Sobe para 61 o número de mortos em incêndio em Portugal

19 junho, 2017 | Por: Editor

‘É a pior tragédia que vivemos nos últimos anos’, diz primeiro-ministro.

LISBOA — Um incêndio iniciado na fim da tarde de sábado, no município de Pedrógão Grande, na região central de Portugal, provocou a morte de ao menos 61 pessoas, informaram as autoridades na manhã deste domingo. O número de feridos chega a 54, neste que pode ser o pior incêndio florestal da história do país.

— A prioridade agora e salvar as pessoas que podem seguir em perigo — declarou o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, que acompanha o desenrolar do incêndio da sede da Defesa Civil, em Lisboa. —Infelizmente, esta é sem dúvida a pior tragédia que vivemos nos últimos anos em termos de incêndios florestais — concluiu, ressaltando que é possível que existam “mais vítimas fatais”.

Pelo menos 30 pessoas morreram dentro dos veículos ou foram pegas pelas chamas perto dos carros, na estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Três morreram asfixiadas pela fumaça em um cemitério. Dos feridos, 18 foram transferidos para hospitais em Lisboa, Porto e Coimbra.

692 bombeiros, com 224 veículos e dois aviões, foram enviados para o combate às chamas que começaram por volta das 14h de sábado, numa localidade de Pedrógão Grande, a 200 quilômetros de Lisboa, no distrito de Leiria. Segundo o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, o fogo “segue avançando em quatro frentes, dois deles com grande violência”.

— O incêndio se estendeu de uma forma que não tem explicação absolutamente nenhuma — disse Gomes, informando que muitas das vítimas foram calcinadas dentro de seus veículos enquanto circulavam por uma estrada. — É difícil dizer se estavam fugindo do fogo ou foram surpreendidos por ele — disse o secretário.

 

De acordo com investigações preliminares, não existem indícios de que o incêndio foi criminoso. A explicação mais provável é que um raio tenha dado início ao fogo, que se alastrou por florestas de eucaliptos.

— A PJ conseguiu determinar a origem do incêndio e tudo aponta muito claramente para causas naturais — explicou Rodrigues. — Inclusive encontramos a árvore que foi atingida por um raio.

O fogo teria começado em Escalos Fundeiros, município em Pedrógão Grande. Segundo as autoridades, o vento e o tempo seco facilitaram que as chamas se alastrassem.

— Nós temos equipes no terreno em três frentes. Por um lado, no plano da prevenção, embora obviamente com trovoadas não seja possível prevenir o que quer que seja — disse Rodrigues. — Equipes para determinar as causas e a progressão do incêndio, e outra para investigar as causas das mortes das pessoas que foram atingidas por esta tragédia.

O país enfrenta nos últimos dias uma onda de calor atípica, com temperaturas acima de 40 graus Celsius, o que aumenta o risco de incêndios. Ao meio-dia deste domingo, pelo horário local (8h de Brasília), a Defesa Civil informou que haviam cinco grandes incêndios no país nos distritos de Castelo Branco, Coimbra, Leiria e Santarém. Ao todo, 1,6 mil homens, com 495 veículos e 15 aeronaves estão trabalhando no combate às chamas.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, viajou à zona atingida para prestar suas condolências às famílias das vítimas, e “compartilha sua dor, em nome de todos os portugueses”. Ele destacou o trabalho dos bombeiros, “que fazem o máximo possível” diante das difíceis condições.

O governo decretou três dias de luto nacional, entre este domingo e terça-feira. A agenda do presidente também foi suspensa.

Fonte: O Globo

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