alguns dias antes de ser afastado da relatoria da Lava Jato

Nomeado para a corte dois meses antes, Ribeiro Dantas tinha revogado algumas prisões preventivas decretadas por Moro.

Covas tem diagnóstico de novo nódulo no fígado e volta para quimioterapia

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), foi diagnosticado com um novo nódulo no fígado, segundo comunicado emitido nesta quarta-feira (17) por sua equipe médica. Por isso, o tratamento de imunoterapia foi interrompido e ele voltou à quimioterapia.

Comunicado dos médicos de Covas diz que ele foi internado no Hospital Sírio-Libanês na terça (16) para realizar exames de controle relativos ao tratamento contra um câncer no trato digestivo.

“Os exames de imagem realizados nesta 4ª feira, 17/02, evidenciaram sucesso da radioterapia no controle dos linfonodos, próximos ao estômago. Foi detectado também o surgimento de um novo nódulo no fígado, cuja presença enseja ajuste no tratamento”, diz o comunicado.

Segundo o comunicado, a imunoterapia será interrompida para o início da quimioterapia ” Inicialmente estão prescritas quatro sessões de 48 horas, com intervalos de 14 dias entre cada uma”, diz o comunicado. Ao fim deste ciclo, serão realizados novos exames.

A quimioterapia já foi iniciada nesta quarta (17). Por isso, Covas continua internado até sábado.

Segundo o boletim, Covas está bem disposto, alimentando-se bem e recuperando peso após período de radioterapia.

O prefeito já havia feito tratamento com quimioterapia e a metástase no fígado havia desaparecido.

Em outubro de 2019, exames apontaram o surgimento um tumor no trato digestivo do prefeito Bruno Covas.

Entre outubro de 2019 e fevereiro último, o prefeito fez oito sessões de quimioterapia. As lesões cancerígenas regrediram, mas não desapareceram por completo. Desde fevereiro, ele passou a fazer uso da imunoterapia.

A imunoterapia, que normalmente dura dois anos, tem revolucionado o tratamento de vários tipos de câncer. No caso de Covas, além do tumor na cárdia, foram detectadas lesões no fígado e nos linfonodos ao lado do estômago.

Oposição protocola pedido de cassação de Daniel Silveira no Conselho de Ética da Câmara

“Consideramos que o deputado quebrou o decoro ao atacar a Constituição e as Instituições”, dizem líderes do PT, PSB, PDT, PCdoB, PSOL e Rede

Líderes de seis partidos políticos de oposição do governo de Jair Bolsonaro na Câmara – PT, PSB, PDT, PCdoB, PSOL e Rede, protocolaram na noite desta quarta-feir (17) uma representação coletiva no Conselho de Ética da Casa em que pedem a cassação do mandato do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ).

“Consideramos que o deputado quebrou o decoro ao atacar a Constituição e as Instituições. O processo deve ser analisado de forma célere no Conselho de Ética e posteriormente no plenário da Câmara”, dizem os líderes da oposição em nota.

Daniel Silveira teve sua prisão preventiva confirmada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta quarta-feira. Minutos depois, a Procuradoria-Geral da República denunciou Silveira ao Supremo, acusando-o de cometer crime de coação no curso do processo e outros dois delitos da Lei de Segurança Nacional.

https://www.slideshare.net/aquileslins/representao-contra-daniel-silveira

Até Villas Bôas, que pressionou STF para não soltar Lula, debocha de reação tardia de Fachin

Assim como internautas e o jornalista Reinaldo Azevedo, o general Villas Bôas também debochou da reação tardia do ministro Edson Fachin, do STF. “Três anos depois”, escreveu o militar no Twitter

Assim como internautas e o jornalista Reinaldo Azevedo, o general Villas Bôas também debochou da reação tardia do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação à sua publicação ameaçadora que pressionava a Corte a não soltar o ex-presidente Lula.

Nesta terça-feira, 16, o general comentou a publicação no Twitter de uma matéria sobre a reação de Fachin. Ele escreveu em resposta: “três anos depois”.

Na segunda-feira, 15, Reinaldo Azevedo provocou o ministro do STF ao afirmar que sua reação a tuíte ameaçador do general Villas Bôas ocorreu “com três anos de atraso”. Nesta terça, 16, ele voltou a provocar o general. “Fachin deve emitir uma nota a favor da suspeição de Moro daqui a dez anos”, afirmou no Twitter.

Em abril de 2018, o STF julgaria um habeas corpus de Lula. O relator era Fachin. Antes do julgamento, Villas Boas publicou duas notas em rede social em que falava que o Exército compartilhava o “repúdio à impunidade”.

Moro é aconselhado a disputar a presidência para usar candidatura como tábua de salvação

A candidatura presidencial de Moro seria uma espécie de imperativo de autodefesa, dizem seus aliados, no momento em que o STF se prepara para julgar sua suspeição

O ex-juiz Sergio Moro, que está prestes a ser declarado suspeito pelo Supremo Tribunal na Lava Jato, em razão dos abusos cometidos contra o ex-presidente Lula, está sendo aconselhado a disputar a presidência para usar candidatura como tábua de salvação.

Sergio Moro “é aconselhado por amigos a retomar o projeto político”, diz Josias de Souza. “Embora não admita a candidatura diante dos refletores, Moro soa em privado como se não descartasse categoricamente a hipótese de concorrer ao Planalto (…).

A candidatura presidencial de Moro seria uma espécie de imperativo de autodefesa. Moro revela-se incomodado com o que chama de ‘criminalização’ da Lava Jato. E os amigos receiam que, fora do ringue eleitoral, o autor da sentença que proporcionou a Lula uma temporada na cadeia será moído durante a campanha. Candidatando-se, Moro reivindicaria a paternidade da causa anticorrupção, que ficou órfã.”

Silêncio, medo e omissão diante da confissão do general Villas Bôas: assim morre a democracia e avançam as ditaduras

Jeferson Miola avalia que, com o silêncio da oposição, dos partidos, movimentos sociais e instituições diante da confissão do general Villas Bôas dos atentados do Exército contra a democracia, “o Brasil dá passos largos no sentido de virar a chave do regime civil para o regime militar.”

No livro recém lançado – General Villas Bôas, conversa com o comandante, organizado por Celso de Castro [FGV Editora] – o ex-Comandante do Exército confessou que a decisão de emparedar o STF para forçar a Suprema Corte a manter a prisão ilegal do Lula sentenciada pelo então juiz Sérgio Moro não foi uma decisão exclusiva dele, mas de todo Alto-Comando do Exército Brasileiro [EB].

O general afirma que naquele 3 de abril de 2018 “tínhamos a consciência de estarmos realmente tangenciando o limite da responsabilidade institucional do Exército”, mas mesmo assim agiram como agiram “até porque o conteúdo foi discutido minuciosamente por todos nós”.

Todos nós”, no caso, eram “os comandantes militares de área” que analisaram “o ‘rascunho’ [do conteúdo do twitter] elaborado pelo meu staff e pelos integrantes do Alto-Comando residentes em Brasília”.

Recebidas as sugestões, elaboramos o texto final”, explicou o general, acrescentando que “a nota foi expedida às 20 horas e 20 minutos” de 3 de abril de 2018.

Logicamente, desejávamos que a repercussão fosse imediata, mas fomos surpreendidos, sim, por ter sido veiculada logo em seguida, pelo Jornal Nacional”, explicou o “surpreso” general com a “incrível presteza” do principal noticiário da Rede Globo contra Lula.

Assumindo a prática de crime, Villas Bôas explicou que não consultou previamente o ministro da Defesa sobre a ameaça ao STF porque “se o informasse, ele se tornaria corresponsável” – no caso concreto, cúmplice do crime.

Villas Bôas justificou que também não consultou a Marinha e a Força Aérea porque “com ambos compartilhávamos total alinhamento de ideias”. O general relata que conversou “com o [general-ministro do GSI] Etchegoyen que já havia conversado com o presidente Temer, o qual se limitou a dizer ‘está bem’, aparentemente sem dar maior importância”.

Villas Bôas prevê que se o STF cumprisse a Constituição para impedir a prisão ilegal do Lula, haveria “uma enorme insatisfação da população”. Neste caso, disse ele, “é lógico que todos iriam olhar para o Exército, momento em que daríamos um exemplo de institucionalidade”; ou seja, interviriam ilegalmente na política.

Todas as citações acima da entrevista do general Villas Bôas constam das páginas 183 a 192 do livro, e comprovam o envolvimento político e institucional do Exército na conspiração para eleger Bolsonaro e instalar um governo militar no Brasil.

Surpreende que a confissão deste atentado do Exército à ordem constitucional do país tenha sido revelada no atual momento. Será uma ostentação de força, de poder e de controle total dos militares sobre a política e sobre a realidade nacional?

Ou será fruto da vaidade de um general-conspirativo em fim de carreira e já nos estertores da vida devido ao avanço de doença degenerativa, que decide publicar suas memórias, reposicionar sua biografia e repartir responsabilidades?

O historiador e notável estudioso de assuntos militares Manoel Domingos Neto pensa “que Villas Bôas quis deixar fixada sua versão do processo. Com isso, confessou muitos crimes contra a ordem democrática”.

Independente da motivação do Alto-Comando do Exército, o fato concreto é que o país está diante da confissão de um general do EB acerca de um crime previsto:

– no inciso XILV do artigo 5º da Constituição [constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático];

– nos “crimes contra as instituições democráticas” de InsurreiçãoGolpe de Estado e Conspiração definidos nos artigos 365, 366 e 367 do Código Penal;

– nos crimes de lesão ao “regime representativo e democrático” definidos na Lei de Segurança Nacional; e

– nos crimes de “insurreição armada contra os poderes do Estado” especificados na Lei de Crimes contra o Estado e a Ordem Política e Social.

Na biografia de Michel Temer pôde-se conhecer a respeito dos encontros secretos dos generais-traidores Sérgio Etchegoyen e Villas Bôas, nomeados pela presidente Dilma, com o também traidor e usurpador Michel Temer/MDB, para tramarem o impeachment fraudulento dela própria, Dilma.

Do ponto de vista histórico, o general-traidor-conspirador Villas Bôas foi para Dilma Rousseff o mesmo que o general-traidor-conspirador Augusto Pinochet foi para o presidente chileno Salvador Allende.

Não por acaso, em 2 de janeiro de 2019, durante a posse do general Fernando Azevedo e Silva no ministério da Defesa, Bolsonaro agradeceu ao padrinho: “general Villas Bôas, o que já conversamos ficará entre nós. O senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui”.

Ainda mais escandaloso que a confissão de crime pelo ex-comandante do EB é o silêncio, a omissão e o medo das instituições [STF, PGR, OAB], dos partidos políticos e do Congresso acerca do crime confessado pelo general Villas Bôas.

Não foi pedido abertura de inquérito, não foi aberta investigação, não foi feita denúncia, não teve um único discurso no Congresso e não foi proposta CPI.

É ainda mais grave: os partidos políticos, as instituições e o Congresso sequer divulgaram notas oficiais a respeito deste que é o maior atentado ao Estado de Direito e à democracia no Brasil.

É com a letargia, o silêncio, a omissão e a covardia das instituições, dos partidos políticos e da sociedade que as democracias morrem e que avançam as ditaduras.

Neste ritmo, o Brasil dá passos largos no sentido de virar a chave do regime civil para o regime militar.

Ministério reduz financiamento de leitos Covid e Bruno vai a Brasília ‘pedir socorro’

Em meio ao agravamento da pandemia no Brasil, o governo federal está suspendendo o financiamento de leitos destinados a pacientes com a Covid-19. O fato preocupa o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), que decidiu ir a Brasília na próxima semana para tratar do assunto. O gestor solicitou uma audiência com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e solicitar que a suspensão do pagamento seja reconsiderada. O encontro deve ocorrer na quarta-feira (17).

Os custos de manutenção dos leitos são divididos entre Ministério da Saúde e prefeituras ou gestão estadual. Bruno Reis teme pelo impacto da suspensão do financiamento nos cofres públicos. “Imagina as prefeituras arcarem com R$ 2,4 mil de diária?”, questionou.

“Só para vocês entenderem uma conta rápida aqui: com 250 leitos que nós vamos reestabelecer, pagando R$ 800 por leito é R$ 6 milhões. Se o governo federal não ajudar essa conta hoje é de R$ 18 milhões por mês”, exemplificou o prefeito durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (11).

Salvador está em alerta após registrar novo crescimento dos números da pandemia. Na ocasião, o prefeito também chamou a atenção para o aumento dos casos ativos, novos infectados e da taxa de transmissão do coronavírus.  A capital baiana começou o dia com taxa de ocupação de UTIs Covid-19 em 74%. E na quarta-feira (10) registrou 3.229 casos ativos da Covid-19, número registrado pela última vez em 19 de julho.

Diante dos dados, além da abertura de 20 leitos de Tratamento Intensivo na no Hospital de Campanha Santa Clara nesta sexta (12), a gestão municipal também decidiu ampliar o gripário de São Cristóvão (leia mais aqui).

OUTRAS PAUTAS

Na viagem à capital federal na próxima semana o democrata também deve se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para pedir definições a respeito do Auxílio Emergencial.

Outro encontro marcado é com o presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco (DEM), em que Bruno Reis vai pleitear apoio em relação a questões envolvendo o transporte público.



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